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O 1ª CENA é uma iniciativa de formação Artística, Profissional e Sociocultural, que promove o protagonismo juvenil por meio de oficinas técnicas (Teatro e Dramatugia e Dança e Expressão Corporal) e oficinas socioculturais (Comunicação e Repertório / Cidadania e Política). Como resultado temos a produção e circulação de espetáculos, a publicação das dramaturgias criadas e a incubação e orientação de coletividades na perspectiva da produção cultural e dos mecanismos de mobilização de recursos.
A seguir apresentamos um resumo/sinopse da proposta das 3 principais entregas previstas neste projeto. Todas elas estão interligadas de alguma forma e cumprem um papel importante na formação e profissionalização do nosso público. São elas: SINOPSE DAS OFICINAS: 1) OFICINAS TÉCNICAS (Teatro e Dramaturgia | Dança e Expressão Corporal) Objetiva a formação técnica e artística dos Adolescentes e Jovens participantes, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades corporais, vocais, capacidade de articulação profissional, conhecimento do mercado de trabalho nestas áreas, desenvolvimento e aplicação da criatividade. 2) OFICINAS SOCIOCULTURAIS (Comunicação e Repertório | Cidadania e Política) Objetiva a construção do pensamento crítico e reflexivo, a desconstrução de conceitos prontos, tendo por base estudos e análises históricas, culturais e políticas, contribuindo para a formação de jovens ativos e participativos socialmente, além de futuros artistas que farão da arte um instrumento crítico e construtivo nas transformações sociais. Capacitá-los para ampliar o repertório e o universo cultural, estimulando a criatividade e a busca pelo conhecimento em fontes diversificadas. SINOPSE DAS APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS As apresentações artísticas do Projeto 1ª CENA são resultado do processo de formação nas oficinas, portanto a seguir explicamos a proposta dessas apresentações em cada fase da iniciativa: 1) EXERCÍCIO COLETIVO INTERDISCIPLINARÉ o primeiro contato prático dos educandos com a produção artística e o público, dentro do projeto, em um processo criativo e 100% autônomo. Trata-se de um espaço para colocar em prática as técnicas e aprendizados das oficinas técnicas e socioculturais, em uma perspectiva coletiva e de autogestão/autodireção. 2) PROJETO ARTÍSTICO FINAL – TEMPORADAProdução de 2 espetáculos, um de Dança e outro de Teatro, com caráter profissional e temporada de 4 apresentações cada um. Ambos os trabalhos concluem o processo formativo das turmas, contam com a participação de todos os educandos e a direção da equipe de educadores. A proposta é que os educandos tenham uma vivência artística profissional, de modo que possam lidar com as diferentes questões e desafios do mundo do trabalho na área da produção cultural. 3) CIRCULAÇÃO DOS ESPETÁCULOS Esta última etapa acontece nos 2 meses subsequentes à temporada de apresentação do Projeto Artístico Final. Neste momento, os dois coletivos, de Dança e Teatro, terão a oportunidade de circular com seus respectivos espetáculos por 8 espaços culturais diferentes da cidade de São Paulo. Em paralelo às apresentações, os grupos passarão por um processo de incubação e apoio à mobilização de recursos, com o objetivo de garantir a continuidade e a profissionalização dos coletivos. PUBLICAÇÃO 1ª CENA DRAMATURGIAS A proposta do 1ª CENA Dramaturgias é materializar, profissionalizar e divulgar o trabalho artístico dos educandos do projeto e ao mesmo tempo multiplicar essas experiências e conhecimentos com diferentes pessoas. Ao final da etapa de formação do projeto, os coletivos de Teatro e Dança terão em mãos as dramaturgias de seus respectivos espetáculos. A proposta é publicar estes textos em duas obras com um capítulo especial cada uma, abordando o processo criativo e de produção de cada grupo. OFICINA DE PRODUÇÃO CULTURAL A proposta dessa oficina é dar continuidade a formação dos participantes do 1ª CENA, em 8 encontros, mas agora em uma perspectiva profissional, compartilhando ferramentas de desenvolvimento de projetos, apresentando os mecanismos de mobilização de recursos, diretos e indiretos, explicitando o funcionamento da cadeia produtiva e a dinâmica cultural, da cidade, estado e país. Além disso, também será um espaço para exercitar e construir o(s) próximo(s) projetos e ideias das novas coletividades. INCUBAÇÃO E ORIENTAÇÃO DAS COLETIVIDADES E ARTISTAS Após o ciclo de formação no 1ª CENA, os Coordenadores de Projetos e Pedagógico receberão os coletivos e artistas participantes, em 10 encontros, com o propósito de abrigar e qualificar os projetos nascentes ou futuros, a serem promovidos por seus grupos. Será um percurso estruturado e orientado para garantir a continuidade dos trabalhos após o projeto. O principal objetivo é desenvolver um processo emancipatório para todos os envolvidos nas cadeias produtivas da cultura, fortalecendo as artes e a geração de riquezas a partir da criação de produtos artísticos e culturais, especialmente nos territórios periféricos.
Geral:Contribuir com a formação profissional, artística e sociocultural de adolescentes-jovens periféricos, no município de São Paulo, visando o desenvolvimento da prática criativa e artística, o senso crítico, a participação social e novas possibilidades de emprego e geração de renda. Específicos:- Promover o conhecimento técnico sobre as áreas do Teatro, Dramaturgia, Dança e Produção Cultural, para 60 adolescentes-jovens com idade entre 13 e 21 anos; - Promover o desenvolvimento da Comunicação Interpessoal e Intrapessoal para 60 adolescentes-jovens com idade entre 13 e 21 anos (Oficina de Comunicação e Repertório); - Promover o pensamento crítico, a participação social e a reflexão sobre o território e a sociedade para 60 adolescentes-jovens, com idade entre 13 e 21 anos (Oficina de Cidadania e Política); - Promover a criação de ao menos 1 novo coletivo de fomento à Cultura, Educação e Direitos Humanos no território; - Produzir e apresentar 4 trabalhos artísticos ao longo do projeto, sendo 02 na fase do exercício coletivo e 02 no Projeto artístico final; - Publicar as 02 dramaturgias do projeto artístico final, em formato de livro, com um capítulo especial abordando o processo criativo.
CONSIDERANDO o Art. 1º da Lei 8313/91, o Projeto 1ª CENA se enquadra nos seguintes incisos: I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; VIII - Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; CONSIDERANDO o Art. 3° da Lei 8313/91, o Projeto 1ª CENA se enquadra nos seguintes incisos e alíneas: I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante: d) Estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023) II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; A Lei de Incentivo à Cultura é fundamental para que consigamos executar o projeto 1ª CENA em sua totalidade, garantindo infraestrutura e atendimento adequado aos jovens participantes da iniciativa. Além disso, ter o recurso da lei nos permite garantir o efeito multiplicador do projeto, de modo que o impacto não se restrinja ao público diretamente envolvido na formação, mas também aos familiares, ao território e à comunidade como um todo, com impactos significativos para todos. A Arte, Cultura e Educação são mais do que ferramentas emancipadoras, são fontes de capital cultural, social, político e simbólico. Neste sentido, são ativos fundamentais que podem e devem ser mobilizados nas estratégias para o empoderamento de populações periféricas, especialmente aos adolescentes-jovens. Processos de reconhecimento identitário, de grupos historicamente minorizados e oprimidos, passam por esse campo, sendo este um terreno fértil para desenvolver o Projeto 1ª CENA, viabilizando reflexões e a construção de práticas que pensem, discutam e combatam, entre os adolescentes-jovens, o racismo, a LGBTfobia, o machismo, preconceitos de classe (e de outras ordens), as desigualdades sociais e a depredação ambiental. Os locais onde atuamos — as prefeituras regionais de Cidade Tiradentes e Guaianases - Zona Leste são consideradas "periferias da periferia", devido não só à distância relativa ao centro da cidade de São Paulo, como também por sua história de ocupação e as muitas ausências e deficiências ainda encontradas pelas/pelos moradores dessas localidades em vivenciarem uma condição de cidadania plena. Os altos índices de populações em alta e muito alta vulnerabilidade social, a insuficiência de equipamentos públicos de saúde, lazer, educação e cultura e as altas taxas de criminalidade agravam o panorama e estreitam fortemente os horizontes de possibilidades a que os adolescentes-jovens dessas regiões têm acesso. As oficinas e atividades propostas no projeto visam facilitar o processo de reconhecimento de si, no que tange às individualidades, e também ao reconhecimento das potencialidades dos territórios como matérias primas para a ressignificação de sociabilidades sobre bases mais equitativas e sadias e a construção de vínculos comunitários justos, ambientalmente responsáveis, politicamente atuantes e socialmente transformadores. O pressuposto do Projeto 1ª CENA está na percepção de que é preciso construir ações para a juventude levando em conta outras lógicas além daquelas dirigidas à adolescência e garantidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). É necessário reconhecer nossos jovens como sujeitos de direitos. A construção deste novo lugar do adolescente-jovem na cena pública tem, portanto, uma história e está em pleno curso, sempre atravessada por muitos tensionamentos. Trata-se de um campo de lutas no qual se expõem diferentes visões a respeito da juventude, bem como diferentes posições a respeito de como estes (adolescentes-jovens) devem - ou não - se tornar pauta para políticas públicas e lutas que refletem disputas nos campos político, econômico e também entre e intra-gerações. Tendo por base essa visão, acreditamos que é necessário quebrar o paradigma da chamada "adolescência-juventude problemática", deixar de definir esse público por suas incompletudes ou desvios e reconhecer suas potencialidades, trazê-los para o centro da discussão sobre o seu universo, de modo que participem e reflitam sobre quem são e o que podem fazer na/para a sociedade, parafraseando Paulo Freire "o ser humano está em constante evolução, em constante transformação", constatar essa preocupação implica, indiscutivelmente, em reconhecer a desumanização, não apenas como viabilidade ontológica, mas como realidade histórica. É na condição histórica, situacional e relacional, ou seja, os lugares sociais forjados no encontro sociedade-juventude, que se constrói determinadas juventudes. A persistência ou o desmonte desses lugares, ou posições que muitas vezes se naturalizam, depende da aposta ética, política, comunicativa, cultural e educativa que o mundo, em especial os adultos, façam em torno das experimentações juvenis, depende dos pensamentos que construamos e das ações concretas que efetivemos com os adolescentes-jovens. Apartá-los dos processos de poder e de criação, numa espécie de suspensão da vida social, ou seja, a adolescência vista como moratória, como tempo de transição, no qual "se está, mas ainda não se é", não seria exatamente uma das responsáveis pela marginalização do adolescente? Ao olharmos para a história, os jovens têm sido protagonistas de muitas das principais transformações culturais, criando novos espaços de expressão e de elaboração de projetos de vida individuais e coletivos, constituindo importantes campos de disputa pela construção de sentidos coletivos, quando se fazem atores sociais. Alguns dados estatísticos que levamos em consideração no desenvolvimento dos objetivos e atividades do projeto, bem como a escolha dos territórios prioritários: CIDADE TIRADENTES - PREFEITURA REGIONAL Área: 15 km² População Total: 240,131 habitantes População preta e parda: 56,1% População Feminina: 52,15% População Jovem: 47,85% População em situação de Rua: 134 pessoas IDH: 0,766 _ Médio (87º) Taxa de Homicídio Juvenil: 36,3% Espaços Culturais: - Centros Culturais, Casas e Espaços de Cultura _ 05 unidades - Museus _ Nenhum (0) - Teatros _ 03 unidades - Centro Cultural _ 1 unidade - Casa de Cultura _ 1 unidade GUAIANASES - PREFEITURA REGIONAL Área: 8,95 km² População Total: 110,994 habitantes População preta e parda: 51,5% População Feminina: 51,59% População Jovem: 46,05% População em situação de Rua: 199 pessoas IDH: 0,770 _ Médio (76º) Taxa de Homicídio Juvenil: 21,5% Espaços Culturais: - Centros Culturais, Casas e Espaços de Cultura _ 01 unidades - Museus _ 0 unidade - Teatro _ 1 unidade - Casa de Cultura _ 1 unidade *Dados da Rede Nossa São Paulo e Prefeitura de São Paulo Outros dados: - Entre 2022 e 2023 houve uma queda de 3,1% nas matrículas no ensino médio. De 7,0 milhões para 6,8 milhões; - Em 2021 tivemos 6 mil homicídios de jovens entre 15 e 19 anos; - 27,8% dos jovens brasileiros não trabalham nem estudam (2022); - 40,8% dos jovens brasileiros só trabalham - deixaram os estudos sem conclusão (2022); - 28% dos jovens Paulistanos estão desempregados (Rede Nossa São Paulo/2019); - 63% da população Paulistana leva no mínimo 1h30 para acessar o trabalho ou equipamentos públicos para lazer e atividades culturais (Rede Nossa São Paulo/2019).
Quanto aos critérios de participação dos adolescentes e jovens para ingressar nas turmas do Projeto 1ª CENA, levaremos em consideração: - Ter entre 13 e 21 anos; - Residir, prioritariamente, nos distritos de Cidade Tiradentes, Guaianases ou São Mateus, na zona leste; - Pertencer, prioritariamente, a núcleos familiares com renda per capita, comprovada, igual ou inferior a meio salário-mínimo, ou seja, R$ 706,00 (valor base: R$ 1.412,00); - Estar regularmente matriculados no ensino público ou já ter concluído (comprovado por matrícula, diploma ou declaração). Observação: O projeto prevê para os adolescentes-jovens participantes uma bolsa auxílio, mensal, equivalente ao valor de meio salário mínimo vigente em 2024: R$ 706,00. A proposta desta bolsa é garantir a permanência do jovem na formação, contribuir para a renda de sua família e evitar sua evação no projeto e na escola, para que tenha que trabalhar. Portanto esta ação tem um caráter social importante.
PRODUTO 1: OFICINAS A proposta do projeto é atender 2 turmas, com até 30 adolescentes jovens em cada. Sendo uma turma de Teatro e Dramaturgia e outra de Dança e Expressão Corporal. Além da formação técnica, ambas as turmas também passarão pela formação sociocultural em Comunicação e Repertório e Cidadania e Política. O público atendido nas oficinas são adolescentes e jovens de 13 a 21 anos, prioritariamente estudantes do ensino público e moradores de territórios periféricos da cidade de São Paulo. O cronograma da formação proposto no projeto se divide em: - 7 meses e meio de oficinas (3x por semana, com carga horária diária de 4 horas cada) - 2 meses e meio de produção de exercício coletivo interdisciplinar (3x por semana, com carga horária de 4 horas cada) - 4 meses de produção do Projeto Artístico Final (3x por semana, com carga horária de 4 horas cada) - 1 mês de temporada do espetáculo, com 4 apresentações (Duração de até 1 hora cada apresentação) 1) CARGA HORÁRIA DAS ATIVIDADES: Oficina de Teatro e Dramaturgia: 244 horas Oficina de Dança e Expressão Corporal: 244 h Oficina de Comunicação e Repertório: 84 h Oficina de Cidadania e Política: 84 h Oficina de Produção Cultural: 32 h Saídas Culturais e Integrações: 50 h Conexão 1ª CENA: 22 h Encontro com Familiares: 8 h Jornada de Desenvolvimento (Avaliação): 12 h Exercício Coletivo: 98 h Projeto Artístico Final: 202 h 2) OFICINA DE TEATRO E DRAMATURGIA OBJETIVO: - Apropriação da linguagem, dos elementos e referenciais do teatro, tendo como base as múltiplas e diversas possibilidades (sociais, territoriais, de gêneros, de sexualidades, de fundamentos);- Criação de um espaço seguro e criativo para práticas e vivências corporais individuais e coletivas;- Criação de um espaço seguro e potente para que toda a pluralidade de vozes seja posta, ouvida e vivenciada;- Experimentação da escrita criativa;- Criações individuais e coletivas que culminem na montagem de espetáculos teatrais autorais. 3) OFICINA DE DANÇA E EXPRESSÃO CORPORAL OBJETIVO:Utilizar das técnicas das danças urbanas (Breaking, Popping, Locking) e das danças do Hip Hop (Hip Hop Freestyle, House, Ragga) a fim de desenvolver a expressão corporal, musicalidade, espacialidade, criatividade, autonomia individual e trabalho coletivo, com a finalidade de preparar os/as/es educandes para a cena do palco, das rodas de batalhas ou as cyphers. Introduzir ainda as técnicas de contato e improvisação, reeducação do movimento, danças brasileiras e capoeira angola com o objetivo de ampliar o repertório corporal e criativo. Espera-se principalmente o desenvolvimento da percepção do próprio corpo com seus limites e suas possibilidades; o quão versátil pode ser a experimentação das danças e o autocuidado. Como este corpo se insere socialmente e qual bagagem ele traz para somar, dividir e multiplicar novos saberes. 4) OFICINA DE COMUNICAÇÃO E REPERTÓRIO OBJETIVO:Oferecer aos educandos e educandas ferramentas e experiências com as diversas dimensões da comunicação, tanto no plano da fala (voz e canto), da escrita (textos: prosa, poesia, opinião etc.) e da expressão corporal (gesto e expressividade), além de estratégias de organização e elaboração de projetos artístico-culturais. Espera-se assim que os educandos e educandas ao final do projeto consigam expressar suas ideias e opiniões de forma clara e organizada, seja no texto escrito, quanto na fala. Tenham consciência do próprio corpo em relação ao outro e ao mundo, bem como desenvolvam pensamento e uso crítico sobre as mídias digitais contemporâneas. Espera-se também que ao final do projeto tenham ampliado consistentemente seu repertório ético, estético e político, bem como tenham desenvolvido habilidades ligadas à elaboração e gestão de projetos. 5) OFICINA DE CIDADANIA E POLÍTICA OBJETIVO:Possibilitar aos educandos se apropriarem dos debates em torno das questões relevantes do cenário atual no campo da formação cidadã e da introdução à política, sem perder de vista, o estímulo ao protagonismo juvenil e a formação de um senso crítico em relação as questões sociais e as desigualdades. Observação: O detalhamento da ementa e dos conteúdos e práticas trabalhados nas oficinas, seguem em arquivo anexado, junto aos demais documentos 6) METODOLOGIA DO PROJETO PEDAGÓGICO As oficinas desenvolvem competências socioemocionais, educativas, técnicas e artísticas por meio de recursos pedagógicos como: ➢ exposições dialogadas; ➢ dinâmicas e jogos; ➢ fóruns e debates; ➢ leituras dirigidas; ➢ cineclubes; ➢ experimentações de dança e teatro; ➢ visitas externas orientadas; ➢ Diário de Bordo – Caderno personalizado pela turma, para registro das atividades/temas (desenhos, colagens, escritas). A proposta é trabalhar a formação técnica dos participantes, mas sempre pensando sua atuação coletiva, o desenvolvimento de habilidades que sejam imprescindíveis para a sociedade e relações humanas. Mais do que isso, os adolescentes-jovens são convidados a praticar o que dialogam nos encontros, de modo que as transformações sejam palpáveis ao longo dessa experiência. Além disso, a equipe pedagógica também fomenta o exercício dos participantes compartilharem suas experiências externas e visões de mundo, compreendendo que elas são essenciais para a formação de todos que estão nesse processo, inclusive os educadores. Parte-se das experiências e vivências individuais para construção da coletividade. Para acompanhamento e percepção dos adolescentes-jovens, são utilizados os seguintes instrumentos/metodologias: ➢ Folha de Observação Individual dos adolescentes-jovens (Aspectos Técnicos e de Desenvolvimento Humano e Social); ➢ Carômetro Compartilhado – Cada turma tem um arquivo “Carômetro” com as fotos dos educandos e campos para preenchimento de observações individuais, que devem ser submetidas pela equipe de educadores, para acompanhamento do desenvolvimento de cada participante; ➢ Diário de Bordo – Além do Carômetro, os educadores também devem registrar as atividades desenvolvidas em cada encontro, as dificuldades, as conquistas e possíveis mudanças de rota no processo; ➢ Percepção/Observação do Projeto – Os educandos também compartilham suas reflexões, críticas e proposições a respeito da equipe e do projeto. PRODUTO 2: APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS As apresentações artísticas, previstas no projeto, acontecerão em 3 momentos diferentes. O público-alvo deste produto são pessoas das comunidades atendidas, familiares e amigos dos jovens participantes da formação. A expectativa de público é de 3.200 pessoas, 100 pessoas por apresentação. Apresentações do Exercício Coletivo Interdisciplinar (13º mês de projeto): Montagem de 2 cenas/performances de até 30 minutos, com 2 apresentações cada uma (Total 4 apresentações) Temporada do Projeto Artístico Final (18º mês de projeto): Montagem de 2 espetáculos de até 90 minutos, com 6 apresentações cada um (Total 12 apresentações) Circulação de Espetáculos16 apresentações, sendo 8 de cada espetáculo/linguagem (Teatro e Dança), com até 90 minutos cada. Obs.: Os espetáculos da Circulação são os mesmos do Projeto Artístico Final. PRODUTO 3: LIVROS Produziremos 2 livros do 1ª CENA Dramaturgias, sendo um da turma de teatro e outro da turma de dança. A proposta é produzir 800 exemplares de cada obra (totalizando 1.600 unidades) e distribuir para escolas e bibliotecas públicas, coletivos de teatro e em 2 eventos de lançamento destas obras. Os arquivos das obras também serão publicados na plataforma da Biblioteca Digital em formato de texto e também em audiolivro, para garantir a acessibilidade de PCD. Especificações técnicas dos 2 livros/dramaturgias a serem publicadas: - Papel polen soft 80g no miolo do livro (sendo 1/1 internamente); - Para a capa será utilizado papel Supremo com gramatura 250g, sendo 4/4, cores em ambos os lados e a laminação fosca; - Acabamento com cola e costura, sendo em formato 14x21cm.
MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO O CEU Inácio Monteiro, local onde realizamos as atividades do Projeto 1ª CENA, já conta com piso tátil, rampa de acesso, elevadores e barras de apoio nos banheiros, para atendimento de PCD. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCD VISUAIS E AUDITIVOS: 1) Oficinas: - Nos materiais de divulgação das inscrições para as oficinas (flyers, cartazes), teremos um QRCode para acessar o áudio descrição das informações constantes nesses materiais. Nos itens físicos, o QRCode virá com relevo para facilitar a identificação desta comunicação;- Formulário de Inscrição inclusivo, com perguntas em formato de áudio;- Contratação de Intérpretes de libras, para acompanhamento/atendimento durante as oficinas e demais atividades formativas do 1ª CENA. 2) Apresentações Artísticas/Espetáculos: - Contratação de intérpretes de libras para todas as sessões apresentações artísticas e espetáculos do projeto, para garantir a inclusão de PCD visuais. 3) Publicação dos Livros - Inclusão de QRCode no livro, com acesso a narração da obra (audiolivro);- Contratação de Intérpretes de libras para os eventos de lançamento dos livros 1ª CENA Dramaturgias.
Todas as ações e entregas do Projeto 1ª CENA são 100% gratuitas. - Oficinas/Formação;- Apresentações Artísticas;- Distribuição dos Livros;- Orientações e Incubação das Coletividades formadas no 1ª CENA. Além das atividades 100% gratuitas e da realização do projeto em territórios periféricos da zona leste de São Paulo (Cidade Tiradentes e Guaianases), o 1ª CENA conta com um diferencial, em relação ao aspecto da Democratização de Acesso, que é a previsão de uma bolsa-auxílio, mensal, no valor de R$ 706,00, para os 60 jovens matriculados na iniciativa. Esta bolsa tem um carater social econômico, considerando que estamos falando de jovens que vivem em um território com alta e muito alta vulnerabilidade social e de famílias com pouco ou nenhuma infraestrutura para garantir oportunidades de desenvolvimento para estes adolescentes-jovens. Nesse sentido, a bolsa-auxílio poderá contribuir para que os jovens sigam nesta formação, sigam no ensino regular (para aqueles que ainda não concluiram os estudos) e não tenham que migrar para o mercado de trabalho mais cedo, em função de ter que colaborar com as despesas de sua casa. Trata-se de uma medida muito importante de acesso, que também será fundamental para contribuir com a profissionalização destes jovens no universo das Artes e da Cultura e um caminho para sua posterior formação em uma graduação ou outros cursos técnicos na área.
CAIO CÉSAR TEIXEIRA - GESTOR FINANCEIRO E COORDENADOR PEDAGÓGICO Atividades: Será responsável por fazer a gestão financeira do projeto, junto a Analista Financeira, além da Coordenação Pedagógica das formações propostas no projeto. Currículo: Produtor Cultural e Arte Educador. Formado em Gestão Cultural, pelo SENAC/SP, em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas pela FAPCOM e Assistência de Direção e Roteiro pelo Instituto Criar, de TV, Cinema e Novas Mídias, também participou de cursos e oficinas livres nas áreas de Teatro, Políticas Públicas, Negócios Sociais e Financiamento Coletivo. Foi dramaturgo, diretor e produtor dos espetáculos “Dias de Chuva. Véspera de Sol”, em 2011 e “Inclassificáveis”, em 2014; Entre os anos de 2011 e 2015 foi educador das oficinas de Dramaturgia/Roteiro, Cidadania e Projetos, Comunicação e Expressão e Produção Cultural no Projeto 1ª CENA, além de produtor de conteúdo no Coletivo Usina dos Atos. Em 2016 foi oficineiro de Produção Cultural, nas linguagens de Teatro e Audiovisual, na Casa de Cultura de São Mateus e em 2021 articulou a mesma oficina no Centro Cultural da Vila Formosa. Atualmente é Diretor Executivo e responsável pela área de Mobilização de Recursos da Usina dos Atos. GEISSON SILVA DEMETINO - COORDENADOR DE PROJETOS Currículo: Gestor de Projetos e Educador Social, atuante na região da zona leste da Cidade de São Paulo como Conselheiro Gestor em alguns equipamentos culturais e de saúde, Agente Comunitário de Cultura na Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo. Bacharel em Direito na FMU, tem formação em diversos cursos de qualificação profissional, dentre eles: Formação de Agentes Sociais no CPA Pe. Bello; e o curso técnico de Assistente de Direção e Roteiro no Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias. Teve reconhecimento por alguns de seus trabalhos pela Câmara Municipal de São Paulo por meio do prêmio Milton Santos; Agentes de Transformação Social pela ASHOKA, MAC FUND AIDS e MTV na Cidade do México; Prêmio Criando Asas promovido pelo Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias. SABRINA LIMA - ANALISTA ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Currículo: Gestora Financeira, formada pela Faculdade Carlos Drummond Andrade em São Paulo. Com experiência na área financeira, a mais de quinze anos, em setores de ambientes distintos e desafiadores com ritmos acelerados, sempre visando a saúde financeira, a fim de manter a contas em perfeito equilíbrio. Coordenando atividades da área e realizando análises financeiras para elaboração de relatórios gerenciais, desenvolvendo e implementando processos de controles internos para criação de orçamentos do planejamento financeiro. Realizando relatórios de indicadores para fins de tomada de decisão (fluxo de caixa, mapeamento de riscos , planejamento financeiro, demonstrativos de gastos, resumo de demonstrativo de resultado por exercício, etc.). Emissão de boletos; Controle de contratos; notas; aprovações; despesas de viagens, despesas de celulares. Acompanhamento de emissão de certidões vencidas, Negociação com bancos/ fornecedores (descontos, prazos e prorrogações), Conciliação Bancária, fechamento mensal, cobrança ativa por e-mail e telefone. Lançamentos e provisões tais como entrada de saída, Emissão de cheque, reserva e saque em espécie, cálculo de juros sobre títulos vencidos observando instruções bancárias. Lançamento e controle de Cartões Corporativos; Análise, planejamento, organização e identificação/descrição das espécies de documentos para fins de preservação e medidas necessárias para conservação dos documentos. Arquivos de documentos lógicos e eletrônicos da área. Emissão de Notas Fiscais de Serviço e Produto. FERNANDA SAMPAIO MOTTA - ASSISTENTE DE NÚCLEO Currículo: Formada em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul, onde ingressou na educação infantil em 2006, atuando como auxiliar de desenvolvimento infantil, professora em Centro de Educação Infantil e Escolas Particulares na região de SP. Apaixonada por crianças e seu universo, ingressou para área de recreação infantil em 2011 realizando atividades recreativas em festas de aniversários de alunos, hotéis no interior de SP, condomínios, eventos corporativos e casamentos. Foi coordenadora de atividades no clube Itaú Guarapiranga. Em 2016 realizou o maior dos seus sonhos se tornando mãe de um menino lindo e apaixonante. Mãe solo, conta com a melhor rede de apoio que são seus pais, mora na Cidade Tiradentes extremo leste. Sempre disposta em ajudar entrou para o Instituto Colméia em 2020 no auge da pandemia do covid 19 ajudando o coletivo na montagem e distribuição de cestas básicas e kits de higiene para moradores em situação de vulnerabilidade social no bairro e adjacências. Em 2022 ingressou no Instituto Usina dos Atos, contribuindo na condução dos processos pedagógicos do Projeto de formação artístico profissional 1ªCENA. EMILY MEIRELLES - EDUCADOR DE TEATRO E DRAMATURGIA Currículo: É atriz, educadora, contadora de história e produtora cultural. Residente a quase 30 anos no bairro Cidade Tiradentes, extremo Leste de São Paulo. Estudantes do curso de Licenciatura em Letras, na faculdade Univesp-Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Co-fundadora da Cia Quatro Ventos (2010) onde artisticamente tem uma pesquisa voltada para a cultura afro-brasileira, africana e ameríndias, com espetáculos como “Tecendo História" (2018) e “Awá- Tecendo Fios de Ouro”(2022). Em 2021 teve sua primeira dramaturgia construída em coletivo com a Web-Série “As Irmãs Axatis”. Atuou como produtora cultural no infanto-juvenil LedAzeda (2022) e no espetáculo Canto das Ditas (2019). No ano de (2018 e 2020) atuou como diretora artística do Coletivo Lua Azul. Está, desde 2015, como secretária administrativa da Cooperativa de Trabalho de Artistas, coordenando sua gestão e a área de administração. Também atuou como educadora, desde de 2013 principalmente, em processos criativos com jovens do bairro Cidade Tiradentes e região. Iniciou seu estudo na área de Teatro em 2008, em 2014 conseguiu seu registro de Atriz no Ministério do Trabalho (DRT) e desde então tem 4 espetáculos, 2 contação de história e 1 produção audiovisual no meu repertório. EDIVELTON OLIVEIRA - EDUCADOR DE DANÇA E EXPRESSÃO CORPORAL Currículo: (DRT: 0038678/SP). Estudante de danças urbanas desde 2005, com ênfase nas danças Breaking e Popping, participando de diversos workshops e oficinas com alguns dos grandes nomes das danças urbanas, de 2006 a 2011 esteve à frente do grupo Soul Break Power. Ministra desde 2010 oficinas de danças urbanas para crianças e adolescentes atendidas pelos Centros da Criança e do Adolescente, os espaços atendem crianças de 06 á 14 anos e 11 meses. Participa desde 2016 do Mês do HIP-HOP nos formatos de vivencia; apresentação e batalhas. Nas edições presenciais e no formato online durante a pandemia. Atualmente atua no Núcleo Ximbra onde é Intérprete Criador e do Núcleo de Pesquisas Corporais Habitat onde é diretor e coreógrafo. Além de ser idealizador do evento ZL EM MOVIMENTO (com edições em 2017 e 2018 pelo programa VAI e em 2019 e 2020 pelo mês do Hip-Hop).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.