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PRONAC 244644Apresentou prestação de contasMecenato

Edição do livro Cinemas Negros no Feminino: afeto e pertencimento além das telas

DALTON OLIVEIRA DE PAULA LTDA
Solicitado
R$ 200,0 mil
Aprovado
R$ 209,5 mil
Captado
R$ 200,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

95.5%

Classificação

Área
—
Segmento
Livro/Obra Refer impres/eletrôni valor Art/Lit/Hum
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Programa Rouanet nas Favelas 2024
Ano
24

Localização e período

UF principal
GO
Município
Goiânia
Início
2024-09-01
Término

Resumo

Este projeto visa a edição, publicação e distribuição gratuita do livro "Cinemas Negros no Feminino: afeto e pertencimento além das telas", coletânea que contempla pesquisadoras e/ou profissionais do audiovisual negro brasileiro e suas articulações com as artes visuais, por meio das quais mulheres negras tem trabalhado como produtoras, diretoras, roteiristas, cenógrafas, técnicas e diretoras de som e de fotografia, entre outras tantas funções e assim tem protagonizado a criação de novos regimes de visibilidade e novas formas de fazer cinema. Almeja-se evidenciar a difusão das poéticas, críticas e práticas fílmicas elaboradas por mulheres negras, que no exercício de criar histórias e de transformá-las em filme, levam sonhos, afetos e memórias para as telas do cinema.

Sinopse

Sob uma perspectiva interseccional, o livro "Cinemas Negros no Feminino: afeto e pertencimento além das telas" busca traçar um panorama histórico e teórico dos cinemas que são feitos por mulheres negras brasileiras, o que confirma o caráter político do cinema e sua relevância na construção de novos imaginários e ordens de visibilidade. Deste modo, esta publicação visa oferecer subsídios teóricos, metodológicos e conceituais para a análise das trajetórias de mulheres negras em funções, períodos históricos, representações e filmografias distintas. Além disso, as mostras de filmes e as atividades formativas buscam destacar o trabalho e as contribuições de cineastas e profissionais negras do audiovisual brasileiro, criando um espaço de reflexão que faça uma série de questões reverberar junto à comunidade de cinema e aos interessados em geral: no que consistem os cinemas negros no feminino? Quais estratégias historicamente são empreendidas por mulheres negras diante do silenciamento e da invisibilidade, existentes também na produção audiovisual? Quais são os trânsitos entre a representação e a representatividade? A partir das obras (filmes e outras produções audiovisuais) é possível identificar elementos estéticos, narrativos e representacionais em comum entre realizadoras de diferentes partes do país?

Objetivos

O objetivo geral deste projeto é a edição, publicação e distribuição gratuita do livro "Cinemas Negros no Feminino: afeto e pertencimento além das telas", por meio do qual almeja-se evidenciar a difusão das poéticas, críticas e práticas fílmicas elaboradas por mulheres negras, que no exercício de criar histórias e de transformá-las em filme, levam sonhos, afetos e memórias para as telas do cinema. Objetivos específicos: 1- Fornecer gratuitamente às escolas de cinema, universidades e instituições culturais do Brasil, a doação deste livro que possibilita conhecer a produção cinematográfia e audiovisual feita por mulheres negras brasileiras, contribuindo assim para a valorização e o reconhecimento do trabalho de cineastas e profissionais negras do audiovisual, ou seja, trata-se de uma atividade de promoção da cidadania e diversidade cultural; 2- Realizar, durante a vigência do projeto, cinco (5) sessões gratuitas de filmes dirigidos por cineastas negras no Cineclube Maria Grampinho (que integra o Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes, espaço independente localizado na região Norte de Goiânia), buscando evidenciar a pluralidade do audiovisual feito por mulheres negras brasileiras e assim gerar impacto social para o público e para a comunidade, por meio da democratização da cultura; 3- Promover, durante a vigência do projeto, cinco (5) debates/Rodas de conversa com cineastas negras, a fim de contribuir para a formação crítica do público e também inspirar jovens cineastas e artistas negras, incentivando-as a contar suas próprias histórias e a seguir carreiras na indústria cinematográfica.

Justificativa

Embora os dados da participação de mulheres negras na produção cinematográfica nacional evidenciem desigualdades alarmantes, o cinema de curta metragem e mais recentemente com maior visibilidade também a produção de longa-metragem tem sido um terreno fértil para a construção de um "Cinema Negro no Feminino", termo criado pela documentarista e pesquisadora Edileuza Penha de Souza para designar [...] um cinema de identidade entendido como espaço de pertencimento e, assim, [as mulheres negras] são agentes recriadoras de mundos e de possibilidades de amor e afetos. Ao produzir e dirigir seus filmes, cineastas negras brasileiras têm edificado um modo de fazer cinema que tem como referência a história e a cultura negra". Inspiradas no pioneirismo da cineasta Adelia Sampaio, que iniciou sua carreira nos anos de 1970, mulheres negras de diversas partes do Brasil têm trabalhado como produtoras, diretoras, roteiristas, cenógrafas, técnicas e diretoras de som e de fotografia, entre outras tantas funções e assim tem protagonizado a criação de novos regimes de visibilidade. Neste contexto, se justifica o presente projeto que visa a edição, publicação e distribuição gratuita do livro "Cinemas negros no feminino: afeto e pertencimento além das telas", que sob uma perspectiva interseccional, demarca a produção e a realização, a curadoria e a crítica, a pesquisa científica, a visibilidade e a memória, a exibição e a distribuição como eixos que consolidam o cinema negro no feminino; e assim objetiva oferecer subsídios teóricos, metodológicos e conceituais para a análise das trajetórias de mulheres negras em funções, períodos históricos, representações e filmografias distintas. Trata-se de um livro acadêmico e as autoras e os autores convidadas/convidados são majoritariamente pesquisadoras/es e profissionais do audiovisual negro brasileiro.Logo, almeja-se evidenciar as narrativas, as poéticas, as críticas e as práticas fílmicas elaboradas por mulheres negras, que do exercício de criar histórias e de transformá-las em filme, levam sonhos, afetos e memórias para as telas do cinema. Portanto, esta proposta: a) se enquadra nos incisos II, III, IV, VIII e IX do Art. 1º da Lei 8313/91, já que visa: II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. b) possibilita alcançar os objetivos que são elencados nos incisos e alíneas a seguir: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; e IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; Além disso, vale destacar que este projeto de livro tem como objetivo a produção de conhecimento sobre o cinema e o audiovisual feito por mulheres negras brasileiras, que embora pouco reconhecidos, se configuram um terreno fértil para a construção de identidades e pertencimentos. Trata-se de uma publicação organizada por Ceiça Ferreira e Edileuza Penha de Souza, que respectivamente residem em Goiânia e Distrito Federal, capitais que, em comparação ao eixo Rio/São Paulo, historicamente recebem menos investimentos em cultura e audiovisual. Desde 2012, elas tem trabalhado juntas na docência, em eventos acadêmicos e na escrita e publicação de artigos construindo assim uma produção científica que tem firmado e ampliando o conceito de Cinema Negro no Feminino e é referência na análise da intersecção de gênero e raça no cinema brasileiro. Deste modo, tal projeto busca consolidar tais esforços de pesquisa, em uma área ainda incipiente e faz isso reunindo contribuções de pesquisadoras e/ou profissionais do audiovisual negro brasileiro, que na pesquisa, na crítica ou nas práticas fílmicas tem se debruçado sobre o trabalho de mulheres negras no cinema e no audiviovisual brasileiro, por meio do qual tem criado novos regimes de visibilidade, novas estratégia de fabulação, novas formas de fazer cinema.

Estratégia de execução

De 22 a 26 de janeiro de 2024, a proponente deste projeto, Conceição de Maria Ferreira Silva (Ceiça Ferreira) ministrou o curso online "Cinemas Negros no Feminino", com a participação da professora e documentarista Edileuza Penha de Souza como convidada especial. O curso foi realização do Projetar.se – Laboratório de Investigação em Arte e Cultura, por meio da Vie Filmes. O evento conta com apoio institucional da Prefeitura de Goiânia e Secretaria Municipal de Cultura, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura; e ainda o apoio do Cineclube Maria Grampinho e Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes. Inicialmente eram previstas 30 vagas, mas diante da alta demanda do público, o número de vagas foi ampliado para 245, o que confirma a relevência desse tema ainda pouco abordado e sobre o qual ainda há poucas publicações, evidenciando assim a pertinência deste projeto aqui apresentado, que visa a edição, publicação e distribuição gratuita do livro "Cinemas Negros no Feminino: afeto e pertencimento além das telas".

Especificação técnica

Livro Formato: 14x21; Previsão de laudas: 220; Capa: Cartão 240g/m² 4 x 0 + ORELHA; Laminação: Fosca Miolo: 210 Páginas em pólen nature 80g/m² 1 x 1 ; mais 10 Páginas em pólen nature 80g/m² 4 x 4 ;

Acessibilidade

A proposta prevê as seguintes medidas de acessibilidade: a) de conteúdo: 1-audiodescrição do livro; 2-intérprete de libras para as atividades formativas (debates/rodas de conversa) (para PCD auditivos); b) física: no aspecto arquitetônico: rampas, banheiros adaptados e piso tátil no espaço físico no qual serão realizadas as mostras de filmes;

Democratização do acesso

Como esta proposta prevê a edição, publicação e distribuição gratuita do livro "Cinemas Negros no Feminino: afeto e pertencimento além das telas", serão contempladas três medidas de ampliação de acesso previstas no artigo 28 da IN nº 01/2023, que são: I - 50% do produto resultante da execução do projeto será distribuído de forma gratuita, ultrapassando assim o percentual de 20% exigido nesta Instrução Normativa; IV - disponibilizar na internet registros audiovisuais dos debates/rodas de conversa realizadas com cineastas negras para divulgação do livro; VI - realizar, gratuitamente, cinco mostras de filmes, que serão realizadas em sessões mensais do Cineclube Maria Grampinho, oferecendo assim mais uma opção de lazer no Loteamento Shangry-la e bairros próximos (Sítio de Recreio São Geraldo e Residenciais Alice Barbosa, Antônio Barbosa e Morada do Ipê, da Região Norte de Goiânia), contribuindo assim para o acesso e a democratização da cultura, bem como para a ampliar as ações formativas e de acessibilidade cultural nesta capital da Região Centro-Oeste do país.

Ficha técnica

1- Conceição de Maria Ferreira Silva (Ceiça Ferreira) - função: Coordenadora geral do projeto e organizadora do livro Professora e pesquisadora do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Doutora em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), Mestre em Comunicação e Graduada em Comunicação Social – Jornalismo (UFG) e Especialista em Formação Docente em História e Culturas Africanas e Afroamericanas (UEG). Fundadora e diretora do Cineclube Maria Grampinho, no Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes. Atualmente coordena o projeto de pesquisa ?Cartografias do audiovisual negro brasileiro? e desenvolve atividades de ensino, curadoria e extensão nas áreas de comunicação e cultura, raça, gênero e sexualidade no cinema e no audiovisual. 2- Edileuza Penha de Souza - função: Coordenadora de Pesquisa e organizadora do livro Doutora em Educação pela Universidade de Brasília (UnB), mestre em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), graduada em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Desde 2006 desenvolve pesquisas na área de cinema, com ênfase no Cinema Negro. É idealizadora e organizadora da Mostra Competitiva de Cinema Negro – Adelia Sampaio. 3- Dalton Oliveira de Paula - função: Produtor Bacharel em Artes Visuais (UFG), treinel de capoeira angola, educador e idealizador do Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes, em Goiânia/GO. Participou de exposições coletivas e individuais em importantes museus do país e do exterior. Em sua prática artística, reverencia terreiros, quilombos e subúrbios, destacando corpos negros em diáspora em um exercício de fabulação crítica. Em 2024 foi um artistas participantes da 60ª Bienal de Arte de Veneza. Em 2023 recebeu o Prêmio Soros Arts Fellowship da Open Society Foundation. 4- Thalita Barros - função: Produtora Executiva Produtora Executiva de Projetos Culturais, Analista de Gestão Governamental e Gestora de Fundo Rotativo da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Especialista em Metodologia de Ensino de Inglês e Espanhol pelo Centro de Tecnologia Educacional Martins – COTEMAR, Graduada em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela Faculdade Sul Americana – FASAM. Desenvolve estratégias, gestão e prestação de contas de projetos culturais.

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.

2026-02-28
Locais de realização (1)
Goiânia Goiás