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O projeto Circuito Arte, Memória e Direitos Humanos prevê a realização de uma circulaçãocultural pelo Rio Grande do Sul, com apresentações da palestra-performance Dopinho: um lugar de memórias sensíveis, conversas públicas sobre arte, memória e Direitos Humanos e exibições do filme documentário Jango no Exílio. Todas as atividades serão gratuitas e abertas.
DOPINHO: um lugar de memórias sensíveis Duração: 60 minutos Classificação indicativa: 14 anos A palestra-performance surgiu da necessidade de falar sobre esse lugar pouco conhecido na cidade de Porto Alegre, cuja memória segue em disputa. O casarão na Rua Santo Antônio, nº 600, abrigou nada menos que o primeiro centro clandestino de detenção e tortura do Cone Sul, no início da ditadura civil militar brasileira. Fora da estrutura oficial do aparato militar, a alcunha DOPINHO consiste no diminutivo de DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). A palestra-performance de Marta Haas surge em contraposição à tentativa de apagamento e banalização dessa memória. Tem como ponto de partida a memória corporal de ocupar lugares carregados de história da cidade de Porto Alegre, em ações cênicas realizadas pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. JANGO NO EXÍLIO Duração: 105 minutos Classificação indicativa: 12 anos A vida no exílio do ex-presidente João Goulart é retratada em documentário do diretor Pedro Isaias Lucas. Refugiado no Uruguai após o golpe de 64, Jango e sua família enfrentam dificuldades financeiras, perseguição política e ameaças do novo regime, enquanto tentam voltar ao Brasil. Os anos de exílio do presidente em imagens e depoimentos inéditos. Foram 12 anos exilado no Uruguai e na Argentina, onde morreu em 1976 – de forma até hoje controversa. No longa, que tem imagens inéditas, filhos, ex-primeira dama e pessoas próximas contam detalhes da vida de Jango. Conversa pública sobre a cultura dos Direitos Humanos (após apresentação da palestra-performance) Duração: 60 minutos Classificação indicativa: 14 anos Conversa pública com Jair Krischke, fundador do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, que parte das obras apresentadas no circuito (palestra-performance e filme) para debater o tema da memória e dos Direitos Humanos no Cone Sul.
OBJETIVO GERAL Realizar o Circuito Arte, Memória e Direitos Humanos em 8 cidades do Estado do Rio Grande do Sul: Caxias do Sul, Passo Fundo, Cruz Alta, Ijuí, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Uruguaiana. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1) Produto principal ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: Realizar 1 apresentação da palestra-performance Dopinho: um lugar de memórias sensíveis em cada cidade do circuito, totalizando 8 apresentações. Após cada apresentação, será realizada 1 conversa pública sobre a cultura dos Direitos Humanos com Jair Krischke, totalizando 8 conversas públicas. 2) Produto secundário FESTIVAL/MOSTRA AUDIOVISUAL: Realizar em cada cidade do circuito 1 exibição do filme documentário Jango no Exílio, totalizando 8 exibições.
a) Motivos para realização e utilização do Mecanismo Incentivo a Projetos Culturais: A solicitação de apoio ao projeto Circuito Arte e Memória junto ao Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo - Programa Emergencial Rouanet RS, e´ hoje uma das poucas formas de se encontrar patrocínio na iniciativa privada para realizar projetos neste período pós calamidade no Rio Grande do Sul, sendo um importante instrumento para democratizar a cultura no estado. O projeto propiciara´ ao púbico gaúcho, por meio de atividades gratuitas, um espaço de reflexão e debate sobre arte, memória e Direitos Humanos. Por meio de suas ações em diferentes linguagens, ira´ valorizar e difundir as manifestações culturais gaúchas, ampliando as opções de lazer e cultura do público em geral das cidades que fazem parte do circuito. Além disso, garantirá a retomada do setor cultural, valorizando o trabalho de artistas da cidade de Porto Alegre e incrementando a economia local de todas as cidades que fazem parte do projeto. Por fim, é importante ressaltar que o projeto prevê a realização de parcerias com instituições de ensino superior (universidades, faculdades, institutos federais), com o objetivo de chegar ao público-alvo do projeto (estudantes, extensionistas, pesquisadores e professores) e potencializar seu o alcance. b) O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1 da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais: por meio de atividades gratuitas, o projeto prevê o livre acesso a diversas atividades (apresentaço~es cênicas, exibições de filme e conversas públicas); II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais: o projeto promove a valorização de artistas e conteúdos oriundos da cidade de Porto Alegre, duramente afetada pelas enchentes de maio de 2024. III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores: a partir de diferentes liguagens (artes cênicas e audiovisual), o projeto aborda a cultura dos Direitos Humanos, com histórias locais que tiveram grande impacto nacional. c) O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3o da Lei 8313/91): II - fomento à produção cultural e artística: por meio de apresentaço~es cênicas, exibições de filme e conversas públicas, o projeto estimulara´ o interesse pela história local, propiciando o pensamento cri´tico, a manutenção da memória, a valorização e a difusão de manifestaço~es culturais gaúchas, sobretudo no que diz respeito à cultura dos Direitos Humanos.
Não se aplica.
PRODUTO PRINCIPAL: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: O projeto prevê apresentações em salas ou centros culturais onde normalmente já existe acessibilidade para pessoas com deficiência, tais como rampas de acesso e banheiros adaptados. Umas das tarefas da produção local é garantir que o local escolhido possua acessibilidade física. Item na planilha orçamentária: Produtor local. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO PARA PcD VISUAIS: Roteiro da palestra-performance em Braile, monitores capacitados para fazer mediação para/com PcDs visuais. Item na planilha orçamentária: Impressão, Monitores (no produto principal). MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO PARA PcD AUDITIVOS: Intérprete de libras. Item na planilha orçamentária: Intérprete de Libras (no produto principal). MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO PARA PcD INTELECTUAIS: Monitores capacitados para fazer mediação para/com PcDs intelectuais. Item na planilha orçamentária: Monitores. PRODUTO: FESTIVAL/MOSTRA AUDIOVISUAL MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: O projeto prevê apresentações em salas de espetáculos ou centros culturais onde normalmente já existe acessibilidade para pessoas com deficiência, tais como rampas de acesso e banheiros adaptados. Umas das tarefas da produção local é garantir que o local escolhido possua acessibilidade física. Item na planilha orçamentária: Produtor local. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO PARA PcDs VISUAIS: O conteúdo audiovisual já conta com o recurso de audiodescrição. Monitores capacitados para fazer mediação para/com PcDs visuais. Item na planilha orçamentária: Monitores (no produto secundário). MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO PARA PcDs AUDITIVOS: O conteúdo audiovisual já conta com o recurso de Interpretação em Libras e legendagem descritiva. Item na planilha orçamentária: Não se aplica. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO PARA PcDs INTELECTUAIS: monitores capacitados para fazer mediação para/com PcDs intelectuais. Item na planilha orçamentária: Monitores (no produto principal espetáculo).
Como medida de DEMOCRATIZAÇÃO DE ACESSO, conforme critérios do art. 27 da IN no 01/2023 do MinC, serão adotadas as seguintes medidas: 100% de distribuição gratuita, ultrapassando o mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo exigido no inciso II. Para tornar o projeto MAIS AMPLO E DEMOCRÁTICO, alcançando público de distintas camadas sociais, conforme critérios do art. 28 da IN no IN no 01/2023 do MinC, serão adotadas as medidas a seguir: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas.
Equipe técnica principal Artéria Filmes – empresa proponente A Artéria Filmes é uma produtora cultural, com ênfase em conteúdo audiovisual e em artes cênicas, que opera em Porto Alegre desde 2004. A produtora dedica-se à realização de documentários e filmes de ficção para cinema, televisão e internet que tenham abordagem original, além de mérito temático e estilístico. Também realiza projetos especiais como videoclipes e outros conteúdos para veiculação em TV e internet, além de atuar na produção de teatro e performance. Ver portfólio em anexo. Pedro Isaias Lucas (homem negro) – coordenador geral, diretor do filme Jango no Exílio Produtor cultural, encenador, roteirista, diretor, diretor de fotografia e montador cinematográfico. Bacharel em Direção Teatral pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre e Doutor em Artes Cênicas pelo PPGAC do Instituto de Artes da UFRGS. Pós-doutorado em cinema pela Universidade Paris Nanterre. Fundador da produtora Artéria Filmes Ltda. Dirigiu, fotografou e montou documentários de curta, média e longa metragem, além de outros projetos culturais em artes cênicas. Ver portfólio em anexo. Marta Haas (mulher branca) – produtora executiva, atriz/performer na palestra-performance Dopinho Produtora cultural (audiovisual e teatro), atriz, performer, encenadora, pesquisadora e educadora. É integrante do grupo de teatro Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desde 2001, onde trabalhou como atriz e encenadora em diversos espetáculos premiados. Graduada como Bacharel em Filosofia pela UFRGS em 2008. Mestra e Doutora em Educação pelo PPGEDU - UFRGS, na linha de pesquisa Arte, Linguagem e Currículo. Ver portfólio em anexo. Jair Krischke (homem branco idoso) – palestrante Ativista dos Direitos Humanos que em 1961, durante a campanha da legalidade mobilizada por Leonel Brizola no RS, desenvolveu relações com diversos setores sociais favoráveis à gestão de João Goulart na presidência da República. Após o golpe de Estado que levou o presidente Jango ao exílio no Uruguai em 1964, integrado a diferentes equipes, trabalhou na retirada de cerca de dois mil perseguidos dos regimes militares da região, que escaparam da morte e buscaram a sobrevivência no exílio. Formado em História pela UFRGS, é ativista dos Direitos Humanos no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. Ex-funcionário do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), em 1979 fundou o Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, organização não governamental ligada aos Direitos Humanos da região sul do continente sul-americano. Também é o fundador do Comitê de Solidariedade com o Povo Chileno. Os demais profissionas (tais como assistente de produção, produtores locais, monitores, intérpretes de Libras, contador, assessor de imprensa, gestor de redes sociais) serão definidos na etapa de pré-produção do projeto.
PROJETO ARQUIVADO.