| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 33592510000154 | VALE S.A. | 1900-01-01 | R$ 850,0 mil |
O projeto "Águas da Amazônia: Rios e Povos" é uma iniciativa que visa celebrar a diversidade cultural e a riqueza natural da Amazônia através da música e das artes visuais. Trata-se da realização de um concertos sinfônicos integrando músicos do Theatro da Paz (Belém) e do Teatro Amazonas (Manaus), além de músicos indígenas. Serão realizadas 06 apresentações previstas para acontecerem no Theatro da Paz, Teatro Amazonas e Theatro Municipal de São Paulo.O concerto contará com projeções que destacam os rios e as etnias da Amazônia a partir da releitura da obra ‘Águas da Amazônia’, do compositor Philip Glass, gravada originalmente por ele com o grupo mineiro Uakti em homenagem aos rios amazônicos. O projeto, além de ser pautado pelo intercâmbio cultural e formação musical resultante do processo, prevê ações formativas para jovens dos projetos de música da região e ações de impacto social e sustentabilidade.
O projeto se inspira nos nove rios representados no álbum "Águas da Amazônia" de Philip Glass, cada um com suas próprias características e importância cultural: Rio Tiquié: O rio Tiquié é um afluente do rio Uaupés, localizado na Colômbia e no Brasil, que corre principalmente pelo estado do Amazonas. É conhecido por atravessar uma região rica em biodiversidade e por ser habitado por várias comunidades indígenas, incluindo os Tukano, conhecidos por suas práticas agrícolas e artesanato. Rio Japurá: Também conhecido como Caquetá, o rio Japurá nasce na Colômbia e flui em direção ao Brasil, onde deságua no rio Solimões, parte do rio Amazonas, e é caracterizado por suas extensas várzeas e áreas alagadas que abrigam uma grande variedade de fauna e flora. Os Maku (ou Hupd'äh), caçadores-coletores, e algumas comunidades Tukano vivem nas áreas de floresta ao longo deste rio. Rio Purus: O rio Purus é um afluente importante do rio Amazonas, nascendo no Peru e fluindo pelo estado do Amazonas, no Brasil. Conhecido por seu curso sinuoso, ele atravessa áreas de floresta densa e é fundamental para o transporte local e a subsistência das comunidades ribeirinhas, incluindo os Jamamadi e os Apurinã (Popengare), que têm rica tradição oral. Rio Negro: O rio Negro é um dos maiores afluentes do rio Amazonas, reconhecido por suas águas escuras devido à decomposição de matéria orgânica. Nasce na Colômbia e flui para o Brasil, onde se encontra com o rio Solimões perto de Manaus, formando o rio Amazonas propriamente dito. As etnias Yanomami e Baré habitam esta região, conhecidas por suas práticas horticulturais e rica tradição cultural. Rio Madeira: O rio Madeira é um dos maiores e mais importantes afluentes do rio Amazonas. Nasce na Bolívia e percorre os estados brasileiros de Rondônia e Amazonas. Suas águas são ricas em sedimentos, e o rio é vital para a biodiversidade, além de ser uma importante via de transporte. As etnias Torá e Mura, que têm uma história de resistência durante a colonização, habitam as margens deste rio. Rio Tapajós: O rio Tapajós corre pelo estado do Pará, no Brasil, e é um dos principais afluentes do rio Amazonas. Conhecido por suas águas cristalinas em alguns trechos, o Tapajós é uma região de grande beleza natural e abriga diversos ecossistemas aquáticos. Os Munduruku, conhecidos por suas habilidades de guerra e forte organização social, e os Borari vivem ao longo deste rio. Rio Paru: O rio Paru flui pelo estado do Pará e é um afluente do rio Amazonas. Atravessa uma região remota e de difícil acesso, sendo importante para a biodiversidade e as comunidades indígenas que vivem em suas margens. As etnias Tiriyó, com suas técnicas de agricultura de corte e queima, e os Waiãpi habitam esta região. Rio Xingu: O rio Xingu, localizado no estado do Pará, é um dos mais importantes afluentes do rio Amazonas. É famoso pela sua biodiversidade e pelas controvérsias em torno da construção de hidrelétricas, que afetam as populações indígenas e o meio ambiente local. As etnias Kayapó, conhecidos internacionalmente por sua luta pelos direitos indígenas e pela proteção ambiental, e os Yudjá (Juruna) habitam a região do Alto Xingu. Rio Amazonas: O rio Amazonas é o maior rio do mundo em volume de água e extensão, se contarmos o sistema fluvial Amazonas-Ucayali-Apurímac. Nasce nos Andes peruanos e atravessa o Brasil até desaguar no Oceano Atlântico. O Amazonas é vital para o clima global e abriga uma biodiversidade incomparável. As etnias Ticuna, a maior do Brasil em termos de população, e os Kokama vivem ao longo deste rio, com uma rica história de resistência e adaptação cultural. O álbum "Águas da Amazônia" foi inicialmente uma colaboração entre o compositor americano e o grupo musical brasileiro Uakti. Philip Glass, conhecido por seu estilo minimalista, foi abordado pelo Uakti, um grupo famoso por usar instrumentos de percussão criados por eles mesmos. O álbum tinha como objetivo celebrar a rica e diversa bacia amazônica. Lançado originalmente em 1999, o álbum consiste em nove peças, cada uma dedicada a um rio diferente da Amazônia, como mencionado anteriormente. Glass compôs as peças enquanto o Uakti trouxe uma interpretação única utilizando seus instrumentos de percussão feitos à mão, criando uma sonoridade que reflete a diversidade e a beleza natural dos rios amazônicos. Após o lançamento, o álbum recebeu elogios por sua inovação e pela forma como mesclava as influências culturais de Glass e Uakti. As peças foram executadas em várias ocasiões, tanto no Brasil quanto internacionalmente, sempre com um impacto visual e sonoro impressionante que remete às paisagens e à vida aquática da Amazônia. Buscamos agora revisitar esse processo criativo, com outros contextos sonoros, artísticos e históricos. Em 2017, o álbum ganhou uma nova dimensão com a releitura pela MDR Leipzig Radio Symphony Orchestra sob a regência de Kristjan Järvi. A adaptação para a orquestra pela MDR Leipzig Radio Symphony Orchestra ampliou o alcance e a audiência do álbum. A versão orquestral manteve a essência das composições originais, e o presente projeto propõe a releitura das obras, com versões que remetem à artesanalidade sonora da primeira versão com o Uakti, dessa vez com a incorporação de instrumentos indígenas, mas com a manutenção da estrutura de arranjo para Orquestra, destacando a rica produção de música clássica da região amazônica. Classificação indicativa: Livre
Objetivo Geral: Realizar a produção e circulação por 03 estados de um espetáculo musical com um concerto sinfônico e projeções visuais a partir da releitura da obra Águas da Amazônia, de Philip Glass, destacando a presença indígena e a tradição de música clássica da região, promovendo um diálogo intercultural e a conscientização sobre a importância da preservação dos ecossistemas, territórios, povos e cultura da região. Realizar um processo de formação complementar ao projeto de educação musical de jovens integrantes de projetos educacionais das regiões das apresentações e também dos músicos envolvidos. Objetivos Específicos: Realizar 06 apresentações do concerto sinfônico, sendo 02 em Belém, 02 em Manaus e 02 em São Paulo; Realizar 03 ensaios abertos para estudantes de projetos sociais e escolas públicas; Integrar músicos indígenas e seus instrumentos tradicionais ao concerto, valorizando e promovendo a diversidade cultural amazônica; Produzir um programa do projeto, com informações sobre os rios e etnias, com a distribuição de 6.000 exemplares; Criar 09 projeções de imagens e arte ilustrada inspiradas nos rios amazônicos e nas culturas das etnias que vivem na regisão desses rios; Convidar um maestro ou maestrina de renome para conduzir o concerto, garantindo a qualidade artística do evento; Envolver artistas indígenas e da região amazônica na criação das imagens de projeção, promovendo a participação ativa dos povos locais; Promover ações educativas com projetos de educação musical da região, capacitando jovens, em teoria musical e contexto cultural; Alcançar 6.000 pessoas entre ensaio aberto e apresentações (6.000 pessoas); 100 alunos de formação e mais de 30 mil pessoas na gravação do concerto a ser disponibilizada on-line; e mais milhares de pessoas no alcance da divulgação entre mídia espontânea, redes sociais e publicações na imprensa; Resgatar uma importante obra musical que possui projeção internacional e que trata do tema da Amazônia.
A Amazônia, rica em biodiversidade e diversidade cultural, é um reservatório de culturas ancestrais e saberes tradicionais. O concerto "Águas da Amazônia: Rios e Povos" visa destacar os artistas e comunidades indígenas da região. Inspirado pelo álbum "Águas da Amazônia" de Philip Glass, o projeto pretende dar visibilidade às culturas locais, muitas vezes ausentes nas representações globais da Amazônia. O concerto é uma resposta ao cenário atual, promovendo a arte e a cultura amazônicas e indígenas. Ele celebra a obra de Philip Glass, homenageando a aliança artística da Amazônia com o mundo. Com a COP no próximo ano, o projeto se torna ainda mais relevante, destacando a urgência da preservação ambiental e a valorização das culturas indígenas. A integração de músicos indígenas com seus instrumentos tradicionais em uma orquestra sinfônica simboliza a união entre tradição e modernidade, mostrando a coexistência e o enriquecimento mútuo dessas culturas. Projeções de imagens e arte ilustrada dos rios amazônicos e das etnias locais criarão uma experiência imersiva e educativa. Essas imagens aumentarão a conscientização sobre a importância de preservar o patrimônio natural e cultural da Amazônia. O projeto também incentivará a educação musical entre jovens, proporcionando-lhes conhecimento sobre teoria musical e contexto antropológico, étnico, estético e artístico. A ópera "O Guarani" no Theatro Municipal de São Paulo em 2023 exemplificou como a integração de músicos indígenas pode enriquecer produções artísticas. A parceria com o selo de Philip Glass e sua equipe garantirá a integridade artística do projeto. O patrocínio de um projeto como este contribui para a preservação e valorização das tradições culturais indígenas e da biodiversidade amazônica. A produção local, com a contratação de dezenas de artistas e técnicos, cria um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico e cultural na região, estabelecendo novas referências. A proposta "Águas da Amazônia: Rios e Povos" se enquadra nos seguintes incisos da Lei 8.313/91 (Lei Rouanet): De acordo com o Art. 1º: I _ Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais. O projeto promove o livre acesso à cultura, permitindo que diversas comunidades e públicos tenham contato com as manifestações artísticas e culturais das regiões onde as atividades ocorrerão; II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais. Ao destacar artistas e comunidades indígenas da Amazônia, o projeto valoriza os recursos humanos e os conteúdos culturais locais, incentivando a produção regional. III _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; O concerto visa valorizar, difundir e fomentar as manifestações culturais da música instrumental e indígena e artes visuais da região. IV _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; A iniciativa promove as expressões culturais dos povos da Amazônia, garantindo a diversidade e o pluralismo cultural no cenário nacional. V _ Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira. O projeto contribui para a visibilidade e preservação de diferentes fazeres e saberes artísticos, contemporâneos, clássicos e tradicionais. VI _ Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro. Ao integrar instrumentos tradicionais em uma orquestra sinfônica e utilizar projeções de imagens dos rios e etnias locais, o concerto ajuda a preservar o patrimônio cultural da Amazônia. VII _ Desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações. A parceria com o selo de Philip Glass e a homenagem à sua obra promovem a interação cultural internacional, valorizando as contribuições da Amazônia no cenário global. VIII _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. O projeto cria uma experiência imersiva e educativa que objetiva sensibilizar o público sobre a importância da preservação ambiental e cultural da Amazônia. IX _ Priorizar o produto cultural originário do País. A iniciativa foca na valorização da música instrumental e de etnias brasileiras, priorizando produtos culturais originários do Brasil. E os seguintes objetivos do Art. 3º serão alcançados com o projeto: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023) II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
Contrapartida Social - Gratuidade em todas as apresentações; Realização de educação e formação musical, com a realização de 03 oficinas para jovens de projetos musicais, como Projeto Guri, Projeto Vale Música Belém, entre outras iniciativas locais, promovendo a formação e capacitação musical; Intercâmbio Cultural: facilitação de trocas culturais entre músicos profissionais e jovens talentos locais, incentivando o desenvolvimento artístico e a inclusão social. Projeto Pedagógico das Oficinas. Objetivo GeralO objetivo das oficinas de formação musical é proporcionar uma educação musical abrangente e de para jovens de projetos sociais, como o Projeto Guri, Projeto Vale Música Belém, e outras iniciativas locais. O foco será na capacitação musical, com ênfase em teoria e integração de ritmos indígenas, e uma compreensão do contexto cultural do projeto Águas da Amazônia - Rios e Povos. Estrutura Pedagógica1. Realização de Workshops de Formação Musical Descrição: Serão realizadas 3 oficinas, cada uma com uma duração de 12 horas, totalizando 36 horas de formação. As oficinas serão estruturadas para oferecer uma imersão musical, combinando teoria, prática instrumental, e estudos de integração cultural. Público-Alvo: As oficinas serão destinadas a um mínimo de 90 jovens, oriundos de projetos musicais locais, como o Projeto Guri, Projeto Vale Música Belém, e outras iniciativas da região. Estes jovens, com idades entre 12 e 21 anos, serão escolhidos com base em seu interesse e envolvimento prévio na música. 2. Conteúdo Programático sugerido. Obs. O conteúdo será desenvolvido na realização do projeto, pelos músicos /educadores parceiros do projeto que serão contratados para estruturar o projeto pedagógico. Teoria Musical Minimalista: Estudo da teoria musical minimalista, com foco na obra de Philip Glass. Os participantes explorarão as estruturas rítmicas repetitivas e harmônicas que caracterizam o minimalismo, compreendendo como essas técnicas podem ser aplicadas em suas próprias composições e performances.Análise de Obras de Philip Glass: Apresentação e análise de obras selecionadas de Philip Glass, onde os jovens músicos poderão explorar as técnicas rítmicas e estruturais utilizadas pelo compositor, entendendo a inovação e o impacto de seu trabalho na música contemporânea.Estrutura Rítmica da Música Indígena: Exploração das estruturas rítmicas das músicas tradicionais indígenas, com apresentações de instrumentos típicos, como flautas, tambores e maracás. Os jovens aprenderão a identificar e aplicar esses ritmos em suas práticas musicais.Apresentação das Etnias e Contexto Cultural: Introdução às etnias indígenas e a importância da música em suas culturas, auxiliando os participantes a entender o contexto cultural mais amplo em que a música indígena e a obra de Philip Glass se encontram no projeto. 3. Metodologia - A metodologia será prática e interdisciplinar, com uma combinação de ensino teórico, prática instrumental e formação cultural. 4. Impacto Esperado - Espera-se que, ao final das oficinas, os jovens participantes tenham adquirido uma compreensão básica da teoria musical minimalista, um conhecimento mais aprofundado da música indígena e das tradições culturais amazônicas. Além disso, o projeto visa despertar um maior interesse pela continuidade do aprendizado musical, incentivando esses jovens a se tornarem multiplicadores desse conhecimento.
O projeto implementará um plano de acessibilidade, desenvolvido com o apoio de consultoria especializada em acessibilidade personalizada para a cultura e revisará os materiais físicos e digitais, além de treinar a equipe para garantir um atendimento inclusivo, para pessoas com deficiência e neurodiversas, em atendimento ao disposto no Art. 27, da Instrução Normativa 11 de 2024 garantindo a implementação de medidas de acessibilidade compatíveis com as características do objeto cultural. O projeto contempla tanto o aspecto arquitetônico quanto o comunicacional de conteúdo, conforme segue: I - ACESSIBILIDADE FÍSICA: As apresentações serão realizadas em espaços acessíveis, garantindo recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida ou idosas. Os locais de realização das atividades dispõe de infraestrutura que inclui rampas, elevadores, assentos preferenciais, banheiros acessíveis e áreas de circulação adaptadas. Em cada concerto, assentos serão reservados para pessoas com deficiência e neurodiversas. II - ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL: No que se refere ao acesso ao conteúdo cultural, o projeto disponibiliza intérpretes de Libras para os portadores de deficiência auditiva. Os vídeos de divulgação terão legendagem. Os conteúdos contarão com recursos de audiodescrição disponibilizados por meio de QRCodes nos locais das atividades e na divulgação. III - ACESSIBILIDADE ATITUDINAL: Dentro do Plano de Acessibilidade do projeto, será implantado um protocolo interno de atendimento inclusivo, que garantirá tratamento inclusivo para todos os participantes e para o público, com a capacitação da equipe envolvida, com o objetivo de eliminar vieses e barreiras atitudinais. Todos os custos relacionados às ações de acessibilidade estão devidamente incluídos no orçamento analítico do projeto. O material de divulgação do projeto incluirá informações detalhadas sobre as medidas de acessibilidade disponibilizadas, garantindo que o público tenha pleno conhecimento dos recursos acessíveis oferecidos.
O projeto destina-se a um público diversificado e de classificação livre, incluindo músicos e artistas das comunidades da Amazônia que participarão ativamente, promovendo suas culturas. Alunos de projetos educacionais, entusiastas de música clássica de diversas regiões. Entusiastas e frequentadores de concertos de música clássica e arte em geral, tanto locais quanto de outras regiões. Indivíduos e organizações dedicados à preservação ambiental e sustentabilidade. Estimativa de público 8000 (Aprox. Mínima), 36000 (Máxima). O projeto cumpre as exigências do Art. 29 da Instrução Normativa 11 de 2024, garantindo a democratização do acesso, e também implementa medidas de ampliação de acesso previstas no Art. 30. A seguir, detalhamos como as ações do projeto atendem aos incisos transcritos dos referidos artigos: Art. 29. O plano de distribuição da proposta deve prever medidas de democratização do acesso aos produtos, bens, serviços e ações culturais produzidos, contendo as estimativas da quantidade total de ingressos ou produtos culturais previstos, observados os seguintes limites: I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; III - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; e Gratuidade nas Apresentações:Atendendo ao inciso II, o projeto oferece gratuidade em todas as apresentações. Estima-se que 9 mil pessoas assistam aos concertos presencialmente, e outras 30 mil os acompanharão online. Oficinas de Educação e Formação Musical:A realização de três oficinas de 12 horas para pelo menos 90 jovens de projetos como o Projeto Guri e Projeto Vale Música Belém também cumpre o inciso II, ao assegurar o caráter social e educativo da distribuição gratuita de produtos culturais, promovendo a formação musical e a inclusão social. Art. 30. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, além do previsto inciso II do art. 29, totalizando 20% (vinte por cento); III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; O projeto oferece, gratuitamente, oficinas de formação musical e a realização de 03 ensaios abertos, conforme o inciso V do Art. 30. A transmissão online dos concertos cumpre o disposto no inciso III do Art. 30, garantindo que registros audiovisuais acessíveis estejam disponíveis na Internet para o público em geral.Por fim, o projeto implementa políticas de inclusão e diversidade, incentivando a participação de mulheres, pessoas de diferentes etnias e pessoas com deficiência, alinhando-se ao inciso IX do Art. 30.
Natália Duarte - Gestora cultural. Formada com bacharelado e licenciatura em Artes Cênicas, com extensão em Produção Cultural e especialização em Gestão Cultural e Indústrias Criativas. Integrou o CPT Sesc, e possui estudos adicionais em áreas como Curadoria, Metodologias Ágeis, Inovação, Futurismo, Ecologia, Inteligência Artificial, Políticas Públicas e Impacto Social. Especialista em gestão institucional e de projetos, possui mais de 15 anos de experiência em liderar equipes multidisciplinares na coordenação de eventos culturais de grande escala. Como gestora pública da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo foi responsável por contratos com Organizações Sociais e coordenação de programas, festivais, mostras, equipamentos e corpos estáveis, como a Virada Cultural Paulista, Circuito Cultural Paulista, Festival Paulista de Circo, Festival da Mantiqueira, entre outros. Desde 2019 atua na Virada Sustentável, festival de arte, cultura e sustentabilidade que acontece há 14 anos em diversos estados do país, como Coordenadora Geral, sendo a responsável direta, entre outras funções, pela curadoria e contratação de centenas de atividades, liderança de equipes, relacionamento com patrocinadores e gestão de parcerias com o poder público, ONGs e agências da ONU. SOMA MÚSICA - Joelle Mesquita – Coordenadora de Produção - Formada em Marketing na faculdade Está cio. Atuante na área cultural a 11 anos, fez produção de artistas como Gang do Eletro durante as Olimpíadas de 2017, e durante 4 anos fez a produção direta da artista Dona Onete acompanhando-a em apresentações dentro e fora do Brasil. Coordenadora Técnica Produtora cultural, formada em jornalismo pela FACHA em 2015, vem atuando na área de produção desde 2012.Além de ter produzido festivais como Conexão, MANA, FAM, Festival Ambienta, Festival Lambateria, Festival Se Rasgum, Virada Sustentável Amazônia, entre outros e idealizado e coordenado o Festival Elas no Comando. A proponente será remunerada nas rubricas de Direção de Produção e Produção Local, dentro dos limites estabelecidos pelo Art. 14 da Instrução Normativa 11 de 2024. A definição da Direção Artística para o projeto, que será responsável pela direção musical, conceitual pedagógica e visual do concerto, está em processo de planejamento. Entre os nomes considerados para assumirem a função estão Magda Pucci, compositora, pesquisadora e diretora musical do grupo Mawaca, conhecida por sua pesquisa de músicas tradicionais de diversas culturas, especialmente das comunidades indígenas brasileiras; Djuena Tikuna, cantora e ativista indígena da etnia Tikuna, Djuena é a primeira mulher indígena a lançar um disco no Teatro Amazonas,reconhecida por sua defesa das causas indígenas através da arte; Roberto Minczuk, regente da Orquestra Sinfônica Municipal de SP, com passagens por orquestras importantes como a Filarmônica de Calgary e a Orquestra Sinfônica Brasileira; Denilson Baniwa, artista visual e ativista indígena da etnia Baniwa, conhecido por suas obras que promovem o debate sobre a identidade indígena contemporânea; Daiara Tukan, artista, ativista e educadora da etnia Tukano, e uma das mais influentes vozes na defesa dos direitos dos povos indígenas e usa sua arte para expressar as cosmologias de sua cultura; e Marlui Miranda, cantora, compositora e pesquisadora, especialista na música tradicional indígena brasileira.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.