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Este projeto consiste na produção de um curta-metragem documental sobre a trajetória de mulheres que atuam nos bastidores da cena musical periférica brasileira, revelando suas contribuições e os desafios enfrentados em um mercado ainda marcado pela desigualdade de gênero. A narrativa destaca o papel dessas profissionais em diferentes etapas e áreas da criação musical — como composição, mixagem até a produção de shows —, valorizando a força e a resiliência de mulheres que transformam o cenário musical sem estarem sob os holofotes. Além do documentário, o projeto incluirá workshops de formação voltados para mulheres periféricas, promovendo a qualificação e incentivando a inclusão produtiva no setor.
Mulheres na cena trata-se de um curta-metragem de 15 minutos, do gênero documentário, que retrata a cena musical da periferia da grande São Paulo a partir da perspectiva das mulheres que constroem essa cena. O funk é um ritmo que nasceu e cresceu nas periferias, mas que hoje ganhou espaço nas playlists de pessoas de todas as classes, e emerge como ritmo aclamado em grandes festivais de música. Para além de ser um gênero musical com o qual a juventude das classes populares se identifica, tornar-se um MC, DJ ou produtor dentro dessa cena se tornou também um sonho de profissão, e uma forma de imaginar a própria ascensão social. Mas qual o espaço das meninas e mulheres nesse sonho? Nos últimos anos mulheres têm conquistado seu espaço dentro do funk, do rap e do hip hop, mas essa conquista não vem fácil: elas enfrentam o machismo, o descrédito profissional, e as dificuldades comuns de conciliar jornada de trabalho com responsabilidades de cuidado familiar. Mesmo com os desafios, mulheres tem se destacado na cena e construído seu nome, denunciando a desigualdade de gênero e sendo ouvidas por outras mulheres. Mas e nos bastidores? O funk não é feito apenas de MCs e DJs. Num mercado musical aquecido e sempre se renovando, se multiplicam as possibilidades profissionais, que vão da produção de eventos, ao empresariamento de carreiras, de stylists a técnicos de som. Nesse documentário, acompanharemos novas MCs em início de carreira, mas também as profissionais nessas outras ocupações dentro da cena musical, mostrando os desafios para as mulheres nesse mercado e como o dinheiro tem ou não circulado na mão delas nos bastidores. O documentário será gravado acompanhando a rotina de diferentes profissionais do funk na grande São Paulo, retratando seu cotidiano no trabalho e os bastidores nem sempre glamourosos da vida de artistas emergentes. As personagens também serão entrevistadas para narrarem em seus termos os seus sonhos, ambições e dificuldades. O material será editado compondo um um retrato da corrida de jovens mulheres periféricas para conquistarem seu espaço no mercado da música empreenderem culturalmente.
Objetivo geral: Produção de curta metragem em full HD distribuído online e gratuitamente, que narre a trajetória de mulheres na cena musical do funk na periferia da grande São Paulo abordando desafios de carreira, conquistas, profissionalização e enfrentamento de um mercado misógino. O projeto também incluirá ações de formação em produção musical voltada à mulheres periféricas. Objetivos específicos: - Valorizar a trajetória de mulheres que lutam por espaço na cena musical brasileira. - Visibilizar as diversas etapas da cadeia produtiva da música, reconhecendo e fomentando a atuação de mulheres nestas esferas;- Promover a conscientização coletiva sobre desigualdade de gênero no mercado de trabalho musical - Realizar 2 workshops de qualificação de mulheres para o atuação no mercado musical;- Atingir 1000 alunos da rede pública de ensino- Alcançar, no mínimo, 1.000 visualizações no primeiro mês de publicação.
A indústria da música, historicamente dominada por homens, reflete as desigualdades de gênero que permeiam a sociedade, tornando-se um ambiente desafiador para as mulheres. Embora a presença feminina tenha crescido nos últimos anos, elas ainda enfrentam barreiras significativas em termos de reconhecimento, remuneração e oportunidades. O relatório "O que o Brasil ouve _ Edição mulheres na música" revela que, em 2021, do total de R$ 901 milhões distribuídos em direitos autorais no Brasil, apenas pouco mais de 7% foram destinados às mulheres. Essa disparidade revela não apenas a falta de representatividade feminina nos postos de destaque, mas também um sistema que privilegia compositores e intérpretes masculinos em detrimento das mulheres.Esses números são ainda mais alarmantes quando analisados no contexto da lista dos 100 autores com maior rendimento no país, onde as mulheres representaram apenas 4% em 2021.Além das questões de gênero, fatores como raça e idade agravam ainda mais essa situação. Mulheres negras, por exemplo, encontram menos oportunidades e enfrentam maiores barreiras para ascender em suas carreiras musicais. A maternidade também surge como um fator que afeta diretamente suas trajetórias, criando dificuldades adicionais para conciliar a carreira com as responsabilidades familiares.Esse cenário, já excludente, se agrava ainda mais nas periferias, onde a precarização do trabalho e a falta de oportunidades tornam o mercado musical um caminho ainda mais desafiador para mulheres. Nesses espaços, a música não é apenas um sonho ou uma forma de expressão, mas também um potencial campo de trabalho e uma rota de identificação para muitas jovens.A contribuição feminina para a música vai além das cifras econômicas. As mulheres são responsáveis por uma produção artística diversa e rica, que amplia a perspectiva cultural e social da música brasileira. Elas são responsáveis por uma produção artística diversa e inovadora, que traz novas narrativas e amplia as perspectivas culturais e sociais da música brasileira. No entanto, o mercado musical ainda trava barreiras a essa profissionais, mantendo uma estrutura que desconsidera a equidade de oportunidades e recompensas. O documentário se apresenta como uma ferramenta potente para visibilizar e amplificar essa discussão, oferecendo um olhar profundo sobre os enfrentamentos cotidianos vivenciados por mulheres trabalhadoras do campo da música. Através de histórias reais e de dados concretos, a proposta busca evidenciar como a desigualdade de gênero se manifesta nas diferentes etapas da carreira musical e as estratégias de subversão que mulheres estão empreendendo frente a esta realidade. Ao trazer à tona essas questões, o documentário não só provoca a estrutura misógina das cenas, mas também inspira a criação de soluções e promove uma reflexão coletiva sobre a importância de valorizar a contribuição feminina na música.Desta forma, o projeto faz juz ao uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais para o financiamento de suas ações, enquadrando-se nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais.
Curta metragem de até 15 minutos, formato final: digital full HD. Conforme plano de acessibilidade, o projeto contará com intérprete de libras e legendagem descritiva. Item Orçamentário: Legendagem e Intérprete de libras
O curta metragem contará com legendas e interpretação de libras. Item Orçamentário: Legendagem e Intérprete de libras. Para realização dos workshops, no ato da inscrição das participantes, serão identificadas necessidades de acessibilidade para que possamos prover as adequações necessárias à plena participação e inclusão. E uma dos temas abordados nos workshops será a inclusão no mundo musical. Referente aos espaços de lançamento, daremos prioridade à espaços com recursos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e/ou idosas e também, banheiros adaptados, área de circulação e locais de alimentação próximos.
O curta metragem será disponibilizado de forma gratuita e online (Youtube). Realizaremos, também, exibições públicas e gratuitas, seguidas de rodas de conversa em escolas da rede pública de ensino de São Paulo. Conforme art 30 da IN 11/2024, disponibilizaremos na Internet, registros das atividades formativas, do lançamento e das ações de contrapartida, além de compartilhar etapas da produção do documentário. Realizaremos, gratuitamente, como atividade paralela à gravação, workshops temáticos gratuitos.
Coordenação Geral do projeto: Proponente AZMINAA Revista AzMina é uma organização de jornalismo independente. Fundada em 2015, AzMina desenvolve projetos a fim de conscientizar cidadãos e lideranças sobre a importância de promover e proteger os direitos das mulheres, ampliar o autoconhecimento e a autoestima de mulheres e produzir evidências para mudanças voltadas à equidade de gênero e raça. Em 2022, através da Lei Rouanet, AzMina lançou a websérie documental “Elas.Lab” que trata da presença das mulheres na ciência. No mesmo ano, através do PROMAC, AzMina lançou a websérie documental “Por elas, por Nós” que, em 5 episódios, apresenta a história de mulheres em diferentes campos de atuação que promoveram mudanças em favor da igualdade de gênero. Coordenação de Comunicação: Bárbara LibórioBárbara Libório é jornalista especializada em investigação e tem mais de dez anos de carreira em veículos da mídia tradicional e independente. É mestre em Mídias Criativas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutoranda em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo. Foi editora da Revista Época, do Aos Fatos e do Canal Meio. Como repórter, passou por IstoÉ, iG e Folha de S.Paulo. Em 2012, foi alunana oficina de documentário Santo André Documenta da Escola Livre de Cinema e Vídeo de Santo André. Em 2013, dirigiu o mini documentário "Ocupação Mauá". Em 2023, já como diretora de conteúdo do Instituto AzMina, participou da produção da websérie documental "Por Elas, Por Nós" e da idealização de outros projetos audiovisuais da organização, incluindo a direção de conteúdo dos vídeos veiculados no YouTube, no sitee nas redes sociais do instituto. Direção audiovisual: Nathalia Cariatti Gerente de projetos audiovisuais d’AzMina, sendo responsável pela coordenação e direção dos formatos jornalísticos produzidos pela organização. É mestranda em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo. Como jornalista tem experiência com a produção, direção e montagem de documentais de veículos como Trip TV e Revista Piauí. Cria e produz o podcast documental narrativo Reinventando a Natureza, sobre como a ciência tem participado da reprodução humana e como isso afeta as mulheres. Produção Executiva: Nathália ProcópioÉ gerente de captação n’AzMina. Baiana, produtora e gestora cultural, graduada em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mestre em Administração pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Com uma trajetória transversal, já atuou na administração pública (SECULT/BA); com docência (UFES), gestão de equipamentos e projetos culturais. Atuou com produções independentes como MIMB - Mostra Itinerante de Cinemas Negros (coordenação de produção); XVIII PanoramaInternacional Coisa de Cinema (Produção Financeira); Acervo Imediato (Coordenação Geral), entre outros.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.