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PRONAC 244705Projeto em execução - Encerrado prazo de captaçãoMecenato

PINACOTECA DO BEIRU FESTIVAL DE ARTES VISUAIS - ANO II

41.944.583 ANDERSON ALVES CUNHA
Solicitado
R$ 199,9 mil
Aprovado
R$ 196,0 mil
Captado
R$ 196,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

100.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Programa Rouanet nas Favelas 2024
Ano
24

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2025-03-06
Término

Resumo

Dando continuidade às ações da Pinacoteca do Beiru na comunidade de Tancredo Neves, busca-se realizar a segunda edição do Pinacoteca do Beiru Festival de Artes Visuais, evento ocorrido primeiramente em 2021 que inaugura o local como espaço de realização das artes visuais aberto para a comunidade em uma das maiores periferias de Salvador. Esta segunda edição pretende realizar nova versão da mostra "E o Sol é para Todos?", contendo novas pinturas inspiradas nos moradores e produzidas pelo artista visual e idealizador do espaço, Anderson AC; a mostra "Primeiro Salão de Artes da Pinacoteca do Beiru" contendo obras de sete artistas periféricos escolhidos por meio de convocatória e seleção; realização gratuita das Oficinas de Pintura, Fotografia e Serigrafia, as quais darão origem a trabalhos também expostos no festival; e ainda dois bate papos em parceria com a Biblioteca Zeferina (bairro do Arenoso), com o grande objetivo de seguir aproximando a população da periferia às artes visuais.

Sinopse

Atividades do Pinacoteca do Beiru Festival de Artes Visuais – Ano II: 1. Exposição “E o Sol É para Todos?” – produção de 20 pinturas de tamanhos variadas sob técnica e linguagem do artista Anderson AC, de moradores inscritos no projeto e personalidades emblemáticas do Beiru. Para aqueles que se interessarem pela proposta a partir de convite divulgado nas redes sociais e também através de cartazes, panfletos e carro de som na região, será agendado uma fotografia em local escolhido pelo morador juntamente com nossa equipe. 2. Realização das oficinas: 1) Oficina de Pintura para Crianças, com o artista plástico Álex Igbó - turmas de 12 a 15 alunos / oito encontros de duas/três horas / aulas duas vezes na semana - 20h de aula aproximadamente; 2) Oficina de Pintura para Adulto, com Anderson AC – 12 a 15 alunos / oito encontros de duas/três horas; aulas duas vezes na semana - 20h de aula aproximadamente; 3) Oficina de Fotografia, com a Jornalista, fotógrafa e pesquisadora da imagem Nana Brasil – 12 a 15 alunos / oito encontros de duas/três horas / aula uma vez na semana; e 4) Oficina de Serigrafia, com o artista visual Pablo Moura – 10 alunos / quatro encontros de quatro horas / aulas de segunda a quinta (todas as ementas detalhadas em arquivo em anexo). 3. Mostra “Primeiro Salão de Artes Visuais da Pinacoteca do Beiru”, que vai contar com sete trabalhos produzidos a partir de convocatória a ser divulgada nas redes sociais da Pinacoteca e posterior seleção dos inscritos. O projeto vai premiar oito obras de arte a serem adquiridas pela Pinacoteca com prêmio de R$2.000,00 cada, a qual pode ser uma pintura, uma fotografia, gravura, escultura, vídeo performance ou instalação. 4. Realização de dois bate papos com o tema Arte, Cultura e Periferia em parceria com a Biblioteca Comunitária Zeferina Beiru. 5. Lançamento das mostras em um dia de festa, incluindo as obras criadas durantes as oficinas de Pintura, Fotografia e Serigrafia. evento terá coquetel e música. 6. Realização de exposição virtual do Festival no site da Pinacoteca, contendo todas as mostras, no qual o internauta poderá "adentrar" o espaço como uma verdadeira visita, só que virtual. No site constará também o processo envolvido na produção dos trabalhos, das aulas e making in off, por meio de pequenos vídeos em alguns dias de realização das atividades.

Objetivos

Dentro os principais objetivos que justificam a proposta, o Pinacoteca do Beiru Festival de Artes Visuais _ Ano II, temos: OBJETIVO GERAL Seguir trabalhando para que a Pinacoteca do Beiru permaneça como um espaço de voz da comunidade periféria da região do miolo central de Salvador; que siga diminuindo o abismo entre periferia e as artes visuais; que permaneça em conexão e se insira num circuito de arte muito maior, intermediando e dando as ferramentas às pessoas da região para que se pronunciem, se expressem e trabalhem por suas subjetividades a partir da arte. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Contar a história de resistência cultural, social e religiosa deste antigo quilombo, por meio da transformação em obra de arte de imagem de 20 pessoas comuns, mas significativas para a memória e para o entendimento histórico da região. - Desenvolver ações de incentivo às artes visuais, bem como atividades educacionais com foco em noções de cidadania e direitos humanos. - Estimular a troca com os moradores, permitindo que eles se reconheçam nas obras artísticas e assim possam enxergar-se como parte da resistência do bairro e sua nobreza enquanto quilombo urbano. - Estimular um processo de valorização e autoestima através dos corpos transformados em arte. - Compartilhar práticas, técnicas e conhecimentos, oferecendo formação artística para jovens em situação de vulnerabilidade. - Fortalecer a Pinacoteca do Beiru como ponto de acesso à cultura e à arte fora dos centros mais contemplados das artes em Salvador. - Aprimorar as relações com outros artistas da região com a realização da mostra "Primeiro Salão de Artes da Pinacoteca do Beiru", entender e aperfeiçoar a dinâmica, uma vez que o objetivo é a construção de um evento bianual, de maior porte dentro do bairro, a qual pretende ser a Bienal do Beiru. - Colocar a Pinacoteca à disposição dos artistas para futura exposições e mostras em nosso espaço expositivo. Resumo das principais atividades do Pinacoteca do Beiru Festival de Artes Visuais _ Ano II: 1.Exposição "E o Sol É para Todos?" _ produção de 20 pinturas de tamanho 50 x 70 por Anderson AC, de moradores inscritos no projeto e personalidades emblemáticas do Beiru. Para aqueles que se interessarem pela proposta a partir de convite divulgado nas redes sociais e também através de cartazes, panfletos e carro de som na região, será agendado uma fotografia em local escolhido pelo morador juntamente com nossa equipe. 2.Realização das oficinas: 1) Pintura para Crianças, com o artista plástico Álex Igbó - turmas de 12 a 15 alunos / oito encontros de duas horas / duas vezes na semana - 20h de aula; 2) Oficina de Pintura para Adulto, com Anderson AC _ 12 a 15 alunos / oito encontros de duas horas; duas vezes na semana - 20h de aula; 3) Oficina de Fotografia, com a Jornalista, fotógrafa e pesquisadora da imagem Nana Brasil _ 12 a 15 alunos / oito encontros de duas / aula uma vez na semana; e 4) Oficina de Serigrafia, com o artista visual Pablo Moura _ 10 alunos / quatro encontros de quatro horas / aulas de segunda a quinta (todas as ementas detalhadas em arquivo em anexo). 3.Mostra "Primeiro Salão de Artes Visuais da Pinacoteca do Beiru", que vai contar com sete trabalhos produzidos a partir de convocatória a ser divulgada nas redes sociais da Pinacoteca. O projeto vai premiar com R$2.000,00 cada obra, que adquirida pela Pinacoteca. 4.Realização de dois bate papos com o tema Arte, Cultura e Periferia em parceria com a Biblioteca Comunitária Zeferina Beiru envolvendo sete artistas do Beiru e de outras periferias de Salvador.

Justificativa

O bairro do Beiru (Tancredo Neves) está localizado na região do Cabula e é um dos locais que compõem o que foi a região do Antigo Quilombo do Cabula, miolo central de Salvador, uma área histórica de verdadeira resistência negra. O nome da localidade refere-se ao escravo Gbeiru, de origem iorubá, que segundo relato dos moradores da região, teria habitado e trabalhado na localidade no século XIX e depois de liberto, pelo seu trabalho e lealdade, fora presenteado com um pedaço de terra pelos seus ex donos (membros da família Garcia D’Ávila), usando desta terra para receber diversos ex-escravos retirados das ruas de Salvador. A região é tida hoje como uma das mais violentas de Salvador, contando com mais de 50.000 habitantes em sua maioria com renda entre 1 e 2 salários mínimos e baixa escolaridade, seguindo a situação de pobreza com que se desenvolveu ao longo das décadas depois que o antigo quilombo fora destruído em 1807. Desde 2015, é no lastro da história de resistência dessa região, que funciona ali o ateliê do artista visual baiano Anderson AC, uma edificação de três pavimentos que Anderson comprou com um tio, antigo advogado na região que recebera o prédio como pagamento de causa ganha, mas que nunca conseguiu emplacar algo duradouro na edificação. Em seus últimos anos, era ali que atendia seus clientes do Beiru, mas acabou abandonando o espaço, que se deteriorou ao longo dos anos até a chegada do artista. O prédio possui a entrada principal voltada para a rua principal do bairro e apesar do espaço amplo em seu interior, é estreito na parte visível, fato que faz com que ocupe pouco espaço na esquina do beco da Rua Irmã Dulce, onde está localizado. É datado da década de 1990 e chegou a virar depósito de carcaças de televisores e equipamentos quebrados, possuía aspecto de abandonado, estava em condições totalmente insalubres, sem água e sem cobertura. A própria comunidade ajudou a retirar os entulhos para que Anderson montasse no térreo seu ateliê de pintura, o artista tinha pressa pois tinha uma exposição marcada para acontecer em Estrasburgo, na França. Ao longo dos anos, o prédio passa por diversas mini reformas até que em 2021 tem grande parte de sua estrutura modificada e apta a abrir suas portas para a comunidade em nome do sonho do artista de transformar o local em uma espécie de centro de arte e cultura, onde pudesse compartilhar com a comunidade da arte que transformou sua vida. O desejo de construir um espaço mais abrangente de produção e exposição de artes nasce desde o primeiro momento em que Anderson começa a trabalhar ali e percebe o interesse da população pelo fazer artístico, algo realmente novo para a população. Pôde observar rostos, expressões e realidades de centenas de pessoas que passam diariamente pela entrada do ateliê, costumeiramente com suas portas abertas, suscitando curiosidade e fazendo-as parar para observar o artista trabalhar. Não entendiam muito bem que tratava-se sim de um ofício, de uma profissão com que se ganha a vida, e que qualquer pessoa pode ter acesso a arte, inclusive como ferramenta de cidadania e educação contra os mecanismos de subalternização das grandes periferias e a favor da subjetividade dessas pessoas, que tem se entregado, cada vez mais facilmente, à bebida, à depressão e ao crime, males decorrentes da falta de horizontes e possibilidades de vida. Anderson AC, que é nascido e crescido na periferia e que no decorrer dos anos perdeu todos os entes do seu núcleo familiar mais próximo - mãe, pai e irmão - por causas diferentes e num curto intervalo de anos, encontrou na arte a sua forma de re-existir. Não se rendeu e hoje usufrui de uma carreira artística consolidada e, por isso, a transformação do lugar nasce do desejo de compartilhar do que construiu, tornando o sonho realidade em parceria com a produtora cultural Juliana Freire, pensando e realizando ações capazes de diminuir o abismo das periferias com as artes plásticas e visuais. A instituição tem como estabelecimentos vizinhos, dois botecos com venda de destilados e isso infere problemas de referência aos jovens, pois muitos são os adultos que se entregam ao alcoolismo e cotidianamente necessitam de apoio para se levantarem. Além disso, as constantes disputas entre facções rivais como um problema crônico das grandes periferias do Brasil, colocam cada vez a vida dos moradores em risco, pois são muitos os jovens que se entregam às atividades do tráfico, perdendo suas vidas para o crime e para violência. São também muitas as mães que não possuem bons empregos e deixam seus filhos sem a atenção e os cuidados devidos, aumentando a carência e a sensação de insegurança pelos abandonos diários a que estão submetidos. A Pinacoteca do Beiru pensada e instaurada como é, é um lugar que foge à realidade do Beiru, pois foi criada voltada para a população, usando a artes visuais como ferramenta de transformação contra a desigualdade e mostrando à população novas formas de existência. É um lugar onde as pessoas se sentem bem, contentes de estarem ali, é um respiro no meio do caos. Anderson AC e Juliana Freire sabem o valor histórico e cultural da região e, ainda, como obras primas podem surgir ali, tal como os negros e negras retratados por Anderson em suas pinturas. A partir das atividades pleiteadas nesta proposta, busca-se dar continuidade ao projeto artístico de referência que se tornou a Pinacoteca do Beiru para Salvador e para a Bahia. Esta segunda edição do Pinacoteca do Beiru Festival de Artes Visuais contempla mais oficinas artísticas, mais exposições e busca trazer outros artistas para o Festival, descentralizando, cada vez mais, as ações culturais em lugares como o Beiru, fortalecendo uma rede de agentes, público e artistas e legitimando que na Periferia também se produz arte, se conta história de resistência cultural, social e religiosa em prol da memória histórica e cultural do povo e da região do Cabula enquanto Quilombo Urbano.

Estratégia de execução

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: A intenção dessa proposta era ser incrista na PJ MEI desde proponente. No entanto, no momento do envio o sistema acusou que o solicitante MEI da proposta cultural não estava registrado como proponente. Houve erro do sistema, pois o proponente PJ MEI aparece para inscrições, mas não configura como um dos responsáveis. Tentamos resolver a tempo, mas não houve retorno. Como foi mensionado em responsabilidade social, a proposta envolve a realização de ações voltadas para readequação da estrutura e espaço físico do prédio, tornando-o mais adequado para realização do evento. Nosso cronograma e orçamento prevê uma reforço maior dos pilares do prédio, modificação no banheiro, colocação de piso queimado e finalização de todo o reboco e pintura da estrutura, interna e externamente. Do mesmo modo e, por já ter realizado exposição envolvendo PCD’s, busca-se realizar da maneira mais eficaz diante de como a construção do prédio encontra-se hoje (com entrada localizada pela via principal do bairro, a Rua Direta de Tancredo Neves), a construção de uma rampa de acesso diretamente da calçada para entrada do espaço expositivo, capaz de garantir a entrada sem entraves de pessoas com deficiência. Os resultados que serão garantidos com a realização da segunda edição do festival de artes, a qual, além do evento em si, como dito acima, visa promover uma modificação na estrutura do prédio, tornando-o mais adequado para execução das atividades (realização das oficinas e montagem das mostras) vão permitir que se concretize o objetivo mais crucial da Pinacoteca hoje: mantê-la ativa, mais dinamizada e adequada para futuros novos projetos, seguir trabalhando por uma aproximação efetiva das artes visuais com a comunidade do bairro e região do miolo da cidade através da realização de exposições, oficinas, encontros e trocas de saberes, ao mesmo tempo em que se aproxima de curadores, iniciativas e espaços independentes de outros lugares e estados do Brasil. É também importante salientar que, ainda no primeiro semestre deste ano de 2024, em decorrência de aprovação de projeto específico na área de museologia na Lei Paulo Gustavo Bahia, a Pinacoteca do Beiru vai passar por um processo de institucionalização museal através da elaboração do plano museológico do espaço, construção de reserva técnica, criação de estatuto e formalização de CNPJ próprios. Um dos nossos objetivos mais importantes atualmente, é seguir fazendo com que a Pinacoteca do Beiru permaneça como um espaço de voz, que esteja em conexão e se insira num circuito de arte muito maior,intermediando e dando as ferramentas às pessoas da região e da comunidade para que se pronunciem a partir da arte. Precisamos também pontuar que os gastos com divulgação do projeto, não especificado nos ítens orçamentários, envolve a criação de identidade visual, produção de panfletos, cartazes, cards e cards animados para redes sociais, spots para carro de som e placas de sinalização sob a chancela do patrocinador via Ministério da Cultura. Além, é claro, do impulsionamento das redes sociais e efetiva assessoria de imprensa de todas as ações, as quais serão divulgadas com muita antecedência nos veículos de comunicação impressos, jornais online, rádio, internet e televisão. Nosso primeiro festival, pela potência da ação, gerou uma mídia espontânea bastante significativa, como pode ser visto na clipagem apontadad no portfólio da instituição enviado como anexo. Foram muitos os veículos que fizeram matérias e reportagens. Abaixo, alguns links de site e materiais que falam sobre Anderson AC e a Pinacoteca do Beiru 1. Site Pinacoteca do Beiruhttp://www.pincotecadobeiru.art 2. Redes sociais:https://www.facebook.com/profile.php?id=100068589591996https://www.instagram.com/pinacotecadobeiru/ 3. Vídeos:https://www.youtube.com/watch?v=lUfLPr1F7jchttps://www.youtube.com/watch?v=rhQL6TBAvAE&t=102shttps://www.youtube.com/watch?v=LYH_CMEVjgAhttps://www.youtube.com/watch?v=q0s7-BcL8cIhttps://www.youtube.com/watch?v=PgmIdf7LQHg&t=10shttps://www.youtube.com/watch?v=qx1n-C3oB3Qhttps://www.youtube.com/watch?v=inMemgcizZUhttps://www.youtube.com/watch?v=lF6IYf_DfCUhttps://globoplay.globo.com/v/9911409/https://www.youtube.com/watch?v=7YrFYysRWJw 4. Pinacoteca do Beiru no Jornal Correio (matéria online e impressa)https://www.correio24horas.com.br/correio24horas/entretenimento/arte-e-educacaopara-os-jovens-do-beiru-0921 5. Pinacoteca do Beiru no Jornal A Tarde (matéria online e impressa)https://atarde.com.br/muito/fundador-da-pinacoteca-do-beiru-transforma-a-realidadecom-uma-escultura-social-1179769 6. Pinacoteca do Beiru no G1https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2021/08/31/artista-homenageia-comunidade-epinta-quadros-de-moradores-do-bairro-tancredo-neves-em-salvador.ghtml 7. Pinacoteca do Beiru no Bahia Notíciashttps://www.bahianoticias.com.br/cultura/noticia/41393-beiru-festival-de-arte-inauguraprimeira-pinacoteca-de-salvador.html

Especificação técnica

As ementas e detalhamentos das aulas das oficinas de Pintura, Fotografia e Serigrafia a serem realizadas de forma totalmente gratuita para os interessados encontram-se em documento em anexo, bem como o currículo de toda a equipe técnica envolvida, no qual incluem-se os ministrantes das aulas.

Acessibilidade

É importante pontuar, primeiramente, que a realização do Pinacoteca do Beiru Festival de Artes Visuais - Ano II, através desta proposta, envolve a realização de ações voltadas para readequação da estrutura e espaço físico do prédio, tornando-o mais adequado para fruição de pessoas com deficiência. Por já ter realizado exposição envolvendo PCD’s, busca-se realizar da maneira mais eficaz diante de como a construção do prédio encontra-se hoje (com entrada localizada pela via principal do bairro, a Rua Direta de Tancredo Neves), a construção de uma rampa de acesso diretamente da calçada para entrada do espaço expositivo, capaz de garantir a entrada sem entraves de pessoas com deficiência. Além disso, ainda em termos de acessibilidade, vamos garantir que as obras de arte, quando montadas, tenham descrição em braille contendo as informações sobre elas, do mesmo modo que audiodescrições realizadas pelos próprios autores e que serão gravadas. Para o dia do lançamento e alguns dias de visitações, teremos profissional de língua de sinais fazendo as traduções de falas, performances e apresentações que porventura aconteçam. Importante assinalar que como parte da equipe, como palestrantes dos bate papos que serão realizados durante o festival, temos dois artistas PCD's: um jovem artista cadeirante chamado Jefferson Araujo de Carvalho, estudante de Design, membro da Biblioteca Comunitária Zeferina Beiru e fotógrafo da unidade. Foi idealizador e apresentou sua primeira exposição fotográfica intitulada “A Beleza da Imperfeição” na Pinacoteca do Beiru em 2022 e em 2023, expôs seus trabalhos no Museu de Arte da Bahia. O outro é o MC Deusdetih, tetraplégico, compositor, cantor e produtor audiovisual. É Artista independente da comunidade de Marechal Rondon, periferia de Salvador. Fazendo Rap de conceito, sempre baseado na sua vivência como um jovem negro, tem usado o Rap como ferramenta de expressão desde agosto de 2021, quando cria eu primeiro single "Testemunho". De lá pra cá, já são sete vídeoclipes e um EP com quatro músicas, totalizando 11 trabalhos, os quais utilizam sempre sua real vivência como tema principal das obras, expondo, de maneira autêntica, suas experiências e desafios encontrados no cotidiano como morador de uma comunidade periférica, jovem negro, estudante da UFBA, desafiando suas severas limitações físicas e mostrando a dura realidade enfrentada por muitos brasileiros.

Democratização do acesso

A proposta não prevê comercialização de produtos. As oficinas de Pintura, Fotografia e Serigrafia serão toalmente gratuitas, mediante formação prévia de turmas e acompnhamento da necessidade de transporte a cada incristo. As mostras finais também podeão ser visitadas virtuamente através de tour 360 de todo o espaço, hispedado no site da instituição.

Ficha técnica

1. Anderson AC – Idealizador / Direção Geral / Criação / Coordenação Artística e Pedagógica / Curadoria / Fotografia e Pintura dos 20 moradores modelos Tem longa trajetória nas artes visuais baianas. Grande vivenciador das ruas soteropolitanas, iniciou sua carreira como grafiteiro em 2002 e hoje tem se destacado como a nova geração de artistas plásticos baianos. Autodidata, participou de encontros e palestras com nomes representativos do universo artístico brasileiro, tais como Lisette Lagnado, Charles Watson, Ana Pato, Agnaldo Farias, Marcelo Rezende, Fernando Oliva, Ayrson Heráclito, Daniel Senise, Renata Lucas, Josué Matos e Almandrade. Desde 2009, participa de eventos internacionais como a II Trienal de Luanda, na Angola, Festival Internacional da Nova Arte Brasileira, em Barcelona, na Espanha, II Bienal de Milheiroz, em Porto Portugal. Realizou exposição individual nas cidades de Montemor-o-novo (Portugal, 2010), São Paulo (2011 e 2019), Estrasburgo (França, 2016) e Salvador (2017); e exposições coletivas nas cidades de Barcelona (Espanha, 2009), Salvador (2009), Angola (2010) e São Paulo (2011). Sua obra integra coleções particulares e institucionais tais como o Club des Artes, do Conseil de L’Europe; Soso Arte Contemporânea Africana, Luanda; Associação Cultural Brasil/Estados Unidos (ACBEU); Inhotim; e no Museu de Arte Moderna da Bahia. Desde 2015, mantém parte do seu espaço de trabalho no bairro do Beiru, antigo quilombo urbano em Salvador, onde criou a Pinacoteca do Beiru. 2. Juliana Freire – Coordenação Geral / Coordenação de Produção / Produção Executiva É Gestora da Pinacoteca do Beiru, Produtora Cultural pela Universidade Federal da Bahia desde 2008, acumula experiências nas áreas de produção executiva, coordenação de produção em projetos das mais variadas linguagens. Atualmente, faz a coordenação de produção e captação dos projetos da Pinacoteca do Beiru; foi uma das cinco produtoras executivas da 3ª Bienal de Artes da Bahia (2014); coordenou a produção nos documentários Muros (2013) e As Cruzes e os Credos (2012) do Bahiadoc Arte Documento; fez a supervisão de execução de eventos culturais pelo Programa Escolas Culturais (Governo do Estado da Bahia, 2018); além de elaboração e co-criação de projetos culturais em artes visuais. É Mestre em Cultura e Sociedade pela UFBA (PÓSCULT – IHAC). 3. Talita Cerqueira - Produção / Mediação Local / Formação Turmas Moradora do bairro do Cabula, possui uma década de experiência no mercado artístico e cultural soteropolitano. É Bacharel Interdisciplinar em Artes, Cinema e Audiovisual (2011) e Produção Cultural (2021), ambos os graus adquiridos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Trabalhou na Gianay Produções e na Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia, sendo, no momento, produtora de conteúdos audiovisuais para a TV na TVE Bahia, além de estar presente em produções independentes através do Coletivo Ritmus Filmes. 4. Gilson de Jesus - Assistente / Apoio / Mediador Local Morador do Beiru há mais de 40 anos, na mesma rua onde está localizada a Pinacoteca do Beiru, Gilson atua como assistente e apoio do artista Anderson AC desde 2017, mas é desde 2015, quando o artista chega ao local, que começa a fazer parte da equipe, oferecendo ajuda ao trabalho ali desenvolvimento por AC. Gilson tem 50 anos e foi o responsável pelas primeiras aproximações de Anderson Ac com a comunidade do Beiru, bem como pela mediação na formação das primeiras turmas de alunos de pintura e por estar envolvido diretamente nas inúmeras obras de requalificação do local. Também se tornou pintor e hoje já possui linguagem própria nos elementos que compõem seus trabalhos artísticos. 5. Álex Ìgbó – Ministrante Oficina de Pintura para Crianças É Graduado na Licenciatura em Desenho e Plástica pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia - UFBA, atualmente mestrando em Artes Visuais na linha de pesquisa Processos Criativos na mesma escola. Homem trans, começou a percorrer as encruzilhadas artísticas em 2010, realizando pesquisas de forma independente nas áreas de arte urbana, semiótica e linguagens. Participou de exposições importantes como Exu: Outras Faces (2013) no Museu Afro-brasileiro - MAFRO, fez intercâmbio artístico na Cidade do México (2014), integrou a exposição coletiva Axé Bahia: A força da Arte numa metrópole Afro-brasileira (2017) no Museum Flower em Los Angeles, Califórnia. Participou também da exposição Abre - Caminho no Centro Cultural São Paulo em 2020 e do Salão de Arte Contemporânea de Goiás em 2022. Na produção artística utiliza múltiplas linguagens como a gravura e o lambe-lambe, a escultura, o desenho, a escrita e o vídeo. Na Arte-educação, desenvolve atividade no campo da pintura através da estamparia manual, realizou oficinas no projeto Ocupa Lajes (2018) pelo Museu Acervo da Laje, no Programa Corra Pro Abraço Juventude em (2023), realizou oficina na Escola Municipal Padre Miguel e no Quilombo do Catucar, ambos em Recife-PE (2023). 6. Nana Brasil – Ministrante Oficina de Fotografia Jornalista, fotógrafa e pesquisadora da imagem, Nana Brasil nasceu em Salvador e se apaixonou por fotografia durante a graduação em Jornalismo, na Universidade Federal da Bahia. Somente após a mudança para Brasília, onde morou de 2014 a 2019, começou a se dedicar a essa forma de expressão, descobrindo maior afinidade com as áreas de fotografia de rua, documental, viagens e retratos. Busca investigar a linguagem fotográfica também no campo teórico, sendo pós-graduada em Comunicação e Semiótica pela Universidade Estácio de Sá (2016) e mestra em Imagem, Estética e Cultura Contemporânea pela Universidade de Brasília – UnB (2020), com pesquisa a respeito da fotografia realizada na região amazônica. 7. Pablo Moura – Ministrante Oficina de Serigrafia Artista Visual soteropolitano, possui duas exposições solo em Salvador e utiliza-se da rua como suporte/galeria para expor/compor parte de sua produção artística. Já atuou com cenografia e colaborou na criação de ferramentas pedagógicas para a Fundação Roberto Marinho (Canal Futura) onde foi mobilizador social. Facilitou oficinas de serigrafia e criatividade em artes plásticas em projetos sociais para jovens de Salvador e região metropolitana, através do PRONASCI, Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, do Ministério da Justiça. Lecionou artes plásticas em instituições públicas e privadas. Como comunicador social, colaborou em projetos que fizeram parte do Plano de Aceleração do Crescimento no país (PAC). 8. Diego Lima – Diretor Biblioteca Zeferina e Palestrante Bate Papo Arte, Cultura e Periferia Inaugurada simbolicamente nos dias 28 e 29 de novembro de 2015, a Biblioteca Comunitária Zeferina Beiru já encontrava-se em construção desde meados de 2013, quando foram iniciadas as reformas do prédio e a arrecadação de livros para compor seu acervo. O prédio que hoje abriga a Biblioteca, o Centro Comunitário do Arenoso, teria sido construído no final da década de 80 para abrigar um cinema comunitário. O prédio esteve abandonado por cerca de 6 anos, até que Diego Lima, morador da localidade, começou a mobilizar-se em torno da sua ocupação. Para tal, buscou articulações com vizinhos, amigos e movimentos sociais dos quais já havia se aproximado. A Biblioteca Comunitária Zeferina Beiru é apenas mais um capítulo da história de resistência do Cabula. Localizada em terras ancestrais, onde outrora o nigeriano Beiru teria consolidado o Quilombo que levou o seu nome, a Biblioteca compromete-se a reagir às tentativas do poder público de alterar o nome do bairro de Beiru (em homenagem ao nosso ancestral quilombola) para Tancredo Neves (um político branco sem nenhuma identificação com o bairro). A Biblioteca também carrega em seu nome o legado de Zeferina, angolana que teria fundado o Quilombo do Orobu, que abarcaria terras que atualmente pertencem aos bairros do Cabula, São Caetano, Cajazeiras e Subúrbio Ferroviário. 9. Jefferson Araújo de Carvalho – Palestrante Bate Papo Arte, Cultura e Periferia Amante da Fotografia, PCD e morador do bairro do Arenoso, Jefferson tem 25 anos e é estudante de Design, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Formado em Rádio, Fotografia e Audiovisual pelo Programa Corra pro Abraço – Juventude 2017, promovido pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) do Estado da Bahia, Jeff é membro da Biblioteca Comunitária Zeferina Beiru, atuando como fotógrafo da unidade. Trabalhou na produção e como câmera dos documentários Memória Zeferina e Medo (2018), projeto sobre feminicídio produzido junto com outros alunos da UNIJORGE; atuou como câmera na Série Documental “Memória Zeferina” (2021) ; fez captação de imagens no projeto Pinacoteca do Beiru Festival de Arte (2021) e atuou como editor do curta “A grande Ideia” (2018). Além disso, Jefferson foi idealizador e apresentou sua primeira exposição fotográfica intitulada “A Beleza da Imperfeição” na Pinacoteca do Beiru em 2022. Em 2023, expôs seus trabalhos no Museu de Arte da Bahia. 10. MC Deusdetih – Palestrante Bate Papo Arte, Cultura e Periferia Além de músico, é bacharelando interdisciplinar de humanidades pela Universidade Federal da Bahia-UFBA; Pcd (Pessoa com deficiência) Cadeirante, Tetraplégico; Compositor, cantor e Produtor Audiovisual. É Artista independente da comunidade de Marechal Rondon, periferia de Salvador-BA; Fazendo Rap de conceito, sempre baseado na sua vivência como um jovem negro que segue acreditando nos seus sonhos e no poder da educação na transformação de Vidas Negras. Tem usado o Rap como ferramenta de expressão desde agosto de 2021, quando lançou o single "Testemunho", um trabalho forte e comovente, onde compartilha sua história de resiliência após o acidente que resultou em sua tetraplegia. Até o momento, MC Deusdetih já lançou sete vídeoclipes e um EP com quatro músicas, totalizando 11 trabalhos, os quais utilizam sempre a real vivência como tema principal das obras, expondo, de maneira autêntica, suas experiências e desafios encontrados no cotidiano como morador de uma comunidade periférica, jovem negro, estudante desafiando suas severas limitações físicas e mostrando a dura realidade enfrentada por muitos brasileiros. 11. Bárbara Felina - Palestrante Bate Papo Arte, Cultura e Periferia Criada no Beiru, Barbara Felina é uma artista visual cativante que faz sucesso com seus diversos talentos. Com uma trilha de intervenções artísticas impactantes, as criações de Barbara transcendem as fronteiras tradicionais. Além de sua arte, ela transmite sabedoria por meio de oficinas envolventes, estimulando a criatividade em outras pessoas. Graduanda em artes visuais em Belas Artes, Bárbara Felina está no cenário artístico em constante evolução.

Providência

PERÍODO DE EXECUÇÃO DO PROJETO ATUALIZADO.

2026-05-31
Locais de realização (1)
Salvador Bahia