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SURDA é um espetáculo teatral que contará o processo da perda gradativa da audição da própria autora. Pretende sensibilizar o espectador a olhar a pessoa antes do deficiente auditivo, bem como, ajudá-lo (a) a quebrar as barreiras atitudinais presentes na nossa sociedade, muitas vezes despercebidas e ignoradas por nós, ouvintes. Entendemos ser de suma importância partilhar com o público os direitos da pessoa com deficiência assegurados pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (no Brasil, é equivalente à Constituição Federal, desde 2008) e pelos Direitos Humanos, e assim, dar meios para o espectador se tornar um disseminador a respeito do tema. A surdez, ainda com pouca abordagem e compreensão, geralmente recebe rótulos, prejulgamentos e atitudes discriminatórias.
No início, ela perdeu os pequenos e poéticos sons do mundo: chuva, vento, ondas, pássaros etc. Aos poucos foi se fechando num drástico silêncio e, por fim, já não ouvia o que lhe era mais caro: as pessoas. O espetáculo teatral, tratará com poesia e bom humor essa longa jornada de perdas e ganhos de uma mulher que foi se tornando uma deficiente auditiva. Essa dor silenciosa e lenta, de quem conheceu o som e teve que enterrá-lo aos poucos na lembrança, será o foco do espetáculo. Apesar de todas as dores e perdas, SURDA contará com uma boa pitada de humor as diversas situações pelas quais um deficiente auditivo pode passar. O humor foi um precioso aliado para que a personagem tivesse a leveza de rir de sua tragédia pessoal e suportar dificuldades cotidianas: o preconceito e a falta de sensibilidade de algumas pessoas com quem conviveu. A protagonista vai contar como a gradativa perda do som a afastou dos outros e da vida social. Numa narrativa leve e poética, ela levará o público a uma viagem delicada nesse universo tão pouco explorado no teatro. Classificação indicativa: 12 anos
Objetivo Geral O objetivo de SURDA é desmitificar a palavra que dá nome a peça, e proporcionar ao público meios para compreender a complexidade da surdez, que não é limitada à língua de sinais, mudez, escola especial, leitura labial e intérprete. A peça irá mostrar os desafios - físicos e emocionais - que as pessoas, que não ouvem ou ouvem mal, enfrentam diariamente nas variadas esferas da vida. Dividiremos com o espectador a jornada de uma Mulher que se fecha em seu drástico silêncio e enfrenta barreiras na vida afetiva, profissional e social. Objetivo Específico O projeto "SURDA" propõe os seguintes objetivos específicos: - Realizar 36 apresentações teatrais da peça "SURDA", com vendas de ingressos. - Realizar apresentações no Rio de Janeiro e São Paulo. - Como ação de acessibilidade, facilitar o livre acesso, por meio da realização do espetáculo em espaços devidamente equipados com rampas e sinalizações, possibilitando o pleno exercício dos direitos culturais. - Como ação de acessibilidade, realizar em todas as sessões, apresentação do espetáculo com tradução em Libras, possibilitando o acesso ao conteúdo do espetáculo às pessoas com deficiência auditiva. - Como ação de democratização, disponibilizar uma cota de 10% dos ingressos, durante todas as apresentações do espetáculo, para alunos e professores da rede pública de ensino de cada Cidade. - Como complemento à ação de democratização, realizar, gratuitamente, 1 aula para alunos e professores da Rede Pública de Ensino na Cidade do Rio de Janeiro (sessão extra).
"Quando traduzimos a surdez em números, vemos que ela é mais comum do que parece. A condição acomete inúmeras pessoas em todo o mundo — mais especificamente 360 milhões, até 2050, a expectativa é de que esse número cresça para 900 milhões. No Brasil, são cerca de 10 milhões de surdos, o que equivale a 5% da população". Fonte: A OMS. 25% da população brasileira se autodenomina deficiente. A Lei 13.146, de 6 de julho de 2015, em seu Art. 1º, diz "É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania". Diante dessa clara lei, entendemos a relevância em ampliar o olhar para o tema e sua complexidade, a pessoa com deficiência auditiva está incluída na lei de cotas. O arco da surdez envolve a falta da audição congênita, gradativa, fatores patológicos, hábitos cotidianos e interferências externas. Escolhemos contar a trajetória de uma Mulher e sua perda gradativa de audição. Ela nasceu ouvinte, mas com o tempo os cílios dos seus ouvidos vão morrendo mais rapidamente do que o normal e, em consequência disso, ela fica surda. Diagnosticada com perda neurossensorial bilateral, passou pelos estágios da leve perda até a profunda. A principal indagação é: a sociedade brasileira está preparada para conviver com uma pessoa surda? De acordo com a lei 13.146, diversas barreiras devem ser derrubadas para garantir a equidade de direitos: barreiras urbanísticas (espaços públicos), barreiras arquitetônicas (edifícios privados ou públicos), barreiras de transporte (meios de transporte), barreiras de comunicação e informação (que impeçam a fruição e o desenvolvimento), barreiras tecnológicas (meios de viabilizar a inserção no mercado de trabalho, educação e compreensão) e as barreiras atitudinais, "atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas". Qual é o olhar, para a pessoa com deficiência, dos gestores de empresas, gerentes de RH, educadores, diretores, pessoas que ocupam cargos que são fundamentais para a inclusão? Devemos ficar atentos e caminharmos em sentido contrário ao "capacitismo" sobre a pessoas com deficiência, que menospreza, que rotula como "não capaz", e o perigoso limite entre preconceito e discriminação, ação contrária aos Direitos Humanos daquela pessoa. Por essa razão, é tão importante assegurarmos o direito às ferramentas, tecnologia, profissionais preparados e informação, para que a pessoa com deficiência possa se desenvolver, aprender, estudar, trabalhar, passear e conviver socialmente em igualdade. A educação inclusiva é fundamental para a mudança em nossa sociedade, crianças em convivência com o diferente crescem com um olhar natural para a diversidade e a inclusão. A deficiência é uma condição humana, o desafio é a mudança na atitude da sociedade em face da dignidade das pessoas. Um fator importante, sobretudo nas grandes cidades, é a qualidade do som que convivemos: os fatores externos e hábitos da vida moderna prejudicam drasticamente a audição de crianças, jovens e adultos. A prevenção é um ponto crucial a ser discutido e disseminado em nossa a sociedade, para que o avanço da idade não seja acompanhado da perda da audição e os idosos necessitem cada vez menos de aparelhos auditivos. O público irá acompanhar e compreender como se dá a convivência com uma pessoa que percebe que está perdendo os sons, a saga por médicos em busca de respostas e soluções, as angústias, medos, incertezas, negação, e por fim, o processo de aceitação. Em seguida, a adaptação à vida silenciosa que envolve o ciclo mais próximo _ família, amigos, trabalho- e posteriormente o seu lugar numa sociedade que ainda não está preparada para lidar com uma pessoa que vive um luto, do som. Pequenos gestos e ações cotidianas tornariam a vida de uma pessoa surda mais sociável, como: falar sempre de frente para ela, acenar, falar pausadamente e articuladamente, conteúdo na internet com legenda e libras. Queremos dirigir também o foco para cada um de nós, ouvintes, que somos responsáveis pela nossa sociedade e temos o dever de cobrar, diminuir o preconceito, abraçar movimentos e causas pró inclusão, ressignificar conceitos, quebrar rótulos e derrubar tabus. Deste modo, estabelecer mudanças significativas que, de fato, melhorem a vida da pessoa surda e contribua para que ele (a) viva de forma confortável, digna e igualitária. É certo que o teatro é uma ferramenta potente e transformadora e será fundamental na formação de um novo paradigma. A formação de uma plateia que seja inclusiva 100% é possível e o teatro sempre será o local do encontro, onde todos são bem vindos, e têm o mesmo direito a viver a experiência de assistir um espetáculo. A diferença é a única coisa que nos iguala. O que é intolerável é a desigualdade. A formação de um povo se faz com a diversidade. Para tanto, a proposta se enquadra nos seguintes incisos do Art.1º da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. E o projeto alcançará os seguintes objetivos previstos no Art. 3º da referida norma: IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
Texto da obra está anexado na proposta. Proponente será responsável pelos trabalhos: Atriz, Coordenadora do Projeto, Diretora de Produção e Responsável Técnico Financeiro (prestação de contas).
PRODUTO PRINCIPAL: Espetáculo Teatral Gênero: Drama Duração do espetáculo: 70 minutos Classificação: 12 anos
O projeto “SURDA”, compromete-se a proporcionar condições de acessibilidade a pessoas idosas e portadoras de deficiência, de acordo com as seguintes ações: - Facilitação do livre acesso, por meio da realização do espetáculo em espaços devidamente equipados com rampas e sinalizações, possibilitando o pleno exercício dos direitos culturais. - Apresentação em todas as sessões com tradução em Libras, possibilitando o acesso ao conteúdo do espetáculo às pessoas com deficiência auditiva. O material de divulgação do projeto em tela contemplará informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade. PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: no Teatro haverá rampas, corrimão, banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Audiodescrição em todas as sessões. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras em todas as sessões. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: monitores treinados para auxiliar esse público em todas as sessões. PRODUTO: CONTRAPARTIDA SOCIAL (aula) ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: no Teatro, haverá corrimões, rampas e banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Audiodescrição na sessão. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Monitores e equipe treinada para atendimento a esse público no que for necessário.
O projeto “SURDA”, pretende organizar a distribuição dos ingressos do espetáculo da seguinte forma: - 50% dos ingressos serão comercializados com valores de R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia) - 20% dos ingressos serão comercializados com valores de R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia) - 10% dos ingressos serão distribuídos gratuitamente com caráter social e educativo. - até 10% dos ingressos serão distribuídos de forma gratuita promocional para os patrocinadores do projeto, de maneira proporcional ao investimento efetuado. - até 10% dos ingressos serão distribuídos de forma gratuita promocional em ações de divulgação do projeto. Os ingressos destinados às ações sociais e educativas (10%), serão oferecidos a alunos e professores da rede pública de ensino do Rio de Janeiro. Em complemento, de acordo com o Art. 28 da IN nº 01 de abril de 2023, o proponente se compromete com a adoção da seguinte medida de acesso: - Realizar, gratuitamente, bate papos após as apresentações. E como contrapartida social, atendendo ao Art. 30 da IN nº 01 de abril de 2023, será realizada a seguinte ação formativa cultural para 10% do quantitativo de público previsto no plano de distribuição (composto por estudantes e professores de instituições públicas de ensino): - Realizar, gratuitamente, 1 aula, com a participação da atriz Ana Beatriz Nogueira, sobre “interpretação”. A disponibilização dos ingressos para alunos e professores da rede pública de ensino será registrada e comprovada através de cartas das instituições, informando a quantidade de ingressos oferecidos para cada apresentação. Aula gratuita será comprovada através de material de divulgação. E os bate-papos gratuitos serão comprovados através de registro fotográfico e de vídeo das ações.
Direitos Autorais /Autora: Julia Spadaccini Direção: Debora Lamm Atriz, Coordenadora do Projeto, Diretora de Produção e Responsável Técnico Financeiro: Ana Beatriz Nogueira / Trocadilhos 1000 (proponente) MINI CURRICULOS: Atriz, Coordenadora do Projeto, Diretora de Produção e Responsável Técnico Financeiro: Ana Beatriz Nogueira / Trocadilhos 1000 (proponente) ANA BEATRIZ NOGUEIRA / TROCADILHOS 1000 A atriz carioca estreou profissionalmente no longa "Vera" (lançado em 1987), dirigido por Sérgio Toledo. Por este trabalho, aos 20 anos, foi premiada, entre outras láureas, com o Urso de Prata no Festival de Berlim, prêmio dado somente a três brasileiras - além dela, Marcélia Cartaxo e Fernanda Montenegro. Desde então, contabiliza em sua trajetória, além de diversos outros prêmios, mais de uma dezena de filmes, trabalhos na televisão, peças de teatro, tendo trabalhado com diretores como Victor Garcia Peralta, Vera Holtz, Guilherme Leme Garcia; Bia Lessa, Paulo de Moraes, Christiane Jatahy, Leonardo Netto e Felipe Hirsch, entre outros. Como diretora, além de peças, dirigiu shows de Zélia Duncan e Leila Pinheiro, clipes e curtas-metragens. Em 2020, foi idealizadora do projeto pioneiro Teatro Já, no então Teatro PetraGold / RJ, que marcou a volta das primeiras peças depois do início da pandemia, em transmissão ao vivo do palco do teatro; e do Teatro Sem Bolso, que apresentou peças e shows em transmissões ao vivo ou pré-filmadas diretamente do palco que construiu em sua própria casa e com recursos próprios, o mesmo correu com a peça “A Procura de uma Dignidade”. Pela relevância destas iniciativas, ganhou o título de Carioca do Ano de 2020 pela Revista Veja Rio, e uma indicação ao Prêmio Faz Diferença, do jornal O Globo. Recentemente esteve em cartaz protagonizando a peça “Sra. Klein”, de Nicholas Wright com direção de Victor Garcia Peralta, ao lado de Natalia Lage e Kika Kalache, no qual ganhou o prêmio APTR 2024 de melhor atriz. Autora: Julia Spadaccini JULIA SPADACCINI Formada em Artes cênicas e Psicologia com pós graduação em Arteterapia. Escreveu mais de 20 peças encenadas pelo Brasil. Roteirista das séries “Tapas e Beijos”, “Amorteamo” e “Chacrinha”. Colaborou como roteirista do filme “Loucas para Casar” (Glaz Filmes/ 2015). Desenvolveu o argumento do filme “Isolados” (2014). Indicada aos prêmios Shell (2012). APTR, CESGRANRIO (2013). Vencedora do prêmio Fita (2013). Vencedora do prêmio Shell como melhor autora carioca (2013) pela peça “A Porta da Frente”. Com a peça “Euforia” (2019) foi indicada ao prêmio Cesgranrio como melhor autora. Uma das autoras da peça “PI”, dirigida por Bia Lessa e vencedora do prêmio APCA de melhor espetáculo. Criadora da séria “Segunda Chamada”. Como autora recebeu os prêmios Shell, APCA, ABRA, Bibi Ferreira, FITA, prêmio de humor Fábio Porchat e Cenym. Direção: Debora Lamm DEBORA LAMM Mais de 40 espetáculos como atriz e diretora teatral, Debora Lamm também é integrante e fundadora da Cia OmondÉ. É uma das protagonistas do último sucesso de público e crítica da Netflix Todo Dia a Mesma Noite, série ficcional baseada na tragédia da Boate Kiss. No teatro foi dirigida por Domingos Oliveira, Monique Gardenberg, Hamilton Vaz Pereira, Adriano Guimarães, Inez Viana, Ivan Sugahara, César Augusto, Guida Vianna, Cacá Mourthè, Guilherme Leme Garcia, Georgette Fadel, Grace Passô, entre outros. Como diretora esteve à frente de 12 montagens teatrais, incluindo os recentes sucessos “Gostava Mais dos Pais “e “Férias de Jô Bilac”, com Drica Moraes e Fábio Assunção. Em 2024 completa 27 anos de carreira.
PROJETO ARQUIVADO.