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PRONAC 248709Autorizada a captação total dos recursosMecenato

CINEJAZZ - III temporada

JESUANE DE FATIMA SALVADOR 04662597609
Solicitado
R$ 699,6 mil
Aprovado
R$ 699,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Classificação

Área
—
Segmento
Teatro Musical (c/ dramaturgia, danças e canções)
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
MG
Município
Poços de Caldas
Início
2025-01-01
Término
2026-08-31
Locais de realização (1)
Poços de Caldas Minas Gerais

Resumo

Dando continuidade a uma proposta que tem impactado de maneira extremamente positiva todas as comunidades por onde passa, o projeto prevê a 3ª temporada do espetáculo teatral "Cinejazz", objetivando descentralizar o acesso à cultura em cidades do interior do Brasil.Trata-se de um espetáculo teatral do gênero musical, de dramaturgia delicada, que conta a história do cinema através do teatro e da música. Ampliando sua característica sociocultural, além da realização dos espetáculos, nesta temporada propõe-se a realização de intervenções socioeducativas que pretendem fomentar a cena cultural no interior, incentivando a cadeia produtiva cultural e oferecendo às comunidades a oportunidade de aprendizado para que, muito além de entreter, o projeto trabalhe a descentralização cultural. Nesta temporada, pretende-se, ainda, a minimização da carência que verifica-se em cidades do interior do Brasil de espetáculos teatrais desta magnitude, em apresentações gratuitas. Assim, o projeto mantém seu viés descentralizador e propõe a troca de saberes entre artistas e público, além de levar arte para locais onde há a necessidade de intervenções culturais, ampliando o trabalho de artistas envolvidos a novas plateias e promovendo inserção social através da cultura.

Sinopse

Poderia o cinema ser a janela mágica para a mais potente narrativa humana, a existência? Em uma cidade do interior do país, personagens atemporais irrompem com a missão de levar às pessoas a magia do cinema em seus tempos áureos e românticos das exibições em espaços de rua. O público, convidado à uma apresentação itinerante do Cinejazz é também convidado à uma experiência na qual a trajetória humana, naquilo que nos identifica - através de amores, angústias, medos, alegrias, expectativas e subjetividades - reconhece na grande tela, a beleza inacabada da vida, em nossa trajetória cotidiana simples e potente. 1 ATO O projetista surge da plateia. Posiciona-se no procênio. PROJETISTA: Equilibra-se como a dançar sob fio precário e inconstante, a luz que vacila trêmula, da antiga cabine de projeção.... São sonhos? São deuses? São mágicos? Sob a grande tela desenrola-se a cena do ontem, que podia ser do agora, pois é eterna! Na imensidão de mil sorrisos, mãos se tocam, uma lágrima cintila, um garoto abraça seu herói.... Há uma canção e sua melodia conta a história daquilo que é indizível.... Daquilo que foi feito para sentar-se e, em silêncio, sentir! Há uma cena, e que história profunda é está refletida? De reis a vagabundos, de nobres a torpes, como é incrível a aventura de estar aqui, de ser-se humano, ser humano, um em todos, aquele que cria para si a palavra eternidade, que olha sua própria estada terrena, por ela se apaixona e corre a guardá-la, iluminá-la, deitar sobre ela música, e em grande tela mágica e surpreendente, a reconta..... É como se o próprio sol, do zênite, fita-se seu reflexo incandescente sob o mar e por ele se enamorasse e então, num crepúsculo divinal, beijasse as águas que lhe contam....Sim, você está aqui, existe, é esta a sua história, você teve esta chance, esta incrível chance....e que imensa chance...... E neste mesmo instante, em algum lugar do ontem ou do amanhã, um velho projetista, de olhos brilhantes que nunca se cansam de surpreender-se com a beleza, iniciasse novamente mais uma exibição. E do fosso do teatro, um maestro erguesse no espaço sua mão-bailarina e, sob a luz que transforma homens em sobre-humanos, Deus fizesse soar o seu instrumento perfeito e uma voz feminina se lançasse ao enganar do tempo..... CENA 2 UMA ATRIZ Da cabine da projeção, a beleza retratada em imagens não nos supera, nos encanta por nossa humanidade....Somos interligados por tatuagens invisíveis, eu em você, o outro em mim, o todo em intimidade profunda.... Eis neste reconhecimento o Éden fértil, tangível e abundante ... a esperança do retorno à casa que, sentimos, aguarda à nossa espera, a saudade finda, o beijo delicado divino que imprime em cada um de nós, esperança! Sim, há beleza em nossa aventura terrena.... Houve sob em nós imensa esperança e um desejo único, em todo o universo.... Certa noite eu tive um sonho... (sorri).... Deus chamou-me pelo nome e levou-me alto, por sobre as estrelas e, de lá, contemplei a beleza das singelas coisas....”Eu as amo, eu as desejei profundamente, estou em cada uma delas e, individualmente, sussurrei a elas meu desejo único e intransferível”, disse-me Deus, em voz bondosa e incorruptível... Palavras mudam o mundo....Palavras alteram as formas....Palavras podem carregar esperança.... Em meu sonho, contemplar a vida na Terra era como sentar-se e assistir à tela mágica em película.... Era Deus, meu generoso projetista e, em tudo a que via, existia coerência e gratidão... E as árvores erguiam seus braços aos céus e louvavam esta oportunidade.... E as águas dos oceanos lançavam-se intimoratas ao alto, em graça por esta oportunidade....e as estrelas do firmamento abrasadas em luz lançavam seu brilho na escuridão, em gratidão profunda e a própria escuridão curvava-se diante de tamanha pureza....Pois tudo o que vive e aquilo que há de vir louva a graça de sentir-se aqui....Vivo, consciente....Aqui, neste instante mágico e único. Aqui, à despeito do tempo. Aqui, nesta cena do agora, eterna, enquanto houver gratidão! Há na película poesia porque ela guarda em si cada um de nós.... e quando a canção eclode, de nós também ressoa música.... E qual o papel do artista senão o de nos lembrar.... humanos, demasiadamente humanos! E então chega o momento final, a hora do adeus, as cortinas se fecham, as luzes se apagam, não há mais vaidades.... É aí que a mágica acontece.... Quando o silêncio das subjetividades invade os corações é que ouvimos o que querubins e serafins entoam desde a eternidade.... Respeitável público, o projetista a operar a luz que incandescente nos altera, da cabine da criação aguarda nosso olhar grato e silencioso, pois quando toda a ciência for exposta, o homem estará perplexo.... Não é fora! É dentro.... SEGUNDO ATO O ENCONTRO Há um silêncio de fim de tarde entre nós, moral e aceitável... É silêncio de como nas tardes quando é oportuno silenciar ou tirar uma soneca Nem frias, nem quentes... tão pouco mornas....coisa alguma... Dias para nunca se lembrar... A culpa é do futebol, do que te conecta à dança das marionetes ou da TV e de qualquer programa hipnótico de vazio que invade... Entendo você, meu querido, há tanto a se pensar, a se dizer, a se lamentar, tanto a se achar graça...É categoricamente necessário um pouco de nada-mental! Mas a justa questão é que eu noto e, entre mim e você, fica o quase, o quase... amorfia. A constante espera do nós... Vou te contar um segredo, talvez você não saiba, mas eu sei... Sabe o mergulho surdo? É lá! Não, não....não é doloroso, de se temer...é uma calmaria que suprime qualquer reação brusca ao se tentar respirar...os ouvidos tapados (completamente tapados) e o abafado som do indizível... Câmera lenta....lenta, lenta, lentaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa......................... Um dia, como tantos, eu tombei e, quando minha cabeça quicou grave e lentamente no profundo oceano, vi minha mão estendida. Dedos brancos de pontas rosadas...lindos, lindos, cor de vida... Vattene amore... Vi a menina-eu sorrir em história limpa e inacabada... Estava eu no som inaudível de um mergulho para a paz da impotência, a contraditória dança dos que se foram de si, observando minha própria-história-perfeita em total silêncio... Entendeu onde? É ali, meu querido, que estamos eu e você... É suportável, é quase doce... Mas são somos protagonistas, entende? Assistimos .... Espectadores desinteressados de nós mesmos... São como nas novelas que embalam seu sono. Ainda que se percam muitos capítulos, de novo serão os mesmos personagens e situações... de novo a mesma dança surda no fundo de oceanos escuros, onde nossa natureza pulmonar obriga-nos à reações lentas no implorar de mais um sopro de ar... de novo o entendimento de que todo grito é absolutamente ineficaz, mas há calmaria, uma calmaria quase bela. Co-ti-di-a-no....contigo, te amo, dias, anos, Vattene amoré.... TERCEIRO ATO UMA ATRIZ Foi quase que imperceptível para os homens vestidos de suas roupas de fim de tarde... Algo de não se ver, para as mulheres cansadas que empurravam carrinhos, desprezando as ofertas do dia. Foi muito rápido, entre a gôndola de café e a de frutas da estação .... Eu me virei e lá estava ela: a sublime mirada. (átimo cavaleiro a dominar-me em compreensão veloz.....dançando sobre minha pele e sentidos, como pés descalços na areia....) Sim, foi uma fração de instante, o vôo mensageiro de uma partícula de luz a colorir a imensidão escura do espaço... Foi um sopro, e o agora me abraçou... Ainda que travestidos nossos rostos se encarem, eu, presente, agora, inteira, estou em paz, em dias de supermercado... Seguem harmônicos meus passos e a trilha sonora de um final de uma tarde que, antes, nem sequer seria lembrado. A compreensão me veio como onda doce, de quem – enfim - pode olhar as pessoas nos olhos e entender o sentido que nos mira, a despeito de tudo. Mira? É aquele que me olha meu igual, meu amor, o companheiro deste volátil instante... A paz tomou-me por olhos que partilham comigo do que é frágil e, então, fui feliz por amá-los, simplesmente... E amar me soou tão oportuno, tão diferente, tão natural que, assim como o raiar de um dia comum, nem me pareceu digno de sobressaltos apaixonar-me pela vida, amá-la como esposa. Foi como olhar a doce mulher, companheira permanente do meu hálito matinal... A santa que, noite após noite, deu-me a intimidade de seu sono e, finalmente, vê-la. Ela, cansada a assistir televisão depois de um dia modesto, apenas se entregaria ao sono natural, mas antes, no instante mágico que precede o sonho, voltaria seu rosto para mim em olhos que sorriem... Minha esposa-vida descansaria ao redor do que sou, em doçura e cumplicidade, simples como este mirar deve ser. Eu finalmente a reconheci: Ela e seu amor imenso... Ela e sua entrega incondicional... Ela a defender-me como fera... Ela, eu e o enredo cotidiano.... Em cântico maternal, a vida enfim sussurrou-me a beleza de nossa história inacabada ..... Ter o motivo.... Qual olhar vê, no trivial, beleza e presença? O que de tão relevante eu poderia devolver à criação em minha limitada busca por sentidos? E quem, de nós, despreza os dias das coisas pequeninas? ... Tenho observado muito o céu.... Da janela meus olhos percorrem isolamentos, encontros, esperas.... Pessoas que caminham seus objetivos pelas calçadas... O mosaico de luzes à noite, a apreensão e a redescoberta.... Amores e amores.... livros e amores... a intimidade com o sol... Em momentos raros, vejo andares mansos.... crianças e sorrisos francos, as estrelas a contar-me da imensidão tão linda de tudo... Fomos presenteados ... efêmeros como a chuva que cai, como a gota de orvalho que se evapora a cada manhã mas, em tudo isso, há profundo sentido.... Mira a cor deste céu? A beleza da quietude depois do salto? O broto que emerge do grão abatido? A lágrima que cintila no indescritível instante? Assim é, se eu vi... Da quietude depois do caos, da explosão contínua de cada manhã, da canção que ressoa a melodia amorosa, a vida sempre encontra uma saída. Então é preciso correr quando o coração diz que vale a pena... É preciso entender a pressa das sutis coisas e, antes do raiar do dia, descalços e de cabelos molhados depois do amor, gritar: Tempo!!!!! E assim não vencê-lo, mas rir com ele! Repertório 1. Cry me a river – (Arthur Hamilton), do filme The Girl Can't Help It - 19532. Moon River – (Johnny Mercer e Henry Mancini ), do filme Bonequinha de Luxo - 19613. Singin`in the rain (Arthur Freed e Nacio Herb Brown), filme Cantando na chuva - 19524. As Time Goes By (Herman Hupfeld), filme Casa Blanca - 19425. Send in the Clowns (Stephen Sondheim's), filme "A Little Night Music" - 1978.6. Over The Rainbow (E. Y. Harburg /Harold Arlen), filme O mágico de Oz - 1939.7. They Can't Take That Away From Me (George Gershwin / Ira Gershwin), do filme Shall We Dance? - 1937.8. Calling You (Bob Telson), filme Bagdad Café - 1987.9. Diamonds Are a Girl's Best Friend (Leo Robin/Jule Styne), do filme Os homens preferem as loiras - 195310. Cheek to Cheek" (Irving Berlin), do filme Top Hat (1935).11. Someone To Watch Over Me (George Gershwin / Ira Gershwin), filme Star - 196812. Smile (Charles Chaplin / Joe Turner), do filme Tempos Modernos - 1936.13. New York, New York - ( Fred Ebb / Jhon Kander) - do filme New York, New York - 1977.14. Summertime (George Gershwin) - PORGY AND BESS – 1959

Objetivos

OBJETIVOS GERAIS Oferecer, às comunidades por onde passar, acesso cultural ao teatro musical, cujo gênero dificilmente atinge cidades do interior e, dessa forma, valorizar a cena teatral e musical que se produz fora das metrópoles brasileiras, demonstrando assim a pluralidade da cultura do País e seu potencial de identificação com o público. A circulação tem ênfase na formação e ampliação de público para o teatro musical que pauta-se na elaboração cuidadosa, entendendo que todas as camadas da população, em especial as menos favorecidas, devem ter acesso a espetáculos de qualidade e propostas que valorizam a história da arte e assim cumprem função pedagógica e não apenas de entretenimento. O espetáculo pretende ainda valorizar a produção do teatro musical inédito no Brasil, investindo em dramaturgia própria, na criação coletiva de arranjos e coreografias e objetivando, como resultado, uma história que dialoga com o povo brasileiro. OBJETIVOS ESPECÍFICOS / RESULTADOS ESPERADOS: - O projeto propõe a realização de 3 espetáculos de teatro musical, impactanto tanto a cadeia produtiva cultural do interior de Minas Gerais - de onde parte a produção - quanto às cidades por onde passar. Serão envolvidos atores, bailarinos, músicos integrantes de uma orquestra, maestro, equipe de direção, produção e técinca em uma grande produção, que pretende demonstrar o potencial artistico do interior do Braisl, bem como atender comunidades carentes. - Objetiva-se uma circulação pelas cidades paulistas de Mogi Mirim-SP, Mogi Guaçu-SP e Espírito Santo do Pinhal-SP. - Dar continuidade a um trabalho que já demonstrou sue potencial de realização nas duas temporadas anteriores e se demonstra totalmente viável, além de já possuir intenção de patrocínio, reconhecimento de público e imprensa e estar atendendo a um público sedento por espetáculos desta natureza e que, dificilmente, teria acesso a eles estando fora do eixo Rio-São Paulo. - Inovar a produção de musicais no Brasil, com um espetáculo totalmente inédito, ao contrário do que tem sido feito no país, que na maioria das vezes assiste apenas à reprodução de espetáculos da Broadway. - Valorização da identidade teatral e musical de produções do interior do Brasil, que se pautem em qualidade e acessibilidade do público. - Oferecer uma alternativa cultural que atinja todas as pessoas, de crianças a adultos, compreendendo o teatro musical como potente ferramenta de diálogo com o público, por sua pluralidade artístico- cultural. - Oferecer ao público o conhecimento de interpretações e sonoridades que vão além das programações midiáticas. - Difundir a inter-relação dramática entre as linguagens da música, do teatro e do cinema em uma produção que reúne profissionais da dramaturgia, direção, artes-cênicas, músicos e equipe técnica. - Garantir o acesso à cultura diversificada e de qualidade como sendo universal e um direito dos brasileiros - Oferecer um trabalho artístico de qualidade técnica com contrapartida social, pedagógica e de preservação cultural. - Destacar artistas locais, visando ao desenvolvimento cênico e musical da região - Impactar positivamente a economia das cidades por onde o projeto passar, com oferta de empregos diretos e indiretos.

Justificativa

De acordo com o Art. 1º da Lei 8313/91 o projeto se enquadra nos seguintes incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; IX - priorizar o produto cultural originário do País De acordo com o Art. 3° da Lei 8313/91, para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, este projeto cultural atende o seguinte objetivo: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de (...), espetáculos de artes cênicas (...); Também entendemos como justificativa para a realização deste projeto que, a produção cultural dos grandes centros do país, assim como o acesso a ela, é fatidicamente reservada a uma parcela muito pequena da população brasileira. Mais grave é o acesso das populações de cidades do interior a estas produções. Muito difundidos pelo cinema em clássicos como "Cantando na Chuva", as montagens de musicais acabaram concentradas às metrópoles mais vanguardistas e cosmopolitas do mundo. São Paulo já é considerada a Broadway latino-americana, atrás apenas de Nova York e Londres em número de produções musicais. Diante dessa realidade, cidades do interior do País ainda estão distantes de produções cênico-musicais, as quais têm como proposta trabalhar a versatilidade dos artistas, que cantam, dançam e interpretam. Ao lado disso, o Brasil tem assistido ao fim do cinema tradicional de rua, que cede espaço à grandes empresas e cinemas de shoppings centers, aos quais nem toda população tem acesso. Por mais que pareça algo distante da realidade, centenas de pessoas nunca entraram em um cinema, seja pela imponência dos espaços atualmente reservados a ele ou por questões financeiras, que excluem um número considerável de potentes apreciadores de arte. O mesmo ocorre com um estilo mundialmente conhecido por sua qualidade _ o jazz. Muitos movimentos de música instrumental mantêm a importância do gênero, tão peculiar ao cinema, mas raríssimas atrizes e cantoras no interior do Brasil têm levantado a bandeira da importância do estilo em seus trabalhos. Comprometida com a qualidade cultural de suas produções, a proponente Jesuane Salvador vem travando uma verdadeira "luta idealista", apresentando projetos que reúnem qualidade estética e relevância artística à gratuidade e acessibilidade do público. Assim, superando todas as expectativas, Jesuane realizou a primeira temporada de Cinejazz, demonstrando que um projeto de qualidade pode impactar milhares de pessoas, ser sofisticado e ao mesmo tempo extremamente popular. Em suas temporadas anteriores (temporada I e II), Cinejazz atingiu um público de milhares de pessoas, obteve sucesso absoluto de críticas por onde passou, além de promover impacto social e envolvimento de mais de 100 pessoas em sua produção. Pensando na viabilidade, o projeto valoriza o talento de sua equipe em um espetáculo reconhecido pela alta performance de músicos, balé e envolvidos, além da interpretação extremamente elogiada da protagonista Jesuane Salvador. Cinejazz propõe uma verdadeira viagem pelo cinema e a música, em uma grande produção, aos moldes de espetáculos só vistos nas capitais do Brasil, em turnê pelo interior, levando arte gratuitamente às pessoas. Foram inúmeros os depoimentos emocionais do público, o que leva a proponente a entender que "sucesso" é transformar positivamente os locais carentes de arte, parafraseando Milton Nascimento quando diz que "o artista tem de ir onde o povo está". Com estes resultados e o reconhecimento da qualidade do projeto, compreende-se que é extremamente relevante que a proposta continue este trabalho. Assim, a terceira temporada de Cinejazz prevê circulação em 3 cidades de São Paulo, em espetáculos que propõem um momento de total encantamento ao público. O projeto pretende realização através da Lei Rouanet, com patrocínio integral da Renovias, que acompanhou a primeira e a segunda temporadas de circulação e verificou seu impacto positivo junto ao público, social e culturalmente. A empresa já assinou carta de intenção de patrocínio, que segue entre os documentos apresentados ao MinC, assim, demonstra-se a capacidade de realização da proposta, que irá impactar a cadeia produtiva cultural do interior de Minas (de onde se originam a maioria dos artistas envolvidos na proposta) e São Paulo, além de milhares de pessoas que terão acesso ao espetáculo. Com roteiro revisado e especialmente elaborado, Cinejazz apresenta clássicos de jazz imortalizados nas telas de cinema entrecortados por um paralelo poético entre a vida e a arte. Neste cenário, a figura poética do projetista questiona a escassez de delicadezas, a avidez do tempo e a necessidade de um olhar profundo para nossas emoções. A produção, no entanto, não induz a pensamentos ou dá respostas, ao contrário, o público experenciará diferentes sensações. Em tempos nos quais sonhar pode ser um risco, o texto demonstra nossa capacidade de vencer o cotidiano sufocante através da arte, devolvendo à vida a coragem de viver segundo os sonhos, parafraseando Nietzsche, quando afirma que "A arte existe para que a realidade não nos destrua". INTERIOR E PROPOSTA Um movimento de "exportação" de artistas do interior do Brasil tem ocorrido, como se, com o amadurecimento do trabalho, muitos fossem impelidos a mudar-se para os grandes centros. Por acreditar na necessidade de ampliar horizontes de trabalho, mas, em especial, de produzir no interior, em especial aproveitando-se da mão de obra artística de Poços de Caldas, cidade onde reside a proponente, todo o projeto acredita no potencial dos artistas que residem e trabalham no interior, crendo que este projeto possa se refletir em ações multiplicadoras. O texto que norteia a trama é de autoria da artista que também protagoniza a história enquanto cantora e atriz, fazendo ao vivo e acompanhada de uma orquestra, as canções que mexem com o imaginário do público e são extremamente emocionais. A opção pela orquestra inspira-se no que era feito no advento do cinema mudo, quando músicos faziam ao vivo a trilha sonora dos filmes exibidos. O projeto pretende gratuidade em todas as suas apresentações, além impactar positivamente artistas locais e a economia das cidades por onde circular, gerando empregos diretos e indiretos.

Estratégia de execução

O projeto possui intenção de patrocínio e por isso, solicitamos a fundamental aprovação o mais rápido possível para que este patrocínio mantenha-se viável, atendendo ao que já sinalizou o patrocinador.

Especificação técnica

O produto deste projeto é um espetáculo de artes cênicas, do gênero Teatro Musical, que envolve atores, bailarinos, uma orquestra sinfônica, maestro, equipe de produção e técnica e circulará por cidades do interior. Classificação Indicativa: Livre. Duração: 1 hora

Acessibilidade

Como instrumento de acessibilidade física, na lista de cidades escolhidas pela produção, foram consideradas as condições de acessibilidade dos locais de apresentação do espetáculo. Todas as cidades contempladas possuem boas condições para a realização de eventos que cumprem com a exigência de acesso ao público portador de necessidades especiais. O instrumento central de acessibilidade de conteúdo escolhido pelo projeto é a tradução em libras, que pretende ser incorporada como novo elemento da montagem, provocando sua reinvenção. Todos os espetáculos contam com tradução simultânea em libras e, para tanto, prevemos ensaios com o (a) intérprete, peritindo uma interação orgânica e criativa com o espetáculo. O impacto extremamente positivo da presença do intérprete de libras na primeira e segunda temporadas de Cinejazz influenciou diversos projetos culturais do sul de Minas e interior de São Paulo, sendo a proponente procurada para a indicação de profissionais que trabalham com a tradução para agregarem outros projetos. Isso demonstra o efeito multiplicador do projeto que foi muito elogiado por sua preocupação com a acessibilidade.

Democratização do acesso

O projeto tem como produto um espetáculo de artes cênicas, que oferece gratuitamente todos os ingressos às populações das cidades por onde o espetáculo circulará. Além disso, o projeto adotará, como ação de democratização de acesso: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos (...), sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; Além disso, todas as apresentações serão gratuitas e em locais adaptados a portadores de necessidades especiais e idosos, com foco em espaços próximos a linhas urbanas de transporte.As atividades desenvolvidas serão realizadas gratuitamente em locais públicos e/ou festivais culturais, garantindo a igualdade de oportunidade ao acesso de toda a população, sem distinção de pessoas, seja por condição social, etnia, deficiência, gênero, faixa etária, domicílio ou ocupação, promovendo a circulação e conhecimento do projeto nos moldes propostos. A classificação indicativa do espetáculo é livre, atingindo a amplas faixas etárias.

Ficha técnica

JESUANE SALVADOR (atriz/direção geral) - proponente A proponente Jesuane Salvador executará, no projeto, duas funções, a saber: - Ela é protagonista da peça, sendo assim atuará como a atriz principal da montagem. - Jesuane Salvador também é a responsável pela direção geral do espetáculo. BIOGRAFIA - JESUANE SALVADOR Curso livre de teatro, canto e piano popular - Conservatório Municipal de Poços de Caldas (MG). Prêmio Itaú Cultural, Histórias de Cinema; Dramaturgia e direção espetáculo Abulia, reconhecido em Jornada no IEl-Unicamp (SP); Dramaturgia e direção Enredo Cotidiano; Autoria de livros infantis, contando a história da ativista pelos direitos humanose musicista negra Nina Simone e à crianças em fase de alfabetização (lançados pelo Festival Internacional de Literatura de Poços de Caldas-Flipoços), reconhecimento como intérprete por nomes como o do compositor Guinga e o escritor e mpusico Luis Fernando Veríssimo; protagonista espetáculo Guerreira,75 anos de Clara Nunes.Reconhecimento do Centro Cultural Afrobrasileiro Chico Rei.Reconhecimento do 35º Festival Comunitário Negro Zumbi (FECONEZU),pelo trabalho musical de preservação da cultura negra. Diretora da Oficina Mineira de Saberes. Curadora de ttês documentários voltados à Série O milagre de Santa Luzia (TV Cultura);Premiada pelo Museu AfroBrasil e Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias do Governo do Estado de São Paulo,na campanha África em Nós e pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM),com a mostra fotográfica:Valei-me, São Benedito. CAROL AFFONSO (diretora de produção) Bacharel em Direto pela Universidade de Alfenas/MG. Produtora na TV Poços/Rede Minas em Poços de Caldas/MG. Apresentadora de TV na TV Poços/Rede Minas há 15 anos dos programas, Todo Dia (entretenimento), Jornal do Sul de Minas (jornalismo), Carolonline (entretenimento), Na Copa com Elas (esporte), CarolonNights (entretenimento focado em arte e cultura), com matérias especiais em Museus e Exposições em São Paulo/SP e região. Palestrante Motivacional, Comunicação Eficaz e Liderança e Mentoria em Mídias Digitais. Produtora e apresentadora do Projeto Leitura do Bem, aprovado pela Lei Rouanet com patrocínio da Renovias. Produtora executiva do Projeto Cinejazz, aprovado pela Lei Rouanet com patrocínio da Renovias. O impacto de seu trabalho atinge 29 cidades do interior de Minas e São Paulo, chegando a um público de cerca de 600 mil pessoas, de acordo com dados do IBGE. MARCO ANTONIO GUEDES (Diretor de Arte) Experiente profissional com trabalhos tanto na área de criação de cenários a espetáculos de teatro e música,como na direção de projetos audiovisuais.Assina a montagem e edição para TV da peça teatral O Caixeiro do Riso,de Giovani Braz (SBT/A praça é nossa),adaptação da Peça Venda do Zé Varisto para TV (relevante produção sul-mineira em cartaz há mais de 15 anos); Dreção geral do Showlidariedade 2012 e 2013 – grande evento com participação musical e teatral para a arrecadação de fundos para entidades assistenciais; Roteiro e direção do Poços de Caldas Blues Jazz Festival, com transmissão ao vivo para TV; Direção Geral de Show do cantor Gabriel Guerra transmitido ao vivo – 2016; Direção audiovisual do projeto Cinejazz, de Jesuane Salvador desde 2014. MAESTRO JULIANO MARQUES BARRETO (Arranjos/Regência) Graduado pela UNINCOR,participou de Masterclasses de Konradin Groth (Berliner Philharmoniker),Jason Bergman (University of Southern Mississippi),Jose Sibaja (Boston Brass),entre outros.Em 2004 concluiu o curso de Difusão Cultural em Trompete na Universidade de São Paulo (USP),sob orientação do Prof. Dr. Sérgio Cascapera.Atuou como músico convidado na Orquestra Sinfônica de Americana,Sinfônica de Pouso Alegre,Orquestra Versatilles (SP) e Jazz Sinfônica de São José do Rio Pardo.Acompanhou artistas como Jorge Ben Jor,Elba Ramalho,Jair Rodrigues,Peninha,Daniel,Toquinho,Sérgio Reis e Tinoco. Ministrou Masterclasses no FIMP, em Bagé – RS (2011 e 2015),Festival Internacional Música na Serra,em Lages – SC e no Conservatório de Tatuí,urante a Semana da Música (2014 e 2015).Como solista atuou no Festival Música nas Montanhas, FIMP em Bagé – RS (2011) ao lado de Guigla Katsarava (Paris). Solou com a UND Chamber Orchestra da Dakota do Norte (EUA) e participou como convidado do Musical Diáspora “Klezundheit!”, criado e dirigido por Bob Herman. Atualmente é Diretor da Divisão do Conservatório Musical de Poços de Caldas, onde também é regente da Banda Sinfônica de Poços de Caldas. Coordenador, Professor de Trompete, Música de Câmara e Prática de Conjunto do Conservatório de Tatuí, Polo em São José do Rio Pardo. Professor de trompete do Teatro Municipal de Andradas e desde 2013, professor adjunto no Festival Música nas Montanhas. ORQUESTRA CINEJAZZ Formada por músicos integrantes da Banda Sinfônica do Conservatório Musical de Poços de Caldas, a Orquestra Cinejazz surgiu com o objetivo principal de promover o desenvolvimento musical de seus integrantes através da prática em conjunto desenvolvida pedagogicamente. A Banda Sinfônica surgiu em 2012, com concertos aclamados dentro e fora do País, tendo atuado ao lado de grandes maestros, como o reconhecido João Carlos Martins. Este grupo conta com a presença de professores do próprio conservatório, renomados e reconhecidos nacionalmente e internacionalmente pelos trabalhos que desenvolvem. Os alunos presentes são destaques em seus cursos e os músicos convidados, de Poços e região, são especialistas em seus instrumentos. Em pouco tempo a Banda Sinfônica conquistou notoriedade no cenário musical. Tal fato se deu pelo seu ideal que é divulgar e valorizar a música erudita, a música de concerto. Isso configura a Banda Sinfônica dentro de um projeto único em toda a região. Formando um público seleto e exigente, a Banda Sinfônica apresenta um repertório variado, específico para sua formação, sempre primando pela qualidade e bom gosto. Por isso, já se apresentou em importantes palcos espalhados pelo Brasil, como por exemplo, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e se apresentando até no Uruguai. Constantemente é convidada para diversos festivais internacionais de música instrumental, congressos, programas de televisão, temporadas em teatros da região, além de promover concertos didáticos em escolas municipais e estaduais. Desde 2015 promove, com a parceria do Carlton Vilage Hotelaria e Eventos SPE Ltda, a Série Música de Concerto no Palace Casino e Poços de Caldas-MG. Para Cinejazz, a Banda Sinfônica que originalmente não possuía um naipe de cordas agregou novos músicos o que fez com que se tornasse uma orquestra especialmente formada para o projeto e que passa a se chamar Orquestra Cinejazz. CIA GISA CARVALHO (ELENCO) Valorizando o trabalho realizado na primeira temporada de Cinejazz e objetivando a redução de custos, a equipe que forma o elenco coadjuvante - formada pela Cia Gisa Carvalho - será mantida, demonstrando com essa decisão o compromisso com artistas que envolveram-se na produção e que, por estarem comprometidos com sua qualidade, abraçam a proposta o que viabiliza sua execução de maneira fluente e melhora seus resultados, uma vez que a sintonia entre artistas é pressuposto essencial para que uma produção artística ocorra plenamente.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.