Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Plano bianual de atividades da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz para 2025-2026, contemplando a manutenção do grupo, de seu corpo artístico, da estrutura básica de funcionamento de sua sede, a continuidade do seu trabalho de investigação teatral, a programação de suas atividades arti´stico-culturais e ações artístico-pedagógicas.
Sinopses dos espetáculos de artes cênicas Para os fins deste projeto definimos como o repertório da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz os seguintes espetáculos no repertório atual do grupo (itens 1 a 5): 1) M.E.D.E.I.A Duração do espetáculo: 90 minutos Classificação indicativa: 14 anos Na obra apresenta-se uma versão antiga e pouco conhecida do mito de Medeia, trazendo uma mulher que não cometeu nenhum dos crimes de que é acusada na tragédia de Eurípedes. Por mais de dois mil anos, Medeia, uma das mais poderosas mulheres da mitologia grega, foi acusada de várias atrocidades, tais como o fratricídio, o infanticídio e o envenenamento de Glauce. É esta imagem, imposta à consciência ocidental, que a Tribo vem negar nesse espetáculo. 2) Quase Corpos - Episódio 1: A Última Gravação Duração: 50 min Classificação Indicativa: 12 anos Versão livre da peça Krapp’s Last Tape (1958), de Samuel Beckett, o espetáculo Quase Corpos - Episódio 1: A Última Gravação mostra o confronto de um homem de 69 anos com o seu passado. Hoje, nada mais é que um decrépito, muito míope, quase surdo e desleixado, que escuta no gravador a fita-registro de trinta anos atrás. Escuta sua própria voz narrar extintas aspirações, lembranças de amores perdidos, a morte da mãe, a esperança não confirmada de êxito comercial literário. Memórias de fracassos, declínio e dissipação. Depois, gravará uma nova fita, como faz todos os anos, no dia do seu aniversário. O presente de Krapp é expressão de vazio, de ausência. O velho Krapp fala pouco e as palavras apagam-se de sua memória. Um homem amargurado, a remoer-se em plena solidão, parece nada ter de relevante a evocar ou perpetuar. 3) Manifesto de Uma Mulher de Teatro Duração do espetáculo: 45 minutos Classificação indicativa: 16 anos Partindo da personagem Ofélia, de um dos textos mais contundentes da dramaturgia contemporânea, Hamlet Machine de Heiner Müller - marcante na trajetória da atriz Tânia Farias -, a performance traz ao centro da arena a vociferação contra a engrenagem de violências às quais mulheres são continuamente submetidas. Trazer mulheres na boca, evocá-las, dizer seus nomes, contar suas histórias. Vozes como a de Violeta Parra, Gioconda Belli e da própria atriz, que ousa contar detalhadamente sua história pessoal de violência sofrida e intercruzar com outra real, a de Magó, bailarina barbaramente violentada e assassinada em 2020, ao qual a atriz presta homenagem. Um ato político contra a violência de gênero, intermediado pelas provocações do sensível, capacidades próprias de uma mulher de teatro. 4) Violeta Parra – Uma Atuadora Duração do espetáculo: 60 minutos Classificação indicativa: 14 anos Essa performance cênica-musical é a primeira experiência da Tribo onde a música está em primeiro plano, misturando o andino com ritmos brasileiros. Violeta Parra foi cantora e violonista desde criança. Pesquisou ritmos, danças e canções populares, transformando-se em ponta de lança do movimento da “nueva canción” que projetou a música chilena no mundo. Conhecida no Brasil principalmente pelas composições “Gracias a la Vida” e “Volver a los 17”, seu legado é inestimável para a música engajada latino-americana. Sua história foi contada em 2011 no filme “Violeta foi para o Céu”, do diretor Andrés Wood. 5) Evocando os mortos – Poéticas da experiência Duração do espetáculo: 90 minutos Classificação indicativa: 16 anos A desmontagem refaz o caminho do atriz na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz. Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea, a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento. 6. Novo espetáculo da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz Espetáculo a ser desenvolvido durante o ano de 2025, com estreia prevista para 2026. Ainda não é possível delinear as temáticas, classificação indicativa e duração da peça, pois o seu processo de criação ainda não foi iniciado. Sinopses dos vídeos Websérie (título a ser definido) Duração: 8 episódios de 15 min cada A websérie irá compartilhar a pesquisa e o processo criativo do novo espetáculo da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Isso inclui todo o processo de criação, desde a pesquisa teórica sobre a temática escolhida, os treinamentos dos atuadores, os primeiros improvisos, os seminários com a temática do espetáculo, os ensaios, a criação da trilha musical, dos figurinos e da cenografia, os ensaios gerais e as primeiras apresentações.
Objetivo Geral: O projeto tem como objetivo geral garantir a manutenção do grupo de teatro Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz ao longo do ano de 2025 e 2026, dar continuidade ao seu trabalho de investigação teatral, a programação de suas atividades arti´stico-culturais e ações artístico-pedagógicas. Objetivos Específicos: I. PRODUTO PLANO ANUAL DE ATIVIDADES Prover a manutenção do grupo, de seu corpo artístico, de sua equipe técnica e de produção, da estrutura básica de funcionamento de sua sede, a Terreira da Tribo, por meio de: a) Pagamento de remuneração de atores e atrizes pesquisadores pelo período do projeto. b) Pagamento de despesas de limpeza e segurança da sede Terreira da Tribo, Centro de Experimentação e Pesquisa Cênica e Escola de Teatro Popular. c) Pagamento de serviços de advogado e contador para a Associação dos Amigos da Terreira da Tribo. d) Aluguel, reparos e manutenção dos espaços de ensaio, apresentação, armazenamento de acervo e escritório de trabalho de equipe técnica. e) Documentação (registro fotográfico e videográfico) de todo o trabalho realizado no período do projeto. f) Capacitação da equipe do projeto em 1) acessibilidade e anticapacitismo, 2) atitudes antirrascistas e 3) atitudes antietaristas. II. PRODUTO ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS OBS.: Fazem parte do repertório do grupo os espetáculos de sala M.E.D.E.I.A, Manifesto de Uma Mulher de Teatro, Violeta Parra _ uma atuadora, Quase Corpos, Evocando os Mortos _ Poéticas da Experiência. a) Circulação RS - Realizar 3 apresentações de espetáculos do repertório do grupo em Pelotas (RS). - Realizar 3 apresentações de espetáculos do repertório do grupo em Rio Grande (RS). - Realizar 3 apresentações de espetáculos do repertório do grupo em Caxias do Sul (RS). - Realizar 3 apresentações de espetáculos do repertório do grupo em Gramado (RS). - Realizar 3 apresentações de espetáculos do repertório do grupo em Santa Maria (RS). - Realizar 3 apresentações de espetáculos do repertório do grupo em Santa Cruz do Sul (RS). - Realizar 3 apresentações de espetáculos do repertório do grupo em Maquiné (RS). - Realizar 3 apresentações de espetáculos do repertório do grupo em Alegrete (RS). Total de 24 apresentações de espetáculos do repertório do grupo na Circulação RS. b) Circuito em bairros populares - Realizar 20 apresentações de espetáculos do repertório do grupo em associações de moradores, centros culturais, Pontos de Cultura e escolas públicas da região metropolitana de Porto Alegre (RS). c) Mostra de repertório do grupo nas 2 edições do Laboratório Aberto - Realizar 5 apresentações de espetáculos do repertório do grupo durante cada edição do Laboratório Aberto, totalizando 10 apresentações em Porto Alegre (RS). d) Temporada do novo espetáculo: - Realizar 1 ensaio aberto do novo espetáculo da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em Porto Alegre (RS). - Realizar 18 apresentações do novo espetáculo da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em Porto Alegre (RS). III. PRODUTO CURSO / OFICINA / ESTÁGIO a) Oficina de Vivência com a Tribo na Circulação RS - Realizar 1 (uma) Oficina de Vivência com a Tribo em cada cidade que faz parte da Circulação RS (Pelotas, Rio Grande, Caxias do Sul, Gramado, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Maquiné e Alegrete), totalizando 8 (oito) oficinas. b) Oficinas no Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores - Realizar 2 (duas) novas edições, uma em cada ano, do Laboratório Aberto em Porto Alegre (RS). Cada edição deste encontro pedagógico imersivo no trabalho da Tribo de Atuadores O´i No´is Aqui Traveiz) inclui 3 (três) oficinas (Oficina Ator, Presença e Rito; Oficina de Teatro Ritual; e Oficina de Performance e Política), que culmina com 1 (uma) intervenção artística com os participantes do laboratório. IV. Produto SEMINÁRIO / SIMPÓSIO / ENCONTRO / CONGRESSO / PALESTRA: a) Debates no Laboratório Aberto Realizar 4 (quatro) debates (sobre teatro de rua, teatro ritual, teatro e memória, pedagogia do coletivo) em cada edição do Laboratório Aberto, totalizando 8 (oito) debates. b) Encontros na Circulação RS Realizar 1 (um) encontro entre os/as atuadores do Ói Nóis e artistas locais para debater em cada cidade que faz parte da circulação dos espetáculos em repertório (Pelotas, Rio Grande, Caxias do Sul, Gramado, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Maquiné e Alegrete), totalizando 8 (oito) encontros. c) Seminário sobre a temática do novo espetáculo da Tribo Realizar 1 seminário sobre a temática do novo espetáculo da Tribo com artistas e pesquisadores, na sede do grupo em Porto Alegre, em cada ano do projeto, totalizando 2 seminários. V. PRODUTO PERIÓDICO a) Editar dois novos números da Cavalo Louco - Revista de Teatro do O´i No´is Aqui Traveiz, um em cada ano do projeto. VI. PRODUTO LIVRO a) Editar um novo livro do selo Ói Nóis na Memória. VII. PRODUTO VÍDEO a) Produzir uma websérie com 8 episódios (de aproximadamente 15 min) compartilhando a pesquisa e o processo criativo do novo espetáculo.
O projeto atende os seguintes objetivos e finalidades da Lei 8.313/91: Artigo 1º da Lei Nº 8.313/1991: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Artigo 3º da Lei No 8.313/1991: I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante: [...] c) Instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) Produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonogra´fica de caráter cultural; b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; c) Realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; A Associação dos Amigos da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz tem, desde a sua fundação em 28/04/1993, o objetivo de agregar pessoas, geralmente oficinandos e público, em torno da proposta política e estética da Tribo de Atuadores, estando sempre à frente na defesa do território cultural Terreira da Tribo e apontando para a preservação e difusão da memória do Ói Nóis. Segundo seu estatuto social, tem "como objetivo manter as ações desenvolvidas pela Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz: a) Escola de Teatro Popular, aberta e gratuita ao público em geral; b) Centro de Pesquisa e Experimentação Cênica para a investigação, formação e estímulo à criação teatral". Há mais de 46 anos a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve um trabalho de investigação cênica à margem do eixo RJ-SP, constituindo-se a experiência mais duradoura, coerente e representativa do teatro de grupo do RS. O caráter sócio-cultural do seu trabalho visa democratizar o acesso à cultura e às artes, seja por meio da fruição de atividades culturais, seja por meio da iniciação, formação e qualificação técnica nas artes cênicas. Tem como princípio norteador a noção de Arte Pública, ou seja, acessível a todos e todas, independente de classe, etnia, raça, gênero ou outro marcador social. O trabalho da Tribo de Atuadores e´ exemplo nacional, ao fundir arte e política mediante a investigação e produção de espetáculos de grande mérito cultural. Suas obras nunca deixaram de ser contemporâneas pelo forte enraizamento na comunidade e realidade social, levando à cena questões importantes da atualidade. A Tribo provocou e segue provocando o público a refletir sua condição individual e social, através de uma estética experimental, um modo de atuação envolvente e a colocação de perguntas urgentes da sociedade. No ano de 2015, o grupo foi reconhecido com a Ordem do Mérito Cultural, principal prêmio da cultura brasileira, que reconhece pessoas, entidades públicas e privadas que se distinguem pelas contribuições prestadas à cultura. Em 2024, Paulo Flores, fundador do grupo, foi reconhecido pela Funarte como Mestre das Artes, por sua contribuição e atuação no segmento das artes cênicas. Dentre outros, também recebeu os prêmios: MILU´ VILELA - Itaú Cultural (2022). SHELL DE TEATRO 2008 (SP) para Kassandra In Process em duas categorias: Pesquisa e criação coletiva; Música (Johann Alex de Souza). AÇORIANOS MELHOR ESPETÁCULO: Medeia Vozes (2013); O Amargo Santo da Purificação (2009); Kassandra in Process (2002); Doutor Fausto (1994); Antígona - Ritos de paixão e morte (1990); Ostal (1987). AÇORIANOS MELHOR DIREÇÃO (para a direção coletiva do O´i No´is Aqui Traveiz): Medeia Vozes (2013); Antígona - Ritos de paixão e morte (1990). AÇORIANOS MELHOR PRODUÇÃO: Medeia Vozes (2013); O Amargo Santo da Purificação (2009); Kassandra in Process (2002); Doutor Fausto (1994); Ostal (1987). QORPO SANTO da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (2003). A LUTA PELA TERRA do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (1998 e 2000). QUERO-QUERO pelo conjunto de sua obra (1996). As três principais vertentes de seu trabalho são: o Teatro de Rua, nascido das manifestações políticas, com uma linguagem popular e de intervenção direta no cotidiano da cidade; o Teatro de Vivência no sentido de experiência partilhada, em que o espectador torna-se participante da cena; e o trabalho artístico-pedagógico. Todo o projeto desenvolvido pelo Ói Nóis Aqui Traveiz está diretamente relacionado com o seu centro de criação, a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, constituída em 1984, que ocupa lugar de destaque entre os espaços culturais do Estado, sendo igualmente apontada como uma referência de âmbito nacional e reconhecida como Ponto de Cultura. Na Terreira da Tribo funciona a Escola de Teatro Popular que oferece gratuitamente, para a cidade de Porto Alegre e região metropolitana, oficinas de iniciação teatral, pesquisa de linguagem, formação e treinamento de atores, consolidando a ideia de uma aprendizagem solidária. Além de manter a Escola de Teatro Popular e desenvolver pesquisa de linguagem no Teatro de Rua e no Teatro de Vivência, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve as seguintes ações: Caminho para um Teatro Popular (circuito de apresentações de Teatro de Rua em praças, bairros e vilas populares da cidade); Teatro Como Instrumento de Discussão Social (Oficinas Populares em bairros populares da região metropolitana de Porto Alegre); Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz _ Jogos de Aprendizagem (mostra do processo pedagógico das oficinas); Festival de Teatro Popular _ Jogos de Aprendizagem (com grupos nacionais e ibero-americanos); Seminários e ciclos de debate sobre teatro (encontros com atores, diretores, pesquisadores e professores para debater questões da cena contemporânea); selo editorial Ói Nóis Na Memória (que já lançou seis livros e cinco DVDs); Cavalo Louco _ Revista de Teatro (com mais de vinte números, distribuída nacionalmente a escolas de arte, universidades, bibliotecas públicas, pesquisadores, críticos e grupos de teatro). O presente plano bianual apoia a criação, produção, valorização e difusão das manifestações culturais; promove o livre acesso da população aos bens culturais através de entrada franca a todas as atividades; e incentiva a pesquisa e a divulgação do conhecimento sobre a renovação das linguagens artísticas, atividades intrínsecas ao trabalho da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. O apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e a aprovação deste projeto são imprescindíveis para a continuidade do trabalho artístico e pedagógico da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, uma vez que garante a manutenção e o consequente aprimoramento de um dos principais grupos de referência nas artes cênicas do Brasil, representando a qualidade e longevidade do teatro gaúcho e brasileiro.
Não se aplica.
1. PROJETO PEDAGÓGICO DAS OFICINAS - em anexo. 2. PLANO DE DISTRIBUIÇÃO - PRODUTO PLANO ANUAL Por exigência do SALIC foi incluído o número simbólico de "1" uma vez que o público estimado já́ está previsto em cada um dos produtos culturais. Com isso, evita-se duplicidade da quantidade do público estimado.
I. PRODUTO PLANO ANUAL DE ATIVIDADES - Acessibilidade física: A sede da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, a Terreira da Tribo, possui acesso para idosos e cadeirantes, com rampas de acessibilidade e piso térreo nivelado. No projeto ainda estão previstas algumas reparos e manutenções, dentre os quais a reforma do banheiro adaptado. Item da Planilha Orçamentária: Reparos e manutenção. - Acessibilidade de Conteúdo: Previstas em cada um dos demais produtos. Além disso, está previsto nos objetivos específicos do projeto a realização de 3 capacitações da equipe do projeto, dentre elas em acessibilidade e anticapacitismo, na qual serão discutidos os seguintes temas: Língua brasileira de sinais, audiodescrição, acessibilidade atitudinal e estrutural a fim de capacitar a equipe de trabalho para receber pessoas com diferentes deficiências em todas as ações do projeto. As metodologias usadas serão: aulas expositivas, palestras, indicações de referências artísticas, rodas de conversa, relatos de experiência de pessoas deficientes, entre outros. Item da Planilha Orçamentária: Treinamento. II. PRODUTO ESPETÁCULOS DE ARTES CÊNICAS - Acessibilidade física: O projeto prevê apresentações em salas de espetáculos, associações de moradores, centros culturais e Pontos de Cultura onde normalmente já existe acessibilidade para pessoas com deficiência. Quando não houver, a produção providenciará as adaptações necessárias. Item da Planilha Orçamentária: Locação de sala de espetáculo; Montagem e desmontagem. - Acessibilidade de Conteúdo: Acessibilidade para deficientes visuais: Linguagem oral. Reserva de espaço em frente ao palco para pessoas com baixa visão, nos termos do art. 28 da IN Minc 11/2024. Roteiro de todos os espetáculos impressos em Braile. Audiodescrição em pelo menos 10 apresentações. Item da Planilha Orçamentária: Montagem e desmontagem; Audiodescrição; Impressão (no produto plano anual). Acessibilidade para deficientes auditivos: Tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) em todas as cidades beneficiadas, garantindo pelo menos uma apresentação com libras em cada cidade. 50% das apresentações em bairros populares da região metropolitana de Porto Alegre e da temporada inicial do novo espetáculo contarão com Tradução simultânea para Libras. Item da Planilha Orçamentária: Intérprete de Libras. Acessibilidade para PcD intelectuais: Será disponibilizado um monitor treinado para acompanhar as pessoas que apresentem algumas destas deficiências. Item da Planilha Orçamentária: Monitores. III. PRODUTO CURSO / OFICINA / ESTÁGIO - Acessibilidade física: O projeto prevê as oficinas onde normalmente já existe acessibilidade para deficientes físicos. Quando não houver, a produção providenciará as adaptações necessárias. Item da Planilha Orçamentária: Locação de sala de espetáculo; Montagem e desmontagem (no produto espetáculo de artes cênicas). - Acessibilidade de Conteúdo: Acessibilidade para deficientes visuais: Linguagem oral. Item da Planilha Orçamentária: Instrutores. Acessibilidade para deficientes auditivos: Tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) em 100% das oficinas do projeto, desde que haja demanda, conforme informado pelo interessado no formulário de inscrição. Item da Planilha Orçamentária: Intérprete de Libras. Acessibilidade para PcD intelectuais: Será disponibilizado um monitor treinado para acompanhar as pessoas que apresentem algumas destas deficiências. Item da Planilha Orçamentária: Monitores. IV. PRODUTO SEMINÁRIO / SIMPÓSIO / ENCONTRO / CONGRESSO / PALESTRA: - Acessibilidade física: O projeto prevê a realização das palestras/encontros/seminários onde normalmente já existe acessibilidade para deficientes físicos. Quando não houver, a produção providenciará as adaptações necessárias. Item da Planilha Orçamentária: Locação de sala de espetáculo; Montagem e desmontagem (no produto espetáculo de artes cênicas). - Acessibilidade de Conteúdo: Acessibilidade para deficientes visuais: Linguagem oral. Item da Planilha Orçamentária: Palestra; palestrante. Acessibilidade para deficientes auditivos: Tradução para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Item da Planilha Orçamentária: Intérprete de Libras. Acessibilidade para PcD intelectuais: Será disponibilizado um monitor treinado para acompanhar as pessoas que apresentem algumas destas deficiências. Item da Planilha Orçamentária: Monitores. V. PRODUTO PERIÓDICO - Acessibilidade física: Não se aplica. - Acessibilidade de Conteúdo: Acessibilidade para deficientes visuais: Versão da revista disponibilizada em PDF, para que possa ser lida por pessoas com deficiência visual com autonomia, através de dispositivo assistivo. Impressão de exemplares em Braile, que serão doados para bibliotecas que possuem e disponibilizam acervo em Braile. Item da Planilha Orçamentária: Impressão em Braile. Acessibilidade para deficientes auditivos: Não se aplica. Acessibilidade para PcD intelectuais: Não se aplica por não ser viável tecnicamente. V. PRODUTO LIVRO - Acessibilidade física: Não se aplica. - Acessibilidade de Conteúdo: Acessibilidade para deficientes visuais: Versão do livro disponibilizado em PDF, para que possa ser lida por pessoas com deficiência visual com autonomia, através de dispositivo assistivo. Impressão de exemplares em Braile, que serão doados para bibliotecas que possuem e disponibilizam acervo em Braile. Item da Planilha Orçamentária: Impressão em Braile. Acessibilidade para deficientes auditivos: Não se aplica. Acessibilidade para PcD intelectuais: Não se aplica por não ser viável tecnicamente. VII. PRODUTO VÍDEO - Acessibilidade física: Não se aplica. - Acessibilidade de Conteúdo: Acessibilidade para deficientes visuais: Audiodescrição. Item da Planilha Orçamentária: Audiodescrição. Acessibilidade para deficientes auditivos: Tradução para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e legendagem descritiva da websérie. Item da Planilha Orçamentária: Intérprete de Libras; Legendagem descritiva. Acessibilidade para PcD intelectuais: Não se aplica por não ser viável tecnicamente.
I. Conforme plano de distribuição: - haverá programação 100% gratuita para todos os produtos previstos no projeto; II. Outras medidas de ampliação de acesso (artigo 30 da IN 11/2024): Art. 30, inciso IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal. Medida prevista: Websérie sobre sobre a pesquisa e o processo criativo do novo espetáculo. Art. 30, inciso V - Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas. Medida Prevista: O projeto prevê a realização de 1 ensaio aberto realizado de forma gratuita em Porto Alegre durante o processo de montagem do novo espetáculo da Tribo de Atuadores.
PROPONENTE: NOME: Associação dos Amigos da Terreira Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz FUNÇÃO NO PROJETO: O Proponente será remunerado por atividades administrativas do projeto, sendo inteiramente responsável pela gestão e processo decisório do projeto. A Associação dos Amigos da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz tem, desde a sua fundação em 28/04/1993, o objetivo de agregar pessoas, geralmente oficinandos e público, em torno da proposta política e estética da Tribo de Atuadores, estando sempre à frente na defesa do território cultural Terreira da Tribo e apontando para a preservação e difusão da memória do Ói Nóis. Segundo seu estatuto social, tem “como objetivo manter as ações desenvolvidas pela Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz: a) Escola de Teatro Popular, aberta e gratuita ao público em geral; b) Centro de Pesquisa e Experimentação Cênica para a investigação, formação e estímulo à criação teatral”. EQUIPE E FUNÇÃO NO PROJETO: Coordenador geral: Paulo Flores Coordenadora de produção: Tânia farias Coordenador técnico: Clélio Cardoso Instrutores das oficinas ministradas pelo Ói Nóis Aqui Traveiz: Paulo Flores, Tânia Farias, Clélio Cardoso, Marta Haas, Roberto Corbo e/ou Eugênio Barboza. Professores convidados para ações de aperfeiçoamento do elenco: Ana Medeiros, Hiroshi Nishiyama, Leonor Melo e Johann Alex de Souza Compositor: Johann Alex de Souza Atuadores (atores-pesquisadores-encenadores) da Tribo de Atuadores: Paulo Flores, Tânia Farias, Clélio Cardoso, Marta Haas, Eugênio Barboza, Roberto Corbo, Alex Pantera e Márcio Leandro. Breve currículo dos principais membros da equipe: Paulo Flores - É ator, encenador, professor e pesquisador. Fundou a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em 1978, a Terreira da Tribo – Centro de Experimentação e Pesquisa Cênica em 1984 e a Escola de Teatro Popular em 2000. Graduou-se como Bacharel em Direção Teatral pela UFRGS em 1979. Atuando em teatro desde 1974, par7cipou como ator e diretor teatral em vários espetáculos premiados. No Ói Nóis encenou mais de 40 espetáculos. Tânia Farias - É atriz, encenadora, professora, pesquisadora e produtora teatral. Atuadora da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desde 1994, na qual encenou diversos espetáculos premiados. Coordena a produção dos projetos do Ói Nóis Aqui Traveiz. Publica semestralmente a Cavalo Louco Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Recebeu o Prêmio Açorianos por sua atuação em O Amargo Santo da Purificação (2009) e Medeia Vozes (2013). Clélio Cardoso - É atuador do Ói Nóis Aqui Traveiz desde 1986. É um dos coordenadores do Projeto Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo e desde 1988 tem ministrado diversas oficinas de formação teatral. Como ator, encenador e iluminador, participou de diversas criações coletivas da Tribo. É o coordenador técnico de diversos projetos da Tribo há mais de 20 anos. Em 2007 recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Ator Coadjuvante por A Missão – Lembrança de uma Revolução. Eugênio Barboza - Ator, encenador, pesquisador e professor de teatro na Tribo de Atuadores desde 2006. Bacharelando em História da Arte pela UFRGS. Como ator e encenador participou de diversas criações coletivas da Tribo. Coordena a digitalização do acervo filmográfico do Grupo Ói Nóis Aqui Traveiz e o Núcleo de Pesquisas Audiovisuais da Tribo. Ministra a oficina popular de teatro no bairro Humaitá. Roberto Corbo - Ator, técnico de som, pesquisador teatral, oficineiro e músico autodidata. É atuador da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desde 2007. Cursou a Oficina Para Formação de Atores da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo (2009/10). Como ator e encenador participou de diversas criações coletivas da Tribo. Ministra a oficina popular de teatro no bairro Restinga. Marta Haas - Atriz, encenadora, oficineira, pesquisadora e produtora teatral. É atuadora do Ói Nóis Aqui Traveiz desde 2001. É doutora e mestra em Educação. Desde 2007 ministra oficinas na Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo. Como atriz e encenadora participou de diversas criações coletivas do Ói Nóis. Realiza a assistência de produção de diversos projetos do grupo desde 2013. Alex Pantera - É é ator e ativista cultural do bairro Bom Jesus de Porto Alegre. Tem sua formação teatral na escola popular de teatro da Terreira da Tribo desde 2005, grupo de teatro com mais de 40 anos de atuação em diversos bairros populares da cidade de Porto Alegre. Atuou nos espetáculos O Amargo Santo da Purificação, Medeia Vozes, Caliban e Ubu Tropical. Márcio Leandro – Participou da Oficina para formação de atores da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo onde fez outras oficinas como Teatro de rua e Teatro Ritual. Em 2012 passa a integrar o grupo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em espetáculos como O Amargo Santo da Purificação, Medeia Vozes, Caliban - A Tempestade de Augusto Boal e Ubu Tropical. Johann Alex de Souza - Graduado em Música pela UERGS com especialização em Pedagogia da Arte pela UFRGS. É músico profissional na cidade de Porto Alegre desde 1986. Tem atividade intensa na criação de música para Teatro com vários grupos e diretores, principalmente com o Ói Nóis Aqui Traveiz. Vencedor do prêmio Açorianos de Teatro pela trilha sonora do espetáculo Kassandra In Process (2003), O Amargo Santo da Purificação (2009) e Medeia Vozes (2013). Kassandra In Process lhe rendeu o Prêmio Shell de Teatro SP 2007 como melhor música. Leonor Melo – É atriz e formou-se em Artes Cênicas - Bacharelado em Interpretação Teatral - pela UFRGS em 1994. Também possui formação complementar em dança flamenca e em canto. Participou de cursos de teatro com Thomas Leabhart, Daniela Regnoli do grupo Potlach, Renzo Vescovi do Teatro Tascabile di Bergamo, Luis Otávio Burnier e Carlos Simioni do grupo LUME, entre outros. Trabalha profissionalmente como atriz desde 1992. É professora de Expressão Vocal na Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo desde 2002. Ana Medeiros - Ana Medeiros é bailarina com formação em dança moderna na Martha Graham School of Contemporary. Em 1992, começa a coreografar e apresentar seus trabalhos em espaços como P.S.122, Merce Cunningham Studio, 92 Street Y, Judson Church, e na França, Holanda e Brasil. No final de 2012, retorna a Porto Alegre. Em janeiro de 2015, inicia seu projeto de pesquisa e estudo do Butoh com Yoshito Ohno em Yokohama, Japão. Hoje o seu trabalho é voltado à prática desta vertente. Hiroshi Nishiyama - Hiroshi Nishiyama é natural de Osaka, Japão. Por 20 anos, foi aluno de Kazuo, frequentando o Kazuo Ohno Dance Studio e participando das aulas com Yoshito Ohno. Em 2016, vem ao Brasil pela primeira vez para dançar o espetáculo “Caminhos pelos Quais” com Ana Medeiros. Após outras passagens pelo Brasil, Nishiyama se muda definitvamente para a capital gaúcha. Ainda em colaboração com Ana Medeiros, cria e dança o espetáculo A Música Não Tocada. Hoje é professor de butoh ao lado de Ana no MEME Estação Cultural.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.