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O documentário "As que ficam…" é um média-metragem que será finalizado no formato 4k, 23.96fps, áudio estéreo.O documentário mostra a situação das mulheres no semiárido brasileiro que enfrentam com poucos recursos o processo de desertificação causado pelas mudanças climáticas. Além do documentário, a produtora Butterfly irá realizar 4 oficinas sobre produção audiovisual e roteiro em escolas públicas do estado de São Paulo.
Quando tudo seca e não resta mais esperança, são elas que permanecem. Um documentário sensível, com uma perspectiva feminina sobre a tragédia da desertificação no semiárido brasileiro
Objetivo Geral No documentário média-metragem "As que ficam… " vamos mostrar como mulheres enfrentam o processo de desertificação do semiárido brasileiro. Segundo a ONU, essa região do Brasil está passando pelo pior processo de desertificação do mundo, 13% já viraram deserto. A recuperação de uma área dessas leva mais de 30, segundo o professor Humberto Barbosa do Instituto Lapis da Universidade Federal de Alagoas - um dos entrevistados na pesquisa inicial feita para o projeto. Estudos da ONU e da FAO, mostram que mulheres e meninas são as mais afetadas diante das mudanças climáticas. Na maioria dos casos, homens migram em busca de trabalho e elas são as que ficam nestes territórios. Com o aumento da dificuldade para ter acesso à água e aos alimentos, as mulheres empobrecem, não conseguem ter uma renda extra. Aumenta também a chance de casamento infantil. Além do crescimento da violência de gênero. No documentário "As que ficam…"queremos mostrar os desafios de duas mulheres que vivem em áreas desertificadas do nosso semiárido. A nossa pesquisa inicial indica que iremos gravar na região de Cabaceiras - Paraíba - e Canudos - Bahia. As duas regiões já se tornaram áridas. Em nossa planilha orçamentária, cotamos viagens das duas diretoras de São Paulo até João Pessoa (PB) e Petrolina (PE) que são as duas localidades mais próximas onde há aeroporto. A nossa intenção é trabalhar com equipes de captação de imagens e som do Nordeste. Toda a nossa cotação está sendo feita com profissionais de João Pessoa e Recife (de onde parte o avião para Petrolina). O nosso objetivo é poder envolver o maior número de pessoas da região para trabalhar na captação das imagens do documentário . A escolha das duas localidades foi feita através de pesquisa com Lapis, Inpe, ASA (Articulação do Semiárido brasileiro), Comissão Pastoral da Terra e AS-PTA (Agricultura Familiar e Ecologia). É possível que na pesquisa final haja alguma mudança de território por questões de conteúdo. As mulheres que vivem nessas regiões não têm água encanada em casa. Ou caminham para conseguir ter acesso ou possuem cisterna. Elas tiveram pouco acesso à educação, mas com o pouco que sabem são responsáveis pela gestão da casa. São elas que controlam o consumo de água, são as responsáveis pela segurança alimentar da família e pelas finanças. Essa carga aumenta ainda mais no caso de mulheres que se separaram ou são mãe-solo e também mulheres cujos maridos vão trabalhar em plantações de outros estados durante o período mais seco. O que pode levar até 9 meses. Essas mulheres ainda têm que lidar com as questões de violência de gênero e disputas territoriais. Na apuração com nossas fontes, descobrimos que nas duas localidades citadas acima há uma pressão pela instalação de torres de captação de vento para abastecimento de usinas eólicas. Para enfrentar as adversidades, as mulheres do sertão têm cada vez mais se unido em cooperativas, associações e sindicatos rurais com uma maneira de resistir em seus territórios. Elas trocam informações sobre novas técnicas, sementes crioulas e outras possibilidades de gestão da água e alimentos. Essa união e construção de redes de apoio têm contribuído para uma adaptação à nova realidade. Em Queimadas, na Paraíba, por exemplo, mulheres se unem uma vez por ano numa marcha das mulheres. É um espaço para troca de experiências e reivindicações de melhorias. O objetivo do documentário é retratar a realidade dessas mulheres a partir de um ponto de vista feminino. A adaptação climática, o enfrentamento da violência de gênero e das disputas territoriais, a sobrecarga de responsabilidades e cuidados e também a formação de redes como um caminho de resistência e sobrevivência. O documentário vai acompanhar o dia-a-dia das mulheres e através das cenas do cotidiano e dos encontros que elas terão com outras pessoas vamos retratar os desafios. Vamos acompanhar por exemplo, a busca pela água, o armazenamento nas cisternas, o preparo dos alimentos, o manejo com o solo, a troca de sementes. As conversas em famílias, os encontros fora da casa com a rede de apoio, as conversas em torno dos desafios enfrentados. Além de acompanhar o dia-a-dia dessas mulheres num formato de docureality, vamos também gravar algumas entrevistas de apoio explicativas dos temas que vamos abordar no filme para servir de guia. A paisagem também entra como um forte elemento narrativo.O objetivo do filme é trazer a questão das mudanças climáticas e dos desafios enfrentados por essas mulheres para mais perto da audiência. É um documentário para contribuir na construção de políticas públicas para mulheres brasileiras tanto do semi-árido como em outras regiões do país onde os efeitos das mudanças climáticas são avassaladores. "As que ficam…"é um filme sobre adaptação climática, resiliência e formação de redes. É um filme para visibilizar as invisibilizadas, as que ficam. Objetivos específico 1 documentário Média-Metragem Formato: O filme será finalizado no formato 4K, 23,96fps, áudio estéreo. Com duração entre 60 a 70 minutos Exibição do documentário: O documentário será exibido em televisões públicas, educativas e culturais e em plataforma digital onde não existe a necessidade de assinatura. A equipe de produção da Butterfly fará a articulação com as TVs públicas de todo o país para garantir a exibição do documentário. Faremos um mapeamento dos executivos para que sejam apresentados ao média - metragem. O documentário pretende exibido também em Festivais nacionais e internacionais que aceitem a inscrição do filme. Exemplo: Festival de Direitos Humanos do Chile, Festival de Tiradentes, É Tudo Verdade, Mostra de São Paulo, Cine BH, Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental. Sobre as plataformas digitais gratuitas, faremos um levantamento para avaliar a melhor viabilidade de distribuição entre YouTube, Vimeo e outros. Contrapartida - 4 oficinas de produção e roteiro Realização de quatro oficinas de produção audiovisual e roteiro, a serem realizadas para estudantes da rede pública de ensino do Estado de São Paulo. O objetivo dessas oficinas é ampliar o conhecimento sobre as técnicas de produção e roteiro audiovisual. Através das técnicas, estudantes poderão iniciar um processo de formação na área e também poderão se articular para contar as próprias histórias trazendo assim um olhar mais diverso para o audiovisual brasileiro. Será realizado pela equipe do projeto um mapeamento para escolha de quatro escolas públicas que tenham Ensino Médio e espaço em seu calendário escolar. O objetivo é que o maior número de estudantes seja alcançado pela ação. Para a divulgação das inscrições será feita em parceria com a diretoria das escolas. Iremos utilizar com a anuência da diretoria os espaços já usados para comunicação para que a divulgação transcorra da melhor maneira possível. Após a execução do curso todo o material pedagógico produzido para o curso será disponibilizado para consulta sem prazo definido pelos estudantes e escolas participantes do projeto. O material será produzido de forma que seja acessível para todos. Serão escolhidas 4 escolas públicas no Estado de São Paulo que tenham Ensino Médio para realização das oficinas dentro do espaço e calendário escolar. Pós-cursoTodo o material dos cursos será disponibilizado para consulta sem prazo definido pelos estudantes e escolas participantes do projeto. O material será produzido de forma que seja acessível para todos
É através da Lei de Incentivo à Cultura que podemos realizar projetos que tragam impacto à nossa sociedade tanto na conscientização quanto na contribuição para construção de políticas públicas. O documentário média-metragem "As que ficam…"quer trazer uma perspectiva feminina sobre a questão das mudanças climáticas que atingem o nosso país. O documentário vai dar voz para mulheres invisibilizadas no semi-árido brasileiro. O Semiárido Brasileiro se estende pelos nove estados da região Nordeste e também pelo norte de Minas Gerais. No total, ocupa 12% do território nacional e abriga cerca de 28 milhões de habitantes divididos entre zonas urbanas (62%) e rurais (38%), sendo portanto um dos semiáridos mais povoados do mundo. Trata-se de uma região rica sob vários aspectos: social, cultural, ambiental e econômico. Atualmente , 13% da área do semiárido está desertificada. Quando isso acontece, as temperaturas aumentam, as chuvas ficam ainda mais escassas - passa a chover 1 mês por ano, ao invés de 3 - e o solo fica degradado. Esse cenário dificulta o plantio de subsistência nessas regiões que são feijão e milho. Tanto no norte da Bahia quanto na Paraíba - em áreas já desertificadas - as famílias plantam essas culturas no período de chuva e aproveitam a colheita para incrementar a alimentação e também a renda - já que dependendo da colheita conseguem vender. Mas o plantio está cada vez mais difícil por conta das mudanças climáticas. As mulheres desempenham um papel super importante neste plantio. Elas são consideradas as "guardiãs das sementes crioulas". São elas que armazenam e trocam informações sobre quais sementes plantar para um melhor resultado. A desertificação tem ocasionado, cada vez mais, um ambiente de vulnerabilidade para as mulheres do semiárido, pois são elas as responsáveis pela segurança hídrica e alimentar das casas. Em alguns casos, ainda precisam arcar com todo o cuidado da casa durante a maior parte do ano porque os maridos migram durante o período mais seco para trabalhar em plantações em outros estados. Estudos da ONU e da FAO mostram que as mudanças climáticas atingem mais as mulheres e as meninas do que os homens. Isso acontece porque em muitos casos eles migram para outros territórios e as mulheres ficam. As mudanças climáticas dificultam o acesso à água e à alimentação e as mulheres acabam gastando mais tempo com esses afazeres. Dessa forma ficam impossibilitadas de conseguir outras fontes de renda e até de estudar. Neste cenário aumentam também as chances de casamento infantil O documentário "As que ficam…" quer fazer uma alerta sobre essa realidade e também mostrar como as mulheres de regiões já desertificadas no Brasil têm enfrentado a questão da mudança climática. Nas nossas pesquisas com organizações que atuam na região e também com mulheres, encontramos relatos sobre como a formação de redes de apoio têm contribuído para uma melhora na qualidade de vida. A possibilidade de troca com outras mulheres ajuda nas decisões econômicas e também no enfrentamento da violência de gênero. Este é o segundo documentário independente com uma perspectiva feminina e que trata da questão de gênero dirigido e roteirizado por Beatriz Prates. Nádia Pontes, co-diretora e também roteirista, tem um mestrado sobre mudanças climáticas no semiárido brasileiro e já dirigiu, roteirizou e produziu diversos documentários sobre o tema das mudanças climáticas. "As que ficam…" atende o Art. 1º da Lei n° 8.313/91 I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Bem como as finalidades do Art. 3°: II - fomento à produção cultural e artística, mediante:a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.228-1, de 2001)
TODAS AS PEÇAS DE DIVULGAÇÃO CONTARÃO COM A LOGOMARCA DA LEI DE INCENTIVO, DO MINC E DO GOVERNO FEDERAL, CONFORME MANUAL DE APLICAÇÃO. Sobre a remuneração do proponente serão utilizadas as rubricas orçamentárias de : Diretor cinematográfico , Produção Executiva e Roteiro.
O documentário "As que ficam…" terá entre 60 a 70 minutos de duração. O filme será construído a partir dos depoimentos das mulheres do semi-árido e também de suas colegas, amigas e parentes. Vamos gravar cenas do cotidiano para que através delas consigamos mostrar para a audiência os desafios climáticos enfrentados por essas mulheres e também as adaptações que elas fazem para sobreviver. Gravaremos reuniões entre as mulheres em associações e sindicatos e as conversas delas com seus pares. A paisagem seca das áreas desertificadas também será um grande elemento para compor a narrativa. Serão utilizados recursos audiovisuais como fotografias e VHS - quando houver. A trilha será original.
Legendagem descritiva A legendagem torna o conteúdo audiovisual acessível a pessoas que são cegas ou têm baixa visão. Através deste recurso, vamos promover a igualdade de acesso à informação garantindo que todos possam aproveitar o documentário, independentemente de suas capacidades visuais.Ela também pode melhorar a experiência dos espectadores em geral, fornecendo informações adicionais sobre o que está acontecendo na tela. Audiodescrição A ferramenta de audiodescrição também é importante para a acessibilidade das pessoas que são cegas ou têm baixa visão. Ela consiste numa narração descritiva das informações visuais essenciais durante os momentos de pausa no diálogo ou no áudio principal. A narração traz detalhes sobre ações, expressões faciais e outras informações que são cruciais para entendimento do filme. Libras A utilização de Libras (Língua Brasileira de Sinais) garante a inclusão de pessoas que têm baixa escuta. Trabalharemos com intérpretes qualificados e que transmitam com precisão o que está acontecendo na tela. Todo o material de divulgação do filme será feito de maneira que as pessoas tenham acesso à informação sobre acessibilidade. Acessibilidade física Serão priorizados como local de exibição do documentário locais com recursos de acessibilidade física Acessibilidade para pessoas com deficiência intelectual Será realizada uma consultoria com integrantes da APAE no Estado de São Paulo para utilização do filme em uma oficina com pessoas que frequentam a instituição. Oficinas Ao final dos 4 encontros, os alunos receberão um ebook com os seguintes recursos: Audiodescrição do ebook Teremos um audiobook sobre o conteúdo apresentado no ebook e que poderá ser consultado indefinidamente pelos estudantes do ensino médio Legendagem descritiva dos vídeos Os vídeos que forem utilizados no treinamento terão legendagem descritiva Medidas de acessibilidade física As medidas de acessibilidade física necessárias só serão conhecidas após a articulação com as escolas públicas. A Butterfly se compromete a auxiliar para que toda acessibilidade física seja garantida aos estudantes que forem participar das oficinas.
Em atendimento aos incisos III, IV e V do art. 30, I, da IN n. 11 de 2024 do Ministério do Cultura; III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas;
BUTTERFLY PRODUCOES AUDIOVISUAIS LTDA - Produtora Audiovisual, PROPONENTE, responsável por toda a execução do projeto Beatriz Prates é a roteirista e diretora do filme. Beatriz é jornalista com mais de 20 anos de experiência. Ela também dirgiu e roteirizou o documentário longa-metragem "Apesar de…" - finalizado em 2024 - que fala sobre o tema do abuso sexual infantil. Beatriz Trabalhou em veículos de comunicação tradicionais como Rede Vanguarda e Rede Globo. Na Rede Vanguarda, dirigiu o documentário Sabores da Terra em 2008. Na Globo era editora de especiais do Globo Rural. Em 2018, Beatriz foi a responsável pela operação e criação do Canal MyNews no YouTube, onde atuou como diretora geral até 2022. Também no Canal MyNews Beatriz dirigiu o semanal Segunda Chamada, indicado com um dos 5 melhores jornalísticos do país pela APCA em 2019. Em 2021, fez a supervisão de roteiro e edição do documentário Geração Covid do canal MyNews.. Em 2016, fez a pesquis para a websérie documental Prosa Sertaneja. Nádia Pontes Nádia Pontes fará co-direção, pesquisa e roteiro do filme. Nádia é jornalista multimídia especializada na cobertura de meio ambiente e ciências com 20 anos de experiência. A pesquisa de mestrado em Ciência Ambiental pela Universidade de São Paulo a levou a percorrer comunidades pelo semiárido nordestino que esperavam a água chegar pelos canais de concreto construídos para transportar volumes retirados do rio São Francisco. Como repórter, atua principalmente como correspondente da Deutsche Welle, imprensa pública da Alemanha, com produção de reportagens, fotos e vídeos. Como pesquisadora e roteirista, produziu documentários sobre temas ligados ao desmatamento, cadeias de valor na Amazônia, entre outros. Em 2022, foi reconhecida pelo Prêmio IMPA de divulgação científica pela série “As Cientistas da Amazônia”. Foi grantee do Rainforest Journalism Fund e Pulitzer Center nos anos de 2019, 2020 e 2023. Dentre os prêmios recebidos estão Berlin Science Communication Award, da Humboldt-Universität zu Berlin, em 2017; Prêmio Globo de Programação pelo documentário Futuro das Cidades, em 2016; Voices2Paris UNDP Storytelling Contest, em 2015; VerCiencia Special Tribute Award pela criação do programa de ciências Futurando, da Deutsche Welle Brasil, em 2015; Prêmio Fiema de Jornalismo Ambiental na categoria documentário com “Terra, Vida ou Morte”, produzido pela Rede Vanguarda, afiliada da Rede Globo, em 2010.
PROJETO ENVIADO PARA ARQUIVAMENTO.