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PRONAC 249097Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Filhas de Eva: Formação Musical em Sopros e Percussão

18.913.677 EVANISE FIGUEIREDO DE OLIVEIRA
Solicitado
R$ 995,5 mil
Aprovado
R$ 995,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SC
Município
Florianópolis
Início
2024-12-20
Término
2025-12-18
Locais de realização (1)
Florianópolis Santa Catarina

Resumo

O presente projeto prevê a realização de uma formação musical gratuita para mulheres e meninas em instrumentos de sopros e de percussão e a manutenção da fanfarra Filhas de Eva no Jardim das Delícias. A fanfarra é composta por mais de 60 mulheres, entre sopristas e percussionistas. O projeto tem o objetivo primário de oferecer uma formação musical gratuita e de qualidade, além de reunir, visibilizar e valorizar a presença das mulheres na música instrumental e na cena cultural da cidade e garantir a manutenção da fanfarra que é pioneira nesse protagonismo. Para atingir o objetivo principal do projeto propõe-se a realização de dois ciclos formativos com duração de 4 meses cada, divididos em duas frentes de trabalho: adulto e infantojuvenil. Ademais, prevê-se a continuidade da fanfarra Filhas de Eva em 2025 com a criação de arranjos próprios, ensaios quinzenais, uma oficina de curta duração com a criação e confecção da alegoria "Bernunça das Delícias" e três cortejos abertos ao público.

Sinopse

O projeto "Filhas de Eva: Formação Musical em Sopros e Percussão" tem como principal objetivo oferecer formação musical gratuita e de alta qualidade para mulheres e meninas em instrumentos de sopro e percussão, além de garantir a manutenção e expansão da fanfarra Filhas de Eva. Esta fanfarra, formada inicialmente em 2022, é composta por mais de 60 mulheres, entre sopristas e percussionistas, e se destaca por sua pioneira atuação no cenário cultural de Florianópolis - sendo a primeira fanfarra com este recorte de gênero na cidade. A continuidade da fanfarra está prevista para 2025, com as seguintes ações: 1. Ensaios quinzenais gratuitos conduzidos pelas regentes da fanfarra; 2. Criação de arranjos próprios ampliando o repertório da fanfarra e podendo ser usados na formação; 3. Oficina de curta duração para desenvolvimento da alegoria "Bernunça das Delícias"; O projeto de formação musical propõe a realização de dois ciclos, com duração de quatro meses cada, divididos em frentes de trabalho para adultos e infantojuvenis. AS principais iniciativas referentes a realização da formação são: 1. A compra de instrumentos para democratizar o acesso à formação; 2. Disponilização de 500 vagas para estudo de instrumentos de sopro ou percussão para mulheres e meninas; Como produtos finais deste projeto, se destacam: 1. Realização do cortejo de carnaval da fanfarra Filhas de Eva, aberto ao público. 2. Dois eventos de rua com a apresentação das formandas juntamente à fanfarra Filhas de Eva, um a cada final de ciclo de formação, ambos abertos ao público. 3. Exibição de um mini-documentário sobre a fanfarra e a formação realizada durante o projeto.

Objetivos

Objetivo Geral Fomentar o acesso ao estudo e prática da música instrumental para mulheres e meninas, oferecendo formação musical gratuita em instrumentos de sopros e de percussão, com ações afirmativas para garantir o acesso à grupos marginalizados como mulheres e meninas em vulnerabilidade econômica, negras e indígenas e mães; Objetivos específicos Oferecer um ambiente de aprendizagem musical onde mulheres e meninas com diferentes bagagens musicais e histórias de vida possam desfrutar, aprender e protagonizar uma vivência musical; Pesquisar e referenciar a presença feminina e negra na história musical, contribuindo para uma visão de respeito e anti-racista; Garantir a contratação de mulheres instrumentistas, arranjadoras, regentes e demais profissionais da cadeia produtiva da cultura; Ampliar o número de integrantes negras e indígenas da fanfarra Filhas de Eva no Jardim das Delícias. Oferecer 500 vagas para mulheres e meninas interessadas em estudar música em turmas iniciantes, iniciadas, intermediárias e infantojuvenis distribuídas em 24 turmas nos dois ciclos de formação; Compor e ensaiar 6 arranjos novos e mais 10 músicas do repertório para formar um cortejo final da fanfarra Filhas de Eva; Realizar ensaios quinzenais s da fanfarra conduzidos pelas regentes da mesma. Realizar 3 cortejos da fanfarra com pelo menos 60 mulheres na rua; Realizar uma oficina de curta duração durante o recesso dos ciclos de formação; Contratar 80% dos serviços diretos realizados por mulheres no projeto, ampliando a cadeia produtiva da música.

Justificativa

A falta de políticas públicas municipais que proporcionem acesso gratuito e suficiente ao estudo de música instrumental é notável na capital catarinense. Embora a cidade seja um centro de diversas influências musicais e receba músicos de várias partes do mundo, não há uma iniciativa local que atenda essa demanda. Um exemplo é a Fanfarra da Ponte, um projeto de formação musical de sopros e percussão que em 2024 recebeu mais de 600 inscrições para apenas 90 vagas disponíveis. Isso evidencia a discrepância entre a demanda por formações musicais e a oferta disponível. Quando consideramos também aspectos socioeconômicos, de gênero e de raça, a necessidade deste projeto se torna ainda mais urgente. Historicamente, a participação das mulheres na música, especialmente no contexto do Carnaval, tem sido limitada e frequentemente invisibilizada. Ao longo do tempo, os movimentos carnavalescos foram se desenvolvendo, mas a participação das mulheres, especialmente como instrumentistas, permanece marginalizada. Este projeto nasce da urgência em redesenhar essa narrativa, proporcionando um espaço convidativo, inclusivo e empoderador para mulheres na música e na cultura carnavalesca. O impacto do projeto neste território vem se construindo desde sua criação. Em outras capitais do Brasil já existem iniciativas de grupos com esta abordagem, como Obscênicas (São Paulo), Malu Vidas (Brasília), Não Mexe Comigo (Porto Alegre); em Florianópolis e Santa Catarina não se tem registros de propostas semelhantes. Ainda no seu primeiro ano, a fanfarra se apresentou nos mais importantes eventos da cidade, como o Floripa Instrumental, Bourbon Street Fest, TUM Festival e abriu shows nacionais como os shows de Lenine e Maria Gadú. A partir de assistir alguma(s) dentre mais de 15 apresentações ou através das redes sociais, muitas mulheres reconhecem em si o desejo, ou a possibilidade de tocar um instrumento musical. Muitas dessas fazem parte da fanfarra atualmente, outras estão trilhando seu caminho de estudos para compor o grupo num futuro breve. Diante da crescente retomada dos carnavais de rua em diversas cidades do país, este projeto se destaca ao incorporar dois diferenciais: o enfoque de gênero e o repertório diversificado. Enquanto em outras capitais o repertório tende a se repetir, unificando essa modalidade de entretenimento popular, nosso objetivo vai além da simples capacitação na formação, buscando imprimir uma marca autoral e regional nesta modalidade. Dessa forma, visamos colocar Florianópolis no mapa do carnaval de sopros e percussão brasileiro. Os arranjos próprios para sopros e percussão nos permitem imprimir uma identidade autoral na estética desta proposta e acolher uma ampla gama de níveis de conhecimento musical. As arranjadoras criarão linhas simples e elaboradas, coexistindo harmoniosamente na música e refletindo os diversos estilos imersos em seu conteúdo musical. Além de preencher uma lacuna histórica, o projeto também visa promover a diversidade cultural e o diálogo intercultural incluindo ritmos e músicas latino-americanas, afro-brasileiras e locais em seu repertório. A formação oferecida pelo projeto não se limita apenas ao aspecto técnico da música, mas também abraça pautas como o combate ao racismo, à violência de gênero e à desigualdade social. Em um estado onde a cultura é predominantemente embranquecida e patriarcal, é crucial fortalecer as pautas antirracistas e feministas na construção de uma fanfarra carnavalesca que promova o empoderamento. Segundo dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social de Santa Catarina, o estado apresenta uma das maiores taxas de registros de Injúria Racial no país. Diante disso, nosso coletivo tem promovido iniciativas para incentivar a participação e formação musical de mulheres negras e indígenas buscando promover a igualdade de oportunidades e ampliar o acesso à educação musical ao oferecer empréstimo de instrumentos e bolsas de permanência para mulheres racializadas e de baixa renda. Para além do impacto que é percebido nos olhos do público a cada cortejo, dentro do mundo musical a visibilidade das instrumentistas, das arranjadoras, das regentes geram toda uma cadeia de trabalho, um considerável impacto econômico e social tanto para as mulheres envolvidas nessa cadeia como para a cena cultural da cidade. Nesse sentido, essa formação projetada para esta proposta pretende ser um marco de afirmação dentro desse propósito, ampliando e validando de maneira mais contundente o protagonismo e sua visibilidade. O projeto tem como objetivo principal promover a inclusão e o protagonismo de mulheres e pessoas não-binárias na música instrumental e na cena cultural de Florianópolis, com ênfase na cultura carnavalesca. A iniciativa busca preencher uma lacuna evidente na cidade, que carece de políticas públicas que proporcionem acesso gratuito ao estudo de música instrumental, especialmente para grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas racializadas e de baixa renda. A relevância do projeto está amparada pelos seguintes itens do artigo 3 da Lei 8313: I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) Instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos.O projeto contempla a instalação de cursos de formação musical voltados para mulheres cis, trans e não-binárias, com foco em instrumentos de sopro e percussão. Esses cursos terão caráter contínuo e serão oferecidos gratuitamente, promovendo a especialização e o aperfeiçoamento de novas instrumentistas na área da cultura, em um contexto livre de fins lucrativos.IV - Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) Distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.O projeto prevê a realização de cortejos e apresentações gratuitas e abertas ao público, que funcionarão como meio de distribuição de acesso à cultura musical e artística. Esses eventos visam promover o conhecimento dos bens culturais e valorizar a diversidade musical, incluindo repertórios de músicas afro-brasileiras, latino-americanas e locais, além de proporcionar uma experiência artística inclusiva e acessível a todos.Ao incorporar esses aspectos, o projeto "Filhas de Eva" se alinha perfeitamente aos objetivos da Lei Rouanet, promovendo a formação artística e a democratização do acesso à cultura em Florianópolis. A proposta visa não apenas capacitar novas musicistas, mas também gerar impacto cultural, social e econômico na cidade, ampliando as oportunidades para grupos historicamente sub-representados e fortalecendo a cena musical local com uma identidade autoral e diversa.

Estratégia de execução

Estrutura e organização do projeto: Durante os meses de março a junho e agosto a novembro, acontece a formação continuada. No primeiro ciclo, serão ofertadas 9 turmas. Para o público adulto (+18), serão ofertadas 6 turmas, entre níveis iniciante e intermediário: Quadro de Turmas e Cronograma Semanal Turmas (adulto): Nível iniciante:Uma turma para naipe de metais (sopros) (25 vagas)Uma turma para naipe de madeiras (sopros) (25 vagas)Uma turma para naipe de percussão (25 vagas) Nível intermediário:Uma turma para naipe de metais (25 vagas)Uma turma para naipe de madeiras (25 vagas)Uma turma para naipe de percussão (25 vagas) Já para o público infantojuvenil, serão 3 turmas de nível iniciante no primeiro ciclo: Uma turma para naipe de metais (15 vagas)Uma turma para naipe de madeiras (15 vagas)Uma turma para naipe de percussão (15 vagas) No segundo ciclo, serão ofertadas 6 turmas a mais que no primeiro ciclo, adicionando o nível "iniciado". Ao total, serão 15 turmas para o segundo ciclo. Para o público adulto (+18), serão ofertadas 9 turmas, entre níveis iniciante, iniciado e intermediário: Turmas (adulto): Nível iniciante:Uma turma para naipe de metais (25 vagas)Uma turma para naipe de madeiras (25 vagas)Uma turma para naipe de percussão (25 vagas) Nível iniciado:Uma turma para naipe de metais (25 vagas)Uma turma para naipe de madeiras (25 vagas)Uma turma para naipe de percussão (25 vagas) Nível intermediário:Uma turma para naipe de metais (25 vagas)Uma turma para naipe de madeiras (25 vagas)Uma turma para naipe de percussão (25 vagas) Já para o público infantojuvenil, serão 6 turmas no segundo ciclo: Turmas (infanto-juvenil): Nível iniciante:Uma turma para naipe dos metais (15 vagas)Uma turma para naipe de madeiras (15 vagas)Uma turma para naipe de percussão (15 vagas) Nível iniciado:Uma turma para naipe dos metais (15 vagas)Uma turma para naipe de madeiras (15 vagas)Uma turma para naipe de percussão (15 vagas) Os encontros acontecerão semanalmente em espaços no centro de Florianópolis que comportem o projeto (como por exemplo o Instituto Federal de Santa Catarina, o Instituto Estadual de Educação ou o Centro Cultural Silveira de Souza). A escolha do centro se dá devido à acessibilidade e visibilidade que oferece. Além disso, o centro permite acesso democrático de transporte, estando localizado próximo ao terminal central de ônibus, e também permite a participação de pessoas com deficiência de mobilidade física, devido à sua estrutura adaptada. A cada encerramento de ciclo da formação, sendo o primeiro no mês de Junho, a fanfarra realizará um cortejo gratuito e aberto, convidando as formandas a tocarem algumas músicas estudadas junto à fanfarra. No mês de julho, período de recesso do ciclo de formação, está concentrada uma série de oficinas voltadas à confecção da bernunça, figurinos, maquiagem, adereços e demais aspectos da performance. As oficinas são voltadas às participantes da fanfarra, mas serão abertas ao público. Os ensaios da fanfarra acontecem ao longo de todo o ano, semanalmente, para construção do repertório e da performance, com uma pausa no mês de julho e na metade de dezembro - retornando no início de janeiro. Os ensaios acontecerão em espaços também localizados no centro de Florianópolis. Apesar do grande foco ser o cortejo de carnaval, a fanfarra, desde seu princípio, participa de diversos eventos durante o ano, movimentando a cena cultural da cidade em todas as estações. Os ciclos de formação serão uma parte essencial do projeto, com capacidade para atingir até 500 estudantes. Estes ciclos incluirão aulas que serão distribuídas ao longo de oito meses, com sessões semanais. As aulas práticas e teóricas serão divididas em módulos, cobrindo desde a teoria musical até a prática instrumental. As participantes terão acesso a aulas sobre técnica de instrumento, teoria musical, arranjos e práticas de conjunto. Além disso, o desenvolvimento musical da fanfarra será realizado através de ensaios semanais, que eventualmente serão abertos ao público, permitindo que a comunidade acompanhe o desenvolvimento das musicistas e interaja com o projeto. Esses ensaios ocorrerão em locais estratégicos para atrair a maior audiência possível. As participantes do ciclo de formação terão a oportunidade de se apresentar em eventos, promovendo a visibilidade do projeto e a integração das musicistas na cena cultural da cidade. O objetivo é que uma parte significativa das instrumentistas formadas esteja apta a integrar a fanfarra "Filhas de Eva". A distribuição das vagas da fanfarra seguirá as seguintes etapas: manutenção do equilíbrio instrumental, onde o aumento de sopristas permitirá a admissão proporcional de percussionistas, assegurando uma sonoridade equilibrada e harmoniosa. A principal forma de distribuição será através de cortejos públicos, realizados em diferentes bairros de Florianópolis. Os cortejos apresentarão o repertório estudado durante a formação e contarão com a alegoria da Bernunça das Delícias, homenageando a cultura popular local. Todos os cortejos planejados como contrapartidas serão gratuitos e abertos ao público, garantindo que a arte e a cultura sejam acessíveis a todos, independentemente de sua condição socioeconômica. A missão principal da fanfarra desde sua fundação é proporcionar, através da música, oportunidades inclusivas para mulheres, abrangendo a região da grande Florianópolis e cidades vizinhas. É importante ressaltar que a fanfarra já possui uma audiência predominantemente composta por esse público-alvo. Reconhecendo o ambiente inclusivo que criamos para o ensino e aprendizado musical de grupos marginalizados - mulheres e pessoas não-binárias, negras ou indígenas, da comunidade LGBTQIAPN+, mães - estamos comprometidas em expandir nosso trabalho para alcançar mais pessoas dentro desse perfil e continuar aumentando nosso impacto com ações afirmativas contra as desigualdades sociais. Externamente, nossa missão é a transformação social através do impacto de nossos cortejos, através da representatividade que promove mudanças de paradigmas nas comunidades. As contrapartidas sociais do projeto incluem a oferta de formação gratuita para todas as participantes, reservando 30% das vagas para pessoas negras ou indígenas, outros 30% para mulheres identificadas como LGBTQIAPN+, e 10% para pessoas com 50 anos ou mais. Além disso, considerando que o público alvo são mulheres - que muitas vezes são mães, faz-se fundamental a oferta de um espaço de acolhimento para crianças durante as aulas da formação e nos ensaios da fanfarra. Estes espaços contarão com uma profissional que desenvolve atividades com as crianças para que as mães possam se dedicar à formação e aos ensaios.Para garantir a acessibilidade à formação para mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, entende-se a necessidade de disponibilizar instrumentos e seus acessórios, bem como bolsas de auxílio financeiro para transporte e alimentação, para contribuir com a permanência destas mulheres. O projeto promoverá dois cortejos públicos e gratuitos, convidando diversos coletivos envolvidos durante o projeto para se juntarem à celebração nas ruas da cidade, promovendo a integração com a comunidade local.

Especificação técnica

PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO ADULTO E INFANTO-JUVENIL Curso: Formação para sopros de Filhas de EvaCarga Horária por Turma: 24 horasPeríodo letivo: 4 meses por cicloProfessoras: Eva Figueiredo e Gabriela Mafra 1. Turmas: Madeiras Iniciantes e Metais Iniciantes EMENTA Essa formação consiste em uma série de 18 encontros de 1 hora e 20 minutos para cada turma, onde faremos uma iniciação aos instrumentos de sopro como: o clarinete, a flauta, o sax alto/tenor, o trompete, o trombone e a tuba.Nesse estudo pretendemos iniciar as alunas no instrumento de sopro, capacitando elas para ao final do curso tocarem em torno de 2 ou 3 músicas do repertório do BlocoIniciando com a montagem do instrumento, depois seguindo com a aprendizagem dos primeiros passos na leitura musical chegando ao final do curso com a leitura das músicas. Os encontros promovem uma vivência que permite a aprendizagem musical, a construção de uma rotina de estudos , a leitura musical e um primeiro contato com o repertório. *Objetivos gerais e específicos, quadro de turmas, conteúdo programático, metodologia e planos de aula em arquivos anexos. 2. Turmas: Madeiras Iniciado e Metais Iniciado EMENTA Essa formação consiste em uma série de 18 encontros de 1 hora e 20 minutos para cada turma, onde daremos sequencia aos estudos do instrumento para as pessoas que já tem conhecimentos iniciais no instrumento.Nesse estudo pretendemos aprofundar a formação dos instrumento de sopro, capacitando elas para ao final do curso tocarem com qualidade 4 músicas do Bloco.Nesse período de estudos fazemos primeiro uma retomada dos conteúdos iniciais, seguindo por avançar os conhecimentos sobre as notas, ritmicas, esclas, harmonia utilizando também o método Essencial, mas usando como conteúdo principal o repertório. 3. Turmas: Madeiras Intermediário e Metais Intermediário EMENTA Essa formação consiste em uma série de 18 encontros de 1 hora e 20 minutos para cada turma, onde faremos os estudos voltados para as instrumentistas que já tem experiência nos instrumentos de: clarinete, flauta, sax alto/tenor, trompete, trombone e tuba. Nesse estudo pretendemos aprimorar a qualidade de nossas instrumentistas, fazendo estudos técnicos do instrumento e também estudos voltados para a linguagem e os gêneros musicais utilizados. Curso: Formação para percussão de Filhas de EvaCarga Horária por Turma: 24 horasPeríodo letivo: 4 meses por cicloProfessora: María Paz 1. Turmas: Percussão Iniciante EMENTA Essa formação consiste em uma série de 18 encontros de 1 hora e 20 minutos, onde faremos uma iniciação aos instrumentos de percussão como: Tamborim, agogô, repinique, xequerê, surdo, caixa e timbal. Nesse estudo pretendemos iniciar as alunas no instrumento de percussão capacitando elas para ao final do curso tocarem em torno de 2 ou 3 músicas do repertório do Bloco. Iniciaremos com apresentação dos instrumentos, dinâmicas corporais para o desenvolvimento rítmico e de memória musical de maneira lúdica, como o trabalho oral por meio de onomatopeias que facilitam o reconhecimento de frases rítmicas dos instrumentos de percussão. utilizaremos o método de “ritmo e percussão com sinais” (RiPS) em diversas dinâmicas de construção coletiva em roda para dar os primeiros passos sobre a comunicação da regência com o bloco. Utilizaremos aquecimentos rítmicos para desenvolver a técnica e a resistência em cada instrumento, exercícios de dissociação e de leitura rítmica (Método MPV - próprio) e conscientização sobre a afinação para o equilíbrio dos naipes percussivos. Seguindo com os primeiros passos na construção de um repertório de ritmos de matriz afro-brasileira e do repertório popular de carnaval de rua que são utilizados no bloco. Os encontros promovem uma vivência que permite a aprendizagem musical, a construção de uma rotina de estudos, desenvolvimento rítmico corporal, técnica e um primeiro contato com o repertório. 2. Turmas: Percussão Iniciado EMENTA Essa formação consiste em uma série de 18 encontros de 1 hora e 20 minutos, onde daremos sequência aos estudos do instrumento para as pessoas que já tem conhecimentos iniciais no instrumento.Nesse estudo pretendemos aprofundar a formação dos instrumento de percussão capacitando elas para ao final do curso tocarem com qualidade 4 músicas do Bloco.Nesse período de estudos faremos primeiro uma retomada dos conteúdos iniciais, seguindo por avançar os conhecimentos sobre Ritmologia utilizando também o método MPV e RiPS , mas usando como conteúdo principal o repertório. 3. Turmas: Percussão Intermediário EMENTA Essa formação consiste em uma série de 18 encontros de 1:20h horas, onde faremos os estudos voltados para as instrumentistas já integrantes do Bloco, dos instrumentos; Tamborim, agogô, repinique, xequerê, surdo, caixa e timbal.Nesse estudo pretendemos aprimorar a qualidade de nossas instrumentistas, fazendo estudos técnicos do instrumento e também estudos voltados para a linguagem e os gêneros musicais utilizados.Iniciando com o estudo de dinâmicas corporais para a integração de elementos teóricos sobre, compassos regulares e tipos de subdivisão (ternária e quaternária), estudos de afinação por naipe, leitura Ritmica (MPV), estudo de ritmologia. Passando por estudos de contextualização histórica, criação coletiva, improviso e sinais (RiPS) e performance. Ao final, o que se pretende é o desenvolvimento de nossas instrumentistas, para que possam ser estruturantes na sonoridade do Bloco.

Acessibilidade

A fanfarra Filhas de Eva no Jardim das Delícias tem em seu time de instrumentistas duas pessoas com deficiência, sendo uma delas cadeirante. Desta forma, todas as iniciativas do grupo já partem de um olhar atento sobre acessibilidade. Neste projeto, as ações poderão ser ampliadas. O projeto aborda diversas questões de acessibilidade, com foco na promoção da diversidade. Entre as ações planejadas estão a realização de um workshop de sensibilização e capacitação para toda a equipe técnica principal, ministrado por uma assessora de acessibilidade. Entende-se neste projeto, que cada pessoa é única e que suas necessidades precisarão ser acolhidas pelo projeto. Por isso, ao longo de toda a sua execução, a assessora acompanhará o projeto sugerindo as adaptações necessárias a cada participante. Além disso, será feita a criação e produção de artes gráficas e digitais do projeto e do coletivo, com consultoria da assessora de acessibilidade para garantir que os materiais de divulgação sejam acessíveis às pessoas com deficiências. Durante os encontros do projeto, a assessora de acessibilidade acompanhará para promover as ações necessárias visando o acolhimento de pessoas com deficiências físicas ou visuais, caso haja inscritos no projeto.

Democratização do acesso

As medidas de democratização do acesso foram elaboradas para assegurar que o projeto seja acessível a todas, considerando suas condições socioeconômicas e/ou identitárias. Essas abrangem diversos aspectos, sendo o principal o acesso gratuito à formação oferecida pelo projeto, diminuindo barreiras financeiras para a participação. Entendendo que não basta oferecer a gratuidade, a cada ciclo serão disponibilizados 18 instrumentos, gratuitamente, com seus respectivos acessórios para pessoas racializadas em situação de vulnerabilidade socioeconômica - sendo um clarinete, uma flauta, um saxofone alto, um saxofone tenor, um trompete, um trombone, três caixas, dois surdos, quatro tamborins e três agogôs. Além disso, bolsas de permanência serão oferecidas para complementar essas medidas. Serão distribuídas, ao longo de dois ciclos, 20 bolsas no valor de R$200,00 mensais cada para cobrir os custos de alimentação e transporte. Vagas específicas serão reservadas para grupos historicamente marginalizados, como pessoas negras ou indígenas, mulheres LGBTQIA+, mães e pessoas com mais de 50 anos. Ademais, será ofertada uma oficina gratuita para as integrantes da fanfarra. Serão conduzidos ensaios quinzenais de forma gratuita para as integrantes da fanfarra, que eventualmente serão abertos ao público. Todos os eventos previstos no projeto, como cortejos, serão abertos ao público e gratuitos.

Ficha técnica

Proponente: Eva Figueiredo Direção de produção: Ariel Trindade Produção executiva: Blenda Trindade Assistente executiva: Giordana Pi Coordenação de produção: Marina Argenta Direção artística: Eva Figueiredo Professoras Regentes: Eva Figueiredo, María Paz Professor de instrumento musical: Gabriela Mafra Professoras Auxiliares: Fabíola Mariana Ortega Pérez, Daniara Regina Citadin. Fotografia: Fernanda Ozório Assessoria em acessibilidade: Thais Becker Henriques Silveira, Sara Monte Uchoa.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.