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PRONAC 248731Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

JOSÉ ANTONIO DA SILVA: PINTOR DO BRASIL

MV ARRUDA PRODUCOES CULTURAIS LTDA
Solicitado
R$ 1,99 mi
Aprovado
R$ 1,27 mi
Captado
R$ 800,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (1)
CNPJ/CPFNomeDataValor
33000167000101PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS1900-01-01R$ 800,0 mil

Eficiência de captação

63.2%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Exposições de artes visuais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2024-09-09
Término

Resumo

A exposição José Antônio da Silva _ Um Pintor do Brasil reúne uma seleção desessenta e duas obras em óleo sobre tela, que traçam e percorrem a vivência de um homem oriundo das regiões rurais do interior brasileiro, desde o seu convívio na aldeia, a sua relação com as cenas religiosas e os seus estudos denatureza-morta e paisagens. A mostra é organizada em parceria com o Museu de Grenoble na França e a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, no âmbito da Temporada Brasil França 2025.

Sinopse

Não se aplica.

Objetivos

O principal objetivo deste projeto, em que pesem rótulos como "primitivo", "naïf" e "ingênuo", é celebrar, divulgar e difundir internacionalmente a produção artística de José Antônio da Silva, que produziu uma obra de grande complexidade e que pode oferecer importantes chaves de leitura para que se compreenda um grande momento de virada na história do Brasil, tanto em termos socioambientais, quanto em termos artísticos e formais.Destacam-se como objetivos específicos do projeto:- Realizar a exposição José Antônio da Silva: Pintor do Brasil, na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, no período de 9 de agosto a 2 de novembro de 2025 e, posteriormente, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), no período de 15 de novembro de 2025 a 15 de março de 2026.- Produção de um catálogo impresso, com fotografias das obras expostas na mostra, em tiragem prevista de 500 exemplares. O catálogo contará com audiodescrição dos textos, garantindo acessibilidade ao conteúdo.- Realizar, em ambas as instituições, palestras em torno da produção do artista, voltadas a estudantes, professores e visitantes em geral, oferecendo um ciclo de 06 (seis) encontros com artistas, educadores e pesquisadores de diversas áreas da história da arte brasileira - sendo 02 (duas) palestras na Fundação Iberê Camargo e 04 (quatro) no Museu de Arte Contemporânea da USP, estas últimas com mediação em Libras, assegurando maior acessibilidade ao conteúdo.

Justificativa

José Antonio da Silva: Pintor do Brasil Para compreender melhor a obra desse singular pintor, é importante entender sua origem na cultura caipira. Nascido em 1909, em Sales de Oliveira, noroeste paulista, pertencia a uma família de trabalhadores rurais. Sem posses, os mesmos viviam se mudando de fazenda em fazenda, oferecendo sua força de trabalho para os latifundiários da região. Essa era a realidade de muitas famílias caipiras desse período. Conforme mostrou Antonio Candido em Parceiros do Rio Bonito, amplo estudo que realizou sobre a cultura caipira, a mesma foi formada ao longo do período colonial por sertanistas errantes que se estabeleceram em regiões remotas do sertão paulista. Vivendo em pequenos povoados ou ranchos, baseavam-se na agricultura de subsistência e caça/coleta. Com a expansão do latifúndio ao longo dos séculos 19 e 20, os mesmos foram gradualmente perdendo seu modo de vida e sendo subjugados ao trabalho nessas grandes propriedades. Assim, sua cultura foi progressivamente desaparecendo. Não apenas isso. A paisagem, antes marcada pela presença de florestas, cerrados e agriculturas de pequena escala, foi cedendo espaço para a monocultura e os rebanhos de gado. A obra de José Antônio da Silva mostra exatamente essa mudança social e paisagística do interior do estado. A começar que suas pinturas nunca retratam uma natureza selvagem ou intocada. Por mais que a figura humana esteja por vezes ausente, sempre existe algum indicativo de ação antrópica: estradas, plantações, animais de criação etc. Em suas paisagens de monoculturas (algodoais, milharais, pastagens) estão representados sinais de devastação, como árvores mortas, caídas ou tocos de madeira. A presença de boiadas passando, pessoas se locomovendo ou trabalhando indica que nada ali está parado: tudo se move e se transforma o tempo todo, inclusive a vegetação, que foi recentemente alterada e teve sua configuração original destruída. Urubus são igualmente frequentes nas pinturas do artista, como se representassem a morte, que espreita a tudo e a todos. O artista nos narra, portanto, a transformação do campo brasileiro e a desagregação de um tipo de cultura nele existente. A contribuição de Silva, contudo, não se restringe a um retrato social. Na história da arte brasileira, sua aparição e carreira se dão justamente em meio a um momento de profunda transformação. "Descoberto" pela crítica em 1946, presencia um momento em que o sistema da arte brasileiro começa a se institucionalizar: surgem os primeiros museus de arte moderna em São Paulo e no Rio de Janeiro, é criada a Bienal Internacional de São Paulo e se desenvolve um crescente mercado voltado para a arte moderna. Junto a essas transformações, desenvolvem-se no país as tendências de arte abstrata, que terminam por entrar em rota de colisão com a arte figurativa até então vigente, de viés expressionista e com temática voltada para o social. Silva estabeleceu interessantes diálogos com esse debate estético vigente na arte brasileira desse período. Em um momento no qual o mundo vivia uma espécie de "ressaca" do pós-guerra, a temática socialmente engajada ganhou muito terreno no campo das artes e da cultura, influenciada por certo expressionismo, e que teve em artistas como Portinari e Goeldi importantes representantes. Grande defensor desse tipo de estética era o crítico Lourival Gomes Machado, que, não por acaso, tinha relação muito próxima com nosso Silva. Ainda que de maneira muito singular, o tom de denúncia social aparece com certa frequência na obra do pintor em questão. Cenas de trabalho, cotidiano e mesmo momentos de sofrimento e tragédia são recorrentes em suas pinturas, em geral com grande expressividade. A própria destruição da natureza pela monocultura é criticada nesses trabalhos, antecipando o debate ambiental em algumas décadas. Como forma de obter a expressividade e dramaticidade necessárias para suas composições, recorre a modelos da arte sacra, possivelmente oriundos de um determinado catolicismo popular. Algumas posições e estruturas compositivas são muito semelhantes, por exemplo, a pinturas de ex-votos. A própria arte sacra era tema também de nosso artista, e ele conta em depoimento que só teria começado a pintar depois de perceber que as imagens que via nas igrejas "eram feitas por mãos de pessoas". Num segundo momento, o tema não perde a importância, mas Silva vai reduzindo os elementos pictóricos a pontos, pinceladas ou manchas serializadas, de modo a criar composições extremamente dinâmicas. Tal procedimento guarda muita semelhança com momentos da abstração geométrica (embora o mesmo jamais tenha abandonado por completo a figuração) e chegou a receber elogios de um dos principais representantes do concretismo, Waldemar Cordeiro. Essas escolhas pictóricas levaram ao rompimento de Silva com Gomes Machado, mas coincidem com sua aproximação com o crítico Theon Spanudis, defensor de uma arte construtiva bastante particular. Ainda que lido como um ingênuo fora de seu tempo, Silva compreendeu perfeitamente não apenas sua época e as tendências nela discutidas, como trouxe uma contribuição absolutamente original para a mesma. Da Silva (1909-1996) foi provavelmente o artista autodidata brasileiro mais bem-sucedido e famoso de sua vida, embora já tenham se passado várias décadas desde que ele teve uma retrospectiva solo institucional. Esta exposição apresentará um amplo panorama de sua vasta produção, proporcionando uma oportunidade para uma reavaliação crítica de sua notável carreira. No que se refere a utilização do presente mecanismo de incentivo, por não se tratar de um projeto de caráter comercial, a utilização do mecanismos de incentivo à cultura de maior importância no país de faz necessária para viabilizar as ações propostas e dessa forma, contribuir com divulgação e o fortalecimento da cena artística brasileira dentro e fora do país. Sobre o enquadramento do projeto nos artigos 1° e 3°, indicamos abaixo os incisos relacionados: Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore. V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: a) realização de missões culturais no país e no exterior, inclusive através do fornecimento de passagens; b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais.

Estratégia de execução

IntroduçãoDa Silva (1909-1996) foi provavelmente o artista autodidata brasileiro mais bem-sucedido e famoso de sua vida, embora já tenham se passado várias décadas desde que ele teve uma retrospectiva solo institucional. Esta exposição apresentará um amplo panorama de sua vasta produção, proporcionando uma oportunidade para uma reavaliação crítica de sua notável carreira.José Antonio da Silva nasceu na cidade rural de Sales de Oliveira, no estado de São Paulo, em uma região marcada por plantações intensivas de algodão e milho. Seu pai era motorista de carro de boi e ele cresceu mergulhado nas tradições rurais e no folclore do campo, tópicos que apareceriam consistentemente em seu trabalho. Sua descoberta artística veio em 1946, quando, por capricho, apresentou pinturas em uma exposição no recém-inaugurado centro cultural da cidade vizinha de São José do Rio Preto. As pinturas foram vistas por Lourival Gomes Machado e Paulo Mendes de Almeida, dois dos principais críticos da época, que saudaram com entusiasmo a "descoberta" desse "autêntico" artista popular brasileiro. Isso abriu as portas para Da Silva, que participou da primeira edição da Bienal de São Paulo (1951) e de seis edições subsequentes, além de uma representação especial na 33ª Bienal de Veneza.As pinturas de Da Silva representam cenas da vida rural no interior do Brasil, reproduzidas em uma linguagem visual dinâmica e vívida. Ele costumava repetir obsessivamente os mesmos assuntos: campos de algodão, feiras de aldeias, tempestades e cenas religiosas, como forma de defender um modo de vida que estava ameaçado e desvalorizado pelas elites metropolitanas. Suas pinceladas expressivas e cores vivas levaram muitos a considerá-lo 'o Van Gogh brasileiro'.A ExposiçãoEsta exposição retrospectiva inclui 44 pinturas e um objeto tridimensional do artista, abrangendo mais de quatro décadas de sua produção de 1948 a 1989. As obras são retiradas de 11 coleções particulares e uma coleção institucional (Museu de Arte Contemporânea, Universidade de São Paulo), e serão trazidas da França, onde atualmente integram uma exposição apresentada no Musée de Grenoble, como parte da temporada Brasil na França, 2025.A exposição será realizada em duas etapas, na Fundação Iberê Camargo (Porto Alegre/RS) e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (São Paulo/SP). Destaca-se que, na etapa a ser realizada no Museu de Arte Contemporânea, haverá a inclusão de mais 15 pinturas e uma série de desenhos pertencentes ao acervo da instituição, ampliando o escopo da exposição e aprofundando o diálogo entre as obras e o contexto museológico.A mostra é organizada em núcleos temáticos que evidenciam os principais aspectos da trajetória de José Antônio da Silva: autorretratos, campos, vida rural, natureza-morta, religião e chuva. Os núcleos são:Retratos e auto-retratos. Ao longo de sua carreira, Da Silva fez muitos autorretratos que fornecem uma perspectiva única sobre sua imagem de si mesmo como o "Pintor do Brasil". Depois de ser rejeitado na Bienal de São Paulo, passou a se retratar escrevendo textos em que falava de como sua visão autêntica do Brasil havia sido censurada pelas elites paulistas. Em uma imagem impressionante incluída nesta seção, ele retrata o júri da Bienal pendurado na forca em uma vingança auto imaginada.Campos. Talvez o aspecto mais emblemático e conhecido da obra de Da Silva seja a representação das plantações do interior do Estado de São Paulo, onde viveu e trabalhou. Os intermináveis campos de algodão e milho são representados em perspectiva dramática, levando ao horizonte. Em uma subsérie, incluída nesta seção, Da Silva descreveu a queima anual dos campos para limpar as plantações para o ano seguinte. Essas pinturas lembram o expressionismo abstrato em suas pinceladas vívidas, embora, é claro, representem uma situação muito real e dramática de destruição e renascimento.Vida rural. A identidade natural e artística de Da Silva era muito claramente a de um agricultor rural. Em suas pinturas, mas também em seus poemas, canções e prosa, ele falou da beleza e dos desafios desta vida. Suas primeiras pinturas, que levaram à sua 'descoberta' no final dos anos 1940, eram imagens das aldeias e campos de sua infância, e ele nunca parou de trabalhar com essa iconografia. Nesta seção, o espectador pode rastrear esse interesse desde suas primeiras pinturas da década de 1940 ao longo de sua carreira, vendo como a linguagem plástica evolui, mas o assunto permanece o mesmo.Natureza-morta. Da Silva produziu composições de natureza morta ao longo de sua vida. O assunto é tradicional: flores, frutas, mesas, mas seu tratamento é ousado e único. Natureza morta era um formato para o artista experimentar diferentes estilos pictóricos como pontilhismo ou pinceladas soltas, enquanto homenageava os objetos do cotidiano de seu ambiente rural.Assuntos religiosos. Ao longo de sua carreira, Da Silva pintou cenas da Bíblia, muitas vezes ambientadas nos arredores de sua aldeia. Vemos aparições de santos, reconstituições da crucificação ou cenas milagrosas, muitas vezes ambientadas nas principais praças ou ruas da vila. O poderoso senso de presença e atualidade de De Silva no cristianismo reflete a presença contínua da vida espiritual e religiosa nas comunidades rurais do Brasil.Vendavais e Espantalhos. A exposição termina com dois corpos de trabalho que, embora relacionados com os núcleos anteriores, apresentam uma visão muito original e criativa do artista. As pinturas de espantalhos nos campos são talvez as mais relacionadas com o Surrealismo na sua presença mágica e inquietante, e os vendavais beiram a abstração no vigor e dinamismo da sua composição, em que a forma humana parece perder o seu contorno na energia da cena. As instituiçõesA exposição é organizada pelo Musée de Grenoble, pela Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, e pelo Museu de Arte Contemporânea da USP, em São Paulo, no âmbito do Ano Brasil-França 2025. O Musée de Grenoble, um dos museus mais importantes da França, possui uma coleção significativa de arte naif e também algumas importantes obras brasileiras em sua coleção permanente, incluindo A Cuca (1924), de Tarsila do Amaral, além de importantes obras de Judith Lauand e Geraldo de Barros.A Fundação Iberê Camargo foi criada em 1995, com a missão de preservar, investigar e divulgar a obra de Iberê Camargo, além de aproximar o público deste que é um dos grandes nomes da arte brasileira do século XX, estimulando a reflexão sobre arte, cultura e educação por meio de programas transdisciplinares e do fomento à própria produção artística.A cada ano, são organizadas exposições, seminários, encontros com artistas e curadores, cursos, oficinas, entre outras atividades, que versam sobre a obra de Iberê Camargo e sobre temas ligados à arte moderna e contemporânea, articulando, além das artes visuais, as demais manifestações artísticas – como o cinema, a música, a arquitetura, o teatro e a literatura – e os mais diversos campos do conhecimento.O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) foi criado em 1963, com a missão de preservar, estudar e difundir a arte moderna e contemporânea, promovendo o diálogo entre a produção artística, a pesquisa acadêmica e o público em geral. Detentor de um dos mais importantes acervos de arte moderna da América Latina, o MAC USP se dedica a fomentar a reflexão crítica sobre a arte e a cultura, integrando ensino, pesquisa e extensão universitária em suas atividades expositivas, educativas e curatoriais.CuradorO curador, Gabriel Pérez-Barreiro, foi curador da 33ª Bienal de São Paulo em 2018 e curador do pavilhão brasileiro na 58ª Bienal de Veneza em 2019. Diretora e curadora-chefe da Colección Patricia Phelps de Cisneros de 2008 a 2018. De 2002 a 2008, foi curador de arte latino-americana no Blanton Museum of Art, da Universidade do Texas em Austin. Em 2007 foi curador-chefe da 6ª Bienal do Mercosul em Porto Alegre, Brasil. Ele é PhD em História e Teoria da Arte pela Universidade de Essex e mestre em História da Arte e Estudos Latino-Americanos pela Universidade de Aberdeen.

Especificação técnica

O PRODUTO CATÁLOGO segue com as seguintes especificações:Capa + 56 páginas + 2 lâminas grandesCapa aberta: 29 x 42,3 cm 4 x 4 coresEscala em supremo 250grCTPMiolo fechado 56 páginas20,8 x 29 cm4 coresMiolo aberto 62 x 29, 4 coresLombada 4 mmIdioma: PortuguêsFotos de todas as obras expostas, texto do curador e textos comissionados.Tiragem: 500 exemplares

Acessibilidade

PRODUTO EXPOSIÇÃOACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: as atividades da exposição serão desenvolvidas em local adaptado para o acesso de pessoas com deficiência relacionada à mobilidade. A Fundação Iberê Camargo e o MAC USP possuem rampas, banheirosadaptados e elevadores.ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Audiodescrição de algumas obras. Rubrica: Audiodescrição.ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras em atividades educativas na Exposição. Rubrica: Intérprete de librasACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: A exposição não apresenta restrições de acesso para pessoas com deficiências intelectuais. PRODUTO CATÁLOGOACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: O conteúdo da publicação terá a sua versão digital disponibilizado para acessibilidade digital no website do projeto, que conta com design e usabilidade, através de técnicas e ferramentas para melhorar a experiência de usuários com necessidades especiais. Dessa forma, pretendemos reduzir barreiras permitindo que pessoas com diferentes tipos de deficiência consigam acessar sozinhas o website e as informações nele disponíveis. Intencionamos, com essa acessibilidade, que os usuários não precisem contar com a ajuda de terceiros, mantendo, assim, a sua autonomia para o acesso à publicação.PRODUTO SIMPÓSIO/DEBATE ESTÉTICO/PALESTRAACESSIBILIDADE FÍSICA: A Fundação Iberê Camargo e o MAC USP, em suas sedes, atendem aos art.23 e art.27 da Lei de Acessibilidade (Decreto-lei 5296, leis 10.048 e 10.098), e em consonância com o prescrito nos artigos 41 e 42 da Lei 13.146/2015, disponibiliza aos portadores de necessidades especiais e idosos rampas de acesso aos pavimentos expositivos e de servic?os (audito?rio, cafe?, atelie?, loja), elevadores com sinalizac?a?o em braile para acesso ao estacionamento, espac?os expositivos, audito?rio, cafe?, ateliê, loja; sanita?rios adaptados em todos os andares, ale?m de cadeiras de rodas (duas) a? disposic?a?o do pu?blico que requisitar seu uso.ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras durante a realização do Simpósio/Debate/Palestras realizadas no MAC USP. Rubrica: Intérprete de libras

Democratização do acesso

A Fundação Iberê e o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) não praticam bilheteria, sendo o acesso gratuito.- Disponibilização gratuita da publicação na sua versão digital com recursos de audiodescrição para contemplar pessoas com deficiências visuais no website do museu;- Distribuição gratuita de 17% da edição impressa do catálogo para universidades, faculdades, bibliotecas e/ou salas de leitura no Brasil (a definir) ;- Acessibilidade de conteúdo com mediação em Libras em atividades educativas na exposição e audiodescrição das obras no catálogo.

Ficha técnica

JOSÉ ANTÔNIO DA SILVA: POETA DO BRASILGabriel Pérez-Barreiro, curadorCarla Ogawa, Produção ExecutivaVitória Arruda, Coordenação GeralCurador Gabriel Pérez-BarreiroFoi curador da 33ª Bienal de São Paulo em 2018 e curador do pavilhão brasileiro na 58ª Bienal de Veneza em 2019. Diretora e curadora-chefe da Colección Patricia Phelps de Cisneros de 2008 a 2018. De 2002 a 2008, foi curador de arte latino-americana no Blanton Museum of Art, da Universidade do Texas em Austin. Em 2007 foi curador-chefe da 6ª Bienal do Mercosul em Porto Alegre, Brasil. Ele é PhD em História e Teoria da Arte pela Universidade de Essex e mestre em História da Arte e Estudos Latino-Americanos pela Universidade de Aberdeen. Produção Executiva Carla Ogawa, Mestre em Artes Visuais com linha de pesquisa em Teoria, História e Crítica de Arte pela Faculdade Santa Marcelina e Licenciada em Educação Artística pela Faculdades de Artes Alcântara Machado (FMU). Foi curadora da exposição de Alice Brill no Museu de Arte Brasileira (FAAP) em 2007 e co-curadora na exposição de Alice Brill no Museu de Energia de Itu.Atuou como pesquisadora, fotógrafa, coordenadora de projetos educativos e editoriais, produção executiva de exposições e eventos em diversas instituições, como Instituto Moreira Salles, Museu de Arte Brasileira, Instituto Itaú Cultural, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo, Museu Afro Brasil, Centro Cultural Banco do Brasil e Instituto Tomie Ohtake. Nos últimos anos desenvolveu projetos em parceria com a Japan House, IAC – Instituto de Arte Contemporânea, MASP e Instituto Casa Roberto Marinho.Colaborou e coordenou a produção de mais de 150 exposições nacionais e internacionais e mais de 100 eventos. Atuou como professora convidada para lecionar a disciplina de Produção Executiva na Pós-Graduação de Curadoria do SENAC, bem como na Pós-Graduação em Gestão de Projetos Culturais na mesma instituição. Atualmente, leciona na Pós-Graduação em Museologia, Colecionismo e Curadoria da Universidade de Belas Artes, onde está há alguns anos.Idealizadora da plataforma dukproducao – voltada para quem desejar ingressar na área de museus e instituições culturais. O site disponibiliza entrevistas com profissionais de museus, artigos e dicas. Direção Geral e Produção ExecutivaVitória Arruda – MV ARRUDA PRODUÇÕESGestão de serviços e produtos: treinamentos, palestras, publicações, exposições e outros eventos socioculturais eeducacionais com mais de 300 exposições realizadas (média de 16 exposições por ano), entre nacionais einternacionais, acompanhadas de publicações impressas. Entre elas: Hiromi Nagakura até a Amazônia com AiltonKrenak (2023), Ensaios para o Museus das Origens (2023), Tomie Ohtake Dançante (2022), Anna Maria Maiolino -PSSSIIIUUU... (2022), Pierre Verger (2021), Di Cavalcanti, Muralista (2021), Murakami por Murakami (2019), AI-5 50anos - Ainda não terminou de acabar (2018), Alucinações Parciais: Exposição-Escola com obras-primas modernas doBrasil e do Centre Pompidou (2018), Histórias afro-atlânticas (2018), Julio Le Parc: da forma à ação (2017), YokoOno: O céu ainda é azul, você sabe... (2017), Gaudí: Barcelona, 1900 (2016), Leda Catunda: I love you baby (2016),Picasso: mão erudita, olho selvagem (2016), Frida Kahlo: Conexões entre mulheres surrealistas no México (2015),Joan Miró – a força da matéria (2015), Tomie Ohtake 100-101 (2015), Salvador Dalí (2014), Yayoi Kusama: ObsessãoInfinita (2014) O ArtistaJosé Antônio da Silva1909, Sales de Oliveira | SP - 1996, São Paulo | SPNascido no interior de São Paulo, filho do carreiro de bois, só aos 37 anos de idade José Antonio da Silva – grande pintor brasileiro do século XX – começou a ter espaço para criar.Antes disso, lutou penosamente para sobreviver em uma infinidade de serviços árduos. A mobilidade e instabilidade da vida do trabalhador do campo se espelham no interminável percurso de seu pai, e depois dele próprio, pelo interior.Já casado e com filhos, Silva construiu um rancho na beira de um córrego, onde ?cortava de machado? para o proprietário das terras. Nesse rancho começou a fazer desenhos a lápis, terminando por forrar todas as paredes da casa com eles. Após novos trabalhos pesados, finalmente conseguiu fixar-se em São José do Rio Preto como garçom. É nesse momento que acontecerá a grande virada de sua vida.Em 1946 ele enviou ?Boizinhos?, óleo pintado em flanela, com outros dois trabalhos para concurso da Casa de Cultura de São José e ganhou o primeiro prêmio. Nos anos 1950 ele já participava de Bienais de São Paulo e tinha sala especial na Bienal de Veneza.Quarenta anos vividos no meio rural paulista deixaram forte marca na pintura de Silva. Predomina nela a paisagem, onde o homem aparece entregue às lides do campo ou aos lazeres dela. Auto-retrato e retratos de sua gente próxima são também pontos altos de sua obra. Os retratos revelam pela pincelada livre, vibrante, construindo com a cor, o expressionismo dionisíatico e o transporte com que Silva cria. Ele é, não obstante, um extraordinário desenhista, revelando na sua produção gráfica a mesma espontaneidade e instantaneidade da pintura.Silva foi compositor de música caipira e escreveu diversos livros, com muito sabor de narração.Em 1975 estabeleceu ateliê na cidade de São Paulo. Em 1978 Carlos Augusto Calil realizou sobre o artista e seu trabalho o curta-metragem ?Quem não conhece o Silva??.Em 1986 fez o cenário para a peça teatral Rosa de Cabriúna. Por ocasião dos seus 80 anos, já havendo sido homenageado por diversas prefeituras paulistas, o Museu de Arte Contemporânea da USP realizou retrospectiva de sua obra, que recebeu em 1990 o maior prêmio na categoria, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Faleceu na cidade de São Paulo em 09 de agosto de 1996.Fonte: Pequeno Dicionário do Povo Brasileiro, século XX | Lélia Coelho Frota – Aeroplano, 2005

Providência

SOLICITAÇÃO DE PRAZO DE EXECUÇÃO ATENDIDA AUTOMATICAMENTE PELO SALIC

2026-06-15
Locais de realização (2)
Porto Alegre Rio Grande do SulSão Paulo São Paulo