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PRONAC 248303ArquivadoMecenato

CRIA - Plano Anual

CRIA CENTRO DE REFERENCIA INTEGRAL DE ADOLESCENTES
Solicitado
R$ 641,8 mil
Aprovado
R$ 641,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Plano anual
Ano
24

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2025-01-01
Término
2025-12-31
Locais de realização (5)
Cachoeira BahiaSalvador BahiaSanto Amaro BahiaSão Francisco do Conde BahiaSão Sebastião do Passé Bahia

Resumo

Este projeto pretende favorecer a formação, difusão e circulação de expressões artísticas e culturais no território de Salvador, Santo Amaro e São Sebastião do Passé. As atividades compõem o plano anual do CRIA e possibilitará movimentos de arte e cultura semanalmente na sede da instituição, circulação de espetáculos, ensaios abertos, realização de oficinas artísticas, rodas de conversas e intercâmbio artístico cultural, atividades estas permeadas por uma prática cultural e dialógica, pautada na implementação de processos voltados para a transformação social por meio da sensibilização pela arte, da construção da autoestima e da coesão comunitária, alicerçada em valores culturais locais.

Sinopse

GRUPO IYA DE ERÊ ESPETÁCULO: “QUEM ME ENSINOU A NADA?” · A formação e o histórico do grupo O grupo IYá de Erê, foi formado em 2008 a partir do olhar do CRIA sobre o território do Pelourinho- Centro Antigo e a vulnerabilidade que meninos e meninas que transitam por este espaço são expostos. Daí surge a necessidade de se falar sobre tráfico de seres humanos e suas diferentes dimensões. Ao longo destes anos, este espetáculo vem sendo remontado a partir das vivências dos novos jovens atores participantes do Programa de Educação do CRIA. · A Sinópse O espetáculo fala de uma história que se passa no Pelourinho, onde mulheres guerreiras fiam um destino que começou há muitos anos. Numa época em que os negros tornaram- se malungos (irmãos) no navio negreiro, chegaram aqui para trabalhar na construção da cidade. A narrativa continua na luta do dia a dia das mães que criam seus filhos com imensa dificuldade e na brincadeira dos meninos e meninas que inventam mundos. · Ficha técnica Direção: Jedjane Mirtes Assistente de Direção: Gutemberg da Hora Dramaturgia: Jedjane Mirtes e Maria Eugênia Milet Coreografia: Jedjane Mirtes Experimentação Corporal: Gabriel Santos e Ítalo Silva Monitoria Musical: Ianei Sacra Cenário: Vânia Medeiros Figurino: Vânia Medeiros e Cássio Caiazzo Tecidos: Goya Lopes Colaboração Poética: Robson Poeta Du Rap Colaboração Musical: João Meirelles e Agatha Silva GRUPO CHAME GENTE: ESPETÁCULO “ATÉ QUANDO? · A formação e o histórico do grupo O grupo Chame Gente, surgiu em 2012, com a proposta de refletir sobre as violências sofridas pela juventude negra na cidade de Salvador. A idéia é revelar na cena o genocídio da juventude negra a marginalização da cor preta, a negação do direito de ir e vir desta juventude pela cidade e impunidade instaurada. O CRIA tendo seus jovens na sua maioria negros introduz no seu currículo este debate garantindo assim esta discussão e cria um espetáculo que denuncie esta questão e abra este debate com vistas a transformação · A Sinópse Por mais que tentem nos silenciar, nossos mortos têm voz! O espetáculo fala do assassinato em massa da juventude negra, levantando questões e desejos de uma parte da sociedade que hoje vive entre os sonhos e o medo. Até quando? · Ficha técnica Direção: Jedjane Mirtes, Assistente de Direção: Natan Silva, Preparação Vocal: Yuri Chocoshow, Dramaturgia: Carla Lopes, Coreografia: Núbia Ferreira, Preparação Corporal: Núbia Ferreira e Rebeca Souza, Figurino: Cássio Caiazzo, Cenário: Deilton José. GRUPO INCLASSIFICÁVEIS ESPETÁCULO: “QUEM DISSE?” · A formação e o histórico do grupo O grupo Inclassificáveis nasce em 2018, com a missão de discutir a questão da adversidade, o direito de ser, amar, professar sua fé sem que isto seja o motivo de exclusão e descriminação · A Sinópse O experimento cênico “Quem disse?” traz para cena questões sobre identidade, diferença e respeito de forma descontraída e reflexiva, questionando os padrões sociais que são impostos. Busca o reconhecimento das diferenças presentes, reflete identidades como uma construção. Um processo de produção, é instável e inacabado. E quem disse que não pode ser diferente?! · Ficha Técnica (Ano 2019) Direção: Fernanda Silva, Dramaturgia: Fernanda Silva, Direção Musical: Ronald Vaz e Fernanda Silva, Preparação Corporal e Coreografias: Fernanda Silva, Caique Biel e Grupo Inclassificáveis, Cenário e Figurino: Thiago Romero.

Objetivos

GERAL: O objetivo deste projeto é realizar o plano anual das ações institucionais desenvolvidas pelo CRIA fomentando a articulação, a participação comunitária e a formação de jovens por meio da arte-educação na cidade de Salvador, São Sebastião do Passé, Santo Amaro, São Francisco do Conde e Cachoeira. ESPECÍFICOS: 1. Produto CIRCUITO COMUNITÁRIO: realizar 30 apresentações cênicas das peças "Quem me ensinou a Nadar?", "Quem Disse?" e "Até Quando?", em escolas, associações comunitárias e espaços culturais, com entrada gratuita, sendo 22 apresentações em Salvador e 02 em cada município (São Sebastião do Passé, Santo Amaro, São Francisco do Conde e Cachoeira), com previsão de alcance médio de 3.000 pessoas. 2. Produto MONTAGEM E REMONTAGEM DOS ESPETÁCULOS: realizar 120 encontros de ensaios para montagem e remontagem dos espetáculos (3 grupos), articulados com formação artística cultural e sociopolítica, sendo 40 encontros para cada grupo artístico. 3. Produto CELEBRAÇÕES CULTURAIS: realizar 04 eventos celebrativos nos meses de fevereiro, junho, setembro e novembro, em espaços culturais do Centro Histórico de Salvador, abertos ao público; 4. Produto EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA: realizar uma exposição fotográfica construída metodologicamente com os jovens do CRIA intitulada "O Erê que há em Mim". A exposição ficará disponível na sede do CRIA, em Salvador, para visitação durante 30 dias, aberta de segunda a sexta. 5. Produto OFICINAS DE POESIA: realizar durante 10 meses oficinas de poesia, uma vez a cada quinze dias, sendo 08 horas mensais, totalizando 80h. 6. Produto INTERCÂMBIO CULTURAL: realizar 01 encontro de intercâmbio cultural de 03 dias, entre coletivos artísticos das cidades de Salvador, São Sebastião do Passé, Santo Amaro, São Francisco do Conde e Cachoeira, a ser realizado na cidade de Salvador, para compartilhamento das ações realizadas nas comunidades e cidades intitulado Resistência Criativa, aberto ao público. 7. CONTRAPARTIDA SOCIAL: Realizar 08 ensaios abertos dos espetáculos.

Justificativa

O CRIA _ Centro de Referência Integral de Adolescentes tem como missão, por meio da arte-educação e do despertar de sensibilidade, provocar nas pessoas atitudes transformadoras de si e da sociedade em que vivem, de forma coletiva e comunitária. Isso se dá desde 1994, a partir de um trabalho de teatro com adolescentes baseado na proposta de arte-educação desenvolvida por Maria Eugenia Milet, sua fundadora. A centralidade da proposta fomenta a articulação e participação comunitária de jovens como uma estratégia de superação das violências e a construção de competências e habilidades de autoproteção para garantia de seus direitos através da arte, da cultura e suas múltiplas linguagens. Assim, todo seu processo metodológico de atuação se sustenta em princípios e objetivos previstos na Lei N. 8.313/1991, em seu artigo 1º e incisos I, III e VIII: contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso ás fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores e estimular a produção e a difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. O coletivo de ações aqui dispostas e planejadas alinham-se diretamente ao que prevê o artigo 3º da Lei nos incisos II e IV: fomento à produção cultural e artística (com realização de festivais de arte e espetáculos) e estímulo ao conhecimento dos bens culturais, mediante distribuição gratuita e publica de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. Nacionalmente a instituição se articula na Rede de Pontos de Cultura, sendo reconhecido como Ponto de Cultura e de Leitura. Já promoveu mais de 100 apresentações artísticas em teatros da cidade, 500 apresentações em diversas comunidades de Salvador e interior da Bahia e 3 apresentações internacionais de teatro, tendo mais de 45 mil espectadores ao longo de sua história. O projeto resulta acúmulo de experiência que o CRIA vem consolidando há 30 anos, enquanto espaço de produção, intervenção, diálogos, trocas culturais, garantias de direito e acesso a bens culturais. O trabalho de educação para as artes, aqui proposto, contempla as diretrizes norteadoras da organização, que resultam no Programa de Educação para Cidadania, onde a Cultura é o eixo fundamental. As atividades propostas respeitam a diversidade étnica e cultural, a pluralidade de manifestações urbanas e rurais, a partir da valorização da história, das culturas locais e dos conhecimentos tradicionais. O projeto contribui também para a política pública de cultura, oportunizando o acesso aos bens e serviços culturais, promovendo a autoestima, o sentimento de pertencimento, a cidadania, o protagonismo social, o diálogo intergeracional e a diversidade cultural. Além disso, volta-se para um dos nichos da população prioritária: jovens de 15 a 29 anos em contextos vulneráveis. A proposta pedagógica da organização propõe uma relação intrínseca entre a formação artístico cultural e a formação sociopolítica, dando atenção às questões transversalizadas às subjetividades de cada adolescente e de cada jovem acompanhado, entendendo que as informações e conhecimentos só se transformam em mudanças de atitude quando estes passam a fazer sentido na vida de cada sujeito envolvido. Todas as ações do CRIA tem como participantes adolescentes, jovens e adultos de ambos os sexos, moradores de periferias e/ou pequenos municípios, predominante negros, com renda média familiar entre um e dois salários mínimos, assim como lideranças comunitárias e/ou culturais ou membros de grupos que atuam pelo desenvolvimento local, tendo a cultura como eixo central. As produções artísticas e a metodologia de arte-educação desenvolvida são difundidas com o objetivo de sensibilizar a sociedade para as temáticas abordadas nos espetáculos que refletem as realidades e aspirações dos jovens, revelando de maneira forte e sensível os traços ancestrais da cultura do povo negro e seus mundos simbólicos. As produções têm o papel fundamental de promover a formação de plateias e fomentar intercâmbios com outras experiências de arte e transformação social, promovendo também maior capacidade de atuação transformadora dos grupos comunitários para que se legitimem em seus locais de origem, enquanto irradiadores de práticas de arte-educação e cidadania, e sejam capazes de provocar novas associações, articulações e parcerias para o desenvolvimento de suas comunidades. As ações em Salvador possuem alcance territorial de 24 comunidades vulneráveis das quais o CRIA já possui vivência, uma vez que os jovens que compõem os grupos artísticos são advindos dessas localidades. Nos territórios de Santo Amaro, São Sebastião do Passé, São Francisco do Conde e Santo Amaro, o CRIA dialoga com juventudes que trabalham no campo da arte e da cultura, em especial na área de memória e tradição, moda, cinema, literatura e poesia. Em média cerca de 30 comunidades desses territórios. A experiência acumulada da atuação nesses locais permite inferir que há uma rede engendrada de problemas sociais, em especial da violência contra a juventude negra, que acabam engolindo as manifestações culturais e o pertencimento territorial. Esse projeto apresenta a possibilidade de interação do público alvo com a comunidade em geral em prol do o fortalecimento da identidade negra e o livre exercício da expressão cultural. Na dimensão dos efeitos, podemos destacar a manutenção dos coletivos e grupos juvenis comunitários, atuando como base para o acolhimento dos seus pares, imersão consciente dos participantes na diversidade cultural e artística ao seu redor, intercâmbio entre as diferentes culturas, seus saberes e fazeres através da linguagem universal do teatro, aproximação e valorização dos saberes das culturas tradicionais e fortalecimento da cultura popular e dos valores a ela agregados. Este projeto apresenta a possibilidade de interação da juventude negra a múltiplas expressões artísticas, engendradas por um fazer metodológico voltado à provocação nas pessoas de atitudes transformadoras de si e da sociedade em que vivem de forma coletiva e comunitária. Desde sua gênese, há no fazer do CRIA o incentivo a grupos culturais artísticos das comunidades com as quais atua, não sendo contrário, portanto que esta proposta se construa nessa base, com foco na valorização do patrimônio material e imaterial, da salvaguarda dos espaços históricos culturais, do fortalecimento da identidade negra e do livre exercício da expressão cultural. Assim, destaca-se que este projeto está em total consonância com as diretrizes da Lei Rouanet, importante instrumento de fomento, valorização e manutenção de espaços e manifestações culturais no país, possibilitando aporte contínuo na preservação de ações estratégicas no campo da cultura.

Estratégia de execução

PRINCIPAIS AÇÕES DE COMUNICAÇÃO DO PROJETO: Potencializar as ações realizadas através do canal do Youtube lançamento da série “Memórias”. Método: Pesquisa Interna, edição de conteúdo áudio visual, das produções artísticas do projeto e memórias dos 30 anos CRIA. Meio de divulgação: Youtube com recortes no instagram. Necessidades: Mini Studio equipado, computador com programas de edição e aparelho celular. Making off - Bastidores dos processos criativos e projetos (Visão completa detalhada para os espectadores) Meio de divulgação: Redes Sociais do CRIA, Contratação de anúncios. Necessidades: Material para captação de Audiovisual; Hing ligth; Aparelho Celular, Material visual para o projeto anual.Periodicidade: abertura de cada mês, manutenção de conteúdo semanal. Método: A partir da identidade visual da marca, cores, fontes e formas, desenvolver materiais de divulgação a exemplo de cards, convites, timbrado, camisas, botons, entre outros. Necessidades: Equipe de Comunicação, Impressora e Impressões Gráficas.

Especificação técnica

Formação Artístico Cultural e Sociopolítica: Ementa: Construindo o conceito de cidadania, Direito a participação e organização social, Entendendo a ideia de território e dinâmica social das comunidades - Formação das comunidades de salvador, Formas de organização comunitária e incidência, Entendendo minha comunidade e suas potencialidades, Cultura e Autopertencimento: Como o meu fazer artístico pode transformar minha realidade? (Transformando uma ideia em uma ação concreta), Tecendo outras possibilidades de aquilombamento e emancipação: tecnologias de arte ancestral, Arte e Cultura: (Re) existindo ao extermínio da juventude negra. Público: O perfil desse público é de jovens entre 15 e 29 anos, de maioria negros e negras auto – declarados, de identidade e orientação sexual diversa, com pluralismo religiosos, sendo a maioria estudantes do ensino médio e superior e com envolvimento com questões culturais em seus territórios. Metodologia: A chegada dos jovens no CRIA acontece por demanda espontânea e através das articulações dos grupos e articulações comunitárias dos territórios que já atuamos ao longo dos 29 anos. O processo de identificação dos jovens utiliza um percurso metodológico que interage em algumas etapas, a saber, interesse do jovem em relação às temáticas com conceituais, utilizando a metodologia do Quem Sou Eu, que consiste na representação escrita sobre si mesmo/mesma, experimentação de técnicas (copo, voz e emoções – experimentações) e diálogo baseado nas percepções apresentadas no Quem Sou Eu. Oficinas Preparatórias Celebrações Culturais: Público: Metodologia Geral: Através de um processo coletivo de criação, coordenado pela direção de arte da organização e seus assistentes, os produtos artísticos e resultados ligados a cada ação celebrativa será construído a partir de experimentações cênicas, exposições fotográficas, cirandas, rodas de conversa, jogos teatrais, exibição de filmes, residências, leitura dramática de poesias, mitos e cânticos e improvisações, alinhavado por uma pesquisa afrocentrada da equipe de arte-educação. Esse percurso metodológico permite o exercício teórico e prático, alicerçado nos pilares da metodologia de arte educação do CRIA que são: O Sentir, o Pensar e o Fazer. Esse escopo programático das ações celebrativas e o método como elas serão implementadas, tem por intencionalidade jogar luz sobre o debate do racismo estrutural, com ênfase no racismo religioso contra as religiosidades manifestações artísticas e culturais de matrizes afro indígenas e africanas, a partir da aproximação do público com a culinária, mitos, cosmogonia, cânticos, divindades, língua e saberes tradicionais, a tanto negada ou velado em nossa sociedade e que afeta diretamente muitas das juventudes que dialogamos. Em fevereiro prevê-se a realização da II Edição do “Presente Poético” que consiste em uma atividade artística cujo objetivo é a integração da arte cultura com o sincretismo religioso. A ação perpassada de uma roda e recital poético na beira do mar têm como culminância a entrega de um balaio repleto de cartas poéticas como presente para Yemanjá. Prevê-se a presença de jovens do CRIA, conhecidos como “Criativos”, poetas da cidade e personalidades. A ação intitulada, “Cantos e Contos para Ogum” acontecerá no mês de junho e tem por objetivo celebrar o orixá Ogum, (patrono das lutas e de abertura de caminhos), a partir de leituras de mitos e entonações de cânticos sagrados para reverenciar a divindade, repartindo sua comida favorita, feijoada. Essa ação, antes de qualquer coisa, é uma estratégia organizacional de enfrentar o racismo religioso, pela arte de estar juntes, celebrar, cantar e partilhar o alimento. Reafirmamos em nosso fazer artístico e cultural as contribuições ancestrais e sagradas dos povos originários e africanos. O método dessa ação consiste na realização de 02 encontros de residência poética, visando à montagem de um breve recital poético-musical a partir da seleção de contos, mitos e cânticos, que será apresentado em praça pública seguido do Ajeum. Ato de partilhar o alimento para comer juntos e alimentar o corpo e o espírito. Em novembro, não dissociados de uma agenda política nacional, o CRIA favorecerá uma ação voltada a pauta do enfrentamento ao racismo com a atividade ”Encruzilhadas Poéticas”, que através de um percurso poético de rua, oportunizará um espaço de reflexão crítica em 04 praças públicas e ruas do centro histórico, a saber: (Praça Zumbi dos Palmares, Maria Felipa, Do Ouro e rua Alaíde do Feijão). Sobre os atravessamentos e violações de direitos que a juventude negra, em especial de Salvador vem sofrendo, tendo como foco o enfrentamento ao racismo estrutural e religioso, com vistas a desmistificação de mitos sociais e ao fortalecimento de espaços históricos culturais e as questões indenitárias negras. O método dessa ação consiste na realização de 04 residências poéticas, visando a montagem de um breve recital a partir da seleção de poemas de autores e autoras negr@s, que serão apresentados nas praças e ruas do Centro Histórico. Seguido do Ajeum que será distribuído para os espectadores. Esse mês é dedicado aos ancestrais (Eguns) e toda base de alimentação é feita a partir de ingredientes brancos. Logo ofertaremos mingau variados, munguzá, arroz doce e pães. Para o mês de dezembro será realizado o “Cortejo Cultural CRIA” esse movimento reunirá grupos e coletivos artísticos e culturais que trabalham com arte e cultura, voltados à garantia de direitos humanos de crianças adolescentes e jovens do centro antigo, nas comunidades que dialogam com o CRIA historicamente, além dos coletivos do Recôncavo. Essa ação é síntese do encontro VI Resistência Criativa, momento em que os grupos comunitários que comungam da arte educação, como elemento de transformação social são convidados pelo CRIA a apresentarem suas produções artísticas e debatem sobre suas formas de resistências via arte nas suas localidades. A ideia está ancorada na identidade histórica e cultural do Centro Histórico e trará como marco temático “o mundo que cabe todo mundo” que visa evidenciar a necessidade de incluir os diferentes nesse mundo onde nem todo mundo precisa ser igual. Está atividade encerrará o ciclo de ações do ano com um Ajeum celebrativo na sede do CRIA. Oficina Preparatória Exposição Fotográfica: Através de uma dinâmica teórica prática com utilização de recursos didáticos e metodológicos variados e tendo como base a troca e partilha dos saberes. Dia 1 Momento I - Iniciaremos o processo com uma breve apresentação da histórica da fotografia e como ela é capaz de contar histórias variadas a partir da mesma imagem e da percepção do expectador. A ideia será utilizar fotografias emblemáticas e com narrativas conhecidas mundialmente. Momento II - Entenderemos a fotografia e suas múltiplas funções como elemento de comunicação social, denuncia, arte e construção de narrativa de histórias atemporais. Momento III - Conhecendo os aplicativos e configurações dos celulares, para fotografia digital. Entendendo sobre, luz, sombra, perspectiva, ângulo, composição de cena, enquadramento. Dia 2: Momento I - Exercício prático, momento de experimentação livre para fotografar no centro histórico elementos variados. Momento II - Análise e debate técnico sobre as imagens com foco na iluminação, sombra, perspectiva, ângulo, composição de cena, enquadramento. Momento III - Introdução básica a aplicativos de edição de imagem e tratamento de fotografias digitais para celular.

Acessibilidade

Os desafios e a preocupação de pensar inclusão e acessibilidade acessam a esse projeto em medidas que consideramos importantes. Em todo o percurso da realização de todas as ações serão designadas responsáveis cujo foco será vislumbrar possibilidades múltiplas de acessibilidade ao público. Exemplificamos o uso de estratégias de acessibilidade comunicacional e atitudinal, atenção aos aspectos de infraestrutura para acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida e uma formação em Direitos Humanos que legitima e fundamenta uma prática garantidora de direitos sociais e culturais. Cumpre registrar que pela sede do CRIA estar sediada em um casarão do Centro Histórico, as inovações correspondentes a acessibilidade arquitetônica, precisam dialogar diretamente com o permitido pelo IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia. Ainda assim, atualmente o CRIA conta com os serviços voluntários de uma arquiteta, que tem estado imbuída em pensar projetos nesse aspecto, já sendo possível aplicar para este projeto ajustes diários e processuais, como a instalação de corrimão de apoio, piso tátil e adequação do portão de entrada e dos banheiros, com instalação de barras de apoio. As ações realizadas em espaços fora da sede em Salvador, Santo Amaro e São Sebastião do Passé, priorizarão espaços públicos de fácil acesso e com garantias de acessibilidade, sendo adequadas e inseridas estratégias de acessibilidade para além do aspecto arquitetônico. As estratégias de divulgação contarão com estratégias múltiplas de linguagem e comunicação para alcance equânime do público, frente às particularidades de cada pessoa. Importante frisar que o uso das redes sociais têm sido um importante aliado para o alcance do público do CRIA, sendo a plataforma do Instagram uma fonte direta desse contato rápido e fluído, assim, toda produção de imagem e vídeos serão apresentadas com legendas descritivas e audiodescrição, ampliando assim ações de acessibilidade digital. A utilização da audiodescrição também será uma prática a ser fortalecida nos espaços que envolvem rodas de conversas e oficinas. As circulações dos espetáculos abertas ao público maior contarão com a presença de profissionais de tradução simultânea de libras. Todas as atividades serão gratuitas, bem como a realização de todas as ações que envolvem circulação de espetáculos, serão realizadas em locais preferencialmente públicos e/ou na sede do CRIA, e estratégicos do ponto de vista de alcance, segurança e possibilidade de acesso.

Democratização do acesso

Para garantir a democratização do acesso no tange as suas atividades o CRIA irá: - Desenvolver atividades em comunidades periféricas da cidade de Salvador, Santo Amaro e São Sebastião do Passé; - Oferecer transporte para o público direto (adolescentes e jovens que compõem os grupos artísticos) participarem das atividades, bem como garantir transporte nas ações de intercâmbio e circulação, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida; - Garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; - Disponibilizar nos canais de comunicação da organização, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, utilizando medidas de acessibilidade como audiodescrição, legendas descritivas e libras; - Realizar gratuitamente ensaios abertos, oficinas e circulação de espetáculos. - Favorecer a circulação das atividades artísticas, em especial dos espetáculos e oficinas para estudantes da rede pública de ensino;

Ficha técnica

ANA LÚCIA ALVES - Assistente - Secretária Executiva. Responde pela área Adm-Financeira e cuida dos processos na mobilização de recursos, prestação de contas e auditorias da instituição. Interage com todas as áreas artística pedagógica, através da gestão colegiada. Atualmente está concluindo a formação de Complice, promovido pela PPM, apoiador-CRIA. ANDRÉ ARAÚJO – Coordenação - Graduado pela Universidade Federal da Bahia – UFBA, como pedagogo em 2008, André Araújo tem aplicado seus conhecimentos técnicos e metodológicos a vários projetos sociais voltados para o desenvolvimento do público de comunidades populares, especialmente adolescente, jovem e seus familiares. Tem atuação como coordenador de equipe multidisciplinar no Centro de Referência Integral de Adolescentes – CRIA, orientando uma equipe profissional ligados a diversas áreas do conhecimento na operacionalização de projetos sociais, fruto de cooperação internacional e parcerias governamentais através de editais públicos. Com expertise na área de produção cultural tem integrado equipes que organizam festivais, seminários, conferências e eventos de arte, cultura, educação e Direitos Humanos em todo o estado. JEDEJANE MIRTES DE SOUZA – Direção de Arte - Especialista em Arte Educação pela Faculdade Olga Mettig, Licenciada em Educação Física pela Faculdade Social da Bahia(FSBA), Técnica em Dança e Coreografia pela Escola Técnica de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), curso de extensão em produção cultural e de eventos pelo Centro Universitário Jorge Amado(UNIJORGE), Coreógrafa (2004 a 2013) do Centro de Referência Integral de Adolescentes(CRIA), instrutora de teatro do Instituto João Carlos Paes Mendonça(IJCPM) e instituto Aliança. Professora do curso profissionalizante de dança Afro - Projeto Mundo Afro, Rainha do Bloco Afro Malê Debalê e princesa do bloco afro Ilê Ayê em 2014, Atriz, poetiza e dançarina. NATAN SILVA - Assistente de Direção- Estudante de Pedagogia. Foi jovem ator dinamizador cultural começou na poesia-CRIA. Coordena o Centro Cultural Mamulengo, Arte educador-Teatro CIEE- Centro de Integração Empresa-Escola-freelancer. Estagiário-Documentário Cultura Raiz em 2019. Assistente de direção do Grupo de Teatro Comunitário Luz do sol, 2010 - 2012. Diretor artístico do Grupo de Teatro Comunitário Olhar da Juventude 2016 -2017. YURI GONÇALVES - Preparador Vocal - Morador da comunidade do Arenoso conhecido no mundo artístico como Chocoshow Yuri Músico multi-instrumentista, educador social, capoeirista, compositor, arte educador, regente de percussão, fundador e maestro do projeto sociocultural Afrotumtum, músico da Pracatum, Banda Mametto, Timbaleira drums de Carlinhos Brown, Banda Olodum entre outros. Foi maestro em formação da Escola Criativa Olodum durante 4 anos. É preparador vocal e diretor musical do CRIA - Centro de Referência Integral de Adolescentes. IANEI SACRAMENTO RODRIGUES – Assistente de Direção - Graduando em licenciatura em Teatro pela Universidade Federal da Bahia. Ator, Poeta, Preparador Vocal, Compositor e Músico. Participação como ator do Grupo Iyá de Erê - Quem me ensinou a nadar? (2018/2023) Direção: Carla Lopes. Leitura Dramática : Gaza 2018 (2016); Direção: Martin Domecq; Cia Junto e Misturados - Tati Búfala (2019) e Zambi (2021); Direção: Luide Prins; Monitor de Teatro no Programa de Esporte e Lazer da cidade (PELC) 2018. CAMILO FRÓES – Design Gráfico - É ator, produtor, DJ e escritor. Criou, com Vinicio de Oliveira Oliveira, A Outra Companhia de Teatro, como grupo residente do Teatro Vila Velha em 2004, grupo com o qual atuou e produziu diversos espetáculos, entre eles Arlequim - Servidor de Dois Patrões, indicado ao Prêmio Braskem de Teatro como Melhor Espetáculo, e O Contêiner, montagem apresentada na Mostra Oficial do Festival de Teatro de Curitiba. Como autor trabalhou em parceria com O Balé Teatro Castro Alves, com a publicação Sob Rasura, publicou a graphic novel Cidade-Motor e, em parceria com Gordo Neto e Fernanda Paquelet, adaptou o texto de O Alfaceto para a versão digital montada em 2021 durante a pandemia. BEATRIZ SANTANA - Coordenação de Comunicação - Direção, Graduanda em Licenciatura em teatro pela Universidade Federal da Bahia, Criadora de conteúdo digital, coordenadora geral o grupo de teatro Novos Arteiros, Arte Educadora do Centro de Referência Integral para adolescentes (CRIA) e professora de Teatro no Centro Cultural Ensaio. Participou enquanto atriz das seguintes produções do grupo de teatro Novos Arteiros: Bairro do sossego(2014/2015), O portal CENTRO DE REFERÊNCIA INTEGRAL DE ADOLESCENTES Rua Gregório de Matos, 21, Pelourinho Cidade: Salvador UF: BA paradoxo dos sonhos(2016/2017) e Tropicália(2018/2019) com direção de William Cardoso e da peça: O cidadão de papel(2017/2018) dirigido por Marcos Oliveira. Fez parte do CRIA(Centro de referência Integral para adolescentes) integrando o grupo Chame Gente, com o espetáculo: Pra lá de Tempo(2015/2016). Participou do coletivo Facção Negra que teve um processo de direção coletiva e no ano de 2019 apresentaram a experimentação: AWÁ - Em processo de arte ancestral. Ainda neste mesmo ano atuou na performance Verticilo dirigida por Hilder e também da Performance: Ilê Aye, Afefe, Omi, Ina - Os cantos da natureza construída em conjunto com Lidiane Souza e Lídia Souza. Em 2020 esteve em cena com o espetáculo: Um Remoto Crepúsculo no Futuro ou Miçangas Cênicas de HD - H(arildo) D(éda), produção em homenagem aos 40 anos da Companhia de Teatro da UFBA e também a partir de um trabalho autoral realizou a performance: E agora pretinha? No ano de 2021 fez parte do elenco do espetáculo: Lenda das Yabás dirigido por Fábio Tavares. GUTEMBERG SANTOS - Assistente - Atuará como assistente na area da comunicação. Estudante de Jornalismo. Foi jovem ator dinamizador cultural no Grupo Iyá de Erê com Direção de Carla Lopes-2016 a 2018. Assistente de Direção do Grupo de Teatro Alto Falante, Direção de Evaldo Macarrão-2017 a 2021. Atualmente, Assistente de Direção no Grupo Iyá de Erê- Direção Carla Lopes- 2019 a 2021. GUTEMBERG SANTANA DE JESUS – Oficineiro- Arte educador, poeta, fotógrafo, produtor cultural, operador de luz e Diretor de recitais artístico culturais. Escritor e cordelista tem no currículo a produção de mais de 20 livretos e folhetos volantes. Idealizador do mosquitinho antiracista. Autor do premiado cordel Lia e Zé. Roteirista e produtor de áudio visual.

Providência

Projeto arquivado em razão da omissão do proponente na regularização da ocorrência:Perfil agência incompatível com tipo pessoa, o que impediu a abertura das contas e a continuidade processual. Eventual desarquivamento poderá ser solicitado em até 30 dias.