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O projeto "Memórias de Seival" tem como objetivo criar um média-metragem documental para tratar da história do bairro Seival, em Candiota, RS, por meio dos relatos de seus moradores. Além disso será realizado um evento de exibição do documentário aberto à comunidade.
ARGUMENTO Por Leonardo Peixoto, Patrick Correa e Ralfe Cardoso No sul do sul do Brasil vive uma comunidade marcada por habitar um local que carrega uma grande marca histórica. Distrito do município de Candiota, no Rio Grande do Sul, Seival possui cerca de 600 habitantes e foi palco da Batalha de Seival, onde após vencer tropas imperiais, o então Coronel Antônio de Sousa Neto, proclamou a República Rio-Grandense, dando uma escala maior para a Guerra dos Farrapos. Este documentário visa ouvir aqueles que vivem hoje na comunidade de Seival, em um Brasil interior, em meio a história, o campo e o Pampa. Como se vive agora em um lugar tão cheio de história? Para atingir esse objetivo o documentário se apoia em uma tradição do povo gaúcho: as rodas de chimarrão. Que serão essenciais tanto na pesquisa dos personagens quanto na produção do filme. Tomar chimarrão é um costume adotado pelo gaúcho não só reduzido ao gentílico de quem nasce no Rio Grande do Sul, mas também ao habitante do Pampa, que se espalha pela Argentina e pelo Uruguai também. Um hábito que pode ser individual, mas é nas rodas de chimarrão, onde cada um toma uma cuia por vez (e não se deve tomar uma só!), que as histórias são contadas e que as tradições se propagam. “Contos do Seival” é um documentário participativo, onde é inserido um personagem que assume o papel de mediador dentro de uma roda de chimarrão, enquanto, paralelamente, o espectador vê a equipe do filme acompanhando a rotina de cada um dos personagens. Serão registradas histórias que somadas irão compor um panorama de como vive a comunidade do Seival, quais são suas tradições e quem é sua gente. A seleção dos personagens e das histórias a serem relatadas ocorrerá durante a pré-produção, também através de rodas de chimarrão organizadas pela produção e registradas em áudio e vídeo para posterior seleção. Essa sequência de encontros será mediada e liderada pelo jornalista Patrick Correa, que trabalha há cerca de 10 anos na região de Candiota. Já a produção ocorrerá durante 01 semana, onde a equipe de gravação irá acompanhar um pouco da rotina de cada personagem e, ao final da semana de produção, ocorrerá a roda de chimarrão que é central no documentário, o momento em que serão relatados os contos do Seival. Junto das ruínas da Estação Férrea do Seival, será montado o cenário da roda de chimarrão, que contará com iluminação das ruínas, uma fogueira no centro, espaço para os entrevistados e plateia. E ao anoitecer de um dia de fim de semana ocorrerá a gravação, com e para a comunidade do Seival. Essa construção permitirá que “Contos do Seival” seja um filme esteticamente forte e atrativo, identificado com a comunidade que retrata e, principalmente, de grande relevância temática. O filme ganha em características estéticas quando constrói um cenário exclusivo para as entrevistas ao mesmo tempo que acompanha a rotina dos entrevistados. O cenário soma a presença prédio histórico da comunidade – ruína das Estação Férrea - a um costume gaúcho – a roda de chimarrão em volta da fogueira - o que dá ao filme um controle da produção de imagens que não é comum aos documentários e valoriza os entrevistados e as histórias que serão contadas. Já o acompanhamento da rotina dos entrevistados garante trechos do filme com uma estética mais característica dos documentários em geral, reforçando esteticamente a veracidade e originalidade de tudo que é retratado. Ao selecionar os entrevistados através de outras rodas de chimarrão a produção do filme garante não só a escolhas das melhores pra sintetizar a vida do povo desta comunidade na tela, mas também cria momentos para que esse povo se sinta valorizado e sua memória seja compartilhada e preservada. E a partir daí se constrói a relevância temática de “Contos do Seival”: um retrato de uma pequena comunidade do sul do sul do Brasil, mergulhada na história de seu estado enquanto constrói seu presente em meio a um bioma ameaçado.
Objetivo Geral O objetivo geral do projeto é preservar e valorizar a memória histórica do bairro Seival, em Candiota, RS, por meio da produção de um documentário que registra os relatos e vivências de seus moradores, fortalecendo a identidade local e assegurando que as histórias do bairro sejam compartilhadas e perpetuadas para futuras gerações. Desse modo, pode-se possibilitar o reconhecimento cultural e histórico da comunidade. Objetivos Específicos - Produzir um média-metragem documental para contar histórias do Seival através de seus moradores; - Promover a integração e a valorização da história da comunidade de Seival, através de 3 encontros mensais durante 3 meses onde os moradores compartilharão suas histórias de vida em uma roda de mate e gravação em vídeo para documentação e preservação da história; - Possibilitar um evento de exibição do documentário, como medida de ampliação de acesso.
Seival, um bairro histórico localizado no município de Candiota, RS, é um lugar de grande relevância para a história do Rio Grande do Sul. Este bairro foi palco da épica Batalha do Seival, um dos combates mais significativos da Revolução Farroupilha, que marcou a memória coletiva da região. No entanto, apesar de sua importância histórica, Seival enfrenta o desafio do esquecimento. Com cerca de 600 habitantes, o bairro tem visto sua rica história se perder, à medida que marcos históricos, como a ferrovia inaugurada em 1884, encontram-se em estado de ruína. O projeto "Memórias de Seival" surge com a intenção de preservar e valorizar a história deste bairro através das vozes de seus próprios moradores. A cada mês, durante 3 meses, a comunidade de Seival se reunirá em rodas de mate, uma prática cultural profundamente enraizada na tradição gaúcha, para compartilhar histórias de vida, experiências e memórias. Esses encontros serão gravados em vídeo, criando assim um arquivo documental que assegurará que as narrativas e vivências dos moradores de Seival sejam preservadas para as futuras gerações. Além de fortalecer os laços comunitários, o projeto busca promover o reconhecimento e a valorização da identidade histórica de Seival, resgatando memórias que poderiam se perder com o tempo. Ao final do processo, o documentário em formato de média-metragem resultante desses encontros será exibido em um evento especial, permitindo que a história de Seival seja compartilhada não apenas com seus moradores, mas com um público mais amplo, reafirmando a importância de preservar a memória local. A partir do exposto, ressalta-se que o apoio do Incentivo a Projetos Culturais é crucial para assegurar que se viablilize um projeto que tenha os recursos necessários para a produção de um documentário que visa preservar e compartilhar a história de Seival, contribuindo para a valorização da memória e identidade cultural de uma comunidade que desempenhou um papel fundamental na história do Rio Grande do Sul. Acreditamos que o projeto contempla a Lei 8.313/91 no artigo 1º em seu inciso I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais e III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; assim como o artigo 3º em seu inciso II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural.
O média-metragem terá duração de 69 minutos.
PRODUTO Média-metragem (AUDIOVISUAL) Acessibilidade FÍSICA: Serão priorizados locais para as gravações em que possua acessilibidade física com rampas/ comirrimões/ elevalores se for o caso. Acessibilidade VISUAL: Contará com audiodescrição.Item orçamentário nº 13Acessibilidade AUDITIVA: Contará com legendagem descritiva e LIBRAS.Item orçamentário nº 11 e 18Acessibilidade CONTEÚDO: A obra conta com os recursos de acessibilidade de conteúdo, não havendo restrição para nenhum público. A mesma sera absorvida por cada público à sua maneira, pois a experiência com o produto final será única para cada um. PRODUTO Obra Exibida (AUDIOVISUAL) Acessibilidade FÍSICA: Será escolhido local em que será realizada a exibição do documentário que já possua acessilibidade física com rampas/ comirrimões/ elevalores se for o caso. Acessibilidade VISUAL: O média-metragem conta com acessibilidade de conteúdo com audiodescrição. Para a exibição, serão locados os equipamentos e equipe de audiodescrição para tal fim.Item orçamentário nº 13 e 2Acessibilidade AUDITIVA: O média metragem contará com legendagem e LIBRAS.Item orçamentário nº 11 e 18Acessibilidade CONTEÚDO: Haverá assistente de produção especializados para recepção de público com alguma restrição intelctual, e acompanhará os mesmos durante a exibição.Item orçamentário nº 1
As ações do projeto serão gratuitas. AMPLIAÇÃO DE ACESSO Conforme item 30 da IN, será realizado um evento presencial gratuito para exibição do documentário produzido, conforme item "V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas". A exibição será realizada em local ainda a definir, dependendo da quantidade de lugares que o espaço permita, haverá distribuição de senhas ou retirada de ingressos gratuitos de forma online (ainda a definir).
PROPONENTE: COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA DO PROJETO (será remunerado pelos custos administrativos do projeto). Eduardo Teixeira é cineasta formado pela Unisinos e especialista em Televisão e Convergência Digital pela mesma universidade. Possui experiência em televisão e cinema, principalmente nas áreas de produção e direção. Seu curta Os Desconhecidos (2012) foi exibido em diversos festivais, entre eles o Festival Brasileiro de Curtas Universitários. Atualmente, atua como produtor e montador da UFRGS TV. Seu último curta-metragem, Sono (2015), foi licenciado pela Box Brasil. UM CULTURAL: PRODUTORA A Um Cultural é uma empresa situada em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, que atua em todas as etapas de projetos e atividades culturais. Há doze anos no mercado, tem conquistado um espaço representativo no segmento cultural, inclusive em outros estados brasileiros. Realizou diversos eventos, dos quais podem ser destacados: três edições do Festival de Cinema de Gramado; quatro edições Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo; seis edições Kerb de São Miguel; seis edições Natal dos Anjos; entre outros. Produziu, também, circulação de grupos teatrais pelo interior do estado e rotinas culturais na região do Vale do Sinos. Editou e participou da publicação de diversas séries de livros, dos quais podem ser mencionados: Novo Hamburgo – a cidade se revela, com textos de Henrique Schneider, e São Leopoldo a cidade se revela, com textos de Ruy Carlos Ostermann, ambos com fotos de Joel e Isa Reichert; Costa do Brasil, de Ita Kirsch; A História do Rubi de Ragank, de Simone Saueressig; entre muitos outros. É a produtora responsável pelo projeto de restauro do Museu Casa do Imigrante, de São Leopoldo, e da Igreja Evangélica Luterana do Redentor de Fazenda Padre Eterno, de Nova Hartz. CONVERGÊNCIA (LEONARDO PEIXOTO) : DIREÇÃO E ROTEIRO A Convergência assina a produção de vídeos institucionais, VT para televisão, curtas-metragem, webséries, vídeoclipes e aftermovies, além de integrar a equipe de longas-metragem e séries de TV em diversas funções. O audiovisual foi a motivação desta empresa ser criada. Todo e qualquer formato audiovisual nos interessa. Já realizamos trabalhos como curta metragem De Volta ao Jogo em coprodução com Bactéria Filmes e Sala Filmes; Quaquarela obra seriada infantil em coprodução com Bactéria Filmes e Bando de Brincantes; Motorista de Taxi obra seriada como co-roteirista, assistente de direção e direção de produção; Scheffel série documental sobre o artista Ernesto Frederico Scheffel integrando as equipes de roteiro e direção, entre outros projetos. RALFE CARDOSO: ROTEIRO Ralfe Cardoso é gestor e produtor cultural, com ampla experiência em concepção, planejamento, captação de recursos, execução e prestação de contas de dezenas de projetos culturais. Ele coordenou três edições do Festival de Cinema de Gramado e foi um dos idealizadores e coordenadores do Porto Alegre Jazz Festival. Atuou como agente de grupos e artistas como Delicatessen Jazz, Marciano Schmitz e Betinho Klein. Experiente, atualmente, Ralfe é o Secretário Municipal da Cultura de Novo Hamburgo, posição que ocupa desde janeiro de 2017, com mandato previsto até dezembro de 2024. Na Secretaria, ele é responsável pelo planejamento, gestão e execução das políticas culturais da cidade. Entre suas principais realizações estão a criação dos Núcleos de Orquestras Jovens de Novo Hamburgo e do Novo Hamburgo Polo Audiovisual, que já contemplou mais de 50 iniciativas através de uma política ousada de fomento setorial. Além disso, Ralfe tem trabalhado na consolidação de uma política de preservação do patrimônio histórico de Novo Hamburgo, com a conclusão de dois restauros de imóveis importantes e três outras iniciativas em andamento.
Periodo para captação de recursos encerrado.