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"Até Quando Você Cabe em Mim?" é um espetáculo de teatro para o público adulto focado em promover questionamentos e reflexões sobre a maternidade nos dias atuais. Na peça, quatro atrizes-mães refletem sobre a sobrecarga materna neste espetáculo que é dirigido por Juliana Sanches, do Grupo XIX de Teatro, tradicional coletivo de pesquisa teatral de São Paulo. Em uma atmosfera que transita entre o real e o imaginário, quatro mulheres refletem sobre as angústias e os desafios da maternidade. Afinal, o que está por trás do ser mãe? Será que a sociedade já está preparada para receber as mulheres e seus filhos? Amor e insegurança,humor e solidão, alegria e desamparo são alguns dos sentimentos que permeiam o espetáculo. As apresentações acontecerão em teatrosdo Rio de Janeiro, Salvador, Recife e São Paulo, onde serão oferecidos ensaios abertos além de cotas de responsabilidade social para ONGs, totalizando 12 apresentações, 3serão seguida de debates públicos.
"Até Quando Você Cabe em Mim?" é um espetáculo teatral que mergulha profundamente na experiência da maternidade contemporânea. A peça apresenta quatro atrizes-mães que, através de monólogos e interações emocionantes, refletem sobre as diversas facetas da sobrecarga materna. Abordando temas como o amor incondicional, as pressões sociais, a ausência de rede de apoio, e os dilemas entre carreira e vida pessoal, o espetáculo desromantiza a visão tradicional da maternidade. Inspirado na obra da coreógrafa alemã Pina Bausch e utilizando uma linguagem poética e sensível, o espetáculo convida o público a uma reflexão profunda sobre os desafios e as realidades do papel materno. Com direção de Juliana Sanches, a peça busca promover um diálogo necessário sobre a valorização da figura materna e o reconhecimento da mulher como indivíduo.
O objetivo do espetáculo é promover reflexão a respeito da função materna e suas idiossincrasias por meio de um espetáculo teatral poético e sensível, permeado também por relatos individuais das atrizes. Com base em nossa experiência em São Paulo, a obra é capaz de colocar o espectador em estado de profunda reflexão em relação a seu entorno familiar e à consequente valorização do papel feminino. Buscamos sensibilizar o público por meio de uma obra teatral, com linguagem contemporânea inspirada na obra da alemã Pina Bausch. Objetivos específicos: - Realizar 12 apresentações em 4 estados brasileiros; - Alcançar 3.000 pessoas para a reflexão sobre os desafios da maternidade; - Alcançar 50 pessoas com o curso de urso online de elaboração de projetos culturais; - Promover questionamentos e reflexões sobre os conceitos sociais de maternidade nos dias atuais; - Explorar a sobrecarga, pressões e desafios enfrentados por mulheres no exercício da maternidade através das experiências pessoais das atrizes-mães; - Proporcionar uma experiência teatral poética e sensível através de uma linguagem artística contemporânea; - Destacar e enaltecer a importância das mulheres na estrutura familiar e na sociedade, promovendo uma maior valorização do papel materno; - Trazer autenticidade e uma conexão mais profunda com o público ao integrar histórias pessoais das atrizes; - Sensibilizar o público para questões familiares e a dinâmica interna de suas casas, de forma a propor reflexões sobre as cargas emocionais e o trabalho invisível feito pelas mulheres.
Ao longo dos anos foi atribuída a mulher não apenas a responsabilidade de cuidar da casa e dos filhos, como também a necessidade de que essa responsabilidade fosse realizada sem questionamentos, reclamações ou pontuações. Nossa sociedade dita durante anos, quais devem ser os sentimentos das mulheres em relação a maternidade, não cabendo a ela discordar desse discurso romantizado. A ideia de que a maternidade deve ser vivida como algo necessário e incrivelmente satisfatório coloca a mãe em uma posição de submissão. Isso impõe a obrigação de se sentir realizada com a maternidade e plena nessa "nova" vida. Esses sentimentos impostos gradualmente desgastam a mãe, que sente que deve encontrar satisfação em servir seus filhos e renunciar aos seus próprios desejos e anseios. Com a mudança da sociedade, norteada pela onda de ideias do feminismo, que trouxe à tona discussões sobre igualdade de gênero, a necessidade de repensar os papéis tradicionais e a inserção da mulher no mercado de trabalho, a visão da maternidade passou por transformações significativas. Vivemos em um momento social em que as questões sobre a sobrecarga e as expectativas impostas às mulheres na função materna estão cada vez mais presentes no discurso público. As mulheres têm reivindicado a equidade no trabalho e na política e a distribuição mais justa das responsabilidades domésticas e parentais. Neste sentido, "Até Quando Você Cabe em Mim?" é um espetáculo teatral necessário e relevante, que busca desromantizar a maternidade, uma fase da vida repleta de dúvidas e transformações intensas para as mulheres. A peça é concebida para dar voz a um lado frequentemente silenciado da experiência materna, abordando o amor materno e as dificuldades enfrentadas pelas mães. O espetáculo se propõe a desconstruir a visão idealizada da maternidade, explorando as transformações psicológicas e físicas que as mulheres vivenciam. Ao abordar questões como a sobrecarga de cuidar dos filhos sem uma rede de apoio e o impacto disso nos desejos profissionais e pessoais das mulheres, a peça traz à tona realidades de diversas mulheres, que muitas vezes é negligenciada. Através de relatos pessoais das atrizes, a peça ilumina pensamentos e sentimentos que muitas vezes não são compartilhados, proporcionando uma visão mais completa e honesta da experiência materna. Essa abordagem dá visibilidade a questões importantes, estimulando uma reflexão mais profunda sobre o papel e as condições das mulheres na sociedade. Utilizando a arte e a poesia, o espetáculo oferece ao público uma experiência de acolhimento, conectando-os emocionalmente com as histórias apresentadas. A influência da obra de Pina Bausch e a linguagem contemporânea empregada criam uma obra, que sensibiliza e envolve o espectador. A peça é pertinente no contexto atual, onde a função de cuidar ainda recai majoritariamente sobre as mulheres, muitas vezes sem o devido suporte. Ao promover questionamentos sobre os laços familiares e a valorização da figura materna como indivíduo, o espetáculo estimula uma reavaliação das responsabilidades e condições reais de ser mãe ou pai. Nas temporadas em que foi apresentada, a peça recebeu um retorno muito positivo e emocionado do público, confirmando a relevância e o impacto das temáticas abordadas. Esse feedback reforça a necessidade de continuar explorando e dando voz a essas questões, ampliando a conscientização e promovendo mudanças sociais. "Até Quando Você Cabe em Mim?" é uma obra teatral que atua como um agente de reflexão e transformação social. Ao desromantizar a maternidade e dar voz às mulheres, o espetáculo contribui para uma maior compreensão e valorização da função materna, promovendo um diálogo necessário sobre as realidades e desafios enfrentados pelas mães na sociedade contemporânea, além de aproximar as mulheres da maternidade real.
O projeto de circulação da peça teatral "Até Quando Você Cabe em Mim?" será realizado em quatro cidades brasileiras, sendo elas Rio de Janeiro, Salvador, Recife e São Paulo. Com o objetivo de ter fácil acesso ao teatro, a previsão é que eles estejam localizados em áreas centrais das cidades. O espetáculo, com duração de 60 minutos, terá uma temporada de três dias em cada uma das quatro cidades, com intervalos entre as semanas para que as atrizes, que também são mães, possam se organizar. Ao todo, serão realizadas 12 apresentações, além de 4 ensaios abertos. A classificação indicativa da peça é 14 anos. Ao final de cada primeira sessão nas cidades teremos um debate com o público que contará com as atrizes em cena e uma profissional de saúde, o grupo abordará o tema da maternidade e seu universo. A ideia é circular com um espetáculo que já fez sucesso, mas que precisa de recursos. Pela experiência, a peça promove reflexão e incríveis debates a respeito do tema da maternidade. Faremos planejamento de ensaios anteriores para cada temporada. A produção envolve ensaios abertos, logística de transporte de cenário saindo de SP e/ou produção de um dos ítens da cena, uma mesa com mais de dois metros, na cidade local, afim de tentar baratear a logística de transporte. A mesma poderá ser alugada.
Além de contarmos com teatros equipados para receber pessoas com deficiências das quatro cidades de exibição do espetáculo, teremos apresentações com intérpretes de LIBRAS. Faremos ações específicas de divulgação e parcerias com instituições com a finalidade de ampliação do público com deficiência incluindo pessoas com deficiência auditiva e visual.
A fim de democratizar o acesso ao espetáculo, seguindo o artigo 29 da IN 11/2024, teremos o valor dos ingressos a preços populares, cujo valor será de R$20,00 meia e o R$40,00 inteira. Seguindo o inciso V do artigo 30 da IN, realizaremos ensaios abertos gratuitos para toda a comunidade, nos quatro estados de circulação.
Idealização: Katia Calsavara Direção: Juliana Sanches Dramaturgismo: Katia Calsavara e Juliana Sanches Atrizes-criadoras: Ericka Leal, Katia Calsavara, Lídia Engelberg e Thiene Okumura Produção e assistência de direção: Davi Tostes Provocação dramatúrgica: Angela Ribeiro Direção de produção: Joana Pegorari Desenho de luz: Thiago Capella Figurino: Dayse Neves Trilha sonora: Fábio Ock Classificação etária: 14 anos Breves CVs Katia Calsavara, jornalista, atriz e bailarina clássica formada pelos métodos da Royal Academy of Dancing (Londres) e Centro Pró Danza de Cuba. Como atriz, estreou no espetáculo "A Incrível Façanha do Homem" (1993), dirigido por Neusa Palione, assim como nas montagens "O Santo Milagroso"(1994), de Lauro César Muniz, e Meno Male (1995), de Juca de Oliveira. Como atriz da companhia Os Satyros a partir de 2009, participou dos espetáculos Roberto Zucco, dirigido por Rodolfo García Vásquez (prêmios Shell, APCA e CPT de 2010), “Satyros Satyricon”, “Criança Cidadã”, “Vestido de Noiva”, “Liz”, ”Adormecidos”, “Não Morrerás” e “Não Vencerás”. É produtora e atriz dos espetáculos “Subterrâneo” (2016), “Terra dos Outros Felizes” (2017) e “Do Outro Lado da Rua” (2018). No audiovisual fez participações na novela “Rock Story”, na série “Aruanas” e no longa “Tudo Vai Ficar da Cor que Você Quiser”. Integrou o elenco de montagens online como Phantasmagoria” (2021), dirigida por Eme Barbassa, e “Inconfessáveis 2” (2021), de Marcelo Varzea. Em 2023, idealizou, produziu e atuou em "Até Quando Você Cabe em Mim?", peça dirigida por Juliana Sanches (Grupo XIX de Teatro). Jornalista especializada na área de artes cênicas, escreveu sobre o segmento para a Folha de S.Paulo e outros veículos. Foi curadora de eventos e prêmios de dança como Denilto Gomes e APCA. É uma das fundadoras da Pipa Produções. Juliana Sanches, atriz formada pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul, Comunicadora Social pela Universidade Metodista e bailarina pela Royal Academy of Dance. Co-criadora do grupo XIX de teatro (2001), é atriz-criadora dos espetáculos "Hysteria" (2001, ganhador do APCA, indicado ao Prêmio Shell), "Hygiene" (2005, indicado ao Prêmio Shell), "Arrufos" (2008, indicado ao Prêmio Bravo de Teatro e ao Prêmio Shell), "Marcha para Zenturo" (2010, em parceria com o grupo Espanca!), "Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo está Acontecendo" (2013), "Auto-Estrada do Sul" (2013, em parceria com o Teatro del’Argine, Bologna, Itália), "Teorema 21" (2015), "Hoje o Escuro vai Atrasar para que Possamos Conversar" (2018). Com o grupo XIX de Teatro recebeu em 2018 o Prêmio Shell de Inovação pela Residência Artística na Vila Maria Zélia. Como diretora e dramaturgista atuou nos espetáculos "Pronto para Mudar" (2011, Centro Cultural São Paulo), "Monga" (2013, Sesc Santo André), "América Vizinha" (2014, Proac Primeiras Obras), "In Cômodos" (2018, Sescs São José dos Campos, Osasco e Ribeirão Preto), "A Corda, Alice" (2019, Proac Aldir Blanc), "A Corda Alice Através da Tela" (2020, espetáculo digital interativo) e "A Crise do Discurso como Substantivo Masculino" (2021, vídeo-arte). Ericka Leal, mãe de 2, preta, atriz, cantora e empresária. Estudou música com especialização em canto lírico na Faculdade Paulista de Artes. Participou de oficinas de arte cênicas, como o processo criativo da peça "O Amor É uma Flor Roxa" (2011), "In Cômodos" (2017), "Tempo de Ebulição Para Uma Xícara de Chá" (2018), "A Corda, Alice" (2019), todos dirigidos por Juliana Sanches, do Grupo XIX de Teatro. Participou da 33a Bienal Performando 2018, dirigida pela artista Wura - Natasha Ogunji. Em 2019, atuou na peça-manifesto "Plantar Cavalos Para Colher Sementes", sob direção de Ronaldo Serruya. No ano de 2020, participou como atriz e dramaturga do episódio 4 do projeto "Desmarginação: Fragmento ou o Que Sobrou", inspirado na obra de Conceição Evaristo. Em 2021, atuou junto ao Grupo XIX de Teatro nos processos de criação de "Infâmia" e "Almanaque". Em 2022, integrou como atriz o elenco da peça "Parque Industrial", baseada no romance proletário de Patrícia Galvão (Pagu), e integrou o elenco dos espetáculos "Hysteria" e "Hygiene". Já em 2023, participou como atriz e co-criadora do espetáculo "Até Quando Você Cabe em Mim?". Thiene Okumura, formada em teatro pela Universidade Federal de Pelotas- RS (UfPel) e Escola de Atores Wolf Maya, em São Paulo. Atua também como bailarina profissional e professora. Vêm transitando entre o teatro, a dança e a performance em seus trabalhos, entre eles "Sapho de Lesbos", com direção de Patrícia Aguile, e "Esta Noite Eu Não Pretendo Dormir", dirigida por Sérgio Ferrara. No audiovisual, protagonizou o curta- metragem "A Primeira Vez de Ana Katamura", de Mauro Paz. É integrante do Coletivo Impermanente, atuando nos espetáculos "(In)Confessáveis 2" e "O Que Meu Corpo Nu Te Conta?", de Marcelo Varzea. Em 2023, estreou no Teatro Sérgio Cardoso, em SP, o espetáculo "Até Quando Você Cabe em Mim?", dirigido por Juliana Sanches. Lídia Engelberg é atriz, contadora de histórias e jornalista. Iniciou suas experiências cênicas em 1985 com Antunes Filho no CPT. Fez cursos para investigações corporais e cênicas com Neide Neves, Gabriela Rabelo Ratton, Tica Lemos e Cristiane Paoli Quito.O contar histórias marca seu caminho cênico com participações em Festivais da Arte de Contar Histórias e eventos como Circuito Cultural e Viagem Literária. Integrou espetáculos e encenações como "Flores Urbanas", "A Mulher Judia", "Mnemósine", "Eu Conto, Tu Contas... Histórias para Quem Tem História", "Causos e Historietas", "Histórias de Cá e de Lá", "Acorda, Alice", "Vagaluz" e "Até Quando Você Cabe em Mim".
PROJETO ARQUIVADO.