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"LIRA" é um filme de 25 minutos, filmado em4K, no formato documentário, que acompanhará a pintora e co-diretora Maria Lira Marques, uma mulher negra e autodidata enquanto ela percorre o Vale do Jequitinhonha recolhendo pigmentos de terra para suas pinturas e canções para o Coral dos Trovadores do Vale. O filme também documenta o percurso de Maria Lira na região, onde ela devolve aos informantes e seus familiares a pesquisa de canções, rezas e causos que realizou com Frei Chico na década de 1970 contendo 150 fitas k7.
LIRA É UMA ARTISTA PLÁSTICA do Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais), criadora de um poderoso universo de criaturas mágicas em tons de terra, rocha e areia. O seu trabalho tem uma interdependência com o bioma do cerrado e a cultura popular da região numa vivência ancestral.AS SUAS OBRAS ESTÃO PRESENTES NAS MAIORES COLEÇÕES E MUSEUS DO BRASIL, mas constituem apenas uma pequena parte de um trabalho multifacetado que a artista desenvolve há cinco décadas no território, em sua pesquisa musical e etnográfica.NESTE FILME VAMOS ACOMPANHAR LIRA NO SOLITÁRIO TRABALHO DE CRIAÇÃO. É um retrato do processo demiúrgico da artista, desde a recolha de pigmentos em rios e barrancos até à preparação das tintas, das obras e performances.TAMBÉM VAMOS ACOMPANHAR O MOMENTO HISTÓRICO EM QUE LIRA PROCEDE À DEVOLUÇÃO DE UM ACERVO COM CINQUENTA ANOS ÀS COMUNIDADES DE ORIGEM. Quase chegando aos oitenta anos, Lira percorre as estradas da região, onde gravou cantos e rezas no passado. Hoje ela confronta os atuais habitantes com o acervo sonoro que guardou intacto.NESTE PROCESSO DE DEVOLUÇÃO, ENCONTRAMOS PERSONAGENS CENTENÁRIAS, que reconhecem as suas vozes gravadas, mas também encontramos os descendentes, filhos e netos, que ouvem pela primeira vez o canto dos antepassados.CONSTATAMOS UMA CULTURA EM DESAPARECIMENTO: cantos de canoeiro, benditos de práticas religiosas, cantos para pedir chuva. Interrogamos a memória que desaparece, que se transforma, tal como percebemos ali o surgimento de novos valores culturais, novas batidas.ESTE FILME NÃO É APENAS UMA VIAGEM NO ESPAÇO, MAS UMA VIAGEM NO TEMPO. Assinala as alterações do território, da cultura popular, e seu eterno renascimento. Durante o filme, Lira confronta-se com a sua própria trajetória e questiona o significado e o papel das culturas populares no mundo contemporâneo. Percebe que as transformações ambientais causadas pela mineração do lítio e a monocultura do eucalipto estão não só devastando o bioma do cerrado mas comprometendo a continuidade e o futuro de tradições ancestrais.
Objetivo GeralDivulgar o trabalho plástico de Maria Lira Marques https://www.instagram.com/marialiramarques/.Revelar a pesquisa musical que Lira e o Frei Francisco (Chico) Van der Poel realizaram durante 10 anos na região pode ser ouvida num blog com 250 fitas k7 digitalizadas: https://tradicaooraljequitinhonha.blogspot.com/. Reúne côcos, contradanças, cantos de roda, beira-mar, cantos de trabalho e benditos que falam de fé, amores e da dor de viver. Objetivo específico Produção de filmes de caráter cultural;Ações que serão realizadas no projeto: Realizar um filme de média metragem filmado em 4K com Maria Lira Marques em direção coletiva com Beth Formaggini.Promover a devolução do acervo de músicas da pesquisa musical que Lira e o Frei Francisco (Chico) Van der Poel realizaram durante 10 anos na região para os personagens envolvidos:FILMAR O ENCONTRO DE LIRA COM OS PERSONAGENS:BLANDINA - Rezadeira com mais de 100 anos vai ouvir suas canções gravadas na década de 70 quando ela era mais jovem e cantar com Lira depois de rezá-la com um raminho.GENERINA - Rezadeira com 107 anos vai ouvir as gravações de rezas com sua mestra e amiga Sá Luiza e rezar a outra diretora Beth Formaggini.DANIEL- Jovem pai de santo vai escutar os pontos de candomblé de sua falecida bisavó Dona Neném Toureira e gravar com a sua irmã Gabriela os pontos que estão tocando hoje.ROBERTO canoeiro vai interagir com LIRA na foz do rio Araçuaí quando ele se encontra com o rio Jequitinhonha e vai escutar na voz de Lira e na caixinha de som os cantos de trabalho dos canoeiros recolhidos há cinco décadas.No Mercado Municipal LIRA vai mostrar as músicas de sua pesquisa para os feirantes interagirem com ela e lembrar outras canções para atualizar seu repertório. Exibir o filme em festivais e em VOD gratuito.
O projeto se enquadra, bem como quais objetivos do Art. 1º e Art. 3º da da Lei 8313/91 nos itens:Produção de obra cinematográfica de média metragem documental de caráter cultural sobre o patrimônio imaterial;A exibição em cineclubes, escolas e festivais serão abertas, sem distinção, a qualquer pessoa e gratuitas.O filme terá formato acessível à pessoa com deficiênciaO filme visa a difusão do patrimônio artístico e cultural.O filme visa a divulgação do folclore, da chamada arte popular e das tradições populares nacionais;Resumo:L I R A é um filme de Beth Formaggini e Maria Lira Marques. LIRA É UMA ARTISTA PLÁSTICA do Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais), criadora de um poderoso universo de criaturas mágicas em tons de terra, rocha e areia. O seu trabalho tem uma interdependência com o bioma do cerrado e a cultura popular da região numa vivência ancestral.AS SUAS OBRAS ESTÃO PRESENTES NAS MAIORES COLEÇÕES E MUSEUS DO BRASIL, mas constituem apenas uma pequena parte de um trabalho multifacetado que a artista desenvolve há cinco décadas no território, em sua pesquisa musical e etnográfica.NESTE FILME VAMOS ACOMPANHAR LIRA NO SOLITÁRIO TRABALHO DE CRIAÇÃO. É um retrato do processo demiúrgico da artista, desde a recolha de pigmentos em rios e barrancos até à preparação das tintas, das obras e performances.TAMBÉM VAMOS ACOMPANHAR O MOMENTO HISTÓRICO EM QUE LIRA PROCEDE À DEVOLUÇÃO DE UM ACERVO COM CINQUENTA ANOS ÀS COMUNIDADES DE ORIGEM. Quase chegando aos oitenta anos, Lira percorre as estradas da região, onde gravou cantos e rezas no passado. Hoje ela confronta os atuais habitantes com o acervo sonoro que guardou intacto.NESTE PROCESSO DE DEVOLUÇÃO, ENCONTRAMOS PERSONAGENS CENTENÁRIAS, que reconhecem as suas vozes gravadas, mas também encontramos os descendentes, filhos e netos, que ouvem pela primeira vez o canto dos antepassados.CONSTATAMOS UMA CULTURA EM DESAPARECIMENTO: cantos de canoeiro, benditos de práticas religiosas, cantos para pedir chuva. Interrogamos a memória que desaparece, que se transforma, tal como percebemos ali o surgimento de novos valores culturais, novas batidas.ESTE FILME NÃO É APENAS UMA VIAGEM NO ESPAÇO, MAS UMA VIAGEM NO TEMPO. Assinala as alterações do território, da cultura popular, e seu eterno renascimento. Durante o filme, Lira confronta-se com a sua própria trajetória e questiona o significado e o papel das culturas populares no mundo contemporâneo. Percebe que as transformações ambientais causadas pela mineração do lítio e a monocultura do eucalipto estão não só devastando o bioma do cerrado mas comprometendo a continuidade e o futuro de tradições ancestrais.
pessoas pretas: co- Diretora, co-roteirista e personagem principal: Maria Lira e Produtora local pessoas com mais de 70 anos: as duas diretoras Beth Formaggini e Maria Lira mulheres: as duas diretoras, a montadora, a diretora de produção, a produtora local e transporte local.obs: ADEQUAÇÃO A REALIDADE APÓS CAPTAÇÃO DE RECURSOS - durante as negociações para captação dos recursos, a produtora e proponente do projeto realizou COM RECURSOS PRÓPRIOS todas as atividades listadas acima nas etapas de pré/produção e produção/execução, ou seja, toda a captura de imagens, deslocamentos, contratações etc. Sendo assim, a adequação está totalmente voltada para a etapa de pós-produção até a finalização do produto, objeto principal deste projeto. A partir da liberação do recurso, teremos até o final de 2026 para finalizar. Passaremos para as demais atividades de democratização previstas após a finalização e prevemos que durará em torno de 12 meses. Por esta razão, o total está informado como 18 meses.
1 filme de 25 minutos Cópia em HD Filmado em 4K
PLANO DE ACESSIBILIDADE: Acessibilidade arquitetônica - Vamos exibir o filme em locais que permitam a locomoção de pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida com autonomia, como a sala Cine Henfil, na cidade de Maricá, cine arte UFF e Estação Botafogo. E vamos realizar no filme acessibilidade comunicacional audiovisual: recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual ou auditiva, como audiodescrição, janela de libras e legendagem descritiva.
O filme vai circular em festivais nacionais e internacionais. Em seguida, será licenciado nos canais de TV aberta e streaming gratuito. Participará de exibições em cineclubes, em escolas, associações e entidades mediante demanda.
MARIA LIRA MARQUES - CO DIRETORA Estreante no cinema, https://amgaleria.com.br/artista/maria-lira-marques/ é uma artista plástica e pesquisadora de Araçuaí, em Minas Gerais. Começou a trabalhar desde criança lavando e passando roupa. Trabalhou com o barro, criando presépios, e máscaras. A partir de 1994, passa a desenhar e a pintar com a terra, os seus Bichos do Sertão, animais inventados pela sua imaginação. Nos anos 70 desenvolveu uma pesquisa sobre a cultura popular do Vale do Jequitinhonha. BETH FORMAGGINI - DIRETORA Documentarista, produtora e pesquisadora audiovisual Historiadora pela Universidade Federal Fluminense, fiz especialização em “Documentário e Pesquisa Audiovisual”, na Universidade de Roma. Diretora da 4Ventos que soma dezenas de trabalhos audiovisuais premiados em Festivais Nacionais e Internacionais. Curadora do Cine Armazém, lancei em 2023 a série Memória da Mídia no Cinebrasiltv. Em março de 2020 lancei a série Sopro no Canal Curta. Em 2019 lancei nos cinemas, Canal Brasil e em VOD o longa Pastor Cláudio, vencedor do Festival de Vitória. Em 2007 dirigi e produzi o longa Memória para Uso Diário, premiado pelo júri popular do Festival do Rio. Em 2015 realizei Xingu Cariri Caruaru Carioca, o melhor filme do 8º Festival In-Edit Brasil e lançado nos cinemas, TV e Streaming. O curta Uma Família Ilustre venceu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro com prêmios em mais 15 festivais nacionais e internacionais. Em 2010 realizei Angeli 24 horas com 12 prêmios. Produzi e dirigi os médias Cidades Invisíveis, Nós Somos um Poema e Nobreza Popular. Em coprodução com o Canal Brasil produzi a Série.doc sobre vários cineastas com os quais colaborei como Eduardo Coutinho, sobre ele realizei o doc Apartamento 608. Também fui produtora de Mário Carneiro (“Joaquim.doc” e Casimiro), Paulo Cezar Saraceni (“Garrincha Uccellino di Dio”, para a RAI), Vincent Carelli (série “Índios no Brasil), Sílvio Da-Rin (“Paralelo 10”), Geraldo Sarno (série “A Linguagem do Cinema”), Ricardo Miranda (“Paixão e Virtude”, “Djalioh” e “Etnografia da Amizade”), Fui coordenadora de Pesquisa dos filmes: Othelo de Lucas Rossi que será lançado em 2024, Grande prêmio de Melhor documentário do Festival do Rio (2023); Martírio de Vincent Carelli produção Vídeo nas Aldeias (2017), – Para a Conspiração Filmes realizei a pesquisa audiovisual para o longa Gonzaga de Pai pra Filho (2012) de Breno Silveira; O vendedor de passados (2011/12) e O Mistério do Samba (2007) de Lula Buarque, Para a Raccord Produções, Cartola (2006) longa de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda e para a Ravina Produções Os Desafinados (2005), longa de Walter Lima Jr. Também coordenei a pesquisa para a GGF das séries Getulio Vargas - Cinco dias que abalaram o Brasil 1999 de Mauro Lima, exibidos na GNT e Chatô, Rei do Brasil 1996. Fui da diretoria da ABD - Associação Brasileira de Documentaristas, conselheira da ABRACI - Associação Brasileira de Cineastas e da FUNDAR - Fundação Darcy Ribeiro. Hoje sou conselheira da da Cinemateca Brasileira e da PAVIC - Pesquisadores de Audiovisual, Iconografia e Conteúdo. Rafael Mazza - Direção de fotografia e câmera www.rafaelmazza.com.br Filmes: Liberdade de Gênero, A Nave de mané socó, A Mãe de todas as Lutas, Jessie E Colombo, Nada Sobre meu pai Altyr Pereira - Técnico de som @altyrp Filmes: De longe toda serra é azul, Filho da mãe, Flordelis: em nome da mãe, Ventos que sopram Maranhão, Tesouro Natterer. Valéria Burke - Direção de Produção Thalita Souza - transporte e produção localANITA LEANDRO - Edição MontagemAnita Leandro é professora de cinema na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Realiza documentários a partir de materiais de arquivo e de textos literários. Lecionou na Université Bordeaux Montaigne, onde ajudou a criar o master profissional “Réalisation de documentaires et valorisation des archives”.– Riobaldo e Diadorim, ficção e documentário, Brasil, 2017, 58 min.– Retratos de identificação, documentário, 2014, 72 min.– Laudo de necropsia e Retratos de identificação, instalações sonoras, 2014, Exposição Arquivos da ditadura (CCJF, Rio de Janeiro, agosto-setembro 2014).– Animaizinhos, ficção e documentário, 2009, 58 min.– Patativa do Sertão, documentário, 2008, 49 min.– Lélio e Lina, ficção e documentário, 2007, 70 min.– Chefes e outros, ficção e documentário, 2007, 50 min.– Quem teve é que sabe, documentário, 2005, 52 min.– Le cru et le cuit, documentário, 2004, 14 min.– Sinapses, vídeo-instalação, 2003.– Evocação da estética da fome, por Lucia Rocha, documentário, 2002, 90 min ROGERIO COSTA -Criação do projeto de motion design, EDUARDO E MÔNICA, BOCA DE OURO, TEMPOS DE PAZ, PASTOR CLAUDIO, O AUTO DA COMPADECIDA https://estudiorogeriocosta.myportfolio.com/work Uakti e Tonzé - trilha sonora Equipe da LINK DIGITAL - Finalização de Imagem @novalinkdigitalrj
PRORROGAÇÃO DO PERÍODO PARA CAPTAÇÃO DE RECURSOS AUTORIZADA. Aguardando a elaboração e a publicação de portaria no Diário Oficial da União.