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PRONAC 248369Projeto não executado por insuficiência de captação de recursosMecenato

ENCANTARIAS DA GUANABARA - PLANO ANUAL 2025 DO INSTITUTO DE ARTE TEAR

INSTITUTO DE ARTE TEAR
Solicitado
R$ 1,25 mi
Aprovado
R$ 1,24 mi
Captado
R$ 9,8 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.8%

Classificação

Área
—
Segmento
Event Literá/Ações Edu-Cult Incen Leitu/SlamSarau
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Plano anual
Ano
24

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2025-01-01
Término

Resumo

Ações culturais permanentes e contínuas do Instituto de Arte Tear- espaço de Arte/educação e Cultura (RJ), desenvolvidas desde 2002, com o propósito de democratizar o acesso aos processos formativos, à fruição e à produção em arte e cultura, voltada prioritariamente a grupos socialmente vulnerabilizados e de menor renda. Com duração de 12 meses, o projeto tem como produtos principais: formação artística cultural para crianças, adolescentes e jovens; vivências literárias para alunos das escolas públicas e famílias; Formação de educadores da rede pública; realização de encontro intercultural entre crianças cariocas e evento artístico-literário para todas as idades, celebrando a diversidade Cultural Brasileira. A Baía de Guanabara e suas bordas será fonte temática em 2025 para banhar as ações do projeto, por seu valor histórico cultural e por ser um rico ecossistema de histórias, manifestações culturais e de biodiversidade da cidade, que urge ser reavivado.

Sinopse

O Instituto Tear investiga e difunde há 22 anos a diversidade cultural brasileira, com destaque para a cultura carioca, visando aguçar percepções e atitudes estéticas/críticas sobre a cidade, valorizando sua potência cultural e ambiental. Pensando os 460 anos do Rio, elegemos para 2025 a Baía de Guanabara e suas bordas como temática para banhar as ações do projeto, por ser ela não apenas o nascedouro e local histórico cultural da cidade, mas um rico ecossistema de histórias e manifestações culturais e de biodiversidade, que urge ser preservado e reavivado. Para tanto, os conteúdos e estratégias de todas as ações propostas irão confluir para embasar o evento artístico literário a ser realizado, encerrando o projeto, na zona portuária carioca e, atualmente, território cultural revitalizado da cidade. Entrelaçando Arte, Cultura, Educação Patrimonial e Ambiental, o projeto se estrutura em 4 eixos de ação, todas oferecidas gratuitamente: 1. CIRANDA BRASILEIRA - Formação continuada artístico cultural para alunos da rede pública, no contra-turno escolar - cursos nas várias linguagens da arte, voltados ao desenvolvimento da expressão estética e criadora. Realizada na sede do Tear (na Tijuca); 2. TEAR DE HISTÓRIAS – (1) Ações de mediação de leitura para alunos de escolas municipais, no turno escolar realizadas no Tear e em escolas públicas e (2) vivências Literárias em família, realizadas mensalmente na sede do Tear; 3. FORMAÇÃO DE PROFESSORES da rede pública - Em mediação de leitura - com carga horária de 20 horas, serão oferecidas 35 vagas para professores de sala de leitura, regentes, coordenadores e demais profissionais de educação e bibliotecas. - Em acessibilidade cultural - Com carga horária de 20h, serão oferecidas 35 vagas para os professores e mediadores de alunos com deficiência e outras condições atípicas de desenvolvimento e que atuam nas escolas públicas. 4. EVENTOS CULTURAIS - MUNDARÉU DA BRINCADEIRA – encontro intercultural das Infâncias, reunindo crianças de comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras, rurais e de favelas do Rio de Janeiro. - Produção e realização de evento artístico-literário ENCANTARIAS DA GUANABARA na Zona Portuária do Rio de Janeiro - fruto das interações formativas do projeto ao longo do ano, se configura como uma celebração da Arte e Cultura Popular Brasileira à luz de artistas, poetas e cronistas, entrelaçando literatura, patrimônio histórico/ambiental e diversidade cultural referentes à cidade carioca. O evento terá em sua programação apresentações artísticas, cortejos, oficinas culturais e literárias: Pés de Livro, contadores de histórias, rodas de conversas e de dança, ilustradores, entre outras. Todas as ações desenvolvidas são pautadas nos sentidos de diversidade e acessibilidade cultural, permitindo a participação e integração social de pessoas com deficiência e comprometimentos emocionais. O Tear conta para a realização de suas ações com uma equipe qualificada, diversa e multidisciplinar (arte educadores, mediadores de leitura, educadores brincantes, artistas, profissionais de campos diversos do conhecimento e assistente social), composta por mulheres em sua maioria. Por ser um espaço de contextos educativos em arte, reuniões, reflexões, investigações e experimentações são realizadas, coletivamente e sistematicamente, para alinhar procedimentos metodológicos e integrar saberes diversos, propiciando a formação ampliada e continuada da equipe durante toda a trajetória educativa cultural.

Objetivos

Objetivo geral: Democratizar o acesso aos processos educativos, à fruição e produção artística-cultural a grupos socialmente vulnerabilizados e de menor renda, predominantemente crianças, adolescentes e jovens, famílias e educadores, viabilizando a inclusão social, a participação, o protagonismo, a ampliação e a apropriação cultural, tendo como foco o reconhecimento e a valorização da diversidade humana, ambiental e cultural brasileira. Objetivos específicos: - Promover formação artístico-cultural para 150 crianças, adolescentes e jovens, alunos da rede pública de ensino, no contraturno escolar, durante 10 meses, duas vezes por semana, a partir do conhecer, fruir e do fazer arte em suas diversas linguagens (literatura, música, teatro, dança, artes visuais, audiovisuais), desenvolvendo a expressão criadora, o pensamento crítico e reflexivo, o sentido de pertencimento e cidadania; - Promover ações de mediação de leitura para 30 grupos de alunos de escolas municipais, no turno escolar, sendo 22 grupos atendidos na sede do Tear e 8 em escolas do morro do Salgueiro e Formiga, formando leitores críticos e criativos, totalizando cerca de 900 alunos; - Promover 9 ações de mediação de leitura em família, com estimativa de atender 450 participantes; - Oferecer formação em mediação de leitura para 35 professores da rede pública de ensino, com carga horária de 20h, promovendo práticas inovadoras de formação de leitores; -Oferecer formação em acessibilidade cultural para 35 professores e mediadores de alunos com deficiência da rede pública de ensino, com carga horária de 20h, estimulando novas abordagens metodológicas inclusivas através da arte; - Realizar encontro intercultural com 150 crianças de comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras, rurais e de favelas da cidade do Rio de Janeiro, reavivando a diversidade lúdica-cultural das infâncias cariocas; - Realizar evento artístico-literário em espaço público do Rio de Janeiro, aberta ao público de todas as idades, estimado em mais de 3000 pessoas, oferecendo gratuitamente oficinas culturais, brincantes, apresentações artísticas e atividades literárias, contação de histórias, conversa com escritores e ilustradores, oportunizando, assim, experiência artístico-literária aos moradores do cidade.

Justificativa

O Instituto Tear realiza ações socioculturais de natureza continuada, com e a partir das diversas linguagens da Arte, nos entrelaços da Educação Patrimonial e Ambiental, ininterruptamente, desde 2002. Todas as ações do projeto são ponteadas pela Literatura, entendendo a experiência de alteridade que a leitura literária pode proporcionar como fator importante na construção de relações humanas mais fraternas. Assim como, na formação de leitores críticos e sensíveis, imprescindível para a constituição de uma sociedade democrática. Suas atividades são realizadas, prioritariamente, na Grande Tijuca, Zona Norte da cidade do RJ. Composta por 7 bairros, nesta região vivem cerca de 370 mil habitantes. Desse total, aproximadamente 13% moram nas 29 favelas existentes na região, a maioria pessoas pretas e de baixa renda. Esse segmento vive sob elevada vulnerabilidade social em razão das extremas desigualdades e exclusão sociais, marcadas por diferenças relevantes não só nos padrões de distribuição de renda, mas também nos de acesso aos serviços de educação, cultura e saúde de qualidade. A insuficiente escolarização da população, a ineficiência do modelo educacional, a fratura entre educação e cultura; a falta de oportunidades de formação artístico-cultural, sobretudo no que tange à formação leitora; a dificuldade de mobilidade urbana e acesso aos bens culturais e naturais da cidade; a degradação dos territórios do brincar nas/das infâncias; e a intensa violência física e simbólica nos territórios são questões ainda presentes na região (agravadas ainda mais pela pandemia) sobre as quais o Tear investe desde sua criação. Diante deste cenário e compreendendo a importância fundamental de processos formativos para criação de condições necessárias à realização dos ciclos que constituem a apropriação cultural e ampliação do acesso de toda e qualquer pessoa à produção e fruição de bens culturais, o Tear promove ações, no âmbito da Arte/Educação e Cultura, abrangendo: formação, fomento, mediação e fruição artístico cultural, envolvendo escola, família e comunidade. Tais ações constituem e fortalecem redes solidárias de experiências estéticas e significativas em prol de um movimento de participação e pertencimento social e cultural. Outro importante aspecto pelo qual o projeto busca contribuir é a qualificação da arte/educação nas escolas públicas, onde se concentram a grande quantidade de crianças e jovens das camadas populares. Ainda que com avanços nas políticas educacionais, a fratura entre educação e cultura ainda persiste, impactando, sobremaneira, a formação artístico-cultural dos estudantes brasileiros, que desse modo deixam de constituir um grupo apropriado e crítico para a recepção e produção de manifestações simbólicas. A escola pública, como espaço privilegiado de saberes e experiências socioculturais múltiplos, onde diferentes presenças se encontram, precisa se abrir à novas compreensões éticas e epistemológicas comprometidas com a educação inclusiva e cultural. Uma educação que forje modos de produção de saberes e experiências que levem em conta a diversidade humana e cultural. O que, necessariamente, passa pela formação continuada dos profissionais da Educação. Igualmente importante é a questão sobre a necessidade urgente de se olhar para a diversidade cultural das infâncias, devolvendo às crianças seus territórios, imaginários e modos brincantes, uma vez que, nos espaços/tempos de nossa cidade, vem se dando uma desterritorialização dos valores simbólicos, sociais, éticos, ambientais, provocando, sobretudo na infância, uma quebra de sua cosmicidade e de seu lugar no mundo. Quanto ao perfil dos beneficiados pelo projeto, nas formações para alunos das escolas públicas (no contraturno e no turno escolar), o público atendido é composto por crianças, adolescentes e jovens, a maioria negra, moradores de comunidades de favelas, de famílias com renda média de até 2 salários mínimos, chefiadas por mulheres, predominantemente. As/os responsáveis tem 3 ou mais filhos; a grande maioria não concluiu o Ensino Fundamental, com trabalho informal ou desempregada. Nos últimos 4 anos, sobretudo após a pandemia da Covid-19, o Tear vem recebendo cada vez mais crianças e jovens com deficiência sensoriais e intelectuais e um número significativo de pessoas com transtornos de comportamento e do Espectro Autista. Muitos com dificuldade de atendimentos públicos nas unidades de saúde ou em serviços especializados e muitas delas, sobretudo os jovens com mais de 18 anos, sem espaço nas escolas. Na formação para professores da rede pública de ensino, os cursos são compostos, na grande maioria, por mulheres negras e brancas; O Encontro Intercultural das Infâncias reúne crianças de comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras. rurais e de favelas cariocas; O evento artístico literário é aberto a toda e qualquer pessoa, de todas as idades. Neste sentido, os princípios filosóficos/metodológicos do Tear, sempre de forma participativa, lúdica, dialógica e afetiva têm como propósito: contribuir à democratização do acesso ao fazer e fruir arte e cultura; difundir e valorizar a produção e o fazer artístico cultural brasileiro; ser uma educação poética, criativa e emancipatória pelas vias da Arte/Educação - ampliadora de conhecimentos e de compreensões simbólicas, culturais, territoriais/ambientais, na perspectiva intercultural. Uma educação descolonizadora, antirracista e inclusiva como dimensão política, ética, estética. Espaço/tempo de compartilhamentos de fazeres e saberes múltiplos, comprometida com a diversidade das existências e experiências culturais, promovendo possibilidades de criação de novas gramáticas de mundo, de con-vivência solidária, pertencimento sociocultural/ambiental e de bem-viver. Ao longo desses 22 anos, já passaram mais de 5 mil crianças e adolescentes nas formações oferecidas pelo Tear gratuitamente, com um número significativo desses alunos e alunas, hoje jovens adultos, atuando profissionalmente nas áreas da Arte, Educação e Cultura; Inúmeras formações para professores da rede pública de ensino foram realizadas, impactando novas abordagens metodológicas, sobretudo no que tange ao campo literário, incorporando práticas de leitura e atividades artísticas-culturais ao cotidiano pedagógico, numa perspectiva não-instrumental; dezenas de eventos artísticos literários, realizados ocupando vários espaços públicos da cidade, reunindo a cada evento cerca de 3000 pessoas, além de seminários, colóquios e rodas de conversas com a participação de artistas, escritores, mestres da cultura popular e pensadores do Campo da Arte, Educação e Cultura. Assim sendo, a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais (PRONAC) se faz necessária para a viabilidade e continuidade do projeto, uma vez que todas as suas atividades são oferecidas gratuitamente, sendo o público-alvo, prioritariamente, de classes mais populares da cidade carioca. E também por ter seus princípios e objetivos pautados no incentivo à formação, ao fomento e apropriação artístico cultural alinhados aos do Artigo 1º da Lei nº 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País.

Especificação técnica

1. CIRANDA BRASILEIRA - Formação continuada artístico-cultural para 150 crianças, adolescentes e jovens, de baixa renda e socialmente vulnerabilizados (incluindo pessoas com deficiência), oferecida no contra turno da escola, num total de 5 turmas, realizada de março a dezembro, na sede do Tear - na Tijuca (zona norte do Rio de Janeiro): 2 turmas de Artes Integradas I - De 5 a 9 anos de idade Experiências estéticas e lúdicas, com e a partir das linguagens da arte (música, teatro, dança, artes visuais). Realizados 2 vezes por semana, com carga horária anual de 200 horas, com 30 vagas para cada grupo. 1 turma de Artes Integradas II - De 10 a 13 anos de idade Promove a investigação, experimentação e conhecimento dos fundamentos da dança, teatro, música, artes visuais. Realizado 2 vezes por semana, com carga horária anual de 200 horas, com 30 vagas Tribo Arte: Coletivos de Criação artística – 2 grupos de adolescentes e jovens a partir de 14 anos. (1) Práticas, conhecimento e criação nas linguagens da dança, teatro e música e (2) Laboratório de pesquisa, experimentação e produção em artes visuais e audiovisuais. Realizados 2 vezes por semana, com carga horária anual de 240 horas. Com 30 vagas para cada grupo. Vale ressaltar que, a literatura perpassa todas as atividades como uma linguagem da arte fundamental às ampliações das percepções de mundo, ao enriquecimento dos universos simbólicos e imaginários; ao desenvolvimento da expressão criadora e, também à apropriação e participação cultural. Ações complementares que temperam a formação: - Ciranda de Livros: práticas de leituras e empréstimo semanal de livros que perpassam permanentemente as ações educativas. - Circuitos culturais e naturais: ida a espaços cariocas de cultura, tradição e natureza com os alunos e familiares, realizadas bimestralmente. - Rodas de saberes e fazeres das tradições culturais populares – encontros para compartilhamentos de sabenças populares com mestras e mestres de tradição, representantes das diversas áreas da arte e manifestações étnico-culturais brasileiras. - Entrelaços de famílias - encontros com arte, visando fortalecer vínculos entre mães, pais e filhos(as). 2. TEAR DE HISTÓRIAS - Ações de mediação de leitura, visando propiciar experiências estéticas no encontro com os livros e narrativas orais, através de práticas de leitura, atividades lúdicas e criativas. - Vivências literárias para alunos de escolas municipais: As vivências têm duração de 3h por grupo. Realizadas de março a outubro, no turno escolar, serão 22 grupos atendidos na sede do Tear e 8 nas escolas públicas do morro do Salgueiro e da Formiga, ambas na Tijuca. Público atendido: 900 alunos As escolas interessadas agendam um horário disponível, indicando temas e abordagens, a partir de um cardápio de opções de vivências literárias oferecido pelo projeto. - Vivências Literárias em família: ações de mediação de leitura para pais e filhos, realizadas uma vez por mês, de março a novembro na sede do Tear, com 2 horas de duração, apresentando, a cada mês, uma temática diferente. 3. FORMAÇÃO DE PROFESSORES da rede pública do Rio de Janeiro. De forma prática e reflexiva, através das diversas linguagem da arte, visa subsidiar práticas pedagógicas da educação infantil ao ensino fundamental, numa abordagem de Educação inclusiva, anticapacitista e antirracista. Serão duas formações: - Em mediação de leitura - Com carga horária de 20 horas, com intuito de provocar e aprofundar questões referentes às funções e ações de: Leitura/Literatura; Sujeito Leitor/Mediador; Espaço Leitor e Prática Leitora, abordando questões étnico-raciais, de gênero, inclusão, interculturalidade, temas fraturantes e ambientais. Serão oferecidas 35 vagas para os professores regentes e de sala de leitura. De março a abril - Em acessibilidade cultural - Com carga horária de 20h, tem como propósito abrir trilhas metodológicas no âmbito da Arte educação, que contribuam para uma educação do sensível, ecológica e Inclusiva, possibilitando o acesso à arte a todas as pessoas como direito, inclusão social e apropriação cultural. Serão oferecidas 35 vagas para os professores e mediadores de alunos com deficiência e outras condições atípicas de desenvolvimento. De agosto a setembro. 4. EVENTOS CULTURAIS - MUNDARÉU DE BRINCADEIRA - encontro de intercâmbio de brincares e saberes das Infâncias diversas, reunindo crianças de comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras, rurais e de favelas do Rio de Janeiro. - Produção e realização de evento artístico-literário ENCANTARIAS DA GUANABARA na Zona Portuária do Rio de Janeiro - fruto das interações formativas do projeto ao longo do ano, se configura como uma celebração da Arte e Cultura Popular Brasileira à luz de artistas, poetas e cronistas, entrelaçando literatura, patrimônio histórico/ambiental e diversidade cultural referentes à cidade carioca. O evento terá em sua programação apresentações artísticas, cortejos, oficinas culturais e literárias: Pés de Livro, contadores de histórias, rodas de conversas e de dança, ilustradores, entre outras, com alcance de mais de 3.000 pessoas de todas as idades. Importante destacar, que a realização do evento artístico cultural, como fruto das interações e encerramento do projeto, tem a participação de todas as pessoas envolvidas diretamente nas ações culturais desenvolvidas durante o ano – alunos, famílias, escolas, professores e comunidades.

Acessibilidade

Desde sua criação, o Tear realiza formação e produção artístico-cultural adotando a perspectiva da acessibilidade cultural em consonância com o modelo social da deficiência. Compreendendo a acessibilidade como direito de vida independente, exercício de direitos de cidadania e participação social, o Tear vem investigando mediações acessíveis por meio das linguagens da arte que implicam estratégias diversificadas de acesso pleno a pessoas com diferentes identidades sensoriais, motoras e intelectuais ao conteúdo das ações culturais desenvolvidas em seus projetos: com os espaços, os tempos e as materialidades criadas para promover múltiplas formas de vivências estéticas/estésicas e oportunidades de apropriação cultural, minimizando barreiras físicas, comunicacionais, de fruição e atitudinais. A metodologia de trabalho construída ao longo de sua trajetória reconhece o potencial transformador da arte no desenvolvimento das dimensões afetivas, cognitivas, perceptivas, sociais, éticas e estéticas de todos os sujeitos envolvidos, independentemente da condição social, física, sensorial, intelectual ou comunicacional das pessoas. Reconhece-se, assim, a “função social da arte” que possibilita a integração entre os diferentes sujeitos, fortalece as relações de alteridade, respeito e valorização das diferenças. Soma-se a isso o fato da metodologia fomentar a expressão criadora singular e subjetiva do sujeito e também do coletivo, favorecendo o convívio, a troca e a construção colaborativa de conhecimentos. Em função de um aumento significativo de crianças e jovens com deficiência sensorial e intelectual, com transtorno do Espectro Autista e outras condições atípicas de desenvolvimento, o Tear vem investindo na capacitação continuada de toda a equipe do projeto, com assessoria na área de acessibilidade cultural, fermentando conhecimentos e experiências que permitem aos educadores propor, criar e desenvolver recursos, estratégias e atividades de mediação acessíveis e multissensoriais que permitam a fruição para os vários sentidos de percepção e apreensão de conhecimentos, garantindo, assim, experiências inclusivas que corroborem com a diversidade cultural e humana. Outra medida adotada é o cuidado permanente com os ambientes onde ocorrem as atividades (internos e externos), promovendo espaços acolhedores que proporcionem segurança, mobilidade e bem estar. Importante dizer que o Tear possui amplas salas e um Quintal Brincante “do tamanho do mundo”, arborizado, com horta, construção sustentável com telhado verde. Por ser a natureza território multissensorial, que traz em si desafios físicos e estéticos que ativa os sentidos e mobilizam, sobretudo, as crianças a se aventurar pela diversidade de seres viventes, matérias, materialidades, texturas, cheiros, temperaturas, formatos e cores, relevos e sonoridades, enfim, um universo de possibilidades a serem vivenciadas e investigadas, e ludicamente descobertas, o Quintal Brincante se constitui um espaço privilegiado e especial de invenções, de liberdade criadora e sociabilidades. Vale destacar que para a produção dos eventos artísticos literários, estes são sempre realizados em praças e espaços públicos de livre e de fácil acesso, priorizando aqueles que garantam maior acessibilidade para PCD e idosos e segurança para todo o público. São também assegurados acessos a banheiros acessíveis, mediadores capacitados para o atendimento de pessoas com deficiências, intérpretes de LIBRAS.

Democratização do acesso

As ações culturais desenvolvidas pelo Tear, em consonância com os artigos 27, 28 e 29 da N 1/2023, preveem como medidas para a democratização e ampliação de acesso e participação cultural: Oferecer gratuitamente todas as ações formativas e culturais, prioritariamente, a grupos de menor renda e socialmente vulnerabilizados; Realizar formação cultural voltada ao público infanto-juvenil; Realizar formação em mediação de leitura e acessibilidade cultural para professores da rede pública de ensino; Realizar ação cultural para todas as idades, incluindo bebês e idosos; Disponibilizar transporte (acessível à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida) para o translado dos alunos(as) das escolas públicas inscritas para as Vivências Literárias no Tear, no turno escolar, assim como para crianças de comunidades quilombolas, caiçaras, indígenas, rurais e de favelas para o Encontro Intercultural das Infâncias. Possibilitar o acesso ao livro e leitura em todas as ações do projeto, com disponibilidade para práticas de leitura e empréstimos dos mais de 3000 títulos literários que compõem o acervo da Biblioteca Passarim de Barros do Tear; Realizar circuitos culturais, proporcionando às crianças, adolescentes, jovens e seus familiares ida ao teatro, cinema, museu, centro cultural, biblioteca, alargando suas leituras de mundo. Incluem nos circuitos visitas à ateliês de artistas, a espaços de memória e fazeres tradicionais como Aldeia Maracanã e quilombos urbanos, percursos históricos pela cidade como na Pequena África, Centro do Rio e subúrbio carioca; Promover compartilhamentos de sabenças populares com mestras e mestres de tradição, representantes das diversas áreas da arte e manifestações étnico-culturais brasileiras; Destaca-se ainda, a produção do evento artístico-literário, realizado a cada ano em espaço público a céu aberto, sempre com relevante valor histórico patrimonial da cidade, aos modos das festas populares, onde e quando toda e qualquer pessoa pode participar. Os eventos, sempre gratuitos, buscam valorizar a diversidade cultural brasileira, em especial os aspectos históricos, patrimoniais materiais e imateriais da cidade do Rio de Janeiro à luz da expressão literária brasileira.

Ficha técnica

Direção geral: Denise Mendonça - Musicista, compositora e Arte-Educadora, fundadora presidente do Instituto Tear; coordenadora geral dos Projetos: Trilhas Literárias, realizado em 2017 em parceria com a Light e SECEC/RJ; Rotas e Redes Literárias (2018 a 2023) realizado em cidades do Brasil em parceria com a Fundação Vale; Tear de Histórias, SECEC/RJ (2023); responsável pela execução, acompanhamento, avaliação e cumprimento dos projetos e coordenação pedagógica da formação de professores. Coordenação geral das ações socioeducativas: Angela Bispo - Cantora e graduada em pedagogia pela UFF, integra a diretoria geral do Instituto Tear desde 2006 e como vice-presidente, desde 2016. No Tear, foi coordenadora de produção da Cia Cirandeira nos espetáculos Rua dos Cataventos (2006 a 2007) e Marias Brasilianas (2007 a 2012). Atualmente, exerce a função de coordenação geral dos programas socioeducativos do Tear. Coordenação de produção: Patrícia Freitas - Formada em Comunicação Social e especialista em Mídia, tecnologias da informação e novas práticas educacionais, com experiência em produção executiva de projetos artístico culturais. Atua desde 2014 como produtora executiva nos projetos do Instituto Tear. Responsável pelo planejamento, acompanhamento e execução das ações de comunicação Institucional e articulação com instituições parceiras Coordenação pedagógica: Claudia Leão –Arte educadora, formadora de professores, graduada em Musicoterapia (CBM/CEU), graduada em Formação Pedagógica de Docentes (UCAM), Mestre em Educação (UNIRIO), Especialista em Educação Infantil (PUC-RIO), Psicopedagoga (UCAM). Membro da Rede Pikler Brasil. Coordenadora do grupo de crianças do Ciranda Brasileira e formadora de professores. Carolina Cozendey – Bacharel em Comunicação Visual pela Puc-Rio e licenciada em educação artística com habilitação em história da arte pela UERJ. Coordenadora do grupo de formação artística de adolescentes e jovens do Ciranda Brasileira– Tribo Arte Renata Codagan– Arte Educadora, atuando em projetos sociais e programas nas áreas da educação, arte e cultura com foco nas infâncias e juventudes. Coordenou: o Laboratório de Tecnologias Sociais na Universidade das Quebradas, UFRJ; o Programa Criança Petrobrás da REDES de Desenvolvimento da Maré; a Agência de Redes para Juventude. Coordenadora das ações de mediação de leitura do projeto Tear de Histórias nas comunidades de Salgueiro e Formiga. Maria Clara Borges: Pedagoga com especialização em Orientação Educacional pela UERJ e Psicopedagoga Institucional pela UNESA. Desde 1972 atua em diversas escolas particulares e Ongs. Coordenadora das ações de mediação de leitura do projeto Tear de Histórias com as escolas públicas. Equipe de arte/educadores da formação artístico cultural Ciranda Brasileira Juliane Oliveira - Arte educadora, brincante. Técnica em Teatro, Pesquisadora das infâncias em contexto urbano, coordena o curso a Cobra na Bacia – Intrépida Trupe. Fundadora da A-Cor-Dar contadores de histórias – Cabana itinerante que conta, canta e brinca com a mediação de leitura em diversos espaços do Rio de janeiro. Atua como arte educadora do Ciranda Brasileira com o grupo das crianças Silvia Patrícia dos Santos - Arte educadora, Psicomotricista, Licenciada em Dança pela UFRJ, Especialista em TEA e Graduanda em Psicologia. Atua como arte educadora do Ciranda Brasileira com o grupo das crianças Debora Campos- Doutora em filosofia PPGF/UFRJ, Mestra em Saúde Coletiva pelo IMS/UERJ, Graduada em Educação Física pela UFRJ. Artista, intérprete/pesquisadora, coreógrafa e preparadora corporal. Experiência na área de dança, atuando na transdisciplinaridade: corpo, memória, arte negra e arte educação. Integra a equipe de Arte Educadores do Ciranda Brasileira, atuando na Tribo Arte. Lara Reis - formada em teatro pela Casa de artes de Laranjeiras e em jornalismo pela FACHA. É educadora do Ciranda brasileira no Instituto de Arte Tear, e trabalha com contação de histórias e teatro nas escolas Allecrim e AMEC. Michel Nascimento – músico percussionista, acompanhou e gravou com artistas, tais como: Vanessa da Mata, Lucy Alves, Júlio Secchin, Amanda Coronha, Leila Maria, 3030, entre outros. Integra a equipe de Arte Educadores do Ciranda Brasileira, atuando na Tribo Arte. Mônica Sica -Professora de Artes Visuais do Colégio Pedro II, possui especialização em Educação Ambiental pela faculdade Signorelli e mestrado em Arte e Cultura Contemporânea- UERJ. Integra a equipe de formadores do Tear e do Ciranda Brasileira (Artemídia); Ana Maria Alvarenga - Doutora em Artes/UERJ 2022; Professora substituta contratada na Licenciatura em Artes Visuais/ UERJ, período 2008 a 2012; Professora de EaD, Licenciatura em Artes na UNIVASF, em 2019. Integra a equipe de formadores do Tear e do Ciranda Brasileira (Artemídia); Equipe de mediadores de leitura – Tear de Histórias Silvia Ferraz- Pós graduada em arte-terapia e Saúde pela Universidade Cândido Mendes. Possui Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Estácio de Sá. Atua há mais de 15 anos em projetos de promoção e formação de mediadores de Leitura promovidos pela Secretaria de Educação do Estado e do Município do Rio de Janeiro, SESC; Escritora e contadora de história. Rafael Assis- Formado em artes cênicas pela Casa de Artes de Laranjeiras (2002); Formado em licenciatura em teatro pela faculdade Cesgranrio em 2022. Ator, palhaço e produtor e escritor; desde 2015 atua como professor e educador no Centro de movimento Deborah Colker / projeto Teçaya de educação ambiental / Corre Cutia. Equipe de formadores de professores: Augusto Pessoa – Contador de Histórias, Ator, Cenógrafo, Figurinista, Arte Educador, Dramaturgo e Escritor. Bacharelado em Artes Cênicas (Habilitação em Interpretação e Cenografia) pela UNI-RIO. Tem ministrado oficinas e cursos de Formação de Leitores e Contação de Histórias pelo Brasil desde 1992. Sonia Travassos – Doutora e Mestre em Educação (UFRJ), Especialista em Literatura Infantil e Juvenil (UFRJ), mediadora de leitura; é docente do curso de Pós-graduação em Literatura Infantil e Juvenil, da UCAM. É idealizadora da “Casa de Histórias Sônia Travassos”, espaço virtual para a divulgação da literatura infantil e para a formação continuada de professores. Contadora de histórias e escritora de 14 livros infantis, com publicações em diferentes editoras. Monica Bezerra: graduação em Educação Artística pela UFRJ, Pós-graduação em Educação Especial pela UCDB, professora de Artes visuais da rede particular de Educação do Ensino Fundamental -RJ, Arte educadora do Instituto de Arte Tear e Artista Plástica com pesquisa em criação de bonecos, desenho e pintura. Eliza Moreno - Atriz, poeta, contadora de histórias e jornalista com formação em Comunicação Social (Faculdades Integradas Hélio Alonso) e em Artes Dramáticas pela Escola Estadual de Teatro Martins Pena. Realiza oficinas e contação de histórias em unidades do SESC Rio. Atuou em diversas montagens teatrais, publicou o livro de poemas “Relicário" pela editora (Multifoco, 2013). Assessoria em acessibilidade cultural: Arheta Andrade - Professora de Artes Cênicas do Instituto Benjamin Constant - Doutora em Artes Cênica/UNIRIO, Mestre em Educação- PUC-RIO, Especialista em Acessibilidade Cultural- UFRJ, com experiência nas áreas do Teatro Educação, nos campos da Deficiência Visual, da Surdez e da Surdocegueira. Assessoria de comunicação: David Damasceno - designer, comunicador e criador audiovisual. Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade da Universidade Federal do Acre. Possui Graduação em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda (2017) pela Universidade Federal do Ceará. Design: Inajah Cesar- Designer formada pela PUC-Rio, responsável por pesquisas em ilustração, bordado, cultura popular e experiências gráficas diversas. Atualmente, está à frente do estúdio quitanda e é designer de experiências na marca FarmRio Global. Integrou equipes de design na Pi Kombucha Tropical e Rio de Negócios.

Providência

PROJETO ENVIADO PARA ARQUIVAMENTO.

2025-12-31
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro