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O "Negras Raízes: ritmos e danças ancestrais", configura-se por um Circuito de Oficinas de Formação em Samba de Roda, Jongo, Maculelê e Dança do Coco, dentre outras atividades, voltando-se às manifestações culturais afro-referenciadas. As oficinas serão preferencialmente ministradas por mulheres líderes negras e pessoas LGBTQIAP+ na Associação Zumbi Capoeira - AZC. A culminância do circuito será a "Terreirada AZC Bom Jardim", um evento onde os participantes do circuito formativo terão a oportunidade de apresentar os ritmos aprendidos junto com suas respectivas danças. Nesta terreirada, as diferentes manifestações se encontrarão em uma Roda, unindo as danças, lideradas pelas oficineiras do projeto, bem como serão abertas para a participação de todos os envolvidos, gerando assim uma festa que celebra as Negras Raízes, e, assim, a cultura afro-brasileira, trazendo ao protagonismo as lideranças femininas negras e seus ensinamentos.
Sinopse das Oficinas: Descubra a riqueza da cultura afro-brasileira com nossos ciclos formativos. Vivenciando as manifestações culturais do Samba de Roda, Jongo, Maculelê e Dança do Coco. Aprenda os movimentos característicos, os instrumentos e conheça a história e a ancestralidade da cultura afro no Brasil. As vagas estarão abertas para todos os interessados, com oficinas que oferecem uma experiência única de imersão cultural, onde cada participante pode se conectar com as raízes e a diversidade da nossa herança afro-brasileira. Sinopse da Palestra: Inspire-se em uma jornada pela cultura afro do Brasil! Nossa palestra convida você a explorar a importância e o significado das expressões culturais tradicionais afro-centradas, como o Samba de Roda, Jongo, Maculelê e Dança do Coco. Através do conhecimento da história e da força dessas manifestações culturais, conheceremos os laços que as unem à identidade e à história do nosso povo. Faça parte e descubra como essas formas de arte continuam a nos inspirar, unir e celebrar nossa diversidade cultural. Minibio dos profissionais envolvidos: SAMBA DE RODA: PAULA ANDREA ZUMBA FIDELES: Mestra de capoeira, brincante da cultura popular; pesquisadora das raízes do samba de roda e dança afro-brasileira, professora de Português e Inglês. Início da capoeira em 1989 na cidade de Fortaleza, Ceará. Formada mestra de capoeira em 2010 pelo grupo cordão de Ouro Ceará. Fundadora e coordenadora da Casa do Capoeira, onde se divide também nas coordenações nos municípios cearenses de Itapipoca, Granja, Sobral, Juazeiro do Norte, Mombaça e Caucaia ), nos estados do Piauí e Rio Grande do Norte e nos países de Israel e Portugal. Viajou para vários países desenvolvendo trabalho com capoeira e danças da cultura popular brasileira. Produtora dos eventos Bambazumba, Menina de Ouro e Vadeia Casa. Ganhadora do Prêmio Berimbau de Ouro Nacional e Internacional. ANTÔNIO JACKSON DUARTE XAVIER: - Praticante de capoeira há 23 anos na Associação Zumbi Capoeira – AZC onde foi formado mestre em 2023. Ensina capoeira há 16 na comunidade do Pirambu. Participou de eventos capoeirísticos internacionais na Holanda e Alemanha. Cantor e compositor de cantigas de capoeira. Produtor e agente cultural. Coreógrafo. Artesão em Berimbaus e outros instrumentos da capoeira. Artista Plástico. Integrante da Companhia de Dança Zumbarte. Percussionista e praticante das seguintes manifestações culturais: Capoeira, Samba de Roda, Maculelê, Coco e Jongo. MACULELÊ: PATRÍCIA MAYRA FERREIRA LIMA: 45 anos, 32 anos de capoeira, há 24 ministrando aulas, conhecida na capoeira como Mestra Nêga, mestra afiliada a Associação Cultura e Arte Simpatia – ACAS Capoeira. Produtora cultural de eventos como: Festival Interescolar de Capoeira (3 edições), Encontro Mulher Capoeira (20 edições), batizados e trocas de graduações infantis da ACAS. Exímia nos toques de berimbau e como cantadora de cantigas de capoeira. Hábil no jogo do Maculelê, onde atua ministrando oficinas. Praticante também de Samba de Roda e Jongo. MARIA JANAINA RODRIGUES DA SILVA: Conhecida como Mestra Janaina. Iniciou a capoeira no dia 04-03-1988 com o Mestre Everaldo Ema. Em 1989 participou do Jeb's, Jogos Escolares Brasileiro em Brasília, obtendo a 2ª colocação na mobilidade peso-leve. Recebeu a graduação de mestra em 28-09-2009 pelas mãos do Mestre Wlisses. Idealizadora dos seguintes projetos: Encontro Cultural Espinho de Laranjeiras; Projeto Cultural Espinho de Laranjeira. Fundadora do Grupo Cultural de Capoeira Filhos de Zumbi, que tem a supervisão do Mestre Everaldo Ema. Trabalha atualmente como professora de Arte Cultural dando aula de capoeira no Centro Socioeducativo Canindezinho, em Fortaleza, Ceará. Praticante também de Samba de Roda e Maculelê. JONGO: RUTH DA SILVA PEREIRA – Professora de capoeira, formada pela Associação Zumbi Capoeira – AZC. Tem 20 anos de prática e aprendizado nessa luta-arte. Participou de vários workshops, cursos, aulas e vivências na capoeira. Percussionista (atabaque, pandeiro, berimbau e agogô). Possui conhecimento básico em teatro, texto e voz, teatro de improviso, adquiridos em cursos. Praticante das manifestações culturais de Samba de Roda, Maculelê, tendo como especialidade o Jongo. FRANCISCO ELIAS GASPAR DA SILVA - É educador físico e tem a capoeira como paixão de vida. Começou a treinar capoeira no ano de 2000, nos núcleos da Associação Zumbi Capoeira – AZC, onde continua até hoje. Em 2023 recebeu a graduação de contramestre na instituição, onde desenvolve trabalho do ensino e prática da capoeira no Núcleo AZC Parque Jerusalém desde 2015. É artesão de instrumentos de capoeira, sendo o berimbau sua especialidade. Também trabalha montando desenhos gráficos, vídeos e pesquisa voltados para a temática da capoeira. Dentro da AZC, além de compor seu quadro de professores, atua nas atividades relacionadas aos Direitos Humanos, marcando sua presença nos Congressos de Mulheres e outras ações realizadas pelo Coletivo de Mulheres AZC, somando também com os esforços do Coletivo AZC Diversidade, principalmente através de material midiático voltado para esses segmentos. É percussionista e praticante das manifestações culturais de Samba de Roda, Jongo, Coco e Maculelê. DANÇA DO COCO: CARLA MARA HENRIQUE SILVA – Além de atuar na direção geral do projeto em foco, Mestra Carla, será uma das ministradoras da Oficina de Coco, desde que também se dedica a prática e ensino dessa manifestação cultural, assim como de Jongo, Samba de Roda e Maculelê, além da capoeira. Conforme visto acima, ela é Mestra da Cultura Tesouro Vivo do Estado do Ceará. Começou a capoeira no ano de 1984 e em 2009 conquistou o título de mestra. É presidente da Associação Zumbi Capoeira – AZC, onde ministra aulas. Representa o conselho de mestres e mestras do estado do Ceará. Participa do GT salvaguarda IPHAN. Faz parte do Grupo de Integração Feminina da Capoeira, é membro da Rede Nacional da Capoeira ( movimento de mestres e mestras do Brasil) e participa da equipe do documentário do registro da capoeira do Ceará. É militante na luta pela igualdade de gênero na capoeira e no movimento de organização das mulheres, na capoeira do Ceará, sendo a sua principal liderança. Atualmente, representa a capoeira junto ao GT de cultura afro-brasileira, junto a Secretaria de Cultura do Estado, com forte atuação política no que toca o debate da mulher na capoeira, assim como junto às temáticas da cultura afro-brasileira e aos povos de terreiro, onde também possui pertença. RICARDO CÉSAR CARVALHO NASCIMENTO: Doutor em Antropologia pela Universidade Nova de Lisboa, UNL, Lisboa. Mestre em Capoeira pela Associação Zumbi Capoeira – AZC formado em 2018. Pesquisador da cultura popular. Professor do Instituto de humanidades da UNILAB. Fundador e gestor do Espaço Cultural Barracão do Mangue Cascavel Ceará, onde além da capoeira, diversas manifestações culturais são ensinadas e praticadas, tendo como especialidade o Coco, onde atua tanto na área da percussão, quanto nos movimentos peculiares a essa dança, como também em sua historicidade e preservação.
OBJETIVO GERAL: O projeto visa promover e difundir manifestações culturais afro-referenciadas, como Samba de Roda, Jongo, Dança do Coco e Maculelê, por meio de oficinas formativas. Além disso, o projeto buscará estimular o empreendedorismo ao oferecer espaços para venda de instrumentos percussivos e organizar uma feira com comidas típicas durante o evento final, que trará as atrações e experiências de participantes que passaram pelo circuito formativo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Produto 1: CICLO FORMATIVO EM SAMBA DE RODA¹: realizar 3 oficinas com duração de 4 horas cada uma, voltadas ao tema do Samba de Roda com disponibilização de 75 vagas para atores sociais diversos (adultos, jovens, crianças, comunidade LGBT, etc), num período de 03 meses. CICLO FORMATIVO EM JONGO¹: realizar 3 oficinas com duração de 4 horas cada uma, voltadas ao tema do Jongo com disponibilização de 75 vagas para atores sociais diversos (adultos, jovens, crianças, comunidade LGBT, etc), num período de 03 meses; CICLO FORMATIVO EM MACULELʹ: realizar 3 oficinas com duração de 4 horas cada uma, voltadas ao tema do Maculelê com disponibilização de 75 vagas para atores sociais diversos (adultos, jovens, crianças, comunidade LGBT, etc), num período de 03 meses; CICLO FORMATIVO EM DANÇA DO COCO¹: realizar 3 oficinas com duração de 4 horas cada uma, voltadas ao tema da Dança do Coco com disponibilização de 75 vagas para atores sociais diversos (adultos, jovens, crianças, comunidade LGBT, etc), num período de 3 meses; Produto 2 TERREIRADA AZC BOM JARDIM: evento de conclusão do circuito de oficinas com apresentações dos participantes das atividades e outras ações, como uma feira de venda de instrumentos percussivos e de venda de comidas típicas, por parte de integrantes da AZC, estimulando o empreendedorismo. O evento contará com os O evento contará com os alunos que passaram pela formação, oficineiros, proponentes do projeto e representantes de entidades parceiras, totalizando até 500 pessoas atendidas como público direto e indireto, para além do público alcançado por mídias sociais, outros meios de divulgação/comunicação e materiais que ficarão disponibilizados após a conclusão das ações do projeto; Produto 3 RESUMO VIDEOGRÁFICO INCLUSIVO: produzir 4 vídeos, materiais audiovisuais inclusivo e acessível, utilizando recursos como legendas para pessoas surdas ou com deficiência auditiva, audiodescrição para pessoas cegas ou com baixa visão e interpretações em libras com o intuito de promover a inclusão, a democratização e ampliação do acesso aos conteúdos pedagógicos ensinados nas oficinas dos 4 ciclos formativos. Assim, garantir que todas as pessoas, independentemente de suas limitações, possam ter acesso e desfrutar das expressões culturais do Samba de Roda, Jongo, Maculelê e Dança do Coco. Produto CONTRAPARTIDA SOCIAL: Realizar 4 palestras informativas e educativa sobre a importância e a história das expressões culturais tradicionais, como o Samba de Roda, Jongo, Maculelê e Dança do Coco, visando sensibilizar e conscientizar a comunidade sobre a preservação e valorização dessas manifestações artísticas.
Generalidades O "Negras Raízes" se mostra necessário ao contexto dos territórios que serão contemplados, pois visa realizar um trabalho formativo e contínuo voltado para danças populares afro-referenciadas de Samba de Roda, Jongo, Maculelê e Dança do Coco, com o intuito de promover a profissionalização de seus participantes e fortalecimento dos profissionais envolvidos, também alcançará públicos diversos e distintos da sociedade, levando o conhecimento a respeito da cultura afro-brasileira e fortalecendo a presença e o protagonismo de lideranças femininas e da comunidade LGBTQIAP+ deste campo cultural. O Jongo, originário da região africana do Congo-Angola, foi trazido ao Brasil-Colônia pelos escravos bantu para trabalhar nas fazendas de café do Vale do Rio Paraíba. Já o Samba de Roda, tradicional na Bahia, é uma manifestação afro-brasileira caracterizada pela dança e canto em círculo, sendo uma das matrizes do samba. No Ceará, a Dança do Coco, influenciada por culturas indígenas e africanas, é ritmada pelo toque de tambores, com origem na quebra da casca do coco por escravizados. E a dança do Maculelê é marcada pela relação entre "eu-outro", memórias coletivas e elementos temporais e espaciais, acessando uma complexa rede de imagens, sensações e emoções (RIO DE JANEIRO, 2014; SANTANA, 2021; ITAÚ CULTURAL, 2022; MELO, 2023). De acordo com os resultados do Censo 2022, pela primeira vez, desde 1991, a maior parte da população brasileira (45,3%) se declarou como parda; o equivalente a cerca de 92,1 milhões de pessoas. Somado a isso, tem-se um percentual de 10,2% (20,6 milhões) de pessoas que se declararam pretas, assim, mais de 50% da população brasileira se volta à comunidade negra. O censo revela também que, no Nordeste, observou-se o maior percentual de população preta, com 13,0%, do total avaliado. Conforme notícia do Jornal O Povo (2023), em 183 municípios cearenses, mais da metade dos habitantes afirmou ser parda, de acordo com as definições do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade de Fortaleza confirma o perfil de raça e cor do Estado: é o 3º município do Brasil com mais pessoas pardas. Em números absolutos, são mais de cinco milhões de cearenses, o que representa 64,7% da população atual do Estado — a terceira maior proporção do Nordeste. O Grande Bom Jardim, território localizado na periferia da cidade de Fortaleza, que configura da soma de 5 bairros (Bom Jardim, Canidezinho, Granja Lisboa, Granja Portugal e Siqueira) apresenta uma série de fragilidades ligadas a questões de raça, juventude, segurança pública, entre outros, questões estas que rebatem no cenário da cidade, do estado do Ceará e de nosso país. De acordo com notícia do portal Rede Livre (2024) o ranking dos bairros segundo o índice de vulnerabilidade, os cincos bairros que compõem o Grande Bom Jardim encontram-se entre os 12 mais vulneráveis de Fortaleza (Bom Jardim _ 4º; Siqueira _ 6º; Canidezinho - 10º; Granja Lisboa - 11º e Granja Portugal - 12º). Em termos populacionais, esse território (GBJ) engloba 8,33% da população de Fortaleza e 38% da população da Área Administrativa V (SER V). Esta área é a maior da cidade e concentra os piores indicadores sociais e econômicos. O projeto busca mobilizar o intercâmbio da malha cultural do Grande Bom Jardim, possibilitando a troca de saberes entre os oficineiros de diferentes grupos culturais e os profissionais da AZC. Cada ciclo formativo será dirigido por um oficineiro integrante da AZC e outro convidado, garantindo a troca de experiências entre os profissionais e os participantes. Ao oportunizar a cultura afro-referenciada para a população local, o projeto fortalece a resistência cultural dessas manifestações e realça a ancestralidade da cultura negra. Um diferencial significativo do projeto é a escolha de mulheres líderes negras e pessoas LGBT como ministrantes das oficinas, permitindo o protagonismo desses segmentos societários e fomentando a diversidade e inclusão dentro do cenário cultural. Essas iniciativas são essenciais para enriquecer e preservar a identidade cultural da região, promovendo a valorização e o reconhecimento das expressões culturais afro-brasileiras. Por fim, reitera-se a necessidade do financiamento da proposta com base na Lei Federal nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991, devido ao seu caráter formativo e de fortalecimento cultural nos territórios contemplados. Ao abranger danças populares afro-referenciadas como o Samba de Roda, Jongo, Maculelê e Dança do Coco, o projeto promove a profissionalização dos participantes e fortalece os profissionais envolvidos. Além disso, tem-se o propósito de alcançar públicos diversos da sociedade, disseminando o conhecimento sobre a cultura afro-brasileira e fortalecendo a presença de lideranças femininas e da comunidade LGBTQIAP+ na cena cultural da periferia fortalezense. O contexto demográfico, revelado pelo Censo 2022 (IBGE, 2023), destaca a importância do projeto proposto, considerando que mais de 50% da população brasileira se identifica como negra ou parda, especialmente em regiões como o Nordeste e o Grande Bom Jardim, em Fortaleza, onde há significativa vulnerabilidade socioeconômica. Para além dos fatores já mencionados, com a difusão e o impacto do projeto, pretende-se alcançar crianças, jovens e adolescentes expostos aos elevados riscos sociais das comunidades abrangidas, fortalecendo não só os aspectos culturais, mas também os sociais. Somado a isso, tem-se a profissionalização de jovens e adultos que poderão utilizar os conhecimentos adquiridos para criar seus próprios projetos futuros.. O Grande Bom Jardim estará exposto a uma imersão e fortalecimento na cultura afro-brasileira com enfoque no campo cultural cearense, fortalezense e das periferias e territórios favelados. Ao focar na valorização da cultura afro-brasileira, o projeto não só enriquece a identidade cultural local, mas também contribui para o fortalecimento socioeconômico dessas comunidades, proporcionando oportunidades de aprendizado e inserção profissional, além de promover a resiliência e a inclusão cultural. Ressalta-se também que as atividades do projeto ocorrerão no Centro Cultural Mestre Lula. Correlação com instrumentos legais Considerando a importância e relevância a proposta apresenta relação, direta e indireta, a diversos dos incisos do Art. 1º da Lei Federal nº 8313/91 (BRASIL, 1991), são eles: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. No que se refere aos objetivos listados no Art. 3º da Lei Federal nº 8313/91, destaca-se a proximidade com as alíneas "c" e "d" do Inciso I: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; Quanto ao Inciso III do referido artigo, alinha-se à alínea d: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.
O projeto "Negras Raízes: ritmos e danças ancestrais" está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas - ONU, metas mundialmente pactuadas entre líderes e representantes governamentais de países diversos no intuito de garantir que, até o ano de 2030, cumpram-se medidas de melhoria da qualidade social, econômica, ambiental e humanitária. Dentre os ODS aos quais o projeto se relaciona, podemos citar: ODS 5 - Igualdade de Gênero, através das oficinas de formação em Samba de Roda, Jongo, Maculelê e Dança do Coco, o projeto promove a valorização e preservação das manifestações culturais afro-referenciadas, dando destaque às lideranças femininas negras e pessoas LGBTQIAP+. Isso contribui para a igualdade de gênero ao empoderar mulheres e pessoas LGBTQIAP+ como instrutoras e líderes culturais; ODS 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis, ao fortalecer a cultura local que rebate nas comunidades contempladas e em outros territórios diversos do país, rememorando a ancestralidade de grande parte da população dessas comunidades e abrindo possibilidades de atuação para novos agentes culturais; Contribui indiretamente para o ODS 10 - Redução das Desigualdades e o ODS 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes, por meio do fortalecimento da resiliência sociocultural, ambiental e econômica nas comunidades envolvidas e no público alcançado pelas ações e impactos que serão promovidos.
NOME DA PROPOSTA: “Nome: Negras Raízes: ritmos e danças ancestrais”PERÍODO DE EXECUÇÃO: de julho a dezembro de 2024JUSTIFICATIVA:O “Negras Raízes” se mostra necessário ao contexto dos territórios que serão contemplados, pois visa realizar um trabalho formativo e contínuo voltado para danças populares afro-referenciadas de Samba de Roda, Jongo, Maculelê e Dança do Coco, com o intuito de promover a profissionalização de seus participantes e fortalecimento dos profissionais envolvidos, também alcançará públicos diversos e distintos da sociedade, levando o conhecimento a respeito da cultura afro-brasileira e fortalecendo a presença e o protagonismo de lideranças femininas e da comunidade LGBTQIAP+ deste campo cultural. O projeto busca mobilizar o intercâmbio da malha cultural do Grande Bom Jardim, possibilitando a troca de saberes entre os oficineiros de diferentes grupos culturais e os profissionais da AZC. Cada ciclo formativo será dirigido por um oficineiro integrante da AZC e outro convidado, garantindo a troca de experiências entre os profissionais e os participantes. Para além dos fatores já mencionados, com a difusão e o impacto do projeto, pretende-se alcançar crianças, jovens e adolescentes expostos aos elevados riscos sociais das comunidades abrangidas, fortalecendo não só os aspectos culturais, mas também os sociais. Somado a isso, tem-se a profissionalização de jovens e adultos que poderão utilizar os conhecimentos adquiridos para criar seus próprios projetos futuros.OBJETIVOS:Geral O projeto visa promover e difundir manifestações culturais afro-referenciadas, como Samba de Roda, Jongo, Dança do Coco e Maculelê, por meio de ciclos formativos. Além disso, o projeto buscará estimular o empreendedorismo ao oferecer espaços para venda de instrumentos percussivos e organizar uma feira com comidas típicas durante o evento final, uma mostra que trará as atrações e experiências de participantes que passaram pelo circuito formativo. Específicos Realizar ciclos formativos em diferentes expressões culturais afro-brasileiras: Samba de Roda, Jongo, Maculelê e Dança do Coco;Realizar uma mostra que incluirá apresentações dos participantes das atividades, uma feira de venda de instrumentos percussivos e de venda de comidas típicas, por parte de integrantes da AZC, estimulando o empreendedorismo;Produzir um vídeo/material audiovisual inclusivo e acessível;Realizar uma palestra informativa e educativa sobre a importância e a história das expressões culturais tradicionais;PÚBLICO-ALVO:O público-alvo da proposta contará com adultos, jovens, crianças e membros da comunidade LGBTQIAP+ interessados em aprender e vivenciar as manifestações culturais propostas, com prioridade aos residentes do Grande Bom Jardim, a intenção é difundir as manifestações culturais afrorreferenciadas e oportunizar a participação de todos. METODOLOGIA/EMENTA:Dos critérios de escolha dos alunos para as formações: Inicialmente serão realizadas as chamadas públicas/convocatórias para recebimento de inscrições de candidatos às vagas dos ciclos formativos de cada manifestação cultural. Esse procedimento se dará de forma pública e plenamente divulgado em redes sociais e outros meios de divulgação. Dos conteúdos e práticas das formações: Introdução teórica sobre a origem e significado cultural das manifestações culturais;Demonstração prática dos movimentos das danças e de seus instrumentos, incentivando a participação ativa dos presentes;Reflexão em grupo sobre a importância da preservação da identidade e cultura afro-brasileira.CARGA HORÁRIACarga horária total (dos 4 ciclos formativos): 48hPROFISSIONAIS ENVOLVIDOSSAMBA DE RODA: PAULA ANDREA ZUMBA FIDELES: Mestra de capoeira, brincante da cultura popular; pesquisadora das raízes do samba de roda e dança afro-brasileira, professora de Português e Inglês. Início da capoeira em 1989 na cidade de Fortaleza, Ceará. ANTÔNIO JACKSON DUARTE XAVIER: - Praticante de capoeira há 23 anos na Associação Zumbi Capoeira – AZC onde foi formado mestre em 2023. Ensina capoeira há 16 na comunidade do Pirambu. MACULELÊ: PATRÍCIA MAYRA FERREIRA LIMA: 45 anos, 32 anos de capoeira, há 24 ministrando aulas, conhecida na capoeira como Mestra Nêga, mestra afiliada a Associação Cultura e Arte Simpatia – ACAS Capoeira. MARIA JANAINA RODRIGUES DA SILVA: Conhecida como Mestra Janaina. Iniciou a capoeira no dia 04-03-1988 com o Mestre Everaldo Ema. Em 1989 participou do Jeb's, Jogos Escolares Brasileiro em Brasília, obtendo a 2ª colocação na mobilidade peso-leve. Recebeu a graduação de mestra em 28-09-2009 pelas mãos do Mestre Wlisses. JONGO: RUTH DA SILVA PEREIRA – Professora de capoeira, formada pela Associação Zumbi Capoeira – AZC. Tem 20 anos de prática e aprendizado nessa luta-arte. Participou de vários workshops, cursos, aulas e vivências na capoeira. FRANCISCO ELIAS GASPAR DA SILVA - É educador físico e tem a capoeira como paixão de vida. Começou a treinar capoeira no ano de 2000, nos núcleos da Associação Zumbi Capoeira – AZC, onde continua até hoje. DANÇA DO COCO: CARLA MARA HENRIQUE SILVA – Além de atuar na direção geral do projeto em foco, Mestra Carla, será uma das ministradoras da Oficina de Coco, desde que também se dedica a prática e ensino dessa manifestação cultural, assim como de Jongo, Samba de Roda e Maculelê, além da capoeira. RICARDO CÉSAR CARVALHO NASCIMENTO: Doutor em Antropologia pela Universidade Nova de Lisboa, UNL, Lisboa. Mestre em Capoeira pela Associação Zumbi Capoeira – AZC formado em 2018. REFERENCIAL TEÓRICO/PRÁTICO: Jongo, cultura e resistência negra no Brasil. Nayra Lacerda Ferreira, Revista Mosaiso, v15, n23, 2023.Samba de roda, patrimônio imaterial da humanidade - Carlos Sandroni, Scielo Brasil, estudos avançados, 2010.Maculelê: luta, dança e ancestralidade em Ceará Mirim/rn: relatos de uma experiência em produção cultural em tempos de pandemia. Carlos Henrique de Araújo, VIII Encontro de Estudos Multidisciplinares em cultura, Bahia, 2022.A Lenda do Maculelê - Ana Carolina Lacorte e Michel Ferreira Saraiva, Livraria Negra, 2018.“Vou contar a nossa história, brincar a dança do coco e um pouco dela mostrar”: experiências dançantes de coquistas do litoral cearense a partir da emergência pública do coco (1968-2019). Camila Mota Faria, Tese de Doutorado, UECE, 2022. Produto VÍDEO: Registros, em formato de vídeo, das aulas e dos conteúdos dos 4 ciclos formativos, promovidas pelo projeto. Será produzido 4 (um)vídeo de cada um dos ciclo formativos, totalizando 4 (quatro) vídeos, produzidos em suporte digital de alta definição — HD(1.080 x 1.920 pixels), a serem lançados serialmente em canal no YouTube criado para o projeto. Cada vídeo terá acessibilidade em Libras, legendagem e audiodescrição. Classificação indicativa livre para todas as idades. Produto CONTRAPARTIDA SOCIAL: Realização de 4 ações de palestras informativa e educativa sobre a importância e a história das expressões culturais tradicionais, como o Samba de Roda, Jongo, Maculelê e Dança do Coco, visando sensibilizar e conscientizar a comunidade sobre a preservação e valorização dessas manifestações artísticas.
PRODUTOS: Oficinas Formativas de Samba de Roda, Jongo, Dança do Coco e Maculelê; Terreirada AZC (apresentações e stands de venda de instrumentos e comidas típicas); Palestra sobre aspectos da cultura afro-brasileira. Em todas as entregas/produtos da proposta serão tomadas as devidas medidas de acessibilidade, física e de conteúdo, que tornarão a execução das ações e atividades da proposta em espaços de acolhimento e inclusão, com medidas como: Espaços Acessíveis: O Centro Cultural Mestre Lula, local de realização das atividades do projeto, conta com rampa de acesso para o salão, banheiro adaptado para cadeirantes e pretende identificar pessoas com baixa visão com faixa de sinalização no braço para que as pessoas que são portadoras de limitações visuais possam ser direcionadas e acompanhadas durante a realização das oficinas e demais ações (Terreirada e suas atividades); Intérprete de libras: as oficinas contarão com a presença de intérprete de libras para possibilitar que pessoas surdas ou com deficiência auditiva possam participar plenamente das atividades, compreendendo as instruções, informações e diálogos; Os 4 vídeos audiovisuais produzidos com os conteúdos pedagógicos das oficinas e disponibilizados na internet contarão com Interpretação em Libras, Legendagem e Audiodescrição. Acessibilidade Digital: através de Práticas de Design Inclusivo, como aplicação de boas práticas de design que permitam uma boa leitura e entendimento de todo material de divulgação, sinalização e comunicação em geral da proposta, com medidas como legendagem e textos descritivos/ audiodescrição;Consultas com o público: desenvolvimento de pesquisas de satisfação, o projeto incentivará os espectadores a fornecerem feedback sobre a acessibilidade, a fim de identificar áreas de melhoria e implementar ajustes necessários; Treinamento de Equipe: Garantir que a equipe envolvida no projeto esteja devidamente treinada para lidar com diferentes necessidades de acessibilidade, como auxiliar pessoas com mobilidade reduzida ou interagir com intérpretes de Libras.
A democratização do projeto poderá se dar de diversas maneiras, alinhadas às medidas de “ampliação de acesso”, em consonância e semelhança ao que está posto no Art. 30 da IN MinC nº 11/2024, a saber: Disponibilização de registros audiovisuais das atividades do projeto na internet, garantindo que mesmo aqueles que não puderam comparecer tenham acesso ao conteúdo cultural produzido; Garantia da captação e veiculação de imagens das atividades por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos, ampliando a divulgação e o alcance do projeto; Realização de atividades gratuitas, como as oficinas, para engajamento da comunidade de forma mais ampla e diversificada;Promoção de ações culturais voltadas ao público infantil ou infantojuvenil, contribuindo para a formação cultural desde a infância;Implementação de outras medidas sugeridas pelo proponente e aprovadas pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), adaptando-se às necessidades e características específicas do projeto e da comunidade atendida. Importante ressaltar que as oficinas das diferentes manifestações culturais terão suas vagas ofertadas de forma gratuita, sem cobrança de valores. Para as ações de venda de instrumentos de percussão e de comidas típicas, da Terreirada AZC, não serão cobrados valores para os agentes que terão seus produtos expostos, sendo que o valor dos produtos vendidos será plenamente dos respectivos vendedores, não estando relacionado aos lucros desta proposta. Quanto às apresentações da Terreirada AZC, as mesmas serão de responsabilidade da AZC junto aos oficineiros e alunos das oficinas, não havendo custo adicional referente a estas ações.
DIREÇÃO GERAL CARLA MARA HENRIQUE SILVA: Conhecida como Mestra Carla. Mestra da Cultura Tesouro Vivo do Estado do Ceará. Começou a capoeira no ano de 1984 e em 2009 conquistou o título de mestra. É presidente da Associação Zumbi Capoeira – AZC, onde ministra aulas. Representa o conselho de mestres e mestras do estado do Ceará. Participa do GT salvaguarda IPHAN. Faz parte do Grupo de Integração Feminina da Capoeira, e participa da equipe do documentário do registro da capoeira do Ceará. É militante na luta pela igualdade de gênero na capoeira no movimento de organização das mulheres e do movimento LGBTQIAP+, integrando o coletivo da Diversidade AZC, na capoeira do Ceará, sendo uma das principais lideranças. Atualmente, representa a capoeira junto ao GT de cultura afrobrasileira, junto a Secretaria de Cultura do Estado, com forte atuação política no que toca o debate da mulher na capoeira, assim como junto as temáticas da cultura afro-brasileira e aospovos de terreiro, onde também possui pertença. Além da prática e ensino da capoeira, dedica-se a prática e ensino do Coco, Samba de Roda, Jongo e Maculelê. COORDENADOR DE PRODUÇÃO MATEUS DOS SANTOS FERREIRA - Capoeirista da AZC desde 2018. É membro da Companhia de Dança Zumbarte como percussionista, dançarino e ator. Tem experiência, sobretudo, nas percussões do Samba de Roda, Jongo, Coco, Maculelê e Capoeira, além de participar da prática dessas manifestações culturais. Vem somando também nos eventos da instuição na área da logística e reparos de instrumentos de percussão, deixando-os sempre em condição de uso. Artesão em instrumentos de percussão da Capoeira e Maracatu. ASSISTENTE DE PRODUÇÃOROBÉRIO DOS REIS BRAGA: Residente na comunidade de Granja Lisboa, Grande Bom Jardim. Iniciou capoeira aos 11 anos de idade. É Contramestre formado pela Associação Zumbi Capoeira - AZC, onde desenvolve atualmente trabalho de ensino da capoeira na sede da instituição, direcionado para crianças, adolescentes e adultos. Desenvolve aulas de capoeira com o intuito de ensinar a arte e o esporte, trabalhando o social e buscando o desenvolvimento dos alunos como bons cidadãos. Percussionista (atabaque, pandeiro, berimbau e agogô). Integrante da Companhia de Dança Zumbarte. Tem experiência com Samba de Roda, Jongo, Maculelê. Presta colaboração na AZC como membro do núcleo gestor, contribuindo para a organização dos eventos e outras atividades da associação. COORDENAÇÃO PEDAGÓGICALÚCIA VANDA RODRIGUES DIAS: Lúcia Vanda Rodrigues Dias, doutora em Educação Brasileira, pela Universidade Federal do Ceará e graduada em Serviço Social pela Universidade Estadual do Ceará. Mestra em Capoeira pela Associação Zumbi Capoeira, onde atua desde 2003 e onde é membro do grupo gestor. Idealizadora e coordenadora na AZC do LABPAZ - Laboratório da Paz, onde é a responsável pela formação continuada de educadores de capoeira da referida instituição, sobretudo em Cultura de Paz. Membro atuante do Coletivo de Mulheres Capoeiristas AZC. Atua na Companhia de Dança Zumbarte com a produção de adereços que compõem as coreografias. PRODUTORLUIS CARLOS LULA DA SILVA: Conhecido como Mestre Lula. Mestre da Cultura Tesouro Vivo do Estado do Ceará. É Mestre de Capoeira no Estado do Ceará, fundador da Associação Zumbi Capoeira – AZC no ano de 1983 tendo, 44 anos de atuação no movimento da capoeira e cultura popular como mestre e liderança e 26 anos de maestria. Mestre da segunda geração de Mestres do Estado e é um dos representantes da arte capoeira em atuação. Fundador do Centro Cultural Mestre Lula. Desenvolve trabalho com a Capoeira em projetos sociais, prioritariamente em comunidades carentes periféricas da Grande Fortaleza (Bom Jardim, Granja Lisboa, Canindezinho, Jerusalém, Conjunto Esperança, Pirambú e Cristo Redentor). ASSISTENTE DE PRODUÇÃO ANA CAROLINA FARIAS GUEDES: Tem 38 anos, massoterapeuta, artesã, e estudante de técnico em segurança do trabalho. Iniciou na capoeira em janeiro de 2017 na Associação Zumbi Capoeira – AZC. Ministra aulas de capoeira para crianças e adolescentes em 2015 em projeto social que criou, desenvolvendo essa atividade na atualidade nas dependências da Paróquia São José Operário, no bairro Araturi, Fortaleza, Ceará. Na AZC, além de praticar a capoeira e dar aulas, atua na área da comunicação, mobilizando as mídias sociais para a divulgação e registros das atividades da instituição, através da criação de poster e vídeos interagindo com o público, fornecendo informações sobre os eventos e ações que serão realizados. Membro atuante do Coletivo de Mulheres AZC. ASSISTENTE DE COMUNICAÇÃOLETÍCIA FRANÇA RODRIGUES: É capoeirista da Associação Zumbi Capoeira - AZC há 13 anos. Atua também na instituição na área da informática e mídias sociais, onde se empenha na divulgação e registros das atividades da instituição, através de fotos e criação de vídeos. Membro atuante do Coletivo de Mulheres AZC e Companhia de Dança Zumbarte como atriz e dançarina. ASSISTENTE DE COMUNICAÇÃOKAROLINE LIMA GOMES: Pratica capoeira desde os dois anos de idade. Ingressou em 2017 na Associação Zumbi Capoeira – AZC. É membro atuante do Coletivo de Mulheres AZC e Companhia de Dança Zumbarte como atriz e dançarina. Atua também na AZC na área das mídias socias, onde através da criação de vídeos e fotos, colabora na divulgação e registros das atividades da instituição. PRODUTOR EXECUTIVO: DENIS SILVA QUEIROZ Atualmente é Produtor Executivo na Quitanda Soluções Criativas, mas seu trabalho de produção cultural se expande tanto para os grupos artísticos cearenses independentes, quanto para serviços prestados em instituições públicas e privadas, tais como: Produtor de dança no Complexo Cultural Vila das Artes, produzindo dois espetáculos do curso da Escola Pública de Dança (2022), Coordenador de um projeto de intercâmbio entre a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) o projeto “Fortaleza em Pessoa” que proporcionou oficinas, vivências e apresentações de espetáculos para estudantes de escolas públicas, em João Pessoa na Paraíba e Produtor da Mostra de Teatro MOTE que aconteceu no Porto Iracema das artes com apresentações de Espetáculos, oficinas e debates. Foi bolsista da Secretaria de Cultura da Universidade Federal do Ceará, produzindo mostras de espetáculos, músicas e danças, passando pelas cidades de Aquiraz e Quixadá. Também foi assistente de produção por dois anos no Shopping Aldeota, produzindo campanhas, eventos, shows e trabalhos artísticos diversos. COORDENAÇÃO TÉCNICA LETÍCIA LIRIAN é Graduada em Administração de empresas pela Unifanor, conta com cursos nas áreas de Gestão de projetos, Elaboração de políticas, programas e projetos para o desenvolvimento humano e sustentável e Termos de Fomento e de Colaboração: Prestação de Contas pela Escola Nacional de Administração Pública, Responsabilidade social e ambiental pela Fundação Bradesco, Economia Circular aplicada à moda pela Mercúrio Produções. Iniciou sua carreira profissional na área financeira administrativa no setor administrativo de vendas da AmBev, foi assistente financeira na Ad Talem Educacional do Brasil. Atuou na consultoria documental e inscrição dos projetos Plataforma Sinfonia do Amanhã, Festival Acordes do Amanhã, Festival Elos, Laboratório de Gestão Cultural, Escolas Criativas, Rede de Dança do Ceará, Força para Crescer, Cine quixadá: Formação difusão e sustentabilidade, Cine Aratuba Formação difusão e sustentabilidade, Cine +: cultura. educação. sustentabilidade, Laboratório Cidades Criativas: programa de design urbano e ocupação cultural, Escola de Dança de Paracuru – Formação, Programação, Manutenção e Difusão, XIV Bienal Internacional de Dança do Ceará, JACQUES KLEIN DE CIRCULAÇÃO E INTERC MBIO, Manutenção das Atividades Culturais da Casa de Vovó Dedé, Manutenção das Atividades da Escola de Música de Sobral, Salão Sobral, Festival de Música de Sobral, BOJOGÁ - Jornada da Gamecultura e Sustentabilidade, TJA Teatro Escola - Escola de Formação de Técnicos para as Artes da Cena e Festival Sangue Novo inscritos no XV Edital Mecenas do Ceará. Atualmente atua como analista de projetos na Quitanda Soluções. COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO Rick Andrade éPublicitário em formação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com interesse e atuação no setor cultural desde 2012, começando a atuar na produção de projetos ligados ao campo cultural, com abrangência estadual e nacional como: Festival do Teatro Brasileiro - Cena Paraibana (2015), I Encontro de Políticas de Fomento e Sustentabilidade para Festivais de Teatro (2015/2016), Plataforma Sinfonia do Amanhã (2015/2016), Projeto Laboratório de Produção (2016), Festival Concreto (2016), Encontro Conexões Criativas (2016), Cine Ecologia 2º Edição (2016), Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (2017), Plataforma Sinfonia do Amanhã (2017 - 2018 - 2019 - 2022/2023), III Encontro Jacques Klein (2016), IBLF em Concerto (2017), Festival Acordes do Amanhã (2017 - 2018 - 2023), Festival de Teatro de Acopiara (2016 - 2017), Fórmula Elétrica do Ceará (2019 - 2020), Instituto BR Arte (2021 - 2022), Festival Elos CE (2022), Arena Esporte Juazeiro - CE (2022), Cine+: Cultura, Educação e Sustentabilidade | CE/RJ (2022/23), Cria RJ | Rio de Janeiro (2022/23), Cine Ecologia - 4a Edição| Ceará (2022/23), Estação Marítima (2023) . OFICINEIROS OFICINA DE SAMBA DE RODAPAULA ANDREA ZUMBA FIDELES: Mestra de capoeira, brincante da cultura popular; pesquisadora das raízes do samba de roda e dança afrobrasileira, professora de Português e Inglês. Iníciou da capoeira em 1989 na cidade de Fortaleza Ceará. Formada mestra de capoeira em 2010 pelo grupo cordão de Ouro Ceara. Fundadora e coordenadora da Casa do Capoeira, onde se divide também nas coordenações nos municípios cearenses de Itapipoca, Granja, Sobral, Juazeiro do Norte, Mombaça e Caucaia ), nos estados do Piauí e Rio Grande do Norte e nos países de Israel e Portugal. Viajou para vários países desenvolvendo trabalho com capoeira e danças da cultura popular brasileira. Produtora dos eventos Bambazumba,Menina de Ouro, Vadeia Casa. Ganhadora do Prêmio Berimbau de Ouro Nacional e internacional. ANTÔNIO JACKSON DUARTE XAVIER: - Praticante de capoeira há 23 anos na Associação Zumbi Capoeira – AZC onde foi formado mestre em 2023. Ensina capoeira há 16 na comunidade do Pirambú. Participou de eventos capoeirísticos internacionais na Holanda e Alemanha. Cantor e Compositor de cantigas de capoeira. Produtor e agente cultural. Coreógrafo. Artesão em Berimbaus e outros instrumentos da capoeira. Artista Plástico. Integrante da Companhia de Dança Zumbarte. Percussionista e praticante das seguintes manifestações culturais: Capoeira, Samba de Roda, Maculelê, Coco e Jongo. MACULELÊPATRÍCIA MAYRA FERREIRA LIMA: 45 anos, 32 anos de capoeira, há 24 ministrando aulas, conhecida na capoeira como Mestra Nêga, mestra afiliada a Associação Cultura e Arte Simpatia – ACAS Capoeira. Produtora cultural de eventos como: Festival Interescolar de Capoeira (3 edições), Encontro Mulher Capoeira (20 edições), batizados e trocas de graduações infantis da ACAS. Exímia nos toques de berimbau e como cantadora de cantigas de capoeira. Hábil no jogo do Maculelê, onde atua ministrando oficinas. Praticante também de Samba de Roda e Jongo. MARIA JANAINA RODRIGUES DA SILVA: Conhecida como Mestra Janaina. Iniciou a capoeira no dia 04-03-1988 com o Mestre Everaldo Ema. Em 1989 participou do Jeb's, Jogos Escolares Brasileiro em Brasília, obtendo a 2ª colocação na mobilidade peso-leve. Recebeu a graduação de mestra em 28-09-2009 pelas mãos do Mestre Wlisses. Idealizadora dos seguintes projetos: Encontro Cultural Espinho de Laranjeiras; Projeto Cultural Espinho de Laranjeira. Fundadora do Grupo Cultural de Capoeira Filhos de Zumbi, que tem a supervisão do Mestre Everaldo Ema. Trabalha atualmente como professora de Arte Cultural dando aula de capoeira no Centro Sócio Educativo Canindezinho, em Fortaleza, Ceará. Praticante também de Samba de Roda e Maculelê. JONGORUTH DA SILVA PEREIRA – Professora de capoeira, formada pela Associação Zumbi Capoeira – AZC. Tem 20 anos de prática e aprendizado nessa luta-arte. Participou de vários workshops, cursos, aulas e vivências na capoeira. Percussionista (atabaque, pandeiro, berimbau e agogô). Possui conhecimento básico em teatro, texto e voz, teatro de improviso, adquiridos em cursos. Praticante das manifestações culturais de Samba de Roda, Maculelê, tendo com especialidade o Jongo. FRANCISCO ELIAS GASPAR DA SILVA - É Educador físico e tem a capoeira como paixão de vida. Começou a treinar capoeira no ano de 2000, nos núcleos da Associação Zumbi Capoeira – AZC, onde continua até hoje. Em 2023 recebeu a graduação de contramestre na instituição, onde desenvolve trabalho do ensino e prática da capoeira no Núcleo AZC Parque Jerusalém desde 2015. É artesão de instrumentos de capoeira, sendo o berimbau sua especialidade. Também trabalha montando desenhos gráficos, vídeos e pesquisa voltados para a temática da capoeira. Dentro da AZC, além de compor seu quadro de professores, atua nas atividades relacionadas aos Direitos Humanos, marcando sua presença nos Congressos de Mulheres e outras ações realizadas pelo Coletivo de Mulheres AZC, somando também com os esforços do Coletivo AZC Diversidade, principalmente através de material midiático voltado para esses segmentos. É percussionista e praticante das manifestações culturais de Samba de Roda, Jongo, Coco e Maculelê. COCOCARLA MARA HENRIQUE SILVA – Além de atuar na direção geral do projeto em foco, Mestra Carla, será uma das ministradoras da Oficina de Coco, desde que também se dedica a prática e ensino dessa manifestação cultural, assim como de Jongo, Samba de Roda e Maculelê, além da capoeira. Conforme visto acima, ela é Mestra da Cultura Tesouro Vivo do Estado do Ceará. Começou a capoeira no ano de 1984 e em 2009 conquistou o título de mestra. É presidente da Associação Zumbi Capoeira – AZC, onde ministra aulas. Representa o conselho de mestres e mestras do estado do Ceará. Participa do GT salvaguarda IPHAN. Faz parte do Grupo de Integração Feminina da Capoeira, e é membro da Rede Nacional da Capoeira ( movimento de mestres e mestras do Brasil) e participa da equipe do documentário do registro da capoeira do Ceará. É militante na luta pela igualdade de gênero na capoeira e no movimento de organização das mulheres, na capoeira do Ceará, sendo a sua principal liderança. Atualmente, representa a capoeira junto ao GT de cultura afro-brasileira, junto a Secretaria de Cultura do Estado, com forte atuação política no que toca o debate da mulher na capoeira, assim como junto as temáticas da cultura afro-brasileira e aos povos de terreiro, onde também possui pertença. RICARDO CÉSAR CARVALHO NASCIMENTO: Doutor em Antropologia pela Universidade Nova de Lisboa, UNL, Lisboa. Mestre em Capoeira pela Associação Zumbi Capoeira – AZC formado em 2018. Pesquisador da cultura popular. Professor do Instituto de humanidades da UNILAB. Fundador e gestor do Espaço Cultural Barracão do Mangue Cascavel Ceará, onde além da capoeira, diversas manifestações culturais são ensinadas e praticadas, tendo como especialidade o Coco, onde atua tanto na área da percussão, quanto nos movimentos peculiares a essa dança, como também em sua historicidade e preservação.
EXPIROU O PRAZO DE APRESENTAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PROJETO.