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PRONAC 248839Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Podcast Espaço Sonoro

MONALISA CRIACOES E PRODUCOES ARTISTICAS LTDA.
Solicitado
R$ 262,5 mil
Aprovado
R$ 262,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Prod Av Radio/Podcast
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2025-01-01
Término
2025-12-31
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

O projeto visa a gravação, finalização e distribuição digital gratuita de uma nova temporada do Podcast Espaço Sonoro. A proposta é conduzir o ouvinte a uma experiência imersiva, sempre explorando a paisagem sonora de um território específico e os depoimentos de um ou mais personagens ligados a este território.

Sinopse

Serão realizados 26 episódios do Podcast Espaço Sonoro, com duração de cerca de 30 minutos cada. Os temas abordados poderão ocupar um único episódio ou se estenderem por dois ou mais capítulos, com ganchos entre eles para que incitem o público a seguir a série na próxima semana. Alguns dos temas planejados: o córrego Saracura será um tema dividido em mais de um capítulo, abordando as questões do rio enterrado, a memória do Quilombo que ocupava suas margens, a vocação do bairro em receber imigrantes de diversas partes do Brasil e do mundo e a escola de samba Vai Vai, conhecida pelo apelido de “Saracura do Brejo”. Outro tema para ser dividido em diversos capítulos, será o da Orquestra Mundana Refugi que reúne entre seus integrantes, pessoas vindas de diversas partes do mundo e do Brasil, muitas delas como refugiados, pelas mais diversas razões. Um tema para pelo menos um capítulo será o grupo Samba de Cururuquara, sediado em Santana do Parnaíba, mas que tem suas origens em um Quilombo, de mesmo nome, cujos membros foram expulsos de sua terra e hoje vivem espalhados, inclusive habitando bairro de São Paulo: Grajaú. Mais um tema será “O rio que passa embaixo de minha casa”, que fará o mapeamento de um córrego da região central da cidade de São Paulo e enterrado há mais de um século. Ainda sobre os rios, dois ou mais episódios serão dedicados ao Rio Bexiga, que ganhará futuramente um parque dedicado a ele, graças à luta do diretor de teatro José Celso, a frente deste que é uma instituição cultural do estado de São Paulo: o Teatro Oficina. O teatro será também abordado de forma inusitada em uma entrevista que será gravada com o diretor Antônio Araujo, do grupo Teatro da Vertigem. Ilustrado com trechos de uma rara gravação da peça “O Livro de Jó”, ele será entrevistado enquanto percorremos o espaço do antigo Hospital Matarazzo, que hoje está em parte sendo reformado para se transformar em centro cultural. Estes são alguns entre tantos temas possíveis. Há de se dizer que a ideia de explorar um espaço através de suas particularidades sonoras, associadas às entrevistas de pessoas que interagem com ele, já deu como fruto a realização de 39 programas para a Rádio Cultura, emissora da Fundação Padre Anchieta, e hoje estão disponíveis em seu formato podcast nas plataformas Spotify e YouTube. Mas que com certeza podem se desdobrar em mais uma ou mais temporadas de 26 programas.

Objetivos

O objetivo principal é realizar a segunda temporada da série de podcast intitulada Espaço Sonoro, com 26 episódios de 30 minutos de duração que serão lançados semanalmente. A primeira temporada do Espaço Sonoro foi produzida pelo proponente deste projeto para a Rádio Cultura de São Paulo onde foi transmitido semanalmente dentro de um programa de rádio e atualmente continua disponível no Spotify e no canal do YouTube da produtora Monalisa Filmes. Cada episódio explora um determinado território da cidade de São Paulo, colhendo depoimentos e paisagens sonoras, permitindo ao ouvinte uma imersão em uma realidade que pode ser familiar ou absolutamente estranha. Os temas escolhidos procuram traçar um panorama de um determinado território e seus contrastes: os embates entre paisagem urbana e natureza, assim como a diversidade cultural de sua população e suas expressões. Com um público alvo diverso e para uma faixa etária acima de 11 anos, de todas as camadas sociais, gêneros e localizações geográficas, os novos episódios de Espaço Sonoro serão lançados semanalmente e ficarão disponíveis gratuitamente em, pelo menos, 3 plataformas de áudio e uma de vídeo por tempo indeterminado e com a possibilidade de um crescimento de audiência ao longo do tempo. Colocaremos os episódios finalizados em uma plataforma de hospedagem para uma maior distribuição e com o uso de ferramentas disponíveis e com os serviços de um uma agência de comunicação a ser contratada, pretendemos alcançar um público maior para esta segunda temporada.

Justificativa

A primeira temporada tendo sido produzida dentro da estrutura de uma rádio pública, no caso as Rádios Cultura FM e Cultura Brasil, emissoras da Fundação Padre Anchieta, gera automaticamente a pergunta: por que ao invés de seguir produzindo estes programas dentro desta mesma estrutura ou através de outra emissora de telecomunicação pública ou privada, o projeto Espaço Sonoro busca agora o financiamento através de leis de incentivo à cultura? São duas as razões para esta troca: O formato de documentário radiofônico alcança grande sucesso nas plataformas de podcast, mas se enquadra mal dentro de uma programação normal de uma emissora de rádio, seja ela pública ou privada. A maior parte dos ouvintes de rádio buscam no veículo um meio de mesclar escuta ativa e passiva simultâneamente. Este veículo de comunicação torna-se uma companhia para pessoas que se deslocam pela cidade ou que se encontram sozinhas em casa, muitas vezes realizando tarefas domésticas. Mesmo que o conteúdo seja notícias, a distração em alguns momentos não gera grandes efeitos. A programação vem pronta, organizada pela emissora dos programas e o ouvinte segue ou não o conteúdo conforme o seu interesse ou disponibilidade. No caso dos documentários veiculados em formato de podcast, o ouvinte é quem escolhe o conteúdo a ser ouvido. Mesmo que esta escuta aconteça igualmente em situações em que a atenção do ouvinte possa flutuar: no trânsito ou executando tarefas domésticas, há no Podcast a ferramenta em que você pode retornar o episódio para seu início ou para o momento em que o conteúdo foi perdido. Nunca perdendo assim o "fio da meada". Há de se ressaltar que para suprir este problema, muitas emissoras de rádio publicam, notadamente seus programas de entrevistas, em plataformas de podcast, para que os ouvintes possam acompanhar algum conteúdo em horário mais conveniente e de forma mais atenta. A experiência de veicular o Espaço Sonoro em uma emissora de rádio foi bastante rica no sentido de experimentar e desenvolver o formato. Mas a quantidade de recursos, esforço e trabalho para produzir episódios que variaram entre 7 e 15 minutos de duração nunca foram plenamente compensados financeiramente. Para se ter uma ideia, os outros programas especiais, com cerca de uma hora de duração e para cobrir 4 ou 5 semanas, eram gravados e editados em um único dia. Enquanto isso os programas do Espaço Sonoro demandam às vezes uma meia diária para gravação de entrevista, várias diárias dependendo do conteúdo para pré edição de falas e quase meia diária de estúdio para mixagem final de duas versões de um mesmo programa. A versão "radiofônica" nunca passava de 7 minutos. Uma segunda versão, mais dilatada, podendo chegar a 15 minutos, era veiculada na plataforma de Podcasts utilizada pela Rádio Cultura e no Spotify. Feitas estas colocações, o Podcast Sonoro se propõe a realização de uma obra que pode se enquadrar na categoria audiovisual específica que é o Podcast e atenderá o seguinte objetivo do Art 3º da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.228-1, de 2001) A proposta também se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Contribui para facilitar a todos, de forma gratuita, acesso a fontes de cultura e pleno exercício dos direitos culturais: os temas abordados são frequentemente ligados a manifestações culturais populares, sejam das populações originais, de matriz africana ou de populações que migraram para o Brasil ao longo de sua história. Além disso, temas como arte, educação, meio ambiente, arquitetura e urbanismo também fazem parte do seu escopo de interesses. Cada manifestação é igualmente inserida em seu espaço de realização. O projeto estimula particularmente a regionalização da produção cultural e artística brasileira, valorizando seus recursos humanos e conteúdos locais. O projeto valoriza e difunde manifestações culturais e artísticas brasileiras e pretende através de financiamento, apoiar seus respectivos criadores.Através do registro sonoro de expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira, responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional, o projeto Espaço Sonoro busca protegê-las do apagamento e esquecimento. Assim como salvaguardar sua sobrevivência e florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira, no sentido de estimular os mais jovens a seguir mantendo viva estas expressões. Um dos objetivos principais do projeto de Podcast Espaço Sonoro é sobretudo preservar bens imateriais: testemunhos, manifestações culturais musicais, memórias. Inclusive se dedica a buscar temas que evocam memórias desaparecidas da paisagem. Como exemplo, o tema recorrente em diversos episódios da primeira temporada relacionados a rios enterrados da cidade de São Paulo. No episódio 02 da primeira temporada, nos debruçamos sobre a obra do arquiteto/ ex-escravo Tebas, cujas obras, pelo menos a maior parte delas, estão hoje irremediavelmente perdidas. Para a segunda temporada, pretendemos abordar, por exemplo, o Quilombo Saracura, cuja memória existia somente na cultura oral do bairro do Bexiga, mas que com a obra da Estação do Metrô ganhou elementos concretos de sua existência através de achados arqueológicos. Assim como o Espaço Sonoro fez em sua primeira temporada, elementos formadores do processo civilizatório brasileiro comparecem: a cultura dos povos originários está em dois episódios da primeira temporada, dedicados ao povo Guarani Mbya, presente na cidade de São Paulo. Novos episódios virão sobre outros aspectos de nossa cultura ancestral, assim como pretendemos abordar outras etnias, como Xokleng, Kaingang e outras. Da mesma forma, compareceu em dois episódios as manifestações culturais afro-brasileiras, do batuque paulista de Pirapora do Bom Jesus ao carnaval contemporâneo representado pelo bloco Ilú Obá de Min. Tudo isto sem deixar de citar os episódios dedicados a outros elementos formadores de nossa cultura: as presenças boliviana, judaica, japonesa e chinesa, já abordadas na primeira temporada. Na segunda temporada abordaremos igualmente a presença Angolana, Congolesa e outros grupos que compõem o mosaico de identidades presentes no Brasil de hoje. Por fim, acreditamos firmemente na divisa do escritor russo Leon Tolstoi: "Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia." O mundo globalizado coloca em contato as mais diversas culturas, os mais diversos saberes e fazeres.

Especificação técnica

Os 26 episódios terão duração de aproximadamente 30 minutos e ficarão disponíveis digitalmente e gratuitamente em formato de áudio estéreo nas principais plataformas de áudio e em formato de vídeo no YouTube com cartelas fixas com uma identidade visual e criada exclusivamente para a série que contará com logos, nome e número do episódio e fotos. A gravação e edição deste material será em formato de rádio documentário que alterna música, depoimentos e paisagens sonoras, permitindo aos ouvintes deste Podcast uma imersão onde serão conduzidos em trajetos particulares do Estado de São Paulo muitas vezes ainda não visitados por eles.

Acessibilidade

Todos os episódios terão uma versão em áudio e outra em vídeo o que contribuirá para uma maior acessibilidade tanto de deficientes visuais que poderão acessar a versão de áudio como os deficientes auditivos que terão opções de legendas/ transcrições nas versões de vídeo.

Democratização do acesso

Todos os episódios da série de Podcast Espaço Sonoro, ficarão disponíveis gratuitamente na internet em diversas plataformas de áudio e no YouTube. Não será necessário ter qualquer tipo de assinatura paga para acessá-los democratizando o acesso ao conteúdo conforme o item IV do artigo 28 da IN nº 01/2023. Uma forma não só de democratizar o acesso, mas também diferenciar a divulgação para que não seja unicamente realizada por meios digitais, pretendemos distribuir por meio de panfletos colados, pela cidade, nos lugares que são retratados por cada episódio, um QR code com links dos programas. Por exemplo: se o episódio falar de um rio enterrado, ao longo de seu percurso serão colocados estes QR codes, de forma que alguém possa ao mesmo tempo seguir o trajeto e ouvir em seu celular o programa que traz sons da água deste rio e depoimento de pessoas que estudam e trabalham esta temática. Também estaremos disponíveis para dar palestras sobre os assuntos abordados e a série de podcast, se for do interesse de secretarias de cultura ou educação.

Ficha técnica

Monalisa Produções - ProduçãoA primeira temporada do Podcast Espaço Sonoro já foi produzida pela Monalisa Filmes, proponente desta proposta. Nesta segunda temporada, a Monalisa continuará responsável por toda parte de produção dos episódios, incluindo a gestão do processo decisórios e atividades técnico financeira. A Monalisa Produções foi fundada em 1997 e tem como sócios Louis Robin e Juliana Levy. Além de prestar serviços nas áreas de finalização audiovisual, som direto e locação de equipamentos para edição de imagem e som direto, desde 2011, tem se dedicado à criação, à produção e à distribuição de produtos audiovisuais explorando diversas linguagens: cinema, televisão, rádio e podcast. Louis Robin (sócio e representante legal da Monalisa Produções, proponente do edital) – Roteiro, Direção e Captação de som.Foi produtor de rádio, redator e diretor na Rádio Cultura de São Paulo, trabalhou como técnico de som em diversos longas metragens, programas de televisão e publicidade. Dirigiu dois filmes: O Absolutismo das Coisas, média metragem ficção e Tango, curta documentário. Desde 2022 tem produzido e dirigido podcasts em formato de rádio documentário. Juliana Levy – EdiçãoSócia da Monalisa Produções,trabalhou como produtora, assistente de direção e desde 1996, trabalha como editora com experiência em diversos formatos e mídias como curtas e longa-metragem, programas de televisão e podcasts. Editou os episódios do Podcast Espaço Sonoro para as plataformas de áudio e vídeo. Ricardo Cassis - MixagemÉ músico e proprietário do Estúdio Conexão. Desde 2012 trabalha como engenheiro de gravação e mixagem em centenas de discos, jingles, trilhas sonoras para cinema e publicidade e podcasts.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.