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A Escola Livre de Cinema Caiçara é um COLAB da Chocadeira: incubadora de projetos culturais, e do Coletivo Citronela Doc. O objetivo deste projeto é oferecer um curso prático e teórico de produção audiovisual para 40 jovens entre 18 e 29 anos das comunidades caiçaras das cidades de São Sebastião, Ilhabela e Caraguatatuba, localizadas no litoral norte paulista. Esta parceria une a experiência em formação cultural da incubadora, com o conhecimento e a experiência dos diretores e profissionais do audiovisual do Coletivo Citronela Doc. O projeto será realizado na Fundação de Arte e Cultura de São Sebastião - FUNDASS (Centro Histórico de São Sebastião)
A Escola Livre de Cinema Caiçara tem como objetivo promover o desenvolvimento humano e o acesso ao mundo do trabalho para jovens do Litoral Norte Paulista. Com foco em um processo educativo teórico/prático, a proposta pedagógica da escola será dividida em duas etapas. ETAPA TEÓRICA A primeira fase, planejada para o primeiro semestre de 2025, consistirá em 16 semanas de aulas e workshops teóricos. Durante essa fase, os(as) educandos(as) terão a oportunidade de explorar uma variedade de temas, incluindo aulas de introdução ao cinema, desenvolvimento de projetos audiovisuais, direção, cinematografia, roteiro, entre outros. Ao longo deste percurso, os(as) participantes receberão suporte para desenvolverem seu próprio projeto audiovisual, considerando um orçamento de 40 mil reais para o desenvolvimento de um projeto coletivo. O programa contará com um(a) educador(a) permanente que acompanhará todas as aulas teóricas, e, a cada semana, haverá a contribuição de um educador especializado no tópico em foco. A seleção de educadores(as) será realizada por um Conselho Pedagógico, sempre dando preferência para especialistas do Litoral Norte e Vale do Paraíba. ETAPA PRÁTICA Na segunda fase, que ocorrerá no segundo semestre de 2025 e terá duração de 16 semanas, os(as) educandos(as) estarão envolvidos(as) na produção prática de uma obra audiovisual conjunta/coletiva, dividindo-se entre as funções (direção, direção de fotografia, captação de áudio, edição, produção etc.) e passarão por todas as etapas do processo de produção. Ao final, apresentarão seu trabalho em um evento aberto ao público. Durante todas as 16 semanas de produção, os(as) educandos(as) contarão com a supervisão de uma diretora/educadora, além disso, como forma de valorizar os(as) participantes mais dedicados e ativos, dois(as) educandos(as) da escola serão contratados para a função de coordenadores(as) de produção. Descrição do Conteúdo Programático - Fase Teórica Semana 1-2: Introdução ao Cinema e à Linguagem Audiovisual Apresentação da história do cinema. Conceitos básicos de linguagem cinematográfica. Análise de elementos visuais e sonoros. Discussão sobre o papel do cinema na cultura. Semana 3-4: Aspectos Éticos e Sociais na Produção Audiovisual Ética na representação de grupos sociais. Diversidade e inclusão na indústria cinematográfica. Responsabilidade social dos cineastas. Discussão sobre o impacto social do cinema. Semana 5-6: Direção e Roteiro A arte da direção cinematográfica. Análise de técnicas de direção. Introdução à escrita de roteiros. Exercícios de desenvolvimento de diálogos e cenas. Semana 7-8: Cinematografia e Direção de Fotografia Fundamentos da cinematografia. Linguagem visual e composição de quadros. Princípios da iluminação cinematográfica. Exercícios práticos de filmagem. Semana 9-10: Produção Audiovisual e Gerenciamento de Projetos Planejamento de produção cinematográfica. Papel da equipe de produção. Orçamento e cronograma. Estudos de caso de produções bem-sucedidas. Semana 11-12: Edição e Pós-Produção Princípios de edição de vídeo. Uso de software de edição. Trabalho com som, trilha sonora e efeitos. Finalização de projetos audiovisuais. Semana 13-14: Distribuição e Promoção de Filmes Estratégias de distribuição de filmes. Festivais de cinema e estratégias de promoção. Mercado cinematográfico brasileiro. Semana 15-16: Elaboração de Projetos Audiovisuais O processo de concepção de um projeto audiovisual. Desenvolvimento de ideias e roteiros. Estruturação de projetos cinematográficos. Exercícios práticos de criação de sinopses e tratamento. Marketing para produções independentes. Descrição do Conteúdo Programático - Fase Prática Destaca-se que, faz parte do projeto desenvolvido no primeiro semestre, o desenvolvimento do cronograma de produção para a fase prática. Portanto, os(as) jovens terão total autonomia para alterar o cronograma adiante e adequá-lo às necessidades do processo de produção. Sendo assim, o cronograma a seguir serve apenas de orientação, mas deve ser alterado conforme as necessidades. Importa dizer que, ao longo de todo o processo de produção, ou seja, da fase prática da formação, os(as) educandos(as) serão acompanhados por uma diretora/educadora, responsável por orientar cada passo do desenvolvimento do trabalho. Além disso, dois(as) jovens do projeto serão contemplados(as) com uma bolsa de R$1.000,00 (mil reais) mensais, para que assumam a função de Coordenação de Produção, assumindo maior responsabilidade durante o processo. Obrigatoriamente, ao menos uma dessas vagas será destinada para uma jovem do gênero feminino (cis ou trans). Semana 1-2: Pré-produção Desenvolvimento do Roteiro Definição do Elenco Revisão de Cronograma e Orçamento Semana 3-4: Pré-produção Continuada Ensaios Figurino e Cenografia Pré-visualização das cenas mais complexas. Definição de Equipe Técnica Locação de Equipamento Semana 5-7: Produção Filmagem Gerenciamento de Set Registro de Imagens e Som Backup e Armazenamento Semana 8-16: Pós-produção Edição de Imagens Produção de Trilha Sonora Pós-produção de Som Efeitos Visuais Finalização Testes de Exibição
OBJETIVO GERAL A Escola Livre de Cinema Caiçara tem como objetivo central capacitar 40 jovens caiçaras, promovendo a inclusão social e fortalecendo a indústria cinematográfica regional. Por meio de um processo educativo teórico/prático, o projeto visa qualificar os(as) educandos(as) para a indústria audiovisual, oferecendo oportunidades educacionais que atendam às suas necessidades e aspirações. Ao oferecer acesso à formação em cinema e audiovisual, a escola empodera os(as) jovens caiçaras a contar suas próprias histórias, preservar suas tradições culturais e expressar suas vivências de maneira criativa. Além disso, o projeto busca suprir a escassez de profissionais qualificados na indústria audiovisual no Litoral Norte e Vale do Paraíba, promovendo o desenvolvimento econômico e cultural da região. Objetivos Específicos Democratização do Acesso à Educação Audiovisual: O projeto visa oferecer um curso prático e teórico de produção audiovisual para jovens caiçaras, entre 18 e 29 anos, das comunidades de São Sebastião, Ilhabela e Caraguatatuba. Isso busca democratizar o acesso à formação em cinema, uma área muitas vezes inacessível para jovens de regiões distantes dos grandes centros urbanos. Desenvolvimento Humano e Oportunidades de Trabalho: O programa busca promover o desenvolvimento humano dos(as) educandos(as), capacitando-os(as) com habilidades práticas e teóricas no campo audiovisual. Além disso, proporciona oportunidades de trabalho e crescimento profissional nesse setor. Formação Teórica e Prática: O projeto divide a formação em duas etapas, oferecendo primeiro uma base teórica sólida e, depois, a aplicação dos conhecimentos na prática, por meio do processo de produção de uma obra audiovisual. A escolha da metodologia está diretamente relacionada à intenção de estabelecer uma proposta pedagógica sustentada na autonomia e capaz de prepará-los(as) para as mais variadas funções do mercado audiovisual. Promoção e Valorização da Cultura Caiçara: Por meio da produção cinematográfica. Este curso busca capacitar os jovens da comunidade caiçara para que possam contar suas próprias histórias, destacar suas tradições, e dar voz às suas experiências por meio do cinema. Ao fazer isso, não apenas fortalece a identidade do Litoral Norte, mas também contribui para desmistificar estereótipos negativos associados à comunidade, promovendo uma representação mais autêntica das experiências e vivências dos territórios caiçara. Plano de Divulgação. O principal objetivo do plano de comunicação do projeto Escola de Cinema Caiçara é atrair os educandos(as), apoiadores(as) e parceiros(as), além de promover a visibilidade do projeto. Para tal, serão consideradas as seguintes estratégias de comunicação: Criação de Website: Desenvolvimento de um site simples dedicado ao projeto, onde serão compartilhadas informações detalhadas sobre a escola, seus objetivos, cursos oferecidos, corpo docente, estrutura curricular e formas de contato. Redes Sociais: Criação de perfis nas principais redes sociais, como Facebook, Instagram e TikTok para compartilhar atualizações regulares, postar fotos e vídeos dos cursos, interagir com o público e atrair o público jovem. Também está previsto o investimento de tráfego pago nas redes sociais. Redes Sociais Parceiras: Além da criação das redes sociais do projeto, os conteúdos do projeto também serão publicados nas redes do Citronela Doc, que já possuem engajamento e público da área do cinema de todo o Brasil. A utilização da rede do Citronela Doc possibilita inserir o projeto na rota dos(as) produtores(as), divulgando a escola e possibilitando futuras parcerias para que os(as) jovens consigam posições profissionais em produções. Parcerias com Instituições Educacionais e Culturais Locais: serão estabelecidas parcerias com instituições educacionais locais para promover o projeto entre estudantes que possam estar interessados em seguir carreira no cinema. Divulgação em Espaços Historicamente Ocupados pela Juventude: Uma das mais importantes estratégias de comunicação, especialmente no momento da inscrição, será a visita aos locais historicamente ocupados pela juventude, como Espaços Culturais, Pistas de Skate, Praias, universidades (em especial as com parceria como Programa Universidade para Todos - PROUNI) etc. Nesta visita, panfletos com informações sobre o curso serão distribuídos e os(as) jovens serão incentivados a participar do processo de seleção. Será função da Direção Pedagógica e de Produção realizar essas visitas e conversas. Faixas: nas cidades menores a comunicação com faixas é muito efetiva, portanto, será utilizada essa estratégia para a divulgação, especialmente na abertura das inscrições e no evento de encerramento. Carro de Som: como forma de potencializar a comunicação e garantir que ela chegue aos jovens com deficiência visual ou dificuldade de leitura, será utilizado um carro de som divulgando a abertura das inscrições para o curso. Assessoria de Imprensa: serão enviados comunicados à imprensa para veículos regionais, destacando a abertura de inscrições e os principais aspectos do projeto e suas realizações. Divulgação da Mostra (exibição pública da obra produzida): Os(as) educandos(as), em parceria com a direção do projeto, deverão fazer a divulgação da exibição pública da obra, prevista como atividade de finalização do projeto.
A criação da Escola Caiçara de Cinema é plenamente justificada à luz dos atuais dados socioeconômicos que evidenciam as condições de emprego para jovens, bem como o crescimento de oportunidades no campo criativo. Esta iniciativa, inspirada pelos desafios enfrentados pela juventude, não apenas proporciona oportunidades educacionais e de carreira, mas também contribui significativamente para o desenvolvimento econômico do setor cultural e criativo do Brasil. Além disso, a escola desempenha um papel fundamental na promoção da igualdade de oportunidades e da diversidade no mercado de trabalho e no setor cultural. Duas pesquisas recentes fornecem importantes dados para fundamentar essa justificativa: uma pesquisa sobre juventude e mercado de trabalho, publicada no Atlas da Juventude em 2022 e uma pesquisa do Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural, da Fundação Itaú, publicada no início de 2023. Esses dados revelam uma série de desafios enfrentados pelos jovens, bem como o potencial econômico do setor cultural, destacando como a Escola Livre de Cinema Caiçara pode contribuir para a juventude e a economia da cultura. De acordo com o Atlas da Juventude, os(as) jovens, especialmente aqueles(as) entre 15 e 24 anos, enfrentam perdas significativas de renda no mercado de trabalho. Isso é particularmente crítico entre jovens sem instrução e de regiões desfavorecidas, como é o caso do Litoral Norte Paulista. Na pesquisa, especialistas destacam a necessidade de oportunidades educacionais e de carreira que possam reverter essa tendência negativa. A pesquisa com a juventude também evidencia a insatisfação dos(as) jovens com o sistema educacional. A queda na satisfação com a educação durante a pandemia é um sinal de que há margem para melhorias no sistema educacional brasileiro. A Escola Livre de Cinema Caiçara pode se posicionar como uma alternativa de ensino atraente para os(as) jovens, oferecendo uma educação de alta qualidade e prática, alinhada aos anseios da juventude por oportunidades de trabalho que permitam mais espaços de expressão e criatividade. Além disso, a metodologia dialógica e voltada para a realização de uma experiência prática de produção, pode oferecer aos(as) jovens uma oportunidade única de um processo de formação que extrapole os métodos defasados da educação tradicional. Já a pesquisa do Observatório Itaú Cultural revela que o setor da economia da cultura e indústrias criativas está em ascensão, com um crescimento de 2% no primeiro trimestre de 2023. Esse setor oferece oportunidades significativas de emprego e renda. A Escola Livre de Cinema Caiçara pode se tornar uma excelente fonte de formação para jovens talentosos(as) que desejam ingressar nesse campo em expansão. A Escola Caiçara de Cinema também pode desempenhar um papel fundamental na redução das desigualdades raciais e de gênero no setor cultural e criativo. Os dados mostram que trabalhadores brancos recebem salários mais altos do que trabalhadores pardos e pretos, e as mulheres enfrentam desigualdades salariais. A escola promoverá a diversidade e a inclusão, capacitando jovens talentosos de diferentes origens. A relevância do setor cultural para a geração de emprego e renda é destacada pelo Observatório Itaú Cultural. Sendo a criação da escola uma medida que não apenas aborda os desafios econômicos e educacionais enfrentados pelos(as) jovens, mas também contribui para a formulação de políticas públicas que valorizem o potencial da cultura e das indústrias criativas no desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Por fim, destaca-se que o processo e formação previsto no projeto representa uma oportunidade única para fortalecer e enriquecer a cultura caiçara, com foco especial na juventude. Ao oferecer acesso à formação em cinema e audiovisual, a escola empodera os(as) jovens caiçaras a contar suas próprias histórias, preservar suas tradições culturais e expressar suas vivências de maneira criativa. Isso não apenas enriquece o patrimônio cultural da região, mas também proporciona uma plataforma para que os(as) jovens compartilhem suas perspectivas com o mundo, contribuindo para a valorização e preservação da identidade caiçara. Ao capacitar os(as) jovens para carreiras no campo audiovisual, a escola cria oportunidades econômicas e profissionais dentro da própria comunidade, reduzindo a necessidade de migração em busca de emprego e estimulando o crescimento cultural e econômico local. Portanto, a Escola Livre de Cinema Caiçara desempenha um papel fundamental na promoção e no fortalecimento da cultura caiçara, especialmente entre a juventude. Apresentamos os incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 que o projeto se enquadra: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Apresentamos os incisos do Art. 3º da Lei 8313/91 que o projeto se enquadra: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais;
Por meio da oferta gratuita de um processo formativo centrado na aprendizagem teórico/prática, a escola configura-se como uma expansão das ações continuadas de formação da Chocadeira, fomentando a economia da cultura da região e oportunizando desenvolvimento humano, trabalho e renda para a juventude caiçara. A Chocadeira: incubadora de projetos culturais é um projeto de formação cultural criado em 2020 na cidade de Ilhabela. A iniciativa surgiu a partir de uma demanda do Fórum Popular de Cultura da cidade, que identificou a imensa necessidade de democratização de acesso aos recursos da cultura, por meio de ações de formação para a elaboração e gestão de projetos culturais. Desde sua fundação, o projeto já ofereceu dois cursos completos e gratuitos sobre produção cultural, sendo o segundo (2023) realizado para quatro diferentes turmas. Também foram oferecidas diversas ações pontuais de formação, como rodas de conversa, assessoria para projetos periféricos e do movimento negro, leituras explicativas de editais, entre outras. Após o surgimento da Chocadeira, tem ocorrido um aumento expressivo de projetos culturais inscritos e financiados no litoral norte paulista, em especial, na cidade de Ilhabela. Em 2020, uma plataforma simples do projeto foi colocada no ar, disponibilizando de forma gratuita acesso aos conteúdos que têm como objetivo facilitar o acesso dos recursos públicos destinados à cultura. A realização da Escola Livre de Cinema Caiçara viabiliza uma expansão das ações de formação oportunizadas pela incubadora, que com o apoio dos profissionais do Coletivo Citronela DOC poderá gerar oportunidades para jovens do Litoral Norte Paulista no setor do audiovisual. O Coletivo Citronela DOC é um grupo de produtores(as), cineastas e trabalhadores(as) da área do audiovisual que tem participado ativamente da promoção da linguagem no Litoral Norte Paulista. Fundado em 2018, já realizou mais 20 edições do Cineclube Citronela e, em 2024, fará a quarta edição do Citronela Doc - Festival de Documentários de Ilhabela. Além da promoção do setor, o coletivo também participa ativamente dos debates políticos/culturais da região, estando presente no processo de implementação da Film Commission de Ilhabela, conselhos, fóruns e outras instâncias de participação social. O grupo promove em todas as suas produções atividades permanentes de formação de público, além de ter como característica principal do seu festival, o Citronela Doc, a realização de mesas, debates e painéis que promovem atividades educativas sobre temas da atualidade e suas relações com o cinema. Desde a sua fundação, sempre esteve entre os planos do coletivo a viabilização de ações de formação cultural voltadas para a capacitação técnica de jovens e a sua inserção no mercado de trabalho do setor audiovisual. Além agregar a participação de renomados(as) profissionais do cinema, a parceria com o Citronela Doc abre diversas portas para o projeto, como a exibição da obra produzida pelos(as) educandos(as) na edição de 2025 do festival e a possibilidade de contratação dos(as) estudantes para compor a equipe de produção do evento e de outras ações do Coletivo Citronela DOC.
A Escola Livre de Cinema Caiçara tem como objetivo central oferecer uma formação sólida e inclusiva em produção audiovisual para jovens caiçaras das comunidades de São Sebastião, Ilhabela e Caraguatatuba. Acreditamos que uma abordagem pedagógica dialógica e promotora da autonomia é essencial para alcançar este objetivo, capacitando os(as) educandos(as) a se tornarem cineastas conscientes e criativos(as), capazes de contribuir para o cenário cultural e cinematográfico do Brasil. Contextualização e Reconhecimento das Experiências dos Educandos Antes de iniciar qualquer percurso educativo, é fundamental que reconheçamos e valorizemos as experiências e conhecimentos prévios dos(as) educandos(as). Para muitos(as) jovens caiçaras, o cinema pode ser uma forma distante e complexa de expressão artística. Portanto, nossa abordagem inicial deve criar um espaço onde eles se sintam à vontade para compartilhar suas perspectivas, histórias e desejos em relação ao cinema. Isso estabelece as bases para uma educação significativa. Além da atividade de integração, planejada para o momento inicial das aulas, educadores(as) também serão sensibilizados(as) a considerarem tal aspecto em seus planejamentos pedagógicos. Diálogo e Colaboração Constantes.O diálogo é o cerne de uma abordagem pedagógica dialógica. As aulas não devem ser monólogos dos(as) educadores(as), mas sim conversas ricas e colaborativas. A participação ativa dos(as) educandos(as) será sempre incentivada e valorizada. Através do diálogo, eles poderão expressar suas dúvidas, ideias e visões, contribuindo para a construção coletiva do conhecimento.Aprendizado Baseado em Problemas e ProjetosO cinema é uma forma de arte prática, e a teoria deve estar intimamente ligada à prática. Os(as) educandos(as) devem ser desafiados(as) com problemas reais relacionados à produção cinematográfica e serem orientados a buscar soluções criativas. Projetos práticos, desde a elaboração de roteiros até a produção e edição de uma obra, fazem parte do currículo, permitindo que os(as) educandos(as) apliquem o conhecimento teórico de maneira significativa e estejam prontos(as) para exercer funções diversas no mercado do audiovisual. InterdisciplinaridadeO cinema é uma forma de arte que abraça muitas disciplinas diferentes, desde a literatura até a fotografia e a música. Uma abordagem interdisciplinar deve ser incentivada, permitindo que os(as) educandos(as) explorem conexões entre diferentes campos do conhecimento. Isso enriquece sua compreensão do cinema como uma forma de expressão complexa. Reflexão e CríticaA abordagem pedagógica dialógica deve incentivar a reflexão crítica sobre o cinema como uma forma de mídia poderosa. Os(as) educandos(as) serão encorajados(as) a questionar as representações, os estereótipos e o impacto social do cinema. A análise crítica deve ser uma parte integral do processo de criação cinematográfica.Nesse sentido, a Escola Livre de Cinema Caiçara se compromete a adotar uma abordagem pedagógica que valoriza o diálogo, a formação de uma atitude segura e autônoma, a colaboração, a prática e a inclusão. Através dessa abordagem, aspiramos a capacitar os(as) educandos(as) não apenas como cineastas habilidosos(as), mas como cidadãos(as) críticos(as) e conscientes, capazes de contribuir para a diversidade e a riqueza cultural do Brasil por meio do cinema. Conselho PedagógicoComposto por profissionais experientes no campo do Cinema e da Educação, o conselho desempenhará um papel fundamental no planejamento e na condução da Escola Livre de Cinema Caiçara. Antes do início das aulas, este conselho realizará várias reuniões para delinear estratégias e traçar o rumo do projeto educacional. Suas responsabilidades incluirão a seleção criteriosa de educadores(as), a escolha dos educandos(as) e a distribuição das bolsas de estudos. O conselho será constituído por dois profissionais altamente respeitados no setor audiovisual, bem como por uma educadora especialista em Arte e Cultura (consulte os currículos para mais detalhes).Além disso, em colaboração com a especialista em inclusão e acessibilidade, o conselho determinará as melhores maneiras de investir recursos destinados à acessibilidade. Antes do início do segundo semestre, o conselho realizará outra reunião para fornecer diretrizes e orientações ao processo de produção, conforme planejado pelos educandos durante o primeiro semestre do curso. Direção Pedagógica e de ProduçãoA profissional que assumirá a direção pedagógica e de produção da Escola Livre de Cinema Caiçara desempenha funções cruciais ao longo do projeto. Além de compor o Conselho Pedagógico, sua atuação engloba a coordenação de todas as atividades educacionais, desde a elaboração e acompanhamento do currículo até a orientação direta dos(as) educadores(as) e educandos(as). Ela também desempenhará um papel fundamental na verificação das necessidades dos(as) educandos(as), na mediação de conflitos e na busca de formas efetivas e criativas para evitar a evasão. Além disso, será responsável por receber as demandas dos educadores(as) e mediar, acompanhar e realizar avaliações periódicas do projeto, bem como facilitar a comunicação entre educadores(as) e educandos(as) em relação às questões que precisam ser resolvidas pela produção executiva. Sua vasta experiência nos campos da cultura e da educação permitirá orientar os(as) educandos(as) na realização de suas obras audiovisuais, bem como colaborar com as parcerias e recursos necessários para o êxito do programa. Em resumo, sua função abrangerá tanto a dimensão pedagógica quanto a produção cinematográfica, assegurando uma integração eficaz entre ambas as áreas ao longo do projeto e promovendo um ambiente propício ao desenvolvimento pessoal e artístico dos participantes.
Foi desenvolvido um plano global de acessibilidade que inclui a criação de materiais educativos em linguagem simplificada, a alocação de bolsas de estudos exclusivas para pessoas com deficiência, estratégias de comunicação inclusivas e a presença de um profissional especialista em inclusão e acessibilidade para assessorar todo o processo de planejamento. Um workshop sobre acessibilidade na produção cultural também está previsto. No orçamento destinado à produção da obra audiovisual pelos educandos, 10% do valor será direcionado para ações de acessibilidade, incentivando desde o início da formação a criação de processos e produtos culturais inclusivos e acessíveis. Como não é possível saber quais serão as necessidades de adaptação antes de considerar as deficiências dos(as) jovens atendidos(as) pela escola, parte do recurso de acessibilidade estará identificado como “implantação de medidas acessíveis”. A partir de um estudo cuidadoso das necessidades específicas dos(as) jovens, estudo este que será desenvolvido pelo Conselho Pedagógico sob orientação da especialista em educação inclusiva e acessibilidade, medidas como, tecnologia de transcrição simultânea, contratação de tradutores de libras, adaptações espaciais e outras poderão ser implementadas. A proposta de não destinar precocemente o recurso para ferramentas específicas de acessibilidade é sustentada pela necessidade de elaborar estratégias personalizadas, a partir das necessidades concretas dos(as) jovens que participarão da formação. Inclusão e Acessibilidade A acessibilidade é fundamental em uma abordagem pedagógica dialógica e inclusiva. Devemos garantir que todos(as) os(as) educandos(as), independentemente de suas habilidades ou necessidades, tenham igualdade de oportunidades para participar e aprender. Isso inclui o uso de linguagem simples, acomodações para pessoas com deficiência e a promoção da diversidade e inclusão em todos os aspectos do curso. O projeto garantirá medidas que promovam a acessibilidade em todas as etapas do processo, visando tornar todas as atividades inclusivas para pessoas com deficiência. Serão fornecidos recursos e adaptações necessárias para garantir a participação plena de todos(as) os(as) envolvidos. Exibições com Interação Popular: O projeto realizará no mínimo uma exibição pública de filmes produzidos pelos educandos, com distribuição gratuita de ingressos para grupos prioritários. Essas exibições proporcionarão interação popular e acesso à cultura cinematográfica para comunidades menos assistidas. Detalhamento do plano de acessibilidade. A acessibilidade é um princípio fundamental para garantir que todos(as) os(as) educandos(as), independentemente de suas habilidades ou necessidades, tenham igualdade de oportunidades para participar e aprender na Escola Livre de Cinema Caiçara. Este plano detalhado de acessibilidade visa atender criar um ambiente inclusivo em todas as etapas do projeto. 1. Materiais Educacionais em Linguagem Simplificada: - Os materiais educacionais serão elaborados em linguagem simplificada para garantir a compreensão por parte de todos os educandos. - Será realizada uma revisão constante dos materiais para garantir a clareza e a acessibilidade. 2. Bolsas de Estudo Exclusivas para Pessoas com Deficiência: - As bolsas incluirão apoio financeiro para despesas com transporte, alimentação e outras necessidades básicas. 3. Especialista em Inclusão e Acessibilidade: - Uma profissional especialista em inclusão e acessibilidade estará disponível para orientar e apoiar todas as etapas do projeto. - A especialista trabalhará em estreita colaboração com o Conselho Pedagógico para garantir a acessibilidade de todas as atividades. 4. Estratégias de Comunicação Inclusivas: - Todas as comunicações relacionadas ao projeto serão desenvolvidas de forma inclusiva, considerando diferentes modos de comunicação, como texto, áudio e vídeo. - O site será adaptado para ser uma ferramenta acessível. - Um carro de som será usado na divulgação das matrículas, garantindo mais acessibilidade na divulgação das inscrições. 5. Workshop sobre Acessibilidade na Produção Cultural: - Será realizado um workshop dedicado à acessibilidade na produção cultural, sensibilizando os(as) educandos(as) para a importância de criar obras acessíveis e inclusivas. - O workshop incluirá exemplos práticos de adaptações e recursos de acessibilidade. 6. Alocação de Recursos para Investimentos em Acessibilidade: - No orçamento destinado à produção da obra audiovisual pelos(as) educandos(as), 10% do valor será reservado para ações de acessibilidade. - Uma parte dos recursos do projeto será destinada exclusivamente para a implementação de medidas de acessibilidade durante o percurso educativo, medidas específicas e personalizadas que serão elaboradas de acordo com as necessidades reais identificadas. 7. Medidas Personalizadas de Acessibilidade: - Não será feita uma alocação precoce dos recursos de acessibilidade, pois as necessidades variam entre os(as) educandos(as). Portanto, será papel da Comissão Pedagógica, assessorada pela especialista em acessibilidade e inclusão, definir a implementação das medidas mediante análise das necessidades concretas dos(as) educandos(as) com deficiência. - Um estudo cuidadoso das necessidades específicas será realizado pelo Conselho Pedagógico, sob orientação da especialista em educação inclusiva e acessibilidade para definir tais estratégias. - Serão oferecidas quatro bolsas exclusivas para pessoas com deficiência, garantindo seu acesso igualitário à formação.
Todos os produtos resultantes desta proposta são gratuitos. ACESSO E PERMANÊNCIA O projeto será realizado em São Sebastião, município localizado entre as cidades de Ilhabela e Caraguatatuba, sendo essa escolha definida pelo critério da facilitação de locomoção para jovens das três cidades. As aulas ocorrerão no período noturno, de segunda a quinta-feira. Para motivar e incentivar a participação dos estudantes no projeto, estão disponíveis 20 ajudas de custos (bolsas) mensais no valor de R$350 cada, destinadas a contribuir com transporte, alimentação e outras necessidades básicas. Essas bolsas serão distribuídas prioritariamente para jovens indígenas, de comunidades tradicionais caiçaras e negros e 50% delas será destinada a jovens mulheres. Outras quatro bolsas de estudos estão reservadas especificamente para estudantes com deficiência. Será de incumbência do Conselho Pedagógico a função de fazer a seleção dos(as) estudantes, bem como definir a distribuição das bolsas. As contrapartidas da Escola Livre de Cinema Caiçara envolvem dois conjuntos de propostas. A primeira será destinada a responder aos itens obrigatórios do edital, enquanto a segunda corresponde a um conjunto de contrapartidas voluntárias do projeto. Contrapartidas Formação de Jovens: O projeto se compromete a oferecer visitas às universidades de São Sebastião e Caraguatatuba, organizando conversar sobre cinema e divulgando a abertura das inscrições especialmente para jovens do Programa Universidade para Todos (Prouni). Nessas visitas, ao menos uma atividade de formação no formato (roda de conversa) será organizada, proporcionando o encontro e o diálogo entre os(as) estudantes e a equipe de produção. A direção também se compromete a fazer a divulgação da exibição do trabalho produzido pelos(as) estudantes de forma prioritária a jovens bolsistas do Programa Universidade para Todos, aos(as) profissionais da área da saúde e a pessoas integrantes de grupos e coletivos culturais e de associações comunitárias. Participação em Ações e Programas da Secretaria: A Escola de Cinema Caiçara se compromete a participar ativamente das ações e programas propostos pela Secretaria de Cultura, viabilizando a atividade cultural do projeto em conformidade com o edital. Destaca-se que todo o processo de formação acontecerá nas dependências da Fundação de Arte e Cultura de São Sebastião, espaço da administração pública indireta do município de São Sebastião.
Juliana Borges - Conselheira Pedagógica e Diretora/Educadora Com graduação em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP/SP, é roteirista e documentarista há mais de doze anos. Nascida e criada em São Paulo, desde 2017, mora em Ilhabela, no litoral de São Paulo, cidade de origem da sua família paterna. Como roteirista e pesquisadora, Juliana participou de dezenas projetos de documentários, séries documentais e branded content para produtoras como O2, Mymama, Kondzilla, Grifa Filmes, Gaya Filmes, Duo2, Bossa Nova, Schurmann Films e Modernista. Como diretora, dirigiu documentários para canais como Al Jazeera, HBO, Youtube Originals, Cultura e Canal Brasil. Atualmente, está finalizando seu primeiro documentário longa-metragem como diretora, “Mounir Ismael”. Em Ilhabela, Juliana é conselheira de cultura do município desde de 2020 - e em 2021 e 2022, foi presidenta do colegiado. Ela também é uma das fundadoras e organizadoras do Cineclube Citronela, do Citronela Doc – Festival de Documentários de Ilhabela e do Fórum Popular de Cultura de Ilhabela, movimento da sociedade civil que atua para democratizar políticas públicas para a cultura no município. Em 2023, foi contratada como consultora da Unesco para produzir o registro da Congada de São Benedito de Ilhabela, que passa a integrar o acervo do IlhaMuseu, um novo museu dedicado aos povos e biodiversidade do litoral Norte de SP que será inaugurado em 2024 em Ilhabela, com consultoria e implantação da Unesco. Juliana também foi integrante do Juri do Festival Internacional de Surfe de Ubatuba (Ficsu) em 2022 e do Festival Filma Bauru (2023). Francisco Cesar Filho - Responsável Técnico/Artístico e Conselheiro Pedagógico Diretor de televisão e dirigente de entidades audiovisuais brasileiras. Estudou Cinema e Filosofia na Universidade de São Paulo e recebeu, em 1993, Bolsa Intercultural para Cinema e Vídeo das fundações norte-americanas Rockefeller e MacArthur. É criador e organizador da Mostra do Audiovisual Paulista (evento anual realizado desde 1987), diretor e curador do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo e curador da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul e da Mostra Ecofalante de Cinema Socioambiental. Foi diretor-adjunto do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, diretor associado do Curta Kinoforum – Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo e coordenador executivo do Vivo arte.mov – Festival Internacional de Artes em Mídias Móveis. Ex-membro do Conselho Consultivo do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, tem colaborações com diversos festivais, como a Goiânia Mostra Curtas, Mostra de Cinema de Tiradentes e a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Débora Bergamini - Diretora da Escola e Conselheira Pedagógica Possui mais de 11 anos de experiência nas áreas de gestão e produção cultural. Iniciou seus trabalhos na área da gestão em 2011, como Coordenadora de Patrimônio Cultural na Prefeitura de Votorantim-SP. E nos anos seguintes foi Secretária de Cultura na cidade de Araçoiaba da Serra - SP e Diretora de Cultura de Sorocaba-SP. Ao longo de seus anos de trabalho na produção e gestão cultural, trabalhou com a produção de inúmeros eventos culturais, entre eles o Festival de Inverno de Araçoiaba da Serra. Com uma participação ativa em diversos movimentos sociais de cultura, em 2013 foi eleita representante do estado de São Paulo na 3ª Conferência Nacional de Cultura e, no ano seguinte, foi uma das convidadas pelo Governo do Estado de São Paulo para trabalhar no desenvolvimento das estratégias de elaboração do Plano Estadual de Cultura. Com formação acadêmica em História, Pedagogia e Artes Visuais, em 2018 defendeu sua dissertação de mestrado na Universidade Federal de São Carlos, com a apresentação de uma pesquisa sobre as relações entre a educação e os movimentos sociais da área da cultura. Débora mora na cidade de Ilhabela há cinco anos, onde trabalha como educadora de Arte e Cultura na rede pública municipal de ensino, além de executar a produção executiva de projetos culturais, entre eles: 2º Encontro de Capoeira Angola de Ilhabela, Exposição Fotográfica O Retrato da Comunidade, Espetáculo Circense Talento Para Ser Lento e a primeira edição do Festival Citronela Doc. É uma das fundadoras do Fórum Popular de Cultura de Ilhabela, movimento de artistas e fazedores de cultura que busca colaborar na construção das políticas públicas municipais da área da cultura e, também, é membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais do município.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.