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"Desgosto" é um projeto de curta-metragem com duração de 15 minutos que adapta parte do romance de estreia de Astério Moreira, autor de Tucano, interior da Bahia, para o cinema. A adaptação é escrita e dirigida por Marcelo Filho, cineasta também tucanense, formado pela Universidad del Cine de Buenos Aires e integrante da Rede de Talentos Paradiso. O projeto foi contemplado no edital de produção de curtas-metragens LPG-BA, conta com uma equipe técnica de reconhecida experiência no audiovisual baiano e consultoria de produção de Eliane Ferreira, produtora com mais de 25 anos de carreira e 15 longas estreados. Trata-se do primeiro curta-metragem de ficção profissional realizado na região, contribuindo fortemente para colocar o Território do Sisal no mapa da produção audiovisual nordestina.
Quando um jovem seminarista é encontrado enforcado na Igreja Matriz de Natuco, Dr. Teotônio Martins tem certeza que é chegado o fim de sua carreira política. Apesar de toda a retidão, o prefeito viu sua popularidade cair vertiginosamente desde que a pequena vila sertaneja passou a sofrer de inexplicáveis e recorrentes terremotos. Agora, um suicida parente da primeira dama era a pá de cal de que precisava seu opositor, mestre em aproveitar-se do misticismo daquele povo para benefício próprio. Num intento desesperado por se salvar, Teotônio aceita o plano mirabolante de seu recém-contratado marqueteiro e vai forjar daquilo um assassinato - com direito a bode-expiatório e reforço da segurança nas ruas. O tiro, no entanto, sai pela culatra e a cidade inteira fica sabendo não só que o menino se matou, mas também do conteúdo de seu enigmático bilhete de despedida: “Cravos também são flores”. Sem desvendar completamente aquelas palavras, mas intuindo muito certamente para onde apontam, um sentimento difuso de culpa e tristeza começa a se alastrar pelo vilarejo. É o início de uma epidemia de desgosto. Classificação indicativa: 12 anos (agressão verbal leve, ato violento contra animal, exposição de cadáver, nudez velada e não erótica).
OBJETIVO GERAL: Realizar uma adaptação cinematográfica do segundo capítulo de "Desgosto", romance de Astério Moreira, para o formato curta-metragem, bem como dar início a sua difusão. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 01. Produzir 1 (um) curta-metragem com 15 minutos de duração e iniciar sua difusão com inscrição em 4 (quatro) festivais de cinema internacionais. 02. Realizar 2 (duas) exibições públicas e gratuitas da obra, uma na sede do município de Tucano e outra em seu distrito de Caldas do Jorro.
Antes de mais nada, queremos ressaltar que a presente proposta está alinhada com ao menos 5 (cinco) dos 9 (nove) princípios do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), estabelecidos no Artigo 1° da Lei n° 7.505, de 2 de julho de 1986, a saber: II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; e VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Para além disto, trata-se de um projeto que claramente visa o cumprimento de um importante objetivo do Pronac, explicitado no Artigo 3°, Inciso II, Letra a), da supracitada Lei: o fomento à produção cultural e artística, mediante produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural. "Desgosto" é um projeto de curta-metragem desafiador, com 7 locações diferentes e 18 personagens, para além de cenas que requerem efeitos especiais práticos, diálogo em carro em movimento e coordenação de muitos extras. Por esta razão, os R$ 150.000,00 conseguidos através do edital estadual da Lei Paulo Gustavo seriam suficientes para a realização de uma proposta redimensionada em diversos sentidos - e contando com a boa-vontade de seus participantes em trabalhar por valores inferiores aos costumeiramente praticados no mercado. Sendo assim, complementar o orçamento deste projeto via lei de incentivo seria tanto a maneira de poder fazer o filme que de fato sonhamos, quanto a possibilidade de gerar um ambiente de valorização profissional e boas práticas de mercado fora dos grandes centros. Em termos práticos, portanto, o que visamos com esta proposta é a ampliação do projeto aprovado pela SECULT-BA com no mínimo R$ 60.000,00 (piso estabelecido pela lei para movimentação da verba, 20% do valor do teto) e no máximo R$ 300.000,00 (teto estabelecido pela lei para propostas de produção de curta-metragem). Neste sentido, elencamos as ações que o financiamento nos permitiria em ordem de prioridade, justificando assim sua importância para a realização da obra e já esboçando um plano que garante o melhor uso da verba mesmo em caso de não atingir o valor total buscado. Nossa grande prioridade será a contratação de profissionais não previstos no projeto enviado para a SECULT-BA e que são extremamente importantes para garantir a qualidade técnica e artística da obra. Em primeiro lugar, portanto, firmaremos uma parceria já em negociações com a atriz, diretora e dramaturga Fernanda Paquelet para o cargo de Preparadora de Atores, função essencial tendo em vista o trabalho com um elenco com diversos níveis de experiência. Fernanda tem larga experiência no teatro de Salvador. Logo, fecharemos contrato com Laís Araújo, produtora executiva também com ampla experiência no audiovisual baiano. Cremos que ao gerir dois orçamentos distintos em um curta de iniciantes, ter uma profissional experiente na área é de suma importância para sua boa execução. Investiremos ainda na contratação de um trabalhador da cultura local com experiência em mobilizações coletivas para o cargo de Produtor de Figuração. Por fim, mas não menos importante, realizaremos ainda contratações tendo em vista a melhoria das equipes já existentes, como um assistente de câmera e uma caracterizadora - especialmente enfocada no envelhecimento da personagem Maria dos Quartinhos, que na obra possui 102 anos de idade. Para além disso, poderemos prever remuneração a todas as participações menores, antes previstas como serviços ad honorem, chegar ao piso salarial de todos os profissionais envolvidos e colocar no orçamento os valores de escrita de roteiro e cessão de direitos autorais do livro.
Diante da captação de um valor significativamente menor do que o inicialmente orçado (mínimo previsto), e do fato de que o projeto possui uma fonte primordial de recursos que garantiu a maior parte da produção (recursos da SECULT-BA via Lei Paulo Gustavo), submetemos este pedido de readequação enfocado na cobertura de pendências essenciais de produção e, especialmente, custeio de despesas de pós-produção.
Curta-metragem de ficção, colorido, com duração prevista de 15 minutos, filmado e finalizado em 2K Digital, com sonorização Stereo.
Ao se tratar de um projeto de produção de curta-metragem de ficção, investiremos primeiramente em um pacote de acessibilidade que possa acompanhar a obra finalizada. Este consistirá de audiodescrição, legendagem descritiva (legendas para surdos e ensurdecidos - LSE) e janela de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Além disso, contrataremos uma assessora de acessibilidade para pensar medidas adicionais, reservando verba para executá-las. Ressaltamos que todas estas medidas serão majoritariamente cumpridas com o recurso da LPG/SECULT-BA. Para além disto, observaremos atentamente a escolha do lugar para a realização da exibição pública proposta no item a seguir no sentido de possibilitar a maior acessibilidade espacial possível e contrataremos um intérprete de Libras para realizar a tradução simultânea de todo o debate.
O acesso ao projeto é inteiramente gratuito, não estando prevista a realização de sessões próprias com cobrança de ingressos. Nossa principal meta de distribuição é o circuito de festivais de cinema, especialmente focando num momento inicial em festivais classificados pela Ancine como “Especiais” ou “AA”. Sendo assim, considerando desde já as datas de fim de produção, inscreveremos o filme inicialmente nos festivais de Veneza, Sundance, Rotterdam e Berlim. A presença em qualquer um destes eventos poderia catapultar o curta-metragem para outros festivais, garantindo um público expressivo que estimamos em 5.000 (cinco mil) espectadores. Como forma de democratização de acesso, realizaremos duas sessões de cinema públicas de “Desgosto”. Considerando a proposta já feita à SECULT-BA de uma sessão gratuita do curta a ser realizada na sede do município de Tucano, aqui propomos uma nova exibição, agora no distrito de Caldas do Jorro. A sessão será realizada em praça pública e estará aberta a todo o público, mas enviaremos convites especiais a instituições públicas de ensino da localidade. Contará ainda com a presença dos realizadores e da maior quantidade da equipe técnica e artística possível para a realização de um debate ao final. Importante ressaltar que a Estância Hidromineral de Caldas do Jorro funciona como pólo turístico regional e assim, para além de seu aspecto educativo, a proposta traz ainda um caráter fomentador do turismo cultural no semiárido baiano. A previsão é atingir um público de 500 (quinhentas) pessoas em cada sessão. Como forma de ampliação de acesso, ressaltamos ainda o caráter formativo deste projeto de produção de curta-metragem, em consonância com o Inciso V, Art. 47, da IN MINC nº 23/2025. Tendo em vista ser realizado numa cidade sem qualquer histórico de produção cinematográfica profissional, já na proposta enviada à SECULT-BA previmos a contratação de 5 estagiários locais para acompanhar a filmagem de “Desgosto” - um para cada área, a saber: produção, direção, fotografia, arte e som.
MARCELO FILHO - ROTEIRISTA / DIRETOR / PRODUTOR Marcelo Filho é tucanense, bacharel em direção cinematográfica pela Fundación Universidad del Cine de Buenos Aires e possui uma longa experiência com a produção de projetos culturais. No âmbito do cinema, realizou diversos curtas como “Frente Fria” (2014), que participou da Short Film Corner do Festival de Cannes, e “Anos” (2016), selecionado pela FUC para distribuição internacional. No âmbito da produção cultural, realizou em Tucano os dois eventos do “Projeto Bora?” (2013 e 2019), três edições do Carnaval da Melhor Idade (2018 - 2020), para além de ter contribuído em diversos projetos, como “Por do Cine” (2015), “Sarau na Rua” (2016) e “Toca Pro Cine” (2019). Atualmente trabalha como assistente de produção da Muiraquitã Filmes, produtora de cinema com sede em São Paulo e Lisboa, enquanto desenvolve seu primeiro longa-metragem de ficção. “A Utilidade da Fórmula de Bhaskara” (previamente “El Niño”) foi selecionado para o Cine Qua Non Lab 2020, ocasião em que recebeu uma bolsa do Projeto Paradiso. ASTÉRIO MOREIRA - AUTOR Astério Moreira é escritor, produtor cultural e advogado. Nascido em Tucano, tem formação como Bacharel em Direito pela Universidade do Estado da Bahia - Campus VIII, onde se envolveu em diversas ações culturais, especialmente ligadas à área do cinema. Em sua cidade natal, possui uma longa experiência com a produção de projetos e eventos culturais. Foi um dos idealizadores do “Projeto BORA” (2013 - 2017), além de membro organizador de projetos como “Sarau na Rua”, “Por do Cine” e “Toca Pro Cine”. Publicou seu primeiro romance, “Desgosto”, em 2022 pela editora Mondrongo e em breve publicará "A Morte da Finada" - romance que venceu o 1° Prêmio Alta Literatura, da editora Alta Books, na categoria não estreante. É ainda um dos produtores do Carnaval da Melhor Idade (2018 - ) e membro titular do Conselho Municipal de Cultura de Tucano. PEDRO SEMANOVSCHI - DIRETOR DE FOTOGRAFIA Pedro Semanovschi tem mais de 20 anos de experiência como diretor de fotografia, tendo assinado 5 longas-metragens, 9 documentários, 13 curtas-metragens e 5 séries de TV. Entre seus últimos trabalhos estão "Longe do Paraíso" (2020), de Orlando Senna - prêmio do público no Festival de Brasília, lançamento internacional em Havana 2019 - "Eu sou o Carnaval" (2018), de Márcio Cavalcante, e "Em busca de Anselmo" (2022), série documental produzida pela HBO. Pedro é formado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia e estudou cinematografia avançada na Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de los Baños (Cuba). CAROL TANAJURA - DIRETORA DE ARTE Carol Tanajura é Diretora de Arte com ampla experiência no mercado, já assinou mais de trinta obras audiovisuais, entre ele o "Oeste Outra Vez", prêmio de Melhor Longa-metragem Brasileiro no 52o Festival de Cinema de Gramado. Ministra cursos e Oficinas desde 2011. Em 2018 criou a Oficina Contínua de Direção de Arte no intuito de formar mão-de-obra para o mercado de trabalho e fortalecer a importância da Direção de Arte Audiovisual. Graduada em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia com especialização em Direção de Arte para Cinema e TV Universidade Estácio de Sá (RJ). Pesquisadora do VISU - Grupo de Pesquisa e Extensão em Arte, Imagem e Visualidades da Cena – UFRB e Membro da BRA.DA – Diretoras de Arte do Brasil e do PDC - Production Designers Collective e de sua Rede de Pesquisa e Educação. ÁLVARO RIBEIRO - TÉCNICO DE SOM DIRETO Álvaro Ribeiro é realizador audiovisual, atuando majoritariamente nas áreas de Montagem e de Som. Graduado em Comunicação Social pela Unifacs, tem especialização em Desenho de Som pela Escola de Cinema de Barcelona. Foi professor substituto das disciplinas de som para audiovisual na Faculdade de Comunicação da UFBA durante o ano de 2019 e em 2021 foi professor do curso de cinema da Unijorge. Para destacar alguns trabalhos, foi o montador e diretor de som do curta-metragem Contragolpe (2022 - Dirigido por Victor Uchôa e indicado ao 1º turno do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro,); realizou a edição de som da série “Seculares” (2023 - Dirigida por Henrique Dantas); e assinou a montagem e direção de som da web-série “Instrumentes – música para (re)invenção” (2019 - Dirigida por Victor Uchôa e disponível no Youtube); ELIANE FERREIRA - CONSULTORA DE PRODUÇÃO Fundadora da Muiraquitã Filmes, possui mais de 25 anos de experiência na indústria cinematográfica, com produções selecionadas para grandes festivais Internacionais, como Berlinale, IDFA, Dok Leipzig e Jeonju, e contempladas em prestigiados fundos, como World Cinema Fund, Visions Sud Est e Sundance Fund. Seu primeiro filme como produtora, “Sonhos de Peixe” de Kirill Mikhanovsky (2006) ganhou o prêmio Prix Jeune da Semana da Crítica do Festival de Cannes 2006. Dentre outros projetos, atualmente trabalha na pós-produção de “Pasárgada”, estreia da atriz Dira Paes na direção de ficção, e no lançamento de “Our Land, Our Freedom” das diretoras quenianas Meena Nanji e Zippy Kimundu (estreia na Frontlight Section do IDFA 2023) e "Retrato de um Certo Oriente" de Marcelo Gomes (estreia na competição Big Screen do Festival de Rotterdam 2024).
PROJETO ARQUIVADO.