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O projeto prevê a restauração da Casa Soligo, edificação residencial de dois pavimentos, com porão em alvenaria de pedras e pavimento superior em tábuas de madeira. Tombada pelo município em 25 de abril de 2023, possui uma área aproximada de 141,93m², localizada em um terreno do lote rural nº 6, da Linha Bento Gonçalves, Santa Tereza _ RS. Como contrapartida social, oferecemos oficinas sobre educacão patrimonial, visitas guiadas, palestras sobre o plantio da uva Goethe e distribuição de E-book impresso.
O e-book impresso e virtual "Restauração da Casa Soligo e produção do vinho artesanal" pretende narrar a experiência da recuperação dessa edificação que foi declarada de interesse Histórico, Artístico e Cultural pelo Patrimônio Cultural de Santa Tereza-RS, bem como disseminar os saberes da produção do vinho da uva “Goethe”. Classificação: Livre.
Objetivo Geral: Promover a preservação e o uso sustentável do patrimônio cultural brasileiro em suas dimensões material e imaterial ao realizar a restauração da Casa Soligo, uma edificação residencial de 128 anos, constituída de dois pavimentos, com porão em alvenaria de pedras e pavimento superior em tábuas de madeira. Objetivos Específicos: RESTAURAÇÃO CASA SOLIGO -Executar projetos arquitetônicos e complementares; -Executar PPCI/SPDA; -Criar o Memorial Casa Soligo. CONTRAPARTIDA SOCIAL: -Realizar 2 palestras sobre educação patrimonial (processo de restauração da Casa Soligo) direcionado aos alunos da escola pública de Santa Tereza-RS, carga horária total 4h. -Realizar 2 visitas guiadas a Casa Soligo pós restauração, destinada a alunos da escola pública de Santa Tereza-RS e comunidade em geral, carga horária de 4 horas no total; -Ministrar 2 palestras sobre o Plantio da uva Goethe e vinho artesanal para alunos da escola pública de Santa Tereza-RS, agentes de turismo e público em geral, carga horária de 6 horas no total; -Elaborar o e-book impresso e virtual "Restauração da Casa Soligo e produção do vinho artesanal". Esse material pretende narrar a experiência da recuperação dessa edificação que foi declarada de interesse Histórico, Artístico e Cultural pelo Patrimônio Cultural de Santa Tereza-RS, bem como disseminar os saberes da produção do vinho da uva "Goethe". Neste projeto espera-se alcançar diretamente com essa ação educativa 220 pessoas e na distribuição do e-book impresso 150. Com relação a disponibilização do e-book digital (Instagram do projeto) uma estimativa de 2000 downloads (1 por pessoa) do e-book. Teremos, portanto, um total aproximado de 2.370 pessoas beneficiadas.
A Casa Soligo possui extrema importância histórico-cultural como testemunha da ocupação das colônias dos italianos no sul do Brasil. A chegada dos imigrantes no que hoje conhecemos como a região da serra gaúcha, impôs uma série de desafios, seja pela falta de material, geografia ou falta de recursos, que resultaram em quatro características marcantes da arquitetura de imigração italiana: uso acentuado de trabalho humano, diversidade de soluções, linguagem arquitetônica própria e uso de materiais existentes no entorno. O aspecto vernacular (uso de materiais encontrados na própria região) é a principal característica da arquitetura de colonização italiana no RS. Barro, madeira e pedra (basalto) eram abundantes na região e acabaram por conferir uma linguagem arquitetônica representada pela simplicidade e simetria. É preciso considerarmos que o uso desses recursos só foi possível devido ao conhecimento de técnicas construtivas que parte dos imigrantes possuíam. Nesse sentido, as casas de madeiras cerradas a mão, tijolos de fabricação própria e paredes de pedra representam os saberes e técnicas de construção empregados a época pelos imigrantes, bem como o uso do espaço que era utilizado em parte para moradia, armazenamento e produção de vinho. Os laços familiares e a relação comunitária eram importantes para a sobrevivência na região, pois o trabalho familiar garantia os recursos para a permanência na região e a tão almeja melhoria das condições financeiras, enquanto os vínculos entre a comunidade de imigrantes recém-chegada se fortaleciam através da culinária, uso da língua nativa, festas e religiosidade. Por suas características histórica e arquitetônica a Casa Soligo é um símbolo da identidade dos imigrantes italianos e confere o sentimento de pertencimento para a cultura local. A Villa de Santa Teresa se tornou distrito de Bento Gonçalves em 1916. Devido à posição estratégica do seu porto, as margens do Rio Taquari, desempenhou um papel importante no desenvolvimento da região como entreposto comercial. No entanto, com a abertura das rodovias substituindo o transporte pluvial fez com que a cidade ficasse à margem do sistema de circulação regional e baseasse o seu sistema produtivo na agricultura familiar. O resultado desse "isolamento" é provavelmente a razão pela qual o traçado e o conjunto arquitetônico da região se mantiveram mais preservado possibilitando que o núcleo urbano de Santa Teresa, composto por 25 casas de madeira e de alvenaria, fosse tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 2012. Segundo o IPHAN, "Entre os núcleos gaúchos, Santa Tereza é o mais íntegro porque mantém quase intactas as características originais do seu traçado." O tombamento pelo IPHAN ampliou o turismo na região e hoje a economia está baseada no turismo cultural, na produção de vinhos locais, na culinária italiana e em serviços de atendimento aos turistas. O município promove uma série de ações que dão visibilidade a sua arquitetura, história e memória. É nesse contexto que a preservação da Casa Soligo e o seu uso como equipamento cultural potencializa a rota turística do município de Santa Tereza e se enquadra adequadamente nas diretrizes e orientações para a Poligonal de Entorno, ao qual está inserida. Atualmente os proprietários promovem visitas guiadas ao bem tombado e almoços típicos (massa caseira temperada com galinha caipira, moranga recheada, frango ou leitão assado, maionese, salada, pão e para sobremesa doce de abóbora em calda e pudim) no térreo (porão) da casa, onde, na segunda fase do projeto, depois da restauração, irá funcionar o restaurante. Nesse almoço é servido o vinho artesanal Goethe, produzido pelo proprietário da Casa Soligo, Sr. Jairo Soligo. O vinho artesanal deve ser degustado no local onde é produzido, mantendo as propriedades do vinho sem conservantes e perpetuando a história dos antepassados. Além de divulgar a história peculiar desta uva cultivada há muitos anos pela família também são oferecidos produtos com pastéis feitos com massa de pão, o famoso "esfregolá", uma receita da "nona" e pão de alecrim com caponata de abobrinha. Estas atividades que geram renda e permitem divulgar o local e a história tanto da família como da arquitetura e cultura locais serão ampliadas e qualificadas com a restauração, gerando renda e empregos. Os proprietários já participam de ações municipais onde divulgam a história da casa através de um folder e vendem alguns produtos produzidos na propriedade (pastel com massa de pão, capeletti frito, esfregolá com geleia de uva e abóbora em calda). A preservação, através da restauração, garantirá a comunidade de Santa Teresa o reconhecimento por seus esforços na valorização da cultura e arquitetura da imigração italiana e assegurará aos visitantes a possibilidade de conhecer parte da história e memória desse período. A partir da exposição da história da família e da visitação da Casa Soligo, possibilitando o conhecimento das técnicas construtivas e dos hábitos e modo de vida do período, criaremos um ambiente de valorização e de pertencimento do imigrante italiano, base da povoação na cidade de Santa Teresa. Sendo uma obra de longa duração, tem custo elevado tendo em vista que envolve profissionais, técnicas, e materiais diferenciados. Portanto, devido a sua magnitude e o impacto que pretende gerar, é de extrema importância a utilização do mecanismo de incentivo à cultura. A proposta, ainda, se enquadra nos objetivos expressados no art. 1° da Lei 8.313, sendo: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. O projeto também se enquadra perfeitamente nos objetivos do art. 3° da mesma Lei: III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: b) conservação e restauração de prédios, monumentos, logradouros, sítios e demais espaços, inclusive naturais, tombados pelos Poderes Públicos; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos.
A Casa Soligo fica na região da serra gaúcha, região significativamente atingida pela chuva em maio de 2024. O imóvel não sofreu danos com a chuva, mas o acesso continua comprometido até agora e, além disso, as perdas ocorridas na região tanto de vidas como de bens materiais e memórias afetaram significativamente o emocional dos moradores da região, bem como a situação financeira. Preservar a memória e impulsionar a economia da região através da restauração do imóvel tombado e do seu uso como espaço de convivência e de comercialização de produtos de produção local é uma das formas de contribuir para a reconstrução da cidade.
Título: Restauração da Casa Soligo e produção do vinho artesanal Formato: digital e impresso E-book: 20x20cm em miolo 90g/m² e capa em cartão 300g/m², 52 páginas. Exemplares: 150 Emissão de ISBN e Ficha Catalográfica.
Produto: RESTAURO CASA SOLIGO ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Nos painéis do memorial haverá QRCode com audiodescrição do material exposto. Todo o material do memorial terá alto contraste, para pessoas com baixa visão. Item na planilha: Serviço de Audiodescrição Produto: CONTRAPARTIDA SOCIAL ACESSIBILIDADE FÍSICA: No local das palestras é adequado a pessoas com deficiências físicas e/ou mobilidade reduzida. No caso das visitas guiadas, contará com auxílio de um monitor para o deslocamento. Item na Planilha: Monitor. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: As palestras contarão com intérpretes de libras. Item na planilha: Intérprete de Libras. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: O E-book contará com recurso de AD via QRCode. Item na planilha:Narrador de Audiodescrição. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: As palestras contarão com monitor para atender o público neurodivergente. Item na planilha: Monitores. ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL: O material gráfico de divulgação será impresso com alto contraste e contará versão em braile. A divulgação nas redes sociais, caso inclua imagens, será acompanhada de audiodescrição. Item na planilha: Consultoria técnica.
As palestras, visitas guiadas e distribuição do E-book (impresso e digital) serão gratuitas, assegurando a democratização do acesso através dos limites e formas de distribuição do artigo 30 da IN nº11/2024. Além da distribuição gratuita à população, adotaremos o exposto no inciso II do artigo 30 da IN nº 11/2024, a saber: II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos, incluindo os seus acompanhantes.
1. Jairo Soligo – Coordenador do projeto e palestrante Jairo Soligo é proprietário da Casa Soligo (Santa Teresa-RS) e das terras no seu entorno. Possui ensino médio completo e desde criança auxiliava o avô e o pai nos afazeres da roça, cultivando videiras e realizando a fabricação artesanal do vinho Goethe, que era um vinho para consumo da família. Mesmo com o falecimento do avô e do pai, Jairo continua a fabricar vinho artesanal até os dias de hoje, mantendo viva a tradição da família. Possui vasto conhecimento sobre o cultivo das videiras e sobre a produção de vinho artesanal. Atualmente é agricultor de sua propriedade de agricultura familiar e desde 2021 promove junto com a esposa Dinalva Soligo, atividades gastronômicas e culturais transmitindo o legado da família. O proponente será responsável por toda a gestão do processo decisório do projeto e receberá pela rubrica de Coordenação Geral e ministrante da palestra. 2. Patrícia Pasini – arquiteta responsável pelo projeto arquitetônico e execução da restauração da Casa Soligo, complementares e PPCI Graduada em arquitetura e urbanismo pela Universidade de Caxias do Sul - UCS, Patrícia Pasini desenvolve, desde2009, projetos que primam por uma estética apurada em soluções técnicas e funcionais. A arquiteta cursou um ano desta graduação na Escuela Técnica de Arquitectura de Valladolid, Espanha, onde teve oportunidade de aprofundar seu conhecimento em design, arquitetura e patrimônio histórico e cultural. No âmbito nacional, foi finalista da regional sul no concurso Ópera Prima, um dos mais influentes e importantes prêmios acadêmicos de arquitetura e urbanismo do Brasil. Na busca incessante de conhecimento e atualização profissional, especializou-se em Restauração e Reabilitação do Patrimônio Edificado pela Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre – PUC (2014), tendo atuado por três anos (2012 a 2014) no COMPHAC do município de Garibaldi. Atuou como docente nas graduações de Arquitetura, Design de Interiores e Conservação e Restauro durante sete anos pela FSG (2014 a 2020). Recentemente foi premiada a nível estadual pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil IAB/RS, com o prêmio José Albano Volkmer 2021, com o melhor projeto na categoria Urbanismo e Cidades com o projeto Parque Barragem Santa Mônica. Também participa das mostras de arquitetura de interiores e decoração renomadas como a Decorare e Casa Cor RS, a maior mostra de arquitetura de interiores da América Latina 3. Germano Baldasso – engenheiro responsável pela parte estrutural da restauração da Casa Soligo A Lote 30 Engenharia atua na área desde 2009, buscando soluções que atendam as normas técnicas e respondam a todas as exigências dos projetos arquitetônicos. Alguns dos projetos, ao longo de seus 15 anos, em que foi responsável pelo projeto estrutural, hidrossanitário, acompanhamento e execução, tais como: Edifício Maestro;Edifício Mirante do Parque;Tramontina Multi;Tramontina Eletrik;Associação do comércio, indústria e serviços de Carlos Barbosa. 4.Giovana Erlo - Museologia Possui Licenciatura em História (Universidade de Caxias do Sul, 2019), Mestrado em Museologia e Patrimônio (Programa de Pós-Graduação UFGRS- 2020-2022). Foi mediadora cultural na rede pública de museus, Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami e Instituto Hércules Galló, na função de estagiária pela Prefeitura Municipal de Caxias do Sul. Coordenadora do setor educativo e de comunicação. Organizadora de exposições de curta e longa duração. Educadora no projeto Museu de Território de Galópolis, na função de Mediadora Cultural pelo Instituto Hércules Galló. E a partir de 2022 começou a atuar como Gestora Cultural autônoma. 5. Ângela Marini – historiadora responsável pela pesquisa histórica Graduada em História pela Universidade de Caxias do Sul e especialista em Preservação, Conservação e Restauro de Bens Culturais - Acervos Bidimensionais pela mesma universidade. Atua na área de conservação e restauro de acervos documentais e fotográficos desde 2018. Atualmente trabalha em seu próprio laboratório de Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis, na cidade de Bento Gonçalves, atendendo toda a região. Atua como produtora e historiadora em diversos projetos na Serra Gaúcha. Foi Conselheira Municipal de Cultura no período entre 2018 e 2023. Também atua como Tesoureira na Associação Amigos Museu do Imigrante. Pesquisadora e escritora do projeto Laços Patrimoniais: Construindo um inventário colaborativo para Bento Gonçalves, que atuou como importante ferramenta de educação patrimonial no município. 6. Cult Assessoria e projetos Culturais - Gestão e prestação de conta do projeto A Cult Assessoria e Projetos Culturais, com sede em Porto Alegre - RS, é uma empresa especializada há 28 anos na gestão de projetos ligados ao patrimônio arquitetônico. No entanto, ao longo de sua existência foi ampliando sua área de atuação e atualmente gerencia, elabora e executa projetos e produtos de caráter artístico e cultural, de inclusão e acessibilidade sociocultural.
PROJETO ARQUIVADO.