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PRONAC 246789Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

A RESISTÊNCIA

27.786.917 VITOR DEPIERI CAMPOS
Solicitado
R$ 786,8 mil
Aprovado
R$ 786,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
Mogi Guaçu
Início
2025-01-01
Término
2025-06-30
Locais de realização (7)
Araras São PauloCampinas São PauloEspírito Santo do Pinhal São PauloMogi Guaçu São PauloPiracicaba São PauloSão João da Boa Vista São PauloSão Paulo São Paulo

Resumo

Este projeto contempla a produção de nova montagem teatral de A RESISTÊNCIA — dramaturgia de Maria Adelaide Amaral, aqui atualizada — para temporada e circulação em cidades do estado de São Paulo, além da promoção de estágio em assistência de direção, ensaio aberto e palestras sobre o processo teatral como ações de contrapartida social.

Sinopse

A RESISTÊNCIA “se passa na redação de uma revista decadente, em um só dia, quando se anuncia que haverá cortes de pessoal por medida de economia, em decorrência da majoração dos salários”*. O evento, que surge como boato até se confirmar como fato, desencadeia um clima tragicômico entre os sete personagens que povoam esse cenário. “Há Léo, o profissional que veio de um trabalho técnico e, irrealizado na revista, cuida da sua própria publicação, além de estar concluindo um caso amoroso com Bel, uma colega de trabalho, de família rica. Há Roberto, que traz uma grande matéria, impossível de ser publicada, por ferir os interesses econômicos da empresa. Marcos, o chefe de redação, que tem o difícil papel de intermediário entre os colegas e o proprietário da revista. Malu, no dia do seu aniversário, dividida entre o desejo de receber um telefonema do ex-marido distante, o cuidado do filho doente e a aceitação de uma tarefa extraordinária, quando haviam decidido paralisar o trabalho. Goretti, a secretária que traz as novidades. E finalmente Luís Raul, o homossexual que não se aceita e se coloca entre o cômico e o patético”*. Ao retratar um microcosmo que espelha o macrocosmo das relações humanas, A RESISTÊNCIA faz uma provocação: como olhamos para nós mesmos e para nossas relações, em momentos de crise? E, ainda, como olhamos para o mundo ao nosso redor: se denunciamos as arbitrariedades ou nos alienamos, se lutamos por nossos direitos ou nos acomodamos? Para a nova montagem, propõe-se adaptar a dramaturgia, transpondo a ação para a contemporaneidade e atualizando aspectos linguísticos e narrativos que forem necessários e/ou pertinentes, sempre sob a autorização prévia da autora, mas sem alterar as bases do texto original. Essa atualização começará a ser desenvolvida a partir da homologação para execução do projeto, dado o intenso trabalho de pesquisa e reestruturação deste texto, além da necessidade de remunerá-lo. *Sábato Magaldi, em crítica publicada no Jornal da Tarde, em 21 de março de 1980, à época da primeira montagem.

Objetivos

O objetivo geral deste projeto é a produção de nova montagem de A RESISTÊNCIA, de Maria Adelaide Amaral, para temporada e circulação em cidades do estado de São Paulo. Os objetivos específicos, aqui, são: _ Resgatar e atualizar a dramaturgia A RESISTÊNCIA, de Maria Adelaide Amaral; _ Produzir 32 (trinta e duas) apresentações teatrais; _ Realizar temporada de 6 (seis) semanas na cidade de São Paulo, com 4 (quatro) apresentações por semana, totalizando 24 (vinte e quatro) apresentações; _ Cumprir circulação de 2 (duas) semanas em 6 (seis) cidades do interior do estado de São Paulo, realizando 8 (oito) apresentações: 2 (duas) em Mogi Guaçu, 1 (uma) em Espírito Santo do Pinhal, 1 (uma) em São João da Boa Vista, 1 (uma) em Araras, 1 (uma) em Piracicaba e 2 (duas) em Campinas — as cidades e a distribuição de apresentações nelas poderão ser revistas, em acordo com o(s) patrocinador(es); _ Distribuir gratuitamente 20% (vinte por cento) do total de ingressos para estudantes e professores da rede pública, estudantes de artes, beneficiários de associações e ONGs voltadas ao ensino artístico e/ou ao atendimento de pessoas vulneráveis; _ Comercializar 20% (vinte por cento) do total de ingressos a preço popular; _ Realizar apresentações com adaptação para o público autista, como diminuição da intensidade de luz e som, sendo que a quantidade de apresentações nesse formato dependerá das articulações com esse público em cada cidade; _ Realizar 14 (quatorze) apresentações com tradução em LIBRAS, sendo 6 (seis) apresentações durante a temporada na cidade de São Paulo — 1 (uma) por semana — e 8 (oito) apresentações durante a circulação pelo interior paulista; _ Contratar 7 (sete) produtores locais, sendo 1 (um) em cada cidade, para a função de formação de plateia, especialmente junto ao público a ser beneficiado pelas medidas de acessibilidade e democratização de acesso mencionadas anteriormente; _ Promover 1 (uma) vaga de estágio em assistência de direção, durante o período de ensaio; _ Realizar de 1 (um) ensaio aberto do espetáculo teatral na cidade de São Paulo, antes da estreia da temporada; _ Oferecer 4 (quatro) palestras sobre a criação, produção e repercussão de montagens do teatro contemporâneo, com a equipe (parcial ou integral) do espetáculo, durante o período de circulação do espetáculo; _ Gerar emprego e renda a aproximadamente 50 (cinquenta) profissionais do setor cultural.

Justificativa

Este projeto resgata a dramaturgia A RESISTÊNCIA, de Maria Adelaide Amaral, que retrata um dia de trabalho na redação de uma revista, diante da iminência de uma demissão em massa que abala as relações pessoais. Inspirada nas vivências da autora em sua carreira como jornalista, que coincidiu com a vigência da ditadura militar no Brasil, a dramaturgia foi escrita em 1975, premiada com o Prêmio de Publicação do extinto Serviço Nacional de Teatro em 1976 e encenada, sob direção de Cecil Thiré, entre 1979 e 1980. Segundo o teatrólogo Sábato Magaldi, em crítica publicada no Jornal da Tarde à época da encenação, A RESISTÊNCIA "pertence àquele restrito mundo de obras que, tratando de um caso aparentemente particular, tem o dom de deitar luz sobre a generalidade das coisas" — entre as quais estão o jogo de poder entre o individual versus o coletivo e a (não) preservação das relações humanas em situações de terror. As qualidades, temáticas e reflexões do texto de Maria Adelaide sustentam a importância de trazê-lo à cena contemporânea. Sustentam, ainda, seu potencial de afetar (na melhor acepção do termo) o grande público e comunicar-se com ele, para além de fronteiras geográficas. Daí a proposta de realizar uma temporada em São Paulo e cumprir circulação por cidades do interior paulista. A temporada faz memória à primeira encenação que aconteceu também em São Paulo. E a circulação proporciona não apenas a descentralização do espetáculo teatral enquanto obra artística a ser acessada pelo público, mas também a ampliação da produção teatral que integrará profissionais locais do setor cultural à equipe do projeto, em funções criativas e/ou técnicas para as respectivas apresentações em suas cidades. Ademais, a nova montagem de A RESISTÊNCIA reverencia Maria Adelaide Amaral enquanto escritora luso-brasileira, prestigiada e premiada por sua obra no teatro, na literatura e na televisão. A autora, sempre com olhar intimista, cria painéis sociais, seja ao retratar relações afetivas, como na peça DE BRAÇOS ABERTOS (1984), ou ao resgatar personalidades e acontecimentos da História, como na minissérie A MURALHA (2000). Por todas essas razões, e considerando os objetivos descritos na seção anterior, este projeto alinha-se à Lei 8.313/91, uma vez que, segundo incisos do Artigo 1º da mesma Lei, I _ contribui para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II _ promove e estimula a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III _ apoia, valoriza e difunde o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV _ protege as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V _ salvaguarda a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII _ estimula a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; e IX _ prioriza o produto cultural originário do País.

Estratégia de execução

Não se aplica.

Especificação técnica

A nova montagem teatral de A RESISTÊNCIA terá duração de aproximadamente 90 minutos. Classificação indicativa etária: 12 anos. O cenário e os figurinos serão concebidos e confeccionados (ou adquiridos) localmente, durante o período de ensaios.

Acessibilidade

Como medidas de acessibilidade física para pessoas idosas, obesas, com mobilidade reduzida ou com deficiência, este projeto prevê que o teatro disponha de: rampas com elevação; portas, salas e banheiros em dimensões apropriadas e/ou com barras de apoio; assentos de proporções adequadas e em posições facilitadoras. E, como medidas de acessibilidade de conteúdo, o projeto prospecta sessões com adaptação para o público autista, como diminuição da intensidade de luz e som, e sessões com tradução em LIBRAS, visando estimular a participação desse público, mediante prévia divulgação nos canais de comunicação do projeto e em geral. As medidas de acessibilidade, aqui apresentadas, pautam-se nos incisos I e II do Artigo 27 da Instrução Normativa Minc n° 11/2024.

Democratização do acesso

Com a nova montagem de A RESISTÊNCIA, este projeto busca contribuir para a formação de plateia em dois eixos principais: promovendo o acesso de um público jovem e/ou vulnerabilizado ao teatro, e fomentando a cena teatral em cidades onde essa cena não é uma realidade constante. Assim, estão previstas as seguintes medidas de democratização: – Distribuição gratuita de 20% (vinte por cento) do total de ingressos para estudantes e professores da rede pública, estudantes de artes, beneficiários de associações e ONGs voltadas ao ensino artístico e/ou ao atendimento de pessoas vulnerabilizadas; – Comercialização de 20% (vinte por cento) do total de ingressos a preço popular; – Realização de 1 (um) ensaio aberto do espetáculo teatral na cidade de São Paulo, antes da estreia da temporada; – Oferecimento de 4 (quatro) palestras sobre a criação, produção e repercussão de montagens do teatro contemporâneo, com a equipe (parcial ou integral) do espetáculo, durante o período de circulação do espetáculo. As duas primeiras medidas embasam-se, respectivamente, nos incisos II e IV do Artigo 29 da Instrução Normativa Minc n° 11/2024. E as duas últimas medidas respaldam-se no inciso V do Artigo 30 do mesmo ato normativo.

Ficha técnica

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO (PROPONENTE): Vítor Depieri DRAMATURGIA: Maria Adelaide Amaral ADAPTAÇÃO/ATUALIZAÇÃO: Vítor Depieri DIREÇÃO: Saulo Rocha ELENCO: Grupo Teatro de Afeto — Saulo Rocha, mais 5 (cinco) integrantes do grupo, a serem definidos a partir de disponibilidade de agenda —, além de um(a) ator ou atriz convidado(a) VÍTOR DEPIERI é escritor, ator e produtor. Graduado em Linguística e Letras pela UNICAMP, pós-graduado em Roteiro Audiovisual pelo Centro Universitário SENAC. Cursou o Profissionalizante de Atores na Escola de Atores Wolf Maya, além de cursos de extensão ou livres na Escola de Artes Célia Helena e na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras). E ainda teve experiências formativas com a Cia. OmomdÉ, Grupo Galpão e Os Geraldos. Foi pesquisador e co-autor do espetáculo ARCO-ÍRIS SOB UM CÉU ESCURO (2020), dirigido por Alexandre Malta e premiado como Melhor Texto Original e Melhor Espetáculo no Festival Art In Vento 2022. Esteve no elenco do curta-metragem OLÍVIA (2022), dirigido por Elros Ondo, e no elenco de apoio do espetáculo A HERANÇA (2023), dirigido por Zé Henrique de Paula e ganhador dos prêmios Bibi Ferreira 2023 de Melhor Peça de Teatro e Melhor Espetáculo por Voto Popular, entre outros. Roteirizou, protagonizou e produziu o curta-metragem autoral AURORA (2024), contemplado pela Lei Paulo Gustavo e dirigido por Lígia Breternitz. Escreveu o livro infantil HISTÓRIA PARA TODA GENTE, publicado pela Ases da Literatura e lançado neste ano de 2024. MARIA ADELAIDE AMARAL é dramaturga, romancista, roteirista e jornalista luso-brasileira. Trabalhou na Editora Abril por 16 anos, entre os anos 1970 e 1980, época em que escreveu as primeiras peças teatrais: A RESISTÊNCIA, BODAS DE PAPEL, OSSOS D’OFÍCIO. Sua obra no teatro é marcada tanto por dramaturgias memorialísticas, como CHIQUINHA GONZAGA: Ó ABRE ALAS, TARSILA e MADEMOISELLE CHANEL, quanto por dramaturgias intimistas, como DE BRAÇOS ABERTOS, QUERIDA MAMÃE e INTENSA MAGIA, além de traduções, como TRÊS MULHERES ALTAS, de Edward Albee, e adaptações, como O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO, de José Saramago. Estreou na literatura com o romance LUÍSA (QUASE UMA HISTÓRIA DE AMOR), vencedor do Prêmio Jabuti de 1987. Em sua obra literária, destacam-se ainda o romance AOS MEUS AMIGOS (1992) e a biografia DERCY DE CABO A RABO (1994) que revisita a trajetória de Dercy Gonçalves — ambos originaram minisséries escritas pela própria autora. Como roteirista na televisão, colaborou com Lauro César Muniz em OS GIGANTES (1979), mas ingressou efetivamente no veículo a partir de 1990, quando co-escreveu MEU BEM, MEU MAL com Cassiano Gabus Mendes. Sua obra teledramatúrgica é marcada por minisséries históricas como A MURALHA (2000), A CASA DAS SETE MULHERES (2003), UM SÓ CORAÇÃO (2004), JK (2006) e DALVA E HERIVELTO: UMA CANÇÃO DE AMOR (2010) — esta última rendeu duas indicações ao prêmio Emmy Internacional 2010. Em 2013, foi condecorada com a medalha da Ordem do Mérito Cultural (OMC) por sua contribuição à cultura brasileira. E, em 2019, foi eleita para a Academia Paulista de Letras, ocupando a cadeira nº 35. SAULO ROCHA é artista, produtor e professor. Formado em Comunicação Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e em Teatro pela Faculdade CAL de Artes Cênicas. Pós-graduado em Produção Cultural pela Universidade Cândido Mendes e Mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal de São João del Rei. Está à frente da Produtora Alquimia Cultural há 10 anos e, há 7, é responsável pela concepção, direção e direção de produção do Teatro de Afeto, através do qual dirigiu 6 espetáculos e atuou no solo ENLAÇADOR DE MUNDOS (2019), com direção do Rodrigo França e Andrea Bordadagua. Dirigiu também os shows APONTE (2017), da cantora Doralyce com o Bloco de Carnaval Maracutaia, e CABOCLO SEREIA (2019), do disco de estreia do cantor Tyaro, que fez circulação pelos teatros SESC do Rio de Janeiro. Assinou a direção de produção do espetáculo MERCEDES (2016), do Grupo Emú, sobre a primeira bailarina negra do Theatro Municipal e de INSTABILIDADE PERPÉTUA (2017), primeiro solo da premiada atriz Soraya Ravenle. Além de estar à frente da Produtora Alquimia Cultural e do grupo Teatro de Afeto, Saulo Rocha é presidente da ONG Nasci Pra Brilhar que leva cultura e educação para crianças e adolescentes órfãos e que moram em abrigos.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.