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PRONAC 247438Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Quero Ser Mara Rúbia!

BONECAS QUEBRADAS PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 934,9 mil
Aprovado
R$ 934,9 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

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Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2025-01-06
Término
2025-12-30
Locais de realização (5)
Belém ParáTeresina PiauíRio de Janeiro Rio de JaneiroCampinas São PauloSão Paulo São Paulo

Resumo

Pesquisa cartográfica, interlocuções criativas e circulação de espetáculo com recorte de gênero, cujo dispositivo temático é a vida de Osmarina Lameira Cintra, dona-de-casa nascida no Marajó, criada em Belém e que, no Rio de Janeiro, se tornou Mara Rúbia, uma das maiores vedetes da Revista Clássica brasileira. O projeto prevêe a criação de dramaturgia inédita, baseada na biografia da artista e a realização de 40 apresentações da peça nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Belém e Teresina, além de atividades complementares em cada local, tais como: 05 debates, audiodescrições e tradução em LIBRAS, sessão teletransmitida e formação de plateia junto a grupos de terceira idade, escolas e ONGs das cidades visitadas.

Sinopse

Dizem que no Brasil a gente mira num alvo e acerta outro. Esse imprevisível das coisas parece ser mais incidente na vida das mulheres. Vejam só: a jovem Osmarina sonhava com o amor; um “até que a morte os separe”, família tradicional e função doméstica. Viveu para isso até se decepcionar com as traições do marido. Qual mulher não se reinventa após um baque? Fugiu do Pará com um dos filhos – o mais velho – para buscar emprego no Rio de Janeiro. Reza a lenda que era comum às paraenses fora do padrão “pegar um Ita no Norte e vir pro Rio morar”... Aqui, topou com a frase que daria rumo a sua famosa trajetória: “precisa-se de girls”, dizia o cartaz. Conheceu Walter Pinto, grande empresário da Revista brasileira, e o resto é história. Tornou-se Mara Rúbia, a grande vedete dos anos 1940 e 1950, atriz e comediante versátil que onheceu fama, glamour e decadência; foi arrimo de família e ideal de liberdade feminina na época, quando o que só queria mesmo era um amor tranquilo... Essa história um tanto irônica inspira o presente projeto, dedicado à pesquisa cartográfica e elaboração criativa para a construção de um espetáculo inédito, que tem por dispositivo temático fundamental passar Mara Rúbia em revista. Não à toa, busca rever um mito da cultura teatral brasileira e seu significado para artistas mulheres na atualidade. Seria essa mais uma história, como a de tantas outras vedetes que conheceram fama e morreram esquecidas? O que hoje interessa recontar da mulher que sonhou ser dona de casa e acabou virando estrela maior do teatro nacional? Revisitar um mito é, possivelmente, retirar-lhe o véu do encanto e do engano, revelando não apenas a face de uma tragédia pessoal, mas também contrastes erecorrências até hoje presentes em nossa cultura.

Objetivos

Objetivo geral: Realizar pesquisa cartográfica para a criação de dramaturgia inédita e circulação de espetáculo teatral com recorte de gênero, a partir de experiência imersiva em campo, revisão bibliográfica, entrevistas e interlocuções em sala de trabalho prático, para "passar em revista" _ e pelo corpo _ aspectos da vida da dona de casa paraense, Osmarina Lameira Cintra, que no Rio de Janeiro se tornou Mara Rúbia, atriz e vedete da maior importância para as Artes Cênicas brasileiras. Objetivos específicos: - Realizar pesquisa bibliográfica, cartográfica e criativa para a elaboração artística em uma dramaturgia inédita de aspectos da vida da dona de casa, Osmarina Lameira Cintra, que no Rio de Janeiro se tornou Mara Rúbia; - Construir uma dramaturgia cênico-textual autoral a partir do lugar de escrita de uma atriz criadora e de diversas interlocuções com artistas das 5 cidades de circulação do projeto, os quais são/ foram seus colaboladores em outros projetos, ex-professores, orientadores etc.; - Contribuir para o desenvolvimento de métodos de criação dramatúrgica com recorte de gênero no país; - Realizar circulação da peça nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Belém e Teresina, contabilizando um total de 40 apresentações; - Transmitir ao vivo uma apresentação - com tradução simultânea em LIBRAs - pelo canal da produtora no Youtube; - Realizar 05 apresentações com ferramentas de acessibilidade, tais como audiodescrição e LIBRAS, sendo uma em cada cidade de apresentação do projeto; - Realizar ações de formação de público jovem, junto a grupos de terceira idade, ONGs, instituições de atendimento a pessoas com deficiência, escolas públicas e de teatro das cidades visitadas pelo projeto; - Realizar 05 debates após apresentações audiodescritas e com tradução em LIBRAS.

Justificativa

Personagem construída entre Rio de Janeiro e Pará, Mara Rúbia é também figura importante para os estudos teatrais com recorte de gênero, aos quais se ligam os projetos que desenvolvo, desde 2007, na Bonecas Quebradas Teatro. Dentre eles, destaco: O Chá (texto e direção nossos _ Festival de Curitiba, Teatro Vanucci (RJ), CPFL Campinas, Circuito SESC RJ: 2007/2008), sobre papeis de gênero; As Polacas _ Flores do Lodo (texto e direção de João das Neves _ CCBB Rio; patrocínio Banco do Brasil e Ourocap; apoio SESC e SESI SP, IX FLORIPA Festival, Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro: 2011-2013), sobre tráfico internacional de mulheres e exploração sexual; Bricolage, cartografia número 1 (direção de Isabella Duvivier _ Prêmio FADA/ SMC Rio de Janeiro: 2012-2013), sobre histeria; Bonecas Quebradas (criação coletiva de Isa Kopelman, João das Neves, Lígia Tourinho, Luciana Mitkiewicz e Verônica Fabrini _ Rumos Itaú Cultural, Prêmio Rio Cidade Olímpica; apoio CENIDI Danza José Limón/México DF e SESC RJ Copacabana: 2014-2016), sobre feminicídio na América Latina; Desmontando Bonecas Quebradas (dramaturgia de Luciana Mitkiewicz e Ysmaille Ferreira _ apoio Rede Polh Itália, Lume Teatro/ SP, SESCPA, Latin American House/ Londres - Inglaterra, CCJF/ RJ: 2017-2019), uma desmontagem do processo de criação do espetáculo anterior; Memórias de uma Manicure (texto de Cecília Ripoll e direção de René Guerra _ patrocínio Eletrobras S.A.; apoio institucional CCJF: 2023), sobre desigualdade de classe e gênero, liberdade feminina e amor entre mulheres; e Memórias de uma Manicure _ a série (roteiro audiovisual em desenvolvimento), sobre colaboração entre mulheres e empreendedorismo feminino no subúrbio carioca.Agora, ao estudar a vida de Mara Rúbia e ao buscar caminhos e dispositivos de criação para elaborar dramatúrgica e cenicamente aspectos de sua biografia, oportunizo a reboque uma pesquisa metodológica no campo da dramaturgia com recorte de gênero, a partir do lugar de escrita de uma atriz-criadora, interessada em dialogar com gêneros e formatos que o teatro contemporâneo apresenta. Geralmente, os processos de criação articulam-se em torno da montagem de um texto dramático pré-estabelecido e a partir da figura central de um encenador, orquestrador das diversas funções criativas e coordenador de um coletivo de atores e técnicos. Este não. Ao contrário, amparar-se-á na pesquisa de uma atriz: em uma cartografia poética, atravessada por recursos de uma imersão em campo, entrevistas, revisão bibliográfica e de um laboratório de experimentação de texto e cena para o qual contribuirão diversos interlocutores das diferentes cidades de circulação do projeto; colaboradores(as) em outros projetos, antigos professores(as) e orientadores(as) que fizeram parte da minha trajetória como atriz e pesquisadora, tais como:Rio de Janeiro: André Paes Leme, Gustavo Gasparani, Daniele Ávila Small, Cecília Ripoll;São Paulo: Marcelo Lazzaratto;Campinas: Ana Cristina Cola, Naomi Silman e Raquel Scoti Hirson (Lume Teatro);Belém: Wlad Lima (Clínicas do Sensível);Teresina: Ísis Baião (autora da biografia de Mara Rúbia). A partir disso, investirá na escritura cênico-dramaturgia de uma atriz pesquisadora e na fricção entre historiografia e autoficção, realidade e ficção, para por em diálogo duas mulheres, duas atrizes e dois momentos do teatro carioca. Por isso, a ideia de adaptar uma biografia pré-existente para o teatro não está nos objetivos deste projeto. Ao contrário, interessa-me questionar a própria ficção, presente tanto na persona Mara Rúbia, quanto nos gêneros que sustentariam uma adaptação biográfica para os palcos, a saber o drama e a revista. Sobretudo, interessa-me rever a mulher Osmarina, bem como apagamentos e reificações até hoje presentes na vida das atrizes, vide a disparidade com que homens e mulheres são reverenciados e as funções que comumente exercem nas Artes da Cena (FISCHER, 2023; ROMANO, 2019). Esse desejo por trabalhar com a memória na interface gênero-arte encontra no presente projeto tema e fontes importantíssimas, e uma oportunidade ímpar para um contato in loco com o ambiente e a cultura de origem de Mara Rúbia, de modo a propiciar, o mais completamente possível, uma experiência integradora das dimensões do sentir, do pensar e do fazer para o alcance dos objetivos aqui dispostos. Subsidiando um espaço laboratorial instigante, na busca por uma escrita cênica e dramatúrgica autoral e feminista, as metodologias da pesquisa voltam-se à movência pelos afetos, a atravessamentos vários e a um desenho cartográfico, que busca se expandir em um texto dramatúrgico e espetacular ancorado tanto em experiências pessoais, quanto na direção do objeto-sujeito investigado. E, assim, tencionar múltiplas perspectivas e materiais para a composição de uma obra que reflita criticamente sobre os dois gêneros centrais deste projeto: o feminino e o teatral.

Estratégia de execução

Atividades de formação de plateia: Ações de formação de plateia junto a grupos de terceira idade e escolas das cidades visitadas, consistindo em:Visitação a escolas públicas e de teatro (cursos livres, técnicos, profissionalizantes e universitários)Afixação de cartazes, conversas com a coordenação e em salas de aula - para contemplação de conteúdos didáticos ligados a Teatro de Revista e Teatro Contemporâneo (palestra-performance, autoficcção, teatro feminista etc.)Distribuição de convitesRealização de sessão exclusiva para alunos de teatro, seguida de aula-debate.Interlocutores:Profa. Drª Wlad Lima (UFPA)Prof. Dr. André Paes Leme (Unirio)Prof. Gustavo Gasparani (Cesgranrio)Profa. Cecília Ripoll (Escola SESC de Artes)Profa. Dra. Ana Cristina Cola e Profa. Drª Raquel Scoti Hirson (Unicamp)Prof. Dr. Marcelo Lazzarato (Unicamp e Célia Helena)Outras instituições parceiras:UFRJ, Universidade Estácio de Sá, Teatro Contemporâneo, Teatro Nu, Clínicas do Sensível, Fundação de Cultura do Pará, Teatro do Desassossego (PA), entre outras. Formação de plateia e convite a professores da rede pública de ensino;Formação de plateia via inscrição do projeto na plataforma Eu Faço Cultura (para distribuição de ingressos a ONGs, aposentados, MEIs, entre outras pessoas); Formação de público junto a instituições de atendimento a pessoas com deficiência visual ou auditiva, nas cidades visitadas pelo projeto. Aspectos ligados à diversidade: Contratação de pessoas pretas: Interlocutora, assistente de produção, contador, formadoras de plateia, cenotécnico, costureiras, técnicos de luz e som, intérprete de libras, entre outras; Contratação de mulheres: Interlocutoras, assistente financeira, prestação de contas, produtoras locais, iluminação, assessoria de imprensa, redes sociais, captação de apoios, figurinista, designer gráfica, audiodescritoa, intérprete de LIBRAS; Contratação de pessoas LGBTQIAPN+: Interlocutores, produtor executivo, cenógrafo, visagista, aderecista, trilha de som e vídeo. Contrapartidas sociais: Contratação de estagiários - assistência de produção (1), montagem técnica (5), formação de plateia (3); Transmissão de apresentação ao vivo (com tradução simultânea em LIBRAS) para canal da produtora no Youtube. Contrapartidas ambientais: Plantio de árvores; Opção por tecnologias LED e equipamentos com certificação de eficiência energética; Gerenciamento de resíduos e reciclagem durante as apresentações e na produção; Controle na utilização de materiais descartáveis; Uso de papeis certificados; Análise de estratégias implementadas; Veiculação de mensagem de incentivo ao descarte consciente nas peças promocionais do projeto. Aspectos ligados à inovação: Pesquisa cartográfica (de campo) e experimentação dramatúrgica;Equipe criativa colaborativa e modos anti-hierárquicos de criação;Fricções entre historiografia e escritas de si, teatralidade e performatividade, Teatro de Revista e Autoficção.

Especificação técnica

Duração: até 90'; Produtos: texto orginal e espetáculo solo no formato de palestra-performance (documentário de ficção); Realização de 05 debates após sessões da peça; Teletransmissão do espetáculo para canal da produtora no Youtube; Sessões em audiodescrição e tradução em LIBRAS.

Acessibilidade

Comunicacional: Realização de 05 sessões com ferramentas de acessibilidade (LIBRAS e audiodescrição), sendo 01 em cada cidade de apresentação, seguida de debate; Transmissão ao vivo de uma apresentação para o Youtube (com tradução simultânea em LIBRAS); Plano de divulgação com peças promocionais em áudio, vídeo, impressas e digitais, de modo a ampliar o acesso à informaão sobre o espetáculo; Ações de formação de público junto a instituições de atendimento a pessoas com deficiência física, auditiva ou visual das cidades visitadas. Arquitetônica: Realização de apresentações em locais munidos de rampas de acesso e/ou elevadores, assentos reservados, corrimão e sinalização tátil. Atitudinal: Presença de colaborador(a) preparado(a) para atender espectadores(as) com deficiência ou necessidades especiais.

Democratização do acesso

Preços populares (máx. de R$ 40,00); Distribuição de ingressos gratuitos a: - professores(as) da rede pública de ensino das cidades visitadas; - ONGs, aposentados, MEIs (via Plataforma Eu Faço Cultura); - estudantes de teatro das cidades visitadas; - pessoas com deficiência (idem). Formação de plateia (com visitações) junto a: - escolas de teatro das cidades visitadas; - associações de professores das redes públicas de ensino das cidades de circulação do projeto; - instituições de atendimento a pessoas com deficiência; - grupos de terceira idade; Transmissão ao vivo de uma apresentação para o Youtube.

Ficha técnica

Idealização, dramamturgia e atuação: Luciana Mitkiewicz Interlocutores: Rio de Janeiro: Gustavo Gasparani, André Paes Leme, Daniele Ávila Small, Cecília Ripoll, Rodrigo Faour e Therezinha Marçal (filha de Mara Rúbia); São Paulo: Marcelo Lazzaratto; Campinas: Naomi Silman, Ana Cristina Cola, Raquel Scoti Hirson (Lume Teatro); Belém: Wla Lima; Teresina: Ísis Baião Realização: Bonecas Quebradas Produções Artísticas LTDA Contabilidade: RFCounts Assessibilidade: Claudia Chelque e ARPEF/ CPL (Rio) Assessoria de imprensa (Rio): Ney Motta Assessoria de imprensa (SP e circulação): Nossa Sra da Pauta Produção local (PA): Adhara Belo Outros artistas e técnicos serão contratados para a realização das ações previstas. Breves currículos: LUCIANA MITKIEWICZDoutora em Artes da Cena pela Unicamp e Mestre em Teatro pela Unirio. Fundou a Bonecas Quebradas Produções Artísticas LTDA, em 2007, para criar e desenvolver projetos em teatro feminista. Atuou como parecerista de projetos na Lei Rouanet (de 2011 a 2013), e como júri no edital PRÊMIO FCP DE INCENTIVO À ARTE E À CULTURA (2022). Pesquisa a Imaginação do ator em montagens de textos teatrais e em processos colaborativos de criação. Trabalhou como atriz com diretores, como João das Neves, Renato Cohen, Márcio Aurélio, Marcello Lazzaratto, Matteo Bonfitto, Francisco Medeiros e René Guerra. Participou como atriz convidada de espetáculos da Boa Companhia, de Campinas, de 2012 a 2015 (Circo K, Banho & Tosa e Opereta Barata). Foi professora das disciplinas de História do Teatro Antigo e Moderno; Teatro Brasileiro Moderno, Análise do Texto Teatral, Oficina de Dramaturgia e Leituras Dramatizadas, e de disciplinas da pós-graduação lato sensu na Universidade Estácio de Sá, desde 2019. Produz material didático para a Yduqs (mantenedora da UNESA, entre outras instituições de ensino) sobre temas como Performance, Teatro do Oprimido, Cenografia, Improvisação e Contação de histórias. Deu aulas no SENAC (Lapa Scipião) e dirigiu a montagem da turma de formação do ator de 2009.1 desta instituição. Atuou como Orientadora Vocacional no Projeto Teatro Vocacional da SMC São Paulo, no ano de 2009, e ministrou oficinas de teatro pelas Oficinas Culturais do Estado de São Paulo nos anos de 2009 e 2011. Foi Gestora Nacional de Cursos (História, Geografia, Teatro e Letras) da Yduqs entre 2020 e 2021. ANA CRIS COLAProfessora Plena e orientadora no Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena - Unicamp. No LUME desenvolve pesquisas na codificação, sistematização e teatralização de técnicas corpóreas e vocais não-interpretativas do ator dentro de três linhas mestras de trabalho: o Clown e a Utilização Cômica do Corpo, a Mímesis Corpórea e a Dança Pessoal, além do desenvolvimento de uma metodologia de treinamento técnico-corpóreo-vocal cotidiano e a sua transmissão. Apresentou espetáculos e ministrou workshops, palestras, demonstrações técnicas e pesquisas de campo sobre o trabalho desenvolvido no Lume em diversas cidades do Brasil e do exterior. Participa como atriz nos seguintes espetáculos do LUME: Parada de Rua (1995...), Café com Queijo (1999...), Um Dia... (2000...), Shi-zen, 7 Cuias (2003...), O que seria de nós sem as coisas que não existem (2006...), Você (2009...), Os Bem Intencionados (2012) e SerEstando Mulheres (2013). É autora dos livros “Da minha janela vejo... - Relato de uma trajetória pessoal de pesquisa no LUME” (2006 – HUCITEC) e “Caminhante, não há caminho. Só rastros” (2013 – Ed. Perspectiva) e colaboradora permanente da revista do Lume. Dirigiu os espetáculos “Espiral - Brinquedo Meu” com o ator-músico Helder Vasconcelos, “Gaiola de Moscas” e “Tu sois de onde”, com o grupo Peleja, “Alphonsus”, com a atriz do Lume Raquel Scotti Hirson e “Grassa Crua” com a performer Fernanda Magalhães. Foi co-criadora e assistente de direção do espetáculo multimídia “PERCH: Uma celebração de Voos e Quedas”(2014), em parceria com os coletivos Conflux (Escócia) e Legs on the Wall (Austrália). Realizou a tutoria de pesquisa e criação da dramaturgia do espetáculo “TransOhno” junto ao Coletivo As Travestidas. ANDRÉ PAES LEMEDoutor e mestre em Estudos Artísticos na especialidade de Estudos de Teatro pela Universidade de Lisboa, graduado pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), onde leciona no Curso de Direção Teatral desde 1999. Já encenou dezenas de espetáculos, entre peças de teatro, musicais, óperas e concertos. Tem especial interesse na direção de atores e em pesquisas cênicas que abordam o texto narraIvo. Merecem destaque as seguintes encenações: Agosto, de Tracy Le{es; Hamelin, de Juan Mayorga; Pequenos trabalhos para velhos palhaços, de Matei Visniec; A hora e vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa; Engraçadinha, de Nelson Rodrigues; Candeia, de Eduardo Rieche. Recentemente,comemorando o centenário da autora Clarice Lispector, estreou o espetáculo A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa. Em janeiro de 2023 estreou o A hora do boi,de Daniela Pereira de Carvalho e em agosto Viva o povo brasileiro, a partir do romance de João Ubaldo Ribeiro. CECÍLIA RIPOLLDramaturga, diretora, atriz e professora, Cecilia Ripoll é formada em Licenciatura em Artes Cênicas pela UNI-RIO. Indicada aos Prêmios Shell 2018 e 2023 na categoria Melhor Autora pelas dramaturgias ROSE e PANÇA. Em 2022, escreve e dirige o espetáculo PANÇA (Prêmio Montagem Teatral Funarj). Ainda em 2022, escreve a dramaturgia CONSTITUIÇÃO, inspirada naConstituição Brasileira de 88 (idealização Natasha Corbelino). Em 2021, estreou a dramaturgia infanto-juvenil “Na borda do mundo”, encenada on-line pelo Bando de Palhaços e indicada ao Prêmio APTR. Atualmente, é professora do curso Escrita Dramatúrgica no ESAD (Escola Sesc de Artes Dramáticas – Polo Educacional do Sesc). Ministrou em 2020 / 2021 oficinas dedramaturgia no Sesc Copacabana. Em 2021, coordenou junto a Diogo Liberano o projeto pedagógico Brasis por Escrever. Em 2019, participou da residência BETSUD de dramaturgia na Itália (Primavera Dei Teatri – Castrovillari). Integrou o Núcleo Sesi de Dramaturgia 2017, coordenado por Diogo Liberano, onde escreveu Rose, encenada por Vinicius Arneiro. Foi uma das vencedoras do III Concurso Jovens Dramaturgos Escola Sesc 2013 pelo texto Paco e o Tempo. É diretora e fundadora do Grupo Gestopatas, e escreveu e dirigiu Paco e o Tempo (Prêmio Fenata “Melhor Texto” e “Melhor Espetáculo infanto-juvenil” / Indicado ao Prêmio CBTIJ pelo “Trabalho de Formas Animadas”). DANIELE ÁVILA SMALLDaniele Avila Small (Rio de Janeiro, 1976) é Doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO (2019), Mestra em História Social da Cultura pela PUC-Rio (2013) e Bacharel em Teoria do Teatro pela UNIRIO (2009). É idealizadora e editora da revista Questão de Crítica, projeto indicado ao Prêmio Shell em 2023 pelos 15 anos de atividades e pelas ações dedicadas ao teatro durante a pandemia. É autora do livro O crítico ignorante – Uma negociação teórica meio complicada (7Letras, 2015) e tem dramaturgias publicadas pelas editoras Cobogó e Javali. É uma das diretoras artísticas do coletivo Complexo Duplo, com quem tem realizado espetáculos nos últimos 13 anos. GUSTAVO GASPARANIAtor, autor, diretor e produtor, com formação em canto e dança, Gustavo Gasparani é o que se pode chamar de “homem de teatro”. Iniciou sua carreira em 1982, no TACA - Teatro Amador do Colégio Andrews, dirigido por Miguel Falabella. Ao longo desses anos, participou de mais 60 espetáculos teatrais, fundou uma das companhias de teatro mais importantes do país – a Cia dos Atores – dirigiu shows com grandes nomes da MPB, escreveu e produziu espetáculos musicais de destaque na cena teatral contemporânea, recebendo os principais prêmios do país (APCA, Shell, APTR, Cesgranrio, Reverência, Bibi Ferreira, entre outros). Paralelamente, publicou três livros nesse período. Últimos trabalhos: RICARDO III, BEM SERTANEJO, INSETOS, Zeca Pagodinho - o musical e SAMBRA - 100 anos de samba. Em 2022, estreou os espetáculos:VOZES NEGRAS - A Força do Canto Feminino, idealização e direção geral de Gustavo com texto em parceria com Rodrigo França. CLIFF - Precipício, de Alberto Conejero López, direção de Fernando Philbert e JULIUS CAESAR - Vidas Paralelas, uma adaptação de Gustavo Gasparani a partir da obra de Shakespeare, para a Cia dos Atores. EM 2021, lançou o livro TRÊS POETAS DO SAMBA-ENREDO e AMIR HADDAD DE TODOS OS TEATROS, ambos pela editora Cobogó; e filmouas séries Detetives do Prédio Azul, Canal Gloob e Sob Pressão, produção: Conspiração. ÍSIS BAIÃOFormada em jornalismo pela PUC/Rio, a dramaturga começou a explorar o teatro por meio dojornalismo e por lá ficou. É a grande referência na dramaturgia nacional, dona de um humor denso e bem refinado. Já escreveu livros como “Tresloucado gesto” (1983) e “Teatro (in)completo” (2003). Trabalhou ainda na televisão, rádio, revista. No teatro já teve textos montados como “Instituto Naque de Quedas e Rolamento” (1978), “Espelho, Espelho Meu…”, “As Bruxas Estão Soltas”(1989), “Essas Mulheres” (1996), entre outros. É autora da biografia Mara Rúbia, a loura infernal! (Aeroplano, 2011), junto com Therezinha Marçal, filha da biografada. MARCELO LAZZARATTOLivre Docente em Artes da Cena pela Universidade Estadual de Campinas com a tese "Campo de Visão: um exercício de alteridade"; Doutor em Artes da Cena pela Universidade Estadual de Campinas com a tese "Arqueologia do Ator: personagens e heterônimos". Graduado como Bacharel em Interpretação pela Universidade de São Paulo (1991). Pesquisa e desenvolve o sistema improvisacional e pressuposto estético Campo de Visão há 30 anos, tendo publicado o livro "Campo de Visão: exercício e linguagem cênica", em 2011. É diretor artístico da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico sediada na cidade de São Paulo. NAOMI SILMANAtriz, palhaça, pesquisadora, diretora e mãe de Noa e Maya, nascida em Londres (Inglaterra) e radicada no Brasil desde 1997, quando passou a integrar a equipe fixa de atores-pesquisadores do LUME - Unicamp (ganhador premio shell de 2013 na categoria especial). Graduada em artes cênicas pelo Goldsmith’s College, Universidade de Londres (1995), aprofundou-se no treinamento de ator na École Philippe Gaulier e na École International du Théâtre, de Jacques Lecoq, em Paris (1996-1997). Como atriz, atua nos seguintes espetáculos e projetos do LUME: "Parada de Rua" (1998...), direção de Kai Bredholt; "O Não-Lugar de Agada Tchainik" (2004...), seu solo de palhaço dirigido por Sue Morrison; "Shi-Zen, 7 cuias" (2004...), dirigido por Tadashi Endo (indicado a 3 prêmios Shell), “Oficina-montagem Abre-Alas” (2009...) e “Os Bem Intencionados” (2012...), direção de Grace Passô. Apresentou esses espetáculos e ministrou oficinas, demonstrações técnicas, palestras e debates sobre o trabalho desenvolvido no LUME em inumeras cidades do Brasil e no exterior na Dinamarca, Noruega, Itália, França, Alemanha, Bélgica, Escócia, Inglaterra, Polonia, Bolívia, Equador, Costa Rica, Colômbia, México, EUA, Canadá, Egito, Israel e Coréia. Dirigiu os espetáculos: “A-MA-LA”, com Adelvane Néia (Humatriz Teatro); “A Julieta e o Romeu”, do Barracão Teatro; “Um Dia...”, do LUME; “O Caminho para Casa”, com Yael Karavan, “Kavka - agarrado num traço a lápis”, com o ator do LUME Ricardo Puccetti, inspirado na vida e obra de Franz Kafka e “Sonho de Ícaro”, comemorativo dos 25 anos do LUME Teatro. É organizadora do livro LUME Teatro 25 anos (2011, Ed. Unicamp). Também atuou em vários curta-metragens e estreou em 2013 na TV Cultura no telefilme “E além de tudo me deixou mudo o violão” da Anna Muylaert. RAQUEL SCOTI-HIRSONNascida em Brasília (DF), trabalha desde 1993 como atriz-pesquisadora do LUME, onde desenvolve pesquisas na codificação, sistematização e teatralização de técnicas corpóreas e vocais não-interpretativas do ator. É doutora e mestre pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com a tese “Alphonsus de Guimaraens: Reconstruções da Memória e Recriações no Corpo” e a dissertação “Tal Qual Apanhei do Pé – uma atriz do LUME em pesquisa”, respectivamente, sob orientação da Profa. Dra. Suzi Frankl Sperber. Como atriz, participa nos seguintes espetáculos do LUME: “Parada de Rua” (desde 1995), dirigido por Kai Bredholt; “Café com Queijo” (desde 1999), direção coletiva; “Um Dia...” (desde 2000), com direção de Naomi Silman; “Shi-Zen, 7 Cuias” (desde 2004), dirigido por Tadashi Endo; “O que seria de nós sem as coisas que não existem” (desde 2006), dirigido por Norberto Presta e “Os Bem Intencionados” (desde 2012), dirigido por Grace Passo. Também atuou nos seguintes espetáculos fora de repertório do LUME: “Taucoauaa Panhé Mondo Pé” (1993), “Contadores de Estórias” (1995 a 1997), “Anoné” (1995), “Mixórdia em Marcha-Ré Menor” (1996 e 1997) e “Afastem-se Vacas que a Vida é Curta” (1997). Orientou e participou da criação do espetáculo “Melhor que Chocolate” (2006), do Grupo de Pesquisa Teatral TAO (GPT-TAO), de Campinas; e dirigiu, em parceria com Jesser de Souza, o concerto musical Espelho (2006), do Grupo Anima de Campinas; e o espetáculo “Teus Passos, Teus Guia” (2008), do Grupo EngasgaGato, de Ribeirão Preto. Nos últimos anos, vem realizando intercâmbios técnicos internacionais com pesquisadores e grupos, entre os principais a japonesa Natsu Nakajima (1995 e 1996) sobre adança butô; a canadense Sue Morrison (1999), que realiza pesquisa de “Clown Através da Máscara”; o dinamarquês e ator do Odin Teatret Kai Bredholt (1995 e 2002), no projeto “Música e Teatro de Rua – teatralização de espaços não convencionais”; a japonesa Anzu Furukawa (1997), no projeto “Mímesis Corpórea e a Poesia do Cotidiano”; o japonês Tadashi Endo (desde 2002, ainda em continuidade) sobre a dança butô; e o ítalo-argentino Norberto Presta (desde2004, ainda em continuidade), sobre a organicidade do ator na construção da dramaturgia. É colaboradora permanente da Revista do LUME, tendo três artigos publicados: ”Lume e Anzu: Um Intercâmbio”, “Mímesis Corpórea – o Primeiro passo”, e “Um Dia... – Um Passo Adiante”. É autora do livro “Tal qual apanhei do pé” lançado em 2006. WLAD LIMAWlad Lima é artista-pesquisadora, diretora, dramaturga e cenógrafa de teatro na cidade de Belém do Pará. Professora Titular da UFPA (aposentada), mestre e doutora em Artes Cênicas pela UFBA e pós-doutora em Estudos Culturais pela Universidade de Aveiro, Portugal, atua como criadora cênica no Grupo Cuíra, do Pará, no Coletivas Xoxós e no DOM Coletivo. Seus mais recentes espetáculos em repertório são: “Rala, Palhaço!”, “Curupirá”, mEU pOEMA iMUNDO”, “Divinas Cabeças” e “Fale com Estranho”. Atualmente, faz a gestão das residências artísticas do Teatro do Desassossego – um espaço de experimentação em “teatro ao alcance do tato” e um laboratório arcaico de poéticas; é desenhista do Coletivo Brutus Desenhadores; realiza conferências, palestras, mesa de debates, workshop e curadoria em eventos locais e nacionais. Para além do campo das Artes Cênicas e Visuais, busca atravessamentos entre Arte e Psique, atuando com a Clínica do Sensível na função de artista-analista e opusterapeuta em processos de criação e pesquisas em arte.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.