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O projeto "Aprendendo a Aprender" tem a missão de desenvolver oficinas pedagógicos para crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento auxiliando na execução de tarefas escolares por meio da aplicação de estratégias personalizadas de ensino/aprendizagem, ofertando escuta e acolhimento, com vistas ao desenvolvimento das habilidades linguísticas/expressivas, interpretação de textos, incentivando a leitura/cultura para melhores rendimentos escolares.
O Instituto Maria Dinorah – IMADIN se configura como um espaço de fomento e difusão da vivência literária nas mais diversas esferas da sociedade. Deslocando a literatura para além dos espaços escolares e de formação, o IMADIN reconhece no texto literário, principalmente em sua associação com formas outras de cognição e expressão artística, uma ferramenta poderosa de reconhecimento, compreensão e enfrentamento das dificuldades inerentes à trajetória humana, impulsionando o indivíduo ao encontro de uma existência autônoma e produtiva. Dentre as várias ações de difusão e fomento da literatura e, por extensão, da cultura, o IMADIN atua em apoio ao poder público, atendendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade com práticas concentradas em educação, vivência literária e expressão artística, através do Projeto Nós - quem conta um conto aumenta um ponto e do projeto Aprendendo a aprender. Promovendo o desenvolvimento das habilidades linguísticas e expressivas, via leitura e compreensão de textos funcionais e literários, exercícios de reconhecimento e emprego do código linguístico, e práticas de escrita, e da construção de estratégias de incremento do raciocínio lógico-matemático, mediante a vivência de operações e jogos de raciocínio, o projeto Aprendendo a aprender se revelou um instrumental valioso para que os assistidos tenham melhores condições de acompanhar os conteúdos programáticos e a rotina escolar em seu cotidiano. Numa abordagem inovadora, pessoal e humanizada, em que educadores associados ao IMADIN vão ao encontro dos acolhidos nos seus espaços de acolhimento residencial, o projeto busca identificar, abordar e sanar (na medida do possível) deficiências e defasagens cognitivas, bem como inadequações no processo escolar de crianças e adolescentes acolhidos em instituições acolhedoras de Porto Alegre, selecionados e encaminhados pela 11ª PJIJ. Cada encontro, individualizado ou em pequenos grupos, tem a duração de 90 minutos, momento em que um educador do IMADIN (quando necessários dois) propõe meios de interlocução e interação, conforme a condição cognitiva dos participantes, com vistas a apoiá-los na realização das tarefas escolares e no desenvolvimento de suas potencialidades intelectuais, intentando desenvolver nos acolhidos o apreço pelo investimento nos estudos e, consequentemente, em seu autodesenvolvimento. Os atendimentos preveem ainda o contato com rico e atualizado material didático de apoio. Como método de registro diário das intervenções, a equipe de educadores do IMADIN narra em áudio cada atendimento e esse material fica disponível ao grupo de trabalho e às autoridades, tendo função de material de discussão e estudo para o melhor atendimento das demandas dos acolhidos e para o aperfeiçoamento contínuo do método de trabalho. Assim, para o alcance do mais adequado processo de facilitação do aprendizado escolar das crianças e dos adolescentes em acolhimento, conforme cada caso, a equipe de profissionais do projeto conta com uma supervisão semanal em grupo, em que são apresentadas e discutidas as situações peculiares e/ou dificuldades evidenciadas nos atendimentos da semana, em busca de apoio e troca com os demais profissionais envolvidos. Ainda é disponibilizada aos educadores do IMADIN uma supervisão semanal individual na qual são tratadas questões pessoais quanto ao desempenho nos atendimentos. Ambas as supervisões acontecem sob a condução da psicanalista, mestre em psicologia clínica, Isadora Garcia, que acompanha o projeto desde a primeira edição. A Professora Sandra Regina Garcia da Costa participa da iniciativa como educadora e como supervisora pedagógica, estando capacitada para auxiliar os demais, e eventuais novos, educadores, e para fazer a interlocução com as coordenações dos espaços de acolhimento, visto que acompanha o projeto desde sua primeira edição e obteve excelentes resultados no trato com os acolhidos e com as equipes técnicas. As instituições acolhedoras que já receberam os atendimentos do Aprendendo a aprender e intentam continuar recebendo são: Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antônio Instituto Pobres Servos da Divina Providência – Rede Calábria Centro Social Padre Pedro Leonardi – MITRA Abrigo Residencial Lar de São José Fundação de Proteção Especial – NAR Belém Novo Fundação La Salle. Contudo, pontualmente, o que corrobora a validade da implementação do projeto Aprendendo a aprender – Ano III é o seu caráter de repetição, pois, para o público a que se destina, tão carente de laços e vínculos, o desejo de manutenção dos atendimentos são a comprovação de uma crescente compreensão, adesão e comprometimento com o seu desenvolvimento, com o aperfeiçoamento pessoal contínuo. O desejo de vínculo é o resultado mais esperado da intervenção, pois, é a partir dele que as fragilidades emocionais podem ser superadas, a autoestima potencializada e a dedicação aos estudos instaurada. A capacidade técnica e gerencial do IMADIN no que tange práticas de atendimento à infância e juventude se evidencia através de seu histórico de atuação junto a esferas do poder público. Em 2019, o IMADIN atendeu com as mesmas práticas, junto à FASE-RS, adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no CASEF – Centro de atendimento socioeducativo feminino – com a anuência e apoio do Juiz de direito Charles Maciel Bittencourt da 3ª Vara Regional da Infância e da Juventude de Porto Alegre, e junto ao serviço de convivência e fortalecimento de vínculos da OSICOM – Obra Social Imaculado Coração de Maria, 60 crianças e adolescentes oriundas de famílias em vulnerabilidade. Quanto ao apoio financeiro para tais intervenções: 1. Em 2018, o projeto Nós – quem conta um conto aumenta um ponto recebeu o valor de R$ 67.095,00, oriundo do Procedimento Administrativo – MPT N. 001851.2015.0004-8, N. 001223.2010.04.000-8, com a anuência e apoio da Exma. Procuradora do MPT-RS Patrícia Sanfelice, sendo o Exmo. Sr. Luciano Lima Leivas, o Procurador do MPT-RS responsável pela destinação. 2. Em 2019, o Instituto Maria Dinorah recebeu da OIT – Organização Internacional do Trabalho, agência da ONU – Organização das Nações Unidas, por intermédio do MPT-RS, via contrato Nº. 402522887/0, o valor de R$ 123.955,00, para realização de projeto Nós- quem conta um conto aumenta um ponto junto à FASE-RS, com adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no CASEF – Centro de atendimento socioeducativo feminino – com a anuência e apoio do Juiz de direito Charles Maciel Bittencourt da 3ª Vara Regional da Infância e da Juventude de Porto Alegre, e junto ao serviço de convivência e fortalecimento de vínculos da OSICOM – Obra Social Imaculado Coração de Maria, 60 crianças e adolescentes oriundas de famílias em vulnerabilidade. 3. Em 2022, a Exma. Sra. Priscila Dibi Schvacz, Procuradora do MPT-RS foi responsável pela destinação de R$ 94.040,00 para a realização da primeira edição do projeto Aprendendo a aprender, através do PAJ 001428.2011.04.000/1, que teve a duração de 6 meses. 4. Em 2023, a mesma procuradora do trabalho designou verba ao projeto Nós no valor de R$ 34.035,00 para a realização de 5 meses da prática no AR 01, da Obra Social Imaculado Coração de Maria, através do PP000256.1999.04.000/2. 5. Ainda em 2023, foi designado pela Exma. Procurado do trabalho, Paula Roussef Araújo, valor de R$ 193.380,00 para a implementação de 12 meses de atendimentos do projeto Aprendendo a aprender em abrigos institucionais, abrigos residenciais e casas lares da região metropolitana de Porto Alegre. Cabe ressaltar que, sob a coordenação geral da Prof.ª Dr.ª Patrícia Pitta, todas as contas referentes a tais financiamentos, desde 2018 até 2023, foram fiscalizadas pela 11ª PJIJ e, posteriormente, aprovadas e arquivadas.
Objetivo Geral * Atender, via intervenções pedagógicas recorrentes no período de 10 meses, crianças e adolescentes acolhidos em espaços institucionais, residenciais e casas lares de instituições acolhedoras de Porto Alegre em suas fragilidades intelectuais e emocionais que ficam evidentes em seu inadequado rendimento escolar, auxiliando-os na execução de tarefas escolares através da aplicação de estratégias particularizadas de ensino/aprendizagem e da oferta de escuta e acolhimento, com vistas a proporcionar melhores condições de acompanhamento dos conteúdos programáticos e da rotina escolar em seu cotidiano, permitindo que desenvolvam então, apreço pelo investimento nos estudos e, consequentemente, pelo seu autodesenvolvimento. Objetivos Específicos *realizar 43 oficinas pedagógicas todas as crianças e adolescentes em idade escolar que vivem em abrigos de Porto Alegre/RS; *realizar 40 reuniões de avaliação e replanejamento, com a equipe de profissionais responsáveis pelo projeto "Aprendendo a aprender", a saber: coordenadora geral, psicóloga, supervisora pedagógica e educadoras;
O projeto "Aprendendo a Aprender", idealizado pelo Instituto Maria Dinorah _ IMADIN, pode se beneficiar do Mecanismo Incentivo a Projetos Culturais, como previsto na Lei 8313/91, conhecida como Lei de Incentivo à Cultura, destacando-se primordialmente o que versa o Artigo 1º, inciso I _ "contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais", por proporcionar atendimento pedagógico particularizado a crianças e adolescentes em acolhimento institucional que apresentam deficiências ou defasagens em seu processo escolar, com vistas a identificar, sanar ou contornar tais inadequações, ampliando assim sua capacidade de exercer uma vivência cultural plena, visto que a escola é, por excelência, o espaço social da criança e do adolescente. Ao público a que se destina a proposta, educandos acolhidos que recebem algum tipo de formação escolar, o papel da competência linguística na construção de um pertencimento pleno é inegável. Longe de ser apenas verbal, a capacidade de se comunicar, através da elaboração e expressão de conceitos e ideias, confere ao sujeito uma vivência eminentemente humana. Para um indivíduo falante tornar-se um ser social, dominar a língua-mãe é imprescindível, pois, como nos indica a Filosofia da Linguagem, a existência dos seres e das ideias se dá na fala, na palavra, pois o significado depende do significante. Assim, se "as coisas só existem na linguagem", como afirma Foucault (2002), como é possível ter uma vivência cultural rica e igualitária quando se possui uma linguagem parca e inconsistente? O desenvolvimento da competência linguística não é um processo simples. Seu curso reflete a interação de, pelo menos, cinco fatores: o social, o perceptivo, o cognitivo, o conceitual e o linguístico, e a construção do pensamento lógico-matemático, por sua vez, é transversalmente cortada pela articulação cognição/emoção, conceitos cuja interlocução é naturalmente problemática. O que se constata é que, ainda que o acesso à formação escolar seja satisfatoriamente atendido pelo Estado, crianças e adolescentes em acolhimento institucional têm demonstrado um considerável déficit quando se trata da capacidade de comunicação, expressão, organização e sistematização, que constituem o todo do processo escolar. Uma das razões para o quadro se encontra no rompimento da retroalimentação dos fatores psicossociais que contribuem para a construção do sujeito autônomo. A falência emocional que se dá no rompimento parental, seja por abandono (desorganização familiar) ou orfandade (infortúnio) repercutem enormemente no desempenho escolar. A realidade dos acolhidos que vivem em casas lares e abrigos é marcada por desafios, que vão desde o alijamento do convívio familiar até a carência de recursos cognitivos e emocionais adequados, que são significativos obstáculos ao seu desenvolvimento educacional e pessoal. Embora existam dados oficiais disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o assunto, empiricamente se reconhece que apenas uma pequena parcela dos jovens em acolhimento tem condições de usufruir plenamente de atividades culturais, como a leitura de livros e a participação em eventos artísticos e educacionais. Essa disparidade se reflete não apenas na falta de acesso a recursos materiais, como livros e espaços culturais, mas também na ausência de estímulos, oportunidades e competência para desfrutar de uma vivência cultural e intelectual plena. Então, considerando que a aprendizagem envolve muitas questões internas, externas e vulnerabilidades, promover intervenções humanizadoras, carregadas de técnica, comprometimento e afeto no atendimento a educandos em acolhimento institucional em situação de defasagem escolar é de grande importância na reversão do quadro de desigualdades. O Instituto Maria Dinorah - IMADIN, que homenageia a escritora gaúcha Maria Dinorah Luz do Prado, se ergue sob sua inspiração. Professora por formação, jornalista por carisma, contadora de histórias, ativista cultural e escritora, Maria Dinorah foi uma das primeiras figuras a pensar a literatura infanto juvenil no Rio Grande do Sul e a se dedicar tanto à criação artística quanto à aproximação dos autores aos leitores e às escolas. Alfabetizadora logo no início de sua vida profissional, costumava dizer que tal experiência a encheu de encanto e alegria e, possivelmente, direcionou sua carreira, pois segundo dizia ela: "é urgente plantar livros na imensa cratera onde o mundo se esvazia". Influenciada pela trajetória de Maria Dinorah, Patrícia Pitta, mestre e doutora em Teoria da Literatura, também professora por formação, pesquisadora especializada em literatura infanto juvenil e escritora, idealizou o Instituto Maria Dinorah em 2016, a partir de seu estágio pós-doutoral, dedicando-se desde 2018 a projetos que proporcionam vivência literária, sensibilização artística e atendimento pedagógico a crianças e adolescentes em acolhimento institucional, através do "Projeto Nós _ quem conta um conto aumenta um ponto" e do projeto "Aprendendo a aprender", ambos em parceria com a 11ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude, de Porto Alegre, com apoio e anuência da Exma. Promotora de Justiça Cinara Vianna Dutra Braga. Assim, atentando ao que versa a alínea d) do inciso I do Art.3º da Lei 8313/91, "estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes", reitera-se a justificativa do enquadramento o projeto "Aprendendo a aprender", idealizado e coordenado pela Prof.ª Dr.ª Patrícia Pitta, como beneficiário do mecanismo Incentivo a Projetos Culturais, pois as intervenções pedagógicas propostas impactam positivamente a vida dos educandos acolhidos atendidos, reduzindo a desigualdade de acesso à formação escolar e aos bens culturais ao facilitar ou adaptar este acesso às necessidades emocionais e cognitivas tão especificas de tal público. Como os benefícios das intervenções pedagógicas propostas podem ir além do contexto imediato, estendendo-se à vida adulta dos participantes, o projeto "Aprendendo a Aprender" configura-se como um catalisador de mudanças positivas, oferecendo oportunidades reais de crescimento, desenvolvimento e realização pessoal para jovens em situação de vulnerabilidade, assistidos pelo Estado em acolhimento institucional, contribuindo, portanto, para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária. Assim, a Lei de Incentivo à Cultura é relevante para o projeto "Aprendendo a Aprender", porque proporciona uma via para a captação de recursos por meio de deduções fiscais, alinhando-se aos objetivos de fomentar atividades culturais que promovam a educação e formação intelectual.
Em meio à elaboração do projeto que ora se apresenta, a cidade de Porto Alegre é palco da pior tragédia climática do Rio Grande do Sul. Como 80% dos municípios gaúchos, a capital do Estado vive dias de tristeza, colapso e incerteza, tendo a união de incontroláveis forças da natureza e inaceitáveis falhas humanas agindo sobre o cotidiano dos cidadãos. Frente a isso e considerando o substancial número de atingidos e desabrigados, o sentimento de impotência quanto a tudo e tanto que precisa ser atendido e amparado é inevitável. Contudo, não podemos perder de vista que o público a quem se dirige o projeto Aprendendo a aprender, em sua totalidade, viveu e revive diariamente a sensação de desamparo que os atingidos pelo desastre climático vivenciam hoje, pois não há criança ou adolescente em acolhimento que não tenha deixado sua casa, sua vida e suas memórias para traz, sendo obrigados a viver da assistência alheia. E o impensável ainda aconteceu: entidades que serviam de espaços de acolhimento institucional foram atingidas em Porto Alegre, afetando ainda mais o frágil sentido de pertencimento dos acolhidos, revivendo traumas e inseguranças. O projeto Aprendendo a aprender, que surgiu para atender as consequências da pandemia da COVID-19 sobre a rotina escolar de crianças e adolescentes acolhidos, tem agora o desafio de seguir, frente a mais esse evento traumático, reestruturando e reorganizando o desenvolvimento intelectual, pessoal e social destes jovens, validando o processo educacional representado pela escola.
Os educadores vinculados ao projeto Aprendendo a aprender têm ao seu dispor materiais de apoio para atender os acolhidos em relação ao seu desempenho escolar e desenvolvimento de uma rotina de estudos. Dentre eles, alguns são comuns à vivência escolar como itens de papelaria e materiais paradidáticos; outros podem ser menos usuais, como palito de dente, algodão, potes de plástico, fios e linhas, peças de artesanato, entre outros. No entanto, todo material empregado no envolvimento do acolhido com seus estudos tem sua justificativa exposta em relatório pelo profissional responsável pelo atendimento. Essa particularidade se aplica também ao material distribuído ao espaços de acolhimento ao longo da vigência do projeto Aprendendo a Aprender. Variados materiais são aproriados para alcançar os objetivos de sensibilização em torno da matéria escolar que demanda mais reforço e aprendizagem dependendo das demandas de cada casa lar. Livros, jogos, artesanato, tudo isso aciona sinapses, potencializando a cognição dos educandos. Muito importante ressaltar aqui a particularidade do funcionamento de crianças e adolescentes em acolhimento institucional em relação à adesão a ideia de autodesenvolvimento e ao processo de aprendizagem. Via de regra, nestes casos, não há como vislumbrar uma regra, salvo o fato de que todos os acolhidos respondem satisfatoriamente à presença de um adulto afetuoso e comprometido em atender suas demandas. Um exemplo concreto já vivenciado na iniciativa: o "menino X", do "Abrigo Residencial Y", de 14 anos, que apresentava imensa dificuldade com os aconteúdos relacionados à Lingua Portuguesa, demonstrando inclusive dificuldades de fala, mostrou-se interessado pelo jogo de xadrez. Foi proporcionado a ele pelo projeto Aprendendo a aprender um tabuleiro de xadrez, um livro sobre o tema e um adulto para jogar. Em consequência, sua adesão à rotina escolar se potencializou, suas dificuldades de fala começaram a atenuar, e ele escreveu uma música para apresentar à educadora do IMADIN que o atendia. A rigor, tabuleiro de xadrez, livro técnico sobre xadrez, não é visto como um material didático, mas, como demonstrado, devido à particularidade do "menino X", exerceu mais eficácia que a gramática, o papel e a borracha.
Acessibilidade Física As oficinas ocorrerão em espaços residenciais de instituições de acolhimento que atendem aos requisitos de acessibilidade física para pessoas com mobilidade reduzida (rampas de acesso - espaço livre de barreiras que impeçam o seu acesso ou tornem o caminho inseguro ou perigoso, construído e sinalizado, conforme especificado na ABNT 9050) e banheiros adaptados para a dificuldade de locomoção. Durante as oficinas, o profissional de educação responsável pelo atendimento estará disponível para orientar e facilitar o deslocamento dos alunos, quando necessário. Acessibilidade de Conteúdo Pautado pela pedagogia do afeto, o projeto "Aprendendo a aprender" atende todo e qualquer educando acolhido que expressar o desejo de participar dos atendimentos, disponibilizando o acesso ao material didático, aos jogos pedagógicos, ao reforço escolar e a todas as atividades que podem compor o projeto, por meio da adaptação necessária e através da mediação do educador associado ao IMADIN responsável pela intervenção. Interprete de Libras - ORÇAMENTO/PRODUÇÃO/INTERPRETE DE LIBRAS
O projeto "Aprendendo a aprender" garante a democratização do acesso às crianças e aos adolescentes acolhidos de acordo com a Instrução Normativa por meio de acesso gratuito aos atendimentos particularizados e aos materiais didático e de apoio, inclusive sem a necessidade de deslocamento, uma vez que os profissionais reponsáveis pelo projeto vão aos espaços residenciais de acolhimento realizar as intervenções. As oficinas atendem educandos acolhidos portadores de necessidades especiais e neurodivergentes, independente do seu grau de comprometimento, promovendo também a inclusão social ao assegurar que todos os participantes tenham igualdade de oportunidades para aproveitar os benefícios do projeto. O projeto "Aprendendo a aprender" se compromete ainda com a responsabilidade na uso dos recursos financeiros, cumprindo transparência na prestação de contas.
Patrícia Pita (Coordenação pedagógica e executiva) - Com habilitação em magistério, graduada em Letras (UNISINOS), mestre e doutora em Teoria da Literatura (PUCRS), é pesquisadora e consultora em literatura e escritora de literatura infantil, gênero em que concentra seus estudos desde 2000. Dedica-se à pesquisa e à análise do acervo histórico de Maria Dinorah Luz do Prado desde 2012, tema de seu pós-doutoramento concluído em 2015. Idealizadora do Instituto Maria Dinorah (IMADIN), é também idealizadora do Projeto Aprendendo a aprender, vigente desde 2022 em espaços de acolhimento institucional do município de Porto Alegre, e do Projeto Nós - quem conta um conto aumenta um ponto, ativo no acolhimento institucional desde 2018, ambos com a anuência e apoio do MP-RS e financiados até 2023 pelo MPT-RS. Na coordenação geral do projeto em questão envolve-se em todas as fases de elaboração, execução, verificação e avaliação da prática, bem com, encarrega-se da administração dos recursos e prestação de contas aos financiadores e ao Instituto Maria Dinorah. Sandra Regina da Costa (Supervisão Pedagógica e educadora) - Com habilitação em magistério, é graduada em Letras (PUCRS), exerce magistério desde 1980, concentrando sua prática nas séries iniciais da rede estadual de ensino. Atuou como Alfabetizadora de adultos no Projeto Ler na E.E. Francisco Antônio Caldas Junior (1995- 1999), como vice-diretora na E.E. Maurício Sirotsky Sobrinho (2005-2010), como professora na Escola Coronel Escobar de preparação para a Escola Militar (2011-2012). Atua como educadora no projeto "Aprendendo a aprender" e como supervisora pedagógica, quando se encarrega do contato direto entre educadoras e educandos acolhidos, supervisionando situações, condições, conteúdos programáticos e condutas. Tem função de apoio às ações práticas das educadoras, orientando quanto à escolha de abordagens e estratégias. Isadora Garcia (Psicóloga Assistente) - Psicóloga (PUCRS), mestre em Psicologia Clínica (PUCRJ) e psicanalista pelo Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre (CEPdePA). Atuou como coordenadora de projetos, pesquisadora e consultora para temas relacionados aos direitos humanos de crianças e adolescentes em organizações não governamentais e organismos internacionais no Brasil. Foi Assessora de Gabinete da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente - SNPDCA/SDH/ PR. Atende crianças, adolescentes e adultos em prática privada. Na supervisão psicológica aos profissionais responsáveis pelo projeto examina os comportamentos humanos envolvidos, avaliando sua validade e adequação, conduzindo-os ao aprimoramento e ajuste. Cátia Belmonte (Educadora) – Graduada em Pedagogia Plena (IPA), possui pós-graduação Alfabetização (UniRitter) e em Psicopedagogia (IERGS). Exerceu o cargo de supervisora pedagógica na Escola Crescer, e atualmente é supervisora pedagógica do Ensino Fundamental 1 da rede municipal de Porto Alegre. Rochelly Dorneles Batista (Educadora) – Com habilitação em magistério, graduada em Letras Português/Espanhol e respectivas literaturas (UNILASALLE), tem experiência na docência do Ensino Fundamental e como auxiliar de crianças com necessidades especiais em sala de aula.
PROJETO ARQUIVADO.