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O projeto de circulação da ópera intitulada "ANJO NEGRO", composta por João Guilherme Ripper e baseada na célebre peça de Nelson Rodrigues escrita em 1946, visa promover o acesso à cultura e à arte lírica na cidade de São Paulo. Serão realizados três recitais, todos a preços populares, buscando democratizar a experiência operística e alcançar um público diversificado. A ópera é protagonizada pelo cantor lírico negro David Marcondes, e explora as profundas e complexas temáticas das relações humanas, sociais e raciais, características marcantes e intrigantes da obra de Nelson Rodrigues. Com essa iniciativa, o projeto não só presta homenagem ao legado de Nelson Rodrigues e ao talento de João Guilherme Ripper, mas também reafirma o compromisso com a inclusão cultural e a valorização das artes no cenário nacional.
O ANJO NEGRO DO ANJO PORNOGRÁFICO Ismael é um homem rico, poderoso e de pele negra, o qual possui violentamente Virgínia, uma mulher linda e de pele branca, mas que acaba casando com ele à força. A trama da ópera é sustentada pelo embate travado entre Virgínia e Ismael, pois ela está sempre grávida contra a sua vontade, e por isso, vinga-se dessa condição, assassinando os três filhos que nascem do seu ventre, que são negros, num tanque de água. Na sequência, Virgínia conhece Elias, um homem branco, irmão de criação de Ismael, e decide entregar-se à ele, para vingar-se de Ismael, ficando grávida dele e gerando uma filha branca. Num jogo terrível de paixões, preconceito racial, violência contra mulheres e crianças, incesto, vida e morte, a ópera é apresentada de forma contundente, mexendo nas profundezas da alma humana da atualidade, tão combalida pelas contradições do mundo hodierno.
OBJETIVO GERAL O projeto contempla em seu objetivo principal a responsabilidade de contribuir para o fortalecimento da dimensão cultural do direito e sociedade, em possibilitar o acesso da população de baixa renda, em especial alunos da rede pública de ensino. As características desse projeto muito contribuirão para o fortalecimento da "dimensão sócio-política por possibilitar o acesso da maioria da população a bens simbólicos restritos apenas às classes dominantes, desencadeando um processo de democratização da cultura e ampliação da cidadania" (Narciso Telles, 2004, p.21). Prof. Dr. e Pós-Doutor em Artes pela UAM/México e Universidad de Cuenca/Espanha (2017) e integrante do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas e Mestrado Profissional em Artes do IARTE - UFU. Objetivos Específicos: - Ofertar 600 ingressos gratuitos para a população. - Realizar 03 apresentações da ópera na cidade de São Paulo, atingindo aproximadamente 3.000 pessoas; - Oportunizar o livre acesso aos bens culturais e equipamentos públicos à sociedade; - Desenvolver ações integradas com as apresentações, por meio da mediação e debates, que contribuam para o desenvolvimento crítico, intelectual e social; - Fortalecimento do setor cultural, visando o desenvolvimento sustentável e a geração de trabalho e renda; - Propiciar ao público à experimentação - de difícil acesso ao público pela sua complexidade de entendimento e por ser um gênero musical/cênico não habitual; - Contribuir para a difusão da Ópera, e o desenvolvimento da produção artística local; - Fomentar a formação de plateia desse gênero das Artes Cênicas, a Ópera.
A cada 23 minutos, um jovem negro morre no Brasil', diz ONU ao lançar campanha contra violência. Segundo uma pesquisa realizada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e pelo Senado Federal, 56% da população brasileira concorda com a afirmação de que "a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte de um jovem branco". O dado, de acordo com a ONU, revela o "grau de indiferença com que os brasileiros têm encarado um problema que deveria ser de todos". Luana Vieira, representante da Seppir no lançamento da campanha, destacou a importância da "representatividade em diversos espaços" para "iniciar a mudança". Segundo a oficial de Programa do Fundo de População da ONU Ana Cláudia Pereira, "todos os anos são assassinadas no Brasil 30 mil pessoas, 23 mil são jovens negros". Na atualidade, mesmo com várias leis e dispositivos contra o racismo, em pleno século XXI ainda é necessário ações e campanhas para reafirmar o reconhecimento e a valorização dos direitos civis da população negra que não tem o mesmo distanciamento temporal que o da população branca e o Estado brasileiro colaborou, por meio de diversos dispositivos jurídicos, para o não-reconhecimento da humanidade desses ou a não valorização da mesma. Ao compararmos os dados, aclara-se a prática do genocídio da população negra e sobre as desigualdades sociais no Brasil, ainda, percebemos uma diferença significativa entre a situação da população negra e a branca. Por acreditarmos que a efetivação dos Direitos Humanos, por meio de políticas de ações afirmativas, pode colaborar para que homens e mulheres negras tenham melhores condições sociais. E dessa forma, se faz necessário otimizar e potencializar parcerias com os vários Segmentos da sociedade e Setores da Universidade Federal do Paraná, entre elas a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura e a Superintendência de Diálogo, e Políticas Afirmativas da Universidade. A reflexão acima justifica sua intenção, uma vez que, busca a recuperação do convívio social, ao mesmo tempo, repensa e altera as funções do espaço de convivência, como um todo. Por isso, pretende-se que esse projeto torne-se espaço público significativo de aprendizagem, experimentação artística, confronto e êxito, estimulando o debate de temas como racismo, genocídio, direito e cidadania, entre outros. REFERÊNCIAS: http://www.asc.uem.br/index.php?option=com_content& http://www.dedihc.pr.gov.br/arquivos/File/2018/consepir/ColetaneaIRvol2web.pdf ALBUQUERQUE, Wlamyra R. de; FRAGA FILHO, Walter. Uma história do negro no Brasil. Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais; Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2006. BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro BR. https://educacaointegral.org.
Vídeo da obra sendo apresentada no teatro Guaira, em Curitiba, no ano de 2023, produzida pela In`Scene Produções: https://www.youtube.com/watch?v=dHKFlr8l8xQ
O espetáculo terá Cenografia Mapeada da empresa Lúmen Audiovisual, constando de 3 telas, sendo 1 de 8 metros de comprimento por 4,5 m de altura e 2 telas de 6 metros de comprimento por 4,5 m de altura. Projetores de alta qualidade de imagem.
ACESSIBILIDADE FÍSICA - 03 apresentações no Teatro O teatro tem fácil acessibilidade a PNEs em geral (banheiros, rampas, elevadores, espaços especiais). Vamos também disponibilizar assistentes para dar atenção especial a todos. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO Vamos disponibilizar legendas em todas as apresentações, possibilitando que deficiente auditivos tenham acesso. Deficientes visuais terão acesso à ópera cantada em português. No vídeo produzido, serão disponibilizados três versões: Libras, audiodescrição e legendas.
DISTRIBUIÇÃO Estão previstos 3.000 ingressos, os quais serão assim distribuídos: 600 ingressos gratuitos para população de baixa renda (estudantes da rede pública, professores, moradores de áreas de baixo IDH); As ações de Democratização de Acesso e Contrapartida Social do projeto estão alinhadas com o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – SINAPIR, instituído pela Lei Federal n° 12.288, de 20 de julho de 2010 e regulamentado pelo Decreto Federal nº 8.136, de 05 de novembro de 2013, que institui a obrigatoriedade da participação da população negra, em condição de igualdade de oportunidade, na vida econômica, social, política e cultural do Estado, será promovida, prioritariamente, por meio da: I – inclusão nas políticas públicas de desenvolvimento econômico e social, combatendo especificamente as desigualdades raciais que atingem a população negra, comunidades quilombolas, comunidades remanescentes de quilombo e comunidades tradicionais negras.II – adequação das estruturas institucionais do Poder Público Estadual/Federal para o eficiente enfrentamento e superação das desigualdades e da discriminação racial;III – promoção de ajustes normativos para aperfeiçoar o combate à discriminação e desigualdade racial em todas as suas manifestações individuais e institucionais;IV – eliminação dos obstáculos históricos, socioculturais e institucionais que impedem a representação da diversidade racial nas esferas pública e privada;V – estímulo, apoio e fortalecimento de iniciativas oriundas da sociedade civil direcionadas à promoção da igualdade de oportunidades e ao combate às desigualdades raciais, inclusive mediante a implementação de incentivos e critérios de condicionamento e prioridade no acesso aos recursos públicos, não eximindo o Poder Público do cumprimento de suas atribuições, competências e atividades fins, incluindo aquelas previstas em Planos, Programas de Incentivo ao Desenvolvimento Sustentável, Projetos, dentre outros;VI – implementação de programas de ações afirmativas destinados ao enfrentamento das desigualdades raciais no tocante à educação, cultura, esporte e lazer, saúde, segurança, trabalho, moradia, meios de comunicação de massa, financiamentos públicos, acesso à terra, à justiça, e a outros aspectos da vida pública.Parágrafo único: Os programas de ação afirmativa constituir-se-ão em políticas públicas destinadas a reparar as distorções e desigualdades sociais e demais práticas discriminatórias, nas esferas pública e privada, durante o processo de formação social do Estado. METODOLOGIA DE DEMOCRATIZAÇÃO E ACESSO AOS BENS CULTURAIS. CONTRAPARTIDA ÚNICA:Durante a temporada serão realizados debates com Professores, personalidades, artistas, estudantes, negras e negros, e público em geral, fazendo uma reflexão analógica sobre a dramaturgia de Nelson Rodrigues, a atualidade. Bate papo com elenco após o espetáculo, entrada gratuita.
ARLIET LIRA - Direção de Produção - Experiência de 18 anos em produção local (em Curitiba, interior do Paraná e Santa Catarina) de espetáculos teatrais produzidos originalmente no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Últimos trabalhos realizados: produção local (em Curitiba) do espetáculo A Tropa; produção local (em Curitiba) do espetáculo Duetos; produção local (em Curitiba) do espetáculo Cantando com Encanto Disney; produção local (em Curitiba) do espetáculo Barbara.Produção local de grandes nomes do teatro brasileiro e de espetáculos de grande porte. Paulo Gustavo e Mônica Martelli são dois grandes nomes produzidos emCuritiba. (Carta de anuência e portfólio em anexo) JOÃO GUILHERME RIPPER VIANNA - Compositor. Formou-se em Composição e cursou Mestrado sob a orientação de Henrique Morelenbaum e Ronaldo Miranda. Obteve seu Doutorado em Composição na The Catholic University of America, em Washington D.C. onde estudou com o compositor Helmut Braunlich e a musicóloga argentina Emma Garmendia. Frequentou o Curso de Perfeccionamiento en Dirección Orquestal na Argentina ministrado pelo Maestro Guillermo Scarabino, e Économie et Financement de la Culture, na Université Paris-Dauphine. JULMAR RUBENS LEARDINI (Jul Leardini) - Diretor Cênico - Pós Graduação em Jornalismo Contemporâneo - Faculdade PLAY-SP - Bacharelado e Licenciatura em Filosofia – UFPR (focado em Estética) - Bacharelado em Cinema e Vídeo – CINETV –PR Publicidade – Nível - Técnico – Colégio Rui Barbosa. É produtor cultural, diretor e autor desde 1980, tendo atuado em mais de 100 eventos culturais entre teatro, ópera, TV, Rádio, literatura, artes visuais e música, em espetáculos, gravação de CDs, programas de TV e rádio, edição de livros, exposições de artes, etc. FELIPE BIESEK DE NOVAES - Regente musical, Licenciatura em Música (EMBAP) e Pós-graduação em Regência Orquestral (FACEC) - Atuação profissional: Regente, Diretor Musical, Professor. Produções culturais: Dois últimos trabalhos culturais: Opera ''La Sonambula'' - Teatro Guaira 2022 / Concerto ''Opera'' - Orquestra Filarmônica da UFPR - Teatro da Reitoria 2022 - Duas principais participação em eventos culturais: Regente e Diretor Musical - Opera Anjo Negro - Teatro Guaira 2023 / Concerto de Gala do Szolnok Masterclass - Hungria 2017 - Principais realizações: Bolsista do Festival de Campos do Jordão 2023 / Academista da OSESP desde 2023 VANDERLEI SERAFIN ANTUNES (JEWAN ANTUNES) - Coordenador do Projeto - Formação empírica - Ator - Escola de Teatro Recriarte - SP. Formação acadêmica - Administração Pública - UFPR (em andamento) - PR. Diretor, Ator, e Produtor Cultural. Ao longo de uma trajetória de mais de 30 anos de experiência, dedica-se exclusivamente na difusão e fortalecimento dos segmentos artísticos e a fruição da cultura paranaense. Busca em seus objetivos elevar a excelência na qualidade dos seus empreendimentos, possibilitando o livre acesso aos bens culturais produzidos à sociedade paranaense. LUCIANA MELAMED - Cantora lírica - Nascida em Curitiba , estudou canto com a cantora e professora Neyde Thomas. É bacharel e mestre em canto pela Universidade Mozarteum Salzburg , na Áustria, classe de Barbara Bonney. Na Universidade de Indiana, EUA, diplomou-se em Performance com a professora Virgínia Zeani. Foi vencedora do primeiro grande prêmio no V concurso de canto Bidu Sayão, em Belém do Pará, ganhou também prêmios nos concursos Maria Callas em Jacareí e Carlos Gomes em Campinas além de ter sido finalista em diversos concursos internacionais na Europa e Estados Unidos. Trabalhou com maestros como Maurice Peress, Christopher Zimmermann, Josef Wallnig, Maurizio Arena, Adam Fischer , Yoram David, Alessandro Sangiorgi, Roberto Duarte, Manfred Schmidt, Osvaldo Colarusso, Alceo Bocchino , Massimiliano Carraro , Stefan Geiger, Luis Otavio Santos e entre outros. Participou de vários festivais , concertos e óperas pelo Brasil, Alemanha , Áustria, Suíça , Itália e Estados Unidos e China , apresentando-se em importantes teatros , como o Theatro Municipal de São Paulo , Teatro do Século XX em Pequim , Grosses Festspiel Haus em Salzburgo. No Teatro Guaíra foi solista em óperas como Don Giovani , interpretando Donna Anna, no papel de Lauretta em Gianni Scchicchi, Mimi em La Bohème , Agathe em O Franco Atirador e na produção de João e Maria, como a mãe. DAVID MARCIO GOMES MARCONDES - Cantor lírico - Iniciou sua formação vocal-Musical em diversos coros religiosos e igrejas. Cursou dramatização lírica e teoria a no Conservatório de música da universidade federal de Minas Gerais (UFMG) onde se aperfeiçoou nas áreas de canto, canto coral e técnica vocal. Na UFMG integrou os grupos " Ópera Studium", "Vocal Estável" e " Ars Nova". Há 25 anos integra o corpo estável de cantores do Teatro Municipal de São Paulo. Entre alguns papéis interpretados estão: " Escamillo" ( Carmen- Bizet) , " Alfio" ( Cavaleria Rusticana) , " Zurgar" ( Pescadores de Pérolas) , "Rigoletto" ( Rigoletto) "Fígaro" (Barbeiro de Sevilha) , "Amonasro" ( Aida) , " Gonzales" ( Il Guarany). ANA PAULA MACHADO - Cantora Lírica * Formação/Titulação: Bacharelada e, Canto Lírico - EMBAP ( Escola de Música e Belas Artes do Paraná) Teatro - Nível Básico - CENA HUM - - VENCEDORA DO CONCURSO JOVENS SOLISTAS DA ORQUESTRA SINFÔNICA DE MINAS GERAIS, participando do concerto de premiação sob regência de Roberto Tibiriça. BEN HUR CIONEK - Pianista correpetitore - Formado em Bacharelado pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná em 1993. Em 1996 concluiu o curso deEspecialização em Interpretação pianística na Academia Frederic Chopin em Varsóvia-Polônia. Realizou e concluiu mestrado na área de Música e Interpretação Pianística na Western Michigan University, Kalamazoo, Estados Unidos da América no ano de 2000. Desde o ano de 2007, é professor efetivo da EMBAP/UNESPAR na área de Música de Câmera e Prática de Repertório para Cantores. CLÁUDIO ALBERTO DE BIAGGI - Cantor lírico - Iniciou seus estudos em 1998, no Coro da UFPR, sob a orientação do maestro Alvaro Nadolny e da pianista Karina Ferrer. Desde 2007 integra o elenco do Coro da Camerata Antiqua de Curitiba, onde desenvolve principalmente o estudo de repertório de música antiga. Participou de diversas oficinas e cursos com músicos do Brasil e exterior como Neyde Thomas, Denise Sartori, Alessandro Sangiorgi e Carlo Colombara. Cantou grandes obras como solista sob a direção musical de grandes regentes como Luis Otávio dos Santos, Alessandro Sangiorgi, Luis Gustavo Petry, Wagner Polistchuk, Hans-Peter Frank. SIDNEY GOMES - Cantor lírico - Iniciou seus estudos musicais no Movimento Coral UCB da Universidade Católica de Brasília, em 2003, sob a coordenação do Maestro José Luís da Silva, com quem estudou violão erudito, flauta doce e teoria musical. Em 2007 ingressou nos cursos de bacharelado em violão erudito pelaUniversidade de Brasília - UnB, sob a orientação do professor Eustáquio Grillo e técnico em canto lírico pelo CEP/EMB (Centro de Especialização/Escola de Música de Brasília) com o professor Francisco Frias. Já na capital paranense, concluiu graduação e mestrado em música, ambos pela Universidade Federal do Paraná - UFPR.
PROJETO ARQUIVADO.