Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O projeto prevê a circulação dos espetáculos " As reprises nossas de cada dia" e Flor do bolão" por quatro comunidades quilombolas do estado amapá, com apresentações abertas e gratuita dos espetáculos e atividades formativas.
ESPETÁCULO: AS REPRISES NOSSAS DE CADA DIA Com uma mala de surpresas, seu patinete animado, esbanjando toda a sua elegância e trapalhada em “AS REPRISES NOSSAS DE CADA DIA” a palhaça Perualda se apresenta ao público na forma mais pura (mais desajeitada), sozinha no palco se coloca em contato direto com o espectador em um jogo permanente da palhaça com o público e um grande trabalho de improvisação, e o que seria situações normais do dia-a-dia transformam-se em muitos risos, acabando em uma grande e divertida confusão. ESPETÁCULO: FLOR DO BOLÃO Sonoridade, emoção e encantamento; “ Flor do bolão” propõe através do teatro de formas animadas, a valorização e disseminação da identidade cultural amapaense em uma experiênica cênica, onde o roteiro é livremente inspirado em recortes da história da tia Chiquinha, matriarca de uma família tradicional amapaense, família Bolão, que habitam até hoje um dos quilombos mais importantes do estado do Amapá, quilombo do Curiaú, que cultivam com orgulho as suas origens africanas, através das manifestações culturais em versos e prosas cantando, dançando e tocando batuque e Marabaixo. O espetáculo acontece através de uma dramaturgia não linear, onde são explorados símbolos que narram a história cultural e de vida dos personagens.
GERAL O projeto CIRCUITO MOCAMBO visa descentralizar e democratizar o acesso à arte e a cultura, ofertando o contato direto com as linguagens artísticas de circo e Teatro de forma animadas através da apresentaçao dos espetaulos "As reprises nossas de cada dia" e "Flor do bolão"gratuitamente para 04 comunidades quilombolas amapaenses, afastados da capital do estado, abrangendo as cidadades de Mazagão, Itaubal, Tarturugalzinho e Ferreira Gomes. ESPECIFICOS -Circular com os espetáculos "As reprises nossas de cada dia" (circo) e "Flor do bolão" (teatro de forma animadas) pelas comunidades quilombolas: São Miguel Macocoari, Alto Pirativa, Rosa, e Aporema, que tem pouco acesso a estas linguagens artísticas; - Ofertar 04 oficinas de bonecos de materiais recicláveis, - Socializar e popularizar as artes da cena amapaense, - Contribuir com o processo de formação de plateia,
O segundo o Censo Demográfico de 2022, a população quilombola do Amapá é de 12.524 pessoas, fazendo com que o Amapá tenha a terceira maior proporção de pessoas quilombolas na população residente por unidade da federação, com 1,71%. O estado fica atrás somente do Maranhão, que tem 3,97%, e da Bahia, com 2,81%. A expressiva presença das comunidades quilombolas no estado do Amapá se dá pela própria história da formação do seu povo, que teve o início do seu povoamento a partir de 1771 quando cerca de 114 famílias de colonos lusos oriundos da costa africana, em decorrência de conflitos político-religiosos gerados entre portugueses e mulçumanos, foram transferidas, juntamente com seus escravos, para Nova Mazagão, atual município de Mazagão. Fazendo do Amapá um dos estados com a maior população negra da Amazônia. Assim, as comunidades quilombolas figuram uma grande parcela da população do estado do amapá, e maior parte dessas comunidades quilombolas situa-se distante da capital, fazendo que o consumo de bens e produtos culturais seja escasso nesses territórios. Assim, é extremamente urgente e necessário democratizar e socializar o acesso a arte e a cultural a essas populações, ofertar ações culturais em seus próprios territórios e instigar o consumo e a fruição da arte, todos os quilombos escolhidos para receber o projeto, são territórios no interior do estado com distâncias consideráveis, o que na maioria das vezes, dificulta a chegada de produtos culturais. No município de Tartarugalzinho será contemplado o quilombo de São Tomé do Aporema, no município de Itaubal quilombo de São Miguel do Macacoari, no Município de Mazagão Quilombo Igarapé do Lago do Maracá, em Ferreira Gomes comunidade quilombola do Igarapé do Palha. Os dois espetáculos propostos nessa circulação tratam-se obras artísticas que tratam em suas dramaturgias as questões raciais, que se apropriam do circo e do teatro para expor em cena histórias e questionamentos do povo negro. O espetáculo "As reprises nossas de cada dia" trata-se de um espetáculo solo de circo/palhaçaria, onde uma mulher, negra está em cena revivendo cenas clássicas da palhaçaria, que historicamente foram encenados por homens, brancos, europeus. Já o espetáculo "Flor do bolão" trata-se de uma criação coletiva da Cia Cangapé que através do teatro de formas animadas narra trechos da vida da "Tia Chiquinha" maior referência da cultura do Amapá, era a matriarca da família Bolão, formada de percussionistas autodidatas, dançadeiras e sujeitos viventes e participantes das manifestações culturais de base africana e afrodescendente, identidade cultural do Estado do Amapá. Desse modo, a circulação desses espetáculos trata-se uma experiência extremamente significativa e enriquecedora, não somente para as comunidades quilombolas que receberão o projeto, mas todos que por ele serão envolvidos, socializar e popularizar os bens e produtos culturais pensados e produzidos na Amazônia trata-se de uma urgência. Assim, falar do povo negro para o povo negro, percorrer territórios quilombolas, disseminar arte não se trata apenas de uma experiência cultural e artística, mas também uma iniciativa que pode catalisar mudanças positivas nas comunidades envolvidas, promovendo inclusão, diálogo intercultural e desenvolvimento sustentável.
NÃO SE APLICA
O projeto será acompanhado por um profissional de libras.
O projeto será realizado em municípios distantes da capital que têm menor acesso às atividades artístico/cultural; as apresentações acontecerão em lugares de fácil acesso nos quilombos que receberão o projeto, além das atividades estarem abertas à população sem ser cobrado qualquer ônus dos espectadores e participantes das oficinas. Todo material imagético produzido durante as apresentações dos espetáculos e nas oficinas será distribuído de forma gratuita na internet, na página das redes sociais da Cia. Cangapé, além de um mini doc a ser construído de todas as etapas do projeto e posteriormente lançado em todas as redes sociais do grupo.
PROJETO CIRCUITO MOCAMBO: Direção: Cia. Cangapé, Produção: Washington Silva, Assistente de direção: Alice Araújo ESPETÁCULO AS REPRISES NOSSAS DE CADA DIA: Dramaturgia: reprises clássicas de palhaçaria, Elenco: Alice Araújo, Direção: Washington Silva, Sonoplastia: Emerson Rodrigues. ESPETÁCULO FLOR DO BOLÃO: Dramaturgia: Cia. Cangapé, Bonecos: Alice Araújo, Washington Silva, Mauro Santos, Cleber Santana,Direção: coletiva Trilha Sonora: Adelson Preto,Produção: Washington Silva ALICE ARAÚJO: Palhaça, Atriz, Pesquisadora, Arte educadora na Rede pública de Ensino, membro e sócio fundador da Associação Sócio Cultural Companhia Cangapé; formada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Amapá- UNIFAP, Pós- graduada em Estudos culturais e políticas públicas pela Universidade Federal do Amapá- UNIFAP, acadêmica do curso de licenciatura em Teatro na mesma universidade e pós graduanda do curso de produção cultural pela FAVENI. É coordenadora e mediadora de leitura no Projeto Corda Bamba no Equador de 2009 até os dias atuais, foi professora da disciplina História Do Teatro no curso técnico em teatro do programa MEDIOTEC/PRONATEC (2019), foi representante da Região Norte, no Colegiado Nacional de Circo, do Conselho Nacional de Políticas Culturais-CNPC-MINC (Biênio 2015/2017). Com mais de 24 anos de atuação ininterruptas na cultura amapaense, Alice Araújo iniciou sua carreira artística em 1998 e desde então é artista e ativista na cadeia produtiva das artes cênicas amapaenses, atua como palhaça a mais de 14 anos e se apresenta hoje como um dos principais nomes da palhaçaria do Amapá. Participou de vários projetos, festivais e encontros de palhaçaria, destacando-se os festivais, Circulação mostra Sesc Amazônia das artes 2017 Circulação do Espetáculo “SE deixar, ela canta!” “Conexões do riso, mulheres negras na palhaçaria - SP – 2020” “Palhaças do Meio do Mundo – AP 2017 a 2021” “Festival Palhaçaí – Teatro Ruante -RO – 2022” “Festival Amazônia ENCENA na Rua – Belém – PA – 2022” “Vem cá tua graça, vem – Festival de mulheres Cômicas do Pará – 2022” “Festival Amazônia ENCENA na Rua – São Luís – MA – 2023” Possui uma pesquisa poética e científica acerca da palhaçaria feminina na Amazônia, é ativista do movimento circense do estado, trabalhando na busca de melhorias para a cadeia produtiva do circo no estado do amapá, compõe a rede de mulheres palhaças do Brasil e rede mulheres palhaças da Amazônia. Possui os títulos de honra ao mérito pelos serviços prestados a palhaçaria amapaense- Conselho Estadual de Cultura- CONSEC, título de honra ao mérito pelas contribuições com a cultural macapaense – Câmara De Vereadores de Macapá-2015, melhor atriz coadjuvante- Festival Curta Teatro 2016. EMERSON RODRIGUES: é membro sócio fundador da Associação Sócio Cultural Companhia Cangapé Atuante na cadeia cultural amapaense desde 2005, é Formando no curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal do Amapá –UNIFAP, curso de AUXILIAR DE CENOTECNIA, pelo Instituto federal do Amapá – IFAP, foi o primeiro amapaense a entrar na escola Nacional de Circo, na referida instituição cursou, formou e retornou para ser professor no projeto onde iniciou sua trajetória no circo; dentro das principais experiências acumuladas na sua vivência artística destacam: professor de circo no Programa de Cultura-PROCULT na UNIFAP, foi professor de circo no projeto Picadeiro Cidadão do governo do estado, é professor e coordenador de circo no projeto Corda Bamba no equador, foi oficineiro de circo no projeto Arte que salva do governo do estado do Amapá, foi projeto PRONATEC, foi professor da disciplina de CENOTÉCNIA E ILUMINAÇÃO no curso técnico em teatro do programa MEDIOTEC/PRONATEC, atua como diretor nos espetáculos “ Bobas lembranças do picadeiro” “Katarshis” “ Vinho tinto de sangue” “ As faces de cristo” e “Virtuose”. MAURO SANTOS: gestor e sócio fundador da Associação Sócio Cultural Companhia Cangapé, é Palhaço, ator, diretor e professor de teatro. É Tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade Paulista/Macapá – UNIP (2015). Formado em Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal do Amapá UNIFAP (2018). Pós-graduado em Docência do Ensino Superior pela Faculdade de Teologia e Ciências Humanas – FATECH (2018), foi professor substituto do Curso de Licenciatura em Teatro, da Universidade Federal do Amapá – UNIFAP. (2022-2023) foi professor de Teatro no Ensino Técnico do programa MEDIOTEC/PRONATEC (2018), há 24 anos dedica-se a atividades artísticas e culturais no estado do Amapá, participou de vários grupos e cias teatrais como: Cia de Teatro Equinorte, Grupo Teatral Marco Zero, Cia Teatração e Cia Cangapé onde atualmente desenvolve seu trabalho de cunho artístico e social com o Projeto “Corda Bamba no Equador”, que foi financiado pela FUNARTE (2012) e CRIANÇA ESPERANÇA (2013, 2014 e 2016), onde é professor de circo e Gestor de finanças. Militante do movimento teatral amapaense e integrante do Coletivo de Artistas, Produtores e Técnicos em Teatro do Estado do Amapá – CAPTTA. Possui experiência como ator, participou de mais de 13 espetáculos, algumas performances e esquetes infantis. Possui também experiência com diretor, onde seu trabalho de maior expressão foi o espetáculo “Sacra folia”, texto de Luiz Alberto de Abreu, que desenvolveu com a Cia Teatração (2006-2008), seu último trabalho como diretor foi “O Mercados de Contos” participando do II Festival Curta Teatro (2017). Já participou e ministrou várias oficinas de formação teatral e circense. Seu trabalho tem se pautado na linguagem de Circo-Teatro. WASHINGTON SILVA: Palhaço, ator, gestor e produtor cultural, membro, gestor e sócio fundador da Cia Cangapé; é um dos agentes culturais mais significativos da cadeia produtiva da cultura Macapaense, tendo iniciado sua trajetória no segmento teatral ainda adolescente, cresceu e se constituiu enquanto cidadão nos palcos macapaenses e nas coxias dos espaços culturais de Macapá, da cultura fez Sua vida e sua profissão. Com mais de 25 anos ininterruptos de atuação na cadeia produtiva do Amapá, Washington Silva, tem suas principias área de atuação o teatro e o circo. Sua contribuição vai além da estética da cena, perpassa as lutas de classe, pois sempre esteve, e está presente nas reivindicações pela construção e consolidação de políticas públicas para a cultura, como a participação na reimplantação do conselho Estadual de cultura – CONSEC/Ap, no ano de 2009, conselho municipal de cultura, no ano de 2018,é Membro da rede brasileira de teatro de rua RBTR, ajudou a instalar o curso de teatro da Universidade Federal do Amapá UNIFAP, onde posteriormente graduou-se em licenciatura plena em Teatro, e em seguida ingressou no curso de pós-graduação em Estudos teatrais contemporâneos pela mesma universidade. E pela importância de seu trabalho para a arte e a cultural da cidade de Macapá Recebeu os títulos de honra ao Mérito da Câmara municipal de Macapá, do conselho estadual de cultural – CONSEC/AP e da Fundação Municipal de cultural em reconhecimento aos serviços prestados pela cultura macapaense Em sua caminhada O artista também vem se consagrando como um dos maiores produtores culturais da cidade, o mesmo Já foi gestor do Coletivo de artista e produtores e técnicos do estado do Amapá, è gestor na Cia. Cangapé, é coordenador geral no projeto corda Bamba no Equador, é diretor-presidente nas Organizações Culturais da Amazônia – oca produções, onde coordena diversos Projetos culturais, e desde o ano de 2009 é Coordenador Geral no projeto “Corda Bamba No Equador” que já Foi premiado por entidades como FUNARTE, UNESCO e CRIANÇA ESPERANÇA. Já gerenciou projetos como “Circuito do Chapéu” “Projeto Volta As Aulas Com Teatro” “CAPTTAÇÂO Mostra livre de teatro de rua” “Circulação Vidama” “Se deixar, ela canta conexões” Perualda em trilhas palhacesca” “Picadeiro do brincar” “Lona aberta” “Circulação mistério do picadeiro”. Atua como diretor no espetáculo “ As reprises nossas de cada dia” “Flor do bolão”, atua como palhaço nos espetáculos “ Se deixar, ela canta” “ O mistério do picadeiro” CLEBER SANTANA: membro e sócio fundador da Associação Sócio Cultural Companhia Cangapé, onde é um dos coordenadores do projeto Corda Bamba no equador e capataz na Lona de Circo da Cia. Cangapé, enquanto formação acadêmica é técnico em Iluminação cênica pelo Programa Nacional de acesso ao ensino técnico e emprego - PRONATCE/MEC Bacharel em Educação Física pela UNIASSELVI, Licenciado em Educação Física pelo Centro de ensino do amapá, CEAP e Bacharel em Rede de computadores Pela Faculdade META, iniciou sua vida artística através de um projeto social na comunidade onde mora, no ano de 2005 e desde lá, dedica-se a arte teatral, tem em suas experiências mais relevantes oficinas, cursos, workshops, a participação como ator nos espetáculos “O boi e o burro a caminho de Belém” nos anos de 2005 a 2008, “A estela humilde” nos anos de – 2008 a 2010 ”Jesus cristo” nos anos de 2007 a 2008, Ator manipulador no espetáculo “flor do bolão”, atualmente dedica-se a área técnica na lona de circo do grupo e iluminador, acumulando experiências como iluminador nos espetáculos: “Divino mestre” nos anos de 2009 a 2010, “O milagre do calvário” nos anos de 2009 a 2010, “Circo só lé lé” no ano de 2011, “De quem é a culpa?” no ano de 2011 , “A formiga contra o mosquito da dengue“ no ano de 2011, “A revolta dos perus” no ano de 2012, “Bo(b)as lembranças do picadeiro” no ano de 2014 e Se deixar, ela canta nos anos de 2016 e até os dias atuais.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.