Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Circulação do espetáculo musical Tributo Biográfico Musical Zilah Guindim nas redes de espaços de referências negras e quilombolas e ainda em um Teatro de referência na Capital do RS, a fim de buscar a retomada de construção do RS, para cena musical negra.
- Espetáculo musical 01h30minutos de apresentação. - Bate-papo sobre obra da Homenageada e da importância dos quilombos urbanos como espaços de resistência e construção da autoestima do povo negro. - 04 apresentações gratuitas do espetáculo em 04 espaços culturais da cidade de Porto Alegre - especialmente nas regiões atingidas pela enchente e que residem os quilombos urbanos e o clune negro da cidade. - Oficina de elaboração, pesquisa e produção musical gratuitamente para todos os públicos dos espaços culturais.
Objetivo: Realizar o projeto artístico musical de circulação do espetáculo Tributo Biográfico Musical Zilah Guindim nas redes de espaços quilombolas, clube negro e em um Teatro na cidade de Porto Alegre Objetivos específicos: - Realização de apresentações artísticas 02 espaços culturais dos Quilombos urbanos de Porto Alegre - Quilombo Família Lemos e Quilombo Silva e 01 clube negro da Capital; - Realização de 3 Oficinas formativas e reflexivas nos espaços culturais dos 02 Quilombos e 01 Clube Negro local; - Realização do espetáculo Tributo Biográfico Musical Zilan Guindim no Theatro São Pedro e no Clube Negro Satélite Prontidão de Porto Alegre; - Promover, valorizar e estimular atividades artísticas e formativas nas redes dos quilombolas urbanos de Porto Alegre e; - Valorizar apoiando à participação demas de 20 artistas musicistas negros do projeto no processo de recuperaçãode suas atividades econômicas e profissionais impedidas pela tragédia climática ocorrida no RS que inviabilizou participações dos profissionais em eventos cancelados.
O projeto Tributo Biográfico Musical ZilahGuindim homenageia a cantora porto-alegrense Zilah Machado. Este projeto tem o objetivo de pesquisar e recontar a história desta artista, mulher e negra da Colônia Africana, que representa uma das facetas invisibilizadas da História do povo negro e da história cultural da música no estado e Porto Alegre. Através de uma narrativa artística, reinterpretada pela artista Marguerite, jazzista, cantora, professora de canto e pesquisadora. O projeto a ser reapresentado é uma proposta de valorização da produção artística de profissionais negros que foram afetados diretamente pelos incidentes causados pela maior tragédia climática do Estado do Rio Grande do Sul no período de maio de 2024, gerando uma crise econômica em todos os setores, especialmente dos eventos e da cultura. Isso sem levar em conta as perdas materiais e de vidas, muitos dessas vidas perdidas de familiares de grande parte do elenco. A exibição do projeto nas redes quilombolas e clubes negros de Porto Alegre é uma decisão estratégica e humana, de valorizar os espaços físicos também prejudicados, além de fomentar à produção artística e econômica desses equipamentos e centros culturais, assim como estimular a autoestima de suas populações tanto dos quilombos quanto da região fortemente atingida. Sobre a homenageada pelo projeto: "Das acontecências do banzo brotará em nós o abraço da vida" - escritora negra "Conceição Evaristo". O projeto apresenta a montagem do espetáculo Tributo Biográfico Musical ZilahGuindim. Uma homenagem a uma mulher negra e grande artista, Zilah Machado. Conforme escreve o jornalista Paulo César Teixeira, ela foi "considerada em sua terra natal - Porto Alegre - como uma das mais bem sucedidas intérpretes de Lupicínio Rodrigues´. Seu nome brilhava em 1950, em plena Época de Ouro do Rádio, como a soberana dos programas de auditório. A única afrobrasileira de destaque em elencos de predomínio branco e masculino que alternava temporadas nas Rádios Difusora, Gaúcha e Farroupilha, arrebatando à audiência noturna em sambas. A "Patativa do Sul" foi reconhecida como "Rainha da Colônia Africana", antigo território negro existente na cidade de Porto Alegre. A importância e relevância deste projeto estão em recontar através de um espetáculo musical, uma parte da história do estado do RS (e do nosso país), relacionado ao protagonismo da mulher negra na construção da cultura, economia e sociedade brasileira, que foi invisibilizada e sofreu apagamentos pela mídia e História oficial. A trajetória da própria Zilah revela uma artista que, para ser reconhecida pela sociedade e adentrar ao circuito comercial da música, se assemelhou à figura "burlesca", branca e tropical de Carmen Miranda, sem apresentar a nível nacional a sua origem sulista e reforçar a sua identidade negra. O ineditismo do projeto está em recuperar e recontar a sua memória e obra, através da perspectiva de outra mulher, artista e negra, a cantora e jazzista Marguerite, que quer trazer às raízes culturais de Zilah, assim como pesquisar sobre sua história, as motivações de sua migração para outro estado, de sua descaracterização identitária e seu desaparecimento no cenário cultural de maneira repentina, como ainda acontece com muitos músicos que desejam projetar sua carreira. Além disso, o projeto conta com uma equipe qualificada e com larga experiência e amplo conhecimento e envolvimento em/com a música e pesquisa: Marguerite tem atuado no cenário porto alegrense dando voz a distintas vertentes do pensamento musical negro, onde especialmente o samba e o jazz ganham primores únicos, característica que permite à cantora um encaixe perfeito na homenagem à antiga cantora de rádio. Seu projeto Ébano e Marfim In Concert ousou reunir jazz, blues, R&B, gospel, disco, MPA, MPB, samba e rap à ópera, ilustrado pela dança afro-brasileira e ao balé, propondo-se a chamar a atenção para as manifestações populares de igualdade racial através da música e da dança, algo muito próximo ao próprio histórico de Zilah: a versatilidade musical, dando ao presente projeto uma perspectiva potencialmente original em suas nuances. Ressaltamos aqui a presença de dois curadores culturais, que são professores na UFRGS, historiadores e orientadores de Marguerite Silva na sua pesquisa, sendo especialistas em educação e trajetórias políticas de ativistas negras no Sul do Brasil: o jornalista Paulo César Teixeira, que já trabalhou nos principais meios de comunicação, publicou biografia sobre Nega Lú e já vem pesquisando sobre a Zilah. Bem como a direção e roteiro de Jessé de Oliveira que tem a obra reconhecida no cenário do teatro negro do estado. A maior parte da equipe artística em cena será constituída por integrantes negros. Os locais escolhidos para apresentação do projeto serão espaços comunitários e de convivência cultural dos quilombos urbanos e o clune negro Satélite Prontidão e por fim, o principal palco histórico do Teatro São Pedro que é uma referência importante da cidade. Ao final do espetáculo será realizado um bate papo aberto entre artistas, produção e público sobre os diversos constituintes que atravessaram o projeto e sua execução, desde a própria pesquisa sobre Zilah Machado e o espetáculo em si. Breve histórico sobre Zilah: o que se sabe até aqui, é que Zilah foi à primeira mulher gaúcha a gravar fonograma pelo sistema elétrico. Zilah teve uma trajetória destacada nos idos 1960 e 1970, até desaparecer completa e repentinamente da mídia, de tal forma que sua trajetória envolve um dos grandes mistérios da música brasileira. Intérprete com notoriedade nacional que atuou em emissoras de rádio lançou diversos discos, no cinema nacional e em espetáculos de teatro-revista. Circulou internacionalmente por países das Américas, contribuiu na divulgação do samba afro-brasileiro e outros elementos culturais do país. Recentemente, ela esteve na pauta de uma reportagem especial na Zero Hora de Porto Alegre, com veiculação nos formatos impresso e on-line. A matéria despertou amplo interesse e repercutiu positivamente, inclusive entre protagonistas atuais da cultura produzida no Rio Grande do Sul, muitos dos quais desconheciam a personagem e sua importância. Por isso a aprovação deste projeto será fundamental para o desenvolvimento, crescimento e proteção cena musical negra da cidade. Neste sentido dialogando com o Art. 1º da Lei 8313/91 que possui a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor cultural, e nosso projeto busca dialogar com os incisos: II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Contribuindo ainda com Art. 3º Para cumprimento das finalidades expressas no artigo 1º desta Lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do PRONAC atenderão, pelo menos, a um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
dados da tragédia
Os espaços físicos dos centros culturais dos quilombos urbanos e do clube negro de Porto Alegre do qual o projeto irá se apresentar bem como das atividades formativas, já estão equipados e estruturados para recepcionar os públicos - especialmente PPD e PNE, afim de melhor atendimento e orientação. Equipe local dos espaços culturais possuem experiência e treinamento para atender ao público. Localização em áreas centrais da cidade e bairros de mobilidade urbana com diversos transportes, oferecem oportunidade diversa para todos os públicos. Além disso, a contratação de profissionais de Libras e audiodescrição já estão no orçamento do projeto para viabilização de contratação profissional e especial. Serão realizadas ações específicas para incluir e incentivar a participação de pessoas com deficiência, garantindo acessibilidade no espaço. Acessibilidade aos portadores de deficiência auditiva e portadores de deficiência intelectual. As diversas atividades formativas e dos shows possuirão atenção especial voltada para este público Acessibilidade Física: Os locais das oficinas formativas e dos shows serão adequados para pessoas com deficiências físicas e/ou mobilidade reduzida, contará com banheiros adaptados e rampas de acesso. Acessibilidade para pessoas com deficiência visual: No espaço, haverá monitores para auxiliar a autonomia de pessoas com deficiência visual. Item na planilha: Monitores Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva: As ações formativas contarão com intérprete de libras para pessoas com deficiência auditiva terem acesso ao conteúdo passado. Item na planilha: Intérprete de libras. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: as atividades formativas contarão com monitores treinados no atendimento do público com deficiência. Item na planilha: Monitores
O projeto visa fundamentalmente apresentar sua proposta artística de forma gratuita com acesso livre em todos os locais de realizando promovendo uma campanha de arrecadação de alimentos não periciveis para distribuição junto ao público atingido e ainda carente de assistência social nos entornos dos equipamentos/espaços culturais. Para a realização e divulgação do Evento e estamos observando ainda: - Os locais onde serão realizados os eventos são locais próximos das populações, ficando em áreas da cidade, o que por sua vez a ação é direcionada para o público local de onde os eventos estiver instalado; - Disponibilizar na internet os registros audiovisuais existentes das diversas ações de nosso evento; - Permitir a captação de imagens das atividades de preparação das ações do evento e autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão, Internet e Jornais; - As apresentações terão suas captadas imagens pelas diversas TVs locais e regionais e repassadas para todo o estado em reportagens; Bem como seguir as ações do art. 21 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania junto aos incisos: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; IX - promover o uso do Vale-Cultura para aquisição dos produtos e serviços culturais resultantes do projeto que, eventualmente, venham a ser comercializados, nos termos da Lei nº 12.761, de 2012, no caso de não enquadramento da proposta cultural ao Parágrafo único do art. 20, desta Instrução Normativa; OBS. O evento será gratuíto para a comunidade em geral.
- Carlos Ferreira - produtor executivo (Há 20 anos no mercado cultural, responsável pela consultoria do projeto e ações executivas das etapas) Currículo Anexo - Marguerite Silva - pesquisadora, coordenadora geral do projeto é cantora afro gaúcha, nascida em Porto Alegre. Começou a estudar música ainda na infância, cantando em uma Igreja. Iniciou sua musicalidade nas aulas de piano. Ao longo de sua carreira participou de diversos musicais e óperas. É idealizadora do Projeto Concerto Ébano e Marfim. Por muitos anos, atuou em harmonias de escolas de samba de Porto Alegre e Rio de Janeiro. Em seu repertório e em suas influências estão presentes o jazz e o samba, vertentes que fazem parte do pensamento musical negro. Atualmente, estuda Música Popular na UFRGS. - os demais membros do projeto estão em anexo com currículos e cartas de anuência.
PROJETO ARQUIVADO.