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PRONAC 247114Expirado o prazo de captação parcialMecenato

FETEAG 2025 - Festival de Teatro do Agreste

TEATRO EXPERIMENTAL DE ARTE
Solicitado
R$ 444,6 mil
Aprovado
R$ 638,6 mil
Captado
R$ 375,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (3)
CNPJ/CPFNomeDataValor
01425787000104REDECARD INSTITUICAO DE PAGAMENTO S.A.1900-01-01R$ 150,0 mil
33592510000154VALE S.A.1900-01-01R$ 150,0 mil
07237373000120BANCO DO NORDESTE DO BRASIL SA1900-01-01R$ 75,0 mil

Eficiência de captação

58.7%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Chamada Instituto Cultural Vale 2024
Ano
24

Localização e período

UF principal
PE
Município
Caruaru
Início
2025-05-01
Término

Resumo

O FETEAG 2025 - Festival de Teatro do Agreste marcará a 34ª edição do evento, realizado em Caruaru. A programação será rica e diversificada, incluindo espetáculos nacionais e internacionais, oficinas, debates e mesas-redondas. O festival tem como objetivo promover o intercâmbio cultural e contribuir para o desenvolvimento das artes cênicas na região, consolidando-se como um importante espaço de diálogo e formação artística.

Sinopse

PROGRAMAÇÃO A programação do FETEAG 2025 será definida por CURADORIA, que será baseada nos pensamentos do filósofo Boaventura de Souza Santos, visa valorizar as produções do sul global e suas questões em pauta, promovendo assim uma ampliação do diálogo intercultural e uma maior representatividade das vozes marginalizadas no cenário teatral. Boaventura de Souza Santos é conhecido por suas contribuições para a teoria crítica e para a epistemologia do sul, defendendo a necessidade de valorizar o conhecimento e as perspectivas dos países do sul global. Em obras como "A Critique of the Epistemologies of the South" e "Epistemologies of the South: Justice Against Epistemicide", Santos argumenta que as formas tradicionais de conhecimento e as narrativas dominantes são frequentemente limitadas e excludentes, ignorando as experiências e os saberes das populações marginalizadas. Nesse contexto, a edição 2025 do FETEAG busca incorporar os princípios e as perspectivas defendidas por Santos em sua programação curatorial, dando destaque às produções teatrais que abordam questões pertinentes ao sul global, como desigualdade social, colonialismo, resistência e justiça social. Isso implica em dar voz e visibilidade a artistas, grupos e temáticas que são frequentemente sub-representados nos circuitos culturais dominantes. Referências a obras e artistas do sul global, bem como colaborações com festivais e grupos teatrais de países em desenvolvimento, serão valorizadas na programação do FETEAG 2025. Além disso, serão promovidas ações pedagógicas, debates e atividade formativa (oficina) que abordem questões relacionadas à diversidade cultural, inclusão social e justiça epistêmica, inspiradas nas reflexões de Boaventura de Souza Santos. Essa abordagem curatorial não apenas enriquecerá a experiência dos espectadores ao oferecer uma variedade de perspectivas e estilos teatrais, mas também contribuirá para uma maior conscientização sobre as questões globais e para a construção de pontes entre diferentes culturas e comunidades. Assim, o FETEAG 2025 se posiciona como um espaço de encontro e celebração das diversidades, em consonância com os ideais de justiça e igualdade defendidos por Boaventura de Souza Santos. SEMINÁRIO: TÍTULO: Ações Trans-Pedagógicas - Confabulando o agora para mirar no amanhã ● Mesa de Debates: Tema 1: As artes Cênicas e as Urgências dos Corpos Trans na Cena. Sinópse: O tema apresentado tem como proposta abordar a Teoria Queer em paralelo para com a produção das artes cênicas no cenário do Agreste como um meio de luta e resistência em contraposição às imposições sócio-político-comportamentais ainda vigente com muita força nesta região. Participantes: a definir ● Tema 2: Corpos Trans em Rede de Diálogo nas Artes Cênicas. Sinópse: A mesa tem como proposta dar voz e visibilidade às redes de diálogos de grupos de teatros (constituidos por integrantes da comunidade LGBTQIA+) que realizam produções artísticas com foco na temática da representatividade dos corpos trans como um ente artísitco-reflexivo acerca do ordenamento binário e sócio-patriarcal que se impõe como agente normativo-comportamental. Participantes: a definir CURSO/OFICINA: Projeção Mapeada – teoria e prática aplicada ao Teatro e a Performance EMENTA:Projeção mapeada – teoria e prática aplicada ao teatro e a performance:É um ciclo de encontros, com 20 horas/aula, dividida em 5 módulos, onde aplicaremos conceitos teóricos e práticos da projeção mapeada, técnica essa que a cada dia se implementa e faz participar dos espetáculos e das performances, abordaremos temas de suma importância para o desenvolvimento particular e coletivo dos participantes, e ao final realizar uma apresentação pública de um projeto coletivo.

Objetivos

Objetivo GeralO objetivo geral do FETEAG 2025 - Festival de Teatro do Agreste é fortalecer o cenário cultural da região por meio de uma programação diversificada, incluindo 15 apresentações teatrais (5 voltadas ao público infantil com debates subsequentes), uma oficina de qualificação profissional de 20 horas/aula e cinco mesas de debates sobre temas relevantes. Dessa forma, o festival busca consolidar-se como uma referência cultural no Agreste. Objetivos específicos Fortalecer o cenário cultural do Agreste: Proporcionar um espaço de encontro e troca entre artistas, público e críticos, promovendo a diversidade cultural; Estimular a apreciação e a reflexão sobre o teatro: Oferecer uma programação diversificada e inclusiva que incentive o pensamento crítico; Contribuir para o desenvolvimento cultural e educativo da região: Envolver o público, especialmente crianças, em atividades que promovam a educação e a formação artística; Descentralizar a cultura e democratizar o acesso: Promover eventos culturais fora dos grandes centros urbanos; Valorizar a produção cênica local: Destacar e apoiar artistas e produções locais, ampliando o reconhecimento da atividade artística como campo profissional, através da Mostra PE; Fomentar a acessibilidade: Garantir que os eventos sejam inclusivos para pessoas com deficiência auditiva; Estimular a economia local: Contratar serviços locais para a realização do Festival; e Consolidar Caruaru como um polo cultural: Fortalecer a imagem de Caruaru e Pernambuco, tornando-os reconhecidos internacionalmente como sedes de grandes festivais de artes cênicas. Assim, com base nos objetivos gerais e específicos do FETEAG 2025 - Festival de Teatro do Agrete, os incisos e alíneas do Art. 3º da Lei nº 8.313/91 que se relacionam com a proposta são: Art. 3º. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, com a colaboração da comunidade, promoverão e incentivarão: I - A produção, prática, desenvolvimento e difusão das expressões culturais;III - A formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões;IV - A democratização do acesso aos bens de cultura;VI - O intercâmbio cultural entre os Estados e entre estes e os demais países;VIII - O desenvolvimento de consciência internacional e do respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;X - O desenvolvimento de atividades educacionais e culturais voltadas para o público infantil. Esses pontos refletem a abrangência do festival em termos de inclusão, formação artística, descentralização cultural, acessibilidade e impacto local e internacional.

Justificativa

O FETEAG, com mais de 40 anos de história, destaca-se pela curadoria que se atualiza continuamente em conexão com a cena mundial. O Festival já trouxe obras como "Martin Luther" (Bors Nikitin/Suíça), "GALA" (Jérôme Bel/França) e "O FILHO" (Teatro da Vertigem/SP). Leidson Ferraz, jornalista e doutor em história do teatro, elogia o festival por reunir atrações de diversas cidades e envolver escolas públicas e privadas, especialmente em Caruaru. A cada edição, o FETEAG inova com novas parcerias e trabalhos de grupos renomados como Lume Teatro e Teatro da Vertigem. Como um dos raros festivais de teatro contemporâneo no Brasil e o único em Pernambuco realizado de forma descentralizada, o FETEAG promove turismo cultural inverso, ocorrendo em uma cidade do interior em vez das grandes metrópoles. A programação do festival reflete as ideias de descentralização cultural discutidas por Arjun Appadurai em "Modernidade em Disjunção". Realizado há 43 anos em Caruaru, o FETEAG valoriza a cultura local e a diversidade de expressões teatrais, rompendo com a visão homogênea do teatro e abrindo espaço para diferentes estilos e vozes artísticas. O festival apoia os objetivos do Plano Estadual de Cultura de Pernambuco, promovendo programas de transmissão de saberes dos Patrimônios Vivos, fortalecimento das rotas turístico-culturais, ampliação da educação artístico-cultural nas escolas públicas, utilização das instituições de ensino como espaços culturais e criação de políticas culturais para crianças, adolescentes, jovens e idosos. O FETEAG contribui para a formação profissional dos artistas locais através de oficinas, debates e workshops com profissionais de destaque, como a residência BATUCADA com Marcelo Evelin e o LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO CÊNICA com Lili Monteiro. Essas iniciativas têm apoio de instituições como Goethe Institut, Institut Français e Pro-Helvetia, demonstrando o reconhecimento do festival. A formação de público é uma prioridade, alinhando-se às teorias de Pierre Bourdieu sobre o acesso às artes. O FETEAG realiza atividades em escolas de Caruaru para despertar o interesse dos alunos pelas artes cênicas e fortalece o intercâmbio entre academia e comunidade através de parcerias com o Curso de Teatro da UFPE. O Festival se preocupa com a acessibilidade, oferecendo legendagem e tradução para LIBRAS em todos os espetáculos da Mostra Erenice Lisboa. Reconhecendo a importância das mídias digitais para democratização do acesso, o FETEAG atualiza semanalmente todo o conteúdo informativo em seu site e redes sociais. A Lei de Incentivo à Cultura é fundamental para a continuidade e ampliação dessas ações, consolidando o FETEAG como um dos mais importantes festivais do Brasil e um polo cultural em Pernambuco. Com base na justificativa apresentada, a proposta do FETEAG 2025 - Festival de Teatro do Agreste se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91: I _ Contribuir para a valorização do patrimônio cultural brasileiro.II _ Promover a difusão da cultura e o acesso aos bens culturais à população brasileira.III _ Priorizar o produto cultural originário do Brasil.IV _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.V _ Apoiar, valorizar e difundir as manifestações culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.VII _ Estimular o conhecimento dos bens e valores culturais e apoiar a produção e difusão cultural regional e local.VIII _ Incentivar a formação artística e cultural.

Estratégia de execução

Prezados(as), Gostaríamos de apresentar nossas sinceras desculpas pela perda do prazo referente à última diligência solicitada. Informamos que essa situação ocorreu devido ao fato de estarmos totalmente envolvidos na execução e prestação de contas do projeto FETEAG 2024 - Festival de Teatro do Agreste, PRONAC 2314151, realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura. A execução do FETEAG 2024 demandou intensa dedicação, abrangendo desde a coordenação de apresentações teatrais e oficinas até o cumprimento rigoroso das obrigações administrativas e financeiras do projeto, conforme estabelecido na legislação vigente. Esses esforços visaram garantir o sucesso do evento e sua relevância cultural, não apenas para Caruaru, mas para todo o Estado de Pernambuco e o cenário artístico nacional. Reconhecemos a importância de atender aos prazos estabelecidos, bem como o impacto que a diligência tem no processo de análise e aprovação do projeto. Por isso, reforçamos nosso compromisso com o cumprimento das próximas etapas e colocamo-nos à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas e providenciar o que for necessário para o andamento do processo. Agradecemos pela compreensão e solicitamos que nossa justificativa seja considerada no âmbito da análise.

Especificação técnica

PROGRAMAÇÃO TOTAL DO FETEAG (Plano de Distribuição/Espetáculo de Artes Cênicas) A SER DEFINIDA NA ETAPA DE CURADORIA E PRÉ-PRODUÇÃO AÇÃO PEDAGÓGICA PREVISTA 1 (Plano de Distribuição/Oficina): TÍTULO: Projeção mapeada – teoria e prática aplicada ao Teatro e a Performance TEMPO/DURAÇÃO: 20h MATERIAL: a definir OBJETIVOS: GERAL: Capacitar os participantes a compreender, criar e implementar projetos de projeção mapeada, explorando suas potencialidades estéticas e narrativas no contexto do teatro e da performance artística. ESPECÍFICOS: ● Adquirir conhecimento teórico sobre os princípios e fundamentos da projeção mapeada, fazendo recortes históricos, técnicas e tecnologias desenvolvidas para esse processo da projeção mapeada.● Desenvolver habilidades técnicas, juntamente com os participantes, na utilização de softwares e equipamentos necessários para a criação e execução de projetos de projeção mapeada.● Explorar a interação entre projeção mapeada, atuação e cenografia, compreendendo como os elementos se complementam e enriquecem a experiência do espectador.● Experimentar diferentes abordagens criativas na concepção e desenvolvimento do conteúdo visual para projeção mapeada, considerando aspectos estéticos, narrativos e técnicos, dando prioridade às experiências pessoais, políticas e sociais de cada participante. METODOLOGIA: ● Abordagem teórica e conceitual: a partir das aulas, traremos o fundamento da projeção mapeada, sua história e seu processo evolutivo, partiremos para aulas práticas, mostrando técnicas como Liquid Light Show. ● Demonstrações práticas das técnicas de liquid light show, onde os alunos aprenderão na prática o uso dessa técnica e seus modos de fazer, aplicados à cena teatral e performática.● Discussões dirigidas sobre as teorias estéticas e narrativas por trás da projeção mapeada e sua integração com a arte cênica.● Apresentação e aprendizado do software Resolume, mostrando as possibilidades de integração às artes cênicas e a performance.● Introdução ao TouchDesigner, que é um software que utiliza linguagem de programação para conteúdo multimídia interativo em tempo real.● Exercícios práticos e provocações de aplicabilidade, em pequena escala, com esse exercício de colaboração em grupo para desenvolver conceitos e narrativas visuais a partir da manualidade.● Desenvolvimento de projetos individuais e coletivos, como a criação de imagens com as técnicas ensinadas, à imagens de arquivos públicos, remix de imagens, produção de seus próprios loopings para aplicação na projeção mapeada.● Apresentação dos trabalhos individuais e coletivos, onde discutiremos os resultados alcançados e debates sobre questões estéticas e técnicas relacionadas à projeção mapeada. FAIXA ETÁRIA: 18 as 60 anos MÓDULOS: 1 - Introdução:- Definição de projeção mapeada- História e evolução da técnica- Contexto contemporâneo: aplicações e impacto na arte cênica e na performance 2 - Fundamentos Teóricos:- Princípios da projeção mapeada: perspectiva, mapeamento, softwares interativos e integrativos- Tecnologias e equipamentos necessários- Compreensão dos elementos visuais e narrativos na projeção mapeada 3 - Técnicas e softwares:- Estudo de concepção e desenvolvimento de conteúdo- Exploração de software de mapeamento e animação- Integração de elementos gráficos, luz e som na performance 4 - Prática Aplicada:- Configuração de espaço e equipamentos para projeção mapeada em teatro e performance ao vivo- Exercícios práticos de mapeamento em superfícies variadas- Desenvolvimento de projetos individuais e em grupo 5 - Experimentação e Exploração Criativa:- Desafios de interação entre projeção, atuação e cenografia- Exploração de técnicas avançadas de mapeamento – uso de softwares com integração ao vivo- Encerramento com apresentações dos projetos desenvolvidos pelos participantes e discussão crítica. AÇÃO PEDAGÓGICA PREVISTA 2 (Plano de Distribuição/Seminário) TÍTULO: Confabulando o agora para mirar no amanhã PALVRAS CHAVES: Gênero; corpo trans; não binarísmo; performance TEMPO/DURAÇÃO: 20h MATERIAL: a definir ARGUMENTAÇÃO/JUSTIFICATIVA DO PROJETO PEDAGÓGICO: Por HBLynda, mestranda em Educação Contemporânea na UFPE, campus Caruaru. Historicamente, o corpo é o lugar onde se manifesta o poder. Assim também é espaço de desobedecer e transgredir. No campo das artes, onde a presente proposta busca se movimentar, a prática teatral é uma das principais plataformas onde corporalidades dissidentes do sistema sexo/gênero (pessoas trans, não binárias e travestis) e raça, podem construir e apresentar contra-narrativas às normas sociais. Como pessoa não binária, bicha e historiadora, atuante na área teatral há mais de uma década compreendo que valorizar os saberes e as dramaturgias transgenerificadas e racializadas na dramaturgia pernambucana é reivindicar as suas especificidades e inovações. Como afirma a artista, professora e dramaturga travesti brasileira, Dodi Leal (2020), as transgeneridades nas artes cênicas atualizam o referencial antropofágico do séc. XX, propondo uma transpofagia que se manifesta através da performance. Em Pernambuco, esse processo esteve presente e vem sendo documentado ainda que de forma incipiente. Lembro que na mesma seara e terra onde surgiu Madame Satã, Brenda Lee e o grupo Vivencial Diversiones, em meio à tanta censura e perseguição, nos anos 1960-80, atualmente é onde mais se mata pessoas dissidentes de gênero no país, segundo relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra, 2022). Por outro lado, é onde pessoas de identidades transgêneras como eu e outras, espalhadas pelo território pernambucano e nas programações de espaços teatrais nacionais e internacionais, podem mobilizar, na presença e no discurso, a diferença. Subvertendo esta de uma forma positiva e propositiva, contra um projeto normocentrista e colonial, que não exclui apenas identidades e expressões de gênero, sexualidades e raciais, mas também as que vivem com algum tipo de deficiência, visível e não, atravessadas por classe, religião, geração e outros marcadores sociais. As ações pedagógicas se conectam as atuações já existentes no estado de Pernambuco, se inserindo numa discussão sobre gênero, sexualidade e corpos que é crescente no Brasil. Observo, analiso e confabulo em minhas produções artísticas e acadêmicas no Mestrado em Educação Contemporânea, ao mesmo tempo que sou atravessada pelo questionamento acerca da fixação e rigidez existente em relação ao binarismo de gênero (homem/mulher, masculino/feminino) e as violências sobre os sujeitos que fogem à norma, inclusive as raciais e da sexualidade. É a partir deste não lugar, de fuga e escape entre o que se acredita forjar humano, que busco visualizar outras possibilidades de viver, proponho investigarmos as dissidências e o Teatro. Parto do princípio que ser uma pessoa trans é ser, sobretudo, uma desertora do gênero, aquela que quebra as expectativas dadas ao nascimento e a cartilha que supostamente nos dão para viver. A não binariedade, matriz de onde parte minhas inquietações, são “indivíduos que não serão exclusiva e totalmente mulher ou exclusiva e totalmente homem, mas que irão permear em diferentes formas fluidez em suas identificações” (Reis, 2017, p.08). Escolhemos o Teatro, esse campo dialógico, visceral, afetivo que afronta e contesta para reflexão coletiva: O que o meu e os nossos corpos querem falar? Até onde podemos ir? Buscando as fronteiras entre ele (Teatro) e as transgeneridades, quais ferramentas são utilizadas em nosso estado para hackear o CIStema (Leal, 2020), desprogramando alguns comandos e possibilitando a existência de outros para que haja um desmantelamento das ordens vigentes? Pensar sobre as vivências não binárias e binárias é se contrapor às narrativas de apagamento e historicídios relegadas há muito tempo à população transgênera, um não direito de existência (Jesus, 2013). A dramaturga e travesti Renata Carvalho (2021) rememora a importância de nossos “percebimentos” - palavra que tenho utilizado quando me volto ao debate sobre transgeneridade; esta não é tarefa fácil, pois está carregada de várias urgências: todos os dias uma de nós morre. Como já exposto, o Brasil é o país que lidera o ranking de assassinato de pessoas dissidentes, tendo em Pernambuco recorde de casos, além de promover CIStematicamente a exclusão dessas pessoas em diversos ambientes, incluindo o escolar, através de um heteroterrorismo que persegue (Santos; Borba; Fonseca e Silva, 2021) e de projetos de Lei inconstitucionais, como a criada pelo deputado Fred Ferreira (Partido Social Cristão) pela abolição e proibição do uso de linguagem neutra em Escolas, votada em primeira instância em maio de 2022. Compreendendo aí mais uma faceta transfóbica, reitero que todos os corpos são livres e estão além das falsas classificações biologizantes, cristãs e brancas, pois, "nem todo corpo, nem toda forma de viver o gênero, pode ser explicada ou pode ser incluída na lógica binária" (Balthazar, 2020, p.19) que o mundo colonial promove e de qual necessita para existir. A filósofa Judith Butler (2003) entende o gênero enquanto um conjunto de atos performáticos, transcendendo os dogmas do binarismo, da pré-discursividade, da naturalização do sexo e estabilização da identidade. Tomando de empréstimo as suas colocações, tomo como mote e situo o trabalho de outra pessoa não binária, também potiguar, a artista e perfomancer Jota Mombaça (2020; 2021) que firma, através de uma crítica transfeminista negra radical, a necessidade de reinventarmos narrativas, dramaturgias e o “mercado” da arte. Promover um deslocamento de circuitos, rotas, produções, atuações racistas e LGBTfóbicas está aí incluso, pois queremos demarcar e confabular, como nos disse Hartman, outros meios e fins que não sejam a morte para nossas existências. Pois, essa morte é histórica, psicossocial, cognitiva, física, etc. O teatro será nosso palco, permitindo, por meio dos estudos e ações pedagógicas aqui apresentadas, estabelecer o encontro entre a não binariedade, as vivências de artistas trans em Pernambuco e suas contribuições à nossa constituição enquanto país e estado. Referências Bibliográficas: BENEVIDES, Bruna G. Dossiê: assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras em 2022 / Bruna G. Benevides. ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) – Brasília, DF: Distrito Drag; ANTRA, 2023. 109p. DOURADO, Rodrigo Carvalho Marques. Teatres da Decolonialidade. Urdimento – Revista de Estudos em Artes Cênicas, Florianópolis, v.2, n.44, set. 2022. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/urdimento/article/view/20851/14220 Acesso: 30 de Abril de 2023. JESUS, Jaqueline Gomes de; ALVES, Hailey. Feminismo transgênero e movimentos de mulheres transexuais. Cronos – Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRN, Natal, v. 11, n. 2, jul./dez. 2010. p. 8-19. Disponível em: <http://periodicos.ufrn.br/index.php/cronos/article/view/2150/pdf>. HARTMAN, Saidiya. Vênus em dois atos. Revista Eco-Pós, 23 (3). 12-33. Https: //doi.org/10.29146/eco-pos.v23i3.27640 LEAL, Dodi Tavares Borges. Teatra da Oprimida: últimas fronteiras cênicas da pré-transição de gênero. / Organizadora: Dodi Tavares Borges Leal. – Porto Seguro: UFSB, 2019. 345 p. LEAL, Dodi; ROSA, André. Transgeneridades em Performance: desobediências de gênero e anticolonialidades das artes cênicas. Revista Brasileira de Estudos da Presença, v. 10, 2020; MOMBAÇA, Jota. NÃO VÃO NOS MATAR AGORA. - 1°.ed - Rio de Janeiro: Cobogó, 2021. NASCIMENTO, Letícia Carolina Pereira de. Transfeminismo. - São Paulo: Jandaíra, 2021. 192p. (Feminismos Plurais/ Coordenação de Djamila Ribeiro). REIS, Neilton dos. (Re)invenções dos corpos nas experiências da não-binaridade de gênero. Letras Escreves. Macapá, v. 7, n. 1, 1º semestre,2017. Disponível <https://periodicos.unifap.br/index.php/letras/article/view/3092> SANTOS, Katharine Nataly Trajano et al. O Heteroterrorismo e as dissidências de gênero e sexual no espaço escolar. Cadernos de Gênero e Tecnologia, v. 14, n. 43, p. 153-168, 2021. SEFFNER, Fernando. Ensino de História e suas práticas de pesquisa. 2. ed. [e-book]. capítulo. É raro, mas acontece muito: aproximações entre ensino de História e questões em gênero e sexualidade. Organizadores: Juliana Alves de Andrade e Nilton Mullet Pereira – São Leopoldo: Oikos, 2021. VERGUEIRO, Viviane. Por inflexões decoloniais de corpos e identidades de gênero inconformes: uma análise autoetnográfica da cisgeneridade como normatividade. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal da Bahia, Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos, Salvador, 2015.

Acessibilidade

O projeto FETEAG 2025 - Festival de Teatro do Agreste adota diversas medidas de acessibilidade para garantir a inclusão de todos os públicos, abrangendo tanto a acessibilidade física quanto de conteúdo. Acessibilidade para Pessoas com Mobilidade Reduzida (PMR)- Rampas de Acesso: Serão instaladas rampas em todos os pontos de entrada e áreas de circulação nos locais de apresentação, assegurando a mobilidade de pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.- Banheiros Adaptados: Banheiros acessíveis estarão disponíveis, equipados com barras de apoio e espaço adequado para a movimentação de cadeiras de rodas.- Assentos Reservados: Serão reservados assentos específicos para pessoas com deficiência e seus acompanhantes, garantindo conforto e acessibilidade durante as apresentações. Acessibilidade para Pessoas com Deficiência Auditiva (PcD Auditivas)- Intérpretes de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais): Todas as apresentações contarão com intérpretes de Libras, com atenção especial às sessões voltadas ao público infantil, facilitando a compreensão e a inclusão de pessoas surdas ou com deficiência auditiva. Acessibilidade para Pessoas com Deficiência Intelectual (PcD Intelectuais)- Monitores Treinados e Sala Sensorial: Monitores especializados estarão disponíveis para atender pessoas com deficiência intelectual, incluindo pessoas dentro do espectro autista (TEA). Além disso, será montada uma sala sensorial, equipada para oferecer um ambiente calmo e adaptado às necessidades desses públicos.

Democratização do acesso

O FETEAG 2025 adota diversas estratégias para garantir a democratização de acesso na distribuição e comercialização dos produtos da proposta. Essas medidas visam assegurar que pessoas de diferentes origens e condições socioeconômicas possam participar e aproveitar as atividades oferecidas pelo projeto. As principais estratégias incluem: Ingressos Gratuitos:Distribuição de ingressos gratuitos para estudantes da rede pública de ensino, pessoas de baixa renda e membros de comunidades marginalizadas, garantindo que a participação nas apresentações e atividades culturais não seja limitada por questões financeiras. Cotas Sociais:Reserva de uma porcentagem significativa de ingressos gratuitos ou a preços simbólicos para grupos específicos, como idosos, pessoas com deficiência (PCDs) e moradores de áreas periféricas, promovendo a inclusão de públicos historicamente excluídos dos eventos culturais. Parcerias com Instituições:Colaboração com escolas e outras instituições locais para distribuir ingressos e materiais promocionais, facilitando o acesso de seus membros às atividades da Mostra Recife. Material Digital e Acessível:Disponibilização de materiais digitais, como programas de eventos, vídeos e conteúdos educativos, de forma gratuita e acessível através do site e redes sociais do evento, permitindo que pessoas que não possam comparecer fisicamente ainda possam participar e se beneficiar das atividades culturais. Monitoria guiada:Visita guiada nos teatros para os alunos da rede pública de ensino

Ficha técnica

Arary Marrocos - Presidente do TEA/AdministradoraPernambucana de Belo Jardim, atriz, produtora, encenadora, educadora, bacharel em Direito e em contabilidade, iniciou suas atividades em teatro no ano de 1952 no Colégio Estadual de Caruaru com a criação do grupo de Teatro Estudantil do Colégio de Caruaru. Participando do Grêmio Estudantil Heroínas de Casa Forte, ainda pelo Colégio de Caruaru. Lecionou no Colégio de Caruaru e Instituto Santo Antônio até 1962, quando passou a atuar como Contadora. Em 1962, participou da fundação do Teatro Experimental de Arte-TEA, entidade voltada para o desenvolvimento das Artes Cênicas entre a juventude de Caruaru, principalmente do ensino Fundamental e Médio, dando-lhes condições de participar do movimento artístico e Cultural, incentivando-lhes através de cursos, oficinas e seminários sobre as Artes Cênicas, sendo desde então, há 57 anos ininterruptos, oficineira do Grupo. No período de 1982 à 1985 foi Diretora da Casa de Cultura Jose Conde, promovendo neste período o 1o Simpósio do Teatro Nordestino, em abril de 1984, com participação dos teatrólogos Luiz Marinho, Isaac Gondim, tendo como conferencista a Professora Jurema Pena da Universidade Federal da Bahia. Ainda nesse período idealizou e realizou o I Encontro de Bacamarteiros da Região e ainda, organizadora do 1o Trem do Forró. Participa ativamente da produção do FETEAG - Festival de Teatro Estudantil do Agreste, do qual participam em média 500 atores e técnicos, oriundos de escolas de cerca de 21 municípios do estado de Pernambuco, levando cultura e arte a um público de cerca de 15 mil pessoas ao ano. É oficineira do Teatro Experimental de Arte – TEA, Ex-Presidente da ASSARTIC – Associação dos Artistas de Caruaru, Ex-Presidente do ROTARY Club Caruaru Norte e membra efetiva da ACACCIL – Academia Caruaruense de Cultura Ciências e Letras, ocupa cadeira cujo patrono é Vitalino Pereira, ocupou ainda os cargos de: Secretaria em 1993, Diretora Cultural de 1998 à 2002 e presidente de Maio de 2002 à Maio de 2004. Distinguida pela Câmara Municipal de Caruaru, com o Título de Cidadã Caruaruense. Como presidente da Rotary Club Caruaru criou no Centro Comunitário Odete Melo de Sousa o Clube das Maes, dando assistência a Sessenta Mães de baixa renda, proporcionando cursos profissionalizantes e promovendo encontros com palestrantes sobre saúde, higiene e prevenção de acidentes domésticos. Fundou um grupo de artes com crianças e adolescentes, desenvolvendo dança, teatro e artes plásticas, recebendo o Grupo, por denominação dos companheiros rotarianos e alunos, a denominação de Grupo Cultural Arary Marrocos. Participou de várias oficinas e cursos de artes cênicas, tendo estreado como atriz no Teatro Experimental de Teatro Experimental de Arte (TEA) em 1962, após curso ministrado pelos professores Isaac Gondim, Estefânia Gondim e Clênio Vanderley. Como atriz e diretora recebeu vários prêmios em festivais à nível estadual e Nacional, com os espetáculos: MORTE E VIDA SEVERINA, FEIRA DE CARUARU, A RAPOSA E AS UVAS, A EPOPÉIA DO BEATO TORQUATO MARIA DE JESUS, AUTO DA COMPADECIDA, A BRUXINHA QUE ERA BOA, O BAILE DO MENINO DEUS e A MENINA QUE PERDEU O GATO ENQUANTO DANÇAVA FREVO NA TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL. Foi professora voluntária no Colégio Nicanor Souto Maior no período de 1995 à 2001, tendo dirigido os seguintes espetáculos: A BRUXINHA QUE ERA BOA, O BAILE DO MENINO DEUS, A MENINA QUE PERDEU O GATO ENQUANTO DANÇAVA FREVO NA TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL, O ECLIPSE, A TRISTEZA DA LA URSA e CANCÃO DE FOGO. Nos anos de 2004 e 2005 foi Assistente de Direção no espetáculo ROMEU e JULIETA e em 2006 foi assistente de direção do espetáculo ANJOS DA NOITE, ambos realizados pelo Teatro Experimental de Arte – TEA Fabio Pascoal - Produtor/CuradorIniciou sua experiência artística no TEA – Teatro Experimental de Arte, grupo fundado por seus pais, Argemiro Pascoal e Arary Marrocos, em 1962, na cidade de Caruaru, sendo assim, tem acompanhado desde cedo o desenvolvimento cultural da Cidade. É coordenador pedagógico do Curso de Iniciação Teatral, realizado anualmente, de março a outubro, e oferecido gratuitamente pelo TEA na sua sede, o Teatro Lício Neves. Em 2005, criou o Núcleo de Pesquisa do TEA cujo objetivo é dar continuidade ao trabalho desenvolvido no Curso de Iniciação Teatral, realizado pelo TEA, buscando aprofundar o estudo dos elementos que compõem a cena, como iluminação, interpretação, dramaturgia e cenografia. O primeiro trabalho do Núcleo foi a montagem do espetáculo A Metamorfose, baseado na obra de Franz Kafka, tendo circulado por diversos festivais, Festival de Teatro de Curitiba/PR, Festival de Teatro do Rio/RJ, FETO/BH, Mostra Capiba/SESC/PE e Mostra de Teatro de Grupos/PB, e realizado uma exitosa temporada no Teatro Joaquim Cardozo, Recife/PE. Em 2005 assumiu a função de Diretor Assistente, no projeto de montagem do espetáculo Romeu e Julieta. Em 2007, atuou como Coordenador Geral no projeto desenvolvido pela Fundaj, de filmagem da história do TEA e o FETEAG - Festival de Teatro do Agreste, que resultou na produção dos documentários respectivos: “Quando as Garagens Virarem Teatros”; e “Lições de um Palco Sem Fim”, documentários que passaram a integrar o projeto DOC na Comunidade da Fundaj, tendo circulado por todo o Brasil. Em 2010, foi produtor do projeto de residência artística da diretora Marianne Consentino, com a realização de uma residência artística no TEA, durante 4 meses, resultando no experimento cênico "Carta ao Pai", que circulou por 5 (cinco) pontos de cultura de Caruaru. Ainda em 2010 participou dos cursos de Gestão e Produção Cultural: Fragmentos Gestão e Cultura Gestão Cultural, ministrado por José Alberto e Paula Gonçalves ministrado na Universidade de Pernambuco – Faculdade de ciências e Tecnologia de Caruaru/2010 e do curso produção teatral “ O Avesso da Cena – Gestão e Produção Cultural", ministrado por Rômulo Avelar e produzido pela TRATO – Assessoria e Produção Cultural – João Pessoa/2010. Em 2011, idealizou e realizou o projeto "O Rei Lear no Meu Quintal", montagem contemporânea do "Rei Lear" de Shakespeare, com circulação por pontos de cultura de Recife e Olinda, Pernambuco. Em 2018, idealizou e realizou o projeto Como um Gaudi Nordestino, atuando como ator e produtor, tendo circulado por comunidades da zona rural de Caruaru e cumprido temporada no Teatro Rui Limeira Rosal. Desde 1981 tem se dedicado ao trabalho de produção cultural, promovendo cursos, palestras, oficinas e o festival FETEAG - Festival de Teatro do Agreste, que idealizou e assina como produtor/programador. O FETEAG foi criado com o objetivo de promover a fruição da produção estudantil de Pernambuco, estimulando o estudo e a prática do teatro no âmbito escolar e já recebeu mais de 200 espetáculos. É curador da Mostra Profissional do FETEAG, criada em 2004 com o objetivo de contribuir com a profissionalização da cena local, tendo recebido em sua grade importantes grupos e artistas, nacionais e internacionais, sendo considerado um dos mais importantes festivais de teatro do Brasil. Em 2022 participou como curador convidado da Plataforma Brasil - MITbr, dentro da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, e da PLATEA23 - Plataforma de Programadores do Festival Santiago a Mil,no Chile. Fabio Pascoal faz parte do rol dos programadores internacionais de dança da plataforma digital Mercadança e é o idealizador e executor do projeto de requalificação do Teatro Lício Neves, sede do TEA, que propõe transforma-lo em um espaço multifuncional, moderno, com área cênica em plano único e arquibancada móvel, atendendo as demandas da produção contemporânea em artes cênicas. Marianne Consentino - CuradoraProfessora adjunta do Departamento de Artes, da Universidade Federal de Pernambuco, desde 2014. Ao longo desse período, além das disciplinas ministradas, coordenou diversos projetos de extensão, entre os quais, "Isadora, um espetáculo de plagiocombinação" (2017/2018); "A conferência dos pássaros" (2017/2018); "Fluxos do riso: a palhaçaria e a bufonaria como caminhos possíveis para o artista-docente" (2020); "Parceria entre o Festival de Teatro do Agreste (FETEAG) e a UFPE" (edições 2019; 2021; 2022). Desde 2023 coordena o projeto de pesquisa "Palhaçada na sala de aula: investigações sobre a aplicabilidade da técnica da palhaçaria na Pedagogia do Teatro"; e desde 2018 atua corno coordenadora do Curso de Teatro - Licenciatura. Licenciada em Educação Artística / habilitação Artes Cênicas pela Universidade do Estado de Santa Catarina, mestre em Artes pela Universidade de São Paulo e doutora em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia. Sua pesquisa está centrada nos processos de formação e de treinamento do ator, com ênfase na utilização da técnica do palhaço corno recurso para essa aprendizagem. Participou de oficinas de palhaçaria ministradas por Sue Morrison, Ricardo Puccetti, Leris Colombaioni, entre outros, e ministrou oficinas de formação de ator e de iniciação à palhaçaria em Santa Catarina, São Paulo e Pernambuco. Entre outros cursos complementares de formação, participou do 'Curso de Introdução ao Método de Ator" (Cepetezinho) coordenado por Antunes Filho (CPT/SESC/SP/2004-2005) e do "Laboratório Dramático do Ator", criado e ministrado por Antonio Januzelli (ECA/USP/2005). Durante o Curso de Mestrado foi bolsista da FAPESP e uma das pesquisadoras integrantes do CEPECA (Centro de Pesquisa em Experimentação Cênica do Ator), coordenado pelo Prof. Dr. Armando Sérgio da Silva (ECA/USP). Sua pesquisa de mestrado resultou em uma premiada encenação de "As três irmãs", de Anton Tchékhov, apresentada em festivais nacionais e em Portugal. No Curso de Doutorado foi bolsista da CAPES e desenvolveu a montagem "O Rei Lear no meu quintal", adaptação da obra "O Rei Lear", de William Shakespeare (Recife/2013). Sua tese, intitulada "O Rei Lear no meu quintal. Da sala de ensaio à cena: formação, percurso e método no trajeto poético de uma encenadora" recebeu Menção Honrosa do Prêmio CAPES de Tese 2015. Uma das fundadoras da Troço Cio. de Teatro (Florianópolis/2001), participou como atriz, dramaturga e diretora em diversos espetáculos do grupo. Com a Traço Cia. de Teatro realizou sua primeira experiência como encenadora, a montagem "Fulaninha e Dona Coisa", de Noemi Marinho, premiada nas categorias "Atriz de Rua" (Débora de Matos) e "Prêmio Especial do Júri: Interação da Sonoplastia na Ação Dramática" (Neno Miranda), no X Festival Nacional de Teatro Isnard Azevedo (Florianópolis/2002). Desde 2011 reside no Recife, onde atuou como professora no Curso de Interpretação para Teatro (CIT), promovido pelo SESC, nas Unidades Santo Amaro e Piedade. Em 2018 dirigiu a montagem final do CIT Santo Amaro, intitulada "Ubu Rei ou A Revolta dos Coadjuvantes". Entre outras atividades, atuou como curadora, ao lado de Fábio Pascoal, da Mostra Nacional do FETEAG - Festival de Teatro do Agreste (Caruaru/PE) nos anos 2010, 2014, 2017, 2018, 2019, 2021 e 2022. Desenvolveu o projeto "A subjetividade do ator: individualidade e coletividade", no Ponto de Cultura TEA - Teatro Experimental de Arte (Caruaru/PE/2011), por meio do Prêmio Interações Estéticas — Residências Artísticas em Pontos de Cultura, do Ministério da Cultura, resultando na montagem do experimento cênico "Carta ao Pai", inspirado na obra homônima de Franz Kafka. Com a Cia. Fiandeiros de Teatro, dirigiu a performance "Caliban: um olhar sobre a Tempestade", inspirado na obra "A Tempestade", de William Shakespeare (Recife/2015). Endereço para acessar currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/0865770431210673 Márcio Bastos - Assessor de Imprensa Jornalista formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde atualmente cursa o Mestrado em Comunicação. Estagiou no caderno de Cultura da Folha de Pernambuco, entre 2011 e 2013. Foi repórter do site Roberta Jungmann entre 2013 e 2015, ano em que assumiu o cargo de editor-assistente do veículo e da coluna impressa Persona, publicada diariamente na Folha de Pernambuco, onde ficou até 2016. Atuou como repórter do caderno de Cultura do Jornal do Commercio entre 2016 e 2021, produzindo para o jornal impresso e para o online. No veículo, foi responsável pela coluna Terceiro Ato, voltado para as artes cênicas, que também virou um blog. Já contribuiu com matérias para a Revista Continente, Revista Trema!, Revista Noize, os jornais O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, Suplemento Pernambuco e os sites Revista O Grito e MonkeyBuzz. Como assessor de imprensa, foi responsável pela comunicação do Festival de Teatro do Agreste (FETEAG), em 2022, da mostra "Na Cidade da Ressaca", de Jonathas de Andrade, no MAMAM, em 2023; da Cia Devir (2022 e 2023), do MOV - Festival de Cinema Universitário de Pernambuco (2018, 2019, 2023), entre outros. Também integrou a equipe de Assessoria de Imprensa do Paço do Frevo (2022). Atualmente, é analista de Comunicação na CAIXA Cultural Recife. Daniel Gomes - Diretor de Produção Graduando em História pela (UFPE) e formado pelo Curso de Interpretação Teatral – CIT SESC Piedade. Iniciou sua carreira em 2006 na cidade do Recife – PE. Participou de cursos, oficinas e workshops na área de atuação, expressão corporal e encenação. Dentre seus principais trabalhos estão a dramaturgia e encenação do musical A Arca de Noé (2015), baseado na obra de Vinícius de Morais (Projeto do Instituto de Música Dom da Paz); A Incrível Confeitaria do Sr. Pellica, que lhe rendeu o prêmio de melhor ator coadjuvante no 13o Festival de Teatro de Limoeiro (2013), Homenagem ao Malandro (2016 – participante da 3a Mostra de Artes Aldeia Yapoatan, do 22o Janeiro de Grandes Espetáculos e da 1a Mostra SESC de Teatro e Circo), na peça Curral Grande (2016), A Gaivota, dentre outros. No âmbito da produção atuou como coordenador de produção da 3a MITpb – Mostra internacional de Teatro da Paraíba. Atualmente é membro da produtora de teatro Noz Produz a qual realizou a produção executiva da turnê da peça Pasu – Caminho das Dúvida, contemplada pelo edital cultural do Banco do Nordeste; da websérie (In)cômodos e do monólogo Loré, ambas contempladas pela Lei Aldir Blanc. Felipe Correia - Oficineiro Felipe Correia (Brasil 1991), Fotógrafo, pesquisador e artista visual, mora em Caruaru, Pernambuco, atua com fotografia desde 2011, formado em Fotografia pela UNICAP (2020), e com MBA em Cultura visual: Fotografia e Arte Latino Americana, pela UNICAP.(2022) Seu trabalho dialoga com o universo psicodélico e as artes visionárias, estética desenvolvida dentro dos universos contracultura, corpos dissidentes e impermanentes, trazendo a partir dessas provocações um universo de novas sensorialidades. atuou enquanto diretor de fotografia em Kalunga, montagem e direção (2021), fez direção de Fotografia e montagem em CERKA (2021) com Renna Costa, produziu videoclipes, na direção de fotografia e montagem em Repente sem Jeito (2021) com Ciço Poeta, Canal Veleiro (2020) com Zeh Lucas, Atuou como design de Luz no clipe Pirraça de Uana Mahin (2021) e fez montagem do Curta Sethico (2021), fez a filmagem e montagem de Grande Prêmio Brasil (2022) com o coletivo NEXTO. fez direção de fotografia e Montagem de INGÁ (2022) com Monique Simas, fez direção de fotografia e Montagem do documentário Denuncia: VENTO AGRESTE (2022/2023). Ministrou a oficina Novos imaginários enquanto produtor e Oficineiro, com ênfase em projeção mapeada. Foi proponente e ministrou o curso Hibridus – teoria e prática no audiovisual expandido, oficina essa com ênfase em Projeção mapeada em Garanhuns. Vem trabalhando na Secretaria de Comunicação de Caruaru, onde atua como fotógrafo, com ênfase nas atividades culturais da cidade. Faz parte do conselho setorial de fotografia do estado, no setor Agreste (2021 – 2023). O artista utiliza de linguagens de fotografia expandidas em seus processos de criação, tendo a fotografia como suporte, mas que dialoga com diversas outras linguagens, desde a interação com Luzes RGB, animação, audiovisual e projeção mapeada. Pesquisa ultimamente com softwares de criação e interação sonora visual, como o Resolume Arena e o Touch Design, partindo de linguagens de criação generativa, onde as imagens se criam a partir dos impulsos sonoros, movimentos de câmera dentre outros suportes, criando assim um ambiente sinestésico e único. A intenção do artista é formular novas possibilidades do pensar, trazer uma ideia de ecologia cognitiva, partindo de pensamentos contra hegemônicos, anticoloniais, da diversidade de fusões de pensamentos, criando novas redes do fazer fotográfico e artístico.

Providência

Periodo para captação de recursos encerrado.

2026-04-30
Locais de realização (1)
Caruaru Pernambuco