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4 apresentações da performance "Mil litros de preto" nas seguintes cidades:Vitória (ES),São Luís (MA),Belo Horizonte (MG) e Belém (PA). Cada apresentação tem a duração de aproximadamente 36 horas ininterruptas de performance e conta com a participação de um grupo local de familiares e amigos de vítimas do Estado. A performance negra vem como arma para rasgar o silêncio e dar voz a pessoas que foram literalmente eliminadas pela realidade social brasileira. Ainda serão realizados encontros/oficinas com estes grupos sociaisde familiares de vítimas do genocídioda população preta, pobre e/ou periférica.
A PERFORMANCE: A cada 15 minutos um alarme soa, 7 litros de líquido vermelho, contidos num balde preto, são despejados em fluxo pela performer em uma piscina, isso ocorre até que 144 baldes fiquem vazios reconfigurando a instalação. Em aproximadamente 36 horas a piscina se completa com 1000 litros de sangue de jovens negros. A ação acontecerá em fluxo. A INSTALAÇÃO: consiste em uma piscina de 1000 litros vazia, retangular, com largura de 130 cm, 42 cm de altura e profundidade de 189 cm; 144 baldes pretos de 12 litros, espalhados pelo espaço, etiquetados com nomes de vítimas do genocídio do jovem negro; 1000 litros de líquido vermelho, feito de água e pigmento de tecido ou pó de beterraba, alocado em cada balde. Depois que a performance acontecer,a cena se reconfigura com a piscina cheia de líquido vermelho, os baldes pretos vazios. A performance acontece com a atriz, sua mãe e sua tia em cena, além de pessoas convidadas dos grupos sociais supracitados. SINOPSE Uma ação que transborda. Corpos pretos atravessados por balas! Transbordam mortes. A cada 15 minutos um alarme soa, 7 litros delíquido vermelho, contidos num balde preto, são despejados em fluxo pela performer em uma piscina, isso ocorre até que 144 baldes fiquem vazios reconfigurando a instalação. Em aproximadamente 36 horas a piscina se completa com 1000 litros de sangue de jovensnegros. O primeiro tiro fere, o segundo tiro causa dificuldade de respirar e o terceiro mata! Então para que serve o quarto? O quinto? O sexto? O sétimo? O oitavo? O nono? E o décimo tiro? Oficina de acolhimento com grupos de familiares do genocídio da população preta, pobre e/ou periférica: Cada oficina terá 4 horas de duração. Espírito Santo -Associação de Mães e Familiares de Vítimas da Violência do Espírito Santo Belo Horizonte - Rede Mães de Luta Belém - ONG MOVIDA São Luís - Grupo ainda não definido.
Objetivo Geral: Promover por meio da arte, a conscientização e a reflexão crítica sobre o genocídio da população preta, pobre e/ou periférica, evidenciando o racismo e a violência sistêmica contra parte da população brasileira, a fim de fomentar um diálogo inclusivo e mobilizar ações para a justiça social e racial. Objetivos Específicos: 4 apresentações da performance "Mil litros de preto" nas seguintes cidades: *Vitória (ES) - 09 a 11 de maio de 2025*São Luís (MA) - 06 a 08 de junho de 2025*Belo Horizonte (MG) - 04 a 06 de julho de 2025* Belém (PA) - 01 a 03 de agosto de 2025 Cada apresentação tem a duração de aproximadamente 36 horas ininterruptas de performance e contará com a participação de um grupo* local. As performances serão transmitidas em tempo ao vivo pelo canal do youtube. Realização de 1 encontro/oficina por cidade com grupos sociais que trabalham com familiares de vítimas do genocídio da população preta, pobre e/ou periférica, como por exemplo, Mães de Maio, Rede Mães de Luta e afins, totalizando 4 oficinas de acolhimento de 4 horas cada. Estes grupos serão convidados a acompanharem da performance, com direito a transporte, alimentação e cachê artístico. *Grupos que são redes de mães, familiares e amigos(as) de vítimas da violência do Estado. Público alcançado diretamente: *Vitória (ES) - 8.960 pessoas*São Luís (MA) - 8.960 pessoas*Belo Horizonte (MG) - 8.960 pessoas* Belém (PA) - 8.960 pessoas Previsão total de alcance: 35.840 pessoas diretamentePrevisão total de alcance: 57.360 pessoas indiretamenteMemória de cálculo:Total de Público estimado: (capacidade do espaço público x taxa de comparecimento) + (passantes por hora x duração do evento x taxa de atração)Total de Público estimado: (2000 x 70%) + (700 pessoas por hora x 36 horas x 30%)1400+7560 = 8.960 pessoas diretamente por performance.
Especificamente ao que se refere ao Art. 1º da Lei 8313/91, o projeto se enquadra em: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; E, quanto aos objetivos do Art. 3º: II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres. O presente projeto oportuniza que empresas privadas exerçam responsabilidade social, demonstrando um compromisso genuíno com questões importantes da sociedade. Patrocinar projetos que abordam o genocídio da população preta, pobre e/ou periférica pode ajudar a combater o racismo sistêmico e promover a justiça social, mostrando que a empresa está comprometida com a igualdade e a inclusão. Ainda, o perfil deste projeto o torna de difícil execução se não for patrocinado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, já que possui um alto custo, principalmente com estrutura de segurança para as pessoas artistas envolvidas, assim como uma impossibilidade de arrecadação de recursos via bilheteria, já que é uma performance que ocorre em espaços públicos. A performance negra vem como arma para rasgar o silêncio e dar voz as pessoas que foram literalmente eliminadas pela realidade social brasileira. "Mil Litros de Preto" trata-se de uma instalação que tem uma simplicidade de realização, são baldes de água jogados dentro uma piscina. Com elementos que são de fácil identificação, não são elementos abstratos onde o público precisa questionar que elementos são esses. Neste aspecto, a noção tradicional de objetos cotidianos dá lugar a uma atuação representativa, na diluição entre o real e o ficcional, abrindo novas compreensões sobre as camadas de (re) significação dos utensílios domésticos que, por sua vez, transita entre discursos de denúncia e arte. As noções de performance estão vinculadas às artes como uma teia de aproximação e trocas entre a obra artística, o corpo cênico e o público. Pautadas na ligação entre a arte e a vida, na diluição das fronteiras que as configuram.MIL LITROS DE PRETO: A MARÉ ESTÁ CHEIA nasce da urgência de se falar sobre o genocídio do jovem negro brasileiro. Da necessidade de tornar palpável através da arte contemporânea o que é crescer sendo preto no Brasil. Uma violência que todo brasileiro independente de cor e gênero sabe da existência, mas não tem noção da dimensão dela. "A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil. Isso equivale à queda de mais de 150 jatos, cheios de jovens negros, todos os anos. Genocídio da população negra é a expressão que melhor se enquadra à realidade atual do Brasil", afirma o senador Lindbergh Farias em entrevista BBC Brasil em 2016. De lá pra cá o índice caiu (Anuário Brasileiro de Segurança pública de 2022) de 23 minutos para 15 minutos, o que é ainda mais alarmante. Os mortos têm cor e são apenas números na estatística. Devemos desnaturalizar o extermínio de jovens afrodescendentes no país.Essa performance que já foi contemplada no edital do Memorial Minas Gerais Vale em 2021, conta com a participaçãode de duas parentes da artista, a mãe Maria Lúcia de Souza e a tia Josefa de Souza. Essas duas presenças em cena criam outra atmosfera para o trabalho, uma vez que a partir delas estabelece o cenário de velório, onde as mesmas ao se prostarem ao lado da performer velam os corpos da vitimas. Para além disso, essas duas mulheres trazem a tona as milhares de mães órfãs que nascem a cada 15 minutos quando um jovem periférico é assassinado.
Performance: aproximadamente 36 horas contínuas por apresentação. Oficinas: 4 horas de duração.
A Acessibilidade FÍSICA: serão escolhidos espaços públicos com acessibilidade arquitetônia. A Acessibilidade de CONTEÚDO: será colocado um totem com audiodescrição da obra, assim como uma luz vermelha que irá acionar a cada vez que um balde for jogado. Serão contratados monitores de acessibilidade para o atendimento de pessoas surdas e cegas. Acessibilidade atitudinal: - As equipes de trabalho dos espaços receberão instruções de abordagem às pessoas com qualquer tipo dedeficiência, garantido dessa forma o conforto e um bom atendimento.
Ações de Democratização de Acesso elencadas por produto cadastrado, de acordo com os artigos da IN 11/2024 Art. 30. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; *Encontro/oficina para intercâmbio artísticos e de trocas de vivências com os grupos sociais que trabalham com familiares de vítimas do estado. Estes grupos serão convidados a acompanharem da performance, com direito a transporte, alimentação e cachê artístico. As performances serão: - Programadas em locais de fácil acesso e com sinalização, inclusive de segurança. - Programadas em em áreas públicas como ruas, praças e parques, com acesso gratuito. - Será distribuido gratuitamente material informativo sobre o evento em vários pontos estratégicos das cidades. - Transmissão ao vivo das perfomances via canal do youtube.
Atriz: Lucimélia Romão é artista visual, dramaturga e performer. Mestranda em Artes da Cena e Mediação Cultural pela Escola Superior de Artes Célia Helena. Pós Graduada em Artes pela Universidade Federal de Pelotas - RS e graduanda em Artes Visuais pela UniversidadeFederal do Recôncavo da Bahia - BA. Principais Prêmios: 33o Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (2023/2024); 1o Prêmio Pretas Potência na categoria Artes Visuais (2023); 9a Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos do Centro Cultural São Paulo - São Paulo/SP (2023); 8a Edição do Prêmio Foco ARTRio - Rio de Janeiro/ RJ (2022); 3° Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras de Belo Horizonte/ MG (2019); e 8a Edição FESTU - Rio de Janeiro/ RJ (2018). Prod. Executiva: Amanda Freire é gestora de projetos na área da cultura. Responsável por planejamento estratégico, curadoria, produção e gestão financeira de projetos como Festival Internacional de Londrina, Grupo Triolé, Vila Triolé e projetos independentes. Coord.de Produção: Eduardo do Amaral Iniciou nas artes circenses em 2002 participando de cursos de iniciação nas técnicas acrobáticas. Em 2011 frequentou a Escola Circo de Londrina e 2016 formou-se pela ESLIPA - Escola Livre de Palhaços.Desde o início trabalha com diversos grupos do ABC e de São Paulo, circulando por todas as regiões do país realizando apresentações, produção de festivais, convenções e mostras, participando até do palco giratório 2015. Assistente de Produção: Julia Campos é atriz, palhaça, bonequeira, dubladora, pernalta, historiadora do circo e produtura cultural.Iniciou os estudos teatrais em 2005 na Escola Municipal de Artes "Maestro Fêgo Camargo", se formou técnica em artes dramáticas em 2011. Formada em Bacharelado em Artes Cênicas pela UNESPAR - Faculdade de Artes do Paraná, 2015.Produs de forma independente a Cia Dela Só desde 2016 e contribui na produção da Pequena Trupe de Circo desde 2022.Esteve na pré-produção "Mil Litros de Preto" em 2018.
PROJETO ARQUIVADO.