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PRONAC 246751Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

FESTIVAL DE CAPOEIRA DA BAHIA: ANCESTRALIDADE E RESISTÊNCIA

TROPOS CULTURA E ARTE LTDA
Solicitado
R$ 1,02 mi
Aprovado
R$ 1,02 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Salvaguarda do patrimônio cultural imaterial
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Festivais/Mostras
Ano
24

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2025-01-06
Término
2025-06-06
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

O Festival de Capoeira Ancestralidade e Resistência contará a história da capoeira desde as raízes até se tornar patrimônio imaterial da humanidade. Nele, teremos ações de promoção de espaços de vivências, oficinas, debates, intervenções artísticas, exposição fotográfica, apresentações musicais e homenagem aos mestres griôs. Montaremos uma "cidade da capoeira"com características próprias, incluindo estímulos sensoriais, como aspectos cenográficos, ambientação com água de cheiro, desfile de moda e feira de produtos da capoeira. Reuniremos, ainda, capoeiristas de diversas localidades do país, de todas as idades e praticantes de todas as linhagens e segmentos.

Sinopse

O Festival de Capoeira Ancestralidade e Resistência nasceu para contemplar as múltiplas dimensões da capoeira. As atividades definidas pelo corpo de curadoria estão pautadas pelos segmentos distribuídos em seis eixos temáticos transversais garantindo uma abordagem abrangente e integrada que caracterizam a Cidade da Capoeira. São eles: Capoeira tem Ancestralidade: eixo dedicado à salvaguarda e reverência aos mestres (as) griôs, guardiões da nossa ancestralidade. Contempla a Homenagem aos mestres(as) antigos(as), vivências, oficinas e a Roda do Século.Capoeira tem Resistência: eixo dedicado a debates, reflexões e sistematização de pensamentos. Contempla rodas de conversa, encontro sobre protagonismo feminino na capoeira e o encontro de pesquisadores da capoeira.Capoeira tem Criatividade: eixo dedicado ao empreendedorismo da Capoeira. Contempla a Feira Cultural que abrange artesanato e demais produtos da Capoeira, gastronomia ancestral e o “Desfile-manifesto: Capoeira tem Estilo”.Capoeira tem Magia: eixo dedicado à musicalidade. Contempla um concurso de músicas autorais para os compositores da capoeira - "A Coisa Bonita Que Eu Acho", um festival de música com atrações regionais que dialogam com o universo da capoeira e demais ações ligadas a musicalidade durante o Festival.Capoeira tem Erê: eixo dedicado à participação das crianças e ao papel pedagógico da capoeira. Contempla o campeonato de participação infantojuvenil - Ubuntu, roda de conversa e a construção Espaço Erê.Capoeira tem Diversidade: eixo transversal dedicado à heterogeneidade da Capoeira nos seus mais variados aspectos, desde a questão etária, física, motora, de mobilidade e consciência corporal, orientação sexual e identidade de gênero na Capoeira. Contempla roda de conversa, ações educativas, Espaço de Consciência Corporal e a construção de um conceito da diversidade inclusiva dentro da Cidade da Capoeira.

Objetivos

OBJETIVO GERAL Realizar o Festival de Capoeira: Ancestralidade e Resistência na cidade de Salvador-BA. O evento contará a história da capoeira desde as raízes até se tornar patrimônio imaterial da humanidade. Nele teremos ações de promoção de espaços de vivências, intercâmbio, debates, pesquisa, economia criativa, intervenções artísticas e atividades de formação. Montaremos uma "cidade da capoeira" com características próprias, incluindo estímulos sensoriais. O evento tem como objetivo promover ação de salvaguarda da nossa arte genuinamente afro-brasileira - a Capoeira. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: FESTIVAL: > Realizar o lançamento do Festival em 01 evento prévio; > Realizar mobilização em, pelo menos, 10 grupos praticantes de capoeira em todo o país - Caravanas CMB; > Montar uma Cidade da Capoeira com 04 dias de festival; > Realizar 02 rodas de conversa/encontros temáticos durante o festival; > Realizar o Festival de Músicas Autorais da capoeira intitulado "A Coisa Bonita que Eu Acho", durante o festival; > Realizar o desfile de moda com intervenções artísticas intitulado "Capoeira Tem Estilo _ Desfile Manifesto", durante o festival; > Realizar uma Feira Cultural para comercialização de produtos da capoeira e de gastronomia contemplando ao menos 20 microempreendedores durante o festival; > Executar encerramento do festival com a roda dos mestres griôs _ "Roda do Século" > Receber e homenagear 20 mestres e sábios da cultura popular, reconhecidos regionalmente, nacional e internacionalmente, durante o festival; > Alcançar o número de 3.500 participantes no Festival; > Realizar o torneio Infanto-juvenil da capoeira, intitulado ‘Ubuntu"; > Realizar 01 exposição fotográfica na Cidade da Capoeira; ENCONTROS: 3 atividades > Realizar 01 Encontro de Pesquisadores da Capoeira durante o festival: >> Trazer 10 mestres e pesquisadores de outras localidades fora da Bahia. >> Trazer 30 mestres e pesquisadores de todas as regiões da Bahia. > Realizar 01 Encontro sobre o Protagonismo Feminino na Capoeira durante o festival: >> Trazer 10 capoeiristas mulheres de outras localidades fora da Bahia >> Trazer 30 capoeiristas mulheres de todas as regiões da Bahia; > Realizar 01 Encontro Capoeira tem Diversidade: OFICINAS: 8 atividades > Oferecer 08 oficinas com Mestres de Capoeira durante o festival; APRESENTAÇÕES MUSICAIS: 4 dias > Realizar 04 apresentações musicais durante festival;

Justificativa

O Festival de Capoeira Ancestralidade e Resistência é um projeto que busca promover uma ação de salvaguarda da capoeira numa perspectiva ancestral, contribuindo para preservar esse bem imaterial do patrimônio cultural brasileiro. Tem como objetivo fazer a defesa da cultura popular, sobretudo, a de origem afro-brasileira, chamando atenção para a realidade dos nossos griôs, guardiões da nossa ancestralidade que padecem, até hoje, dos mesmos males que fizeram Mestres Pastinha e Bimba obterem o reconhecimento somente póstumo às suas vidas. Tudo isso em consonância com o art. 01 da Lei 8.313/91 (Programa Nacional de Apoio à Cultura - Pronac/MINC), que prevê os seguintes itens: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; O projeto é gratuito e promove caravanas de mobilização em grupos de capoeira em todo o país. É realizado por profissionais da cultura e agentes da capoeira locais, da cidade notadamente referência internacional da capoeira III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro". Notadamente uma expressão que possui suas raízes fincada no Estado da Bahia, no Decreto Estadual de no 10.178 de 11 de dezembro de 2006 o estado reconhece e promove o tombamento do bem de valor cultural: "O VICE-GOVERNADOR, NO EXERCÍCIO DO CARGO DE GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições, à vista do disposto na Lei no 8.895, de 16 de dezembro de 2003, e considerando os elementos constantes do Processo no 0100060038567, (...), DECRETA Art. 1o - Fica tombada a Capoeira, como bem imaterial do Estado da Bahia. Art. 2o - O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia - IPAC, autarquia vinculada à Secretaria da Cultura e Turismo, fica autorizado a adotar as providências que se fizerem necessárias ao cumprimento deste Decreto. " Formação, fruição, entretenimento e troca de saberes são a espinha dorsal desta iniciativa. Realizar este evento pioneiro também é um passo importante para a diminuição das desigualdades, ao combate ao preconceito, ao racismo e à valorização deste patrimônio nacional e mundial que é a Capoeira e que historicamente vem resistindo às diversas formas de opressão. Levando em consideração que a primeira política pública para a Capoeira foi a criminalização, colocando-a no Código Penal Brasileiro em 1890, a realização deste evento se insere num contexto de reparação do Estado e da sociedade brasileira. O projeto também condiz com o artigo 03 da Lei 8.313/91, quando: I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante: b) concessão de prêmios a criadores, autores, artistas, técnicos e suas obras, filmes, espetáculos musicais e de artes cênicas em concursos e festivais realizados no Brasil; Durante o Festival acontece o concurso de música autoral, intitulado "A Coisa Bonita que Eu Acho", nele são oferecidos prêmios. Também ocorre a premiação em homenagem aos mestres griôs de Capoeira, com 70 anos ou mais, em atividade. d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023) Grupos de Capoeira com turma infantojuvenil são participantes do "Campeonato Ubuntu", que ocorre durante o Festival. São convidados e dispõem de treinamento e logística para a apresentação. II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; Na Cidade da Capoeira, espaço lúdico de ambientação do Festival, ocorre exposição de fotografia de Capoeira, concurso de música autoral, desfile de moda de produtos da capoeira, feira de artesanato e produtos da capoeira, festival de música e roda de capoeira com mestres e mestras griôs mais antigos(as). IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos: O acesso será gratuito, mediante inscrição prévia em formulário online e presencial, disponibilizado nos grupos de capoeira. b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; No Festival acontece um encontro acadêmico com pesquisadores da Capoeira.

Estratégia de execução

I Festival de Capoeira: ancestralidade e resistência - 2022 Marcado pela fusão de diversas vertentes da Capoeira, o I Festival de Capoeira: ancestralidade e resistência plantou uma semente para a construção de um novo pensamento coletivo na comunidade capoeirística, com ações afirmativas para promover a valorização e o reconhecimento dos mestres e mestras griôs; lutar por políticas públicas efetivas para o segmento; desenvolver o empreendedorismo, a economia criativa e a formação de centenas de capoeiristas. O I Festival apresentou cinco eixos temáticos estruturantes: Capoeira tem Ancestralidade: dedicado em promover o reconhecimento e a valorização dos mestres e mestras griôs. Coordenador: Mestre Tonho Matéria. Capoeira tem Resistência: promoveu o debate sobre a Capoeira enquanto objeto de estudo no campo acadêmico e na produção científica. Coordenadora: Capoeirista Ábia França. Capoeira tem Criatividade: debateu o empreendedorismo, a moda e o artesanato da Capoeira. Coordenadora: Contramestra Princesa. Capoeira tem Erê: realizou um campeonato para a participação exclusiva de crianças e adolescentes. Coordenador: Mestre Balão. Capoeira tem Magia: dedicado ao entretenimento e ao papel da musicalidade na Capoeira. Coordenador: Contramestre Dainho Xequerê. Realizado de forma híbrida (presencial e virtualmente), entre os dias 10 e 13 de março de 2022, logo após a pandemia da COVID-19 quando a população mundial ainda retomava as atividades presenciais com cautela, o evento ocupou diversos espaços arquitetônicos e culturais do Centro Histórico de Salvador, como a Igreja do Rosário dos Pretos; o Forte da Capoeira; o Museu da Casa dos Sete Candeeiros, a Casa do Benin, a Sede do Bloco Filhos de Gandhy; o Centro Estudos dos Povos Afro-índio-americanos (Cepaia); a Praça da Cruz Caída, o Largo Tereza Batista e o Restaurante Cantina da Lua. Mais de 2 mil pessoas, entre capoeiristas e não-capoeiristas, amantes da cultura afro-brasileira, pesquisadores da Capoeira, autoridades e personalidades baianas, circularam pelo Centro Histórico da cidade para debater assuntos ligados à Capoeira, trocar experiências sobre cultura ancestral, arte, educação, esporte, luta, musicalidade, empreendedorismo, direito das mulheres, dança, moda, políticas públicas efetivas, e tantos outros temas que permeiam a nossa cultura afro-brasileira, desde seu surgimento no século XVII, que são levados à roda até os dias atuais. O Festival se destacou como um evento de sucesso, promovendo o fortalecimento da Salvaguarda da Capoeira na Bahia sob uma perspectiva afrocentrada, o respeito às mulheres fora e dentro das Rodas de Capoeira, a troca de experiências e vivências com mestres e mestras griôs, além de incentivar o empreendedorismo e o entretenimento, ligados à arte afro-brasileira, gerando renda e empregos informais para a comunidade da capoeira e do entorno do Centro Histórico de Salvador. Foram quatro dias com diversas ações, como oficinas, rodas de conversa, encontros temáticos, performances de dança e poesia, desfile de moda, feira de produtos e artesanato da capoeira, shows e muitas Rodas de Capoeira. Esse sucesso foi resultado do trabalho coletivo de várias pessoas, organizações e empresas públicas e privadas que acreditaram no projeto do Capoeira em Movimento Bahia (CMB). 2º Festival de Capoeira Ancestralidade e Resistência - Gingando pelo Mundo - 2024 O 2º Festival de Capoeira Ancestralidade e Resistência - Gingando pelo Mundo, realizado nos dias 2 a 5 de maio deste ano em Salvador, transformou o Complexo da Biblioteca Central do Estado da Bahia na Cidade da Capoeira. Foram mais de 70 horas de programação com oficinas, vivências, rodas de conversa, homenagens aos mestres griôs, moda, artesanato, gastronomia, empreendedorismo, musicalidade, protagonismo feminino, intervenções artísticas, esportivas e culturais, além de muitas Rodas de Capoeira. Sinergia. Esta é a palavra que descreve o 2º Festival. Capoeiristas de diversos segmentos, grupos e associações participaram do evento, fruto da semente plantada durante o 1º Festival, realizado em março de 2022, que gerou bases sólidas para a construção de uma nova consciência coletiva na comunidade capoeirística. O evento foi marcado por ações afirmativas e inclusivas destinadas a reconhecer, salvaguardar e valorizar a Capoeira e seus mestres e mestras griôs, ao mesmo tempo, que celebrou a arte da Capoeira e reafirmou seu papel fundamental na identidade cultural do povo brasileiro ao reunir Mestres e Mestras, capoeiristas, pesquisadores e pesquisadoras, representantes dos poderes públicos, personalidades baianas, amantes da cultura afro-brasileira e diversos saberes. Diante da necessidade de ampliar as ações para atender uma demanda do mundo capoeirístico para ampliar o seu campo de luta e atuação, em 2024, o 2º Festival acrescentou dois novos eixos temáticos. São eles: Capoeira tem Ancestralidade: dedicado em promover o reconhecimento e a valorização dos mestres e mestras griôs. Coordenador: Mestre Tonho Matéria. Capoeira tem Resistência: promoveu o debate sobre a Capoeira enquanto objeto de estudo no campo acadêmico e na produção científica. Coordenadora: Mestra Janja. Capoeira tem Criatividade: debateu o empreendedorismo, a moda e o artesanato da Capoeira. Coordenadora: Mestra Princesa. Capoeira tem Erê: realizou um campeonato para a participação exclusiva de crianças e adolescentes. Coordenador: Mestre Zambi. Capoeira tem Magia: dedicado ao entretenimento e ao papel da musicalidade na Capoeira. Coordenador: Contramestre Dainho Xequerê. Capoeira tem Diversidade: Eixo transversal dedicado à diversidade e inclusão, abordando aspectos como etarismo, mobilidade, consciência corporal, orientação sexual e identidade de gênero. Coordenadora: Experimenta de DiAlabama. Capoeira tem Ginga pelo Mundo: Eixo que contempla a construção internacional do evento com troca de experiências e integração entre capoeiristas de diversas partes do mundo. Coordenador: Mestre Cachaça. A capital baiana recebeu, pela primeira vez na história, a “Cidade da Capoeira” com cores, cheiros, sons e sabores. Instalada no Complexo da Biblioteca Central da Bahia, conhecida como Biblioteca dos Barris, representou bem a essência do Festival “Ancestralidade e Resistência”. Inaugurada em 1811, é a primeira Biblioteca Pública do Brasil e da América Latina, e um dos principais pontos culturais de Salvador. Durante quatro dias, a Cidade da Capoeira ocupou o Complexo com atividades simultaneamente na Biblioteca, na sala Walter da Silveira e no Espaço Xisto, proporcionando um mergulho profundo no universo da Capoeira com oficinas, vivências, debates, capacitações, desfile de moda, feira cultural, gastronomia, performances artísticas, shows e muitas Rodas de Capoeira. Uma experiência sensorial que tem até um cheiro específico, um aroma feito com ervas especiais e criado especialmente para o evento. O evento reuniu mais de 2 mil pessoas, entre mestres e mestras da Capoeira e da cultura popular, que compartilharam suas experiências, técnicas e saberes. Além de figuras proeminentes da política e da academia, artistas, estudantes, pesquisadores, turistas e importantes representantes da Capoeira local, nacional e internacional também estiveram presentes, enriquecendo ainda mais o intercâmbio cultural e o debate durante o evento. O 2º Festival promoveu um aumento de pessoas considerável circulando o bairro dos Barris, potencializando o comércio local e criando dezenas de empregos informais para capoeiristas, comerciantes e trabalhadores da região.

Especificação técnica

O FESTIVAL O 3º Festival de Capoeira Ancestralidade e Resistência será ambientado na "Cidade da Capoeira", um espaço dedicado ao estudo, prática e, principalmente, à valorização dos mestres e mestras griôs e à preservação da Capoeira com seus aspectos culturais, históricos e sociais. Cores, cheiros, sons, sabores e ambientes cenográficos acessíveis levarão os participantes a uma verdadeira experiência sensorial do mundo capoeirístico. O evento contará, entre outras atividades, com oficinas; vivências; encontros de pesquisadores, de mulheres capoeiristas, de Pcd's; rodas de conversa, concurso de música autoral, feira cultural e gastronômica, shows, apresentações culturais, campeonato infantojuvenil, desfile-manifesto de moda e claro, rodas de Capoeira. A entrada será gratuita mediante inscrição on-line. Haverá um ingresso social, onde capoeiristas e interessados na cultura afro-brasileira poderão participar de toda a programação mediante a doação de um quilo de alimento não perecível no primeiro acesso à "Cidade da Capoeira". Este alimento será trocado por uma pulseira de acesso para todos os dias do evento. Os alimentos arrecadados serão doados para associações, escolas e grupos de Capoeira. CERIMÔNIA DE ABERTURA A cerimônia de abertura será marcada por uma Missa Ecumênica, onde, no momento do ofertório, os Mestres e Mestras de Capoeira entregarão os instrumentos que compõem a Roda de Capoeira (berimbaus, atabaque, pandeiro e agogô) para serem abençoados, pedindo licença aos ancestrais para dar início ao Festival. Em seguida, será realizada a Roda de Capoeira de Abertura na Praça Terreiro de Jesus. A entrada será gratuita, sujeita à lotação do espaço. AÇÕES E ATIVIDADES NA CIDADE DA CAPOEIRA Ações permanentes Feira Cultural e Gastronômica: tem o objetivo de incentivar a economia criativa do artesanato relacionado à Capoeira e à Economia Solidária, promovendo geração de renda, troca de experiências e a preservação da cultura e da história afro-brasileira. A Feira deverá reunir de 15 a 30 expositores.Barracão do Mestre Waldemar: inspirado nas principais características do espaço do Mestre Waldemar (importante baluarte da Capoeira Angola) para proporcionar aos visitantes uma experiência imersiva, celebrando a rica herança cultural deixada pelo grande mestre.Espaço Erê: espaço específico para crianças, com atividades culturais e educativas inspiradas nas tradições africanas, incluindo contação de histórias, apresentações musicais, cantigas de roda e de Capoeira, espaço de leitura e diversas brincadeiras. O objetivo do espaço é ensinar a história, saberes e tradições dos povos africanos.Espaço Consciência Corporal: espaço que oferece uma série de cuidados corporais com profissionais especializados, como atendimentos fisioterapêuticos, massagens, orientação sobre lesões, reabilitação e prevenção tanto para capoeiristas quanto para não-capoeiristas. Exposição Fotográfica: tem o objetivo de promover a valorização e o reconhecimento dos Mestres e Mestras griôs que participaram das duas edições do Festival (2022 e 2024). A exposição contará com um grupo de curadoria e fotografias de Alex Sander Andrade. Rodas de Conversa Roda de Conversa Ancestralidade e Resistência: atividade que promove o debate sobre a importância de salvaguardar, promover e valorizar mestres e mestras griôs e a Capoeira como elemento transformador. A atividade é composta por mestres, mestras e personalidades envolvidos com a temática que será discutida.Roda de Conversa História Cantada do Recôncavo: atividade com destaque para a importância cultural da cidade de Santo Amaro da Purificação (BA) e região para a Capoeira, onde os mestres Adó, Ivan e Dimas “cantam as histórias e causos” do Recôncavo Baiano. A atividade conta com convidados do cenário da música baiana.Encontros Encontro sobre o Protagonismo Feminino na Capoeira: visa celebrar e fortalecer o papel da mulher dentro e fora da Capoeira, destacando sua luta, história, ancestralidade e saberes. A atividade conta com oficinas e vivências, rodas de conversa e apresentações artísticas. Encontro Capoeira tem Diversidade: aborda a perspectiva da Capoeira como meio de educação transformadora, de inclusão e de melhora da qualidade de vida de pessoas com deficiência (PcD's). A atividade conta com oficinas e vivências, rodas de conversa e apresentações artísticas. Encontro de Pesquisadores e Pesquisadoras da Capoeira: dedicado à exploração e discussão das múltiplas abordagens da Capoeira na comunidade acadêmica com foco nas apresentações das pesquisas e nas valiosas trocas entre pesquisadores/as das mais diversas áreas do conhecimento como saúde, educação, sociologia e em temas que destacam a presença e força da Capoeira na Bahia. A participação será gratuita, mediante inscrição em formulário online específico do encontro. Campeonato Infantojuvenil de Capoeira - Ubuntu: o campeonato reforça o espírito de competição saudável no esporte ao distribuir medalhas para todas as crianças, valorizando as tradições, o espírito esportivo, o aprendizado e a amizade. A participação será gratuita, mediante inscrição em formulário online específico do campeonato. Quantidade de vagas: a definir. Oficinas e VivênciasDurante o Festival serão realizadas 04 oficinas e 04 vivências com mestres e mestras de Capoeira reconhecidos nacional e internacionalmente. Cada atividade, que pode ser aula prática, musicalidade e/ou contação de histórias e “causos” da Capoeira, tem em média 50 minutos de duração, com atividades passadas exclusivamente através da oralidade, uma marca da Capoeira. Quantidade de vagas: a definir. Concurso de Cantigas Autorais O concurso visa reconhecer, promover e premiar compositores que enriquecem o repertório da Capoeira com novas músicas de diversos estilos, como a ladainha, o corrido, a quadra e a chula. Os critérios de julgamento abrangem: qualidade musical, qualidade poética e temas abordados nas cantigas. Durante o processo de seleção, será avaliado pelo júri se as letras têm palavras pejorativas ou algum discurso discriminatório, seja ele racista, machista ou sexista, reafirmando o compromisso do Festival com a promoção da igualdade, respeito e diversidade. A participação será gratuita, mediante inscrição em formulário online específico do concurso. Premiação para 1º, 2º e 3º lugar. Quantidade de participantes: 20. Shows e intervenções artísticas Durante o evento são realizados os festivais de Samba Reggae e de Samba, que além de trazer grandes nomes da música baiana com repercussão nacional como o Olodum, Filhos de Gandhy e Tonho Matéria, promove a cultura afro-brasileira com apresentações de Samba de Roda, Puxada de Rede e Maculelê. Desfile-manifesto Capoeira tem EstiloO Desfile-manifesto integra moda, capoeira, teatro de rua, dança, poesia com o objetivo de potencializar o empreendedorismo, valorizar a cultura afro-brasileira, dar visibilidade às marcas e indumentárias da Capoeira. A curadoria é realizada por uma comissão formada por capoeiristas e especialistas em moda. Quantidade de marcas: a definir. Homenagem aos Mestres Griôs 70 anos ou maisEste é um dos momentos mais esperados do Festival por reunir mestres griôs (70 anos ou mais) para uma homenagem de reconhecimento e valorização do trabalho realizado ao longo de suas vidas, que inspiram milhares de capoeiristas ao redor do mundo. A curadoria é realizada por uma comissão de capoeiristas. Quantidade de mestres homenageados: 20. Roda do SéculoÉ uma Roda de Capoeira formada por mestres, mestras e capoeiristas de diversas graduações, grupos, associações e cidades do Brasil, com o objetivo de unir forças para defender a cultura afro-brasileira, que tanto encanta o mundo com tradição, sabedoria e técnica. É um verdadeiro espetáculo com muita mandinga, dança, luta e ginga.

Acessibilidade

Produto 01: FESTIVAL Acessibilidade para PcD visuais: audiodescrição na divulgação; Acessibilidade para PcD auditivos: tradução simultânea de LIBRAS; Acessibilidade arquitetônica: rampa e banheiros adaptados; Produto 02: ENCONTROS Acessibilidade para PcD visuais: audiodescrição na divulgação; Acessibilidade para PcD auditivos: tradução simultânea de LIBRAS; Acessibilidade arquitetônica: rampa e banheiros adaptados; Produto 05: OFICINAS Acessibilidade para PcD visuais: audiodescrição na divulgação; Acessibilidade para PcD auditivos: tradução simultânea de LIBRAS; Acessibilidade arquitetônica: rampa e banheiros adaptados; Produto 04: APRESENTAÇÕES MUSICAIS Acessibilidade para PcD visuais: audiodescrição na divulgação; Acessibilidade para PcD auditivos: tradução simultânea de LIBRAS; Acessibilidade arquitetônica: rampa e banheiros adaptados;

Democratização do acesso

O projeto vai contar com uma série de ações de democratização do acesso aos bens culturais, baseado no Artigo 28 da IN nº 01/2023. Nesse caso, contemplaremos os seguintes incisos: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; Em nosso projeto, contaremos com a disponibilização de material audiovisual posterior ao festival, com a gravação dos eventos musicais e das palestras realizadas, a serem disponibilizadas gratuitamente através do Youtube. Também contaremos com a captação e veiculação de imagens das atividades de eventos musicais e palestras para serem transmitidas ao vivo através do Youtube, garantindo o acesso gratuito para o público que não esteja na cidade de realização do evento. Por fim, o projeto contará com o campeonato de capoeira infanto-juvenil, rodas de conversa sobre a participação das crianças e juventude na capoeira e o Espaço Erê, onde será ofertado atividades para as crianças entre 2 e 10 anos, funcionando como uma creche para mães e pais que estejam no evento.

Ficha técnica

Jurandir Jr. (Jacaré DiAlabama) | Diretor Geral e Curadoria Conhecido na Capoeira como Jacaré DiAlabama, é discípulo do Mestre Alabama e instrutor de Capoeira. Iniciou sua trajetória na arte afro-brasileira em 1990, no Grupo de Capoeira Angola Palmares e, desde os anos 2000, se dedica aos estudos de políticas públicas para a Capoeira. Integra o Conselho Estadual de Salvaguarda da Capoeira na Bahia, é o coordenador-geral do coletivo Capoeira em Movimento Bahia (CMB) e idealizador do Festival de Capoeira Ancestralidade e Resistência. Fernanda Félix | Coordenadora de Produção Bacharel em publicidade e especialista em administração. É idealizadora, sócia-fundadora, programadora artística e produtora da BALUART PROJETOS CULTURAIS e TROPOS CULTURA E ARTE. Desenvolve o projeto SSA MAPPING (2017/18/21/23/24), Festival de Capoeira Ancestralidade e Resistência (2024), Festival RECBEAT/SSA (2023/24), é integrante do grupo Maracatu Ventos de Ouro, por onde atua como diretora de produção desde 2019, Foi coordenadora administrativa do seminário “Desfazendo o Gênero” (2015) e do Festival “Tristes, Lucas e Más” (2017), coordenadora de produção da 3ª Bienal de Artes da Bahia (2014), dentre outros. Thiago Pilloni - Produtor Executivo Bacharel em Produção em Comunicação e Cultura pela Faculdade Federal da Bahia e formado em Gestão Financeira pela UNIFACS. Produtor Cultural com 14 anos de experiência na elaboração e realização de projetos culturais. Foi Produtor Executivo do Museu de Arte Moderna da Bahia por 03 anos, tendo realizado nesta instituição 15 exposições de artes visuais com desdobramentos em atividades educativas e editoriais. Ainda foi Produtor Executivo em três edições do Festival Cine Futuro (2015 MINC/FCBA; 2012 CHESF; e 2009 Oi Futuro), três edições do Festival SSA Mapping (2017, 2018, 2021), projetoInstruMentes- Músicapara(Re)invenção, Diretor Financeiro da 3ª Bienal da Bahia, Produtor do curta-metragem Olho de Boi (Dir. Diego Lisboa), Diretor de Produção do documentário Balada para Mi Muerte (Dir. Janos Tedeschi – Swiss Radio and Television-SRF), Diretor de Produção para Apple Music tendo realizado 3 comerciais (Dir. Lourival Rodrigues). Foi co-fundador, diretor financeiro e esteve à frente da Tropos Coworking e Tropos Gastrobar por 5 anos. Glenda Lima (Foca) | Coordenadora de Comunicação Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Estácio (2013) e pós-graduanda em Direitos Humanos e Contemporaneidade pela UFBA. Atua como assessora de comunicação nas áreas sindical, parlamentar, cultural e de organizações da sociedade civil. Em sua carreira, Glenda participou da Coordenação de Comunicação do Fórum Social Mundial na Bahia (2018) e da comunicação e produção da TV Kirimurê (2016). Desenvolveu projetos especiais para WEB TV e gestão de redes sociais, atuando como repórter, produtora de conteúdo multimídia, social media, relações públicas e na produção de eventos corporativos e sociais. Atualmente, é coordenadora de Comunicação do Capoeira em Movimento Bahia (CMB), onde é responsável pela comunicação institucional e pela organização de diversos eventos culturais e de formação, com destaque para o Festival de Capoeira Ancestralidade e Resistência (2022, 2024 e 2025). Antônio Carlos Conceição | Mestre Tonho Matéria - Curadoria e Coordenador Artístico do Eixo Capoeira tem Ancestralidade Conhecido popularmente como Mestre Tonho Matéria, nasceu em 12 de maio de 1964 e é um multifacetado mestre de capoeira, publicitário, cantor, músico, compositor, produtor, empreendedor e filantropo. Tonho Matéria iniciou sua carreira artística cantando em blocos afros como Olodum e Ara Ketu. Ao longo de sua carreira, gravou 11 CDs com músicas autorais e tem cerca de 300 músicas gravadas por renomados artistas como Leci Brandão, Daniela Mercury, Beth Carvalho, Chiclete com Banana, Asa de Águia e muitos outros. Como mestre de Capoeira, Tonho Matéria é outorgado com a Comenda 2 de Julho e a Comenda Zumbi dos Palmares. É fundador da Associação Sócio-Cultural e de Capoeira Bloco Carnavalesco Afro Mangangá/Bloco da Capoeira, que beneficia cerca de 500 crianças, jovens e adultos por meio de projetos sociais, promovendo a inclusão e o desenvolvimento social por meio da Capoeira. Rosângela Costa Araújo | JANJA ARAÚJO - Coordenadora Artística do Eixo Capoeira tem Resistência Mestra Janja - Iniciada na Capoeira Angola (GCAP) em 1982 e fundadora do Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e Tradições Educativas Bantu no Brasil, uma organização que realiza trabalhos em várias cidades brasileiras e em vários países. Graduada em História (Ufba), possui mestrado e doutorado em Educação (USP) e pós-doutorado em Ciências Sociais (PUC/SP). É docente do Departamento de Estudos de Gênero e Feminismo (FFCH/UFBA). Viviane Santos | Mestra Princesa - Coordenadora Artística do Eixo Capoeira tem Criatividade Capoeira de Salvador-BA, formada pelo Mestre Zambi, com quem iniciou sua trajetória em 1993. Atualmente é uma das responsáveis pelo trabalho do grupo UNICAR na Cidade Baixa e pela tradicional Roda na Ponta de Humaitá. Integra o coletivo da Salvaguarda da Capoeira na Bahia, presidindo o Grupo de Trabalho de Salvador e RMS. Licenciada em Dança pela Ufba e Bacharel em Fisioterapia pela Unijorge. Marcos Cezar Santos Gomes| Mestre Zambi - Coordenador Artístico do Eixo Capoeira tem Erê Formado pela Associação de Capoeira Mestre Bimba (ACMB). Ele começou na capoeira aos 11 anos e viajou pelo Brasil na década de 1990, visitando grandes grupos. Mestre Zambi ensinou capoeira e se apresentou em oito países europeus, além de Guadalupe, Martinica e Senegal. Ele é presidente fundador da União Internacional de Capoeira Regional (UNICAR) Brasil-Europa e formou sete mestres, vários contramestres e professores. Com formação em Educação Física e em andamento em Dança, Mestre Zambi também é psicopedagogo com várias especializações. Pela UFBA, tem especialização, mestrado e atualmente está no doutorado, além de nove artigos acadêmicos publicados. Foi docente em várias instituições e é pesquisador do grupo GIRA (UFBA). Recebeu os prêmios Berimbau de Ouro (2015) e Notório Saber Popular (2019). ADAILSON PAIXÃO | Contramestre Xequerê - Coordenador Artístico do Eixo Capoeira tem Magia Músico, Arte-educador, Ativista Cultural, Diretor musical, Contramestre de Capoeira, licenciando em Música pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Idealizador da Orquestra de Berimbaus Afinados Dainho Xequerê (OBA-DX) e dos projetos socioculturais: Eu Também Canto Bahia, Escola de Artes e Espaço Cultural Esse é Nosso, curso Mãos no Couro, entre outros.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.