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PRONAC 248063Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Tragédias Tropicais | Tempestade

ION PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 916,7 mil
Aprovado
R$ 916,7 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Teatro Musical (c/ dramaturgia, danças e canções)
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Teatro musical
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2024-10-19
Término
2026-06-19
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Trata de proposta de artistas da companhia Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona - companhia de teatro fundada em 1958, a mais longeva em atividade no Brasil - para realização da montagem do espetáculo Tragédias Tropicais | Tempestade, inspirada na obra de Aimé Césaire (Uma Tempestade) e no clássico homônimo de William Shakespeare (A Tempestade), com temporada no Teatro Oficina, a ser subsidiada através da Lei Federal de Incentivo Fiscal à Cultura. O projeto compõe-se de: montagem (criação dramatúrgica, ensaios, seminários e pesquisa) e temporada (24 apresentações), com duração total de 7 meses, envolvendo 60 artistas da companhia. A montagem do espetáculo se integra a um projeto estendido de investigação - Tragédias Tropicais - que aborda o aprofundamento das teatralidades afro-diaspóricas dentro da linguagem da companhia Teatro Oficina.

Sinopse

Uma Tempestade, de Aimé Césaire, é uma recriação a partir da obra clássica de William Shakespeare, A Tempestade, escrita em 1611, uma tragicomédia extensamente adaptada em peças teatrais, filmes e óperas, que conflui personagens humanas com a forte presença da sobrenatureza e escancara os temas da usurpação e exploração europeia de povos originários. A peça do autor inglês tem influência direta das crônicas de Michel de Montaigne (Des Cannibales, 1580) sobre os povos antropófagos originários no Brasil, de onde é atribuído o nome da personagem de maior impacto da peça, Caliban, anagrama de Canibal. A recriação do dramaturgo martinicano mantém grande parte da estrutura da peça shakespeariana, suprimindo personagens e acrescentando alguns outros (como Exu) que dão ao trabalho a profunda perspectiva decolonial. Ambas as peças narram a extradição de um duque de Milão (Próspero) para uma ilha deserta com sua filha (Miranda), expulso da Itália quando tem o poder usurpado por uma aliança traidora entre nobres antigos aliados. Na ‘ilha’, Próspero tem contato com os originários: Ariel (passivo, que assimila a cultura do europeu) e Caliban (que rejeita a assimilação e o paternalismo e é tornado escravo), passa a colonizar e impor sua cultura e técnica eurocentrada na ‘ilha’ considerada por ele improdutiva, desabitada e ignota. Usando da técnica e magia da cultura dos povos originários, Próspero consegue ‘maquinar’ uma tempestade marítima que naufraga seus usurpadores europeus e os faz aportar na ‘ilha’. A partir de alguns desdobramentos, Próspero consegue se vingar recuperando suas propriedades e ducado em Milão, mas renuncia ao poder no território europeu e decide se manter em vantagem como explorador na ilha. “As reinterpretações latino-americanas desta peça têm explorado a dinâmica entre Próspero, o colonizador europeu, e seus auxiliares escravizados, Ariel e Caliban. Próspero, que foi usurpado de seu ducado, torna-se o usurpador da ilha que pertencia a Calibã: ele lhes ensina sua língua e acredita tê-los "civilizado". Ao adaptar a peça do dramaturgo elizabetano para um teatro negro, enfatiza-se que a peça deve ser interpretada por um elenco negro, sobretudo porque o autor martinicano adiciona à caracterização de Calibã como um escravo negro, e Ariel é retratado como um escravo negro de pele clara, referido como mulato no original. O foco principal de Césaire nesta versão é o personagem de Calibã, que ele associa aos Panteras Negras norte-americanos. Em sua interpretação, o autor se indigna com a brutalidade e arrogância de Próspero, retratado como um homem indulgente, o que lhe pareceu refletir a típica mentalidade europeia. Sua proposta é apresentar uma nova perspectiva, a do colonizado, questionando a visão eurocêntrica da obra original. Ainda, Césaire explora os efeitos da colonização sobre a cultura e identidade dos povos nativos, além de debater sobre as relações de poder e controle entre colonizador e colonizado.” Eurídice Figueiredo CAMINHOS DE INTERPRETAÇÃOO trabalho acompanha as interpretações sugeridas pela discussão atual da ecologia decolonial, sobretudo como colocada por Malcom Ferdinand, que interpreta ‘a tempestade’ como uma maquinação forjada pelo colonizador Próspero, para atingir seus objetivos de exploração e expansão colonial, garantir seu ducado e a longevidade de sua dominação. Longe de ser fruto do acaso, a tempestade tropical é obra colonial, fazendo analogia direta à hipocrisia de interpretar as atuais tragédias ambientais como catástrofes naturais acidentais e não como provocadas pela exploração secular da terra. Na mesma direção da crítica ao projeto colonial, Uma Tempestade, se passa em uma ilha tropical que poderia ser qualquer ilha antilhana, caribenha, o Brasil, Madagascar, o Haiti, Nova Guiné, o Congo, todo território que tenha vivido este massacre histórico, e põe em cena o grão desta estrutura, reduzindo os agentes deste teatro colonial ao colonizador (Próspero), ao colonizado assimilado (Ariel), ao colonizado insubordinável (Caliban), a ancestralidade do povo colonizado (Sycorax, mãe de Caliban), às manifestações sagradas da cultura colonizada (Exu) e a terra explorada, ‘a ilha tropical’. Neste sentido, ao esboçar em síntese a colonização europeia que subjugou os africanos, Uma Tempestade é oportuna para também revelar a estrutura colonial que ainda segue sendo aplicada aos povos colonizados e sua eficácia brutal, que prospera até o neocolonialismo, reverberando sua política genocida até os dias de hoje, através do neoliberalismo global. Os países colonizados, mesmo independentes, seguem marcados por esta tragédia humanitária que torna, ainda hoje, árduo o esforço de reconstrução e autonomia desses países. PROPOSTA DE ENCENAÇÃO A encenação será realizada na sede do Teatro Oficina. Uma Tempestade, de Césaire, teve sua estreia no Festival Internacional de Teatro da Tunísia, em 1969, todas as seguintes propostas de encenação tiveram forte presença do teatro épico brechtiano, seus recursos de distanciamento e teatro didático utilizados com excelência pelas direções, marcadamente naturalista. Este projeto busca investigar outras linguagens de encenação a partir da transposição alegórica, não linear e coral da TragyComediaOrgia, linguagem fundante do Teatro Oficina e chave para as adaptações dos clássicos nesta companhia. Buscando nessa transposição: a forte presença do coro; a não-centralidade nas personagens protagonistas; a presença marcante da dança e ações corográficas; a direção de arte como suporte fundamental e significante importante para comunicar a dramaturgia; a transposição musical dos textos como elemento estruturador da encenação; participação protagonismo e liberdade expressiva às cenas de delírios, profecias, ritos e invocações cantadas e/ou faladas aos orixás, loas, entidades presentes e que quebram a temporalidade cronológica da peça Nos textos, a presença do plano ao mesmo tempo mítico, histórico e político, inspira a uma linguagem não naturalista, mais dirigida a todos os sentidos como sugere Leda Maria Martins para a proposição de um teatro decolonial. De fato, um interesse fundamental deste projeto é trabalhar o tema das peças a partir da atualidade geopolítica e do contexto brasileiro, território que sofre tragicamente as consequências da brutalidade colonial. No projeto colonial, as heranças e atualidade culturais dos povos são distintas, mas as investidas do inimigo são comuns: na perpetuação da ideia de raças, na condição que impuseram aos negros como sujeitos não socializados no pós abolição e suas consequencias: origem das favelas, subemprego, ideia de corpos mataveis, assimetria na justiça, na estrutura do sistema prisional brasileiro (‘novo navio negreiro’), na perpetuação das posições subalternas, na ausência de representação politica e de forma geral, nos lugares de poder. A ilha genérica usurpada por Próspero é aqui e agora. A cultura periférica de forma ampla, poesia, slam, comunidades, terreiros, funk, samba, a cultura imigrante e refugiada em grande centros urbanos como São Paulo, e seus centros, viveiros de gestão, proteção e propagação dessas culturas precisam ser colocadas em cena como insurgências e dissidências contemporâneas do massacre colonial secular. O teatro tem o poder de se assumir como território de encruzilhada e barricada de projetos que atualizam a colonialidade racista.

Objetivos

- objetivos gerais Manutenção e continuidade do corpo artístico e linguagem da Companhia Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona - tombados como patrimônio material e imaterial pelos órgãos de preservação municipal, estadual e federal - em projeto de montagem e temporada envolvendo 60 artistas da companhia em 7 meses de duração. Este projeto inicia a pesquisa Tragédias Tropicais, investigação que aborda aprofundamento das teatralidades afro-diaspóricas em diálogo com a linguagem desenvolvida pela companhia em seus 66 anos de atividade teatral ininterrupta, sob a direção artística de José Celso Martinez Corrêa, e põe em cena os temas urgentes e fundamentais da ecologia e cultura afro-diaspórica, em diálogo com a atualidade absoluta da peça de Shakespeare e de sua releitura decolonial por Aimé Césaire.Através deste projeto pretende-se ainda difundir e democratizar o acesso ao trabalho da companhia Teatro Oficina através da disponibilização online de etapas do trabalho. - objetivos específicos a) ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS - Montagem da peça Tragédias Tropicais | Tempestade, inspirada na adaptação do dramaturgo, poeta e ensaísta martinicano Aimé Césaire e no texto original de William Shakespeare (A Tempestade), envolvendo 60 artistas da companhia, com temporada de 24 apresentações, no Teatro Oficina, em São Paulo. b) CONTRAPARTIDAS SOCIAIS - Realização de 02 debates públicos: "SEMINAIS" - TEATRALIDADES AFRO-DIASPÓRICAS com 04 convidadas/es/os, gratuítos e com transmissão online no canal do Youtube do Teatro Oficina.

Justificativa

A COMPANHIA O Teatro Oficina, sendo espaço e cia mais longevos em atividade no Brasil, atravessou diversas conjunturas políticas e estéticas nacionais e globais contribuindo para formação e história não só das artes cênicas, mas da cultura no sentido amplo da sua interpretação. Propiciar a continuidade deste trabalho impacta na atuação e contribuição vital desta companhia sexagenária tanto nas artes teatrais, quanto em toda sua ampla área de atuação: políticas culturais, ambientais, debates acerca de urbanidades, atuação junto aos órgãos e temas do patrimônio material e imaterial da cidade de São Paulo, como seu trabalho de pôr em cena existências marginalizadas pelo projeto colonial e patriarcal no Brasil, através do teatro. A Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona se encontra em um momento crucial de sua longa existência: de redescobrir e reorganizar seus modos de criação e produção depois da partida de José Celso Martinez Corrêa, diretor da cia desde a sua fundação. Este momento exige o exercício de reconhecer, com entusiasmo, as frentes de criação que compõem a companhia hoje e exige ainda uma atuação perspicaz no sentido de criar contextos diversos de estudo e criação que possam abarcar sua dimensão e que permitam contemplar essas diversas frentes e mantê-las coesas ao redor da linguagem forjada ao longo de seus 65 anos de existência, linguagem esta que é indissociável da relação com a arquitetura de seu prédio, do território do Bixiga, da atuação coral e da luta pelo Parque do Rio Bixiga. Este momento, que tem se revelado tão frutífero quanto desafiador, trata de manter viva e pulsante a linguagem da companhia, praticar sua potência coral e aprofundar o trabalho de transmissão dos seus fundamentos no contato com novas gerações de artistas da companhia. TEATRALIDADES AFRO-DIASPÓRICAS NO TEATRO OFICINA A ancestralidade teatral do Oficina tem na contribuição das culturas pretas uma estrutura fundante da linguagem musical, plástica, poética, arquitetônica e na luta pela emancipação do território Bixiga. No final dos anos 70 a cia se atravessa por artistas emigrados para o Bixiga, vindos do sertão de Pernambuco, Bahia, Ceará, caboclos em retomada, Ialorixás, povos do circo e compositores do samba paulista que vão co-criar embriões das peças fundantes da cia - Os Sertões, As Bacantes, Mistérios Gozosos, Acordes. Durante parte do período da ditadura militar no Brasil, 15 artistas da Companhia Teatro Oficina estão em exílio na Europa. Após passagem pela França e Portugal - onde haviam presenciado a revolução dos cravos - seguem para o continente africano, e criam o filme "25" (1975), em que José Celso e Celso Lucas fazem um retrato histórico, crítico e poético em parceria com a FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), de dentro da revolução e independência moçambicana. A obra, fruto dos choques com a vida insurrecional dos países africanos, marcou profundamente os trabalhos futuros do Teatro Oficina, e a volta do exílio configura-se como novo ponto de virada na experiência estética da cia e popularização não apenas da linguagem, mas do time de criação, que passa a ser formado por artistas multilinguagens do sertão de Pernambuco e Alagoas e a incorporar a liturgia das religiões de matriz africana na linguagem e na prática do teatro ritual, e que ganha, sobretudo, uma perspectiva de luta não apenas pelos direitos da classe artística, mas uma luta ligada ao território, em aliança com a terra, que coincide com o início da luta de mais de 4 décadas travada entre a companhia Teatro Oficina e o Grupo Silvio Santos. Nada aconteceria se a sede do Teatro Oficina não estivesse plantada em um território de matriz africana, o bairro do Bixiga, nascido Quilombo Saracura, território popularmente negro, das culturas pretas e atualmente confluência de imigrantes e refugiados de paises africanos, caribenhos, antilhanos e haitianos. Na direção de pôr em cena o legado e a ancestralidade do Tea(r)o Oficina, BORI rito de sagração da ancestralidade preta da Uzyna Uzona, dirigido por Marília Piraju, Rodrigo Andreolli e Fernanda Taddei - estreou em fins de 2023, na semana da consciência negra, como um Rito que retoma e celebra a ancestralidade e a contribuição das culturas pretas na companhia. Em BORI, a epopeia cinematográfica decolonial "25", sobre a independência de Moçambique, é resgatada como matéria fundamental e colocada em contracenação com outras matrizes que forjaram a linguagem decolonial do Teat(r)o Oficina neste momento histórico da companhia, em confluência com artistas do aqui e agora que tocam a potência deste legado. A intersecção da experiência histórica e contemporânea do Oficina com a matriz e teatralidades afro-diaspóricas e de origem afro-brasileiras, de modo geral, territórios que passaram e denunciam o projeto colonial e pós-colonial, é matéria fundamental de investigação e criação da montagem proposta pelo projeto: Tragédias Tropicais | Tempestade. MONTAR Tragédias Tropicais | Tempestade / INVESTIGAR AS Tragédias Tropicais A Tempestade, escrita por William Shakespeare em 1611, foi recriada por Aimé Césaire já como Uma Tempestade, e publicada em 1969. A peça clássica recriada pelo militante pan africanista é reposicionada, aprofundando e escancarando as relações coloniais entre as personagens shakespearianas. Como companhia que historicamente contracena com as questões do seu tempo, o Teatro Oficina hoje quer colocar em cena a urgência da criação artística frente às questões de emergência climática e revelar como estas são consequência do projeto colonial. Uma Tempestade (de Aimé Césaire) é francamente o teatro das relações coloniais e suas trágicas consequências ambientais, argumento que torna oportuna e importante a sua montagem pela companhia Teatro Oficina. Tragédias Tropicais | Tempestade inaugura o projeto ampliado Tragédias Tropicais, que pretende aprofundar estudos em teatralidades afro-diaspóricas, considerando o repertório e biografia da linguagem do Teatro Oficina em confluência com os movimentos de criação e artistas que compõem o time atual da companhia. Inspirado nos clássicos derivados do estilo trágico (tragédias gregas, tragédias cariocas, shakespearianas, etc) o projeto pretende criticamente abordar as Tragédias a que os países tropicais foram acometidos historicamente. Adaptar clássicos é parte fundante da linguagem do Teatro Oficina, que tem no seu repertório montagens como As Bacantes, de Eurípedes, recriada na linguagem da TragyComédiaOrgia; O Banquete, de Platão, adaptado como um banquete antropofágico e mesmo Ham-Let, de Shakespeare, na qual a direção de José Celso em uma co-criação fundamental com Denise Assunção radicaliza a brasilidade da montagem, sobretudo na liberdade de romper com a distância do texto clássico, popularizando a linguagem das falas e da música. Garantindo a continuidade deste legado, o projeto pretende fazer a montagem deste texto clássico revisto a partir da perspectiva decolonial. AIMÉ CÉSAIRE DEVORANDO SHAKESPEARE O poeta, dramaturgo e ensaísta martinicano Aimé Césaire vem, aos poucos e só muito recentemente, tendo sua obra teatral traduzida no Brasil, em uma iniciativa necessária e urgente de difundir a obra desse autor protagonista do pensamento afro-diaspórico, das filosofias africanistas, e fundante do pensamento sobre negritude e modernidade. Oportunidade precisa de colocar em cena, através do teatro, a contribuição extraordinária de Aimé Césaire para o debate decolonial, como também a potência de sua imaginação poética impressa em seus textos dramatúrgicos. A obra teatral de Aimé Césaire impacta pela capacidade de dar a ver o horror dos fatos históricos coloniais, através de uma potência formal grandiosa, que o coloca entre os dramaturgos mais importantes do século XX. Sua produção teatral encena a história da escravização nas Américas e na África, o neocolonialismo, seus violentos processos de independência e as consequências perversas e atuais desta colonização secular.

Estratégia de execução

1) Este projeto é um vínculo da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona com o proponente ION PRODUCOES ARTISTICAS LTDA ME (CNPJ - 11.864.324/0001-94), com finalidade de realização a montagem do espetáculo UMA TEMPESTADE, com temporada no Teatro Oficina. 2) A Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, núcleo de criação do projeto, é uma companhia de artistas criadores e seus membros, responsáveis pela direção artística, montagem de espetáculo, contrapartidas (seminário + ensaio aberto), criação de conteúdo do site e redes sociais, criação de material audiovisual, coordenação de manutenção e zeladoria do espaço, programação e curadoria de eventos de companhias convidadas. 3) Esse trabalho é composto majoritariamente por artistas autodeclarados pretas/os/es, que já trabalham há décadas ou recém chegados à companhia, sobretudo através da 5° dentição da Universidade Antropófaga (2022), também artistas emigrados de outros países (Congo, África do Sul, Venezuela e Peru) e imigrantes de regiões norte e nordeste do Brasil. FICHA TÉCNICA demais integrantes até agora: uma criação da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona _ proponente - ÍON PRODUÇÕES ARTÍSTICAS LTDA ME direção geral: Marília Piraju direção cênica: Rodrigo Andreolli coordenação de projeto: Fernanda Taddei dramaturgia e pesquisa: Marília Piraju, Rodrigo Andreolli, Odá Silva, Lucas Andrade, Fernanda Taddei CORO atuação-coral e criação: Akikànjú Robson da Silva Alexandre Paz Alex Augusto Ayomi Domenica Camila Mota Célia Nascimento Cyro Morais Danielle Rosa Guilherme Calzavara Haroldo Alves Jhonatha Ferreira Joana Medeiros Joel Carlos Kelly Campello Lucas Andrade Marcelo Dalourzi Marcio Telles Mayara Baptista Mila Sequeira Nduduzo Siba Odá Silva Samurai Cria Selma Paiva Viviane Clara direção musical: Yannick Delass e Chicão Montorfano banda (músicos / intérpretes) Letícia Coura Guina Santos Moita Mattos Maria Bitarello Fefê Camilo André Santana Tetê Purezempla coordenação de audiovisual: Cafira Zoé cinegrafistas: Corisco Amaré Yndio do Brasil Victor Rosa técnico de audiovisual: Renato Pascoal iluminadora: Victoria Pedrosa luz operação: Angélica Taize operação de som: Clevinho Ferreira direção de arte (diretor de arte, aderecistas, cenógrafos, figurinista) Vick Nefertiti Abmael Henrique Anita Braga Dan Salas Gii Lisboa Marcelo X Pedro Levorin direção de palco (direção de cena, chefe de contraregras, contraregra) Abmael Henrique Anita Braga Gii Lisboa Pedro Levorin camareira: Cida Melo coordenador de produção: Clara Torres produção executiva: Victor Rosa administração: Anderson Puchetti

Especificação técnica

a. MONTAGEM DE ESPETÁCULO:- 1) pesquisa / dramaturgia (2 meses)- aquisição de bibliografia - insumos (impressões + xerox, etc) 2) ensaios / produção (2 meses) I- locação espaço ensaios + seminários II - produção material para direção de arte:- cenografia e arquitetura cênica (compra de materiais para confecção de estruturas; objetos cênicos; adereços; perecíveis; tapadeiras e outros) - figurinos (compra de materiais e peças para indumentária personagens) III - contratação fornecedores para direção de arte:- costura (confecção de figurinos e objetos de cena) - serralheria (confecção de cenografia e objetos de cena) - cenotecnia (confecção da cenografia, montagem e desmontagem do cenário) - aderecista IV - locação equipamentos para ensaios: - luz (refletores, máquina de fumaça etc) - som (microfones, sistema de sonorização) - vídeo (projetores) V - produção de apoio (transportes + insumos gerais)- produção de material de divulgação (jornal + redes sociais + difusão em redes sociais (stories, reels). Circulação dinâmica (cartazes etc) VI - compra de piso tátil para acessibilidade VII - contrapartidas- contratação de 04 artistas/profissionais para os seminário TEATRALIDADES AFRO-DIASPÓRICAS - contratação profissional tradutor de libras para os seminário TEATRALIDADES AFRO-DIASPÓRICAS - contratação profissional audiodescrição para os seminário TEATRALIDADES AFRO-DIASPÓRICAS - locação WC químico P.C.R para ensaio aberto e seminários b. TEMPORADA DE ESPETÁCULO (2 meses / 24 apresentações:- I - locação espaço temporada II - manutenção direção de arte (cenário + figurinos + adereços) III - locação equipamentos para temporada: - luz (refletores, máquina de fumaça etc) - som (microfones, sistema de sonorização) - vídeo (projetores) IV - produção de materiais de consumo para o espetáculo - perecíveis - materiais para efeito especial- material para maquiagem V - contratação profissional tradutor de libras VI - contratação profissional audiodescrição VII - produção de material de divulgação: (jornal + redes sociais + difusão em redes sociais (stories, reels). Circulação dinâmica (cartazes etc) VIII - contratação de bilheteiro para as 24 apresentações IX - contratação de bombeiro para as 24 apresentações X - locação wc químico P.C.R para as 24 apresentações

Acessibilidade

ACESSIBILIDADE FÍSICA O projeto prevê acessibilidade física através da locação de banheiros químicos P.C.R. em todas as atividades abertas ao público: 24 apresentações + 01 ensaio aberto + 02 seminários. O acesso e a locomoção interna no Teat(r)o Oficina já são feitos por rampa, sem a presença de escadas no nível térreo do prédio, local reservado para pessoas com especificidades de locomoção. O projeto prevê a instalação de piso tátil. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO O projeto Tragédias Tropicais | Tempestade, prevê acessibilidade comunicacional e de conteúdo com intérprete de libras e audiodescrição em todos os espetáculos. Também está prevista a mesma acessibilidade de conteúdo para os seminários abertos ao público, que serão transmitidos ao vivo nas redes sociais do Teatro Oficina.

Democratização do acesso

1) PLANO DE DISTRIBUIÇÃO Tragédias Tropicais | Tempestade consiste na montagem e ensaios de um espetáculo teatral-musical e respectiva temporada de dois meses de duração, de sexta a domingo, no Teat(r)o Oficina, somando um total de 24 apresentações da peça a preços populares (R$60 inteira e R$30,00 meia-entrada), sendo a lotação da casa de 310 pessoas por apresentação, com público presencial total estimado de 7.400 pessoas ao longo da temporada. Além da temporada a preços populares, as medidas de democratização atendem aos itens abaixo transcritos: I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado;II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo;III - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; eIV - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. e I - meia-entrada assegurada para estudantes em, no mínimo, 40% (quarenta por cento) do quantitativo total dos ingressos comercializados, conforme o § 10 do art. 1º da Lei nº 12.933, de 2013; e II - meia-entrada assegurada para idosos em todos os ingressos comercializados, conforme o art. 23 da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. III - meia-entrada para acesso a eventos artístico-culturais a estudantes, jovens de baixa renda portadores da Identidade Jovem (ID Jovem) e pessoas com deficiência, em todos os ingressos comercializados, conforme o do Decreto nº 8.537, de 5 de outubro de 2015. A lista de gratuidades será direcionada a pessoas pretas, indígenas, trans, LGBTQIA + , imigrantes ou refugiados e mães-solo em situação de vulnerabilidade financeira. Moradores do bairro do Bixiga pagam meia-entrada mediante apresentação de comprovante de residência. 2) AMPLIAÇÃO DE ACESSO Como medida de ampliação de acesso, será realizado, durante a etapa de ensaios, no Teat(r)o Oficina, um Ensaio Aberto gratuito, estimando-se público presencial de 310 pessoas, considerando a seguinte medida de ampliação de acesso proposta pelo edital: V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas 3) CONTRAPARTIDA SOCIAL Dois Seminais - TEATRALIDADES AFRO-DIASPÓRICAS - gratuitos e com transmissão online no canal de YouTube do Teatro Oficina, consistindo em encontro de conversa ao longo de um dia, ao redor dos temas das tragédias coloniais de África e América, das ancestralidades teatrais afro diaspóricas e de matriz africana e suas relações com as questões contemporâneas, com 4 (quatro) convidados, com potencial de inspirar, germinar ideias, criações, novas alianças e perspectivas. Estima-se para os Seminais público presencial de 620 pessoas e 35 mil acessos virtuais. Considerando e atendendo às seguintes medidas de contrapartida social propostas pelo edital: § 1º As ações formativas culturais deverão corresponder a pelo menos 10% (dez por cento) do quantitativo de público previsto no plano de distribuição, contemplando no mínimo 20 (vinte) e no máximo 500 (quinhentos) beneficiários, podendo o quantitativo máximo ser superado a critério do proponente. § 2º As ações formativas culturais destinam-se aos estudantes e professores de instituições públicas de ensino, que não se confundem com as medidas de ampliação do acesso contidas no inciso V do art. 30, podendo abranger uma das seguintes ações: II - oferecer ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas;

Ficha técnica

uma criação da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona _ proponente - ÍON PRODUÇÕES ARTÍSTICAS LTDA ME 1.A empresa Ion produções artísticas assume, neste projeto, o papel de representante jurídica da proposição artística apresentada por artistas da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, visando mediar os processos de inscrição do projeto em leis de incentivo fiscal, editais públicos e prêmios, na busca por parceiros e patrocinadores interessados em apoiar a realização do projeto e na articulação das equipes de trabalho durante as diversas etapas de planejamento e execução descritas. Caberá ainda à empresa, os trâmites de contratação, emissão de notas e organização de relatórios referentes ao projeto em todas as suas instâncias. 2.A empresa, experiente na área de produções teatrais do porte proposto por esse projeto, além da organização e logística de produção, estará presente também na elaboração criativa de seu desenvolvimento, com a presença do dirigente Rodrigo Andreolli de Campos, apontado como membro componente do núcleo de direção Cênica da peça, vide sua trajetória como criador em artes cênicas, com atividade nacional e internacional comprovada, e longo histórico de trabalho ligado a este núcleo artístico proponente. CURRÍCULO PRINCIPAIS INTEGRANTES Marília Piraju artista, diretora de arte, diretora geral, roteirista e produtora. Trabalha desde 2011 como arquiteta cênica e diretora de arte no Teatro Oficina, participando, desde então, de criações e remontagens de 21 peças, dentre elas: "Macumba Antropófaga", a saga da atriz Cacilda Becker, "O Rei Da Vela" e "Roda Viva", e mais recentemente na direção e dramaturgia de: “O Eros Dos Coros”, em 2022 e “BORI _ Rito pra ancestralidade preta do Teatro Oficina”, com Rodrigo Andreolli e Fernanda Taddei, em 2023 e 2024. Trabalhou na criação de roteiros como: na performance “O Corpo Antropófago e a Cidade: Flávio De Carvalho”, na III Bienal de Design de Istambul, em 2016; e nas criações do coletivo Terreyro Coreográfico, com dezenas de ações públicas, performances e atos encenados, como na "ATIVAÇÃO DOS PARANGOLÉS" na exposição “HÉLIO OITICICA A Dança Na Minha Experiência”, MASP, em 2020; no Roteiro do filme TERRA CORO, contemplado pelo fomento à dança. E ao longo deste anos desenvolveu e tornou públicas estas experiências em publicações diversas. Em 2018 fez o projeto expográfico da exposição "Ser essa terra: São Paulo cidade indígena", no Memorial da Resistência de São Paulo. Deu aulas na Escola da Cidade e Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), com curso Arquitetura e Urbanismo Cênico. Idealizou e fez projeto expográfico do projeto “Origens de Mundos”, exposição na galeria RE_OCUPA, Ocupação 9 de Julho. Rodrigo Andreolli de Campos transita pelas artes exercitando o corpo como elemento de ativação sensível das camadas visíveis e invisíveis da matéria pública. Sócio-dirigente da empresa Íon Produções Artísticas Ltda. Atua na elaboração de estruturas de produção para projetos de arte multidisciplinares. Associado à companhia Teatro Oficina Uzyna Uzona, (2006- , São Paulo), foi ator e diretor de cena das peças Os Sertões (2006-2007) e Os Bandidos (2008); atuou em Taniko, Cacilda!!, O Banquete, As Bacantes, dentre outras peças e ritos dirigidos por José Celso Martinez Corrêa. Ainda no Teatro Oficina, co-dirigiu as peças O Eros Dos Coros (2022- Universidade Antropófaga 5 dentição) e Bori (2023), ao lado de Marília Piraju e Fernanda Taddei. Mestre em Coreografia e Performance no Institute for Applied Theatre Studies, JLU, Gießen, Alemanha (2018-2022), Pesquisador Afiliado no ACT, Arts, Culture and Technology Program no MIT - Massachusetts Institute of Technology (2020), e ao Danceweb Scholarship Program 2015 - Festival de Dança de Viena Impulstanz. Alguns dos trabalhos mais recentes são Matter Mythologies (2019, Atenas), uma performance-escultura em colaboração com Petros Lolis e Vasiliki Sifostratoudaki, com o apoio dos Creative Europe Mobility Funds - IPortunus; Zu Verschenken (2021, Giessen/ Frankfurt), performance e escultura em Realidade Mixada, co-produzida por Mousonturm Frankfurt, Tanzfestival Rhein-Main e Fonds Darstellende Künste; Vibrações do Ignoto (2022, Rio de Janeiro), performance e instalação comissionada pelo Goethe-Institut Rio de Janeiro, em parceria com o Museu Nacional e Museu de Arte do Rio. Yannick Delass é cantor, compositor e guitarrista congolês. Começou sua carreira com sete anos em um coral religioso na República Democrática do Congo, onde se formou em canto e harmonia musical no centro Reveil Du Salut. Participou dos projetos musicais: Homenagem à primeira dama do Gabão “Edith Bongo” e “Música de Zuntamon” (UNESCO, São Tomé e Príncipe), além de participar dos álbuns de Pepe Lima, Timmy Djone, Os Descendentes (São Tomé e Príncipe), Ozavino (Gabão), Freitas Tubila (RdCongo) e Emílio Martins (Brasil). Yannick, já realizou apresentações ao lado de músicos com reconhecimento nacional e internacional como Chico César, Luedji Luna, Bira Reis, Léo Bazico, Gerônimo (Brasil), Lokua Kanza (Congo), João Seria (São Tomé e Príncipe) e Nicolas (Chile). Desenvolveu sua carreira solo internacionalmente se apresentando em diversos eventos e festivais. Iniciou 2019 tocando no Festival Cobra Cantagalo em Paraty-RJ e na Mostra Sesc de Culturas no Crato. Além de seus shows em festivais, Yannick Delass já se apresentou com formato diverso no circuito Sesc além de se apresentar no Jazz nos Fundos, Centro Cultural Olido, Casa de Francisca, Biblioteca Mario de Andrade, Centro Cultural da Juventude entre outros. Fernanda Taddei é artista, atriz e mãe da Lina, de 6 anos, e da Vera, de 2. Formada em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense (2008), trabalhou como programadora e produtora de mostras e festivais de 2002 a 2013, participando de diversas comissões de seleção e júris de festivais. Do período, destaca a produção das mostras Stan Brakhage - A Aventura da percepção e Andy Warhol 16mm e a idealização, realização e curadoria de Straub-Huillet , retrospectiva completa dos filmes dos realizadores nos CCBBs Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Integra o integra o time de arquitetura cênica do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona na montagem da peça Mistérios Gozózós.. Trabalhou como atriz em diversas montagens do Oficina, entre elas As Bacantes e Roda Viva, com direção de José Celso Martinez Corrêa e Mutação de Apoteose, com direção de Camila Mota. Atua também nas frentes de criação, investigação, idealização e execução de projetos e ação política da companhia, principalmente na luta pela criação do Parque do Rio Bixiga. Idealizou e realizou o projeto Estúdio Oficina, aprovado pela Lei de Fomento ao Teatro e que recebeu a 5a Dentição da Universidade Antropófaga, na qual integrou o núcleo Eros dos coros, dirigido por Marília Piraju. Co-dirigiu, com Rodrigo Andreolli e Marília Piraju, BORI_ Rito de celebração pra ancestralidade preta do Teatro Oficina. Lucas Andrade multiartista brasileiro, integra a Companhia Teatro Oficina Uzyna Uzona desde os 17 anos. Seu primeiro trabalho no cinema foi "Corpo Elétrico", dirigido por Marcelo Caetano, que recebeu o Troféu APCA de Melhor Filme 2018. Co-roteirizou o curta "BLUESMAN", de Baco Exu do Blues, vencedor do Grand Prix em Cannes, na categoria entretenimento para música. Atuou no filme "Regra:34", de Julia Murat, que ganhou o prêmio máximo do festival de Locarno, na Suíça (Lucas foi indicado ao prêmio de melhor ator). No mundo das artes, Lucas foi Diretor Artístico da Galeria HOA, primeira galeria de propriedade negra trabalhar especificamente com artistas racializados e LGBTQIAP+. Em 2022, foi indicado ao APTR como "Jovem Talento" e também na categoria "Espetáculo", com "Ficções Sônicas" de Grace Passô. Atua como Diretor Assistente no projeto "Refúgio" da Associação dos Artistas do Centro de São Paulo, que trabalha com jovens egressos da Fundação Casa, e foi indicado como melhor ator nacional no 50° Festival Sesc Melhores Filmes.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.