Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Montagem e circulação de espetáculo teatral inédito, interpretado por Maria Ceiça, sobre a atriz Saraka Barreto, mulhernegra e pobre que, mesmo em um o sistema racista e machista, conquistou espaços nos palcos e na televisão a partir dosanos 1970, mas cuja trajetória ainda não é conhecida pelo grande público.Com texto de Solange Casotti e direção de Isaac Bernat, amigos pessoais de Saraka, a peça baseada em fatos reais, fará umresgate dessa memória e homenagem à artista vanguardista, cuja carreira se mistura com a história do Teatro no RJ nasdécadas de 1970 a 1990.
Ao conhecer Saraka Barreto no começo dos anos 1990, a dramaturga SolangeCasotti se apaixonou pela trajetória de vida dessa atriz que, apesar de ser bastanteconhecida nos bastidores do meio teatral, não é reconhecida pelo grande público.Saraka nasceu Ana Maria em Caraúbas, Rio Grande do Norte, vinda da mistura donegro, do índio e do espanhol. Foi para o Rio de Janeiro na década de 1950, adotada poruma família de Maceió. Após alguns desentendimentos, ela fugiu dessa casa. Um tempodepois, começou a trabalhar como camareira no Copacabana Palace, isto acontece no augedo Teatro de Revista. Seu namoro com o teatro vem desde os tempos de infância. Evai culminar com sua subida aos palcos pelas mãos de José Celso Martinez Correia. NaumAlves de Souza, dramaturgo e diretor paulista, atribuiu a Saraka “um estilo único, umafigura mitológica e antológica”.Casotti decidiu escrever uma peça sobre ela, inspirada por mais de cinco horas dedepoimentos coletados junto à atriz. Mas Saraka veio a falecer de câncer poucos anosdepois, sem ter tido a chance de ler o texto da peça sobre sua própria vida e muito menosassistir ao espetáculo.Hoje, nos vemos em um cenário de crescente valorização e resgate de artistasnegros, sobretudo mulheres, que vem ganhando força no campo da literatura (vide asreimpressões de “Quarto de despejo, diário de uma favelada”, de Carolina Maria de Jesus, eo sucesso de “Um Defeito de Cor’’ , de Ana Maria Gonçalves, que se tornou samba-enredo eexposição no Museu de Arte do Rio, MUNCAB e SESC ), da música (com destaque a TeresaCristina, Iza, Luedji Luna...) e do cinema (a exemplo do recém lançado longa-metragem“Doutor Gama”, de Jefferson De e Medida Provisória, de Lázaro Ramos). Nesse sentido,temos a convicção de que este é o momento ideal para a realização deste espetáculo, quevirá contribuir no setor das artes cênicas, trazendo uma mulher na qual tantas pessoaspodem sentir identificação e admiração.
Objetivo Geral Apresentar ao público a história de Saraka Barreto, de nome original Ana Maria, sua história de vida, desde sua infância miserável no RN, até migrar para o RJ na década de 1950 e construir 30 anos de carreira no teatrocarioca, passando pelas funções de empregada, camareira, costureira, figurinista e atriz. Objetivos específicos:- Produzir, montar, estrear e circular com o espetáculo teatral SARAKA, com um total de 30 apresentações com ingressos apreços populares, sendo 12 sessões em temporada de estreia de 4 semanas, sexta a domingo, no Rio de Janeiro, RJ e 18sessões em outras 5 cidades de 3 regiões do Brasil: 3 em Salvador, BA; 2 em João Pessoa, PB; 2 em Natal, RN; 2 em Brasília,DF; e 9 em São Paulo, SP;- Realizar 2 apresentações extras e gratuitas para públicos específicos, seguidas de bate papo com a equipe;- Promover o acesso das pessoas com deficiência auditiva ao disponibilizar para opúblico de 10 sessões da peça o recurso de intérprete de LIBRAS;- Realizar 5 oficinas gratuitas "O Olhar Do Griot e o Ofício do Ator", ministradas por Isaac Bernat, uma em cada cidade dacirculação, com 8 horas de duração cada, para artistas, professores, estudantes, gestores e pessoas de qualquer profissãointeressadas em se comunicar com o outro;- Resgatar uma parte da memória do Teatro no Rio de Janeiro, mostrando a efervescência cultural e a relevância que oTeatro teve na vida social da cidade durante os anos da ditadura militar e da censura;- Ampliar a visibilidade e atuar contra o apagamento histórico de personagens pertencentes a grupos marginalizados(como mulheres, pessoas negras, pobres, nordestinos e migrantes) que trouxeram contribuições relevantes para toda asociedade no âmbito social, cultural e político;- Suscitar o debate sobre representatividade e racismo;- Formar novas plateias e promover a cultura e a arte teatral em 6 diferentes cidades do país;- Ampliar a democratização do acesso às populações de baixa renda;- Incentivar e valorizar as artes cênicas.
Saraka Barreto foi uma brasileira notável, que veio do Nordeste para o Rio de Janeiro na década de 50 e participou daconstrução do teatro brasileiro como camareira, costureira, figurinista e, enfim, como atriz, quando ganha os palcos pelasmãos de José Celso Martinez Corrêa. Sua trajetória se confunde com a história de tantas brasileiras, mulheres pretas quemigraram para o Sudeste em busca de qualidade de vida e, neste caso, se estabelece e cria seu círculo social a partir de umencontro com o teatro. Neste contexto, Saraka rompe os paradigmas do fazer artístico: mulher negra e de origem pobre,conquista espaços nos palcos e na televisão brasileiros a partir dos anos 70. Sua vida e atuação profissional, permeadas porencontros com importantes artistas e personalidades, nos servem como um panorama da história do teatro brasileiro devárias épocas e também da luta de tantas mulheres negras no Brasil.Este projeto é, portanto, através da lei de incentivo à cultura, uma oportunidade de resgate da memória de Saraka Barreto: esta artista que inicialmentetrabalha nos bastidores, mas ganha o palco e conhece de perto a história do teatro brasileiro de sua época.É, ainda, uma oportunidade de resgatar uma parte da memória do Teatro, mostrando a efervescência cultural e arelevância que o Teatro teve na vida social da cidade do Rio durante os anos da ditadura militar e da censura, além depromover a visibilidade e atuar contra o apagamento histórico de personagens pertencentes a grupos marginalizados(como mulheres, pessoas negras, pobres e nordestinos migrantes) que trouxeram contribuições relevantes para toda asociedade no âmbito social, cultural e político.É necessário valorizar e resgatar importantes artistas negros, sobretudo mulheres, e este projeto é uma contribuiçãocultural para esta importante pauta social, para um combate ao epistemicídio e um incentivo à representatividade demulheres pretas.
As apresentações do espetáculo serão realizadas em equipamentos culturais que dispõem de recursos deacessibilidade, tais como acesso para cadeirantes e atendimento prioritário para idosos e pessoas com deficiência.Ao longo do projeto serão realizadas 10 apresentação com interpretação em LIBRAS, sendo 3 na temporada deestreia no Rio de Janeiro, 1 em Salvador, 1 em João Pessoa, 1 em Natal, 1 em Brasília e 3 em São Paulo, que serãoamplamente divulgadas para o público específico.
Produzir, montar, estrear e circular com o espetáculo teatral SARAKA, com um total de 30 apresentações com ingressos apreços populares, sendo 12 sessões em temporada de estreia de 4 semanas, sexta a domingo, no Rio de Janeiro, RJ e 18sessões em outras 5 cidades de 3 regiões do Brasil: 3 em Salvador, BA; 2 em João Pessoa, PB; 2 em Natal, RN; 2 em Brasília,DF; e 9 em São Paulo, SP; Promover o acesso das pessoas com deficiência auditiva ao disponibilizar para opúblico de 10 sessões da peça o recurso de intérprete de LIBRAS; Serão realizadas 2 apresentações extras e gratuitas para públicos específicos, tais como: estudantes das escolas públicase/ou pessoas de baixa renda, seguidas de uma roda de conversa entre a equipe do espetáculo e o público;Disponibilização da totalidade dos ingressos comercializados a preços populares;Garantia ao acesso a preço promocional, 50% de desconto, para o público beneficiário: idosos, pessoas com deficiência,estudantes e professores da rede pública de ensino;Serão realizadas 5 oficinas gratuitas “O OLHAR DO GRIOT E O OFÍCIO DO ATOR”:A Oficina pretende investigar o papel que o ato de contar histórias individualmente e em grupo pode ter noreconhecimento da identidade do ator, bem como na afirmação e no fortalecimento de sua autonomia criadora.Público-alvo: artistas, professores, estudantes, gestores e pessoas de qualquer profissão interessadas em se comunicar como outro.Ministradas por Isaac Bernat, doutor em Teatro pela UNIRIO, ator, diretor teatral, professor de interpretação teatral dafaculdade CAL, Rio de Janeiro.Carga horária: 8 horas.
Para encabeçar a equipe, ninguém melhor do que a atriz e produtora cultural Maria Ceiça de Paula 2023/24 Novela Elas por Elas - TV Globo .Na TV Globo, interpretou personagens tais como a Tuquinha Batista da novela “Felicidade” ou a Márcia de “Por Amor”, “Fera Ferida” e “Uga Uga”. Pela Rede Record, participou das novelas “Prova de amor”, “Mutantes”, “Caminhos do Coração” e “Os 10 Mandamentos”, além de peças de teatro e musicais. - Em 2022, na Globoplay, na série " Verônika" e " A musa da música".- Em 2019 atuou no espetáculo “As Comadres”, dirigido por Ariane Mnouckine- Em dez 2021 - turnê na França com a peça “As Comadres”. Atuou ainda no espetáculo musical “Por dentro da música”, “Gimba, presidente dos valentes”, “Os negros”, “Boeing,Boeing”, “Negros em Desterro”, entre outros. - Atuou em vários filmes, entre quais importantes produções brasileiras e internacionais, como “ A Batalha de Shangri-lá”, de Severino Neto, “Grande Kilapy”(Angola) de Zezé Gamboa, “Filhas do Vento” de Joelzito Araújo,” Cruz e Sousa, o Poeta do Desterro” de Sylvio Back, “O Testamento do Sr. Napomuceno” (Cabo Verde,) de Francisco Manso, “Orfeu” de Cacá Diegues , assim como no filme “O Herói” de Zezé Gamboa (Angola), entre outros. Maria Ceiça é diretora da LuminisProduções Artísticas, responsável pelos espetáculos “Por dentro da Música” (2015), “A Pequena Vendedora de Fósforos”(2013), “Calango Deu, Os Causos de Dona Zaninha” (2012 a 2015).No lugar de protagonista, Maria Ceiça se revela solta e despojada nessa interpretação de Saraka, trazendo à personagemseu talento e carisma. Contracenando com Maria Ceiça -João Lucas Romero -Ator das peças Rosa e a Semente, de Isaac Bernat (2018), O Bigode, direção de EduardoVaccari (2016); A Lenda do Vale da Lua, direção João das Neves (2016); Como a GenteGosta, direção de Vinícius Coimbra (2015). Vencedor dos prêmios CBTIJ e Zilka Sallaberryde teatro infantil, nas categorias de melhor espetáculo, direção, coletivo de elenco, textoadaptado e música (2014); Festa de Família e O Funeral, ambas de Thomas Vinterberg, comdireção de Bruce Gomlevsky (2014). e Alexandre David- Bacharel em teatro e pós-graduado em direção teatral pela Faculdade CAL de Teatro,formado em interpretação pela UniverCidade do Rio de Janeiro e pelo ConservatoireNational Superieur d´Art Dramatique de Paris.Com mais de 30 peças de teatro no currículo, construiu parte da carreira na Europa, atuandoem francês e em inglês, onde trabalhou com ícones do teatro mundial como Pina Bausch(espetáculo Nur Du), Théâtre du Soleil (La Cuisine), Alain Ollivier (O Anjo Negro) e com osatores da Cia. de Peter Brook: Sotigui Kouyaté, Yoshi Oida e Bruce Myers, em Paris; SimonMcBurney, do Théâtre de Cumplicité, em Londres e com Carina Holla, do Teatro Físico deAmsterdam, Holanda.No Brasil destaca-se como diretor de "Jozú, O Encantador de Ratos", de Hilda Hilst, comCarla Tausz, espetáculo muito bem recebido por público e crítica de várias cidades do Brasil.Indicado ao Prêmio Mambembe de Melhor Ator do Ano pela peça "A Casa da Madrinha",com o Grupo Hombú e direção de Luis Carlos Rípper e ao Prêmio CBTIJ de Melhor Ator pelapeça “A Pequena Vendedora de Fósforos”. Quem dirige a peça é Isaac Bernat. ator, diretor e professor na Faculdade CAL de Artes Cênicas. Doutor em Teatro pelaUNIRIO. Destacam-se: “Cora do Rio Vermelho”, com Raquel Penner; “Maldito Coração”, de Vera Karam, "Então",de Michel Robim, “Por Amor ao Mundo, um Encontro com Hanna Arendt" de Marcia Zanelatto, “O Encontro -Malcolm X e Martin Luther King Jr.” e “Calango Deu! Os Causos Da Dona Zaninha”. E com a direção de produção de Joana Damazio, produtora dos espetáculos: UMA NOVA ONDA, direção de Gustavo Paso(2023); A Pequena Morte, de Lavínia Bizzotto (2022) – circulação SESC RJ; Inferno, com Ana Paula Bouzas, direção de FábioEspírito Santo (2019/20) – SESC Copacabana e SESI (BA); Noite do Sorriso Negro, direção de João Artigos (2019) – SESCCopacabana; BISPO, direção e atuação de João Miguel, patrocínio Energisa e Gov. Federal, através da Lei Rouanet (2015 a2017); Projetos, espetáculos, oficinas e eventos Intrépida Trupe (2010 a 2016), incluindo espetáculos patrocinados pelaPETROBRAS, Gov. Federal e Gov. do Estado RJ, através das Leis Rouanet e ICMS. Texto - Solange CasottiSolange Casotti concluiu a pós-graduação em Literatura, Arte e PensamentoContemporâneo pela PUC- Rio (2015). É bacharel em direito pela UERJ (1988). Poeta eroteirista, escreveu para os programas Globo Ciências e Direito e Avesso. Publicou“Tectônicas” pela Editora Bem- Te – Vi (2007) e “Ventanias” pela Editora Sete Letras(1997). Escreveu o “blog tectônicas” e o “blog da sol”. Fez curadoria de poesia, produziuexposições de artes plásticas, oficinas literárias e textos para sites e exposições. Direção de Movimento - Cátia CostaAtriz, performer, diretora teatral, preparadora corporal e de elencos, diretora de movimento,curadora e parecerista. Licenciada em Artes Cênicas pela UNIRIO. Encruzilhadasmetodológicas ancestrais para o pensamento do corpo negro e a cena contemporânea.Atualmente cursa o Mestrado em Artes da Cena na linha Experimentações Artísticas(PPGAC/UFRJ). Tem experiência com pedagogias do corpo e da cena. Fez preparaçãocorporal do Martin Luther King, As Marias e Carolina de Jesus. Iluminação - Aurelio de SimoniCom mais de 40 anos de carreira, já realizou inúmerostrabalhos em teatro, ópera, dança, shows, etc. Destacam-se: AS LÁGRIMAS AMARGASDE PETRA VON KANT – Dir. Celso Nunes; EMILLY – Dir. Miguel Fallabela; ROBERTOZUCO – Dir. Moacir Chaves; O CARTEIRO E O POETA – Dir. Aderbal Freire Filho; O ABREALAS – Dir. Charles Moeller; CONDUZINDO MISS DAISY – Dir. Bibi Ferreira; A ALMAIMORAL – Supervisão Amir Hadad; POR AMOR AO MUNDO – Dir. Isaac Bernat.Recebeu inúmero prêmios. Direção musical - Charles KahnMúsico, arranjador e compositor, em Cinema, TV, Rádioe Teatro, com mais de 300 montagens. Indicação de melhor música - prêmio Coca Colapor “O mágico de Oz”, “O Patinho Feio”, indicação de melhor música - prêmio Sharp eprêmio cantão de teatro Categoria Música Original por “D.N.A. Brasil. Figurino e cenografia - Analu PrestesArtista plástica, atriz, cenógrafa e figurinista.Prêmios em cenografia: Mambembe (1988) "Clarice, coração Selvagem" dir.Maria Lucia de Lima, Prêmio Sharp com "Uma Noite na Lua" de João Falcão.
PROJETO ARQUIVADO.