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Realizar a circulação do espetáculo teatral "Memórias Duma Baobá"pelas regiões Sul, Suldeste e Centro-Oeste. Sendo Curitiba - PR, Campo Grande - MS e Itaguaí - RJ.Realizar uma ação formativaà cerca das memórias das presenças negras nas artes.
O espetáculo da Coletiva Èmí Wá, apresentado pela atriz Isabel Oliveira em parceria com o dramaturgo Carlos Canarin, é o convite para um café da tarde sob o aconchego do colo de uma preta velha entre sonho e realidade. Memórias Duma Baobá é uma homenagem às memórias da ancestralidade negra. É o encontro presente, com as histórias, gostos e cheiros do passado-futuro. As 12 sessões do espetáculo irão cirdular pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste com disponibilização de ingressos gratuitos para grupos minoritarizados e, ao público espontâneo, no sistema Pague Quanto Vale. Além disso, ofereceremos à estes públicos 01 ação formativa em cada uma das cidades gratuitamente à interessados em geral. Priorizando a participação de pessoas negras em uma roda de conversa sobre "A presença negra nas artes" - parte da pesquisa desenvolvida pela atriz proponente e pelo dramaturgo/diretor Carlos Canarin - a roda de conversa versará sobre as presenças negras nas artes da cena enquanto ato de rexistência e poética. Classificação etária: livre. Total de pessoas nessa ação: 150 (sendo 50 participantes em cada uma das cidades) A ação formativa acontecerá nos auditórios selecionados para as apresentações.
OBJETIVO GERAL: Realizar a circulação do espetáculo "Memórias Duma Baobá" da Coletiva Èmí Wá nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, sendo as cidades: Curitiba (PR), Campo Grande (MS) e Itaguaí (ES) promovendo o acesso ao espetáculo à preço popular (pague quanto vale) e o debate à cerca das memórias das presenças negras por meio de uma ação formativa, com prioridade para o público negro. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1- Realizar a circulação do espetáculo "Memórias Duma Baobá" da Coletiva Èmí Wá de Arte nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; 2- Valorizar as narrativas afro-referenciadas; 3- Promover o debate sobre a presença negra nas artes cênicas e Teatros Negros na atualidade com estudantes, professores e interessados em geral, através de 1 ação formativa de 02 h à cada uma das cidades contempladas; 4- Ressaltar a importância da ancestralidade negra na nossa formação de sujeito; 5- Realizar as apresentações gratuitamente; 6- Possibilitar o encontro profissional entre artistas negras através de equipe majoritariamente composta por pessoas negras,com remuneração digna e condizente. CONTRA PARTIDA SOCIAL: Realizar uma ação formativa gratuita em cada uma das cidades à cerca das memórias das presenças negras nas artes, com prioridade para o público negro, estudantes de artes, alunos e professores da rede pública. Essa ação pretende atingir o total de 150 pessoas.
Embora Curitiba seja a capital mais negras da região sul do Brasil, o racismo estruturante ainda sustenta o imaginário de que por aqui não passaram africanos em situação de escravidão e que por isso não haveria número significativo de pessoas negras na região. Diante da objetificação de nossos corpos desde o sequestro de populações negras do continente africano e das tentativas de apagamento das nossas origens (territoriais e epistêmicas), firmar nossa èmí wá (presença) é demarcar nossa condição coletiva de população afrodiaspórica nesse território. Disseminar as memórias narradas na obra "Memórias Duma Baobá" para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste é potencializar os momentos de escuta e o valor da ancestralidade. Outro sim, o acesso à Lei de incentivo à Cultura é, também, a possibilidade de valorizar as produções, os profissionais e as narrativas negras. Por meio de apresentações gratuitas do espetáculo teatral Memórias Duma Baobá, bem como das ações formativas ofertadas prioritariamente à pessoas negras com as medidas de acessibilidade, o projeto justifica-se pois está de acordo com o previsto no Art. 01 da lei 8.313 em seus seguintes incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Além disso, por meio das ações descritas em objetivos específicos, o projeto está de acordo com o previsto no art. 3 da lei supracitada, e cumpre com os objetivos contidos nos seguintes incisos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
O espetáculo Memórias Duma Baobá foi concebido durante a pandemia, a partir da doação de memórias afetivas de mulheres negras que nasceram ou habitam esse território. Nesse percurso, realizamos apresentações online seguida de conversa com as convidadas e foi esse processo que deu origem a dramaturgia - organizada e idealizada na Coletiva com a parceria do dramaturgo Carlos Canarin. Apresentado em mostra, eventos relacionados à negritude e no Festival de Teatro do Pinhais (PR), deu o prêmio de melhor intérprete à Isabel Oliveira - atriz dessa obra e criadora da Coletiva Èmí Wá e o Prêmio Pretas Potências - PretaHub Minc em 2023. Essa proposta pretende expandir o diálogo com o público a partir da circulação nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste com 12 apresentações do espetáculo.
Para garantir a ACESSIBILIDADE FÍSICA, com reserva de assentos destinados à deficientes e escolha dos espaços teatrais para as apresentações do espetáculo irá priorizar a adequação ao acesso à cadeirantes, com barras e rampas de acesso. Quando não for possível a produção contará com um assistente para auxiliar na entrada e saída do público; ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS - em cada uma das cidades será realizada 01 das sessões com a presença de intérprete de libras. O mesmo ocorrerá no acompanhamento das ações formativas.Na divulgação do projeto haverá o uso da #paratodosverem nas redes sociais.
A proposta de democratização de acesso da temporada de Memórias Duma Baobá está em localizar entre asilos, escolas, instituições de classes, grupos de estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio de escolas públicas para disponibilização dos ingressos gratuitos; Ao público geral, os ingressos serão distribuídos ao púbico por ordem de chegada sob a modalidade pague o quanto vale (modalidade análoga ao ingresso gratuito, pois pagamento do ingresso é voluntário, livre e de valor não estipulado). As ações formativas serão oferecidas à estudantes, artistas, professores e público geral, conforme os incisos I; II, III; IV e VII do art. 21 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania. 2. AÇÕES FORMATIVAS 2.1. Realização de 01 bate-papo, no segundo dia de ocupação (manhã de sábado) na cidade, sobre "A presença negra nas artes" com intérprete de libras para púbico com deficiência auditiva.
A Coletiva Preta de Teatro “Èmí Wá”, em Curitiba, nasce em 2019, impulsionada pela ideia de aquilombamento artístico criativo. Engajada na discussão sobre a invisibilidade do negro na cidade, principalmente no que tange aos espaços de representatividade nas salas de teatro da capital Paranaense, a “Èmí Wá”, que em yorubá significa estou presente, vem se reunindo semanalmente, em busca de vivenciar um aquilombamento artístico que desenvolva em suas cenas aspectos da memória e dos nossos modos de ser e viver. Em uma perspectiva que valorize as cosmovisões africanas e afrodescendentes nos mobilizam: a ancestralidade, o rito, a afetividade e a roda. Através de nossas indagações poéticas, vimos atuando social e politicamente para a reconstrução de nossas identidades negras, para assim, ressignificarmos conceitos sobre nós e sobre a realidade social que nos abarca. Nesse processo de recriação de poéticas que reverberem outras possibilidades de se ver e ver o mundo, essas artistas se estruturam e estruturam suas obras mergulhando na investigação de aspectos da cultura africana e afro-brasileira procurando reconstituir o seu fazer artístico. C Desse modo, na Coletiva vivenciamos no fazer teatral a ação sociocultural em busca trazer à baila a reflexão sobre as condições e heranças da população negra e afrodiaspórica no Brasil. Investimos na nossa afrobetização, para que juntos, possamos expressar com nossas artes, a denúncia e as nossas múltiplas manifestações artístico-performáticas. COORDENAÇÃO GERAL E ARTÍSTICA: Isabel Oliveira. O proponente desempenhará a coordenação geral/ administrativa e financeira do projeto, sendo encarregado da coordenação de toda sua execução artística, operacional, contábil e financeira. Isabel é atriz negra, arte-educadora, mãe, pesquisadora, professora das séries iniciais e contadora de histórias. Mestre em arte pela Universidade do Estado do Paraná - UNESPAR, na linha de pesquisa Modos de conhecimento e processos criativos em Artes; especialista em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela Universidade Positivo; graduada em Licenciatura em Teatro pela Faculdade de Artes do Paraná. Desde 2018, vem investigando o universo dos Teatros Negros em Curitiba. Idealizadora da Coletiva Preta de Teatro Èmí Wá (Curitiba). KAMYLLA DOS SANTOS: KaNêga Santos é atriz formada pela Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná e musicoterapeuta formada pela Faculdade de Artes do Paraná. Atuou como percussionista, cantora e rabequeira na Banda Tântalus, musicista, agitadora cultural e performer no Coletivo Odé a Baco e atriz e musicista do Grupo de teatro Nuspartus. Atuou como musicista da Cia. Os Crespos de São Paulo/SP. Possui experiência com manifestações culturais brasileiras, cultura afro-brasileira, além de teatro infantil e danças populares. Pesquisa relações étnico-raciais e racismo na escola. Canta, toca rabeca e percussão. Ministra oficinas de percussão corporal para adultos e crianças e danças afro-brasileiras. É idealizadora, brincante e produtora do Grupo Baquetá. CLAU CARMO: Natural de Maceió / AL, em São Paulo desde 2007 atua nas seguintes áreas: Artes Plásticas, Cenografia, Figurino, Adereço, Produção de Objetos e Arte Educador. Concluiu em 2012 o curso de Cenografia e Figurino na SP Escola de Teatro. Atualmente trabalha como figurinista no projeto Fábricas de Cultura do Estado de São Paulo. Foi assistente de cenografia e figurino de Telumi Hellen e J.C. Serroni. Assinou os adereços para as peças da Cia. De Teatro Promíscuo e Círculo dos Canastrões, com direção de Marco Antônio Braz; Píramo e Tisbe, Direção de Vladimir Capella 2011; Blanche, CPT com direção de Antunes Filho – 2016. Produção de objetos para os musicais: Chaplin – com direção de Mariano Detry – 2015 / 2018; Memórias de um Gigolô, com direção de Miguel Falabella – 2015 e Os Dez Mandamentos – com direção de Fernanda Chamma – 2016: Aparecida, O Musical, com direção de Fernanda Chamma – 2019 e Produção de Figurino para Os Produtores, com direção de Miguel Falabella – 2018. Assinou a cenografia e o figurino dos espetáculos: Trilogia de Alice, com direção de Carlos Gomes 2012; Quem Bebeu o Leite, com direção de Edgar Castro 2012; Circulo de Giz 2015 e o Sal e o Amor 2016 – Paidéia Cia. De Teatro, com direção de Amauri Falseti e o figurino do Musical Ladybug uma produção do canal Gloob da Globo Sat. Dramaturgia – Carlos Canarin e Isabel Oliveira Elenco – Isabel Oliveira Direção cênica – Carlos Canarin Figurinos e Cenografia – Clau Carmo Visagismo – Geyisa Costa Desenho de luz – Vini Sant Produção musical/ sonoplastia – Kamylla dos Santos Design gráfico – Ateliê Iroko Mediação Cultural – Kelle Bastos Direção de produção –Isabel Oliveira Produção executiva – Aildes Silva Assistente de Produção – (estagiária à ser contratada) Intérprete de Libras - Nathan Sales Assessoria de imprensa – Vanessa Ricardo
PROJETO ARQUIVADO.