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O livro "Os artefatos da resistência negra no Brasil escravocrata" explora as diversas formas de resistência e sobrevivência dos escravizados africanos e seus descendentes durante o período de escravidão no Brasil. Ele nasceu de uma pesquisa que ganhou o Prêmio Bom Design 2020. Além do design,a história, a antropologia, a arquitetura e a moda são outras áreas que o livro abarca.A obra destaca a importância desses artefatos na preservação da identidade e cultura africana, bem como na luta pela liberdade e dignidade
Para morrer, para viver, para espiritualizar, para trabalhar, para comunicar. A presente pesquisa transversaliza por meio desses “cinco para” fazendo um levantamento das imagens e artefatos símbolos da resistência negra durante o período escravocrata brasileiro, utilizando como base metodológica o design anthropology. Área interdisciplinar e horizontal onde há contribuições tanto para o design quanto para a antropologia - o que culminou não só em um inventário, mas também na ressignificação de “resistência” dentro do período estudado para a expressão de um sentimento chamado La-aye que foi construído ao longo de 300 anos. Além disso, como é uma pesquisa transdisciplinar, outras áreas do conhecimento são movimentadas como história, moda e arquitetura. Para aprofundar a contribuição para nessas áreas, são trazidos paratextos escritos por pesquisadores.
OBJETIVO GERAL • Divulgar a história da resistência negra durante o período escravocrata brasileiro através de um livro que reúne artefatos feitos por pessoas negras daquela época, promovendo uma compreensão mais profunda sobre as questões raciais. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Reeditar a pesquisa "Pensamento Projetual Espontâneo: resistência negra no período escravocrata brasileiro através da sua produção de imagens e artefatos" para um livro de aproximadamente 250 páginas com o título "Os artefatos da resistência negra no Brasil escravocrata";• Divulgar a obra em sites e redes sociais da imprensa negra, design, antropologia, história e arte.• Distribuir 2000 exemplares, gratuitamente, a obra para escolas, instituições Culturais, Universidades e cidadãos negros.
O Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão e um ano depois era proclamada a república. Com isso, também veio a tentativa de apagamento histórico, como se pode ver no seguinte trecho do Hino da Proclamação da República: "Nós nem cremos que escravos outrora tenha havido em tão nobre país". Isto acaba sendo uma justificativa falsa, embaladas por uma "democracia racial". Só em 1950, quando a ONU patrocinou um conjunto de pesquisas raciais sobre o Brasil, com vários intelectuais como Guerreiro Ramos (1954) que estas teorias começaram a cair por terra. Ou seja, desse ponto de vista: o Brasil não sabe exatamente o que foi a escravidão. A resistência negra durante o período escravocrata brasileiro é um tema de fundamental importância histórica e cultural, que merece ser amplamente explorado e documentado. A criação de um livro que reúna imagens e artefatos desse período visa não apenas preservar a memória dos ancestrais que lutaram bravamente pela liberdade e dignidade, mas também educar as gerações futuras sobre as diversas formas de resistência e resiliência que marcaram essa época. Este projeto busca preencher uma lacuna na historiografia brasileira, oferecendo uma perspectiva visual e material da luta dos negros escravizados, destacando suas estratégias de resistência, suas expressões culturais e suas contribuições para a formação da identidade brasileira. Ao reunir e apresentar esses artefatos e imagens, o livro pretende proporcionar um recurso valioso para pesquisadores, educadores, estudantes e para o público em geral, fomentando uma compreensão mais profunda e abrangente da resistência negra no Brasil escravocrata. Portanto, ele se enquadra no inciso IV e V da Lei 8313/91: "IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional" e "V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira"; Referente aos objetivos do Art. 3º serão alcançados os seguintes: "II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes"; "IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos".
Miolo Acabamento Cola Pur Formato: 160 mm x 230 mm (fechado) 250 páginas (dessas, 50 páginas coloridas) Papel Polén Bold Papel offset 120g para as páginas coloridas Capa Papel triplex 250g Formato: 160 mm x 230 mm (fechado) + 80mm de orelha + 6,0mm de lombada
Produção de um audiolivro, que também terá descrições das imagens
Distribuição gratuita de 2000 exemplares para cidãdaos negros, além para bibliotecas e secretarias de cultura (segundo Lei 8313/1991 e IN 02/2019) , tanto os livros impressos quantos os audiolivros. Todos os livros serão para distribuição gratuita, não haverá comercialização. Também haverá divulgação em sites e redes sociais que falam sobre design, antropologia, história e arte. Além da imprensa negra.
hugo oguh (proponente): é designer de formação (UDESC/CEART) e multiartista. É um alter ego disruptivo nascente de dentro pra fora. Aproveita o processo de criação, experimentação e intuição para pesquisar sobre o pensamento projetual, criando pontes entre diversas áreas criativas. Ganhador do Prêmio Bom Design 2020 na categoria Pesquisa*; Escolhido para a galeria da edição #71 da revista Zupi; Um dos ilustradores selecionados para a exposição “Encontro do Sol com a Lua” da editora Solisluna; Um dos escritores escolhidos para o livro “Fábulas e Lendas Africanas Reimaginadas” da Editora Escureceu; Artista expositor no Circuito Cultural Mapping no Caeté 2023 e na Exposição "Constituinte do Brasil Possível" que ocorrerá em novembro de 2023. A pesquisa que ganhou o prêmio Bom Design, é essa do projeto para transformar no livro "Os artefatos da resistênia negra no Brasil escravocrata". Na parte editorial, também está coordenando um Almanaque das Diversidades feito pelo NUDHA (Núcleo de Diversidade, Direitos Humanos e Ações Afirmativas do CEART/UDESC) e terminando o projeto de um livro ficcional com realidade aumentada. Neste projeto o proponente irá reescrever a pesquisa para o formato de um livro e irá fazer a projeto gráfico do mesmo. Bruni Fernandes: Bacharel em Estudos de Edição pela FALE-UFMG, mestre e doutorando em Artes Visuais pela EBA-UFMG, possui experiências diversas em editoria e assistência editorial, curadoria textual e artística, atuando junto a diversas editoras, instituições culturais e projetos/artistas independentes. Colabora com diversos projetos em um exercício ativo de sua crença em práticas editoriais conscientes, politizadas e comprometidas. Desde 2016 acumula como profissional do texto uma ampla e variada experiência em editoria, revisão e preparação de originais (de ficção e não ficção nacionais e traduzidos), agregando em seu portfólio clientes como Editora UFMG, Bernoulli Sistema de Ensino e Grupo Editorial Autêntica, Helvetia Éditions, Ler para Escrever, Duna Editora, Tiragem Livros, Editora Fósforo, Editora Voo e a Associação Brasileira de Pós-Graduandos em Comunicação. Bruni cuidará da edição e revisão textual do livro. Além disso, o Museu Afro Brasil se prontificou a ajudar na busca pelos direitos autorais de imagens feitas de artefatos na exposição "Arte, ardono, design e tecnologia no tempo da escravidão" produzida por eles a alguns anos atrás.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.