| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 74014747000135 | Agora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S/A. | 1900-01-01 | R$ 1,00 mi |
| 06271464000119 | Banco Bradesco BBI S.A | 1900-01-01 | R$ 400,0 mil |
| ***873837** | CARLOS AUGUSTO RIPPER VIANNA | 1900-01-01 | R$ 1,0 mil |
O Projeto consiste na realização do Plano Anual de Atividades do Fundo do Festival Amazonas de Ópera, que vai ser composto por apresentações de Ópera, recitais com solistas e piano, concerto de câmara e apresentações de óperas com marionetes para crianças e adolescentes. Como Ações Formativas Culturais, o Projeto vai realizar ensaios abertos e palestras para instituições da rede pública de ensino sobre a história do segmento musical de Ópera.
A classificação indicativa de todo o Projeto é livre.
O OBJETIVO GERAL do projeto é viabilizar o Plano Anual do Fundo do Festival Amazonas de Ópera em 2025, que objetiva manter o pleno funcionamento das atividades administrativas do proponente, além promover as atividades artísticas previstas, como as apresentações de Ópera do Festival Amazonas de Ópera, concertos de orquestra, recitais com solistas e pianistas, óperas de marionetes para crianças e atividades culturais complementares. Para se estruturar e colocar a Amazônia em evidência como um polo cultural da arte lírica, o Festival Amazonas de Ópera (FAO) passou por uma trajetória incomum. Em 1997, o já centenário Teatro Amazonas, em Manaus, não recebia um espetáculo completo de ópera havia décadas. O cenário era bem diferente do auge da agitação da Belle Époque na Amazônia, no início do século 20, quando os barões da borracha traziam companhias e grupos artísticos europeus para se apresentarem no espaço. Foi quando o violinista alemão Michael Jelden se mobilizou para realizar o primeiro festival de ópera no Teatro Amazonas, em parceria com o governo estadual da época. O músico se inspirou no filme Fitzcarraldo (1982), do diretor alemão Werner Herzog, sobre a épica história de um europeu que tinha o sonho de construir um teatro e realizar uma grande ópera na Floresta Amazônica. Michael Jelden trouxe 150 músicos da orquestra da ópera Bolshoi e solistas estrangeiros que trabalharam com o Coro Sinfônico do Amazonas. Foram apresentados os espetáculos La Traviata, Carmen, O Barbeiro de Sevilha e concertos sinfônicos. O sonho de Fitzcarraldo se concretizou. A semente lírica foi plantada e colheu bons frutos ao longo do tempo. Com 25 edições, o Festival Amazonas de Ópera (FAO) se consolidou como o principal na América Latina e colocou o Brasil no mapa da ópera mundial. Importante destacar que, além de toda importância artística e cultural, o festival também desempenha um papel importante no âmbito educacional, já que promove o programa Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, que é responsável por formar diversas gerações de profissionais nas áreas da música, dança, teatro, artes e audiovisual. Dentre os OBJETIVOS ESPECÍFICOS, é importante destacar os seguintes: - O Plano Anual vai realizar 03 Óperas do Festival Amazonas de Ópera no Teatro Municipal do Amazonas, localizado em Manaus (AM) e 06 apresentações de concerto para crianças. - Promover a apresentação de 02 recitais com Solistas e Piano, 01 concerto lírico e 01 concerto infantil. - Como Ação formativa Cultural, o Projeto vai promover 04 palestras sobre Ópera e 02 ensaios abertos para alunos de instituições da rede pública de ensino.
O Plano Anual se mostra importante para a valorização da cultura nacional, principamente para o cenário da Ópera e música erudita, já que promoverá apresentações a preços populares dos referidos segmentos musicais durante o ano, além de promover atividades artísticas gratuitas para o público adulto e infanto juvenil. O Projeto vai oferecer diversas oportunidades a um grande número de profissionais, não só aos musicistas, mas também artistas, figurinistas, coreógrafos, cenógrafos, cenotécnicos, solistas, visagistas, serralheiros, aderecistas, marceneiros, montadores, arranjadores, técnicos de som e luz, cinegrafistas, operadores logísticos, produtores, carregadores, entre outros. As apresentações de Ópera a preços populares vão contribuir para a manutenção da consolidação da importância desta da área cultural, pois fomenta o interesse da população por este importante segmento artístico e cultural. (Lei nº 8.313 - Art. 1° - inciso VIII) O Projeto vai, de acordo com o inciso III do Art.1º da Lei 8.313/ 91, apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores, tendo em vista que as apresentações de Ópera e música clássica vão fomentar a produção e realização de eventos deste tradicional e histórico estilo musical. O Plano Anual do Fundo Festival Amazonas de Ópera também contribui para o movimento da economia da cultura de forma importante, uma vez que sua realização irá gerar empregos relacionados à produção de eventos, além de outros serviços, tais como produtor executivo, produtores, assistentes, fotógrafo, técnicos, entre muitos outros. (Lei nº 8.313 - Art. 1° - inciso III) Projetos assim contribuem de forma importante para a formação de plateias no respectivo segmento cultural, além de desmitificar os eventos de Ópera e música clássica, já que grande parte do público participante não têm a oportunidade de frequentar os concertos desta qualidade, seja pela realização de seus ensaios abertos, concertos gratuitos ou pela distribuição de parte de ingressos. Com a realização das apresentações de Ópera e concertos de música clássica, o Projeto mostra-se enquadrado às alíneas "c" e "e", do inciso II, na alínea c, do Artigo 3º da Lei nº 8.313.
Óperas do Festival: Local de realização: Teatro Amazonas 1. Wolfgang Amadeus Mozart – AS BODAS DE FÍGARO: 03 apresentações 2. João Guilherme Ripper – La Vorágine: 03 apresentações 3. Giacomo Puccini – LA BOHÈME (ópera em concerto): 02 apresentações Ingresso: pago Concerto Lírico: 01 Local de realização: Teatro Amazonas Ingresso: pagoConcerto InfantilLocal de realização: Teatro AmazonasIngresso: pago Recitais: 02 recitais com Solistas e piano Local de realização: Centro Cultural Palácio da Justiça Ingresso: gratuito Oca a La Rossini: 06 apresentações gratuitas Concerto para crianças e adolescentes Locais de realização: escolas públicas ou hospitais infantis e abrigos infantis Ingresso: gratuito
PLANO ANUAL (PRODUTO PRINCIPAL) Acessibilidade física: Os locais onde serão realizadas as apresentações possuem estrutura adequada para receber pessoas com deficiência (rampas, assentos especiais para cadeirantes, piso tátil, banheiros adaptados, elevador). Na planilha orçamentária não há itens referentes à Acessibilidade Física, uma vez que o Teatro Amazonas já é acessível e possui a estrutura citada acima. Acessibilidade de Conteúdo: Todas as apresentações terão legendas, Intérprete de Libras e Audiodescrição. Os itens da planilha orçamentária são: audiodescrição, gravação de áudio, Intérprete de Libras, narrador/locutor Acessibilidade de pessoas neurodivergentes ou pessoas que não dominem os idiomas dos conteúdos: algumas apresentações podem caber uma monitoria especializada inclusiva. APRESENTAÇÃO MUSICAL (PRODUTO DERIVADO) Acessibilidade física: Os locais onde serão realizadas as apresentações possuem os recursos necessários para receber pessoas com deficiência (rampas, piso tátil, banheiros adaptados e elevador. Acessibilidade de Conteúdo: as apresentações musicais do Plano Anual serão acessíveis para deficientes auditivos e visuais. Os itens da planilha orçamentária são: legendagem; contratação de técnicos (operador de legenda) Acessibilidade de pessoas neurodivergentes ou pessoas que não dominem os idiomas dos conteúdos: algumas apresentações podem caber uma monitoria especializada inclusiva. CONTRAPARTIDA SOCIAL (PRODUTO SECUNDÁRIO) Acessibilidade física: As atividades serão realizadas nas instalações do Teatro Amazonas, que já possui a estrutura adequada para pessoas com deficiências como rampas, piso tátil, banheiros adaptados, elevador. Acessibilidade de Conteúdo: A proponente vai disponibilizar Intérprete de Libras e Audiodescrição para caso haja algum aluno com alguma deficiência auditiva ou visual. Os itens da planilha orçamentária são: Intérprete de Libras, Narrador de audiodescrição Acessibilidade de pessoas neurodivergentes ou pessoas que não dominem os idiomas dos conteúdos: algumas apresentações podem caber uma monitoria especializada inclusiva.
O Projeto atenderá ao Art. 29, da IN n° 11 de 01/2024, no que diz respeito a correta distribuição dos ingressos das Óperas e Concerto de Câmara. Em atendimento ao inciso IV, do Art. 30, da IN n° 11 de 01/2024, o projeto vai buscar a parceria com a TV Encontro das Águas no intuito de promover a transmissão em TV aberta de, pelo menos, 01 dia de cada ópera. Além disso, projeto prevê a realização de Recitais de acesso gratuito e do Concerto Oca a La Rossini, que trata-se de apresentações gratuitas para crianças e/ou adolescentes de escolas da rede pública de ensino, hospitais infantis e abrigos infantis, o que vai de encontro com os incisos V e VI, do Art. 30, da IN nº 11 de 01/2024.
Flávia Furtado – Diretora Geral Diretora Presidente da proponente Pianista de formação, formou-se mais tarde em Comércio Exterior. Em 2006, cria a Vlaanderen Produções Culturais, empresa especializada em grandes eventos de música clássica com mais de 70 produções no currículo. Entre seus trabalhos mais significativos estão o Festival Amazonas de Ópera, e produções como a ópera "A Menina das Nuvens", de Villa-Lobos, "Aula Magna com Stálin" de David Pownall, "Ça-Ira", ópera de Roger Waters, a Bienal "Música Hoje", duas turnês brasileiras do grupo ICE - International Contemporary Ensemble, entre outros. Em 2020 foi uma das 10 finalistas ao prêmio Classical Next - Innovation Award na Holanda, pelo seu trabalho em divulgar todos os aspectos econômicos e sociais da indústria da ópera no Brasil. É fundadora e uma das Diretoras do Fórum Brasileiro de Ópera, Dança & Música de Concerto. Luiz Fernando Malheiro – Diretor Artístico Reconhecido como um dos principais nomes da ópera no Brasil, com mais de 60 títulos regidos. É o atual Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Amazonas Filarmônica, diretor artístico do Festival Amazonas de Ópera (FAO). Foi diretor artístico do Teatro São Pedro de São Paulo e regente titular de sua orquestra e foi diretor de Ópera no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Regeu óperas em diversos países como EUA, Itália, Espanha, Austria, Israel, Romania, Bulgária, Montenegro, Grécia, México, Uruguai, Argentina, entre outros. Foi vencedor do prêmio Carlos Gomes Regete de Ópera (2012, 2011 e 2009). Venceu também Universo da Ópera e Espetáculo do ano. Marcelo de Jesus - Maestro Graduado em piano, composição e regência pela UNESP, Marcelo de Jesus é um dos mais atuantes regentes brasileiros. Após anos de atuação no Theatro Municipal de São Paulo e Theatro Municipal do Rio de Janeiro como pianista e maestro assistente, assumiu a convite do maestro Luiz Fernando Malheiro o posto de regente titular da Orquestra de Câmara do Amazonas e maestro adjunto da Amazonas Filarmônica. Merecem destaque suas atuações na Ópera da Colômbia, e à frente da Amazonas Filarmônica, Orquestra Experimental de Repertório, Orquestra Sinfônica de Sergipe, Orquestra Sinfônica do Espírito Santo, Sinfônica de Rosário, Milano Classica, Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, Orquestra Filarmônica de Goiás e Orquestra Sinfônica Brasileira como maestro convidado. Em 2016, no "Rock in Rio" regeu o concerto "Amazonia Live" com a participação de Placido Domingo e Ivete Sangalo. Em 2017 participou da Temporada Lírica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com as ópera "Jenufa", de Leos Janacek e "Tosca", de Giacomo Puccini. Em 2018 participou da Temporada De Concertos da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, sendo um dos concertos todo dedicado à obra do compositor Carlos Gomes. Aline Gurgel – Produtora Executiva Produtora executiva há mais de 10 anos, passou por diversas áreas como corporativo, social e cultural. Formada em Eventos com especialização em Marketing pela UAM e Gestão de Projetos pela ESALQ - USP. Foi coordenadora de produção do Festival de Inverno de Campos do Jordão por quase 10 anos, atuou como gerente do departamento técnico da Fundação OSESP, Festival de Ópera de Ouro Preto, turnês passando pela Europa, EUA e China além de trabalhar em diversos núcleos culturais como MASP, Theatro São Pedro, Santa Marcelina Cultura, OSESP, entre outros. Pedro Guida – Diretor de Produção Estudou música na USP. Consultor artístico para o Theatro Municipal de São Paulo, auxiliando na escalação de artistas da temporada de ópera e sinfônica em 2022, 2023 e agora para 2024. Entre 2011 e 2019, foi assistente de produção, produtor executivo e assessor artístico. Trabalhou nas gestões dos Maestros Abel Rocha, John Neschling e Roberto Minczuk. Esteve envolvido em mais de 60 produções de ópera e dezenas de concertos e balés. Trabalhou com os maestros Jader Bignamini, Luiz Fernando Malheiro, Christian Arming, Jacques Delacote, Alain Guingal, diretores e coreógrafos como Giancarlo del Monaco, Marco Gandini, Stefano Poda, Jorge Takla, Daniele Abbado, Alexander Ekman. Foi artist liaison em dois espetáculos da La Fura dels Baus em São Paulo, pelo TMSP e produziu o palco "orquestra" na virada cultural de 2012. Giorgia Massetani – Coordenadora de Cenografia Atua em diversas frentes criativas: é cenógrafa, figurinista, pintora de arte e ilustradora. Nascida na Itália, formou-se em Cenografia pela Academia di Belle Arti di Firenze, especializando-se em técnicas plásticas para cenografia teatral. Iniciou sua carreira como cenógrafa na Cia. Vieni Tela Racconto e na Cia Dell'Atto Comico, em 2008, com espetáculos infantis, exibidos no Festival Internazionale del Teatro di Strada, Mercantia (Certaldo, IT), ABC Festival, Apriti Borgo (Campiglia Marittima, IT). Suas primeiras experiências em ópera aconteceram no Maggio Musicale Fiorentino (Florença, IT) e no Festival Pucciniano de Torre Del Lago (Toscana, IT). Em 2012, participou pela primeira vez do Festival Amazonas de Ópera, em Manaus, como assistente de cenografia para o Ateliê La Tintota, na ópera Lulu de Alban Berg. De lá para cá, já esteve em oito edições do festival como cenógrafa residente e um dos coordenadores de produção cênica. Vivendo em São Paulo desde 2011, também criou cenários para peças teatrais e opera. Entre os trabalhos mais recentes, fez a pintura de arte para a peça A verdadeira história do Barão, da Cia. Cênica Nau de Ícaros, de 2019, Coordenadora de pintura dos musicais Noviça Rebelde, Annie, Billy Elliot e A Fabrica de Chocolate para o Atelie de Cultura/ Artium Produçoes Culturais. De 2014 a 2017, foi cenógrafa residente e responsável pela central técnica de produção do Theatro São Pedro. Assinando óperas como: O Espelho, Gianni Schicchi, Il Noce di Benevento. Nesse período, também fez a direção de cena e cenografia dos espetáculos: Onde vivem os monstros, ópera de Oliver Knussen a partir da história de Maurice Sendak, e Três sombreros de copa, ópera de Ricardo Llorca. Entre 2017-2018 colaborou como cenógrafa para o Festival de Opera Colonia de Juiz de Fora para a operas barroca Il Ballo dele Ingrate e zarzuela Vendado es Amor, No es Ciego. Como ilustradora, já teve seu trabalho publicado em livros infantis, e colabora regularmente para as revistas Piauí e Le Monde Diplomatique Brasil. Entre os últimos trabalhos de cenografia realizados: Alma de Claudio Santoro, O Perú de Natal de Leonardo Martinelli com libreto de Jorge Coli, A Caixa Magica de Natal e Menino Maluquinho de Matheus Sabba, Play Becket com direção de Mika Lins, Viva la Mamma com direção de Julianna Santos, Dido e Eneas por William Pereira para o Theatro São Pedro e Il Barbiere di Siviglia para o Teatro Municipal de Rio de Janeiro. É sócia fundadora da Casa Malagueta Serviços de Cenotecnia e Cenografia Ltda. Haroldo Constanzo – Diretor Técnico Diretor técnico, produtor e gestor operacional, tendo atuado no teatro Alfa (SP) por 24 anos (1998 a 2022) participando de inúmeras produções de dança, musicais, óperas, circos e eventos corporativos que por lá passaram. Como coordenador técnico, participou de 7 edições do Festival Internacional de Inverno de Campos de Jordão (2005 a 2012), duas edições do festival de dança "Boticário na Dança" (2014 e 2015), 1 edição do Festival Vermelhos de Ilhabela (2022) e atuou como diretor técnico e cênico para o 64º Prêmio Jabuti de literatura (2022), além de acompanhar inúmeros artistas e companhias de dança em turnês nacionais e internacionais ao longo destes anos.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.