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O projeto "Mulheres da Quebrada: escrevivências de corpo-território" propõe a realização de três eixos de oficinas de formaçãolivre e experimental em teatro, dança e artesanato com material reciclável, voltadas para mulheres mulheres negras ou pardas,cis ou transgênero, LGBTQIAP+ do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, resultando em uma mostra com apresentaçõesartísticas e produtos artesanais construídos a partir dessas oficinas, além de uma exposição fotográfica com registros dasmulheres ao longo desse processo formativo pautado no lema "Ser mulher, ser território próprio".
Oficina de Danças Urbanas: Mulheres da QuebradaObjetivo: A oficina "Mulheres da Quebrada"Publico: mulheres a partir de 15 anos3h/aulaA"Mostra Mulheres da Quebrada de Teatro e Dança"Objetivo: Mostra dos trabalhos produzidosPublico: até 500 pessoas6h/diaOficina de Teatro para Mulheres: Explorando a Expressão FemininaPublico: mulheres a partir de 15 anos3h/aula
Objetivo GeralRealizar a manutenção da insituição e oficinas de formação livre e experimental para amadores, atores, dançarinos e artististasiniciantes e ou em processo de formação voltadas para mulheres em situação de vulnerabilidade (periféricas) do Aglomerado daSerra, em Belo Horizonte.ESTE PROJETO SE ENQUADRA NOS SEGUINTES INCISOS DO ART. 3º do Decreto 11.453, de 23 de março de2023:I - Valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão;II - Estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedadebrasileira;V - Incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais;08/02/2024, 10:05 salic.cultura.gov.br/consultardadosprojeto/imprimir-projetohttps://salic.cultura.gov.br/consultardadosprojeto/imprimir-projeto 3/16VI - Fomentar atividades culturais afirmativas para a promoção da cidadania cultural, da acessibilidadeàs atividades artísticas eda diversidade cultural;VII - desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivoslocais, nos diversossegmentos culturais;Objetivos específicosRealizar 01 oficina de teatro, 3h/aula por oficina para até 60 mulheres com idade acima de 15 anos;Realizar 01 oficina de dança com cerca de 20 encontros artístico-culturais de dança urbana intitulada "Mulheres que dançam",visando fomentar a construção coletiva de um ambiente de experimentação cultural, eminentemente feminino. Carga horária,3h/aula por oficina para até 30 mulheres com idade acima de 15 anos;Realizar 01 oficina de artesanato com cerca de 16 encontros, intitulada "Mulheres que criam" com material reciclável, 3h/aulapor oficina para até 30 mulheres com idade acima de 15 anos, através da arteterapia, promovendo a prática manual e oencontro coletivo para incentivar a expressão criativa, o diálogo sobre questões pessoais e emocionais, incentivando também ageração de produtos que possam ser inicialmente usados em suas próprias casas e eventualmente comercializados,oportunizando fontes de renda complementares;Realizar 01 intevenção cultural de teatro e 01 intervenção de dança (dos produtos criados durante as oficinas);Realizar 01 mostra, 6h/dia para um público de até 500 pessoas, como produto final desses processos de formação, comapresentações artístico-culturais experimentais construídas com essas mulheres periféricas e convidados;Realizar 01 exposição fotográfica de 30 fotografias, colocando como protagonistas as mulheres participantes das oficinas;Promover encontros de arte, cultura, cuidado e afeto entre essas mulheres e o grande público da capital, alcançando o maiornúmero de pessoas através dos resultados das oficinas, de forma presencial (mostra) e virtual (publicação na internet, registrovideográfico dos produtos gerados);Fomentar as expressões culturais e artísticas da periferia de Belo Horizonte através de formações livres experimentais comartistas do território referências em teatro, dança e artesanato;Valorizar a cultura popular urbana periférica, colocando as mulheres no centro do debate em torno da arte, corpo, gênero, raçae território;Construir um espaço de acolhimento e inclusão, com acessibilidade e democratização da arte.
A Coletiva Mulheres da Quebrada surge com o intuito de promover o autocuidado, o afeto e o cuidado para mulheres moradorasde periferia, pobres e majoritariamente negras, visando fortalecer vínculos através da reflexão sobre "ser mulher, ser territóriopróprio". Fundada em 2018 por Sheyla Bacelar, Sandra Sawilza e Simone Silva, mulheres negras, a Coletiva atua nesteAglomerado, complexo de vilas circundado por bairros nobres na região Centro-sul na cidade de Belo Horizonte, propondo eexecutando ações voltadas à valorização e promoção de qualidade de vida dessas mulheres em seu território. Em consonânciacom a Agenda 2030, da ONU, este projeto corrobora essa necessidade de um desenvolvimento humano de forma abrangente eplena para as mulheres do território, assim Mulheres da Quebrada - Ser mulher, ser território próprio é um projeto que pretendeampliar e qualificar as ações desenvolvidas pela Coletiva Mulheres da Quebrada, promovendo ações guiadas pelo afeto e cuidadoque favoreçam a garantia de direitos para outras mulheres moradoras do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. A Coletivaaposta que as ações contínuas da rede de cuidado e afeto, favorecem a emancipação e o protagonismo político e organizativo demulheres em seu território. A coletiva pensa o território do Aglomerado da Serra como "a quebrada", mas também como umaforma de ser, interagir e resistir no mundo, atuando como uma rede de apoio por, para e entre mulheres, promovendo encontrosperiódicos, com oficinas e reflexões a respeito de suas existências e resistências cotidianas. Assim, promove consciência crítica,empoderamento, além do compartilhamento de experiências, trajetórias, em que o cuidado, o afeto e a saúde são tomadoscomo objetos centrais.A Coletiva é constituída por moradoras do Aglomerado da Serra. Fundada e idealizada por Sandra Sawilza, Sheyla Bacelar eSimone Silva, tem como público alvo as mulheres do aglomerado, majoritariamente negras. Diante do compartilhamento dastrajetórias de vida dessas mulheres, marcadas por violências diversas, a coletiva se organiza para promover ações visando aobem viver, com cuidado, afeto, saúde física e emocional, para além de meramente sobreviver. Os territórios de favelas no Brasilsão reflexo de uma sociedade ancorada na colonialidade, racismo, sexismo, dentre outras formas históricas de violência. Aspessoas nesses contextos vivenciam cotidianamente a ausência de políticas públicas voltadas à qualidade de vida da população, em contraste com a presença violenta do estado. Nesse sentido, vale destacar que, na tentativa de suprir essa ausência, aspessoas se organizam em redes de apoio e agenciamentos locais, formalizadas ou não.As mulheres destacam-se como protagonistas desses processos, contrastando com o fato de serem as que mais sofrem violaçõesde direitos, visto que, em sua maioria, são marcadas pela "interseccionalidade" entre raça, classe e gênero (dentre outros),tendo desta forma uma experiência bastante específica. As mulheres moradoras da periferia enfrentam problemas comodesemprego, violência doméstica, questões de saúde mental, sobrecarga de trabalho de cuidado, precariedade nosatendimentos na rede pública de saúde, dentre outros. O lugar social atribuído a essas mulheres é sempre o mais baixo nahierarquia social, sendo a desumanização uma constante em suas vivências. Grande parte delas são responsáveis pelo "trabalhodo cuidado", remunerado ou não. Paradoxalmente, essas mulheres não experimentam as condições para cuidarem de si mesmas,e ainda menos, receberem cuidados, tendo assim, uma experiência de precariedade, exploração e vulnerabilidade.A Coletiva tem, no Aglomerado da Serra, o espaço de confluência do "ser mulher, ser território próprio", salientando que asexperiências de vida, além de corporificadas, são profundamente atreladas ao território e suas especificidades. Nesse sentido, éimportante ressaltar que atualmente há no Aglomerado uma enorme quantidade de mulheres em condições precárias de vida,seja pela questão da falta de trabalho, seja pela grande responsabilidade de cuidarem de suas famílias. A Coletiva buscapromover não apenas uma rede de cuidado e afeto, mas também a emancipação e o protagonismo político e organizativo demulheres em seu território. Nesse sentido, atua diretamente na produção de uma rede de proteção para essas mulheres, bemcomo na promoção de ações assistenciais que buscam auxiliar as mulheres em sua qualidade de vida.Ao promover o acesso dessas mulheres à saúde mental e ao autocuidado, a coletiva pretende reduzir os impactos das violênciasestruturais na vida dessas mulheres. A coletiva também tem buscado auxiliar e acompanhar a recolocação dessas mulheres nomercado de trabalho, promover e desenvolver habilidades artístico-cultural das mulheres, contribuir para o acesso a serviçospúblicos, dentre outras ações. Ela está conectada a essas mulheres beneficiadas através de um grande grupo em aplicativo demensagens, onde acolhe, analisa e encaminha suas demandas. Esse grupo conta com a presença de 240 mulheres emmédia. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, março de 2020), a renda média de uma mulhernegra hoje no Brasil corresponde a 42% de um homem branco. Entre pessoas de 25 a 44 anos de idade, o percentual de mulheresbrancas com ensino superior completo é 2,3 vezes maior do que o de mulheres pretas ou pardas. No que se refere a violência, ocenário é ainda pior. Segundo o Atlas da violência IPEA _ 2018, a taxa de homicídios de mulheres negras foi 71% superior à demulheres não negras.Nesse cenário, destacam-se as mulheres da região do Aglomerado da Serra, região Centro-Sul, em Belo Horizonte e que possuicerca de 65 mil habitantes (CENSO/2010). As mulheres desse lugar, de maioria negra, além desses desafios do próprio território,enfrentam outros problemas decorrentes do racismo e do machismo estrutural como o baixo acesso a oportunidades de estudos,emprego e geração de renda. Os serviços públicos existentes muitas vezes encontram dificuldades de abordagem para essarealidade tão específica e desafiadora enfrentada pelas mulheres, jovens e adultas. Nesse sentido, a Coletiva tem sidoprocurada tanto pelo CRAS, quanto por escolas municipais, para prestar consultoria ou serviços que contribuam no atendimentoa este público. A formalização jurídica da Coletiva viabiliza que essas parcerias se concretizem, mas ainda há o desafioburocrático que envolve processos de contratação. A continuidade e ampliação das ações da Coletiva de forma autônomacontribui com as mulheres, ao orientá-las no acesso a esses serviços, ao mesmo tempo em que oferece ações quecomplementam suas oportunidades de acesso e direitos. Compreendendo que mulheres "faveladas e negras" ocupamhistoricamente lugares sociais onde as ausências materiais, sociais e simbólicas afetam sua cidadania, a proposta de uma redesociocultural de cuidado e afetos, que busca fortalecer as mulheres que sempre cuidam, mas quase nunca são cuidadas, éessencial.A partir dessas e outras atividades, a Coletiva busca reduzir os efeitos das violências rotineiramente sofridas pelas mulherespretas moradoras "da quebrada", bem como a constante negação de direitos e políticas públicas que alcancem efetivamenteesse público. As mulheres, cuja trajetória é marcada pela negação do cuidado e do afeto, constroem por si próprias espaçosseguros de trocas, cuidado e afetividade, transformando a condição habitual de solidão vivenciada por elas. Ao falarem sobresuas vivências e compartilharem suas subjetividades, identificando a coletiva como espaço de apoio, essas mulheres refletemsobre sua autoestima e o protagonismo de suas narrativas e trajetórias.
A Coletiva Mulheres da Quebrada realizará também encontros do Grupo de Intervenção Psicossocial onde serão abordados ostemas como gênero, empoderamento, equidade e sexualidade e saúde reprodutiva, entre outros, serão realizadas então 35rodas de conversas gratuitas em cumprimento à contrapartida social em atendimento ao art. 28 da IN nº 01/2023, da seguinteforma:- 35 rodas de conversas "Gotas de cuidado - Ser mulher, ser território próprio", acompanhadas por psicólogas. psicossocial. Estasrodas de conversas são voltadas à atenção psicossocial das mulheres. A Coletiva aposta que as ações contínuas da rede decuidado e afeto, favorecem a emancipação e o protagonismo político e organizativo de mulheres em seu território. Assim darácontinuidade à iniciativa Gotas de Cuidado para promover a saúde mental e o apoio psicológico às mulheres do Aglomerado daSerra (jovens, mães de família, idosas).Público Previsto: 1050 pessoas (35 pessoas por roda de conversa)Público alvo: mulheres negras ou pardas, cis ou transgênero, LGBTQIAP+, com idade a partir de 15 anos em situação devulnerabilidade social em seu territórioDuração: 1h30/a, totalizando 52,5/a.
Oficina de Danças Urbanas: Mulheres da QuebradaObjetivo: A oficina "Mulheres da Quebrada" tem como objetivo proporcionar um espaço inclusivo e empoderador para mulheresinteressadas em explorar as danças urbanas, destacando a contribuição e a expressão feminina nesses estilos de dança. Conteúdo:Introdução às Danças Urbanas:Breve história e contexto das danças urbanas.Destaque para o papel das mulheres na cultura das danças de rua.Exploração de Estilos:Breakdance: Fundamentos do footwork, toprock e freezes.Hip-Hop: Groove, isolamentos e expressão pessoal.Waacking: Técnica de braços, poses e fluidez.Voguing: Catwalk, duckwalk, hand performance e floor performance.Coreografias:Desenvolvimento e prática de coreografias que destacam a energia e a feminilidade das participantes.Exploração de diferentes estilos musicais, como hip-hop, funk, R&B, entre outros.Expressão e Empoderamento:Discussões sobre a representação das mulheres na cultura das danças urbanas.Como usar a dança como ferramenta de empoderamento pessoal e coletivo.Estímulo à autoconfiança e autoexpressão.Workshop Criativo:Exploração de improvisação e criação de movimentos.Encorajamento à experimentação e à criação de um estilo pessoal de dança.Encerramento:Apresentação de trabalhos desenvolvidos durante a oficina (opcional).Discussão final e reflexão sobre a experiência.Metodologia: A oficina será conduzida de forma participativa, incluindo demonstrações práticas, exercícios de grupo, discussõesdirigidas e momentos de criação artística individual e coletiva. Será enfatizado um ambiente de respeito mútuo, incentivo evalorização da diversidade.Público-Alvo: Mulheres de todas as idades interessadas em explorar as danças urbanas, independentemente de sua experiênciaprévia na dança.Duração: A oficina pode variar em duração, desde sessões únicas de algumas horas até um programa mais extenso distribuído aolongo de vários dias ou semanas, dependendo das necessidades e disponibilidade dos participantes. A "Mostra Mulheres da Quebrada de Teatro e Dança" é um evento que celebra a arte, a cultura e a expressão feminina nascomunidades periféricas. Esta mostra tem como objetivo destacar o talento e a voz das mulheres que vivem nas periferias,proporcionando um espaço para que elas compartilhem suas histórias, suas perspectivas e sua arte por meio do teatro e dadança.Visão Geral do Evento:Data e Local: A mostra será realizada em [data] no [local], um espaço cultural acessível e acolhedor nas comunidadesperiféricas.Temática: A mostra enfoca as experiências, desafios e conquistas das mulheres das quebradas, abordando questões comoidentidade, resistência, empoderamento feminino, entre outros.Programação:Espetáculos Teatrais:Apresentações de peças teatrais que exploram narrativas e personagens femininas das periferias, destacando suas vivências,lutas e triunfos.Temas como relações familiares, violência de gênero, racismo, questões sociais e políticas serão abordados de forma sensível eautêntica.Apresentações de Dança:Performances de diversos estilos de dança, incluindo danças urbanas, afro, contemporânea, entre outras.As coreografias serão criativas e expressivas, refletindo a energia e a força das mulheres das quebradas.Debates e Rodas de Conversa:Espaço para discussões sobre questões relevantes para as mulheres das periferias, como feminismo, direitos humanos, saúde,educação, cultura, entre outros.Participação de líderes comunitárias, ativistas, artistas e especialistas para enriquecer os diálogos e promover a troca deexperiências e conhecimentos.Exposições e Feiras Culturais:Exposição de arte visual, fotografia, artesanato e outras formas de expressão artística criadas por mulheres das quebradas.Feira cultural com produtos e empreendimentos locais, valorizando o trabalho e o talento das mulheres empreendedoras.Objetivos:Celebrar a diversidade e a criatividade das mulheres das quebradas.Promover a inclusão e a representatividade feminina nas artes cênicas.Estimular o diálogo e a conscientização sobre questões de gênero e desigualdades sociais.Fortalecer os laços comunitários e o orgulho das periferias.Público-Alvo: O evento é aberto a todos, com ênfase na participação das mulheres das comunidades periféricas, bem como deestudantes, artistas, ativistas e demais interessados em contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.Oficina de Teatro para Mulheres: Explorando a Expressão Feminina Objetivo: A oficina de teatro para mulheres tem como objetivo proporcionar um espaço seguro e acolhedor para que mulheresexplorem sua expressão criativa, desenvolvam habilidades teatrais e fortaleçam sua autoconfiança por meio da arte dramática.Conteúdo:Introdução ao Teatro:Breve histórico do teatro e seu papel na expressão humana.Exploração dos elementos fundamentais do teatro, como voz, corpo, espaço e tempo.Expressão Corporal e Vocal:Exercícios para desenvolver a consciência corporal e a expressão emocional por meio do movimento.Técnicas para melhorar a projeção vocal, a dicção e a entonação.Improvisação e Jogos Teatrais:Jogos teatrais para estimular a criatividade, a espontaneidade e a conexão entre as participantes.Exercícios de improvisação para explorar personagens, situações e narrativas.Interpretação e Construção de Personagens:Técnicas de análise de texto e construção de personagens.Exploração de diferentes métodos de interpretação, como Stanislavski, Meisner e Brecht.Cenas e Montagem:Divisão em grupos para trabalhar na criação e montagem de cenas curtas.Orientação e feedback para aprimorar a performance das participantes.Temas Femininos no Teatro:Discussão sobre a representação das mulheres no teatro ao longo da história.Exploração de textos e temas que abordam questões femininas, como identidade, relacionamentos, empoderamento, entreoutros.Apresentação Final:Preparação e ensaio para uma apresentação final das cenas desenvolvidas durante a oficina.Opcional: apresentação aberta ao público para compartilhar o trabalho das participantes.Metodologia: A oficina será conduzida de forma participativa e colaborativa, incentivando a experimentação, a colaboração e oapoio mútuo entre as participantes. Serão oferecidos feedbacks construtivos e oportunidades para reflexão e crescimentopessoal.Público-Alvo: Mulheres de todas as idades e experiências, interessadas em explorar o teatro como forma de expressão artística edesenvolvimento pessoal.Duração: A oficina pode ser oferecida em formato intensivo, durante um fim de semana ou uma semana, ou distribuída ao longode várias semanas em sessões semanais, dependendo das necessidades e disponibilidade das participantes.Esta é uma sugestão de ementa e o conteúdo pode ser adaptado de acordo com as necessidades específicas do grupo e dosobjetivos da oficina. A "Mostra Mulheres da Quebrada de Teatro e Dança" é um espaço de celebração, resistência e transformação, onde as vozes e ostalentos das mulheres das periferias são colocados em destaque, inspirando e impactando positivamente a comunidade local ealém.
Acessibilidade física: os espaços contarão com acesso para idosos e cadeirantes, com banheiros erampas de acessibilidade.Haverá espaço reservado para as apresentações em rua. Além disso, será disponibilizado um monitor no local para auxiliar oacesso destes a um lugar com conforto e de boa visualização das ações, disponibilizar na internet um vídeo da mostra realizadaao final do projeto com tradução em libra.Acessibilidade para deficientes auditivos: contratação de intérprete em libras para acompanhar a mostra do projeto atendendoàs pessoas com deficiência auditiva e caso haja inscritos com defeiciência auditiva interprete de libras para acompanhar asaulas.Acessibilidade para deficientes visuais: será ofertada auto descrição oral das ações realizadas, caso haja inscritos/alunas dasoficinas com este tipo de deficiência haverá contratação de profissional para execução, na mostra uma visita sensorial àexposição dos produtos gerados pela oficina de artesanato, cenário, figurinos e apresentações da dança e teatro, disponibilizarna internet um vídeo da mostra realizada ao final do projeto com audio descrição.
As oficinas serão totalmente gratuitas para o público de mulheres negras ou pardas, cis ou transgênero, LGBTQIAP+; Realizar ação cultural voltada ao público de mulheres em vulnerabilidade social.Até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais deum, receberão emquantidade proporcional ao investimento efetuado; Mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo;III - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações dedivulgação do projeto; Mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3%(três porcento) do salário-mínimovigente no momento da apresentação da proposta. Disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades deensino e de outros eventosreferente ao produto principal.
A Coletiva Mulheres da Quebrada surge com o intuito de promover o autocuidado, o afeto e o cuidado para mulheres moradoras de periferia, pobres e majoritariamente negras, visando fortalecer vínculos através da reflexão sobre “ser mulher, ser território próprio”. Fundada em 2018 por Scheylla Bacellar, dançarina, Sandra Sawilza, atriz e Simone Sigale, produtora cultural, mulheres negras, todas nascidas e criadas no Aglomerado da Serra, artistas, filhas de empregadas domésticas, as primeiras pessoas da sua família a conquistarem o ensino médio, graduação e pós-graduação, após inúmeras interrupções. A Coletiva atua neste Aglomerado, complexo de vilas circundado por bairros nobres na região Centro-sul na cidade de Belo Horizonte, propondo e executando ações voltadas à valorização e promoção de qualidade de vida de mulheres em seu território. A atuação da Coletiva é voltada para a promoção da saúde mental, apoio e promoção sociocultural para mulheres. Preocupada em refletir sobre as dinâmicas de empatia e cuidado consigo mesmas, a coletiva promove também oficinas em que se compartilham experiências e momentos de autocuidado, trocas e afetividade. Tem na sua razão de existir a promoção do cuidado e as trocas afetivas entre as moradoras do Aglomerado da Serra. O lema da Coletiva é “Ser mulher, ser território próprio”, e essa frase ilustra o nosso pilar. Desejamos garantir às mulheres do Aglomerado da Serra, a cidadania plena através do acesso aos direitos essenciais: saúde, educação, moradia, alimentação, emprego, segurança. Além disso, a Coletiva trabalha no combate às múltiplas formas de violências contra a mulher: a violência doméstica, sexual, psicológica e o racismo. Em seus eixos de atuação estão: Sociocultural: realização de atividades culturais como: oficinas de fotografia no celular, dança e teatro, coletiva leva ao teatro, mostra e sarau MDQ; Atenção psicossocial, Gotas de cuidado: atendimento psicológico gratuito e continuado, individual e em grupos de acolhimento. Reuniões de supervisão e encaminhamentos de casos a redes parceiras. Leva em consideração que as questões psicológicas de mulheres periféricas são marcadas por questões estruturais de classe, raça, gênero e território; Frente Sócio-assistencial - distribuição de cestas básicas, absorventes, itens de higiene, doações de roupas e outros itens, campanhas temáticas como Dia das Crianças, Páscoa, Dia das Mães, Natal solidário, etc.; Encontros presenciais temáticos de cuidado e afeto - encontros entre mulheres do território para discutir questões como violência doméstica, mulheres e o trabalho de cuidado, saúde da mulher, interfaces entre violências de raça, classe e gênero, autonomia financeira, saúde mental, etc. Atuação virtual, por meio de aplicativo de mensagem com 2 grupos de whatsapp chamado ‘Grupo Parças’ e ‘Grupo de Apoio’ - trocas afetivas e de cuidado através de rede virtual com cerca de 394 mulheres que também funciona como uma rede de comunicação cotidiana para construção coletiva e ampliada das ações e objetivos da coletiva. A coletiva pensa o território do Aglomerado da Serra como “a quebrada”, mas também como uma forma de ser, interagir e resistir no mundo, atuando como uma rede de apoio por, para e entre mulheres, promovendo encontros periódicos, com oficinas e reflexões a respeito de suas existências e resistências cotidianas. Assim, promove consciência crítica, empoderamento, além do compartilhamento de experiências, trajetórias, em que o cuidado, o afeto e a saúde são tomados como objetos centrais. Em sua linha do tempo iniciada em 2018 por uma roda de conversa já com participação de 45 mulheres do território onde neste momento foram apontadas e identificadas pelas mulheres inúmeras situações de vulnerabilidades e violências comuns entre todas, lutas, formação acadêmica, preconceito, solidão da mulher negra, luta, beleza, cuidado afetivo, profissões, violência contra a mulher, violência nos bailes da serra e vários outros assuntos que nos cercam quanto mulheres, lá se vão quase 6 anos de atuação sociocultural para esta comunidade produzido pela Associação Coletiva Mulheres da Quebrada, este foi o pontapé inicial para nosso nascimento. Em 2019, a Coletiva teve sua primeira aprovação por meio do projeto ‘Mulheres da Quebrada’ aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura, da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, no valor de 20 mil reais e a partir dela realizou 24 encontros presenciais. Esses encontros foram realizados em parceria com a rede pública local no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), e nos Centros Culturais da região. O projeto teve como um dos motes principais trabalhar a questão da autoestima da mulher negra, o autocuidado e auto aceitação de seus corpos e trajetórias. Com o lema “Ser mulher, ser território próprio”, alcançou cerca de 500 mulheres em seus encontros presenciais. As atividades contribuíram para a formação de uma rede de cuidado, afeto, arte e cultura, promovendo debate sobre os direitos das mulheres e sua condição no mundo. As intervenções artístico-culturais revelaram importantes meios para que as participantes compartilhassem suas angústias, sonhos, potencialidades, dores, violências sofridas e trajetórias de vida. O tripé arte, vivência e experimentações foram os elementos fundantes na forma de existir da Coletiva. Em 2020, ano marcado pela pandemia de Covid-19, essa rede de mulheres precisou se transformar em um ponto de apoio socioassistencial da comunidade. Nesse sentido, por meio de parcerias e mobilização social, iniciou-se uma grande campanha de arrecadação de cestas básicas e kits de higiene, absorventes, entre outros, para doação às mulheres cujas famílias foram afetadas pela crise sanitária, social e econômica decorrente da pandemia. Com o valor arrecadados de R$7.273,00 doados via plataforma Evoé, R$2.500,00 via edital do Fundo Baobá, R$2.000,00 do edital Desabafo Social e, combinado com outras parcerias, com empresas locais e outros doadores, foram distribuídas cerca de 950 cestas básicas, 950 kits higiene, 100 cestas especiais de natal, além de doações de roupas e 100 brinquedos em campanhas que foram acontecendo ao longo do ano. A Coletiva também ampliou sua rede de atendimentos psicológicos, agregou cerca de 100 psicólogos, buscando suprir a grande demanda de cuidado à saúde mental das mulheres no contexto da pandemia, que intensificou vulnerabilidades já existentes. Portanto, a Coletiva se tornou uma importante rede de apoio, auxiliando diversas mulheres do Aglomerado e orientando para o acesso ao auxílio emergencial, bem como outras políticas de assistência do estado. Dessa forma, buscou por meio de suas ações, reduzir os impactos da negligência e ausência do estado na garantia de direitos humanos básicos. No grupo de WhatsApp “Parças”, foram compartilhadas informações de utilidade pública (vagas de emprego, informações sobre atendimentos locais no Aglomerado da Serra, como postos de saúde, CRAS, escolas etc, e questões próprias das mulheres que se apoiaram mutuamente, trocando mensagens neste grupo, que funciona até hoje). Em 2021, ainda em um contexto de isolamento social, foi promovida a campanha de afeto e cuidado em que diversas pessoas e artistas foram convidadas a enviar vídeos de 1 minuto com conteúdos artísticos, sociais, informativos, que foram publicados em nosso canal do youtube e compartilhados com as mulheres conectadas à coletiva por meio do grupo de WhatsApp e redes sociais. Além disso, foram produzidos conteúdos audiovisuais, como o mini documentário “Ser mulher, ser território próprio”, via aprovação na Lei Aldir Blanc, participação no Episódio 1 do programa “Serrão, Berço de Cultura”, cujo tema era “Mulheres que Inspiram” e participação no vídeo ‘Coletiva Mulheres da Quebrada’ do projeto aprovado no edital Periferias em Rede, promovido pelo Favela é Isso Aí. A campanha de doações teve continuidade, tendo sido distribuídos 1.500 kits de material de higiene e limpeza, 2.000 máscaras, 3.000 frascos de álcool 70%, 100 kits de autocuidado (dignidade menstrual), 50 enxovais de bebê e 100 cestas de natal. Em 2022, com a retomada das atividades presenciais, alcançamos a Aprovação nos editais Elas Periféricas e Gerando Falcões, realizamos ainda atividades presenciais - 40 encontros temáticos - 2341 participantes/atividades, atendimentos psicológicos - 40 casos de saúde mental, 5 psiquiatria, realizamos na favela o ‘Ato 8M Unificado - RMBH, no Aglomerado da Serra - “quebrada”, gratuitamente o ‘8 M na Quebrada’ (dia de debate a respeito do combate à violência doméstica, marcado pela construção de frases que foram também espalhadas pelo Aglomerado, palestras, palco aberto com sarau, microfone aberto com participação do NUDEM e outras políticas públicas voltadas ao cuidado com a mulher), neste mesmo ano houve a realização de atividades/encontros presenciais, 2x/semana com rodas de conversas temáticas (Ciclo de Debates-Faces da Violência e outros), vivência externa a exemplo no Teatro Espanca, grupo de apoio a perdas e luto, massagem, acupuntura, dança, audiovisual, palestras e outros, com mulheres do território e fora (grupo de mulheres em Esmeraldas e grupo Capoeira Origem), adolescentes em escola (Escola Municipal Paulo Mendes Campos), CRAS Marçola, Espaço Odara. Foram atendidas cerca de 1.400 mulheres negras ou pardas, cis ou transgênero, LGBTQIAP+, com idade a partir de 15 anos em situação de vulnerabilidade social em seu território. Foram distribuídas 1010 cestas básicas, 500 absorventes e 70 pacotes de fraldas descartáveis. Foi um ano de conquistas e importantes avanços, como a locação de um espaço físico, para acolhimento das mulheres, realização das atividades presenciais e centro de distribuição das doações; a institucionalização da Coletiva como Associação, tendo seu CNPJ; e a parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que iniciou um mapeamento dos dados socioculturais do Aglomerado da Serra, catalogando os dispositivos públicos e atividades culturais presentes nesse território, em parceria com a coletiva, além de disponibilizar estagiárias de psicologia para contribuir com a ação “Gotas de Cuidado”. Outra importante conquista foi a prestação de serviços a convite do CRAS Vila Marçola, foi promovida entre agosto e outubro de 2022, a ação comunitária “Ser Mulher, Ser Território Próprio”, com oficinas de dança e fotografia que atenderam a demanda das mulheres desse território, possibilitando um espaço de compartilhamento de experiências e fortalecimento da autoestima. Em parceria com a Escola Municipal Paulo Mendes Campos, foi realizado o projeto Coletiva Mulheres da Quebrada: Juventudes em Movimento: Afeto e Resistência. A escola, refletindo a necessidade de realizar interlocuções com saberes para além dos seus muros, na tentativa de pensar estratégias que valorizem as identidades das alunas adolescentes, convidou a coletiva para realizar uma ação ao longo de 6 meses. A Coletiva propôs então construir estratégias de valorização do corpo feminino juvenil, entendendo que esse corpo é construído de relações sociais e históricas, muitas vezes opressoras. Foram envolvidas todas/os as/os sujeitas/os da referida instituição de ensino: gestão administrativa-pedagógica, docentes, discentes, monitores do Programa Escola Integrada, porteiros, cantineiras, auxiliares de serviços gerais, dentre outras/os, fomentando uma rede de apoio, escuta e estímulo às juventudes desse espaço. Outra parceria foi com o Grupo Capoeira Origem no Centro Cultural Vila Fátima, que convidou a Coletiva para uma palestra para o grupo de capoeira sobre Violência doméstica. Por fim, cabe destacar a ação em parceria com um grupo de mulheres de Esmeraldas (região metropolitana de Belo Horizonte), em que a Coletiva foi convidada para apoiar a formação de um coletivo de mulheres nessa cidade. Em 2023 e 2024 a coletiva permanece com as ações supracitadas, com permanência dos encontros e rodas de conversa mediados por psicólogas, levando as mulheres aos teatros da cidade para assistirem gratuitamente espetáculos, assistirem uma partida de vôlei feminio do Minas Tênis Clube, oficinas culturais entre outros, além de ampliar ações recebendo parceiros para execução de projetos como, Samba do Queixinho, AIC - Agência de Iniciativas Cidadãs, entre outros e por meio de aprovação em editais a fim de dar continuidade às suas atividades culturais, está operando por meio de suas mídias e redes sociais. Nestes anos fomos também contempladas com os Prêmios AMAGIS Mulheres, Expo favela, Prêmio Periferia Viva, Prêmio Aldir Blanc, Editais BH nas Telas, e Descentra, Mulheres Negras Liderando Cidades Resilientes, entre outras do Ministério das Favelas. Prêmio Sérgio Mamberti e Edital BH nas Telas. A partir dessas e outras atividades, a Coletiva busca reduzir os efeitos das violências rotineiramente sofridas pelas mulheres pretas moradoras “da quebrada”, bem como a constante negação de direitos e políticas públicas que alcancem efetivamente esse público. As mulheres, cuja trajetória é marcada pela negação do cuidado e do afeto, constroem por si próprias espaços seguros de trocas, cuidado e afetividade, transformando a condição habitual de solidão vivenciada por elas. Ao falarem sobre suas vivências e compartilharem suas subjetividades, identificando a coletiva como espaço de apoio, essas mulheres refletem sobre sua autoestima e o protagonismo de suas narrativas e trajetórias. Atualmente, a coletiva se articula em uma rede de aproximadamente 394 mulheres conectadas, virtual e presencialmente. Ao promover o acesso dessas mulheres a produtos socioculturais, saúde mental e ao autocuidado, a coletiva pretende reduzir os impactos das violências estruturais na vida dessas mulheres. A coletiva também tem buscado auxiliar e acompanhar a recolocação dessas mulheres no mercado de trabalho, promover e desenvolver habilidades artístico-cultural das mulheres, contribuir para o acesso a serviços públicos, dentre outras ações. A Coletiva busca promover não apenas uma rede de cuidado e afeto, mas também a emancipação e o protagonismo político e organizativo de mulheres em seu território. Nesse sentido, atua diretamente na produção de uma rede de proteção para essas mulheres, bem como na promoção de ações assistenciais que buscam auxiliar as mulheres em sua qualidade de vida. Já percebemos de modo subjetivo e concreto os principais resultados alcançados com essas atividades, onde as próprias mulheres já se tornaram multiplicadoras das ações, a Coletiva vem transformando a vida dessas mulheres de várias formas pela via do cuidado e do afeto que envolvem uma série de ações práticas e não meramente discursivas. Essas ações reverberam na forma de relatos das sujeitas que são atendidas, através de narrativas que trazem a alegria por serem livres de relacionamentos abusivos, vivenciados por anos, a garantia da próxima refeição do dia, o direito ao cuidado físico e mental.
PROJETO ARQUIVADO.