Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Teatro Musical Feminista Para Derrubar Tabus com Arte e Humor. Das Paredes é uma mistura de teatro, circo e música, criada exclusivamente por artistas mulheres para tratar de temas interditosna sociedade patriarcal.Nessa etapa a Companhia d'As TijolAS sai em turnê pelas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, com o espetáculo mais oficinas de atuação, canto, palhaçaria musical e produção. Ainda fazem uma imersão no novo projeto em criação pela cia: A JANTA.
O espetáculo DAS PAREDES dialoga com a tradição do teatro musical brasileiro, de revista. Passeia pela diversidade da música popular, trazendo em seu repertório gêneros como o samba, maxixe, marchinha de carnaval e explorações musicais diversas, executadas por instrumentos muito presentes na cultura brasileira como o cavaquinho, flauta, o violão, acordeon, além de piano, baixo, clarineta e saxofone, a percussão do surdo e do pandeiro. Como na tradição do teatro de revista, os quadros/cenas se sucedem entremeados por canções. Misturamos no espetáculo as linguagens do teatro, música, poesia, vídeo, e um pouco de circo. A direção de arte traz em seus módulos de encaixar o elemento lúdico que dialoga com a linguagem absurda e delirante do texto, que fala de paredes que caem e se erguem novamente a todo momento. A luz e o vídeo complementam a cenografia, instaurando um ambiente fora do espaço cotidiano, ativando a imaginação e propondo uma imersão junto com o público, que é convidado a participar através da poesia. DAS PAREDES traz a parede como personagem principal, representando os diferentes tabus que construímos para nós mesmos, e que ao longo do espetáculo vamos derrubando, ou no mínimo revelando através de situações vividas pelas TijolAs que sustentam essas paredes, conscientes ou não da própria condição. O público já estará envolvido pela cenografia que o circunda, e será convidado a participar lendo trechos de um poema que fala justamente dos "muros prisioneiros de seu próprio murar". Público atuador. A equipe Das Paredes é toda composta por mulheres, justamente para já balançar as paredes do patriarcado. A mesma personagem jovem e velha canta consigo mesma descobrindo sua própria origem indígena numa língua tupi que ainda desconhece; o patrão oferece casamento a uma potencial empregada doméstica que passaria então a trabalhar para ele de graça; o tijolo racista, o que não aceita que outro prefira ser chamado de TijolA, o que vai se manifestar sem saber pra quê, todos sustentando a parede. Que parede? O espetáculo traz justamente questões que estão sendo discutidas na contemporaneidade, a começar pela sua própria equipe, toda composta por mulheres. Gênero, poder, dinheiro, classe, idade, raça, origem, são abordados através da perspectiva das ´TijolAs´ que formam a parede, apresentando a proposta de sair, para além da nossa visão do cotidiano, até da própria condição de ser humano. "O que é a vida humana, a vida de um instrumento musical?", questionam as TijolAs cantantes, "existe ou não existe essa parede?" REPERTÓRIO 1. Das Paredes (Letícia Coura) 2. Vulva na água ((tradução e música de Maria Bitarello e Letícia Coura a partir de trechos de ‘Chansons Secrètes de Bilitis’, de Pierre Louÿs) 3. Alcova Libertina (Rafael Ludicanti, Humberto Mundim, Rafael Fares, Bruno Leal Medeiros, Marcos Sarieddine, Jana Macruz e Thiakov) 4. Cozinheira grã-fina (José de Sá Roriz) 5. Bolero das esmagadas (Letícia Coura) 6. Saudade (Octávio Camargo e Chiris Gomes) 7. Balada da velha (Tetê Purezempla e Letícia Coura) 8. A criança que fui (música de Chiris Gomes e Letícia Coura para trecho do poema ‘A Criança que Fui Chora na Estrada’, de Fernando Pessoa 9. Tupi (Letícia Coura) 10. Uma Tijolá (Nana Carneiro da Cunha e Letícia Coura) 11. Vida Humana, Vida de tijolo, Vida do instrumento musical, Vida da música, Vida da voz (variações de Chiris Gomes, Letícia Coura, Nana Carneiro da Cunha e Tetê Purezempla sobre 'Chiarina', de Schumann) 12. Tentei Contar as Estrelas do Céu (Chico Paes, Octávio Camargo, Helena Portela e Chiris Gomes)
Objetivo Geral A recriação e circulação do espetáculo DAS PAREDES, com dramaturgia e direção de Letícia Coura e produção musical de Tetê Purezempla, tem a proposta de trazer à tona assuntos diretamente ligados às mulheres cis e transgênero e às situações vividas por elas, em especial aquelas que agridem a condição feminina, como abusos de todos os tipos e gêneros, ameaças e feminicídio, para transformar o terror e horror em empoderamento e bem estar. Tudo com poesia, humor e arte, tanto no espetáculo quanto nas atividades paralelas. Objetivos específicos 1) Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: realizar 40 apresentações teatrais da peça DAS PAREDES, com entrada gratuita, em turnê por 10 cidades das regiões Sudeste, Sul e Nordeste. 2) Produto AÇÕES FORMATIVAS (2 etapas): Na etata 1, durante a montagem do espetáculo em cada cidade, serão realizadas oficinas/vivências abordando as linguagens trabalhadas no espetáculo, e como complemento dele. São ainda uma forma de aproximação da equipe com um público em potencial, muitas vezes com poucas opções de troca com artistas de outras regiões do país. Paralelamente à montagem dos locais para apresentação, ofereceremos as oficinas/vivências gratuitas e abertas a estudantes de teatro, música, circo, e mulheres interessadas em geral. As oficinas terão caráter formativo, com ênfase no empreendedorismo: As oficinas serão abertas e gratuitas em cada cidade, paralelamente à montagem do palco para o espetáculo DAS PAREDES: Atuação, com Chiris Gomes / Nash Laila; Canto e Coro no Teatro, com Letícia Coura; Circo Palhaçaria Musical, com Tetê Purezempla ; Produção Teatral, com Bia Fonseca; Montagem Técnica de Som, com Camila Fonseca; Montagem Técnica de Luz, com Lúcia Galvão; Montagem Técnica de Vídeo Ciça Lucchesi e Montagem Técnica de Cenário, com Cris Cortílio. A etapa 2 será realizada após as sessões públicas, formato de Imersão, para criação do novo projeto da compania: A JANTA. Partindo da mesma equipe, mas não obrigatoriamente restrita a ela, daremos início aos trabalhos d´A JANTA, uma criação que se inspira n'O Banquete de Platão, com o objetivo de subvertê-lo a partir de um olhar feminino, que pode estar na cozinha preparando o tal do banquete, ou mesmo filosofando sobre o amor inspirado pelos sabores e aromas de ingredientes, temperos e especiarias. Uma outra visão, sob outro ponto de vista e de escuta, já que trabalharemos novamente direto com a música, pelo tema do amor. Trazendo os temas abordados por Platão em sua obra para os dias atuais, não mais a partir dos divãs dos filósofos _ homens _ gregos, mas a partir da cozinha, do preparo das comidas, e abordando esses temas com olhares e ouvidos bem abertos às diversidades contemporâneas. A ideia é também incentivar a criação e ativação de uma rede de apoio de mulheres cis e transgênero em cada cidade/território visitado, visando a realização de negócios, projetos colaborativos e empreendedorismo feminino, a partir das pessoas inscritas e participantes das oficinas formativas e da imersão criativa de A JANTA. 3) Produto: AÇÃO SÓCIO AMBIENTAL: Em cada cidade será instaldo um posto de coleta de embalagens recicláveis para divulgar a logística reversa, e orientar sobre a a ação, que prevê que consumidores e produtores das embalagens sejam os responsáveis por seu recolhimento e transformação. O material coletado será encaminhado para uma cooperativa de reciclagem. Junto haverá distribuição de folheto explicando a ação e seus impactos no meio ambiente. É a arte atravessando paredes.
Neste momento de polarização que estamos vivendo, o espetáculo DAS PAREDES vem como uma possibilidade de reflexão sobre os diversos temas tabu com os quais estamos sendo bombardeados de forma violenta diariamente principalmente pelas redes sociais. Não temos tido tempo de refletir sobre assuntos formadores de nossa personalidade, sobre valores que são alicerces de nossa vida em sociedade. Este projeto pretende abrir uma janela nessas paredes fechadas, uma possibilidade de reflexão e discussão mais profundas, de maneira artística, lúdica, sobre nossa realidade contemporânea. E sob uma ótica feminina _ se é que isso existe mesmo, até o próprio binarismo a que estamos acostumados acaba entrando na reflexão _, em contraponto ao domínio patriarcal que está na estrutura de todas as esferas do nosso dia a dia. O espetáculo é dividido em cenas que abordam os diferentes tabus, armadilhas muitas vezes difíceis de detectar justamente pelas ‘paredes’ construídas ao longo de tantos anos de patriarcado, sociedades altamente hierarquizadas, com um deus único e masculino, construídas sob o paradigma binário homem / mulher, cabendo a esta sempre a posição inferior. Até quando vamos continuar brigando entre nós? Enquanto não olharmos pra dentro, enquanto continuarmos não vendo as paredes que nos aprisionam, enquanto continuarmos procurando respostas e soluções nas instituições estaremos presas à ideia de possíveis soluções a serem trazidas por um deus ex-machina, de fora de nós. A proposta do espetáculo é proporcionar um mergulho no lado de dentro da questão, transformar os próprios tabus em totens e buscar soluções a partir de nós mesmas, enfrentando as diferenças, de dentro pra fora. A música vem como linguagem complementar e inseparável do texto, facilitando a comunicação direta com o público por uma via menos racional a que estamos acostumados no cotidiano. O texto Das Paredes contém trechos de algumas canções do repertório nacional, alguns textos musicados pelas atrizes e trechos transformados em canções durante os ensaios. QUEBRANDO PAREDES JUNTAS As oficinas/vivências que realizaremos têm como objetivo nos aproximar desse público potencial que podemos ter também em outras cidades, e outras regiões do país. Muitas vezes, até pelas dificuldades de produção, ficamos confinados às capitais dos nossos estados, competindo com muitos outros espetáculos que enfrentam as mesmas dificuldades para serem realizados e mantidos em cartaz. Com isso nos mantemos ignorantes do que é criado em outras regiões e fora das capitais, e não nos levamos nossas criações para outros locais. Essas apresentações juntamente com as oficinas têm como objetivo diminuir essa distância, provocar novos diálogos, trocas de experiências e vivências. Estamos trabalhando neste projeto desde 2016, quando a primeira versão do texto foi selecionada em 5o. lugar no edital do Centro Cultural São Paulo, entre mais de 300 inscritos. Desde então fomos reunindo a equipe, realizando leituras, criando a música do espetáculo, até realizarmos a experimentação virtual durante a pandemia em 2021 e nossa primeira curtíssima temporada em março de 2023 (no Sesc Pinheiros em SP). Agora, com o espetáculo já amadurecido, A Lei de Incentivo à Cultura vai proporcionar a continuidade do projeto e seus desdobramentos com recursos para realizar as apresentações para um novo público de outras regiões do país, muitas vezes com menor possibilidade de acesso a espetáculos e oficinas. Nos dias anteriores às apresentações em cada cidade proposta, realizaremos as oficinas/vivências de atuação, canto, palhaçaria musical e produção, abertas aos interessados em geral e gratuitas. Depois das apresentações vamos propor as imersões de A JANTA. As cidades foram escolhidas ao mesmo tempo por serem de outras regiões do país, mas também por já termos contatos anteriores, para viabilizar a produção. Uma das atrizes é de Recife (PE), a diretora é natural de Belo Horizonte (MG), e a produtora já realizou projetos nas outras cidades citadas. DAS PAREDES E AS TIJOLAS Das Paredes é uma mistura de teatro, circo e música, criada exclusivamente por artistas mulheres para tratar de temas tabus na sociedade patriarcal. Nessa etapa a Companhia d'As TijolAS sai em turnê pelas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, com o espetáculo e oficinas de atuação, canto, palhaçaria musical, produção e montagens técnicas. Ainda tem a imersão no novo projeto em criação pela cia: A JANTA, a versão feminina da obra O BANQUETE, de Platão. O espetáculo DAS PAREDES dialoga com a tradição do teatro musical brasileiro, de revista. Passeia pela diversidade da música popular, trazendo em seu repertório gêneros como o samba, maxixe, marchinha de carnaval e explorações musicais diversas, executadas por instrumentos muito presentes na cultura brasileira como o cavaquinho, flauta, o violão, acordeon, além de piano, baixo, clarineta e saxofone, a percussão do surdo e do pandeiro. Como na tradição do teatro de revista, os quadros/cenas se sucedem entremeados por canções. Ali se misturam as linguagens do teatro, música, poesia, vídeo, e um pouco de circo. A direção de arte traz em seus módulos de encaixar o elemento lúdico que dialoga com a linguagem absurda e delirante do texto, que fala de paredes que caem e se erguem novamente a todo momento. A luz e o vídeo complementam a cenografia, instaurando um ambiente fora do espaço cotidiano, ativando a imaginação. O público, envolvido pela cenografia que o circunda, é convidado a participar lendo trechos de um poema que fala justamente dos "muros prisioneiros de seu próprio murar". Público atuador. A equipe DAS PAREDES é toda composta por mulheres, justamente para já balançar as paredes do patriarcado. A mesma personagem jovem e velha canta consigo mesma descobrindo sua própria origem indígena numa língua tupi que ainda desconhece; o patrão oferece casamento a uma potencial empregada doméstica que passaria então a trabalhar para ele de graça; o tijolo racista, o que não aceita que outro prefira ser chamado de TijolA, o que vai se manifestar sem saber pra quê, todos sustentando a parede. Que parede? O espetáculo traz justamente questões que estão sendo discutidas na contemporaneidade. Gênero, poder, dinheiro, classe, idade, raça, origem, são abordados através da perspectiva das ´TijolAs´ que formam a parede, apresentando a proposta de sair, para além da nossa visão do cotidiano, até da própria condição de ser humano. "O que é a vida humana, a vida de um instrumento musical?", questionam as TijolAs cantantes, "existe ou não existe essa parede?" O espetáculo é dividido em cenas que abordam os diferentes tabus, armadilhas muitas vezes difíceis de detectar justamente pelas ‘paredes’ construídas ao longo de tantos anos de patriarcado, sociedades altamente hierarquizadas, com um deus único e masculino, construídas sob o paradigma binário homem / mulher, cabendo a esta sempre a posição inferior. Até quando vamos continuar brigando entre nós? Enquanto não olharmos para dentro, enquanto continuarmos não vendo as paredes que nos aprisionam, enquanto continuarmos procurando respostas e soluções nas instituições, estaremos presas à ideia de possíveis soluções a serem trazidas por um deus ex-machina, de fora de nós. A proposta do espetáculo é proporcionar um mergulho no lado de dentro da questão, transformar os próprios tabus em totens e buscar soluções a partir de nós mesmas, enfrentando as diferenças, de dentro pra fora. Por isso levar nossas criações para outros locais. Essas apresentações, juntamente com as oficinas e a imersão A JANTA têm como objetivo diminuir essa distância, provocar novos diálogos, trocas de experiências e vivências. Com tudo isso a ideia é colaborar com a formação de um público para teatro, e para além de público, também com a formação de novos artistas e técnicos. E será uma experiência de mão-dupla, porque sempre há o que aprender com as práticas de outros grupos, em outros contextos e outras realidades. D'As TijolAs querem percorrer o Brasil para mexer no tabu e falar do patriarcado, atraindo mulheres cis e transgênero e mesmo aquelas que ainda estão se descobrindo. Com Arte, Amor e Bom Humor a ideia é provocar as mulheres e a sociedade em geral para derrubar paredes de preconceitos e tornar visíveis a força matriarcal que busca o desenvolvimento com envolvimento. O projeto se insere nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto se insere nos objetivos abaixo, do Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais; c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura. (Redação dada pela Lei nº 9.874, de 1999)
O projeto possui aspectos de inovação em suas atividades desde seu início, com cada atriz contracenando de sua casa, montando seus cenários e figurinos, que foram integrados pela diretora de arte, que optou por usar papelão como elemento principal, para solucionar a pouca mobilidade de todas, devido a pandemia da covid19. Inova com uso de videomapping narrativo, que projeta elementos arquitetônicos e outros que dão sustentação ao roteiro. Inova com oficinas exclusivas para formação artística e técnica de mão de obra feminina, de mulheres cis e transgêneros, com o objetivo de estabelecer uma comunidade-rede de empreendedoras e profissionais do setor de Arte e Cultura. Também inova ao associar as mulheres que participarem da imersão de A JANTA como autoras colaborativas do novo espetáculo d'As TijolAs, abrindo uma nova forma de criação coletiva, com a possibilidade de desdobramentos do trabalho com esse mesmo grupo e, principalmente, a continuidade de suas atividades enquanto pertencentes a um mesmo território, por isso as ações serão voltadas para mulheres integrantes de grupos e moradoras de bairros periféricos em cada cidade. A JANTA inova ao inverter a perspectiva do olhar estritamente masculino consolidado desde a Grécia Antiga, na obra de Platão, para óticas femininas e das 'minorias' maiorias brasileiras contemporâneas. Diferentes gêneros musicais servirão como tema e leitmotiv dos diversos personagens a serem desenvolvidos. Essa imersão contará com estudo de bibliografia: Pensamento Feminista hoje, feminismos decoloniais, latino-americanos, histórias da vulva, das sexualidades, etc. Em 5 dias serão lançados experimentos de cenas com temas sugeridos; laboratórios para início de criação da dramaturgia – invenção de personagens a partir dos temas trabalhados; experimentações musicais a partir dos personagens sugeridos e ainda o fazer feminino em um banquete de verdade, a partir de pesquisa e uso de ingredientes locais/regionais. Inova ao abrir explicitamente o processo criativo a pessoas leigas, mas sensíveis e interessadas em atuar no setor. A divulgação vai acompanhar essa pegada, de revelar todo o processo, como que derrubando parede a parede. Sem dúvida ações de comunicação inéditas surgirão no processo.
não se aplica
Em todos os produtos entregues pelo projeto (sessões teatrais, oficinas e imersão) haverá intervenções de acessibilidade conforme descritas abaixo: Fisicas: todos os espaços ocupados obrigatoriamente contarão com rampas, corrimões, pisos adequados e banheiros para cadeirantes. Caso o local não conte com as instalações as mesmas serão providenciadas pela produção. De conteúdo: As sessões em cada cidade contarão com intérpretes de libras, pessoa para audiodescrição, ao vivo e acompanhante social para pessoas do espectro autista.
No produto ESPETACULO TEATRAL, Os ingressos serão 100% gratuitos e além disso, o projeto adota as seguintes medidas de “ampliação de acesso”, conforme artigo 28 da IN nº 01/2023: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; Para atender a essa medida, estão previstas cursos livres formativos e informais de Vivências do espetáculo: As oficinas/vivências serão realizadas abordando as linguagens trabalhadas no espetáculo, e como complemento dele. São ainda uma forma de aproximação da equipe com um público em potencial, muitas vezes com poucas opções de troca com artistas de outras regiões do país. Paralelamente à montagem dos locais para apresentação, ofereceremos as oficinas/vivências gratuitas e abertas a estudantes de teatro, música, circo, e mulheres cis e transgênero interessadas em geral. DAS PAREDES também vai incentivar a criação e ativação de uma rede de apoio de mulheres cis e transgênero em cada cidade/território visitado, visando a realização de negócios, projetos colaborativos e empreendedorismo feminino, a partir das pessoas inscritas e participantes das oficinas formativas e da imersão criativa de A JANTA. A companhia D'As TojolAs ainda vai instalar um posto de coleta de embalagens recicláveis numa ação de conscientização sobre as mudanças climáticas.
A dirigente da empresa proponente, Marina Beatriz Fonseca atuará no projeto como DIRETORA DE PRODUÇÃO, em todas as etapas, incluindo viajar em turnê com as esquipes artística e técnica. DAS PAREDES tem a seguinte ficha técnica: Música e atuação: Chiris Gomes, Letícia Coura, Nash Laila, Tetê Purezempla e Maria Bitarello Música e atuação em vídeo: Nana Carneiro da Cunha Produção musical: Tetê Purezempla Operação de som: Camila Fonseca Direção de arte: Cris Cortilio Figurino e adereços: Gabriela Campos Iluminação e operação de luz: Lúcia Galvão Criação de vídeo e vídeo instalação: Ciça Lucchesi Fotografia: Cassandra Mello, Júlia Sá Earp, Maria Bitarello e Nana Carneiro da Cunha Produção gráfica: Brenda Amaral e Ciça Lucchesi Comunicação: Brenda Amaral Produção: Bia Fonseca Produções Assistente de produção: Paloma Rodrigues Preparação corporal: Mônica Bernardes Consultoria em gastronomia (A JANTA): chef Ana Rubia de Melo Texto e direção: Letícia Coura A circulação será feitas pelas TijolAs: atrizes cantoras instrumentistas Letícia Coura, Chiris Gomes, Tetê Purezempla, Nash Laila, Maria Bitarello; produtora Bia Fonseca; diretora de arte Cris Cortílio; iluminadora Lúcia Galvão; vídeoartista Ciça Lucchesi; sonorizadora Camila Fonseca e a chef de cozinha Ana Rubia de Melo. Christiane Pereira da Costa Gomes – Chiris Gomes Atriz, Cantora, Compositora e intérprete de libras para teatro. Atriz formada em Artes Cênicas pela PUC/PR, desde 1990 vem atuando em várias produções curitibanas e paulistas, incluindo espetáculos musicais. Trabalhou com diversos diretores dentre eles: Cleon Jacques, Gabriel Vilela, José Celso Martinez, Fernando Kinas, Maurício Vogue. Tem 3 cds gravados, Dalvaneios – tributo a Dalva de Oliveira (1999), e Na Régis Bittencourt (2001) e Hesitante Nostalgia (2004) - autorais, além de participações em vários trabalhos, em parceria com diversos compositores. Letícia Coura www.leticiacoura.com.br Cantora, compositora, atriz e produtora cultural. Doutoranda e Mestre em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP). Tem 2 álbuns solo Bam Bam Bam e Letícia Coura canta Boris Vian (Dabliú Discos 1998/2001), e 2 em parceria com Adriana Capparelli, Ao Contrário e Aos Contrários (Tratore 2012). Em 1999 criou o trio Revista do Samba, com quem gravou 5 álbuns: Revista do Samba e Outras Bossas (Traumton Records, Alemanha; Rob Digital, Brasil 2002/03); Revista Bixiga Oficina do Samba (Atração Fonográfica 2006); Hortênsia du Samba, com a banda francesa Tante Hortense (Les Disques Bien 2009/11); e Samba do Revista (ProAC SP-Tratore 2014). Com o trio tem se apresentado com freqüência no Brasil e exterior, com shows em 15 países. No teatro tem atuado como cantora, compositora, atriz e preparadora musical do coro do Teatro Oficina desde 1999, com direção de José Celso Martinez Corrêa, com turnês pelo Brasil e países como Alemanha, Portugal, Bélgica e Croácia. Fez direção musical dos espetáculos O Fantasma do Circo, de Verônica Tamaoki (2005), e Retábulo da Avareza, Luxúria e Morte com o grupo Os Satyros (2001). Escreveu e dirigiu Das Paredes, espetáculo que teve seu experimento virtual em 2021 e estreia em 2023 em São Paulo. Tem dois livros lançados pela editora Giostri: "Então é isso?!" (2016), de contos, e "O Coro Antropófago no Bixiga" (2023), resultado de sua dissertação de mestrado. Maria Bitarello Jornalista formada em Comunicação Social-UFJF e Mestre em Literatura Luso-Brasileira - University of California (UCLA), com experiência em produção, jornalismo, edição, tradução, crônica, ensino, cinema e fotografia.; Tem 3 livro lançados (Só sei que foi assim,O Tempo das Coisas e Vermelho Terra); faz tradução e legendas para o Teatro Oficina, para a revista National Geographic Brasil e o site Ambiental Mídia; é criadora do blog I Once Met a Girl; colaboradora das revistas Viagem & Turismo e National Geographic Brasil e do Museu da Pessoa; trabalhou em redação de jornal diário e na Editora Abril; baixista dos espetáculos Mutação de Apoteose, direção de Camila Mota, e Bori, direção de Marília Piraju, ambos no Teatro Oficina. Nash Laila Pernambucana, é atriz, cantora, roteirista e preparadora/diretora de atores no cinema e no teatro. Estudou Licenciatura em Teatro na UFPE, Histoire de l’art na L'Université Blaise Pascal e formação de ator na Hipérion Escola de Atuação em Recife; Atuou nos longas-metragens Deserto Feliz, Tatuagem, Amor plástico e Barulho, Fim de Festa, Rio Doce, e nas séries de Me Chame de Bruna, Hit Parade, Chão de Estrelas, Irmandade; Recebeu prêmios por sua atuação no Festival de Cinema de Brasília, Festival de Santa Maria da Feira, em Portugal, Festival do Cinema Brasileiro de Paris entre outros.Há onze anos integra a Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, atuando, cantando, produzindo, roteirizando. Tetê Purezempla Palhaça musical, atriz, cantora, compositora, instrumentista... é uma artista variada, é uma mulher do circo tradicionalmente contemporâneo. Tetê se apresentou em de mais de 25 encontros, convenções e festivais de circo, música e teatro, no Brasil e no mundo. Além de seu trabalho solo, Tetê participa dos coletivos Banda A5 em PB (em parceria com o Centro de Memória do Circo), Cumbia Calavera, Cornucópia Desvairada, Palhaços Sem Fronteiras Brasil e Cia. das Britadeiras. Cris Cortilio – Diretora de Arte Arquiteta formada pela FAU-USP. Começou a atuar como diretora de arte na companhia Teatro Oficina Uzyna Uzona em 1999, na concepção, dentre outros trabalhos, de BOCA DE OURO; A TERRA e O HOMEM 1 – DO PRÉ-HOMEM À REVOLTA, da série OS SERTÕES; OS BANDIDOS; O BANQUETE; e ESTRELA BRAZYLEIRA A VAGAR – CACILDA!! todos sob direção de Zé Celso Martinez Corrêa.Em audiovisual concebeu e realizou a cenografia do curta NOTURNO (6’30’’ – 2002) e a direção de arte e cenografia do curta OUTRO (15’ – 2007),dirigidos por Daniel Salaroli. Fez direção de arte, cenografia e figurinos do média-metragem BRASA, (33’ – 2010) de Sebastian Mez. É co-diretora de arte e cenógrafa do curta RAIZ (22'52'' – 2014), de Andressa Matias Carvalho, diretora de arte e cenógrafa de SALIF, dirigido por Melquior Brito (11’ - 2016). Fez a cenografia de CYLENE, dir. André Meirelles Collazzi e Nara Sakarê (14’38’’ - 2016). Assina a cenografia da série CARCEREIROS, dirigida por José Eduardo Belmonte, para a tv Globo, e da série MIL DIAS – A SAGA DA CONTRUÇÃO DE BRASÍLIA, para o History Channel. Gabriela Campos – figurino Gabriela Campos é figurinista. Recentemente fez os figurinos dos filmes Divinas Divas, de Leandra Leal, Desculpe o Transtorno, de Tomás Portella, Maresia (2014), de Marcos Guttman e Casa Grande (2013), de Fellipe Barbosa. Realizou o figurino do filme Até que a sorte nos separe 2 (2013), de Roberto Santucci. No teatro vem desenvolvendo um trabalho junto ao Teatro Oficina Uzyna Uzona, dir. José Celso Martinez Correa, com quem realizou as montagens das peças Bacantes(2016), Mysterios Gozozos (2015) e O Banquete (2015). Cecília Lucchesi – vídeo Artista visual com postura interdisciplinar Cecília Lucchesi desenvolve trabalhos de vídeoinstalação, vídeocenografia, design digital e design gráfico.Cursou Comunicação em Multimeios na PUC_SP e PósGraduação em Animação na Universitat Pompeu Fabra em Barcelona. Principais Trabalhos 2016 On The Line-Montagem para vídeoarte concebida pelo artista sulafricano Haroon GunnSalie e exposta na galeria Mendes Wood na ocasião da SPArte; Agridoce-Montagem para vídeoarte concebida pelos artistas Haroon GunnSalie e AlineX e gravada em Paracatu de Baixo no distrito de MarianaMG. A Música do Circo Nerino -Direção de documentário de curta duração sobre o processo de criação e gravação do CD Circo Nerino; 9a FLIP PARATY -Videocriação para o show de abertura da 9a Festa Literária Internacional de Paraty em homenagem a Oswald de Andrade; Macumba Antropófaga- Direção de vídeo, edição ao vivo, multiprojeção e transmissão online com direção de José Celso Martinez Corrêa. Brenda Amaral – artista gráfica e divulgação Graduada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero (2015), trabalhou na assessoria de imprensa do Sesc Belenzinho (2012-14) e na produção e cobertura dos eventos de arte e cultura da unidade. No Itaú Cultural (2014), trabalhou na comunicação interna na instituição. Em 2014, também participou do Iba. Startup criada pelo Grupo Abril, o Iba foi a maior loja de publicações digitais brasileira, com ebooks e revistas digitais disponíveis através de uma plataforma inovadora. . Desenvolveu os sites da Universidade Antropófaga, do Gema Atelier, de Letícia Coura e do Teatro Oficina Uzyna Uzona.É jornalista, programadora e atuadora do Teatro Oficina desde 2015. Lúcia Galvão – luz Graduada em 2008 em Artes Plásticas pela USP, atua na área de iluminação desde 2005, com experiência em diferentes campos de atuação da área. Em 2003 fez parte da equipe de luz liderada por Guilherme Bonfanti no espetáculo BR3, do Teatro da Vertigem. Assistente de Cibele Forjaz na temporada alemã da peça Os Bandidos, de José Celso Martinez, em 2007. Iluminadora de shows – turnê do disco Sei de Nando Reis em 2013, entre outras – de exposições de arte –Abobrinhas da Brasilônia, e Movimento Hot Spot, exposição que viajou por 10 cidades brasileiras. Elaborou projetos de iluminação para workshops do Blue Man Group e de iluminação cenográfica para filmes publicitários de marcas como Fiat, Heineken e Philips. Mestre em Artes Cênicas ECA-USP. Bia Fonseca – produção Produtora com experiência no Brasil e no exterior. Formaliza a contratação dos profissionais (atores, equipe de comunicação, cenografia, figurino, vídeo, som, luz, mão de obra necessária para cada área, negociação de valores). Como produtora a acompanha todos os processos de criação (equipes de arte, cenário, luz, vídeo, som, figurino) e negocia compras, locação e ou parcerias com fornecedores. Também é responsável pelos pagamentos que envolvem a produção e realiza reuniões com patrocinadores e apoiadores. Responde pela produção dos espetáculos (montagem e desmontagem, bilheteria, resolução de eventuais problemas durante as apresentações). https://www.biafonsecaproducoes.com/
PROJETO ARQUIVADO.