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ANARGENTÁRIO é um curta-metragem de ficção, gênero drama, com aproximadamente 15 minutos, que retrata a expectativa de um homem negro, idoso, aposentado e viúvo, pelo seu primeiro dia de aula na universidade. Gravado em Cachoeira, Recôncavo da Bahia, o filme destaca o poder transformador da educação, com uma abordagem sensível e intimista, valorizando a figura paterna negra. A produção conta com a colaboração de profissionais afrodescendentes altamente capacitados, promovendo uma imagem positiva do homem negro na sociedade brasileira.
Anargentário é um projeto de curta-metragem de drama, estruturado em três atos, ambientado na zona rural e urbana de Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, e que apresenta a preparação do personagem principal para assistir sua primeira aula como calouro universitário. Suenilson, um nome criado com a combinação dos nomes da mãe Sueli e do pai Nilson, carrega a força ancestral que há séculos habita o Recôncavo da Bahia. Como forma de trazer algo que fosse repleto de pessoalidade como a narrativa pedia, criei um neologismo para explicar o poder transformador da educação.A combinação de argentário (sinônimo de homem rico, milionário) com o prefixo de negação na, criei em um termo que demonstra a exclusão causada pela desigualdade social.A pobreza sistêmica e cultivada orgulhosamente pelas elites brasileiras como produto nacional, tem como maior inimiga a educação. Assim como Kimani N'gan'ga Maruge, vivido pelo ator Oliver Litondo no filme “Uma Lição de Vida”, baseado em fatos reais, vemos os abismos sociais provocados pela colonização e racismo estrutural no Quênia, mas não muito diferente do que acontece em tantos outros países ao redor do mundo.Converter humilhação e etarismo em resiliência para submergir e vencer através da educação, é uma vitória pessoal estendida a todas as pessoas que foram impossibilitadas de acessar o conhecimento acadêmico em algum período de suas vidas.A solidão do personagem principal teve como referencias os longas-metragens de animação “Up: altas aventuras” e “Viva: a vida é uma festa”, ambos dos estúdios Disney e Pixar. Em Anargentário, a solidão não é o ponto de virada na jornada do personagem, mas sim a antagonista da história. Suenilson trava uma pugna diária para não sucumbir a solidão, por isso ele se soma a legião de pessoas que viveram à sombra de um sistema educacional excludente, mas agora podem usufruir do ensino enquanto meio de reparação histórica.Anargentário se propõe a ser um filme com estrutura clássica e linear em três atos. O gênero dramático será o foco principal, destacando a jornada de transformação do personagem principal, Suenilson Benevides, enquanto explora questões de superação pessoal, aprendizado, exploração de um mundo repleto de novas oportunidades e saberes, possibilitando a ele um gradual processo de autorreconexão, perdido entre a solidão da velhice e os abismos da desigualdade social.A trama será enriquecida com elementos de comédia leve e poesia visual, criando no público uma experiência divertida, emocionalmente e envolvente. Pretendemos incorporar elementos poéticos que provoquem imersão e empatia, sejam pela estética do homem comum do campo, objetos cênicos iluminados com cores e tons aprazíveis, seja por elementos técnicos como fotografia com baixa saturação e trilha sonora realçando o tom idílico da obra.Por se tratar de um tema voltado para a inclusão de idosos na educação superior, buscamos atingir, em primeiro momento, homens e mulheres, com idade a partir dos 50 anos, que interromperam os estudos a partir fundamental incompleto. Logo, é uma obra de classificaçao livre e podendo ser disponibilizada para públicos de todas as idades.Moradores de comunidades carentes em zonas urbanas, pequenas propriedades nas zonas rurais brasileiras, afetados pelo abandono escolar na juventude por questões financeiras, falta de oportunidade ou desinteresse familiar, mas desejam reestabelecer vínculo com entidades de ensino.
Objetivo GeralO objetivo geral do projeto "Anargentário" é produzir um curta-metragem que explore e promova a inclusão educacional de idosos, com um foco específico na representação positiva do homem negro. O filme visa destacar a importância da educação como um instrumento de transformação social, especialmente nas regiões rurais e periféricas do Brasil, contribuindo para a descentralização da produção audiovisual e valorização das narrativas afro-brasileiras. Objetivos Específicos1) Produção Audiovisual:Ação: Realizar a produção completa do curta-metragem "Anargentário".Mensurável: Filme finalizado com duração de aproximadamente 15 minutos.Comprovação: Registro do curta-metragem na ANCINE para emissão do CPB, making-of e relatórios de produção. 2) Valorização de Talentos Locais:Ação: Envolver profissionais afrodescendentes e talentos locais na produção.Mensurável: Contratação de pelo menos 15 profissionais do Recôncavo da Bahia em funções chaves.Comprovação: Contratos de trabalho e registros fotográficos das equipes. 3) Descentralização da Produção Audiovisual:Ação: Filmar integralmente na cidade de Cachoeira, Recôncavo da Bahia.Mensurável: Todas as locações de filmagem situadas em Cachoeira.Comprovação: Relatórios de produção e imagens das locações.4) Difusão Cultural e Educacional:Ação: Organizar exibições públicas do filme em comunidades locais e instituições públicas de ensino.Mensurável: Realização de 3 sessões de exibição comunitária.Comprovação: Relatórios de eventos, registros de público e feedback dos participantes. 5) Documentação e Divulgação:Ação: Produzir material de divulgação e documentação do processo de produção do curta-metragem.Mensurável: Criação de conteúdo para perfis em redes sociais divulgando o projeto.Comprovação: Registros online, materiais gráficos e relatórios de alcance.
O projeto "Anargentário" está alinhado com as regras de fomento estabelecidas pela Lei de Incentivo à Cultura. Este curta-metragem estimula a participação de artistas locais e promove o desenvolvimento profissional de alunos e egressos em início de carreira das cidades circunvizinhas a Cachoeira. Contar a história com olhares locais é essencial para preservar e difundir o patrimônio cultural do Recôncavo da Bahia, incluindo elementos folclóricos e tradições populares integrados à mise-en-scène do projeto. Com temática que aborda temas de ciências humanas, como sociologia e educação, nosso curta-metragem busca contribuir para a reflexão e conscientização social, educação na terceira idade, reforço da imagem positiva do homem negro e a descentralização da produção audiovisual para o interior do Brasil. Sendo assim, a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais é fundamental para viabilizar essa iniciativa porque: a) Promove o acesso à cultura e aos direitos culturais ao abordar a inclusão educacional de idosos, particularmente de um homem negro, e destaca a importância da educação como instrumento de transformação social. Isso facilita o acesso a histórias frequentemente negligenciadas pela mídia tradicional, proporcionando uma visão positiva e inspiradora. b) A escolha de Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, como local de filmagem, enfatiza a valorização não só dos conteúdos locais, mas também dos profissionais altamente capacitados que ainda precisam se dirigir a Salvador e outros estados para consolidar a carreira. Produzir no interior do Nordeste, com o aval da Lei de Incentivo à Cultura, atesta o compromisso com a descentralização do polo audiovisual brasileiro, promovendo a regionalização e estimulando o desenvolvimento cultural e econômico de profissionais e novas narrativas audiovisuais. Para criar o roteiro de "Anargentário", foi feito um levantamento de temas comuns a comunidades tradicionais e pequenas propriedades rurais. A partir do projeto de pesquisa e extensão "Quintais Produtivos das Comunidades Quilombolas de Santo Antônio e Vidal", de 2021, que aborda as tecnologias de vendas e escoamento da produção agrícola de pequenas propriedades de São Félix e Muritiba, no Recôncavo da Bahia, surgiu o interesse de realizar uma obra que pudesse contribuir e reconhecer a importância do pequeno agricultor no desenvolvimento econômico regional, além de apresentar uma visão realista, mas livre de sensacionalismo e romantização das dificuldades sofridas por essas populações no âmbito de conquistas acadêmicas. Além disso, temos a força magnética entre o Recôncavo e as artes, traduzidas nessa história que destaca a cultura e história afro-brasileira, especialmente a força ancestral presente no Recôncavo da Bahia. A valorização das narrativas de pessoas negras e idosas contribui para a difusão e reconhecimento das diversas manifestações culturais presentes na sociedade brasileira. "Anargentário" é também um meio de expressão cultural afrodescendente, parte fundamental da formação da sociedade brasileira, na luta pela conquista de direitos sociais básicos, como a educação superior. Transpor para uma obra audiovisual as dificuldades e superações que norteiam a decisão do povo negro, principalmente da zona rural, é a concretização de uma visão negligenciada pelo mercado. Além do mais, "Anargentário" ressalta a resiliência e superação de obstáculos históricos enfrentados por esse grupo, sendo uma potente ferramenta na luta diária por diversidade, representatividade positiva e inclusão cultural. O projeto visa conectar o público com a luta de pessoas idosas negras pela educação, assim como mostrado no filme "Uma Lição de Vida". Visamos contribuir para trazer uma ferramenta audiovisual que estimula o respeito e o reconhecimento dos valores culturais de diferentes povos e nações. Quanto à valorização da mão-de-obra, nosso projeto busca dar voz a profissionais afrodescendentes do audiovisual, proporcionando oportunidades de execução de funções dentro e fora do set de gravação que servirão como base de desenvolvimento artístico e técnico, comprovação de experiência profissional na busca por colocações no mercado e um ambiente de trabalho com troca entre profissionais experientes e em início de carreira.
O projeto "Anargentário" inclui uma iniciativa de abertura de vaga de estágio, direcionada a estudantes de Cinema e Audiovisual de Cachoeira e cidade vizinhas. O estágio terá duração de seis meses, com remuneração de R$ 1.500,00, cobrindo bolsa auxílio, transporte e alimentação. A seleção será prioritária para estudantes residentes em Cachoeira ou cidades próximas, que se identifiquem como membros de um ou mais grupos socialmente vulneráveis, como mulheres, pessoas negras, pessoas indígenas, membros da comunidade LGBT+, residentes em zonas periféricas ou aqueles aprovados no curso de cinema via cotas para estudantes oriundos de escolas públicas com baixa renda. As atividades do estagiário serão realizadas em escala de 30 horas semanas, restritas a funções correlatas ao curso de cinema e definidas de acordo com as necessidades do projeto, através de um cronograma que permita equilibrar atividades acadêmicas e do estágio. Além disso, o projeto "Anargentário" é desenvolvido em parceria com a CMB Pinto, representada por Carolina Maria, uma produtora audiovisual de São Luís do Maranhão. Esta parceria é essencial para complementar as atividades de produção executiva e fornecer suporte estratégico ao projeto. "Anargentário" foi inscrito no Edital Curta Afirmativo 2023 - Bolsa para a Produção de Curtas-Metragens, obtendo uma nota final de 13,8 e ficando na 19ª colocação com a situação de Classificado Não Selecionado. A classificação final e a nota recebida pelo projeto podem ser verificadas na Portaria SAV nº 04, de 10/01/2024, disponível no link: https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/editais/inscricoes-encerradas/curta-afirmativo-bolsa-para-producao-de-curta-metragem/portaria-final-curta-afirmativo-sei.pdf
Formato de Captura Utilizaremos câmeras digitais de alta qualidade para captura de imagens, garantindo detalhes nítidos e cores precisas durante todo o processo de filmagem. Formato de Exibição Final O curta-metragem será finalizado em formato digital com resolução de 2K, com qualidade visual superior para exibição em telas de cinema e plataformas digitais. Aspect Ratio Formato de produção widescreen com proporção de 16:9, ideal para a exibição em telas de cinema e televisão, proporcionando uma experiência imersiva ao espectador. Resolução de Imagem A resolução de 2048 x 1080 pixels, padrão 2K, garantindo alta qualidade visual durante a exibição. Formato de Áudio O áudio do filme será mixado em formato 5.1 Surround Sound, oferecendo uma experiência sonora imersiva para o público. Software de Edição A edição de vídeo com softwares da Adobe, por conta das ferramentas avançadas para manipulação e finalização de imagens; Mixagem de som será feita no Pro Tools, garantindo qualidade e precisão no áudio do filme. Equipamentos Principais Equipamentos profissionais de iluminação e áudio, câmeras de alta resolução, para assegurar a captura e a produção de imagens e sons de alta qualidade técnica. Linguagens de Legendas e Audiodescrição Legendas em Português (Brasil) e Inglês (EUA), facilitando a compreensão para diferentes públicos ao redor do mundo. Acessibilidade Audiodescrição para deficientes visuais, legendas descritivas que incluem sons e ambientação, além de uma janela de Libras para acessibilidade completa a deficientes auditivos.
Anargentário é um curta-metragem que visa apresentar as consequências da falta de acesso à educação para populações vulneráveis. Para garantir a fidelidade à narrativa do filme e promover a inclusão, apresentamos as seguintes ações de acessibilidade: Acessibilidade Atitudinal - Priorização na contratação de profissionais PCDs (pessoas com deficiência) experientes ou em estágio de carreira inicial. Acessibilidade Física - Aluguel de espaços administrativos e locações com itens de acessibilidade, como rampas e banheiros adaptados; - Organização do set de filmagem para facilitar a mobilidade, com caminhos claros e espaços amplos; - Sinalização adequada para indicar acessos, saídas e rotas alternativas acessíveis; - Inclusão de informações sobre a importância da acessibilidade e da cultura inclusiva na reunião geral do projeto. Acessibilidade de Conteúdo - Legendas em PT/BR e EN/US em todas as versões do curta-metragem, com boa legibilidade, tamanho de fonte adequado e contraste de cor; - Legendas descritivas que incluem diálogos, identificação de personagens, sons ambientes, efeitos sonoros, músicas, tons de voz e emissões das cenas para a compreensão de pessoas com deficiência auditiva; - Audiodescrição das cenas para a compreensão de pessoas com deficiência visual; - Janela de interpretação em Libras para a compreensão de pessoas com deficiência auditiva; - Simplificação de conteúdo nos documentos do projeto, bem como legendas descritivas em anúncios e postagens nas plataformas digitais.
Lançamento da obra, em uma premiere, para elenco, equipe técnica, alunos de escolas de ensino de jovens e adultos (EJA) e alunos do programa Universidade Aberta da Terceira Idade (UATI) da UFRB; Inscrição de Anargentário em festivais de cinema nacionais e internacionais através das plataformas Prosas, Film Freeway, Sympla, sites e/ou formulários online dos festivais. O filme será inscrito em festivais gratuitos de curtas-metragens, anunciados em plataformas como FilmFreeway, Prosas, To Dentro Festival, Sympla, sites e/ou formulários online; Após dois anos de distribuição e exibição exclusiva em festivais, disponibilizaremos o curta-metragem nas plataformas de compartilhamento de vídeo YouTube e Vimeo, com um pacote de acessibilidade contendo legendas em PT/BR e EN/US, audiodescrição e janela de Libras; Realizaremos um ensaio aberto ao público antes das filmagens, permitindo que a comunidade local participe e conheça mais sobre o processo de produção cinematográfica; Transmissão ao vivo de eventos relacionados ao projeto, como debates, mesas-redondas e o lançamento do curta-metragem, através de redes sociais e plataformas de vídeo, democratizando o acesso ao projeto a pessoas de diferentes regiões; Produção e doação de documentos técnicos de produção relacionados ao curta-metragem, respeitando os direitos de privacidade estabelecidos por contratos com a equipe e eventuais patrocinadores. Esses materiais serão disponibilizados para cursos públicos de cinema no Brasil que demonstrem interesse, amplicando os recursos para a formação de novos profissionais da área.
Flavio Gusmão - Proponente, Produtor e RoteiristaBacharel em cinema e audiovisual pela UFRB, membro da APAN desde 2019, monitor do VitrineLab, da Vitrine Filmes, desde 2021. Finalista das rodadas de negócios do MercaMIMB 2024 (em parceria com os Estúdios Globo), SérieLab 2023, FRAPA 2021-2023 e Lab Nicho 54 2021. Produtor, roteirista, pesquisador e assistente de desenvolvimento de projetos. Produtor da 2ª Edição do Laboratório de Produção Criativa do FIANb (Festival Internacional do Audiovisual Negro do Brasil), diretor de produção do curta “Aldeia Roots” de Carolina Maria dos Santos, assistente de direção de arte do filme “E agora, Maria?” de Bruna Maria, produtor, diretor de arte e ator do filme “Como 2 e Dois”, de Yann Waise, ex-assistente de distribuição da Tarrafa Produtora. Co-criador da série em pré-produção "Intransitivos", primeira série de humor desenvolvida e ambientada no Recôncavo da Bahia. Carolina Maria - Produtora ExecutivaMestranda, documentarista, fotógrafa, roteirista, professora de cinema, pesquisadora em linguagem audiovisual. Curadora independente na Mostra Cineafromar (MA), trabalha também como professora de arte-educação em linguagem audiovisual. Interessa-se por processos Fabulativos que experimentem linguagens artísticas integradas. Foi a 2ª colocada do Concurso de Argumentos Infantojuvenil do Cabíria Festival 2021, com o projeto "Grandes Animais do Mar". É integrante do fórum Audiovisual negro e indígena do maranhão desde 2020, organização que milita pelo Acesso das populações negras e indígenas maranhenses às políticas culturais locais. Marta Silva- DiretoraMulher negra, quilombola e lésbica, graduanda no curso de Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano-UFRB, onde atua como assistente de produção, diretora, técnica de som direto e roteirista. Marta é diretora dos curtas-metragens universitários Raízes que contam, Maria Felipa, Raízes do Boqueirão, dentre outros filmes já realizados em coletivo na graduação. Já teve seu curta de 1 min, Afago selecionado/premiado por festivais e para o Desenvolvimento Artístico da Globo. É uma das ordenadoras da comunidade quilombola, pertencente da comunidade de São Francisco do Paraguaçu, quilombo Boqueirão, que está localizada no Recôncavo Baiano, município de Cachoeira, conhecido pelas suas belezas naturais e por suas festas tradicionais. Idealizadora da “Aquilombando Produções”, que visa trazer visibilidade e valorizar a cultura do quilombo Boqueirão, entendendo que é uma percursora da diversidade cultural que o território possui.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.