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A Ocupação TODAS PODEM MIXAR é a proposta de ocupação de uma casa/espaço realizando um programa de formação para DJs, com a criação de um laboratório de formação e vivências focado em atender pessoas LGBTQIAPN+ e mulheres negras, indígenas, periféricas e latinas ensinando a arte da discotecagem e mixagem. O projeto também irá oferecer 8 encontros com profissionais consolidados do ramo.
Oficina Discotecagem 16 horas aula por semana – 64 horas aula por mês – 256 horas total40 mulheres formadas por semana 16 oficinas Inscrição gratuita.Oficina Scratch 16 horas aula por semana – 64 horas aula por mês – 256 horas total40 mulheres formadas por semana 16 oficinas Inscrição gratuitaOficina Técnicas de Áudio 8 horas aula por semana – 32 horas aula por mês – 128 horas total20 mulheres formadas por semana 8 oficinas Inscrição gratuitaOficina Produção Musical 8 horas aula por semana – 32 horas aula por mês – 128 horas total20 mulheres formadas por semana 8 oficinas Inscrição gratuitaENCONTROS BATE-PAPO + JAM SESSION 8 encontros de 4 horas ao longo de 4 meses, sendo 2 por mês 120 espectadores presenciaisexpectativa de 3.000 espectadores onlineInscrição Gratuita EVENTO DE ENCERRAMENTO A descrição do evento será definido durante a produção do projeto, mas podemos adiantar que a concepção terá como horizonte a valorização da mulher no mercado da música, na produção musical e na discotecagem Duração: 1 dias. Público estimado: 500 pessoas Público total no projeto: 1000 pessoas aproximadamente
Objetivo GERAL Promover por 2 meses o laboratório de formação Todas Podem Mixar, com aulas de DJ e mixagens para mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, disponibilizando espaço físico para o treino e prática da arte. Objetivos Específicos Serão ofertadas 128 horas de oficina de DJ (64 horas por mês), 64 horas de oficina de técnica de áudio (32 horas por mês), 64 horas de oficina de produção musical (32 horas por mês), 128 horas de oficinas de scratch (técnica específica de discotecagem _ 64 horas por mês) e mais 240h de prática livre, estudo e treinamento. Também acontecerão 8 encontros, com convidados à definir, que funcionarão no formato de Jam Session, acompanhados por um bate papo. Os encontros também serão transmitidos online. Além disso, o projeto dará suporte à criação do DOC Todas Podem Mixar, com registros das atividades da Residência. Ao final do projeto, acontecerá um evento de encerramento com atrações a definir. Essas atividades acontecerão de quarta à domingo, num período de 2 meses de funcionamento da Residência.
O projeto nasce da problemática e ausência de mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ neste campo de atuação, que constantemente são atravessadas pelo racismo estrutural, homofobia, transfobia, machismo e misoginia, que impedem o desenvolvimento, autonomia e atuação enquanto profissionais e artistas enquanto DJs. A sigla TPM que intitula o projeto é justamente uma tentativa de provocar reflexão com o termo utilizado como Tensão Pré Menstrual, ressignificando para oportunidade em Todas Podem Mixar. Hoje, o projeto se es De acordo com o Portal DJaneMagBrazil, é que a proporção média de DJs mulheres para homens nas formações de line-ups de clubes e festivais é de 1 para 12. Em 2018, foi detectado que somente 7% das DJs participaram dos 20 principais Festivais de Música pelo mundo, o que demonstra o impacto da desigualdade de gênero presente também em locais de destaque ou evidência de carreira. Um outro estudo, desta vez conduzido pela empresa de tecnologia em áudio A2D2 (via Mixmag) constatou que as DJs do sexo feminino tocam, em média, quase o dobro do que seus pares do sexo masculino. A proporção é de uma média de 23 gigs para elas para outra de 13 para eles, segundo números de 2023. A estatística sugere que, apesar de cada vez termos mais mulheres atuando no universo da música enquanto DJs, elas precisam trabalhar em torno de 10x mais para conseguir o mínimo destaque e reconhecimento financeiro em comparação aos homens neste campo de atuação. Que, neste caso, conseguem adquirir mais trabalhos com maior remuneração, garantindo a presença e destaque. Diante dessas informações, percebemos que o projeto se enquadra dentre as seguintes finalidades da Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet), Lei 8.313/91, Artigo 1º: I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; Ainda dentro da Lei 8.313/91, o projeto atende aos seguintes objetivos, conforme determina o Artigo 3º: I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; Visto que o projeto dará acesso físico e intelectual à mulheres e pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade social e financeira na função/habilidade da discotecagem, bem como fortalecer um espaço temporário para treinamento e encontros para discutir sobre o tema e fomentar a prática como uma possibilidade de geração de renda.
Acessibilidade Evento de encerramento - física O evento aberto ao público em geral será realizado em equipamento programado para atender à legislação no que diz respeito à garantia de acesso das pessoas com dificuldades de locomoção - colocação de rampas estratégicas de acesso se necessárias, piso tátil e possibilidade de espaço para acompanhantes caso o participante necessite - de conteúdo Tradução em libras e espaço para acompanhantes OFICINAS - física O projeto será realizado em equipamento programado para atender à legislação no que diz respeito à garantia de acesso das pessoas com dificuldades de locomoção - colocação de rampas estratégicas de acesso se necessárias, acesso facilitado aos aparelhos utilizados nas oficinas, piso tátil e possibilidade de espaço para acompanhantes caso o participante necessite. - de conteúdo Para garantir o acesso de mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ em quaisquer condições às oficinas, planejamos as seguintes ações: - divulgação avisando que as oficinas serão acessíveis às mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ com algum tipo de deficiência de locomoção; - na ficha de inscrição, a interessada deverá apontar se tem algum tipo e qual deficiência, bem como se necessita de algum tipo de atendimento especial ou acompanhante; - a partir dos apontamentos nas inscrições teremos um panorama para preparar o espaço conforme as necessidades dos participantes que tenham algum tipo de deficiência. PROGRAMA DO ENCERRAMENTO Iremos disponibilizar uma versão em áudio com descrição de imagens do programa/livreto do evento de encerramento nas redes sociais do projeto e nos locais de exposição por meio de QR Code em banner.
A Residência Todas Podem Mixar será um espaço temporário para a troca de experiências entre mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ DJs, além de se firmar como um espaço seguro para treinamentos, capacitações e permanência de mulheres em cursos de formação básica na discotecagem. Garantimos o acesso ao projeto por este público específico com ações de divulgação bem direcionadas: um mês antes da abertura da casa, o projeto fará ampla divulgação local. Buscaremos as formas de comunicação mais adequadas em cada região: jornais e/ou rádios comunitárias, centros culturais, casas de apoio e acolhimento para mulheres em situação de violência e/ou vulnerabilidade, postos de saúde, bases comunitárias e grupos de artesanato já estabelecidos em cada local. O evento de encerramento contará com atrações à definir e será divulgada de forma mais ampla para a cidade toda, estimulando a visita à casa. Todas as atividades serão oferecidas gratuitamente à população. A inscrição para as oficinas será online. Serão efetivadas as primeiras inscrições e, caso haja demanda, montaremos uma lista de suplentes. O ingresso para visita no evento de encerramento será gratuito e livre, sem necessidade de inscrição prévia. Medida complementar Como contrapartida, abriremos 15 vagas para mulheres que atuarão como assistentes. Elas passarão por um treinamento para auxiliarem os professores e professoras nas aulas e serem interlocutoras entre o grupo de alunas e o projeto, garantindo a comunicação, levantando demandas específicas dos grupos, buscando ajudar a manter assiduidade nas aulas e apoiando a produção na organização e execução das aulas e outras atividades. Portanto, serão beneficiadas pela ação de contrapartida 15 mulheres trabalhando no projeto durante 4 meses no total. Por ser um projeto oferecido de forma totalmente gratuita à população, enquadra-se no §3º do Art. 30, Seção III Das Contrapartidas Sociais da Instrução Normativa No. 1 de 10/04/2023.
FICHA TÉCNICA Miria Alves – Idealizadora e Coordenadora Geral Beatriz Andrade – Produtora Executiva Vitor Rosa – Gestor de Comunicação Nilza – Coordenadora Financeira CURRÍCULOS E FUNÇÃO NO PROJETO Miria Alves – idealizadora e coordenadora geral Originalidade é a característica principal de Miria Alves. Nos toca-discos, seus sets são marcados pela mistura entre o Jazz e a MPB, com batidas da Black Music e do Hip Hop. Despontou no cenário musical em 2010, ano em que passou a atuar como DJ. A descoberta da profissão veio por meio de oficinas livres do projeto cultural “Hip Hop de Salto” e do curso profissionalizante de DJ, em São Paulo. Em 2011 conquistou o 2o lugar no campeonato de mixagem da Numark Brasil. Em 2019 a Dj, com seus 10 anos de carreira musical dentro do cenário HIP HOP, encara o desafio de se oficializar como produtora musical, função que já se arriscava há alguns anos e de difundir seus projetos para outras capitais do Brasil e mundo. Essa originalidade permitiu fazer gestão da própria carreira nesses 11 anos, a empresária também se especializou em Direitos Autorais e Negócios na música. Beatriz Andrade – produtora executiva Produtora Cultural formada desde 2020, Beatriz acompanha o Todas Podem Mixar desde 2023 e também executou produção executiva na OJU – Roda Sesc de Cinemas Negros 2023, Festival Feira Preta 2022, foi coordenadora de equipe na Série Musical “Vozes Negras – A Força do Canto Feminino”, de Junho/2022 à Agosto/2022 e comanda a ONILÉ prod. Como Coordenadora, Curadora e Articuladora Territorial de dezembro/2018 até o momento. Vitor Rosa Monteiro – gestor de comunicação Fotógrafo desde 2017, Vitor está na equipe TODAS PODEM MIXAR desde o mesmo ano, e hoje como gestor de comunicação. Também executou alguns projetos como fotógrafo nas iniciativas: Morada Nova Luz-Cinema e Baile de Carnaval (Fevereiro de 2016), Espelho Alegria da transição de um homem transexual (Novembro de 2017), São Paulo a cidade dos afetos (Julho de 2018), Casa de criadores 2020, Meta-Pride 2022, Instituto Tomie Ohtake - Projeto Arte, Cultura e Costura (2022), Danny Bond mini doc (2023) e Parada LGBTQIAPN+ - Amstel (2023) Nilza - financeiro atua há 13 anos com gestão financeira e métodos de simplificação de orçamentos. Desde 2021 atua com o projeto Todas Podem Mixar com a gestão financeira de todos as iniciativas
PROJETO ARQUIVADO.