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Produção de laboratório de artes visuais para artistas trans do Rio Grande do Sul que resulte em uma exposição coletiva. O projeto produzirá também uma pesquisa sobre a temática, catálogo da exposição e vernissage.
Laboratório de Artes Visuais: laboratório composto por 12 artistas visuais, 4 pesquisadores do campo das artes visuais e 2 curadores. Exposição de Artes Visuais: exposição composta pelas resultados do laboratório. Catálogo de Exposição de Artes Visuais: impressão de 200 catálogos da exposição a serem distribuídos gratuitamente para o público da vernissage e posteriormente para bibliotecas, ongs e espaços de arte e educação Audiobook do catálogo: criação e disponibilização de audiobook do catálogo. Vernissage: vernissage da exposição, com fala de abertura dos curadores e artistas. Intérprete de libras para o evento. Conceito da exposição/laboratório/catálogo: A exposição “da anacronia do desejo: as imagens do impossível que o tempo conta” se constrói a partir de pesquisa em História, Teoria e Crítica das Artes Visuais, previamente desenvolvida em um laboratório de artes visuais composto por 12 artistas. Durante o laboratório, e posteriormente, na exposição, serão abordadas imagens de arte da antiguidade que, a partir de sua visualidade e dos discursos presentes em seu entorno, aproximam-nos do que agora entendemos como transgeneridade. As obras criadas a partir da pesquisa, pretende registrar e explorar esse debate por meio da criação de artistas que trabalham com diversas linguagens das artes visuais (performance, videoarte, pintura, fotografia, etc) e que irão buscar dialogar, em um tempo presente, sobre as intersecções existentes entre suas vidas e produções enquanto pessoas trans e travestis e o conteúdo da pesquisa. Classificação indicativa: 14 anos
Objetivo geral Incentivar a produção e circulação de obras artísticas de pessoas trans. Objetivos específicos Produzir uma exposição de artes visuais com um mês de duração, que atinja ao menos 250 pessoas. Fazer uma versão virtual da exposição através de video, a ser compartilhada no Youtube gratuitamente, que atinja ao menos 250 pessoas. Convite a 12 artistas trans do Rio Grande do Sul para participar do laboratório e da exposição. 1 pesquisa teórica e 12 pesquisas de criação de objeto de arte sobre o tema da presença trans nas artes visuais. Convidar 5 ONgs e Coletivos para participar da vernissage de inauguração da exposição com transporte incluso, trazendo ao menos 25 pessoas de baixa renda e/ou áreas periféricas para a vernissage. Produzir uma vernissage com os artistas convidados aberta ao público de ao menos 50 pessoas. Produzir 200 catálogos da exposição a serem distribuídos gratuitamente.
Um laboratório de artes visuais é um espaço criativo e experimental onde artistas, pesquisadores, estudantes ou profissionais de diferentes áreas podem desenvolver, testar e experimentar técnicas e conceitos relacionados às artes visuais. Ele funciona como um ambiente multidisciplinar, voltado para a pesquisa, a criação, a produção artística e a inovação em várias linguagens visuais, como pintura, escultura, fotografia, videoarte, design, gravura, arte digital, entre outras. Justificamos a importância do projeto também pensando na possibilidade que o mesmo traz de inserção de pessoas trans no sistema das artes e no campo da pesquisa, assim, tentando alterar uma realidade excludente, onde 70% das pessoas trans não concluiu a escola (Antra, 2023) e apenas 4% estão no mercado de trabalho formal (Antra, 2024). Esse projeto se encaixa no Artigo 3 da Lei de Incentivo como fomento à produção cultural e artística, mediante realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; Também contribuirá com as seguintes Disposições do Artigo 1: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País.
Descrição das obras: as obras de arte serão compostas nas mais diversas linguagens, sendo definidas pelos artistas após contato com a pesquisa. Todas as escolhas devem considerar a exigência de que possam ser expostas em uma galeria (tomando cuidado com as proporções e perecibilidade) Descrição do catálogo: Capa: 26x21cm, 4x0 cores em Supremo 250g. Prova Impressão Digital. Miolo: 16 pgs, 13x21cm, 4 cores em Polen Bold 90g. Prova Impressão Digital. Lombada:1mm, Entrega em Porto Alegre, Dobra(Miolo), Grampeado, Laminação BOPP Fosco, Nº Lados 1(Capa). Quantidade: 200 unidades. Descrição da videoarte da exposição: widescreen, fullhd.
Acessibilidade física: será escolhido local para realização da exposição que tenha maior número de facilitadores de locomoção e acesso. Ao lado da sala expositiva haverá sala vazia com lugares para sentar e fones de ouvido para ouvir música, para que pessoas autistas, com ansiedade ou síndrome do pânico possam ficar um tempo nesse ambiente se sentirem que o espaço expositivo tem muita gente ou muita informação (Acessibilidade para pessoas neurodiversas). Já para a acessibilidade de conteúdo, todas as obras terão audiodescrição criada pelo próprio artista, já visando uma aproximação entre artista e espectador. Os textos da exposição também terão a possibilidade de serem ouvidos em fones de ouvido. A videoarte da exposição contará com legenda descritiva e também audiodescrição. O catálogo terá uma versão em audiobook, composta também pelas audiodescrições de imagens elaboradas pelos artistas. Na vernissage terá intérprete de libras para a fala de abertura dos artistas e curadores. Todas as peças de divulgação terão linguagem simples e as imagens digitais contarão com texto alternativo (recurso que permite que leitores de tela convertam a descrição em áudio, oferecendo assim uma acessibilidade completa à informação contida na imagem).
Todos artistas convidados para o laboratório e participação da exposição serão pessoas trans, que por sua identidade vivem um processo de marginalização social que afeta sua possibilidade de conseguir empregos formais e de construção de uma carreira artística. A inauguração da exposição terá uma vernissage, gratuita e aberta ao público. Para a vernissage, queremos convidar pessoas em vulnerabilidade social e/ou de regiões periféricas, através de parcerias com a Escola Livre Persépolis, ONG Construindo Igualdade, Nuances, Retomada Kaingang Gãh Ré, Cine Kafuné, Okupa Kaliça, Okupa Jiboia. Será disponibilizado transporte para quem manifestar interesse. A exposição resultante do processo de pesquisa e criação artística será totalmente gratuita. Também será disponibilizado uma versão em vídeo, via Youtube, para que quem não consegue sair de casa consiga acessar o conteúdo. Por meio da publicação online da videoarte da exposição, será possível que pessoas do mundo inteiro acessem a obra. A impressão de 200 catálogos pode ampliar a possibilidade de contato com as obras e com a pesquisa. O catálogo será distribuído em bibliotecas, ongs e espaços de arte e educação.
Dirigente: Marina Palombini Fagundes (Nome Social: Mar Fagundes) Funções: Produtor e Pesquisador Pessoa transmasculina. Produtor de oficinas de teatro, artes e performance para pessoas trans, em 2018, em espaço cedido pela Cambada de Teatro e Ação Direta Levanta Favela, em Porto Alegre. Produção da video arte “memória_06, de Lau Graef, de 2021, através da Aldir Blanc. Escritor e produtor executivo do livro “Histórias que eu gostaria de ler”, publicado pela Aldir Blanc de 2021. Assistente de produção e cenografia do Porto Alegre em Cena de 2021. Através de parceria com a Casa de Cultura Mário Quintana, iniciou a produção da Feira da Visibilidade Trans de Porto Alegre, em 2022. A feira, que já teve quatro edições, reuniu em cada uma delas mais de 40 artistas trans com suas produções artísticas, performances e exposições de obras abertas ao público geral. Em 2022 também produziu a ocupação do espaço da Vitrine na Casa de Cultura Mário Quintana pelo coletivo Visibilidade Trans, onde fizemos uma exposição artística das obras do coletivo e também ministramos oficinas. Produtor, produtor executivo e roteirista de curta contemplado pelo Prêmio Catarinense de Cinema de 2022 e de projeto de desenvolvimento de longa contemplado com Prêmio Catarinense de Cinema 2023. Atua na direção, no roteiro e produção executiva de curta contemplado pela Paulo Gustavo de Montenegro - RS. Assina roteiro, produção e produção executiva do videoclipe “A Posse é um Fato”, do artista Muníi, contemplado pela Lei Paulo Gustavo de Porto Alegre - RS. Em 2023 e 2024, ministrou oficinas de elaboração de projetos para editais e de projetos audiovisuais. Diretor executivo da APTA (Associação de Profissionais Trans de Audiovisual). Formado em Ciências Sociais pela UFRGS, com intercâmbio na Universidad Mayor de San Andrés, La Paz, Bolívia. Lau Graef, pesquisador, curador e produtor Graduando em artes visuais pela UERGS, onde pesquisa questões que permeiam gênero e imagem. Recentemente publicou o artigo “Fomos todos cisgêneros? História da arte e representação de corporalidades trans” na revista da UFPEL; e também a pesquisa “Caminhos para um inventário da produção artística de pessoas trans pretas na arte contemporânea brasileira” na revista do 27º Seminário Nacional de Arte e Educação. Tem sua produção artística focada na criação de videoartes e vídeo performances, trabalhando o hibridismo entre cinema e artes visuais. Recentemente desenvolveu uma série de vídeos chamada “eu sou o monstro que vos fala”, onde explorou por meio da montagem e vídeo sampling a cultura trans. Pela Aldir Blanc realizou a videoarte “memória_06” (2021) , trabalho que explora a desvalorização da memória de pessoas trans. Atuou como co-diretor, co-roteirista e co-produtor de “Intransitivo: um documentário sobre narrativas trans” (2021), que participou de diversos festivais, entre eles o Queer Lisboa Film Festival (2023) - Seleção Oficial (Lisboa - Portugal), o Fabulous Independent Film Festival FIFF 2023 - Seleção Oficial (Flórida, Estados Unidos) e o Merced Queer Film Festival 2023 - Menção Honrosa (Califórnia, Estados Unidos). Formado no Curso Básico de Artes Visuais pela Fundarte Montenegro, onde desenvolveu a exposição individual “Uma pessoa trans passou por aqui” (2019). Participou de diversas exposições coletivas, sendo algumas delas “Tentativas de esgotamento”, curada pela Prof. Dr. Mariana Silva, na Galeria Loide Swchambac; "E se: Um diálogo sobre como seria”, na Casa de Cultura Mario Quintana; “Através da Imagem”, curada pela Prof. Dr. Mariane Rotter, onde expos o trabalho “desejos sem __imagem”, atualmente sendo diagramado para se tornar um livro de artista. Integrante do grupo de pesquisa "O infraordinário como método de pesquisa em educação e arte" com a prof. coordenadora Mariana Silva da Silva. Além disso, é assessor de programação e editor/montador de vídeos na TV Cultura do Vale, na Fundarte. Igor Moraes Simões: Pesquisador Doutor em Arte Visual – História, Teoria e Crítica de Arte (PPGAV-UFRGS). Atua como curador das exposições “Presença Negra no MARGS” e “Dos Brasis: Arte e Pensamento Negro”; também atua como curador e idealizador do “Pemba - Residência Preta”, programa de residência para 150 artistas e curadores negros brasileiros. Integra o comitê consultivo da Universidade do Texas em Austin na exposição “Social Fabric: Art and Activism in Contemporary Art”e também no “Empowerment” no Kunstmuseum Wolfsburg. Foi convidado como curador do programa “Processos Curatoriais do MAC-USP” promovido pelo MAC-USP e Fundação Getty. Foi um dos curadores brasileiros convidados para a palestra “Afro Atlantic Futures”, promovida pela National Gallery Washington e pela New York University. Participou como curador da Bienal 12 (Bienal do Mercosul); Membro do comitê curatorial da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas-ANPAP; membro da comissão de acervo do Museu de Arte do RS – MARGS. Autor da Tese “Montagem Fílmica e exposição: Vozes Negras no Cubo Branco da Arte Brasileira” Membro do Flume-Grupo, grupo de pesquisa em Educação e Artes Visuais. Tem mantido atividades de debate e qualificação sobre arte brasileira e racialização em instituições como MASP - Museu de Arte de São Paulo, Instituto Itaú Cultural, Instituto Moreira Salles, MAC/USP – Museu de Arte Contemporânea da USP, universidades no Brasil e no exterior. Contribui com diversas publicações no Brasil e no exterior, além de eventos nacionais e internacionais. Em 2021 ganhou o prêmio “Açorianos de artes visuais: pelo conjunto da carreira”. Ana Carolina Chini (1996): Curadora É natural de Antônio Prado, vive e atua em Porto Alegre, atua na área de educação, artes visuais, pesquisa e fotografia. Integrou o Núcleo Educativo e de Programa Público do MARGS. Pesquisou no grupo de pesquisa Flume com pesquisa na linha de História, Teoria e Crítica da Arte. Participou da Residência Artística do IEAVi e RS Criativo. Foi produtora na TV Cultura do Vale, assistente de produção e educadora em exposição no Farol Santander. Foi educadora social na Rede Calábria e mediadora na Fundação Iberê. Participa do Núcleo de Acervos do MARGS. Caru Brandi (1995): artista convidadoNatural de Porto Alegre, arte educador e produtor cultural transmasculino. Seu trabalho transita entre a pintura, desenho, cerâmica, tatuagem e recentemente a instalação. Realizou sua primeira Exposição Individual em 2024, sob o título “Fábulas Contrassexuais: Seres Além-Mundos”, de curadoria de Sue Gonçalves, no Espaço Força e Luz. Participou também de exposições coletivas como Jardim de Absurdos (13ª Semana de Design de São Paulo, 2024); Panelinha (Galeria da Pinacoteca Barão de Santo ângelo/Porto Alegre 2024); Fitas Amarradas no Ventilador Para Traçar o Vento (CCMQ/Porto Alegre, 2023); Jardim dos Desejos (Casa Surdina/Porto Alegre/RS, 2022). Sua atuação também engloba a arte educação como prática artística, tendo ministrado oficinas e mediação em espaço expositivo. Teve o projeto Além-Mundos: memórias do (in)imaginário aprovado pela Lei Paulo Gustavo, de 2023, como proponente e parte da equipe de produção cultural. Marine Bataglin: artista convidadaMestranda em Antropologia Social e bacharel em Psicologia pela UFRGS, com interesse nos diálogos entre estudos de gênero, arte, política e antropologia visual. Integra o Núcleo de Pesquisa em Sexualidade e Relações de Gênero - NUPSEX/UFRGS e o Núcleo de Antropologia Visual Navisual/PPGAS/UFRGS. Trabalhou na captação de fotos e vídeos analógicos para o documentário “Intransitivo: um documentário sobre narrativas trans” (2021/2022), financiado pela Lei Aldir Blanc – o documentário foi premiado no Lisboa Queer Festival. Expôs no Museu de Arte de Montenegro (2023) e na Galeria Loide Schwambach (2022) a obra de videoarte “desejos sem imagem___//”, feita em parceria com Lau Graef. Participou da exposição coletiva “My online bedroom” da MOSTYN Gallery, no ano de 2020.
PROJETO ARQUIVADO.