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PRONAC 248656Arquivado - solicitação de desistência do proponenteMecenato

LITERATURA E ECOLOGIA

HAROLDO RAMANZINI
Solicitado
R$ 36,4 mil
Aprovado
R$ 36,4 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações Educ-Cult em Humanidades em geral
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
Botucatu
Início
2025-03-01
Término
2025-07-31
Locais de realização (1)
Botucatu São Paulo

Resumo

O projeto oferecerá gratuitamente uma oficina de leitura/criação literária, relacionada com temática ambientalista, a partir do livro Os Maias Silvestres, do escritor Haroldo Ramanzini. Destina-se aos jovens estudantes das escolas públicas, na faixa etária entre 12 a 18 anos, moradores de bairros periféricos, considerados mais pobres da cidade de Botucatu. Na ocasião, haverá o plantio simbólico de árvore do bioma da cuesta de Botucatu.A partir desse evento será feito um site, abordando a temática deste projeto, que será exibido nas redes sociais por três meses.

Sinopse

As oficinas fundamentam-se no livro Os Maias Silvestres, de Haroldo Ramanzini. A oficina de criação literária tem a intenção de promover o desenvolvimento de uma prática social relacionado com o discurso literário. Assim, levará o estudante a construir um estilo próprio na composição de uma narrativa de ficção. As oficinas, potencializando a imaginação criativa e o trabalho com a linguagem, contribuirão com a sensibilização do estudante na percepção da elaboração semântica do texto e do efeito de sentido prduzido pela linguagem conotativa. Outra temática a ser desenvolvida aborda a relação intelectual e afetiva com a Terra, posto que o desmatamento e a poluição assumem dimensões catastróficas. OS MAIAS SILVESTRES ... quando a história de uma família se encontra com o destino de uma grande floresta... SINOPSE Aruanda é um santuário ecológico, protegido há séculos pela família Maia Silvestre. Situado numa deslumbrante encosta da Serra do Mar, lá vivem Oswaldo, um militante das causas ambientais, seu filho, o jovem André e Dona Penélope. Nesse domínio de encanto, lenda e mistério, a família trabalha com a produção de mudas nativas da Mata Atlântica. Mas está para perder as terras, pois não consegue pagar dívida contraída junto ao Banco Econômico. Quem planeja se apoderar da terra é João Grandão, um empresário inescrupuloso que comanda uma onda avassaladora de desmatamento ilegal na região. O prestígio de Oswaldo é jogado na lama, quando, acusado de roubo ao Banco Econômico, desaparece misteriosamente e passa a ser procurado pela polícia. Entregues à própria sorte, André e Dona Penélope têm três dias para deixar a terra dos antepassados, Eis então que surge o Capitão Pedro Rosa, um explorador dos antigos caminhos do Brasil, acompanhado de sua filha, a jovem Luna Serena, e do sobrinho, Marcolino. O Capitão Pedro Rosa expressa sua disposição de comandar uma viagem em busca do tesouro da lua, um fabuloso tesouro que, no século XVIII, o pirata Pew Spook escondera no Saco do Céu. É o modo de arrumar dinheiro para pagar a dívida dos Maias Silvestres. O único meio de transporte que dispõem é o antigo calhambeque do início do século passado. Assim, nesse calhambeque, lá vão André, o Capitão Pedro Rosa, a filha e o sobrinho numa expedição ao coração da Mata Atlântica. Eles não imaginam que são seguidos por uma figura do submundo da bandidagem, Cão Marciano. Mas, com audácia e imaginação, conseguem escapar das ciladas armadas pelo malfeitor. Finalmente, chegam ao Saco do Céu. Numa caverna que servira de cemitério aos ancestrais, o Capitão Pedro Rosa decifra os últimos enigmas relacionados com a conjunção da terra e da lua e encontra o tesouro tão zelosamente escondido pelo pirata. Sucede que Cão Marciano reaparece e, agindo com brutalidade, apodera-se da arca. Por um incidente, esta se abre e moedas cintilantes, jóias e pedras preciosas, enfim, todo o tesouro da lua cai na água e é arrastado pela correnteza para o fundo do mar. Desiludidos e sem o tesouro, a expedição parecia encerrar-se com um melancólico fracasso. Porém, o Capitão Pedro Rosa exibe as moedas de ouro e as pedras preciosas que, sem que ninguém notasse, conseguira subtrair ao tesouro, antes que este se perdesse no mar. Assim, conseguem dinheiro para pagar a dívida dos Maias Silvestre. O santuário ecológico está definitivamente salvo. André descobre que a acusação de roubo que pesava contra o pai era falsa. Atualmente, Aruanda é um espaço aberto ao público. É o grande centro de produção de plantas originárias da Mata Atlântica. As mudas, cultivadas em Aruanda, saem aos milhares para irem desabrochar nos mais distantes rincões do Brasil. E mais: os Maias Silvestres querem agora reflorestar as regiões mais degradadas do Brasil. O discurso literário mostra um elo com o realismo mágico. São atrativos de leitura a linguagem poética e as passagens relacionadas com uma vivência nos recôndidos da floresta tropical. O livro também é um alerta contra a devastação ambiental e o esgotamento dos mananciais no Brasil.

Objetivos

Objetivo geral: O Objetivo Geral do projeto Literatura e Ecologia consiste em oferecer oficinas de interpretação de texto e redação criativa a 100 estudantes das escolas públicas de Botucatu, mediante a leitura e a interpretação do livro Os Maias Silvestres, do escritor Haroldo Ramanzini. A respeito deste livro, o proponente dará um curso de 4 horas para os professores monitores que irão orientar previamente os estudantes na leitura, interpretação e redação criativa. No dia do evento Literatura e Ecologia, que contará com a presença das autoridades e do público em geral, os os estudantes plantarão mudas de árvores do bioma da Cuesta de Botucatu. Decorrente do estudo interpretativo do livro citado, os estudantes farão uma redação, utilizando o procedimentos discursivos de trechos destacados do livro. As redações ficarão expostas em painel para apreciação do público. Será produzido um site sobre o evento, divulgando a temática literária e ecológica, assim como será posto em destaque a participação e as redações dos estudantes. O site circulará nas redes sociais por 3 meses, visando expandir e socializar os conhecimentos ministrados. Objetivos específicos: • Produto OFERTA DE LIVROS: Realizar a distribuição gratuita de 100 exemplares do livro Os Maias Silvestes, do escritor Haroldo Ramanzini aos estudantes das escolas públicas de Nível Médio de Botucatu; • Produto CURSO: Realizar 1 curso de 4 horas, ministrado pelo proponente, a 5 professores monitores. Estes, juntamente com o proponenete, farão orientação prévia aos estudantes a respeito da leitura e interpretação do livro Os Maias Silvestres, assim como a produção de texto criativo dobre a temática ecológica. • Produto: REALIZAÇÃO DE EVENTO: Realizar o evento Literatura e Ecologia, com 4 horas de duração, • Produto REGISTRO FOTOGRÁFICO: Realizar registro fotográfico do evento Literatura e Ecologia por fotógrafo profissional. • Produto PRODUÇÃO DE SITE: Realizar a produção de um site que, a partir do evento Literatura e Ecologia, faça divulgação, nas redes sociais, de temas literários e ecológicos, assim como divulgue entrevistas e redações elaboradas pelos estudantes. Duração: 03 meses.

Justificativa

Justificativa: II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante:b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais; O projeto tem como referencial a Escola do Futuro, proposta pela UNESCO na Conferênica de Berlim, em 2021: Mais de 80 ministros e vice-ministros, bem como 2,8 mil atores envolvidos com a educação e o meio ambiente, se comprometeram a tomar medidas concretas para transformar a aprendizagem para a sobrevivência de nosso planeta, ao adotar a Declaração de Berlim sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) no final de uma Conferência Mundial virtual realizada de 17 a 19 de maio de 2021. A Conferência, acompanhada online por mais de 10 mil espectadores, foi organizada pela UNESCO em cooperação com o Ministério Federal de Educação e Pesquisa da Alemanha e, como parceiro consultivo, a Comissão Nacional da Alemanha para a UNESCO. A UNESCO fez um pedido para que a EDS seja um componente central de todos os sistemas educacionais, em todos os níveis, até 2025. "A educação pode ser uma ferramenta poderosa para transformar nossa relação com a natureza. Devemos investir neste campo para preservar o planeta". Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO https://www.unesco.org/pt/articles/unesco-declara-que-educacao-ambiental-deve-ser-um-componente-curricular-basico-ate-2025 Consultado em: fev.2024. Do mesmo modo, este projeto pretende alinhar-se à diretriz proposta por Antônio Cândido, ex-Professor da Universidade de São Paulo, no sentido de institucionalizar a leitura como direito do cidadão: A literatura, concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. (Antonio Cândido. "O direito à leitura". In: Textos de intervenção. São Paulo, Duas Cidades, 2002, p. 174-5). O acesso à leitura e à escrita na educação brasileira é desigual. Essa desigualdade _ uma das maiores do mundo - atinge principalmente os estudantes da rede pública de ensino. Num país desse modo dividido, fica evidente o fracasso escolar dos jovens oriundos dos segmentos populares, que, assim, ficam excluídos do vestibular e do ingresso a carreiras profissionais mais seletivas: A crise educacional tem seu dinamismo próprio. Há uma regressão de aprendizagem para milhões de estudantes brasileiros. Espera-se hoje pela revitalização da escola brasileira, ou seja, a implantação de programas efetivos de leitura, na educação de base, para a transformação social e cultural do país: O Brasil perdeu, em quatro anos, mais de 4,6 milhões de leitores, segundo dados da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil". Os dados que se seguem comprovam a involução da educação brasileira que atinge diretamente as classes menos favorecidas: De 2015 para 2019, a porcentagem de leitores no Brasil caiu de 56% para 52%. Já os não leitores, ou seja, brasileiros com mais de 5 anos que não leram nenhum livro, nem mesmo em parte, nos últimos três meses, representam 48% da população, o equivalente a cerca de 93 milhões de um total de 193 milhões de brasileiros. https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2020-09/brasil-perde-46-milhoes-de-leitores-em-quatro-anos. Acesso em:20. nov. 2023. Os problemas ambientais do Brasil, assim como do mundo, afetam diretamente a qualidade de vida da população. Desmatamentos, assoreamento dos rios, poluição das águas dos rios, dos mares e da atmosfera rompem o equilíbrio do ecossistema. A sociedade clama pela implantação de políticas mais efetivas, para combater a devastação ambiental, e fomentar programas voltados à conscientização da população acerca da preservação da natureza. Por conta disso, Johannes Zutt, diretor do Banco Mundial para o Brasil, assim se manifesta: "Os choques climáticos podem levar de 800 mil a 3 milhões de brasileiros à pobreza extrema já em 2030. É crucial que o Brasil acelere seus investimentos rumo a um crescimento resiliente e de baixo carbono." - Johannes Zutt, diretor do Banco Mundial para o Brasi", Banco Mundial: Relatório sobre Clima e desenvolvimento para o Brasil 2023 https://brasil.un.org/pt-br/239808-banco-mundial-relat%C3%B3rio-sobre-clima-e-desenvolvimento-para-o-brasil-2023- Acesso em: fev.2024. A questão ambiental não pode ser separada da questão social: Assumindo a responsabilidade pelo futuro do país e do planeta, as novas gerações engajam-se em pautas que alertam a respeito dos riscos ambientais que se agravam ainda mais com o aquecimento global: Consciência ecológica e social das novas gerações também se deve às redes sociais Sérgio Kodato acredita que a atual geração de jovens tende a ser mais preocupada com as questões relacionadas ao meio ambiente, combate à pobreza e à fome, entre outras pautas sociais, ambientais e humanas O acesso à grande quantidade de informações explica, em parte, a mobilização cada vez maior dos jovens na defesa de causas ambientais e sociais. Nos últimos anos tem se verificado muito o ativismo juvenil em diversos fóruns de discussão de políticas públicas e em vários lugares do mundo. O professor de Psicologia Social da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, Sérgio Kodato, acredita que a atual geração de jovens tende a ser mais preocupada com as questões relacionadas ao meio ambiente, combate à pobreza e à fome, entre outras pautas sociais, ambientais e humanas. https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/consciencia-ecologica-e-social-das-novas-geracoes-tambem-se-deve-as-redes-sociais/ Acesso em: fev. 2024. É precios, pois, pensar num novo conceito de educação: Devemos nos concentrar não apenas na expansão do acesso e na melhoria dos resultados da aprendizagem, mas também no tipo de educação necessária em nosso mundo. A Educação para o Desenvolvimento Sustentável estará no centro da reimaginação da educação. Amina Mohammed, secretária-geral adjunta da ONU https://www.unesco.org/pt/articles/unesco-declara-que-educacao-ambiental-deve-ser-um-componente-curricular-basico-ate-2025 Acesso em: fev. 2024. Portanto, a formação do leitor e a educação ambiental são medidas concretas para transformar os paradigmas da sociedade brasileira. Narrativas literárias contribuem para uma melhor compreensão do ser humano. Ao transformar elementos da natureza em matéria literária, potencializa-se uma nova visão do mundo, com a integração do meio ambiente, do ente psicológico e da organização social.

Estratégia de execução

Este projeto tende a se tornar um piloto referencial na República dos Iletrados( Iletrado: termo usado por Foucambert para designar o segmento da pouolçação que passa pela escola, mas permanece distanciado da leitura). Foucambert caracteriza o analfabetismo pela incapacidade comprreender ou produzir mensagem escrita simples, como questão de sobrevivência ma socidedade industrializada. O analfabetismo fundiconal põe em cheque o conceito e alfabetização, isto que representa uma regressão, uma massificação social no seio da socieddes que julgavam ter progredido na área educacional. Cf.FOUCAMBERT, Jean. A leitura em questão. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

Especificação técnica

O projeto tem como objetivo a realização de uma oficina de criação literária intitulada – ”Literatura e Ecologia, com duração aproximada de 4 horas, na cidade de Botucatu-SP. A oficina destina-se a 100 alunos, divididos em 5 turmas (20 alunos por turma) das escolas de Ensino Médio e seus respectivos professores de Língua Portuguesa da Rede Estadual de Ensino de Botucatu. Esses Alunos e 5 professores receberão gratuitamente exemplar do livro Os Maias Silvestres. (105 exemplares). Outros 45 exemplares serão distribuídos na divulgação do evento (total 150 exemplares). Na etapa inicial, o proponente ministrará 4 horas de capacitação aos 5 professores das 5 turmas, para que estes possam orientar os estudantes a respeito da leitura e interpretação do livro Os Maias Silvestres, evidenciando os recursos e os efeitos do discurso literário na construção do texto e seu contexto, assim como a mensagem que o livro passa relacionada com a preservação ambiental. Assim preparados os alunos, estes participarão do evento Literatura e Ecologia que contará com a presença das autoridades da cidade, da imprensa e do público em geral. No início, haverá o plantio simbólico de uma árvore do bioma da Cuesta de Botucatu. Seguem os discursos do proponente e das autoridades. Depois, serão realizadas as oficinas pedagógicas, assim organizadas: para cada turma de 20 alunos, o professor de língua portuguesa ministrará uma oficina literária com 4 horas de duração, supervisionada pelo proponente. Os alunos então serão orientados para redigir um texto relacionado com o meio ambiente.Os textos produzidos pelos estudantes serão exibidos num painel e, posteriormente, no site que circulará por 3 meses nas redes sociais Instagram, TikTok, WhatsApp, Facebook e outras. O alcance do projeto por conta da divulgação no site, abrangendo estudantes da escola, seus familiares e o público em geral, estima-se em cerca de 8.000 pessoas.

Acessibilidade

O presente projeto prevê a acessibilidade atitudinal, arquitetônica, pedagógica e programática,instrumental e de comunicações, conforme se explica a seguir: 1. Acessibilidade atitudinal: Procuraremos diminuir as barreiras entre as pessoas com deficiência, contribuindo com um mundo mais justo e inclusivo para todas as pessoas. 2. Acessibilidade arquitetônica: Para permitir a locomoção de pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida o evento ocorrerá em andar térreo, dispensando escadas ou elevadores. 3. Acessibilidade pedagógica: A proposta é eminentemente pedagógica, viabilizando total acesso às informações por parte das pessoas com deficiência à educação. 4. Acessibilidade programática Contribuiremos com a conscientização e aplicação das normas, decretos, regulamentações, leis e políticas públicas que dizem respeito às necessidades das pessoas com deficiência. 5. Acessibilidade instrumental Os quadros de comunicação terão letras aumentadas para facilitar a leitura de pessoas com deficiência. O site produzido a partir do evento terá legenda aumentada para facilitar a recepção do conteúdo. 6. Acessibilidade nas comunicações: O conteúdo desenvolvido no evento apresenta organização didática, permitindo entendimento dos participantes e do público presente.

Democratização do acesso

O público alvo deste projeto (estudantes de escola pública situada na periferia da cidade) tem pouco ou nenhum acesso às produções culturais. Por isso, nossa proposta consiste em oferecer um exemplar do livro Os Maias Silvestres a cem estudantes. A leitura desse romance contribuirá com a formação do leitor. A oficina de escrita criativa é uma singular oportunidade de aprendizagem desse público, geralmente excluído do acesso aos bens de produção cultural. O acesso à literatura influencia a visão que o jovem tem de si mesmo e do mundo em que está inserido. O sistema ler/escrever em alto nível significa a capacidade de entendimento, reflexão e produção de textos, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa. Contudo, parcela considerável dos estudantes estão excluídos dos benefícios da vivência literária. Nesse sentido, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) adverte: A renda e a posição socioeconômica têm grande influência sobre a capacidade de leitura e aprendizado dos jovens - e essa desigualdade é mais acentuada no Brasil do que em grande parte do mundo (Disponível em:https://www.bbc.com/portuguese/brasil-58578511. Acesso em 10/10/23). A arte literária que provoca sentimentos e emoções, aprofunda a reflexão sobre a vida e produz efeitos estéticos, ainda é um privilégio das classes abastadas. Por isso, é um processo de emancipação proporcionar ao estudante a criação de uma narrativa ficcional que tenha relação com com sua própria vida. No século XXI, a modernidade de uma nação pressupõe igualdade de oportunidades para todos os seus cidadãos. A exclusão educacional é a marca de um país dividido, posto que os benefícios do desenvolvimento humano ficam restritos a uma parcela da população. Se a literatura de uma nação entra em declínio, a nação se atrofia e decai. ( Ezra Pound. ABC da literatura. São Paulo: Cultrix, 1977, p.36.)

Ficha técnica

CURRÍCULO Haroldo Ramanzini é o proponente e responsável pela gestão do processo decisório, incluindo atividade técnico-financeira: HAROLDO RAMANZINI Professor, escritor, tradutor, pesquisador Funções que exerceu em cargo docente, de coordenação e de direção: Professor de Língua Portuguesa da ETEC Dr. Domingos Micicucci Filho de Botucatu. Diretor da ETEC Dr. Domingos Micicucci Filho de Botucatu. Coordenador de Implantação da Facultade de Tecnologia de Botucatu – FATEC. Diretor da Facultade de Tecnologia de Botucatu – FATEC. Professor de Língua Portuguesa da Facultade de Tecnologia de Botucatu – FATEC. Criou o Projeto Carpe diem, destinado aos jovens estudantes, um programa inovador de ensino e fomento à leitura crítica, à escrita criativa e à representação de peças teatrais. No âmbiro desse projeto, inúmeros clássicos da literatura foram adaptados para o palco. Bacharelou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Licenciou-se pela Faculdade de Educação dessa mesma universidade. Sua dissertação de Mestrado em Teoria Literária e Literatura Comparada – UNESP, consistiu na tradução de cinco célebres ensaios de Paul Valéry, selecionados das Oeuvres, da Editora Gallimard, Coleção “Bibliothèque de la Pléiade”. A tradução é precedida de um estudo a respeito desse autor francês, relacionando-o, na Modernidade, com Stéphane Mallarmé, Edgard A. Poe e Ítalo Calvino. A tese de doutorado em Filologia e Linguística Portuguesa - UNESP, aprovada com distinção, louvor e indicada para publicação, foi embasada em pesquisas sobre a leitura na escola brasileira e na escola francesa. Na linha de Paulo Freire, Roger Chartier, Mikhail Bakhtin e Jean Foucambert, entre outros, revelou que a desarticulação entre alfabetização e leitura é decorrente de uma realidade historicamente estabelecida no Brasil. Assim sendo, propôs as bases para a formação social do leitor. Traduziu para o português As moralidades lendárias, do autor simbolista Jules Laforgue, Editora Iluminuras. O livro é uma coletânea de contos em que Jules Laforgue, com muita erudição e humor, faz uma paródia dos clássicos da literatura universal. Sua tradução brasileira de Contre Sainte-Beuve, de Marcel Proust, publicado pelo Editora Iluminuras tornou-se referência, na área dos estudos literários, tanto na Graduação, como na Pós-graduação de diversos centros universitários. Fez a tradução para a língua portuguesa do livro La comunidade de Jesús abre su caminho em la História, de autoria do Pe. Marins, Editorial Enrique de Ossó de México. A versão brasileira foi publicada pela Editora FTr, sob o título de Até os confins da Terra. Escreveu a Introdução à linguística moderna – Editora Ícone. Livro indicado nos programas de Graduação e de Pós-graduação de algumas universidades brasileiras. A obra foi destaque da Revista Leia, n. 148, 1991, na coluna “Grandes nomes encerram a década”. Publicou o Guia prático de ortografia – Editora Ícone. Um livro que esclarece as dificuldades ortográficas dos vocábulos da língua portuguesa. De modo claro e objetivo, apresenta soluções para o emprego das letras e relaciona os vocábulos e as expressões que oferecem dúvidas quanto ao gênero e ao número. Lançou Literatura, gramática e criatividade – Editora do Brasil, coleção destinada ao Ensino Médio. Obra que teve excelente recepção junto a alunos e professores, graças às inovações na forma de apresentar e estudar o discurso literário, as formas gramaticais e a produção de textos. Um rico roteiro iconográfico relaciona história da arte e estéticas literárias. A coleção teve várias edições e inúmeras reimpressões, marcando a formação de uma geração de estudantes. Seu livro de poesia Ao sul do verão (inédito) recebeu o seguinte comentário do Professor de Literatura Brasileira da USP, Augusto Massi: é uma poesia bastante voltada para a fonte das palavras, ali onde permanecem ocultas e murmurando. É uma poesia depurada. Escreveu o romance Memorial do apocalipse - Editora Escrituras. A obra recebeu Menção Honrosa do Prêmio Nacional Clube do Livro. Esteve entre os finalistas do “Prêmio Rio de Literatura”, categoria romance. Do coordenador desse concurso, o editor Ênio Silveira, recebeu uma carta com parecer da Comissão Julgadora, considerando que o livro “revelava a indiscutível presença do verdadeiro ficcionista” . Por outro lado, o referido editor enaltecendo as qualidades literárias do livro declarou: “ espero que o público tome conhecimento da existência de um bom escritor que, tenho certeza disso, mais cedo ou mais tarde conquistará posição de relevo no cenário das letras nacionais”. No âmbito das pesquisas acadêmicas, duas monografias fizeram resenha e crítica do romance: A literatura fantástica contemporânea – análise comparada: Isabel Allende e Haroldo Ramanzini, de autoria das professoras de literatura Valdelice Ramos e Viviani L. Z. dos Santos. Literatura fantástica latino-americana: raízes culturais e o mitopoético, da Professora Viviani L.Z. dos Santos. O escritor Francisco Marins, da Academia Paulista de Letras, assim se manifestou a respeito da obra: Ler o que Haroldo Ramanzini escreve é um grande prazer. Ele domina a língua com segurança e faz-nos seu companheiro de leitura. Estou relendo o “Memorial”, com redobrado prazer e interesse. Aprendendo e admirando. haroldoramanzini@yahoo.com.br (14) 3815-1497 (14) 98134-6928

Providência

PROJETO ARQUIVADO.