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PROSEADEIRAS - nova edição é um projeto da Cia A Hora da História, um grupo teatral de corpo estável que completa 24 anos em 2025, e que propõe a realização de apresentações da intervenção artística Proseadeiras em escolas da rede pública e parques da cidade de São Paulo e de cidades do interior do Estado, a distribuição de cartilha de incentivo à leitura às crianças, doação de livros para o acervo das bibliotecas das escolas contempladas e realização de oficinas de contação de histórias para educadores. Todas as atividades serão gratuitas.
E se o livro ganhasse vida e saísse pelas ruas contando suas histórias? Esta é a nossa proposta, uma intervenção itinerante em que levamos as histórias e os livros onde as pessoas estão, e através da literatura, criamos um momento lírico em um lugar inesperado, de maneira instigante e divertida. Vestidas de literatura dos pés a cabeça, oferecemos histórias breves aos participantes. Cada conto, com duração entre 3 e 5 minutos, é apresentado de maneira diversa: musicado, narrado em dupla, narrado utilizando pequenos objetos manipulados, ou com o livro nas mãos contemplando as ilustrações. Proseadeiras é um projeto cultural que visa atender estudantes de 6 a 10 anos, inclusive surdos, educadores da rede pública de ensino, além de público aberto em espaços públicos.
OBJETIVOS GERAIS: São objetivos gerais do projeto: o incentivo à leitura, a valorização da oralidade e da linguagem narrativa, a difusão do valor da literatura e de sua estreita ligação com a cultura popular e oral, a instrumentalização de educadores na prática da contação de histórias e a democratização do acesso às artes, através de ações culturais totalmente gratuitas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: São objetivos específicos a oferta das seguintes ações: 1) APRESENTAÇÕES DA INTERVENÇÃO ITINERANTE PROSEADEIRAS:As apresentações trarão poesias e contos populares do Brasil e do mundo, além de obras de importantes autores brasileiros. Serão ao todo 50 apresentações que acontecerão em escolas públicas e parques da cidade de São Paulo e de cidades do interior do estado de SP. 2) DISTRIBUIÇÃO DE KITS DE LIVROS PARA O ACERVO DAS BIBLIOTECAS DAS ESCOLAS CONTEMPLADAS E CARTILHA DE INCENTIVO À LEITURA: A entrega das cartilhas aos alunos tem como intuito incentivar e orientar a prática da leitura dentro de casa por meio de seus responsáveis, e a doação dos livros às escolas visa o enriquecimento do acervo literário das instituições de ensino. 3) OFICINAS DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS PARA EDUCADORES: A proposta é instrumentalizar os educadores para a prática da contação de histórias em sala de aula, e despertar a presença corporal no ato de narrar uma história, aguçando nas educadoras e educadores a mesma pré-disposição, comprometimento e o prazer que a criança possui no ato de brincar.
A Cia A Hora da História é um grupo teatral que, desde 2001, desenvolve ininterruptamente trabalhos artísticos ligados ao incentivo à leitura para públicos de todas as idades. Aproveitando este longo histórico de produção e execução de projetos culturais focados no diálogo com a educação, PROSEADEIRAS - nova edição pretende fazer uso das artes cênicas como veículo para ações de incentivo à leitura dentro de escolas públicas. Para despertar na criança o interesse pela leitura, é importante que o livro faça parte do seu universo, dos seus brinquedos e principalmente do seu dia-a-dia. Considerando isso, esse projeto tem como base 3 vertentes: introduzir o livro na atividade da apresentação artística, inserindo-o na cena e em citações durante a apresentação, agregar ao acervo da biblioteca da escola o material literário que foi usado na construção da atividade, e por fim, oferecer ferramentas aos professores para a prática da contação de histórias criada à partir de narrativa literária de autores que escrevem para o público infantojuvenil. A instrumentalização dos educadores para a utilização desta linguagem em sala de aula é fundamental para dar continuidade aos objetivos deste projeto, já que assim, o ato da leitura e do contar histórias se fará presente no cotidiano da criança por meio de seus professores. Conforme Art 1o da Lei 8.313, este projeto se justifica e enquadra nos seguintes incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, o projeto cultural em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderá os seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais; POR QUE A LEI DE INCENTIVO À CULTURA? - Todas as ações ofertadas pelo projeto são gratuitas. Assim, não há receita gerada pelo projeto, e o mesmo seria inviável sem utilização da Lei de Incentivo à Cultura; - Trata-se de um projeto que visa atingir um público pertencente a camadas menos favorecidas da população, com pouco acesso a produtos e serviços culturais. O projeto cria o acesso a este público.
A 1a edição desse projeto aconteceu em 2022 com através do Pro-Mac/SP, com o qual tivemos uma captação parcial que viabilizou a realização de 23 apresentações da contação de histórias itinerante PROSEADEIRAS, em 12 regiões da cidade de SP, de forma totalmente gratuita. Também foram doados 16 kits de livros para todas as escolas que receberem o projeto, totalizando 144 livros, sendo 48 em braille. Foram atendidas mais de 4 mil crianças e jovens estudantes de escolas da rede pública da cidade de São Paulo, além de aproximadamente 450 pessoas nas apresentações abertas à população. Ao longo da execução das atividades, dezenas de escolas entraram em contato solicitando atendimento, tanto por indicação de professores, como de coordenadores pedagógicos das escolas atendidas. Isso demonstrou o grande impacto gerado por esta proposta e despertou em nós o desejo de uma nova edição nestes mesmos moldes.
1) Apresentações: PROSEADEIRAS está pautado na integração entre 4 diferentes linguagens artísticas - literatura, música, artes cênicas e artes plásticas, e propõe uma brincadeira com a literatura saltando dos livros. O repertório reúne pequenos causos, poesias, contos e fábulas de diferentes autores que escreveram para público adulto e infantil. A parte musical, realizada ao vivo, conta com sanfona, violão, flauta doce, instrumentos de percussão e canto, e também representa um papel importante na apresentação, ora para atrair o público através de uma "chamada musical", ora para enriquecer e dar climas para as narrativas, e até mesmo, como uma história toda cantada. As apresentações são realizadas por 2 atrizes e acontecem em dois formatos: - Dentro de escolas para alunos da rede pública de ensino. Nesta situação, os alunos não precisam se deslocar de dentro das salas de aula para assistirem à atividade. Como esta apresentação é itinerante, nós entramos de sala em sala e narramos uma história para cada turma - tendo cada entrada a duração de 5 a 10min, sem interferir assim com a dinâmica de aula do dia. - Apresentações em espaços abertos como praças, parques e ruas, para público em geral, em dias e horários de grande circulação de pessoas na região. Nestes locais, as apresentações acontecem num outro formato: uma intervenção poético-musical na qual levamos ao público textos poéticos impressos em grandes estandartes de tecido, que poderão ser lidos por todos, mesmo pelos que estão mais distantes. Num passeio musical, ao som de acordeon e/ou flauta, caminhamos pelo espaço, atraindo e convidando pessoas a ler os textos poéticos, cada um a seu tempo e a seu modo. 2) Doação de kits de livros e cartilha de incentivo à leitura: Os livros doados contarão com obras que farão parte do repertório das apresentações. Assim, os alunos poderão aprofundar o contato com o material assistido, e os professores terão a possibilidade de fazer a integração do conteúdo do trabalho artístico com o trabalho pedagógico desenvolvido em sala de aula. No caso da cartilha, ela apresentará textos, atividades lúdicas e dicas de como introduzir o hábito da leitura dentro de casa, incentivando familiares e responsáveis a criar esta prática no dia-a-dia de suas crianças. 3) Oficinas de contação de histórias para educadores: A oficina visa preparar o corpo e o “espírito” brincante dos educadores, para que seus recursos internos (gesto, projeção e entonação vocal, movimentação no espaço, respiração) estejam a serviço da palavra narrada. Ao final da oficina, os participantes receberão um certificado de participação.
A Acessibilidade deste projeto, se dará da seguinte forma: ACESSIBILIDADE FÍSICA: as apresentações e oficinas serão realizadas em locais com acessibilidade à portadores de necessidades especiais como rampas, banheiros adaptados, corrimão, etc. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO: no intuito de abarcar pessoas com deficiência auditiva e visual, garantindo-lhes o direito de acesso a produtos artísticos de qualidade, haverá a presença de uma intérprete de libras em 10 apresentações, além da inclusão de pelo menos 2 livros em braille em todos os kits doados às escolas.
A linguagem, o formato do projeto e todas as suas ações têm como norteador o propósito de democratização de acesso. A escolha de escolas públicas de diferentes regiões da cidade de São Paulo e em diferentes cidades do interior do estado de SP, a gratuidade das ações, a preocupação com a escolha do repertório que será apresentado a cada sessão, além da formação de professores para a continuidade das ações, estão entre as principais ações de democratização da cultura desta proposta. No caso das doações de livros às escolas públicas contempladas, a democratização se dará tanto pela gratuidade das atividades, como pela proposta de diversidade de cidades contempladas. Realizar ações em espaços públicos e abertos, como ruas, praças e parques, possibilita atender um público que não está esperando por este encontro com a literatura. Pessoas inesperadamente são convidadas a desfrutar de alguns minutos de história no meio de seu dia, durante suas atividades cotidianas. Por serem espaços públicos e de livre circulação, promovem o acesso universal, sem distinção de idade ou classe social, atendendo diferentes perfis de público. A proposta desta atividade cultural também traz em si características democráticas por acontecer num formato que não exige deslocamento de público para usufruir dela, somos nós que vamos até o público. Conforme Art. 21, a democratização de acesso se dará através das seguintes medidas de ampliação do acesso: I - doar, além do previsto na alínea “a”, inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do Art. 22; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infanto-juvenil;
Natália Grisi - CPF: 269.701.498-54 - Função: coordenação do projeto e atriz Camila Assis Pereira - CPF: 287.093.348-74 - Função: coordenação do projeto e atriz Luciana Catarina da Silva - CPF: 341.729.338-31 - Função: atriz Kelly Aparecida da Silva / CPF: 100.362.138-45 / Função: oficineira Mariana Mioli Blanski - CPF. 044.809.649-83 - Função: atriz Marcia Adriana Rocha - CPF: 196.514.798-41 - Função: produção executiva CAMILA CASSIS Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo - ECA/USP, Contadora de Histórias, Musicista e Teatro-Educadora. Co-fundadora da cia A Hora da História, e desde que foi fundada, é responsável pela composição e direção musical de seus projetos. Principais trabalhos realizados pela Cia A Hora da História: atriz, compositora e diretora musical de A Menina da Lagoa, contemplado pelo 4० Prêmio Zé Renato de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, e dirigido por Juliana Offenbecker; atriz, produtora e compositora em Escondeonde, espetáculo com direção de Jackie Obrigon e dramaturgia de Marcelo Romagnolli (2015); produtora, atriz, compositora e diretora musical de Brasilidades, espetáculo narrativo-musical (2014); co-autora, atriz, compositora e diretora musical de Por um Fio (2012); co-produtora, atriz, compositora e diretora musical em Tic Tac, texto de Mauricio de Barros e direção de Jacqueline Obrigon (2010). NATÁLIA GRISI Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo - ECA/USP. É atriz, diretora teatral, contadora de histórias e dramaturga. Co-fundadora da cia A Hora da História, na qual atua como artista criadora em todas as atividades, alternando também as seguintes funções - atriz, narradora de histórias, dramaturga, diretora cênica, performer e produtora. Na área da direção, integrou o projeto "Leitura na Escola" da Fundação para o Desenvolvimento da educação (FDE), dirigindo leituras dramáticas filmadas direcionadas a alunos e professores da rede pública de ensino. Fundadora do Núcleo Girândola (2012), onde atua como intérprete, diretora, dramaturga e produtora executiva. Escreveu e dirigiu o espetáculo infantil Melancia e Coco Verde (2009), indicado ao prêmio FEMSA 2009 na categoria "Revelação - Texto e direção"; com "Aurora e o pé de vento" - dramaturgia infantojuvenil - foi contemplada pelo EDITAL 03/2020 - PEÇAS EM PROCESSO / Dramaturgias do tempo / TUSP. LUCIANA CATARINALicenciada em Música no Centro Universitário Claretiano, 2015, onde atualmente cursa pós-graduação em educação musical. Atriz, musicista e contadora de histórias. Fundadora do Grupo Pererê, Cia que pesquisa a linguagem cênica e musical para crianças; o CD do projeto “Contando e Cantando Histórias” foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira. Com o Grupo Pererê também participou do DVD “Para os Pequenos”, de Maristela Loureiro e Ana Tatit, da Coleção Brinco e Canto – Editora Melhoramentos, atuando nos arranjos e execução das canções, 2014. Integrante da Cia A Hora da História desde 2010. Arte-educadora no Colégio Etapa/SP (2019) ministrando aulas de música. Educadora e Regente do Coral do Colégio Jardim São Paulo, ministrando aulas de música e interpretação na escola. MARIANA BLANSKIFormada como atriz pelo Teatro Escola Célia Helena em 2006, e em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2011). Integrante da Cia A Hora da História desde 2015. Também atua em trabalhos narrativos na Cia Tá na Boca do Conto. Principais trabalhos como atriz: "Como Se Fora Esta Noite" texto de Garcia Morales, tradução e dramaturgia Analy Alvarez e direção de Marcus Cardeliquio (2018), “História dos Porões", texto Analy Alvarez e direção de André Garolli (2017), “Fora Do Mundo” texto e direção de Analy Alvarez (2016), "A Social" de Ricardo Corrêa e direção de Thiago Ledier (2015), “Os Azeredo mais Os Benevides" (2014) de Oduvaldo Vianna Filho e direção de João das Neves, GANGUE, de Pedro Guilherme e direção de Mauro Baptista Vedia (2013); CHOCOLATE AMARGO, de Renata Pallottini e direção de Pedro Vieira (2012); SEDUTOR POR ACASO, de Paulo F. e direção Jairo Mattos (2012); OS INADEQUADOS, de John Sandlers e direção Ralph Maizza (2011); ME LEVA PRA CASA, de João Fábio Cabral e direção Fabiana Carlucci (2009). Como psicóloga, realizou os seguintes projetos: Workshop de Conscientização Corporal em UBS’s; O Teatro e Seu Valor Terapêutico; Workshop Arteterapia e a reabilitação psicossocial das pessoas em sofrimento psíquico. KELLY ORASI Atriz há 25 anos, contadora de histórias desde 1998, e autora do livro infantil “A história que atravessou o oceano”. Graduada em comunicação social com especialização em narração de histórias. Docente do curso de pós-graduação “Narração Artística – O contador de histórias no contexto urbano” d’A Casa Tombada/FACON. Uma das fundadoras do Núcleo de Teatro Trecos e Cacarecos como o qual recebeu excelentes críticas e premiações em festivais, dentre eles, com o espetáculo “Dom Quixote, o cavaleiro sonhador” (Prêmio Melhores de 2011 pela Revista Crescer). Criadora do Núcleo de teatro Histórias e Objetos e do Núcleo de Narração Artística Boas Histórias. Uma das idealizadoras, curadora e professora dos Cursos Básico e Avançado de Contadores de Histórias realizado pelo Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo, na Biblioteca Hans Christian Andersen. Atua como atriz, contadora de histórias e palestrante em vários congressos, solenidades e festivais, dentre eles: Boca do Céu - Encontro Internacional de Contadores de Histórias, no qual também fez parte da equipe de organização. Como arte-educadora e contadora de histórias, atuou em projetos de incentivo à leitura, literatura e cidadania para a Associação Arte Despertar, Instituto Pão de Açúcar, FDE (Fundação do Desenvolvimento da Educação), entre outros. MARCIA ROCHA Atuou como produtora de figurino no programa “Axé Se liga Brasil” , exibido pela TV Bandeirantes (1996). Na JZ TV e Cinema (1996 a 1998) formatou projetos para Leis Federais, Estaduais e Municipais de Incentivo a Cultura e na pré-produção de longa metragem. Produtora na Allegro Produções Artística (1999 a 2004), com espetáculos infantis realizados em escolas, hospitais e locais públicos por todo Brasil e também atuando na pré-produção de viagens com orçamentos/reservas de hotéis, vans, som e palco. Produziu eventos artísticos em Portugal entre 2005 e 2006. Assistente de produção do Núcleo Girândola desde 2014. Desde 2010, trabalha como produtora da Cia A Hora da História, revezando funções administrativas e executivas, a cada projeto. Experiência em produção executiva de projetos contemplados por leis de incentivo municipais e estaduais, e também prêmios como PROAC Expresso, Zé Renato, entre outros.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.