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Este projeto contempla a produção, filmagem, montagem e lançamento do curta-metragem "O Vizinho do 410", de Franz Keppler, direção de Johny Araúho, com Daniel Rocha, Luciano Chirolli, Fábia Mirassos e um quarto ator a confirmar.
Dois meses depois de se mudar para um pequeno prédio na capital paulista, o advogado André conhece o seu vizinho, Aguinaldo, um senhor de aproximadamente 75 anos. Comovido com seus problemas de saúde, seu abandono, solidão e penúria, André chama seu amigo Tiago (que nutre pelo amigo heterossexual um amor que esconde por medo de perder a amizade) para ajudar o vizinho. Nessa rápida convivência, Aguinaldo logo percebe que existe algo mais entre os dois do que somente uma amizade, e tenta então mostrar a eles o quanto não vale a pena desperdiçar um amor por medo, como um dia ele fez no passado.
OBJETIVO GERAL Produzir e lançar "O Vizinho do 410", um curta metragem de ficção escrito pelo dramaturgo e roteirista Franz Keppler, com direção de Johny Araújo, tendo no elenco Luciano Chirolli, Daniel Rocha, Fábia Mirassos e Clayton Nascimento. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Realizar uma leitura do curta seguida de debate aberta e gratuita ao público - Formar uma equipe de filmagem com foco na diversidade - Realizar duas sessões de lançamento do curta seguidas de debate com o público. As sessões serão gratuitas e abertas ao público. - Garantir acessibilidade com as sessões tento audio descrição e intérprete de libras. -
Do ponto de vista temático, o VIZINHO DO 410, trata de uma maneira sensível e delicada de questões extremamente importantes e pertinentes nos dias de hoje. A principal delas é a solidão e a vulnerabilidade do idoso, especialmente do idoso gay. De acordo com a ONU, em um relatório divulgado ano passado, envelhecer sendo LGBTQIA+ é um desafio muito maior, principalmente quando se leva em conta o público de maior idade, já que muitos tiveram que abrir mão de seu passado, escondendo assim sua orientação sexual. É o que acontece com o nosso personagem Aguinaldo, que expulso de casa muito cedo, tornou-se professor, viveu uma única história de amor com um ex-aluno e que não teve coragem de continuar com ela por medo de se prejudicar profissional e socialmente. Como resultado, ele entra na velhice sem companheiro e sem família, isolando-se mais ainda. Este cenário de abandono, segundo a psicanalista e coordenadora de psicoterapia do Hospital das Clínicas, Dorli Kamkhagi, favorece o desenvolvimento de depressão, tornando o idoso ainda mais vulnerável. E quando se trata de um homossexual, ao envelhecimento biológico acrescenta-se uma complexa teia de problemas discriminatórios, diz Carlos Henning, professor de Antropologia da Universidade Federal de Goiás (UFG). "A maioria foi expulsa de casa e perdeu essa rede de suporte que é a família". Além disso, o medo da rejeição e da violência, faz com o que os idosos LGBTQIA+ renunciem à sua própria verdade e fingem ser quem não são, diz Diego Miguel, padrinho da ONG Eternamente SOU (SP), que atende esta população. Para ele, uma das maneiras de combater essa triste situação: falar mais sobre ela. E é exatamente o que este filme faz ao lançar uma luz sobre esse problema e mostrar o quanto significativo pode ser o olhar de alguém sobre quem se sente invisível à sociedade. Isto é o que acontece através do personagem André, um jovem advogado de 30 anos que se comove com a situação de Aguinaldo e dá a ele, mesmo que por pouco tempo, um pouco de carinho e _ por que não dizer _ amor. E essa relação entre os dois acaba por trazer um outro tema extremamente pertinente, já que Aguinaldo se enxerga em André. Assim como ele, sabe que o jovem vive um conflito interno que não lhe permite ser quem realmente é, que não lhe dá coragem suficiente para viver o amor que sente pelo amigo Tiago. Logo, ao dizer para André " desfrute a vida", é como se ele dissesse para todos os espectadores do filme: Libertem-se, sejam felizes, não se tornem o que eu me tornei". Outras camadas do filme são a falta de empatia, retratada pela personagem Lúcia, uma síndica religiosa que não faz a menor questão de olhar o outro, e o racismo sob a pele do personagem Tiago que passou por uma situação extremamente humilhante, o que lhe deu forças para lutar por seus direitos. Através dele, falamos para o público: não se cale, não abaixe a cabeça, lute pelos seus direitos. Mas se este é um filme que fala sobre a importância de olhar o outro, sobretudo aqueles invisíveis à sociedade, o projeto não poderia deixar de ter esse olhar em sua execução, principalmente na escolha do elenco. Fábia Mirassos, atriz trans que participou de espetáculos incensados como Luiz Antônio Gabriela e Brian ou Brenda, foi escolhida para interpretar a síndica do prédio, uma mulher cis. Clayton Nascimento, prêmio Shell de atuação pelo espetáculo Macacos, é Tiago. Luciano Chirolli é Aguinaldo e Daniel Rocha, Logo, a temática e equipe que envolve o projeto, fazem dele altamente relevante e necessário no momento atual. Ressalta-se os motivos para a realização do projeto aqui apresentado bem como a necessidade do uso do mecanismo de incentivo a projetos culturais para financiamento do mesmo tendo em vista que ele se enquadra no inciso I e II, do Art. 1º da Lei 8313/91 bem como no objetivo II letras "c", e objetivo IV letra "a" do Art 3º da mesma lei, e ainda seu produto principal,está dentro do segmento, letra "c", do parágrafo 3º do artigo 18 que contempla espetáculos teatrais; Abaixo textos da lei no qual o projeto se enquadra para o uso do mecanismo de incentivo: Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; Art 3º - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural.
não se aplica.
não se aplica
PRODUTO PRINCIPAL - CURTA METRAGEM FILMAGEM E LANÇAMENTO Acessibilidade Física: no set e no cinema onde ocorrerão as sessões de lançamento selecionaremos locais que esteja de acordo com as normas de acessibilidade; Acessibilidade para PcD Visuais: audiodescrição.Item da planilha Orçamentária: Narrador de audiodescrição. Acessibilidade para PcD Auditivos: Intérprete de LIBRAS. Item da planilha Orçamentária: Intérprete de LIBRAS. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: cadastraremos voluntários para acompanhamento mediante inscrições prévias dos PcDs para identificacao de cada necessidade específica
Como medida de democratização de acesso, será adotado o disposto no inciso III do artigo 21 da Instrução Normativa nº 2/Ministério da Cidadania, de 23 de Abril de 2019, complementado pela seção III art 24 da Instrução Normativa nº 1 /Ministério da Cidadania, de 04 de Fevereiro de 2022. PRODUTO PRINCIPAL - CURTA METRAGEM - PRODUÇÃO E LANÇAMENTO: Todos os ingresssos serão gratuitos. serão doados , previsto na alínea "a", inciso I do artigo 23, no mínimo, vinte por cento dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, ao Programa Pracinhas da Cultura, a equipamentos culturais de acesso franqueado ao público e em especial à pessoa com mobilidade reduzida e seu acompanhante, devidamente identificados; III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22 Haverá uma leitura do roteiro também gratuita e aberta ao público antes do início das filmagens.
ROTEIRO: FRANZ KEPPLER DIREÇÃO: JONY ARAÚJO PRODUÇÃO: YAN DELLA TORRE DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: MICHELE DINIZ TRILHA SONORA: ROBERTO COELHO ELENCO: DANIEL ROCHA FÁBIA MIRASSOS LUCIANO CHIROLLI e um quarto ator a confirmar, FRANZ KEPPLER - Roteirista e dramaturgo, foi duas vezes indicado ao prêmio APCA de melhor autor, por "Nunca Ninguém Me Disse Eu Te Amo", e Frames. Possui mais de 10 peças encenadas, entre elas “Camille e Rodin” e “Divórcio. As duas levaram juntas cerca de 150 mil espectadores ao teatro, e também ganharam montagens internacionais: Divórcio, em Barcelona (2014) e Camille e Rodin, em Buenos Aires. Em 2022, foi um dos premiados no edital de Desenvolvimento de Dramaturgia Inédita da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Em 2023, estreou Aquário com Peixes, no SESC Santana. Atualmente, está coma peça Brian ou Brenda em cartaz, circulando pelo estado. No audiovisual, escreveu o curta Um Pouco Mais de Tempo, eleito o melhor curta do Festival Cultura Inglesa 2012. No mesmo ano foi um dos vencedores do edital de desenvolvimento de roteiro para Telefilme da Secretaria de Cultura de São Paulo com a adaptação de sua peça Frames. Integrou a equipe de roteiristas da primeira temporada da séria Terra 2, da TV Cultura. Em 2020 escreveu, com Rafael Primot, a série Chuva Negra, que pode ser vista no Globoplay e no Canal Brasil. YAN DELLA TORRE - Roteirista, Produtor De Cinema e Professor de Roteiro, é Especialista em Script Writing, pela City Academy London, na Inglaterra, onde é membro da British Actors' Equity Association. É Bacharel e Licenciado em Teatro pela Universidade Anhembi Morumbi e formado pela extinta Oficina De Atores do Grupo TUSP - Teatro da Universidade De São Paulo. Foi por duas vezes, Cast Member do Walt Disney World, na Florida — a maior empresa de entretenimento do planeta, onde foi treinado em Disney Traditions, na Disney University. É Professor De Roteiro desde 2015, e leciona Roteiro e Showrunning. Possui cadeira cativa no InC - Instituto De Cinema de São Paulo, onde é Professor desde sua fundação. Foi Professor Convidado da Universidade Anhembi Morumbi, da FGV - Fundação Getúlio Vargas e da Academia De Atores 14. É fundador da Lavanda Films, que completa uma década esse ano, sob o imutável lema: agindo pela diversidade. É também parceiro da White Wolfy Films, produtora de filmes independentes de temática LGBTQIA+. Ambas são reconhecidas mundialmente pelo sucesso de seus curtas-metragens “Poente” (Afterglow), “Top 10 Lugares em São Paulo” (Top 10 Places in São Paulo). É também produtor de “PRO”, com Monique Evans. Em seu portfólio, têm indicações e premiações em importantes Festivais De Cinema pelo Brasil e pelo mundo: como Toronto, Vancouver, San Francisco Frameline, Cannes Short Film Corner e Mix Brasil. JOHNNY ARAÚJO Mais de 15 anos de experiência na direção de filmes e séries de TV, com destaque para o sucesso da série "Sintonia" da Netflix. Entre seus trabalhos consta os filmes "O Magnata" (2007), "Chocante" (2016), "Anjos da Lapa" (2016), "Depois de Tudo" (2015), "No Retrovisor" (2015), as Séries: "Alice" (HBO, 2008), "Moda Capricho" (Boomerang, 2010), "Fora de Controle" (Record, 2012), "FDP" (HBO, 2012), "Copa Hotel" (GNT, 2013), "As Canalhas" (GNT, 2014), "E Aí Comeu?" (Multishow, 2015). DANIEL ROCHA (Ator) – Iniciou seus estudos no CPT de Antunes Filho. Estreou na TV em Avenida Brasil, ganhando destaque na mídia pelo personagem Roni, um jogador de futebol. Esteve também em “Amor à Vida”, “Império”, “Totalmente Demais” e “A Lei do Amor”. Recentemente, protagonizou a série “Irmãos Freitas”, com direção de Sérgio Machado e Walter Salles, na qual interpreta o boxeador Popó, e a série “Spectrus”, para a Netflix. No teatro, atuou, entre outros espetáculos, em “Amigos, Amigos, Amores à Parte”, “Inimigas de Infância” e “Frames”. Já no cinema, esteve em “Sequestro Relâmpago”, “Assombrações do Recife Velho” e “A Queda”. FÁBIA MIRASSOS (Atriz) - É atriz e visagista. Trabalhou com os Satyros desde 2005 como visagista e/ou atriz em diversos espetáculos ("A vida na Praça Roosevelt”, “Justine”, “Pink Star”, 2017, e também atuou em espetáculos com os grupos Os Babilônicos. Na Cia do Terreno atuou em "[A]Gente”, 2018, com reestreia em 2020, onde atua e assina a dramaturgia, o visagismo e a ambientação cênica, e Cia Mungunzá (atuando em “Luis Antonio Gabriela” e assinando o visagismo de “Por que a Criança Cozinha na Polenta”, 2019), além de protagonizar no mesmo ano os espetáculos "Máquina Branca” de Ave Terrena Alves e participar de “Interditos”, de Nelson Baskerville e "Brian ou Brenda” de Franz Keppler, que lhe rendeu prêmio de melhor atriz coadjuvante do Observatório do Teatro. No audiovisual, protagoniza em 2020 a série “Nós”, do Canal Brasil e participa de “Todx Nós”, da HBO. LUCIANO CHIROLLI (ator) - Com 32 anos de atuação, Luciano Chirolli é formado pela EAD/ECA- USP. Já foi contemplado com vários prêmios como melhor ator entre eles: Prêmio Shell em 2010, com a aclamada peça do Grupo Pândega de Teatro: “As Três Velhas” de Alejandro Jodorowsky e direção de Maria Alice Vergueiro; Prêmio Mambembe, em 1986, Prêmio Governador do Estado, em 1987 dentre outros. Como ator se destacou também em montagens de Shakespeare, Molière, Ésquilo, Lorca, Brecht, Ibsen, Büchner entre outras. Com Gotas D’Água sobre Pedras Escaldantes, teve sua segunda indicação ao prêmio Shell como melhor ator de 2014. Em 2015 estreia com seu grupo Pândega o espetáculo “Why The Horse?, consegue mais um sucesso de público e crítica a ponto de serem convidados pelo Sesc para a abertura do Circuito Palco Giratório. Em comemoração aos seus 30 anos de carreira encenou “ Memórias de Adriano” uma adaptação do memorável livro de Marguerite
PROJETO ARQUIVADO.