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Exposição individual do aquarelista, gravador, pintor, professor e arquiteto Ubirajara Ribeiro (São Paulo,1930 _ 2002), reunindo 79 trabalhos realizados a partir do final da década de 1950 até os anos 1990. A seleção das obras, feita por Maria Izabel Branco Ribeiro com o apoio de Iris Di Ciommo, busca evidenciar o elemento gráfico como base da produção de Ubirajara, e suas manifestações em diferentes técnicas ao longo dos mais de 40 anos de atividade do artista.
Não se aplica.
Objetivo Geral: Valorizar e preservar um conjunto de obras da coleção de Yolanda e Loryen Bessa, numa mostra que aborda o desenho como ponto de parptida para a realização de gravuras, pinturas e objetos. Objetivos Específicos: Apresentar ao público, ao longo de dois meses, múltiplas facetas de Ubirajara Ribeiro que evidenciam as manifestações do elemento gráfico em técnicas variadas - gravuras, objetos, desenhos, através de 79 obras produzidas pelo artista desde o final da década de 1950 até o final da década de 1990. Produzir um catálogo da exposição (1.000 exemplares) com imagens das obras e textos sobre o trabalho do artista.
Os trabalhos selecionados para esta exposição integram uma coleção privada e sua realização torna esse importante legado cultural acessível ao público. A obra de Ubirajara apresenta diversas facetas: execução primorosa, construção, proximidade da Pop Arte brasileira e da cultura popular. Crítica, ironia, irreverência, observação da realidade e reflexões sobre a própria arte aparecem com frequência em seu trabalho. Zanini e Evandro Jardim concordaram em reconhecer o elemento gráfico como base da produção do artista. Além da prática do desenho ter sido constante desde os anos 1940 a linha está presente de modo afirmativo em pinturas, aquarelas, gravuras, colagens e objetos. Está também na estrutura compositiva e na definição de texturas. Ganha corpo no rastro deixado pelo pincel, no sarrafo de madeira de um objeto e em sulcos deixado pelo buril sobre a placa de cobre. É também traduzido pela inserção de poemas, jogos de palavras e caligrafia fantástica em imagens. O projeto se enquadra nos seguintes incisos I e III do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3º da Lei 8313/91):II - fomento à produção cultural e artística, mediante:e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres.
Diretrizes Curatoriais A obra de Ubirajara apresenta diversas facetas: execução primorosa, construção, proximidade da Pop Arte brasileira e da cultura popular. Crítica, ironia, irreverência, observação da realidade e reflexões sobre a própria arte aparecem com frequência em seu trabalho. Zanini e Evandro Jardim concordaram em reconhecer o elemento gráfico como base da produção do artista. Além da prática do desenho ter sido constante desde os anos 1940 a linha está presente de modo afirmativo em pinturas, aquarelas, gravuras, colagens e objetos. Está também na estrutura compositiva e na definição de texturas. Ganha corpo no rastro deixado pelo pincel, no sarrafo de madeira de um objeto e em sulcos deixado pelo buril sobre a placa de cobre. É também traduzido pela inserção de poemas, jogos de palavras e caligrafia fantástica em imagens. Este projeto tem como objetivo a seleção de obras da coleção de Yolanda e Loryen Bessa, em que estejam evidentes as diversas manifestações do elemento gráfico em diferentes técnicas e de vários momentos de seu percurso. Ubirajara Ribeiro Os mais de 40 anos de atividade Ubirajara Ribeiro (São Paulo,1930 – 2002) como professor, arquiteto e artista, foram responsáveis pelo seu legado cultural. Lecionou em cursos de Artes e Arquitetura na Universidade Mackenzie e na Fundação Armando Alvares Penteado. Formado em 1954 pela Universidade Mackenzie, atuou como arquiteto até 1976. Dentre os projetos de sua autoria estão residências, a catedral presbiteriana de Brasília, a Refinaria de Mataripe em Salvador, o plano-diretor de Campos de Jordão, o Departamento de Engenharia Elétrica da Poli-USP (colaboração), do Quartel General em São Paulo (colaboração) e em companhia de Walter Maffei, o plano da montagem da 11ª. Bienal de São Paulo, em 1971. Após 1976 dedicou-se exclusivamente às artes e à docência. Como artista, teve produção vasta e plural. Já em 1956 participava de exposições coletivas e sua primeira individual aconteceu em 1960. A diversidade de sua obra está nos meios utilizados (desenhos, gravuras, aquarelas, colagens, pinturas e objetos), na linguagem e temática abordada. Ubirajara Ribeiro se reconhecia como autor de peças únicas compondo séries, aspectos responsáveis pelo estabelecimento de redes de relações entre diversos momentos de seu trabalho. O acervo pertencente à Yolanda e Loryen Bessa (respectivamente viúva e filha do artista) reúne itens significativos de seu percurso. A mostra permitirá apresentar às novas gerações um autor com visão instigante da arte. A observação de sua produção ao longo de quatro décadas deixará evidente seus conceitos plásticos e seu lugar dentro da cena artística brasileira. Identificará as alterações e permanências em seu trabalho, adequações às novas situações e suas motivações. Evidenciará seu conhecimento da tradição pictórica, seu gosto pela experimentação, diálogos com a literatura e com a história da arte. A crítica de arte apontou Ubirajara como um dos primeiros artistas brasileiros próximos às propostas da Pop Arte, pelo uso da linguagem publicitária e da cultura de massa. Porém a ironia, crítica e alusões à cultura popular, apontam vínculos com a Nova Figuração francesa. Sua participação na exposição Propostas 65 em São Paulo comprovam seu alinhamento com a postura e buscas dos jovens artistas brasileiros de então, de acordo com os conceitos da Nova Objetividade, depois formulados por Oiticica. Dizia ter aproximado intuitivamente de tal caminho em fins da década de 1950 ao retornar da Bahia e sentir-se desmotivado no ambiente paulistano. A lembrança de explorar o passado na paisagem de Salvador, levou seu olhar a aspectos de deterioração na realidade urbana de São Paulo: objetos velhos, restos de móveis e peças de ferro velho. Interesse compartilhado com os jovens artistas paulistas frequentadores do Instituto dos Arquitetos. Esses aspectos perduraram nas décadas seguintes. O hábito de Ubirajara ter produzido séries temáticas e facilita a tarefa de curadoria. Evidência do desenho como base de seu trabalho foi utilizada como fio condutor para a analisar recorrências e alterações de sua produção ao longo do tempo.
Produto exposição: conforme lista de obras anexa. Produto catálogo: 108 páginas. Capa em MASTERBLANK 270g com orelha (costurado), miolo em EUROBULK 150g. Tamanho fechado 23cm x 21cm, aberto 76,9cm x 21cm. Cadernos costurados, tiragem de 1.000 unidades.
Acessibilidade Física – o salão expositivo da Fundação Stickel se localiza no térreo (nível da rua), sendo acessível para cadeirantes e/ou pessoas com mobilidade reduzida. Acessibilidade de Conteúdo – as obras e o percurso expositivo contarão com audiodescrição.
Produto - Exposição: A visitação à exposição é gratuita (de segunda a sábado). Como forma de ampliação ao acesso, a Fundação possui um projeto educativo para visitas de escolas onde disponibiliza ônibus para o transporte dos alunos e oferece um lanche ao final da visita. Para o período da exposição, serão organizadas visitas de 14 grupos com até 20 participantes cada. Produto - Catálogos: Os catálogos produzidos serão distribuídos gratuitamente aos visitantes da exposição.
Maria Izabel M. R. Branco Ribeiro - curadora. Mestrado e Doutorado em História da Arte (ECA-USP, 2001), Professora de História da Arte em cursos de Graduação e Pós-Graduação da FAAP ( SP) desde 1989 até o presente. Atividades anteriores de pesquisa e curadoria no MAM-SP e no MAC-USP. Foi diretora do MAB-FAAP, SP entre 1995 e 2016. Faz curadoria de exposições e pesquisas sobre arte brasileira, museus e coleções. Iris Di Ciommo - assistente de curadoria e designer. Arquiteta formada pela FAUUSP, com pós –graduação em História da Arte pela FAAP e mestrado em Artes Visuais pela UNICAMP, professora nos cursos de Graduação e Pós-Graduação da FAAP-SP. Sócia fundadora do Estúdio de Criação, escritório que desenvolve projetos editoriais, de identidade corporativa, arquitetura de interiores e design têxtil. Na área editorial coordenou pesquisas e realizou projetos gráficos para mais de vinte livros. Fundação Stickel - proponência, produção executiva e gestão administrativo-financeira do projeto. A Fundação Stickel é uma instituição sem fins lucrativos com mais de 65 anos de história. Desde 2012, seu lema é “ARTE TRANSFORMA”. Desenvolvem ações que despertam a curiosidade, a criatividade e o sentimento de pertencimento através de cursos gratuitos, palestras, exposições, publicação de livros e fomento a artistas. Tem por missão transformar a sociedade brasileira por meio da arte, com ética, transparência e respeito aos processos de aprendizado. Queremos que a jornada da inclusão sociocultural desperte novos potenciais em jovens e adultos para que se tornem agentes dessa transformação. Fernando Diederichsen Stickel - diretor artístico. Arquiteto, artista plástico e fotógrafo, graduou-se pela FAU-USP em 1973 e concluiu em 2009 MBA em Gestão e Empreendedorismo Social pela FIA/CEATS. Indicado para receber a bolsa CAPES/FULBRIGHT de especialização em artes nos EUA, morou em New York em 1984/85. Em 2004, assumiu a presidência da Fundação Stickel, posto que ocupa até hoje. Ministrou aulas de desenho de observação em seu atelier na Vila Olímpia por 20 anos. Como artista participou de inúmeras exposições individuais e coletivas, e publicou 3 livros: “Clássicos” (fotos) pela Editora Madalena em 2020; “Vila Olímpia” (fotos), pela Editora Terceiro Nome em 2006 e “aqui tem coisa” (poesias e desenhos) pela Editora DBA em 1999. Mantém desde 2003 seu blog “aqui tem coisa”.
PROJETO ARQUIVADO.