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PRONAC 244449Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

4ª Edição do Ajeum Literário

INSTITUTO QUILOMBO GBESA - IQG
Solicitado
R$ 288,3 mil
Aprovado
R$ 288,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações Educ-Cult em Humanidades em geral
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2024-12-01
Término
2025-07-31
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

O 4ª edição do Ajeum Literário é uma proposta de fomento à literatura negra que contempla 6 oficinas de escrita criativa, 2 bate-papos sobre economia criativa e um sarau literário.Além a proposta pretende também sortear 50 livros afro-referenciados durante a realização do evento. A iniciativa pretende estimular a leitura, a escrita, o pensamento crítico-reflexivo, o empreendedorismo criativo e a produção cultural das favelas, sendo todas as ações realizadas gratuitamente e com acessibilidade em Libras.

Sinopse

PRODUTO CURSO/ OFICINA/ESTÁGIOAs oficinas pretendem abordar temas com: Narrativas da Diáspora Negra; Literatura como Ferramenta de Resistência e Reescrevendo os Prestígios das Experiências Negras. As oficinas serão mediadas por: Nome: Sued Hosaná. Currículo: Conhecida como A Deusa, antes de tudo negra e sempre travesti, multiartista, nestudante de pedagogia, membro do coletivo AFROBAPHO, Ex-vocalista e co-fundadora do duo AS MAMBAS, co-fundadora do podcast AFRONTRAVAS, desenvolve trabalhos envolvendo várias linguagens da arte (música, poesia e performance). Nome: Sandro Sussuarana Currículo: homem negro, é um dos idealizadores do projeto Sarau da Onça, é produtor cultural e articulador de Jovens do bairro de Sussuarana. É autor de 2 livros (solo) "Verso (s) Sob (rê) Min (2017) e "Traficando Informação" (2022). Nome: Rilton Junior ou Poeta com P de Preto (pseudônimo) Currículo: ator, Poeta, Escritor, Oficineiro, Agente / Produtor / Gestor Cultural. Atua como Artevista no Grupo Juventude Ativista de Cajazeiras (JACA). Nome:Carolaine Novaes dos Santos Cerqueira | Rool Cerqueira Currículo: Artista negra, bacharel em Artes Interdisciplinares e graduanda em Artes Cênicas, pela Universidade Federal da Bahia. Com Pesquisadora do GEIC/UFBA, extensionistas do projeto Entre Corres e Cores (UFBA) e coofundadora do Coletivo ZeferinaS (2016), a artista é portal de grandes projetos paridos na cidade de Salvador/BA que unem cerca de + de 30 títulos inter(nacionais) e regionais ao longo da sua estrada. Nome: Luiza Cruz Marques dos Santos | Luz MarquesCurrículo: Mulher negra, multiartista, atriz griô, diretora, poeta, costureira, escritora, artesã,reflexoterapeuta, arteterapeuta. Atua a 23 anos com performances de teatro de rua, atuou em países como, Argentina, Bolívia, Alemanha e Itália. Nome: DANIELE FRUTUOSO Currículo: Professora de Redação, graduada em Letras e Espanhol. É especialista em Educação do EJA pela FAAC. Atualmente, mestranda em Estudos em Linguagem pela Professora da rede estadual de ensino Reda. É também professora de redação dos pré-vestibulares Gbesa e Jenipapo Urucun e redes de ensino pública e particular. Mediadora de aprendizado na oficina de escrita criativa na 1a e 2a edição do projeto Ajeum Literário. PRODUTO SEMINÁRIO/ SIMPÓSIO / ENCONTRO / CONGRESSO / PALESTRA / BATE-PAPOTemas: Economia Criativa Negra no Contexto Literário e Estratégias de Divulgação e Captação de Recursos na Produção; mediados por Sandro Sussuarana, um dos idealizadores do projeto Sarau da Onça, é produtor cultural e articulador de Jovens do bairro de Sussuarana. É autor de 2 livros (solo) "Verso (s) Sob (rê) Min (2017) e "Traficando Informação" (2022), Rilton Junior ou Poeta com P de Preto (pseudônimo) ator, Poeta, Escritor, Oficineiro, Agente / Produtor / Gestor Cultural. Atua como Artevista no Grupo Juventude Ativista de Cajazeiras (JACA) onde através da cultura e arte visa propor um diálogo com a juventude negra brasileira plantando a semente da descolonização mental que é a poesia preta. Particaparão também Rool Cerqueira, artista negra, bacharel em Artes Interdisciplinares e graduanda em Artes Cênicas, pela Universidade Federal da Bahia. Com Pesquisadora do GEIC/UFBA, extensionistas do projeto Entre Corres e Cores (UFBA) e coofundadora do Coletivo ZeferinaS (2016), a artista é portal de grandes projetos paridos na cidade de Salvador/BA que unem cerca de + de 30 títulos inter(nacionais) e regionais ao longo da sua estrada, Luz Marques multiartista, atriz griô, diretora, poeta, costureira, escritora, artesã, reflexoterapeuta, arteterapeuta, mãe de Pedro Henrique, Regino Neto e Zuri Mahim. Atua a 23 anos com performances de teatro de rua, atuou em países como, Argentina, Bolívia, Alemanha e Itália e Emillie Lapa, cantora, multi-instrumentista, compositora, atriz, arte-educadora e diretora musical de espetáculos teatrais, a artista soteropolitana Emillie Lapa (@emillielapa) é também idealizadora e regente do Grupo de Mulheres Negras com Pandeiro na Mão. Compositora do sucesso "Banho de Folhas" em parceria com a cantora Luedj Luna, além da canção "Morada de Barro" premiada no Festival de Música Educadora FM 2021 em parceria com Natalyne Santos. PRODUTO FESTIVAL/MOSTRA/SARAU:Tema: Confluindo Artes, Literatura, Educação e Identidade Negra Periférica. O sarau contará com a participação dos seguintes artistas: Nome: Sued Hosaná. Currículo: Conhecida como A Deusa, antes de tudo negra e sempre travesti, multiartista, nestudante de pedagogia, membro do coletivo AFROBAPHO, Ex-vocalista e co-fundadora do duo AS MAMBAS, co-fundadora do podcast AFRONTRAVAS, desenvolve trabalhos envolvendo várias linguagens da arte (música, poesia e performance). Nome: Sandro Sussuarana Currículo: homem negro, é um dos idealizadores do projeto Sarau da Onça, é produtor cultural e articulador de Jovens do bairro de Sussuarana. É autor de 2 livros (solo) "Verso (s) Sob (rê) Min (2017) e "Traficando Informação" (2022). Nome: Rilton Junior ou Poeta com P de Preto (pseudônimo) Currículo: ator, Poeta, Escritor, Oficineiro, Agente / Produtor / Gestor Cultural. Atua como Artevista no Grupo Juventude Ativista de Cajazeiras (JACA). Nome:Carolaine Novaes dos Santos Cerqueira | Rool CerqueiraCurrículo: Artista negra, bacharel em Artes Interdisciplinares e graduanda em Artes Cênicas, pela Universidade Federal da Bahia. Com Pesquisadora do GEIC/UFBA, extensionistas do projeto Entre Corres e Cores (UFBA) e coofundadora do Coletivo ZeferinaS (2016). Nome: Luiza Cruz Marques dos Santos | Luz MarquesCurrículo: Mulher negra, multiartista, atriz griô, diretora, poeta, costureira, escritora, artesã, reflexoterapeuta, arteterapeuta, mãe de Pedro Henrique, Regino Neto e Zuri Mahim. Atua a 23 anos com performances de teatro de rua, atuou em países como, Argentina, Bolívia, Alemanha e Itália. Nome: Emillie Lapa Currículo: Cantora, multi-instrumentista, compositora, atriz, arte-educadora e diretora musical de espetáculos teatrais, a artista soteropolitana Emillie Lapa (@emillielapa) é também idealizadora e regente do Grupo de Mulheres Negras com Pandeiro na Mão. Compositora do sucesso "Banho de Folhas" em parceria com a cantora Luedj Luna, além da canção "Morada de Barro" premiada no Festival de Música Educadora FM 2021 em parceria com Natalyne Santos. Nome: Natalyne Santos Currículo: Atriz, arte-educadora, pesquisadora, escrevivente, compositora, filha do Recôncavo Baiano, Cidade de São Francisco do Conde BA. A artista Natalyne Santos (@natalynesantoss) é Licenciada em Teatro e Mestra em Artes Cênicas pelo Programa de pós-graduação em Artes Cênicas PPGAC-UFBA. Compositora da canção "Morada de Barro" premiada no Festival de Música Educadora FM 2021 em parceria com Emillie Lapa e idealizadora do Espetáculo Poético Musicado Mariar Um Mar de Poesias. Nome: Eliane Brito Currículo: Professora de Gramática, mestra em Letras pela UFBA e professora de Língua Portuguesa na rede Municipal de Ensino e nos pré-vestibilares Quilombo Educacional Gbesa e Genipapo Urucun, mediadora de aprendizado na oficina de escrita criativa na 1a edição do projeto Ajeum Literário. Nome: Cleonildes Maria da Fonseca ou Nildinha Fonseca Currículo: Mulher negra, mae, candomblecista, bailarina, pesquisadora das danças de matriz africana e folclore brasileiro,professora, coreógrafa, dançarina/ intérprete. Coordenadora e professora da escola balé Júnior do balé folclórico da Bahia bem como preparadora técnica do elenco da cia. Diretora, coreógrafa e produtora do grupo folclórico Bahia Axé. Nome: Breno Silva Currículo: Artista da palavra (poeta e escritor), fotógrafo, produtor cultural e ativista comunitário. Sou idealizador e coordenador do evento acadêmico Circuito Cultural Além dos Muros (UFRB), diretor do Podcast Visual Versos de Agora. PRODUTO EBOOK:Tema: Escrevivências Criativas de Jovens Estudantes Negros e Negras das Escolas Públicas de Salvador.

Objetivos

Objetivo Geral Promover a valorização da identidade cultural e literária afro-diaspórica, em bairros periféricos de Salvador, por meio da 4ª edição do Ajeum Literário, integrando a abordagem da economia criativa para potencializar o impacto cultural e a democratização do acesso à cultura afro-brasileira na periferia. Objetivo específico Produto CURSO/OFICINA/ ESTÁGIO: Promover seis (06) oficinas de escrita criativa, incentivando a leitura, escrita e reflexão crítica, em escolas públicas da periferia, durante o período de 02 meses, com carga horária de 2h cada, totalizando 12 horas. Estimular a leitura, através de sorteio de livros afro referenciados, durante a realização do evento Produto SEMINÁRIO/ SIMPÓSIO / ENCONTRO / CONGRESSO / PALESTRA / (BATE-PAPO VIRTUAL) Realizar (02) bate-papos virtuais, com carga horária de 2h cada, realizados quinzenalmente durante um mês, sobre empreendedorismo na economia criativa negra, explorando contextos literários e estimulando a participação ativa da comunidade. Produto FESTIVAL/MOSTRA (SARAU): Promover 01 sarau literário, na Universidade do Estado da Bahia, com duração de 2h, como ponto culminante do projeto, proporcionando um ambiente de celebração com música, dança, poesia e expressões artísticas para os/as envolvidos/as. PRODUTO EBOOK: Criar e divulgar (01) e-book resultante das oficinas de escrita criativa, com divulgação on-line nas redes sociais e site do Instituto Quilombo Gbesa, que documente e promova o potencial criativo dos/as devolvidos/as. CONTRAPARTIDA SOCIAL: Contribuir para o fortalecimento da identidade cultural afro-brasileira, a partir da promoção de atividades artístico-culturais gratuitas e acessíveis, em espaços e instituições de ensino público, com vista a promover a inclusão, valorização e desenvolvimento pessoal e artístico de comunidades periféricas de Salvador. Além disso, a iniciativa pretende também promover por meio do seu plano de comunicação uma ampla divulgação de suas ações, através de recursos comunicacionais no ambiente físico e virtual, visando fortalecer a difusão e alcance do projeto e divulgação da marca financiadora do presente edital.

Justificativa

A proposta da 4ª edição do Ajeum Literário visa trabalhar com a literatura negra, por meio de oficinas, bate-papos e sarau, exclusivamente, nas periferias de Salvador. A iniciativa se propõe a estimular o desenvolvimento literário, a expressão artística e o universo ficcional, pela abordagem de questões relevantes sobre economia criativa no contexto da literatura para artistas e pessoas interessadas em empreender no campo literário. A utilização do espaço de escolas públicas localizadas em bairros periféricos e economicamente vulneráveis, para realização do projeto, possui um importante significado de potencializar a produção local e ressignificar o espaço educacional para as próprias demandas culturais da comunidade em que a escola está inserida. O cenário educacional revela desafios significativos, especialmente em relação à leitura e à escrita, refletindo as fissuras presentes no acesso à educação. Dados quantitativos evidenciam a persistência do analfabetismo global, com números alarmantes no Brasil, onde a exclusão educacional, principalmente de cunho racial, manifesta-se de maneira expressiva, sendo que a dificuldade de leitura, interpretação e produção textual impactam de forma mais intensa na população negra. Para abordar e superar essas barreiras, surge a proposta de realizar oficinas de escrita criativa, bate-papos e sarau literário na busca de incentivar e despertar o interesse ao mercado da produção literária e artística, utilizando intervenções poéticas de jovens periféricos negros e negras de Salvador. A importância da política de incentivo a projetos culturais nas favelas, atende a uma necessidade de captação de recurso a que o presente projeto se enquadra, nos respectivos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do país. Reconhecida por sua efervescência cultural e identitária, especialmente, nas periferias, Salvador é palco de diversas manifestações poéticas de resistência. Grupos como o "Coletivo Zeferinas", "Sarau da Onça", "Sarau do Jaca", "Sarau da Laje" e "Slam das Minas" ocupam espaços diversos, ocupando as ruas e promovendo as expressões artísticas desses jovens poetas periféricos. Identificados com a literatura negra, eles abordam em suas obras as complexidades do ambiente em que vivem, tratando de temas como racismo, falta de acesso à universidade, violência policial, tráfico, machismo, feminicídio e lgbtqia+fobia. A realização das oficinas criativas propostas pretendem utilizar essas produções artísticas como ponto de partida para reflexões e produção textual, confrontando diferentes gêneros textuais. A intenção é ampliar a capacidade de percepção e interpretação dos participantes, criando uma relação de identidade com a realidade retratada na poesia periférica. O interesse com a inclusão social é central na proposta, destacando-se o enfoque nas questões raciais e de gênero. A acessibilidade ao público surdo é uma prioridade, com tradução simultânea em Libras durante todas as atividades, garantindo um amplo acesso ao evento. Os eixos temáticos escolhidos para as discussões estão profundamente relacionados às experiências de vida das pessoas negras em diáspora, reconhecendo a urgência em criar espaços que enfrentem a discriminação. A proposta destaca a importância de colocar as experiências das pessoas negras em lugar de visibilidade, prestígio e valorização de suas trajetórias. O sarau no espaço universitário para os/as envolvidos/as e comunidades de Salvador é de suma importância para ampliar o acesso a uma diversidade de expressões artístico-culturais negras. Muitos enfrentam barreiras de acesso a experiências culturais diversas e a universidade, como espaço de conhecimento e expressão, pode se tornar uma ponte para a expansão de seus horizontes. Ao promover um sarau que engloba música, poesia e performance artística, proporciona-se uma imersão cultural rica, contribuindo para a quebra de estigmas, fortalecimento da identidade negra e a promoção da diversidade no ambiente acadêmico. Além disso, a realização do sarau no espaço universitário se revela crucial para familiarizar esses jovens com o ambiente acadêmico, muitas vezes desconhecido para eles. Muitos participantes, estudantes ou egressos/as das escolas públicas de Salvador podem ter pouco contato com a universidade, seja por questões socioeconômicas ou pela falta de iniciativas que facilitem a aproximação. Ao levar o sarau para esse contexto, criamos uma oportunidade não apenas de apreciação artística, mas também de desmistificação e inclusão, estimulando o interesse pela educação superior e incentivando a participação ativa nesse espaço que pode se tornar um agente transformador em suas vidas. A realização de bate-papos formativos sobre economia criativa no campo literário, com foco em captação de recursos, se torna imprescindível diante da demanda crescente de artistas negros que buscam empreender nesse cenário. É notável a efervescência artística nas periferias de Salvador, especialmente, entre jovens poetas periféricos, que encontram na literatura uma forma de expressão e resistência frente às adversidades vivenciadas. A iniciativa visa preencher uma lacuna existente, proporcionando aos artistas negros e negras do campo literário um conhecimento prático sobre como transformar sua produção artística em oportunidades financeiras sustentáveis. Dessa forma, os bate-papos formativos se tornam uma ferramenta educativa e estratégica de capacitação para além do aspecto criativo, mas também no âmbito econômico. A captação de recursos é uma etapa crucial para que os artistas negros possam consolidar e expandir suas carreiras literárias. Esse processo inclui diversas vias, como a busca por patrocínios, parcerias, financiamento coletivo, participação em editais culturais e a comercialização de obras. Compreender as nuances do mercado literário, identificar oportunidades e desenvolver estratégias eficazes de financiamento são elementos-chave para o sucesso e a sustentabilidade desses empreendimentos. Ao contextualizar a economia criativa dentro do campo literário, os bate-papos não apenas fornecem ferramentas práticas, mas também estimulam a reflexão sobre a importância do reconhecimento e valoração do trabalho artístico. Esse conjunto de ações para realização da 4ª edição do Ajeum Literário, busca oferecer um diversificado "banquete afro-diaspórico", inspirado na cultura africana yorubá, em que a palavra "ajeum" significa comida. Deste modo, a intenção é suprir não apenas as necessidades intelectuais, mas também afetivas e coletivas, baseando-se nos princípios da ancestralidade africana e na afroperspectivada do alimento da memória negra brasileira, cumprindo com os seguintes objetivos da lei Art. 3º da Lei 8313/91, que são: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023) II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres.

Estratégia de execução

Não se aplica

Especificação técnica

PRODUTO SEMINÁRIO/ SIMPÓSIO / ENCONTRO / CONGRESSO / PALESTRA / BATE-PAPO VIRTUAL Ambos os Bate-papos serão realizados de forma virtual, utilizando a plataforma do Youtube como meio de transmissão. A escolha por esta plataforma visa alcançar um público diversificado, proporcionar acessibilidade em Libras e possibilitar que esses materiais formativos possam ser acessados a posteriori. Cada encontro contará com dois participantes especializados na temática em discussão, garantindo uma abordagem abrangente e enriquecedora. A estrutura técnica incluirá recursos audiovisuais e interação com o público por meio de perguntas e comentários, promovendo uma experiência participativa e educativa para os/as espectadores/as. A proposta busca não apenas discutir, mas também promover ações concretas para impulsionar a literatura negra no contexto da economia criativa. A classificação é a partir dos 16 anos. PRODUTO FESTIVAL/MOSTRA / SARAU Data e Horário: A ser definido, com duração estimada de 3 horas.Local: Auditório da Universidade Pública, localizada na periferia de Salvador.Público-alvo: Estudantes de 5 escolas públicas periféricas (aproximadamente 240) e comunidade externa (até 60 pessoas).Acessibilidade: Tradução em Libras durante todas as apresentações.Programação: Músicas, danças, poesias e performances artísticas.Artistas: Seleção criteriosa de artistas negros e negras da periferia de Salvador.Tema Central: Discussões sobre relações raciais, racismo, negritude, questões de gênero, sexualidade, machismo, lgbtqia+fobias, periferias, ancestralidade e coletividade.Estrutura Técnica: Palco, iluminação cênica, sonorização adequada, projeção para apresentações visuais.Apoio Logístico: Colaboração com as escolas públicas para o transporte dos estudantes.Classificação Livre.PRODUTO EBOOK: O ebook será produzido em formato digital, acessível em diferentes plataformas, garantindo ampla distribuição. Os textos serão organizados pela equipe editorial responsável pela edição e diagramação do material coletado a partir das oficinas. A divulgação será realizada a partir de ações estratégicas nas redes sociais, portais jornalísticos e em parcerias com instituições educacionais. O projeto contempla a participação ativa dos estudantes, promovendo o protagonismo juvenil e consolidando as escolas públicas como agentes de transformação cultural e social. A classificação é livre.

Acessibilidade

Produto CURSO/OFICINA/ ESTÁGIO: MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCDS AUDITIVOS: Intérprete de Libras MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCDS INTELECTUAIS: Linguagem acessível MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCDS VISUAIS: autodescrição e legendas descritivas MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA: Rampas, banheiro adaptado, sinalização e corrimão PRODUTO FESTIVAL/MOSTRA/SARAU: MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCDS AUDITIVOS: Intérprete de Libras MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCDS INTELECTUAIS: Linguagem acessível. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCDS VISUAIS: autodescrição, legendas descritivas MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA: Rampas, banheiro adaptado, sinalização e corrimão ACESSIBILIDADE ATITUDINAL: Participante PcD (ampla participação de pessoas com deficiência, em igualdade de condições com as demais pessoas). PRODUTO SEMINÁRIO/ SIMPÓSIO / ENCONTRO / CONGRESSO / PALESTRA / BATE-PAPO MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCDS AUDITIVOS: Intérprete de Libras MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCDS INTELECTUAIS: Linguagem acessível. ACESSIBILIDADE ATITUDINAL: Participante PcD PRODUTO Ebook MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCDS INTELECTUAIS: Linguagem acessível MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCDS VISUAIS: legendas descritivas

Democratização do acesso

Com o objetivo de ampliar o acesso às ações do projeto, as atividades serão gratuitas e visam alcançar os públicos jovens e adultos. As dinâmicas presenciais acontecerão em 06 escolas públicas e na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), ambientes que estão localizados em contextos de periferia de Salvador/BA. Com isso, o projeto visa garantir maior aproximação do público com as temáticas escolhidas, tendo em vista a sua democratização e acesso para a comunidade no entorno. Será oferecido transporte gratuito aos participantes e à comunidade que desejarem participar do sarau. Os bate-papos, que vão acontecer virtualmente, ficarão disponíveis na plataforma do YouTube para acesso por tempo permanente. Outra ação importante de impacto é a veiculação de registros (fotográficos, audiovisuais) das oficinas e sarau, através das redes sociais e portais parceiros. Além disso, será disponibilizado de forma gratuita um e-book (on-line), com o intuito de ampliar o acesso às produções contempladas nos espaços das oficinas de escrita criativa. O plano de divulgação do projeto conta também com a articulação junto à imprensa e através de ações offline (distribuição de material impresso) e on-line (vídeos curtos e cards para redes sociais). Além disso promover o estimulo a leitura, através da distribuição /sorteio de livros com tematicas afro referenciadas. As medidas de “ampliação de acesso” que serão adotadas no projeto estão de acordo ao artigo 28 da IN nº 01/2023, nos seguintes incisos: III - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos; IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; ao X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC): Todas as ações serão gratuitas.

Ficha técnica

Anderson Conceição Santos Função: Coordenação geral Gestor, produtor cultural, arte-educador, capoeirista e artista negro. Atua na promoção de ações voltadas para difusão da cultura afro-brasileira, por meio da arte, educação e cultura há mais de 10 anos. É co-idealizador e coordenador geral do Quilombo Educacional Gbesa, coordenando projetos como pré-vestibular afro-perspectivado Gbesa (2019 a 2023), Ajeum Literário (20 (2021 a 2023) e formação para as relações etnicorraciais na educação voltada para docentes das redes públicas e privadas (2022). É produtor e coordenador pedagógico de projetos no Coletivo Pico Preto, desenvolvendo ações artístico-culturais, a exemplo da Revista Digital Ponto Art (2016 - 2018), WebSérie Voz Sem Medo (2016 - 2018), espetáculo Entrelinhas e espetáculo Despacho Despacho Deferido com circulações nacionais. Carla Nogueira Ferreira Função: Coordenadora pedagógica do projeto Educadora, mulher negra, pesquisadora, candomblecista, doutoranda pelo Programa Multidisciplinar em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com atuação no Grupo de Pesquisa: Memória e Identidade - Territórios e Identidades na Contemporaneidade. Mestrado em Estudo de Linguagens pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Graduação em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com ênfase nas Literaturas Africanas de Língua Portuguesa. Fernanda Conceição Santos Função: Produtora Executiva Mulher preta, nascida em Salvador - BA, atualmente reside na cidade de Belo Horizonte MG. Pratica a capoeira há 27 anos e ocupa a função de mestranda - formada pelo Grupo Internacional Oficina da Capoeira, é agente cultural, MBA em gestão e elaboração de projetos e fisioterapeuta. A mestranda Sinhá desenvolve atividades culturais na cidade de Belo Horizonte MG, promove ações que visam a valorização da cultura afro-brasileira e desenvolve oficinas de capoeira, maculelê e percussão nas comunidades da capital mineira. Além disso, é co-idealizadora do Emoriô elaboração de Projetos Culturais, um coletivo que contribui no ensino e acesso às leis de incentivo. Através da capoeira, teve a oportunidade de conhecer e visitar 10 estados brasileiros e 9 países, apresentando e divulgando a cultura afro-brasileira. Elton Bernardo Santos da Silva Função: Produtor Produtor executivo no Instituto Quilombo Gbesa (2019 a 2023), homem preto, produtor executivo do projeto Ajeum Literário (2022 a 2023), Coordenador pedagógico de formações docentes promovidas pelo Quilombo Gbesa ( 2021 e 2022), licenciado em Química pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professor de Química da educação básica, no pré-vestibular Quilombo Educacional Gbesa e no Pré-vestibular Jenipapo Urucun. Mestre em Ensino de Química pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências - UFBA/UEFS. Pesquisa a interseccionalidade entre raça e gênero implicados nas identidades e performances docentes, educação para as relações étnico-raciais e educação em afro-perspectivas. Maria Livia Ferreira Função: Assistente de produção Coordenadora Pedagógica no Quilombo Educacional Gbesa, licenciada e bacharel em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pedagoga pela Faculdade de Ciências da Bahia. Especialista em Educação com Ênfase em Gênero e Direitos Humanos pela UFBA. Atualmente, faz especialização em Psicopedagogia e Educação Especial pela Faculdade Única e em Mídias na Educação pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Coordenadora Pedagógica pela Rede Estadual de Educação da Bahia, professora voluntária no curso pré-vestibular Quilombo Educacional Gbesa e pré-vestibular Jenipapo Urucum. Além disso, atua como pesquisadora das temáticas relacionadas à construção das identidades e produção do espaço urbano. Daniele Souza Pereira Função: Assistente de produção Produtora e mediadora cultural nos coletivos Cinemas Possíveis, Ouriçado Produções e dos espaços promovidos pelo Instituto Quilombo Educacional Gbesa. Artista e produtora cultural negra, Integra a equipe de produção/comunicação/mediação da Pele Negra - Estudos em Teatro(s) Preto(s) e do Ilê Axé Omi Ogun siwaju. Henrique Almeida Santiago Função: assistente de produção Produtor cultural projeto LECCAZ, professor efetivo da rede básica do estado da Bahia, educador popular nos quilombos educacionais Orobu e Gbesa, no pré-vestibular indígena Jenipapo Urucum, mestrando no Profmat-Ufba e colaborador no grupo de pesquisa África e Matemática - com a porte para o ensino. Gabriel S Rodrigues dos Santos Função: Social Mídia e Assessoria de comunicação Formado em comunicação e jornalismo desde 2020, comunicador preto, atuou como social e assistente de produção em agências publicitárias soteropolitanas desde 2016. Integrou a equipe de comunicação da primeira edição do projeto Ajeum Literário, participou como assistente de produção do projeto Despacho Deferido, promovido pelo coletivo Pico Preto, em 2020, atualmente integra a equipe colaborativa de comunicação do Quilombo Educacional Gbesa. Gabriela Mattos Função: Intérprete de Libras Pedagoga, especialista em Libras. Desde 1998 atua na área de interpretação em Libras , em contextos religiosos , educacionais e artístico-culturais . Atua em shows musicais , espetáculos de dança e teatro, além de atuar na pandemia interpretando as lives musicais dos cantores baianos e nos carnavais , no trio de Saulo Fernandes ,(2020) , Xanddy Harmonia (2023) , São João da Bahia 2022 (Parque de Exposições), entre outros .

Providência

PROJETO ARQUIVADO.