| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 33592510000154 | VALE S.A. | 1900-01-01 | R$ 750,0 mil |
A 1ª Feira da Letra é uma feira literária (produto principal), que exalta o livro, a leitura e o encontro de pessoas na formação de redes em torno da literatura - especialmente a brasileira. Como temas fundantes de suas entregas pretendidas, é possível citar a educação, o acesso facilitado e gratuito à literatura, a criatividade e a diversidade. Na programação da feira, além de expositores, estão previstas atividades como ciclo de debates e palestras com autores e autoras convidados (locais, nacionais, podendo também serem internacionais), workshop, oficinas, arte-educação e apresentações cênicas, tais como contação de história, sarau, slam e show musical). As ações educativas têm como principal público beneficiado estudantes em idade escolar de instituições de ensino públicas, professores e público geral interessado nas letras. A primeira edição deve acontecer no ano de 2025, no Centro Histórico do município de Vitória, capital do Espírito Santo.
A 1ª Feira da Letra é dividida em programas públicos (feira) e educativos.
OBJETIVO GERAL- Por apresentar uma programação diversa em expressões artísticas em torno das letras, a intenção da Feira da Letra é ser um ambiente de livre circulação de ideias e perspectivas multidisciplinares das artes que envolvem a palavra, tendo a literatura como objeto central. Com uma perspectiva inclusiva, o projeto tem como resultados esperados a acessibilidade e participação de difusão da literatura em novas comunidades incentivadoras da leitura, além de colaborar no fortalecimento da cadeia produtiva do livro, e no trabalho de manutenção de memória e identidades locais. O envolvimento de crianças e adolescentes estudantes de escolas públicas (sobretudo as localizadas em territórios periféricos), e jovens moradores de regiões de vulnerabilidade social, encorpa o valor da acessibilidade e da democratização do objeto, e também do interesse na criação de novos e sólidos leitores e autores. O projeto será inteiramente gratuito em todas as entregas - seja as da programação nos dias de execução (ex: palestras, bate-papos), seja as oficinas e workshop, e também nas apresentações artísticas. A expectativa é que toda a programação atraia público previamente captado (que já tenha conhecido a programação), e também um público orgânico, que esteja passando pela cidade. OBJETIVOS ESPECÍFICOS- Como contrapartida social, destacamos a gratuidade de toda a programação do evento, isto é, não haverá cobrança financeira para nenhum acesso às atividades. Elencamos: - 02 oficinas de escrita criativa, com carga horária de 12 horas, para jovens estudantes e professores de instituição de ensino público, alcançando um público de até 50 beneficiários cada oficina; - 01 workshop em escrita voltado para o público adulto (prioritariamente negro e LGBTQIA+) com carga horária de até 15 horas, alcançando até 30 pessoas beneficiárias; - 02 palestras relacionadas à produção literária, mercado editorial, escrita, com carga horária de 1 hora cada, com alcance de até 200 pessoas presencialmente cada, estimando 400 totais presencialmente - com acessibilidade física e intérprete de libras. As palestras serão gravadas e disponibilizadas em player público da rede de internet (canal de YouTube), com a intenção de alcance de mais de 1000 (um mil) beneficiários, com medidas de acessibilidade (libras, audiodescrição e legenda); - 04 apresentações cênicas com alcance de até 500 beneficiários cada (sendo 02 voltadas para público infantil), com duração de até 1:30h cada (até seis horas totais), e estimativa total de até 2000 pessoas; - 02 arte educação pautada em diversidade (ex: povos originários), com alcance de até 40 crianças e/ou adultos.
Por se sustentar como uma festividade voltada para a difusão da leitura, e do fortalecimento do mercado do livro, o projeto se apresenta como uma novidade localmente, e um forte interesse de localizar o estado do Espírito Santo como território potente na rota de festivais literários do Brasil e do mundo, sobretudo diante das grandes festas que acontecem nos estados sudestinos vizinhos (como a Flip Paraty e a FliAraxá, para citar alguns).A Lei de Incentivo vem sendo um dos maiores sustentáculos da cultura no Brasil, sendo uma via sólida do estímulo, manutenção e circulação da cultura nacional, especialmente em territórios onde pouco se é realizado. Do ponto de vista da captação e movimentação das verbas de incentivo da Lei supracitada, o Espírito Santo ainda se mostra com menor poder de projeção, se comparado aos outros estados do Sudeste. Esse cenário vem sendo lentamente modificado com o esforço de pequenas e médias produtoras capixabas, como a proponente do projeto aqui defendido.Do ponto de vista da difusão da leitura, o projeto traz uma proposta que tende a expandir horizontes de educação com acesso, pois reconhece que muitas vezes a circulação de conhecimento está contida entre as paredes da universidade, ou em clãs elitizados. Refletindo sobre o livro, nesse entendimento, o Espírito Santo sequer entra no circuito de lançamentos das principais editoras do país. Autores e autoras capixabas estão em plena produção de seus trabalhos e mantêm suas obras, muitos desses, a partir de editais das secretarias de cultura, de pequenas editoras e/ou produções independentes.A intenção é provocar para uma acessibilidade de narrativas outras, que abarque a diversidade de vivências que montam o estado - e seus quilombos, aldeias indígenas, vilas italianas e alemãs, e comunidades pesqueiras.O projeto deseja, portanto, proporcionar uma "nova leitura" da produção e difusão literária, dessa vez incluindo o Espírito Santo e sua produção de bordas - utilizando aqui, em adaptação livre, do conceito da escritora e professora capixaba Bernadette Lyra sobre cinema. A primeira edição da Feira da Letra _ Flinc (Festa Literária Internacional Capixaba) deve acontecer no ano de 2025, no Centro Histórico do município de Vitória, capital do Espírito Santo (sendo dois dias de feira aberta, e até 30 dias de ação de formação gratuita). A escolha da locação se dá pelo potencial territorial e de representatividade dos marcos temporais da cultura capixaba ali presentes, como as construções datadas dos séculos XVI ao XX - vale citar o colossal Centro Cultural Carmélia, um complexo que recebeu grandes espetáculos artísticos nas décadas de 1980 e 1990, e que hoje não está em funcionamento.Com efeito, a primeira edição da Feira da Letra _ Flinc (Festa Literária Internacional Capixaba) ambiciona colocar a cidade de Vitória e o estado do Espírito Santo na rota dos grandes festivais de literatura nacionais e internacionais, exaltando a produção capixaba das letras, e propondo diálogos com o resto do mundo.Atenta à Lei 14.835, a proposta aqui apresentada está alinhada, também, especialmente aos incisos I, II, III, V, VIII e IX do artigo 1º da Lei 8.313, que rege o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac): ?I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; (?) V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; (?) VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País?. A proposta é alinhada, em consonância, ao inciso II do Artigo 3º da referida Lei: "II - fomento à produção cultural e artística, mediante", na alínea "c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore".Corresponde, ainda, ao Art. 25., no inciso III: ?Os projetos a serem apresentados por pessoas físicas ou pessoas jurídicas, de natureza cultural para fins de incentivo, objetivarão desenvolver as formas de expressão, os modos de criar e fazer, os processos de preservação e proteção do patrimônio cultural brasileiro, e os estudos e métodos de interpretação da realidade cultural, bem como contribuir para propiciar meios, à população em geral, que permitam o conhecimento dos bens de valores artísticos e culturais, compreendendo, entre outros, os seguintes segmentos: (?) III - literatura, inclusive obras de referência?.
As múltiplas dimensões da cadeia do livro trazidas para a programação da Feira (ex: editoras, livreiros, autores, leitores) apontam para um encontro profícuo de fazedores do objeto, que podem se beneficiar no espaço para criarem novas redes de produtividade.
O detalhamento dos programas públicos e educacionais estão reunidos em PDF anexado.
A Feira da Letra, em conformidade com o artigo 27 da Instrução Normativa MINC Nº 11, de 30 de janeiro de 2024, contém "medidas de acessibilidade compatíveis com as características do objeto sempre que tecnicamente possível para cada linguagem artística de seus produtos". São elas: Programas públicos/feira (produto principal): para pessoas com deficiências físicas e/ou mobilidade reduzida: medidas de acessibilidade arquitetônica de acesso tais como: 1) rampa de acessibilidade; 2) banheiros com medidas de acessibilidade para acesso e uso (PNE), 3) espaço reservado com visibilidade livre para atividades em formato platéia-palco (ex: apresentação artística), com adaptação anatômica. Para pessoas com deficiência auditiva: 1) intérprete de libras simultânea para atividades em formato platéia-palco (ex: apresentação artística e bate-papos). Para pessoas com deficiência visual: 1) rampa de acessibilidade; 2) banheiros com medidas de acessibilidade para acesso e uso (PNE), 3) espaço reservado em atividades em formato platéia-palco (ex: apresentação artística), com adaptação anatômica. Para pessoas com deficiências intelectuais: 1) emprego de linguagem simples nas comunicações e divulgações; 2) espaço sensorial para pessoas TEA, com monitores treinados à disposição. Programas formativos (oficinas, workshops, arte-educação e palestras): para pessoas com deficiências físicas e/ou mobilidade reduzida: medidas de acessibilidade arquitetônica de acesso tais como: 1) rampa de acessibilidade; 2) banheiros com medidas de acessibilidade para acesso e uso (PNE), 3) espaço reservado com visibilidade livre para atividades em formato platéia-palco (ex: apresentação artística), com adaptação anatômica. Pelo menos uma palestra será gravada e disponibilizada em plataforma pública de vídeos da rede de internet (canal de YouTube), com medidas de acessibilidade (libras, audiodescrição e/ou legenda). Para pessoas com deficiências intelectuais: 1) emprego de linguagem simples nas comunicações e divulgações. Materiais de divulgação das redes sociais: os posts nas redes sociais da Feira da Letra e das instituições parceiras contarão com legendas para todos verem. Nos dias de evento haverá distribuição de cordão de girassol personalizado para identificação do público com deficiências ocultas.
O projeto será inteiramente gratuito em todas as entregas - seja as da programação nos dias de execução (ex: palestras, bate-papos), sejam as oficinas e workshop, e também nas apresentações artísticas. Dessa forma, os acessos devem ser organizados da seguinte forma: Programas públicos/feira (produto principal): acesso livre de acordo com o horário de funcionamento do espaço do evento, sem retirada de ingresso. Estimativa total de público visitante: até 10 mil pessoas. Pelo menos um bate-papo será gravado e disponibilizado em plataforma pública de vídeos da rede de internet (canal de YouTube), com a intenção de alcance de mais de 1000 (um mil) beneficiários, com medidas de acessibilidade (libras, audiodescrição e/ou legenda). Nos bate-papos, estimativa de beneficiários: mil pessoas presencialmente ao longo de todos os dias de evento, mais de mil pessoas on-line - esta ação atende diretamente o inciso III do Art. 30 da IN MINC Nº 11, de 30 de janeiro de 2024: "III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição". O programa público corresponde ao inciso V do Art. 30 da IN MINC Nº 11, de 30 de janeiro de 2024: "realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas" - atendendo, por óbvio, o limite de lotação dos locais a serem realizadas as atividades. Programas formativos (oficinas, workshops, arte-educação e palestras): as atividades educativas abertas para ao público serão gratuitas, havendo a necessidade de inscrição prévia, via publicação de edital - o público escolar será definido junto das instituições de educação parceiras da Feira. Estimativa total de beneficiados: até 1160 pessoas. Pelo menos uma palestra será gravada e disponibilizada em plataforma pública de vídeos da rede de internet (canal de YouTube), com a intenção de alcance de mais de 1000 (um mil) beneficiários, com medidas de acessibilidade (libras, audiodescrição e/ou legenda). Estimativa de beneficiários para palestras: mil pessoas presencialmente, mais de mil pessoas on-line - esta ação atende diretamente o inciso III do Art. 30 da IN MINC Nº 11, de 30 de janeiro de 2024: "III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição". Dentro do programa educativo, a oficina e duas arte-educação são voltadas para o público infantil ou infantojuvenil, de acordo com o inciso VI da mesma IN. Essas atividades também respondem ao parágrafo 2º, inciso II do Art. 32 que obriga: "§ 2o As ações formativas culturais destinam-se aos estudantes e professores de instituições públicas de ensino, que não se confundem com as medidas de ampliação do acesso contidas no inciso V do art. 30, podendo abranger uma das seguintes ações: (...) II - oferecer ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; (...)". Todo o programa educativo, está em conformidade com o Art. 30, no inciso I: "doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, além do previsto inciso II do art. 29, totalizando 20% (vinte por cento)". A gratuidade dos produtos é integral.
Isabella Baltazar - Direção Geral e curadoria: Isabella é Doutora em Letras, com ênfase em Estudos Literários, e a idealizadora do Letra Preta Escrita e Imaginações, uma produtora pautada em diversidade e economia criativa. Curadora e jornalista, Isabella atua há mais de 10 anos com a produção cultural e audiovisual do Espírito Santo, especialmente em projetos como festivais de cinema e música. Também atua em comunicação e consultorias. Possui pesquisas na área das teorias pós-colonial e decolonial, com ênfase nos estudos subalternos - movida, sobretudo, por ser mulher preta PcD. Diego Romão - Direção de Produção: Natural do Espírito Santo, é formado em Comunicação Social e atua há mais de 25 anos com produção executiva em audiovisual, eventos corporativos, operações e comércio exterior. Possui vasta experiência em produção executiva de publicidade, tendo atuações mais recentes concentradas na gestão de projetos culturais pelo Brasil. Felipe Lacerda - Coordenação Geral: Atua na elaboração e gestão de projetos socioculturais das mais diversas linguagens. Possui experiência técnica em Organização da Sociedade Civil (OSC), com relevante entendimento e manejo do instrumento de emenda parlamentar. Desenvolve produção executiva para projetos em artes visuais, podendo citar os projetos Sutilezas do Tempo (2023), Balança Cotejo (2023) e Introdução ao uso de tecnologia (2023). Ananda Miranda - Direção de Comunicação: Designer e diretora criativa na Candela, uma agência de marketing baseada em Vitória, no Espírito Santo. Com dez anos de experiência em direção criativa e de conteúdo, trabalha em diversas frentes de comunicação de campanhas. Foi diretora de comunicação na Câmara Municipal de Vitória, onde desenvolveu habilidades em pensamento estratégico e liderança de equipes no setor público. Sua trajetória a permitiu adquirir um entendimento abrangente dos processos de comunicação e da importância da inovação e da humanização para bons resultados.
EXPIROU O PRAZO DE APRESENTAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PROJETO.