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O Circo Crescer e Viver, por meio deste Plano de Atividades, visa qualificar, fortalecer e expandir seus programas, projetos e atividades, alinhando-os aos valores de desenvolvimento socioterritorial, produtivo e criativo que a instituição defende há 20 anos. Este Plano de Trabalho, tem como objetivo principal promover a difusão e o empreendedorismo, gerando trabalho e engajamento produtivo para artistas e técnicos da cadeia circense. Além disso, o plano busca democratizar o acesso a bens e serviços culturais, impulsionando as artes circenses tanto artística quanto economicamente, e ampliando seu espaço no imaginário popular.
1. Objetivo Geral:Para qualificar, fortalecer e expandir os programas, projetos e atividades do Circo Crescer e Viver, promovendo o desenvolvimento socioterritorial, produtivo e criativo, a fim de impulsionar as artes circenses e ampliar seu espaço no imaginário popular.2. Objetivos Específicos: 2.1. Remontagem, temporada e apresentação semanal, de "CLÁSSICO": Um espetáculo que torna mais vivo o circo do imaginário do público de tantas gerações. Utilizando a arte do risco a seu favor, o "CLÁSSICO" apresenta artistas que saltam das histórias fantásticas e se materializam diante dos nossos olhos, onde o veludo veste o bizarro e os corposexplodem de magia no altar mais importante da arte itinerante: o picadeiro! O espetáculo é uma criação coletiva do Circo Crescer e Viver, que contou com a supervisão de Deborah Colker, trilha sonora original de Toni Platão, direção de arte deRui Cortez e iluminação de Jorginho de Carvalho. A primeira montagem ocorreu em 2019, sendo interrompida pelapandemia do COVID-19. META: remontar a obra atualizadas e realizar uma curta temporada de 02 (duas) semanas, totalizando 08 (oito) exibições, seguida de 34 apresentações (semanais) aos domingos, com 02 (duas) exibições diárias (às 16h e 18h); 2.2. Manutenção e realização do "CABARET _ Show de Variedades do Circo Crescer e Viver": Idealizado em 2021, o projeto foi uma importante contribuição para a revitalização da cena artística carioca no cenário pós-pandemia.Combinando performances circenses ecléticas com um animado happy hour, o CABARET - Show de Variedades, subvertetoda a estrutura clássica de um circo para oferecer uma noite de entretenimento diversificado. Também promove ainclusão e a formação de novas plateias, tendo recebido mais de 7 mil espectadores ao longo de 21 edições, além de ter sido palco para mais de 200 performances e gerado mais de 500 postos de trabalho para artistas, equipe de apoio e técnicos. O CABARET é um espaço de valorização da diversidade cultural, celebrando a criatividade e fortalecendo a cena artística local e jovem, fomentando a renovação cultural.META: garantir a realização de 10 (dez) novas edições mensais deste evento que proporciona entretenimento circense de alta qualidade, e poder transformador da arte e da cultura.2.3. Implementar a "CIR.co! Residência Circense para Grupos"Utilizando-se da infraestrutura e das metodologias maturadas pelo Circo Crescer e Viver, o "CIR.co! Residência Circense para Grupos" fomentar novos projetos circenses, além de atuar contra o diagnóstico da informalização do setor produtivo, sobretudo se tratando das artes circenses. No programa de residência oferecido, além da formalização das companhias e de uma jornada de negócios, os selecionados também passam por uma jornada criativa que oferece treinamento, aperfeiçoamento, experimentação e criação de um espetáculo para os dois grupos ou coletivos de jovens artistas (18 a 29 anos), selecionados via chamada pública. PRODUTO: META: formalizar e acelerar de duas novas companhias, com apoio à a criação de dois espetáculos autorais, com temportada de 06 (seis) apresentações no Circo Crescer e Viver.2.4. Realizar "Circuito de Espetáculos de Circo": Esta iniciativa selecionará, via chamada pública, espetáculos circenses de médio a grande porte para realizar curta temporada de 02 (duas) apresentações cada um, integrando a programação do Circo Crescer e Viver. A curadoria focará em produções que inovem, unindo técnicas circenses e tecnologia; celebrem a diversidade cultural, promovendo o respeito e a interculturalidade; incentivem a inclusão de artistas de comunidades marginalizadas ou com deficiências; estimulem jovens artistas a desenvolver habilidades e expressar suas ideias; reinterpretem tradições circenses de modo criativo e atual; abordem questões sociais relevantes, fomentando reflexão e diálogo; e enalteçam o circo como expressão comunitária, reforçando sua contribuição social para a realidade que se insere. META: realizar circuito de difusão de espetáculos de circense, com temporada de 02 (duas) exibições, de 10 (dez) grupos/companhias selecionados em chamada pública. Cada objetivo específico será mensurável e comprovado na prestação de contas através de registros de apresentações, público alcançado, novas companhias formalizadas e impacto cultural promovido. O resultado de cada um dos produtos elencados nos objetivos irão gerar um total de 84 ativações no Circo Crescer e Viver, para um público de mais de 33 mil espectadores.
O Circo Crescer e Viver, inserido em um contexto histórico e social singular, desempenha um papel crucial na transformação do bairro da Cidade Nova, no Rio de Janeiro. Este bairro, um dos epicentros da construção da identidade cultural brasileira nos séculos XIX e XX, testemunhou o nascimento e a consolidação de expressões culturais vitais, como o samba, o choro, o carnaval, e as artes circenses. A Cidade Nova foi um território de intenso trânsito cultural, semelhante a outras áreas portuárias globais como Nova Orleans e Buenos Aires, onde múltiplas influências culturais se cruzaram, formando a base da cultura moderna ocidental. A Cidade Nova, que é parte do território conhecido como Pequena África, é um exemplo de como a convergência de culturas pode dar origem a manifestações artísticas que moldam a identidade de uma nação. Ritmos como o samba enraizaram-se aqui, criando um som que se tornaria um dos maiores símbolos da cultura brasileira. O circo encontrou nesse ambiente multicultural terreno fértil, evoluindo com a influência de diferentes tradições e estilos trazidos por imigrantes e migrantes. O Circo Crescer e Viver, portanto, é mais do que uma instituição cultural; é um guardião dessa rica história e um catalisador para a continuidade dessas tradições. Apesar de sua rica herança cultural, a Cidade Nova sofreu com processos de degradação urbana e exclusão socioeconômica ao longo do século XX. Hoje, o bairro ocupa a última posição no Índice de Progresso Social (IPS) entre os 158 bairros do Rio de Janeiro, refletindo graves deficiências no acesso a necessidades humanas básicas como saúde, educação, moradia e segurança. Um diagnóstico socioterritorial realizado pelo Circo Crescer e Viver em 2020 revelou que grande parte da população local enfrenta obstáculos significativos em termos de educação e oportunidades de trabalho, perpetuando o ciclo de marginalização dos moradores. Os dados mostram que 5,18% da população local é analfabeta, e apenas 8,99% acessaram o ensino superior, evidenciando o abismo educacional. Além disso, 64,56% dos entrevistados não tinham acesso a trabalho remunerado, confirmando o estigma de marginalização que o bairro carrega. Mesmo com esforços recentes para resgatar e revitalizar esses espaços, a Cidade Nova ainda luta para recuperar sua vitalidade e oferecer aos seus moradores uma vida digna. Paralelamente, o segmento de circo no Brasil, embora rico em tradição, enfrenta desafios relacionados à informalidade e à limitada oferta de produtos artísticos. A falta de apoio e incentivo ao desenvolvimento e inovação resultou em um cenário onde a evolução da linguagem circense é comprometida, e as oportunidades para artistas, técnicos e companhias são escassas. No estado do Rio de Janeiro, essa realidade é evidente. De acordo com dados da Receita Federal (2024), o estado possui 102.155 empresas ligadas à Economia Criativa, das quais 63,79% estão concentradas na cidade do Rio de Janeiro. Contudo, apenas 70 empresas são formalmente classificadas como produtoras de espetáculos circenses, marionetes e similares, sendo pouco mais da metade (54,29%) sediadas na capital. O crescimento dessas empresas foi modesto, com apenas 3,58% de aumento entre 2018 e 2022. Além disso, os dados do NOVO CAGED (2024) indicam uma preocupante discrepância no mercado de trabalho formal: entre 2020 e 2024, houve 37 admissões e 49 desligamentos de trabalhadores em empresas circenses, revelando uma retração na oferta de empregos e a precariedade que afeta o setor. Esses números evidenciam a necessidade de apoio significativo para garantir a continuidade e expansão das artes circenses, especialmente no âmbito da Economia Criativa. Diante desse cenário, o **Plano Anual de Atividades 2025** do Circo Crescer e Viver se apresenta como uma resposta necessária e estratégica. O plano visa combater a informalidade no setor circense, aumentar a oferta de produtos artísticos e promover o desenvolvimento da linguagem circense, revitalizando um segmento cultural vital para a identidade brasileira. As iniciativas incluídas no plano _ como a remontagem do espetáculo "CLÁSSICO", a continuidade do "CABARET _ Show de Variedades", a nova edição do "CIR.co! Residência Circense para Grupos" e a realização do "Circuito Petrobras de Circo" _ têm o potencial de revitalizar o imaginário popular sobre o circo, fortalecer a cadeia produtiva do setor e promover a formalização de novas companhias. Durante a execução do projeto, espera-se a criação de 17 postos de trabalho formais, gerando impactos concretos de curto prazo no fortalecimento do segmento de Circo no Rio de Janeiro. Cada uma dessas iniciativas tem um papel essencial na revitalização do circo. O espetáculo "CLÁSSICO" busca resgatar a tradição circense ao mesmo tempo que incorpora elementos contemporâneos, criando uma ponte entre o passado e o futuro do circo brasileiro. Já o "CABARET _ Show de Variedades" oferece um espaço para experimentação e inovação dentro da linguagem circense. A "CIR.co! Residência Circense para Grupos" é voltada para o desenvolvimento técnico e artístico de grupos circenses, proporcionando um ambiente de troca e aprendizado que é vital para a evolução da arte circense no país. Por sua vez, o "Circuito Petrobras de Circo" visa consolidar e ampliar o papel do Circo Crescer e Viver como espaço de difusão da produção criativa circense realizada por outros empreendimentos, contribuindo para a democratização do acesso à cultura e ampliando o alcance do circo como forma de expressão artística. Além de seu impacto no setor circense, o Circo Crescer e Viver assume o compromisso ético e cívico de transformar a Cidade Nova em uma comunidade próspera, acolhedora e vibrante. Através de suas ações, o Circo promove a mobilidade social dos participantes, investindo para que se tornem sujeitos críticos e criativos, capazes de empreender transformações em suas vidas e nos contextos em que estão inseridos. O Circo também se engaja na mobilização de outros atores públicos e privados, visando combater os dramas sociais e urbanos que afetam o território, especialmente no que diz respeito ao acesso a bens e serviços culturais essenciais ao bem-estar. O compromisso do Circo Crescer e Viver vai além do desenvolvimento artístico. Ele se insere em uma estratégia maior de transformação social, onde a arte é utilizada como uma ferramenta poderosa para a inclusão social e o empoderamento comunitário. Ao oferecer oportunidades de educação e formação para jovens de áreas marginalizadas, o Circo ajuda a romper o ciclo de pobreza e exclusão que afeta tantas comunidades urbanas. Além disso, o Circo trabalha para preservar e promover a diversidade cultural, reconhecendo e valorizando as diferentes tradições e expressões que coexistem no Brasil. A localização do Circo Crescer e Viver na Cidade Nova não é apenas estratégica, mas simbólica. A história do bairro, marcada pela diversidade cultural e pela luta contra a exclusão, se entrelaça com a missão do Circo de promover inclusão, diversidade e desenvolvimento sustentável. Ao revitalizar a cultura circense e atuar nas questões sociais do entorno, o Circo Crescer e Viver reafirma seu papel como uma força transformadora, contribuindo para o crescimento da Economia Criativa e para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. A presença do Circo na Cidade Nova é uma declaração de que, mesmo em meio à adversidade, é possível construir uma comunidade vibrante e culturalmente rica. O Plano Anual de Atividades 2025 enquadra-se na Lei 8.313/91, e seus incisos I e III do Art. 1º, dado que contribui na preservação do patrimônio cultural brasileiro, bem como atende aos objetivos do Art. 3º da lei, pela ações de democratização do acesso aos bens culturais, em região marcadamente vulnerável.
Acessibilidade Física: O Circo Crescer e Viver já está totalmente equipado para garantir a acessibilidade física dos seus visitantes. O espaço conta com banheiros adaptados para pessoas com deficiência (PCD), rampas de acesso em todas as áreas e espaços reservados para cadeirantes nas arquibancadas. Essas condições asseguram que todos os frequentadores, incluindo pessoas com mobilidade reduzida, possam se locomover de forma independente e participar confortavelmente das atividades.Acessibilidade de Conteúdo: No contexto dos produtos artísticos do Plano Anual de Atividades 2025, os espetáculos de circo performático são predominantemente visuais e expressivos, baseando-se em movimentos corporais, acrobacias e expressões artísticas que não requerem tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais). No entanto, reconhecendo a importância de tornar essas apresentações acessíveis a todos, o plano prevê a implementação de audiodescrição em pelo menos uma exibição de cada espetáculo. A audiodescrição permitirá que pessoas com deficiência visual possam captar e apreciar os detalhes das performances, garantindo que a experiência circense seja inclusiva e acessível. Essa abordagem respeita a natureza performática do circo enquanto assegura que todos os públicos, independentemente de suas capacidades sensoriais, possam desfrutar do espetáculo. Dessa forma, o Circo Crescer e Viver reafirma seu compromisso com a acessibilidade, oferecendo uma programação cultural que seja verdadeiramente inclusiva.
O Plano Anual de Atividades 2025 do Circo Crescer e Viver se destaca como uma iniciativa exemplar na promoção da democratização do acesso à cultura, garantindo que pessoas de diferentes contextos socioeconômicos possam participar e usufruir das artes circenses. Um dos pilares desse plano é a inclusão social, que se concretiza de diversas formas ao longo do ano, beneficiando amplamente a comunidade. Uma das principais estratégias de democratização é a distribuição gratuita de ingressos para organizações da sociedade civil. O Circo Crescer e Viver se compromete a disponibilizar 30% dos ingressos para grupos vulneráveis, incluindo crianças e jovens de comunidades carentes, idosos, pessoas com deficiência e outras populações historicamente sub-representadas. Essa política de gratuidade não só amplia o acesso à cultura, mas também fortalece os laços comunitários, permitindo que aqueles que muitas vezes são excluídos de eventos culturais possam experimentar a magia e o impacto transformador das artes circenses. Além disso, para garantir que a experiência circense seja acessível ao maior número possível de pessoas, o plano inclui a venda de ingressos a preços populares. Com um valor médio de ingresso de R$ 30,00, o Circo Crescer e Viver torna suas apresentações viáveis para famílias e indivíduos que, de outra forma, poderiam não ter condições de participar. Essa estratégia de preços acessíveis é fundamental para democratizar a cultura, permitindo que a arte circense seja uma presença constante e significativa na vida de todos, independentemente de sua renda. Ao adotar essas medidas, o Circo Crescer e Viver reafirma seu compromisso com a equidade e a inclusão, criando um ambiente cultural que acolhe e celebra a diversidade de públicos. O plano não apenas proporciona entretenimento de alta qualidade, mas também exerce um papel crucial na formação de novas plateias, na valorização da diversidade cultural e na promoção de uma sociedade mais justa e inclusiva, onde o acesso à cultura é um direito de todos.
PROJETO ARQUIVADO.