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O projeto "América do Surfe" consiste na produção de média-metragem documental - de baixo orçamento e com duração inferior a 70 minutos - pelo cineasta Mateus Puerto. Esse filme "road movie" cruzará a America e ancorará em três lugares icônicos do surfe do nosso continente: Perú, El Salvador e California. Em cada um desses lugares serão apresentadas as localidades e personagens relevantes e interessantes, de variadas idades, que contarão como o surfe permeia a histórias de suas vidas. Pretende-se um formato que alterne imagens de surfe e entrevistas. Após finalizado o filme, o proponente o exibirá em escolas estaduais de São Paulo, bem como conduzirá conversa com os estudantes sobre o processo de produção cultural nas leis de incentivo enquanto pessoa física e também como proponente estreante. Nesse contexto, dividirá conceitos sobre captação de recursos, produção cultural, leis de incentivo, etc.
O projeto "America do Surfe" tem por objetivo realizar um média-metragem documental retratando ondas icônicas e diferentes culturas do continente americano. Diferente do ambiente de competição profissional do surfe, pretende-se focar em pessoas "comuns" do surfe e mostrar como o surfe permeia a história de suas vidas. Pretende-se um formato que alterne imagens de surfe e entrevistas. Ou seja, pretende-se produzir um filme que não só retrate o esporte em toda sua potencia, mas sim a cultura do surfe. Pretende-se criar um produto que apresentaria o Surfe e seus praticantes para quem não conhece sobre esse Universo. Tendo em vista o deslocamento do Perú até o California, pretende-se mostrar os fatores que fazem com que esses lugares tenham ondas tão especiais, abordando, de maneira leve e informativa, questões como correntes marítimas, vento, marés, diferentes fundos de mar, pranchas. Ou seja, conceitos de geografia, história, biologia e física aplicados a vida real. Filmes de surfe, no geral são vistos somente por surfistas e basicamente mostram surfe em toda sua potencia, sem história, sem espaço, sem cultura. Como diria o jornalista Frederico Dorey, o surf é rico, mas o surfista é pobre. Portanto, pretende-se dar vida a um registro único, interessante, que pessoas de fora possam conhecer. Como clima do filme, pretende-se que seja positivo, divertido, solar e livre para todas as idades.
Objetivo Geral O projeto "America do Surfe" tem por objetivo realizar um média-metragem documental retratando ondas icônicas e diferentes culturas do continente americano. Diferente do ambiente de competição profissional do surfe, pretende-se focar em pessoas "comuns" do surfe e mostrar como o surfe permeia a história de suas vidas. Pretende-se um formato que alterne imagens de surfe e entrevistas. Ou seja, pretende-se produzir um filme que não só retrate o esporte em toda sua potencia, mas sim a cultura do surfe. Pretende-se criar um produto que apresentaria o Surfe e seus praticantes para quem não conhece sobre esse Universo. Tendo em vista o deslocamento do Perú até o California, pretende-se mostrar os fatores que fazem com que esses lugares tenham ondas tão especiais, abordando, de maneira leve e informativa, questões como correntes marítimas, vento, marés, diferentes fundos de mar, pranchas. Ou seja, conceitos de geografia, história, biologia e física aplicados. Filmes de surfe, no geral são vistos somente por surfistas e basicamente mostram surfe em toda sua potencia, sem história, sem espaço, sem cultura. Como diria o jornalista Frederico Dorey, o surf é rico, mas o surfista é pobre. Portanto, pretende-se dar vida a um registro único, interessante, que pessoas de fora possam conhecer. Como clima do filme, pretende-se que seja positivo, divertido, solar e livre para todas as idades. Os principais objetivos do projeto são: - Oferecer um filme de surfe que vai na contramão dos produtos geralmente oferecidos nesse âmbito e mostrar personagens fora do ambiente de competição/celebridades e lugares que normalmente não se veria; - Democratizar o cinema independente brasileiro; - Fomentar a formação de público; - Possibilitar que artistas locais consigam produzir obras; - Profissionalizar o ramo audiovisual brasileiro. Conforme ditames do artigo 02 do Decreto 11.453, de 2023, o projeto, dentro de suas funções, cumpre os seguintes: Art. 2º A utilização dos mecanismos de fomento cultural visa à implementação: II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; IX - apoiar as atividades culturais de caráter inovador ou experimental; Objetivo Específico a) Produto Média Metragem Documental Será realizado a produção de média-metragem documental - de baixo orçamento e com duração inferior a 70 minutos - pelo cineasta Mateus Puerto. Esse filme "road movie" percorrerá o continente Americano e retratará lugares icônicos do surfe: Perú, El Salvador e California. Em cada um desses lugares será apresentada a localidade e suas característica, bem como personagens relevantes e interessantes, de variadas idades, que se expressarão surfando e contando as histórias de suas vidas. b) Produto Contrapartida Social Pretende-se realizar 5 exibições em Escolas Estaduais de São Paulo, seguidos por roda de conversa conduzida pelo diretor do filme. Prevê-se público de 100 jovens em cada escola, totalizando 500 estudantes beneficiários do produto cultural. Existe o interesse em promover conversa sobre o processo de produção cultural nas leis de incentivo enquanto pessoa física e também como proponente estreante. Nesse contexto, serão divididos conceitos sobre escrita do projeto, captação de recursos, elaboração de filme, produção cultural, leis de incentivo, oportunidades na cultura, etc. Com isso, pretende-se mostrar as oportunidades do ramo cultural, e passar a olhar a cultura como investimento tanto na sociedade quanto no país. Embora o filme média metragem seja uma manifestação pessoal de seu autor, pretende-se incentivar pessoas, especialmente jovens a empreenderem criativamente.
1) As primeiras menções que se têm do Surfe na literatura ocidental são de tripulantes do navio de James Cook, capitão e navegador da Coroa Britânica que realizou expedições para o Pacífico Sul aproximadamente no ano de 1770 e foi responsável pelo descobrimento da Nova Zelândia, Tahiti e Hawaii. Há de se imaginar o choque da tripulação inglesa ao avistar os nativos, nus, deslizando graciosamente sobre troncos de árvores nas ondas azul turquesaas paradisíacas ilhas do Pacífico Sul. Dentre os diários dessa tripulação, têm-se frases como a de William Anderson, o médico cirurgião do navio ao ver nativos surfando: "Eu não pude evitar em concluir que esse homem sentiu o mais supremo dos prazeres". O surfe na Polinésia remonta aos anos de 1300 e era uma prática religiosa e dotada de rituais e cerimônias. O colonialismo fez com que o surfe experimentasse uma queda e os Polinésios passaram a ser mandados para a escola e a igreja quando eles normalmente estariam surfando. Isso gerou uma perda de identidade imensa para os surfistas. Após a época de colonialismo, o Surfe só viu um aumento de popularidade no Século XX, quando o medalhista Olimpico de natação, Duke Kahanamoku, realizou expedições de demonstração de surfe na Austrália, Nova Zelândia e Califórnia em 1938. Isso fomentou a cultura do surfe na Califórnia nos anos 40 e 50 e ajudarou a espalhar uma certa devoção ao surfe e a cultura das pessoas se juntarem na praia. Em 1959, Hollywood bateu na porta do Surfe e fez o filme que definitivamente vendeu a cultura do surfe para as massas, "Gidget". Muito embora o filme seja focado em uma doce garota chamada Gidget e menos em surfe propriamente dito, foi o estopim para deixar a nação americana fisgada pelo surfe e pela cultura de praia. A partir daí, de repente, praias na Califórnia e no Hawaii ficaram lotadas e a demanda por pranchas de surfe explodiram. Daí em diante, até os dias de hoje, o surfe só cresceu e o lifestyle do surfe e sua cultura passaram a impactar e influenciar a arte, música, literatura, cinema e moda. 2) No ambiente competivo profissional do surfe, dos últimos 9 títulos mundiais, pasmem, 7 foram brasileiros! Adriano de Souza, Gabriel Medina, Ítalo Ferreira e Filipe Toledo ganharam as manchetes dos jornais nacionais brasileiros com as suas conquistas, e o público passou a conhecê-los e simpatizar com eles. Trata-se de um momento histórico do surfe brasileiro e provavelmente o melhor das próximas décadas. Esse boom fez com que marcas passassem a olhar o surfe com bons olhos e a investir no esporte que até se tornou olímpico em 2022. Ocorre que o surfe é extramente focado na competição e, portanto, nichado. Embora muitos saibam quem são as estrelas, grande parte dos que acompanham a competição são os praticantes mais aficcionados do esporte. Ou seja, ainda existe uma barreira em relação a atrair a atenção do grande público e esse foco em competição acaba por afastar o grande público e fazer com que não tenham acesso a rica cultura interna do esporte. 3) Nos anos 50 e 60, afora as produções Hollywoodianas, um pequeno grupo de cineastas/surfistas americanos criou uma estética de filmes de surfe que perdura e é reverenciada até os dias de hoje. São eles, Bruce Brown, Bud Browne, John Severson e Greg Noll, os pioneiros do estilo. Tudo começou de uma maneira caseira tal como, filmar os surfistas nas praias que moravam de dia e fazer seções de exibições do vídeo em suas casas na mesma noite. Naturalmente essas gravações passaram a virar filmes e os cinegrafistas viraram cineastas. No que tange à estética dos filmes de surfe, elas se mantém até hoje e são caracterizada pelos seguintes elementos: filmar os melhores surfistas nas melhores ondas, narração durante o filme procurando explicar o que se passa, uso de mapas, grandes doses de humor e cenas dos surfistas caindo (levando caldos). São filmes positivos, divertidos, sem muita controvérsia ou polarização. Muitos desses filmes dos anos 60 tinham como trilha sonora gravações de grupos locais de Jazz. O surfe é ancião, plural e as abordagens possíveis são inúmeras. O que se pretende com o presente projeto é justamente mostrar cantos e esquinas do surfe não muito explorados, como uma onda perfeita, quebrando sozinha no oceano. Conforme os ditames dos artigos 1 e 3 da Lei n. 8113 de 1991, o projeto, dentro de suas funções, cumpre os seguintes: Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
Com vistas a minimizar o risco de corte em rubricas do orçamento, esclarece: 1) No que se refere à rubrica "Aquisição de Equipamentos", informa que a compra representa maior economicidade em comparação com a locação, e que os equipamentos de vídeo são indispensáveis à execução do projeto. Apresentou cotação para os seguintes produtos: - Câmera Sony ZV - e10 - Lente Sony 55-210mm - Tripé Profissional Digipod 688 - Bolsa de proteção para câmera - Cartão de memória 64mb Valor total: R$ 7.500,00 É sabido que câmeras de cinema custam o preço de um automóvel. Todavia, o equipamento solicitado oferece todo suporte necessário para os objetivos pretendidos. 2) Sobre as passagens, de maneira semelhante, são necessárias e fundamentais para a execução do projeto. Nesse sentido, considerou 5 trechos de passagem aérea cada uma com valor médio de R$ 1.500,00. São eles: - São Paulo - Perú - Talara (Perú) - Lima (Perú) - Lima - San Salvador (El Salvador) - San Salvador - Los Angeles - Los Angeles - São Paulo
Não se aplica.
ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO Haverá sistema de legendagem descritiva no filme. Item orçamentário: legendagem descritiva.
1) O proponente coloca-se a disposição para disponibilizar o filme, de maneira aberta e gratuita, em canal digital recomendado por este Ministério. 2) Pretende-se realizar 5 seções de exibição do filme seguidas por rodas de conversa ministradas pelo diretor em 5 Escolas Estaduais de São Paulo. São elas: 1) Escola Estadual Brasilio Machado 2) EE Carlos Maximiliano Pereira Dos Santos 3) Escola Estadual Victor Oliva 4) EMEF Olavo Pezzotti, Prof. 5) EMEI Professora Zilda de Franceschi De acordo com as exigências deste Ministério, iremos cumprir as seguintes medidas de democratização presentes no artigo 24 da IN 01/2022: II - disponibilizar na internet, redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, saraus, slam e de outros eventos de caráter presencial, acompanhado com libras e audiodescrição; III - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas;
Mateus Puerto - graduado em direito pelo Mackenzie, trabalhou no escritório Cesnik, Quintino e Salinas, Instituto Itaú Cultural e Auditório Ibirapuera com matérias correlatas ao direito cultural e do entretenimento. Fotógrafo e videomaker amador há mais de 15 anos, já realizou cursos de Direção de Fotografia no Museu da Imagem e Som (MIS) e SENAC - SP. Surfista e estudante da cultura do surfe há mais de 20 anos (rubrica - diretor geral). Lucas Narciso - Designer gráfico senior com larga experiência de projetos gráficos para uma grande variedade de empresas. Domínio de sofwares como Adobe Photoshop, Illustrator, InDesign, CorelDRAW e Sketch (rubrica legendagem).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.