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PRONAC 245579Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Pacoba - umbigo flor coração

54.456.392 LUCIANA MENDES VELLOSO
Solicitado
R$ 399,4 mil
Aprovado
R$ 399,4 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Exposições de artes visuais
Ano
24

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2024-09-02
Término
2025-09-02
Locais de realização (1)
Belo Horizonte Minas Gerais

Resumo

O presente projeto tem o objetivo de realizar 1 exposição de artes plásticas e visuais, com obras produzidas por três artistas. A Pintura, o Muralismo, a Instalação e a Videoinstalação serão as linguagens exploradas. A pesquisa temática para a criação das obras que comporão o escopo da exposição será a Bananeira como elemento estético e sociocultural. A exposição será com entrada totalmente gratuita.

Sinopse

“Pacoba, umbigo, flor, coração” é uma exposição que tem como eixo reflexões estéticas, conceituais e políticas em torno da Bananeira e seus rebentos fruto, umbigo, flor, coração. Concebida coletivamente por três jovens artistas advindos da periferia de Belo Horizonte, a banana é parte de suas histórias de vida, presente nos quintais de suas casas de infância. A partir destes laços que a poética da exposição foi concebida, propondo interfaces e deslocamentos no campo da arte contemporânea nos argumentos das pinturas, muralismo, instalação e videoinstalação. Classificação indicativa: Livre

Objetivos

OBJETIVO GERAL - Incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais ao produzir uma exposição de artes plásticas e visuais com as linguagens da pintura, muralismo, instalação e videoinstalação. - Valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão, em especial as linguagens da arte contemporânea. -Apoiar as atividades culturais de caráter inovador ou experimental, ao possibilitar a produção de uma exposição com trabalho de três jovens artistas em início de carreira e oriundos das periferias da cidade Belo Horizonte e região Metropolitana, que propõem explorar a Bananeira como temática, além de propor um diálogo entre as linguagens da pintura, muralismo, instalação e videoinstalação. - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais através da difusão de uma exposição com obras plásticas visuais. - Fomentar atividades culturais afirmativas para a promoção da cidadania cultural, da acessibilidade às atividades artísticas e da diversidade cultural ao produzir uma obra de caráter estético no âmbito das artes plásticas e disponibilizar de forma gratuita à população local. OBJETIVOS ESPECÍFICOS EXPOSIÇÃO ARTES PLÁSTICAS E VISUAIS: - realizar 1 exposição de artes plásticas e visuais. O tempo de duração será de 1mês, aberta à visitação de terça a domingo. Espera-se alcançar 120 espectadores dia, totalizando 3600 ao fim do projeto. A entrada será totalmente gratuita. Serão produzidas 5 obras que comporão a exposição, a saber: 2 pinturas em tela 150X200cm; 1 mural; 1 instalação estético-gustativo-sensorial; 1 videoinstalação.

Justificativa

"Pacoba: umbigo, flor, coração" é o nome da exposição que se pretende realizar por meio deste fomento, deslocando reflexões não só estéticas, mas conceituais e políticas em torno da Bananeira como tema exploratório-investigativo. Concebida coletivamente por três jovens artistas advindos de periferias de Belo Horizonte e Santa Luzia, a banana-bananeira é parte de suas histórias de vida, presente nos quintais de suas casas como alimento para matar a fome. In natura, frita, cozida, na sopa, no doce, na farofa, no bolo, no arroz com feijão, a colheita do cacho de banana sempre foi motivo de festa, pois a fartura é remédio contra a fome. É no sabor do laço que estas histórias se materializam, entrecruzando linguagens e propondo trazer para a cena da arte contemporânea o alimento também traduzido como produto estético. A Banana mundialmente conhecida e consumida remonta sua origem no sul asiático e na África. O Brasil, além de segundo maior produtor de banana, é o primeiro maior consumidor da fruta. A bananeira, da família das musáceas, tem algumas de suas espécies como endêmicas do território brasileiro. Aqui, a planta é cultivada em todos os estados, desde a faixa litorânea até os planaltos do interior, tendo no seu cultivo a fixação da mão-de-obra rural. Historicamente no Brasil, a banana é um dos principais alimentos para as populações de baixa renda e, por centenas de anos, foi estigmatizada como "comida de pobre". As mãos que plantam são a boca que come. Mas, foi exatamente tal popularidade que encantou a banana, abaixo dos trópicos. A proposta é colocar a Bananeira como eixo propulsor e significante no que se refere a tantos elementos da cultura brasileira, enviesados por outras tradições que nos proporcionaram conhecer e incorporá-la em brasilidade. A exploração estético-artística do tema proposto pretende sensibilizar o público sobre a Bananeira como elemento multicultural e a partir da expografia evidenciar o dialogismo entre as linguagens da pintura, do muralismo, da videoinstalação e da instalação, esta última objetivando pautar o alimento como ato político, comensalidade, agente de transformações sociais e meio de comunicação. "Pacoba: umbigo, flor, coração" nasce do nosso próprio umbigo colado à goma verde da banana que se transforma em amarela, se madura, se coloca no mundo como cacho, penca, fruta de mão, semente que não se separa. A cola da banana verde é alimento, proteção, alicerce modelador da fruta escondida. A casca da banana madura é alimento, da terra, potássio, nutrição não revelada. Questionar a centralidade da banana nas comunidades brasileiras é entendê-la, essencialmente, enquanto vegetal marginal. Periférico. Não caro. Acessível. Merenda escolar, comida do batente. A banana se faz em todo tipo de preparo e nosso interesse aqui não se justifica pela proposição de um receituário, mas sim, pelas configurações escultóricas, maleáveis, plásticas que este objeto nos prediz em sua natureza, forma de estar verticalmente sobre a terra. Entendemos a banana como bicho em pé, como vegetal que anda: é espelho dos bairros de onde viemos, nos quais em todo terreno baldio tinha ao menos um bananal; quando em todo recreio, ao menos uma vez por semana, toda a escola descascava e comia. Porque com a banana, a gente se via crescer. A banana é memória simples, rotineira, cotidiana, barata. Pacoba, umbigo, flor, coração comunica de um entendimento do objeto deste estudo-exposição a partir da presença deste vegetal e não na imaginação e das estatísticas a respeito dele. Nesse sentido, acreditamos que a exposição surge como coração desta polifonia permitida pela Bananeira, nos interessa a forma que se funde ao sabor do tempo, da maturação ao apodrecimento, da floração à digestão mastigada. Inside, dessa forma, o entendimento de que a bananeira nos empresta auxílio, convoca-nos investigá-la, imerge inspiração para a poética desta proposição. O argumento pictórico aqui não responde por uma tradição, mas por um gesto inventivo de tradução biográfica, pois as bananeiras - bananas umbigo flor coração nos acompanham desde que rebentos. A trajetória iconográfica do bananal da infância, da adolescência e da idade adulta nos convoca agora a escrevê-la. Pretende-se para a produção das pinturas entrever os elementos que compõem o todo banana-bananeira, contudo usar o corte, a dissecação, entendendo as partes como aspectos ligados à força e forma entendidos como potência estética. Quanto à instalação presente em "Pacoba, umbigo, flor, coração" não nos desligamos dos conceitos plásticos mais intrínsecos à Bananeira: múltiplas fases de adaptação e uma materialidade visual diferida para cada etapa da planta (flores, caule, folhagens, gomas, palmitos, penca, umbigo e fruta) entendidas com propriedades alimentares e, sobretudo, investigativas. Experimentos simplificados que fazem desaparecer o formato tradicional da banana se associam a preparos gastronômicos que valorizam o sabor ou outras partes do vegetal que agregam sabor e estetização. Construir uma poética gustativa da bananeira que enalteça não somente a fruta, mas a grandeza de seus palmitos e flores umbigadas, bem como o uso da folha como guardanapo, prato, tabuleiro, fibras para tecelagem. Irradiar toda a bananeira em sua toda potência, de modo que as associações sensoriais sejam fruto de imaginação ao espectador por meio de outras ferramentas que assim a aguce, tais como espelhos, lentes e projetores. Acredita-se, assim, que este fomento é essencial para a materialização desta proposta, por incentivar, por meio da exposição, reflexões em torno do tema enquanto fonte de pesquisa histórica; como estímulo para o desenvolvimento da economia criativa; como investigação e pesquisa do alimento como criação estético-artística; aporte fundamental para o aprimoramento artístico dos propositores em questão e a difusão da cultura brasileira por meio da arte contemporânea. A proposta, ainda, se enquadra nos objetivos expressados no art. 1° da Lei 8.313, sendo: I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VI - Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - Priorizar o produto cultural originário do País. O projeto também se enquadra perfeitamente nos objetivos do art. 3° da mesma Lei: II - Fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos.

Especificação técnica

Não se aplica

Acessibilidade

EXPOSIÇÃO ARTES VISUAIS Para a Exposição as medidas que serão adotadas para promover a acessibilidade física no local e as medidas que serão adotadas para promover a acessibilidade ao conteúdo dos produtos às pessoas com outras deficiências serão: Acessibilidade Física: O local da exposição será adequado às pessoas com deficiências físicas e/ou mobilidade reduzida. Contará com banheiros adaptados, corredores largos e rampas de acesso. Pessoas com deficiência auditiva: intérprete de libras Acessibilidade para pessoas com deficiência visual: no espaço destinado à exposição haverá sinalizadores de piso tátil para auxiliar a autonomia de pessoas com deficiência visual; os textos explicativos da exposição serão com tradução Português-Braile, além da disponibilização de link para acesso à audiodescrição das obras e do percurso da exposição. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: A exposição contará com monitores treinados no atendimento do público com deficiência. A Exposição será aberta ao público de forma totalmente gratuita.

Democratização do acesso

A Exposição terá entrada totalmente gratuita, assegurando a democratização do acesso através dos limites e formas de distribuição do artigo 29 da IN nº 01/2024. Além da distribuição gratuita à população, adotaremos o exposto no inciso II do artigo 30 da IN nº 01/2024, a saber: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; V - Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; A disponibilização acontecerá através das redes sociais, bem como por meio das plataformas de disponibilização do patrocinador.

Ficha técnica

Luciana Mendes Velloso – Coordenadora do Projeto Luciana Mendes Velloso é artista multidisciplinar e seu trabalho artístico se desenvolve entre o desenho, a pintura, a cerâmica, o bordado, a instalação, performance, a música e o canto. Possui licenciatura e bacharelado em Artes Plásticas, mestrado em Literatura e outras artes, doutorado em Educação e Arte. Foi professora, por 15 anos da escola de Belas Artes da Universidade do Estado de Minas Gerais. Há mais de vinte anos atua no campo da arte como artista, professora, produtora e curadora. É também atriz, figurinista e cenógrafa. Criadora e produtora executiva da Mostra de Arte Insensata, assinou também a curadoria das exposições nas primeiras edições deste evento. Integrou por 15 anos a Cia. de teatro Reviu a Volta como atriz e figurinista. É pós doutora em Ciências da Educação pela Universidade Sorbonne em Paris, onde morou nos últimos dois anos. Desenvolve pesquisa sobre arte, memória, decolonialidade, estudos autobiográficos, poéticas contemporâneas e cultura dos povos tradicionais indígenas e afro-brasileiros. A proponente será responsável por toda a gestão do processo decisório do projeto e receberá pela rubrica de Coordenação Geral e é uma das artistas responsável pela criação de parte das obras da exposição. Laís Velloso - Direção artística/artista plástica Laís Velloso é belorizontina, Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG, com pesquisa sobre o conceito de paladar e do sensível gustativo. Cozinheira formada pelo Senac Minas, em 2006. Coordenadora e co-fundadora do Grupo Saliva (2018), com pesquisas e intervenções artísticas a partir de alimentos. Investiga flores comestíveis, peles, impressões e gravuras no projeto A estamparia (2019). Participou do Coletivo Lambe-Lámen (2017) e idealizou o projeto Pantagruel - Comida para Gulosos (2018). Integra o Coletivo A Dobra juntamente com Silvia Herval e Bruno Araújo, desde 2020, com projeto residência na Cozinha Comum, do Espaço Comum Luiz Estrela. Realiza banquetes, festins, intervenções artísticas de rua em torno da comida. Escreve sobre comida e sua dimensão político poética. Em 2022, participou como artista residente do programa Bolsa Pampulha, junto ao coletivo Cozinha Comum. Em 2022, lançou seu primeiro livro Faca N’água fragmentos de panela, com desenhos de Rachel Leão, pela editora Impressões de Minas. Em 2023, participou do Banquete para adiar o fim do mundo, na Academia Mineira de Letras, em honraria à cerimônia de posse de Ailton Krenak como membro desta instituição, com a instalação Flor-essência. Em 2024, participou do Banquete Terra Come, na Academia Brasileira de Letras, em honraria à cerimônia de posse de Ailton Krenak como membro desta instituição. A Diretora artística também é uma das artistas responsável pela criação da instalação – obra que integrará a exposição. Alef Silva - artista plástico Asi’fale, nome artístico de Alef Silva, é multiartista autodidata. Sua produção explora diversas linguagens do campo das artes plásticas e visuais, performance e dança. Seu trabalho tem como base as interrelações corpo, natureza e ancestralidade, envolvendo de maneira dialógica sua pesquisa estética sobre grafismo, muralismo, deslocamento e pluri materialidade com organicidade. Grande parte de sua produção é do campo da arte urbana, com destaque para o muralismo. Possui diversos trabalhos realizados em Minas Gerais e Bahia. A fotografia e o vídeo são também parte de sua pesquisa estético-exploratória. Marcel Diogo – Curador Graduado em Pintura e Licenciatura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais/UFMG. Trabalha como artista, professor e curador independente. Integra importantes exposições como “Encruzilhadas da arte afro-brasileira” – ProjetoAfro no CCBB – SP, “Quarto Ato – O Quilombismo: Documentos de uma Militância Pan-Africanista” e “Direito à forma” em Inhotim – MG, “Dos Brasis” no Sesc Belenzinho – SP, “Carolina Maria de Jesus – Um Brasil para os Brasileiros” no IMS – SP, “I Circuito Latino-Americano de Arte Contemporânea” na CCMQ – POA. Em curadoria concebeu a “Exposição de pessoas que constantemente são abordadas pela polícia”, projeto contemplado com o prêmio de curadoria do Festival Camelo de Arte Contemporânea, a exposição BRAsA, Brasil + África. Co-coordenou duas residências artísticas em Minas Gerais pela iniciativa CERCA, nas cidades de Cordisburgo em parceria com o Museu Casa Guimarães Rosa e em Congonhas com o Atelier Kayab. Participou de residências artísticas como Barda del Desierto na Patagônia e Crudo Arte Contemporáneo em Rosário, na Argentina; Arkane – Residência artística de Casablanca no Marrocos e Residência Artística do EXA, no Espaço Quilombola Teto Aberto, em Pinhões, Santa Luzia – MG. Atualmente representado pela Mitre galeria e Diáspora galeria.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.